24 abr

Grêmio volta a jogar mal e perde do San Lorenzo; pressão pela queda de Enderson Moreira vai aumentar

Análise de jogos, Copa Libertadores

De Vitor Birner

San Lorenzo 1×0 Grêmio

O Grêmio voltou a jogar mal.

Até poderia ser elogiado pelo desempenho do seu sistema defensivo caso não houvesse o erro coletivo, de atenção, no lance do gol que deu a vitória ao mediano San Lorenzo.

Até a imprensa ‘hermana’, inclusive a parte ufanistas, durante a semana, falou a respeito da superioridade do Imortal Tricolor.

Ela tem como referência o futebol do time gaúcho na fase de grupos da Libertadores.

Se ele reaparecer no confronto de Porto Alegre, a chance de os comandados de Enderson Moreira se classificarem será muito grande.

Resta saber como será o ambiente até a próxima quarta-feira, dia do confronto de volta.

Há quem defenda a demissão do treinador.

Eu discordo.

Tal medida, hoje, será um ato impulsivo, populista e errado.

Defensivo

Enderson Moreira escalou o Grêmio no 4-1-4-1.

Edinho atuou entre as linhas de quatro.

A mais recuada contou com Pará Léo Gago, improvisado, nas laterais, além dos zagueiros Geromel e Werley.

A do meio foi formada por Riveros, Ramiro, Zé Roberto e Dudu, da direita para a esquerda, na respectiva ordem.

A postura, não o posicionamento defensivo, gremista foi defensiva.

Talvez porque o time perdeu as finais do estadual para o Internacional e a estreia no Brasileirão contra o Atlético PR, e começaram as especulações sobre a possibilidade da queda do treinador, o comandante tenha optado por não correr riscos diante de um time limitado.

O San Lorenzo, no ‘ Torneo Clausura’, em 15 jogos fez 15 gols e sofreu 14 após vencer 6 vezes, empatar 5 e perder 4.

Na Libertadores, em 6 partidas balançou as redes 6 vezes e foi buscar a bola no fundo dela em 5 oportunidades.

Dessa meia dúzia de gols, 3 foram na última partida contra o Botafogo, o último aos 44 minutos do segundo tempo e que o classificou e eliminou o Independiente Del Vale, no saldo de gols,

‘El Santo’ merecia respeito, ainda mais diante de sua ‘hinchada’, mas tinha que ser pressionado.

A postura defensiva gremista impediu isso no começo da partida.

Andamento

Buffarini e Más, laterais do San Lorenzo, avançam bastante.

Enderson Moreira pediu para o time iniciar a marcação no meio de campo e orientou respectivamente Dudu e Riveros a acompanhá-los sempre.

Eu concordaria com isso se o trabalho defensivo gremista começasse na saída de bola do adversário.

Mas a equipe iniciou as tentativas de recuperar a redonda na linha que divide o gramado.

Por isso, quando Dudu, o melhor nos dribles, recebia a bola para puxar o contra-ataque, ele estava atrás do meio de campo e muito longe de Barcos; precisava driblar ao menos dois marcadores para chegar perto da área.

Como o San Lorenzo parou no sistema defensivo do Grêmio, os goleiros tiveram vida mansa no 1° tempo.

Piatti, o badalado meia, foi anulado. O centroavante Mattos ficou isolado.

Apenas em algumas falhas do Léo Gago diante de Villalba, e do estabanado e guerreiro zagueiro Geromel, o San Lorenzo ameaçou fazer algo interessante.

O Grêmio, quando restavam cerca de 10 minutos para o intervalo, adiantou a marcação e passou a jogar um pouco melhor que o time de Boedo.

Parecido

Se os boleiros do Grêmio ficassem um pouco mais próximos uns dos outros, as chances de conseguirem uma tabela era boa.

Havia espaço para tal e o time de Enderson Moreira ditava o ritmo do jogo.

Como não fez isso, ficou dependente de cutes de média e longa distâncias, e de cruzamentos.

San Lorenzo aproveita desatenção e faz o gol

Após o período de descanso, o jogo continuou na mesma toada.

‘El Santo’ era inofensivo quando fez 1×0, aos 7 minutos.

Precisou de muitos erros do sistema defensivo gremista para balançar a rede.

Villalba recebeu a bola na cobrança de lateral e Léo Gago estava distante. Ele aproveitou e tocou para o meio, na entrada da área.

Correira recebeu o passe com muita liberdade para quem estava na entrada área.

Geromel deu espaço para ele girar e chutar.

O arremate não era fácil de ser defendido, mas a bola passou por baixo de Marcelo Grohe.

Foi para cima

Aos 12, Enderson Moreira mudou o jeito de o Grêmio atuar.

Trocou Ramiro por Luan. O substituto formou  linha de três com Riveros e Dudu pelos lados, todos mais adiantados.

Zé Roberto também tinha liberdade para criar e Pará de apoiar.

Edgardo Bauza, minutos depois, reforçou o meio colocando o Konnemann, que atua na lateral ou na zaga, no lugar do meia Piatti.

O reserva foi jogar na lateral; Más, que atuava na posição, ficou na frente dele ajudando os atletas do meio de campo na marcação e como opção de velocidade para os contra-ataques.

O time gaúcho deu espaços para isso.

Pouco 

A apresentação do Grêmio, na parte ofensiva, não foi boa.

Faltou atuarem mais próximos uns dos outros. Ficaram distantes demais e por isso erraram passes. Não conseguiram fazer as tabelas, apesar do San Lorenzo deixar lacunas.

Restaram os chutes de média e longa distâncias, e os os cruzamentos na área.

A melhor oportunidade de empatar aconteceu numa bobeira do goleiro Torrico.

Ele segurou a bola ao invés de chutá-la depois Buffarini tocá-la para ele. 

O árbitro, correto, soprou o tiro livre indireto e colocou a redonda na linha da entrada da pequena área.

Nem na hora de cobrá-la os gremistas se entenderam.

Dudu pisou nela e Barcos, mesmo muito perto do gol, chutou para longe.

Depois eles ficaram discutindo.

Justo

A arbitragem foi boa.

Não interferiu no resultado do jogo.

A vitória do San Lorenzo foi fruto apenas dos erros e acertos dos atletas em campo;

Não há nada a questionar sobre ela.

Resultado justo.

Indefinida

O Grêmio tem qualidade para se classificar atuando em casa, na próxima semana.

Precisa reencontrar o futebol da fase de grupos da Libertadores.

Se o fizer, vai passar, pois o único grande argentino que nunca venceu a competição, conta com uma equipe apenas mediana.

Mas caso repita as apresentações da partida de volta do Estadual, estreia no Brasileirão e desta, corre risco de ser eliminado.

Ficha do jogo

San Lorenzo – Torrico; Buffarini, Valdés, Gentiletti e Más; Mercier, Ortigoza, Villalba (Cavallaro) e Piatti (Kannemann); Correa (Elizari) e Matos
Técnico: Edgardo Bauza

Grêmio – Marcelo Grohe; Pará, Werley, Geromel e Léo Gago (Breno); Edinho; Ramiro (Luan), Riveros, Zé Roberto (Maxi Rodríguez) e Dudu; Barcos
Técnico: Enderson Moreira

Local – Estádio Nuevo Gasómetro
Árbitro – Enrique Osses (CHI)
Assistentes – Carlos Astroza (CHI) e Sergio Román (CHI)

Ao vivo

Comentei o jogo, ao vivo, no Placar UOL.

Se alguém quiser ler as opiniões emitidas na hora dos lances, eis o link.

http://n.placar.esporte.uol.com.br/futebol/libertadores/?id=2014/04/23/san-lorenzo-x-gremio 

Escrito por Vitor Birner às 0:57 Vitor Birner 44 Comentários

23 abr

Madrid ganha do Bayern com nó tático de Ancelotti em Guardiola e grande atuação do sistema defensivo

Análise de jogos, Champions League

De Vitor Birner

Real Madrid 1×0 Bayern de Munique

Ancelotti adaptou o Real Madrid ao estilo tiki-taka que Guardiola implementou no Bayern de Munique.

Ao invés preparar o gigante da capital da Espanha para impedir os bávaros de jogarem como gostam, permitiu aos alemães fazerem o que pretendiam, mas apenas até a página nove.

O treinador madridista tirou proveito daquilo que o adversário faz bem.

Posicionou o sistema defensivo com precisão e viu seus comandados cumprirem suas funções sem a bola de maneira digna de ser aplaudida.

O contra-ataque inteligente e bem executado, mesmo com Cristiano Ronaldo em campo sem ter se recuperado completamente da lesão, completou a fórmula da vitória.

Vamos aguardar até a próxima semana para ver se o time vai manter a consistência na marcação, missão complicada na casa do atual campeão da Uefa Champions League.

E aguardemos também as decisões de Guardiola no que diz respeito à escalação do Bayern de Munique.

Discordei de uma delas que comprometeu o desempenho dos bávaros.

A proposta de Ancelotti

Ancelotti armou o Real Madrid para se defender e contra-atacar, mesmo jogando no Santiago Bernabeu.

Deixou Bale na reserva e deslocou Di María para o lado direito do quarteto do meio-campo, que teve também Modric, Xabi Alonso e Isco.

O treinador italiano sabia que o Bayern de Munique marcaria a saída de bola,  ponto forte do time de Guardiola, e abriu mão de ver seus comandados tentarem sair de trás tocando a redonda.

Preferiu apostar no aumento da qualidade do passe no meio-de-campo e na dupla de ataque Cristiano Ronaldo e Benzema, que foi encarregada de aproveitar os lançamentos longos feitos pelos atletas do meio.

A tática que certamente seria criticada aqui no Brasil caso o resultado fosse ruim, pois a equipe da casa, milionária e talentosa preferiu deixar a bola com o adversário, mostrou a enorme perspicácia do comandante madridista.

Rafinha, Boateng, Dante e Alaba, os laterais e defensores do Bayern, formam uma linha de defesa mediana, que depende muito da marcação de quem está no meio-campo e no ataque para não expor suas fragilidades.

Além disso, Rafinha e Boateng apoiam bastante, pois o Bayern marca com quase todos atletas, ou com todos dependendo do momento, no campo de ataque.

Há bastante espaço atrás deles.

Bastava acertar o lançamento para Cristiano Ronaldo ou Benzema para ter boas chances de criar lances claros de gol.

Na primeira

O Bayern de Munique controlou as ações até os 18 minutos.

Ficou tocando a bola no ataque em busca de espaço no sistema defensivo madridista sem permitir que os merengues passassem a linha que divide o gramado com ela.

Na primeira vez que o Madrid conseguiu contragolpear, fez o gol.

Cristiano Ronaldo, que entrou em campo mesmo sem estar completamente recuperado da lesão,  tocou para Coentão.

O português da lateral esquerda cruzou rasteiro e Benzema, livre, balançou a rede.

O baile tático

O gol deu início ao baile tático.

Antes de acontecer, só os alemães jogaram futebol com a bola e o sistema defensivo preparado por Ancelotti trabalhava muito e de maneira competente.

Depois, o Madrid levou perigo mais vezes no contragolpe. O Bayern continuou no campo de ataque trocando passes e sem exigir intervenções de Casillas.

Aos 25, Cristiano Ronaldo perdeu uma chance daquelas que não costuma desperdiçar.

Di María, pouco antes do intervalo, também teve a oportunidade de ampliar a vantagem.

Os números explicam o que houve antes do período de descanso.

O Bayern teve 73% de posse de bola, perdeu por 1×0 e deve agradecer por não ter sofrido ao menos mais um gol.

Guardiola foi teimoso 

A inversão de lado do discreto Robben e do nulo Ribéry foi a única novidade de Guardiola desde o começo do 2° tempo.

Foi pouco para o Bayern achar espaços no sistema defensivo do Real Madrid.

Eu imaginava que Guardiola trocaria Rafinha por Javi Martinez e colocaria Lahm, volante ao lado de Schweinsteiger, na lateral direita.

Ele só fez isso aos 21 minutos.

Demorou muito.

Os merengues, por outro lado, continuaram precisos na parte defensiva e ainda conseguiram aumentar um pouco sua posse de bola no campo de ataque.

Guardiola, por isso, aos 26 tirou Ribéry, péssimo no jogo, e colocou Goetze.

Faltava o drible ao Bayern para abrir espaços no sistema defensivo do Madrid e Goetze poderia realizar aquilo que o treinador esperava do francês.

Logo depois, Schweinsteiger saiu e Muller entrou.

Trocas no Madrid

Pepe se machucou e, aos 28, deu lugar ao Varane.

O zagueiro titular jogou muito bem. Foi perfeito na cobertura e bola aérea.

Ele saiu quase junto de Cristiano Ronaldo, substituído por Bale para manter a força do contra-ataque na esquerda.

O galês, no Tottenham, atuou daquele lado para o centro, mas na Espanha joga na direita, pois a prioridade é do português.

Aos 35, Illarramendi ocupou a vaga do Isco.

Reclamou sem razão

O Bayern ameaçou Casillas, com um chute de fora da área de Muller, apenas aos 36.

Nos minutos finais, talvez por causa do cansaço dos defensores do Real madrid, a pressão alemã aumentou.

Aos 38, Goetze obrigou Casillas a realizar sua única intervenção difícil.

Aos 46, Muller pediu pênalti após perder a bola, na área, para Xabi Alonso. Guardiola também reclamou com o árbitro Howard Webb.

O lance foi legal.

O inglês acertou ao não soprar a infração.

Melhor em campo

Coentrão, Pepe, Xabi Alonso e Modric foram os melhores do jogo.

Voto no último, por causa da qualidade na marcação e passes, inclusive no lançamento que terminou com Cristiano Ronaldo perdendo o gol, destaque do confronto.

Eis as escalações dos times na vitória por 1×0.

Real Madrid – Casillas; Carvajal, Sergio Ramos, Pepe (Varane) e Coentrão; Di María, Modric, Xabi Alonso e Isco (Illarramendi); Cristiano Ronaldo (Bale) e Benzema
Técnico: Carlo Ancelotti.

Bayern de Munique – Neuer; Rafinha (Javi Martínez), Dante, Boateng e Alaba; Lahm, Schweinsteiger (Müller), Kroos, Robben e Ribéry (Götze); Mandzukic
Técnico: Pep Guardiola

 

Escrito por Vitor Birner às 18:57 Vitor Birner 13 Comentários

22 abr

Brasileirão tem vários supostos favoritos

Birnadas, Coluna no Lance!

De Vitor Birner

Mineiros e gaúchos

Perdi a conta de quantas vezes me perguntaram, durante a semana, quem vai ser campeão brasileiro.

Eu não tenho a resposta.

Qualquer prognóstico, agora, não passa de um baita chute.

Opinar com embasamento a respeito de como estarão as coisas no segundo semestre é impossível neste momento, pois o Brasileirão será paralisado por causa da Copa do Mundo e logo depois a janela de transferências será aberta.

Quase todos clubes nacionais enfrentam, como de costume, problemas financeiros. A chance de perderem jogadores importantes deve ser levada bem a sério.

Agora é possível especular apenas sobre a ‘primeira fase’ com nove rodadas antes do Mundial.

O cenário atual mostra o seguinte:

Cruzeiro, Grêmio, Galo e Internacional estão mais bem preparados.

Os Celestes parecem um pouco à frente dos concorrentes porque possuem elenco mais completo e entrosado que os dos representantes gaúchos.

Mas na Libertadores, por exemplo, o Imortal Tricolor mostra futebol superior ao da Raposa.

O Colorado passeou na final do estadual contra os gremistas, conta com treinador experiente e vencedor, e pode se concentrar apenas no torneio nacional, enquanto os três outros citados vão encarar confrontos desgastantes na Libertadores. Talvez isso o ajude

O Atlético MG com Autuori parece amarrado na parte ofensiva por causa da tentativa de o treinador mudar o jeito da equipe atuar.

Hoje o time troca mais passes no meio-de-campo que nos tempos de Cuca, quando primava pela velocidade e estilo ofensivo.

Mesmo assim, continua competitivo e quando encarou a Raposa os jogos foram difíceis para ambos.

O quarteto formado pelos gigantes de Minas Gerais e Rio Grande do Sul começa, teoricamente, em vantagem.

A diferença de qualidade técnica em relação as outras agremiações tradicionais do país não é grande o bastante para lhe garantir a abertura de boa margem de pontos na tabela de classificação.

Em São Paulo

O São Paulo pode fazer sucesso se melhorar defensivamente e Pato, Ganso e L. Fabiano jogaram o que o sabem.

O Peixe também enfrenta problemas com a marcação, porém vai dar trabalho caso os mais jovens evoluam.

O Corinthians teve um mês para trabalhar, deve estar voando na parte física e mais bem entrosado que no estadual.

O Palmeiras com Kardec e Valdívia bem, é competitivo.

No Rio de Janeiro

O reencontro de Sheik com o bom futebol será vital para o Botafogo no começo do Brasileirão. Sem isso, a equipe tende a ir mal.

O elenco do Flamengo é pior que o dos gaúchos, mineiros e paulistas, e um pouco superior ao do Glorioso.

O Fluminense possui, no papel, o melhor grupo de atletas do trio. Com Cavalieri, Fred e Conca bem, pode brigar na parte de cima da tabela.

No Lance!

O texto deste post é a reprodução da minha coluna de sábado no Lance.

Foi escrita antes de o campeonato brasileiro começar, por isso não tem detalhes da rodada.

 

Escrito por Vitor Birner às 14:57 Vitor Birner 85 Comentários

20 abr

Muricy muda características do setor de criação e São Paulo vence o Botafogo com facilidade; Vágner Mancini errou feio na escalação do Glorioso

Análise de jogos, Birnadas, Brasileirão

De Vitor Birner

São Paulo 3×0 Botafogo

O São Paulo venceu com muita facilidade.

O trio Boschilia, Ganso e Pato se movimentou bem, deu muito trabalho ao adversário e ditou o ritmo do jogo.

O Botafogo foi mal escalado, se levarmos em conta as características do time do Morumbi, no 1° tempo e cometeu vários erros na marcação.

Os piores foram na execução da linha de impedimento e o posicionamento do lado esquerdo.

A inquestionável vitória do São Paulo teve boa atuação de todos os titulares.

Pato foi o melhor em campo.

No Glorioso, destaco o goleiro Jefferson sem culpa nos gols e que evitou a goleada.

Muricy acertou e Mancini errou no 1° tempo

O sistema defensivo foi o ponto fraco do São Paulo desde o começo da temporada.

O Botafogo tinha que atacar o adversário, principalmente pelos lados.

Os laterais Douglas e Alvaro Pereira apoiam bastante e na marcação das jogadas aéreas o time de Muricy não foi consistente durante o campeonato estadual.  .

Pode ter evoluído após o período de treinamentos proporcionado pela eliminação diante do Penapolense, possui qualidade para tal, mas é impossível, agora, afirmar se realmente melhorou.

A proposta de jogo da equipe da estrela solitária não testou as fragilidades do rival.

Mancine escalou Jorge Vágner no meio de campo, como meia, aberto, na esquerda.

Queria aproveitar a boa qualidade dele nos lançamentos para o centroavante Ferreyra.

Mas Jorge Vágner precisa ter alguém para tabelar, pois não tem velocidade para vencer o duelo individual contra Douglas, seja ofensivo ou defensivo, ou aproveitar os espaço que deixa.

A equipe ficou dependente das passagens do lateral Julio Cesar. Matou a chance de contra-atacar daquele lado, necessidade indispensável para quem atua fora de casa e não marca a saída de bola sob pressão, tal qual optou.

Como Walysson pouco se movimentou e apenas Lodeiro se desdobrou para tentar receber a bola em condições de mantê-la no meio e articular a chance de gol, o meio-de-campo do São Paulo composto por atletas com boa qualidade no passe, ficou com ela e ditou o ritmo do jogo.

A entrada de Boschilia e Pato entre os titulares mudou a característica do setor de criação do time.

Com Osvaldo e Pabón, tem mais velocidade pelos lados, lances de linha de fundo e dribles, e menos inteligência, capacidade de manutenção de bola e técnica para trocar passes e dar assistências.

O mais interessante e até surpreendente das presenças de Boschilia, Pato e Ganso juntos, foi a movimentação deles.

Não lotearam espaços no campo.

Mudaram de lado vários vezes e confundiram a marcação do Botafogo, especialmente por causa da presença de Pato, o melhor em campo, que atuou na prática como meia-atacante.

Boschilia também cooperou.

Outro grande problema do Alvinegro foi a distância, acima da aceitável, entre as linhas do meio de campo e da defesa.

Ali Pato, Ganso e Boschilia fizeram a festa e tiraram proveito de outra dificuldade dos comandados de Mancini.

São Paulo aproveita a linha, ao pé da letra, burra

Pato quase fez 1×0 a tirar proveito da linha de impedimento mal preparada pelo Botafogo.

O lance difícil para o auxiliar, ele determinou que foi irregular e creio que acertou, teve também Jefferson, o destaque do Glorioso na partida, salvando em cima da linha e talvez fazendo pênalti.

Não vale polemizar aqui porque no fim das contas esta jogada não mudou as consequências daquilo que os times fizeram.

Importante é ressaltar que o Botafogo continuou cometendo o mesmo erro.

No gol de Antonio Carlos, aos 12, dois atletas botafoguenses ficaram parados, enquanto os outros saíram, após o rebote da defesa, para deixar os rivais impedidos.

Luis Fabiano recebeu livre e cruzou para o zagueiro, na raça, dividir e fazer 1×0.

Aos 21, de novo o Botafogo tentou, sem êxito, fazer a linha de impedimento,

Pato deu bela assistência, como aquelas que se espera de Ganso, e colocou Douglas na frente de Jefferson para ampliar a vantagem.

Até o fim do 1° tempo, o São Paulo mandou, com muita facilidade, no jogo, e explorou mais o lado esquerdo da defesa alvinegra, pois Jorge Vagner ficou perdido e Julio sobrecarregado.

Rogério Ceni não precisou fazer uma defesa.

Corrigiu

Mancini corrigiu os errou na volta do intervalo.

Substituiu Jorge Vagner por Bolatti para melhorar a marcação no meio e a saída de bola, e o sumido Wallyson por Zeballos.  Também pediu ao reserva para atuar nas costas de Douglas. Inverteu o lado em que seu único atacante de velocidade jogou.

Assim, conseguiu levar algum perigo pelos lados.

Mas àquela altura, o Botafogo  precisava sair de trás para buscar o empate.

Não tinha mais o importante trunfo de poder contra-atacar.

Ao contrário:

Teve que dar ao São Paulo várias oportunidades de contragolpear.

Luis Fabiano aproveitou

Aos 10 minutos, Pato, no contra-ataque, acertou outro bonito lançamento para Ganso.

O meia tocou para Luis Fabiano, livre, sem goleiro, marcar o terceiro gol.

O centroavante já tinha perdido uma grande chance poucos minutos antes.

Depois o São Paulo perdeu pegada no meio-campo e força no contragolpe.

O Botafogo cresceu e Lodeiro desperdiçou a melhor oportunidade.

Rogério Ceni fez difícil intervenção.

Muricy, aos 31, colocou os velozes Pabon, na direita, e Osvaldo, na esquerda, nos lugares de Pato e Boschilia, para ajudarem na marcação pelos lados e servirem de opções para os contra-ataques.

Na mesma hora Mancini, insatisfeito com o lateral Edilson, colocou Lucas.

As trocas devolveram a superioridade no confronto ao time de Muricy.

Pabón teve chances, nos contra-ataques, de ampliar e parou em Jefferson ou nos próprios erros de finalizações.

Justo

A vitória foi justa.

A arbitragem não definiu o destino dos 3 pontos.

Além do lance duvidoso de impedimento do Pato, houve outro, depois do intervalo, quando estava 3×0, muito parecido do centroavante Ferreira.

Acho que o bandeirinha acertou ao paralisá-los, mas, de qualquer maneira, se tivesse tomado outras decisões o também São Paulo venceria.

O único porém ficou por conta do entrevero de Luis Fabiano e Dória.

Na Inglaterra, em regra, os árbitros conversam com os atletas e não os pudem em jogadas desse tipo.

Aqui os sopradores costumam mostrar amarelo ou até exageram e expulsam os envolvidos.

Gosto mais do estilo do apito britânico, contudo minhas preferências são irrelevantes diante da necessidade de se adotar um padrão para tornar os critérios de disputa iguais em todos os jogos.

Como conheço o estilo nacional de arbitrar, acho que os atletas mereciam o amarelo.

Ficha do jogo

São Paulo – Rogério Ceni; Douglas, Rodrigo Caio, Antonio Carlos e Alvaro Pereira (Reinaldo); Souza, Maicon, Ganso Boschilia (Osvaldo) e Alexandre Pato (Pabón); Luis Fabiano
Técnico: Muricy Ramalho

Botafogo – Jefferson; Edilson (Lucas), Bolívar, Dória, Julio Cesar; Marcelo Mattos, Gabriel, Jorge Wagner (Bolatti), Lodeiro e Wallyson (Zeballo); Ferreyra
Técnico: Vagner Mancini.

Árbitro – Wilton Pereira Sampaio (GO)
Auxiliares – Guilherme Dias Camilo (MG) e Pablo Almeida da Costa (MG)
Público – 31.564 pagantes Renda – R$ 421.065,00

 

Escrito por Vitor Birner às 18:55 Vitor Birner 133 Comentários

19 abr

Luciano do Valle foi o melhor narrador que acompanhei na televisão

Birnadas

De Vitor Birner

Minhas recordações e emoções no Mundial de 1982 guardam o brilhante trabalho que fez ao transmitir aqueles jogos sensacionais.

O futebol pela televisão no fim dos anos 70 e começo dos 80, tempos da minha infância, tem a voz de Luciano do Valle junto com a imagem na tela.

E mais.

O vôlei do Brasil engatinhando no seu crescimento diante da temida, poderosa e campeã URSS, creia, no saudoso estádio do Maracanã.

O basquete feminino de Paula e Hortência.

O hóquei de Sertãozinho.

O Super Bowl.

A NBA…

Não conheci Luciano do Valle pessoalmente, mas sempre o admirei pelo grande talento.

Sem dúvida, foi um gigante da narração esportiva.

Meus sentimentos ás pessoas próximas dele.

Foi o melhor narrador de esportes que acompanhei na televisão.

Escrito por Vitor Birner às 20:40 Vitor Birner 71 Comentários

18 abr

Milton Cruz corre risco de ser demitido; novo vice de futebol do São Paulo tenta acabar com os problemas de ambiente no CT

De primeira

De Vitor Birner

Na reunião em que o presidente Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro foram se apresentar ao elenco, o novo o vice de futebol proibiu a comissão técnica e funcionários do CT de tratarem das coisas do time com pessoas que não fazem parte do departamento de futebol profissional do clube.

E citou os nomes de Juvenal Juvêncio e do empresário Abílio Diniz.

Quem conhece como funcionam as coisas no local de preparação da equipe principal do São Paulo, entendeu que o aviso serviu para todos, mas foi um recado claro ao coordenador Milton Cruz.

O próprio Milton, faz algum tempo, disse publicamente que trocava mensagens por SMS com o Abílio Diniz, com quem tem amizade, durante os jogos.

Ele também é conhecido por levar os recados de Juvenal ao CT da Barra Funda e contar ao ex-presidente as coisas que acontecem no local.

Tal papel é visto de forma negativa por diversos atletas do elenco, funcionários e dirigentes.

Os jogadores e funcionários incomodados não se manifestavam, os cartolas faziam isso, porque temiam que as informações chegassem truncadas, incompletas ou fora de contexto ao ex-presidente, e acabassem sendo prejudicados.

Mas após a eleição de novos conselheiros que garantiu o enorme favoritismo de Carlos Miguel Aidar no pleito, houve atletas e funcionários que foram reclamar, em sigilo, com o novo mandatário.

Milton Cruz, um mestre da política no CT, soube do risco de perder o emprego e solicitou a intervenção de Muricy, que goza de grande prestígio com os novos gestores.

O técnico deve pedir a permanência do coordenador, apesar de saber o que se passa.

Tenta resolver os problemas de ambiente (solucionou boa parte desde o seu retorno ao Morumbi), que ele mesmo cita nas entrevistas, sem mudanças de tanto impacto.

Inclusive porque Rogério Ceni é amigo de Milton Cruz e há também um ou outro atleta que não está descontente com a presença do coordenador.

 

Escrito por Vitor Birner às 17:54 Vitor Birner 154 Comentários

17 abr

Juvenal cuidará das categorias de base do São Paulo

Birnadas

De Vitor Birner

Juvenal Juvêncio será o responsável pelas categorias de base do São Paulo.

Cuidará das transformações que ele e Carlos Miguel Aidar, eleito quarta-feira para comandar o clube durante três anos, pretendem fazer na forma de administração do CT de Cotia e no processo de revelação de atletas, o qual considera importantíssimo.

O ex-presidente sempre diz, ao ver os valores praticados nas contratações e salários de atletas: “O futebol uma hora vai quebrar”.

Ele também cuidará da parceria com o Shandong Luneng, time chinês que recentemente adquiriu o CT da Traffic, em Porto Feliz,  e que trará jovens candidatos a futuro jogadores profissionais para desenvolverem suas habilidades com a bola aqui no Brasil.

Juvenal pode até, por formalidade, ser nomeado diretor das categorias de base do São Paulo.

Escrito por Vitor Birner às 23:06 Vitor Birner 73 Comentários

16 abr

São Paulo terá noite crucial para o seu futuro; eleição do novo presidente ficou em segundo plano

Birnadas

De Vitor Birner

O São Paulo tem duas missões importantes nesta noite.

A primeira, a de escolher seu presidente dos três próximos anos, é política e administrativa.

Carlos Miguel Aidar está em vantagem nas preferências dos conselheiros, são eles que têm direito ao voto, e vai ser o escolhido.

A segunda e mais importante será a aprovação, ou não, do projeto de construção da cobertura.

Esta decisão não pode ter cunho político.

Tornar o Morumbi mais confortável ao torcedor e capaz de receber shows menores é uma necessidade da instituição, ainda mais sabendo que Corinthians e Palmeiras terão, em breve, suas Arenas, e vão concorrer o São Paulo.

As guerras pessoais do pesado processo eleitoral não podem impedir o São Paulo de crescer.

Política, seja de situação ou de oposição, se faz para melhorar a instituição e não prejudicá-la.

A situação não tem como aprovar a obra sem os votos de conselheiros da oposição.

Cerca de 30% ou 40% dos que apoiaram Kalil Rocha Abdalla precisam votar favoravelmente à realização da obra para ela sair do papel.

O presidente é eleito com 50% dos votos mais um, enquanto o projeto da cobertura necessita de 75% de quórum e aprovação da maioria dos conselheiros.*

A oposição, durante a campanha política, se recusou a votar alegando que a pressa dos situacionistas em aprovar o projeto era uma manobra eleitoreira.

Também usou o argumentou, que considero justo se realmente foi motivado por questões técnicas, de que precisava mais tempo para conhecer os detalhes dos contratos e da obra.

Já houve tempo de sobra para os oposicionistas tomarem conhecimento de tudo.

De acordo com o que me disse uma pessoa da situação, todos documentos pedidos foram disponibilizados.

Então, hoje, a decisão precisa ser ‘apenas’ técnica.

A obra é extremamente importante para o futuro do São Paulo.

Pode ser vetada caso haja argumentos técnicos, claros e diretos.

Se isso acontecer, quem votar contra terá que explicar publicamente a razão, repito, de maneira técnica, pois se não ficará marcado na história como alguém que mesmo sendo conselheiro prejudicou de maneira contumaz a instituição.

Outro fator importante

O adiamento da decisão será mais um teste de paciência para os investidores.

Eles podem gastar seus milhões noutros negócios ao invés ficarem no meio de uma guerra pessoal dentro de um clube de futebol.

Os responsáveis pelos adiamento, caso aconteça, também precisarão explicá-lo, pois colocaram em risco o projeto crucial para o futuro do São Paulo.

 

 

*Corrigido: 75% de quórum e não de aprovação.

Escrito por Vitor Birner às 15:21 Vitor Birner 104 Comentários

15 abr

Desconfio que ele será o novo homem forte do futebol do São Paulo

Geral

De Vitor Birner

Carlos Miguel Aidar, favorito na eleição de presidente do São Paulo, compareceu com Ataide Gil Guerreiro e João Paulo de Jesus Lopes à festa de encerramento do campeonato paulista.

Lógico que a presença de Aidar na entidade tem a ver com o cargo que tende a ocupar após o próximo dia 16 (amanhã), quando acontecerá o pleito no qual os 80 novos conselheiros e os 160 vitalícios votarão para escolher o sucessor de Juvenal Juvêncio.

Ele não iria à FPF caso não estivesse preparando o terreno para a sua gestão.

A questão é saber o que faziam João Paulo de Jesus Lopes e Ataide Gil Guerreiro.

João Paulo de Jesus Lopes é o atual vice-presidente de futebol e tem bom trânsito na Federação.

Ataide Gil Guerreiro foi o representante do São Paulo lá – todo clube tem um – até 2008.

Pediu exoneração do cargo no final daquele ano por causa do episódio dos ingressos da Madonna, que levou Marco Polo Del Nero a ser suspenso pelo STJD da presidência da federação por 90 dias, após cogitar a possibilidade de o clube tentar obter favorecimento do árbitro Wagner Tardelli na partida decisiva contra o Goiás em troca de entradas para o show da cantora no Morumbi.

Dizem, nos corredores do Cícero Pompeu de Toledo, que haverá mudança de cargos no futebol do São Paulo.

Meu desconfiômetro,  que se baseia no pouco de conhecimento dos bastidores do clube e do futebol, sinaliza que Ataíde Gil Guerrero esteve na FPF porque precisará voltar mais vezes nos próximos meses.

Creio que será o homem forte do futebol do São Paulo caso Carlos Miguel Aidar realmente seja eleito.

A vice-presidência é, na hierarquia do futebol, o cargo mais alto.

Fica acima da diretoria e responde diretamente apenas ao presidente do clube.

Vamos aguardar para ver se a minha impressão realmente é também um fato.

Opinião

Neste momento me limito a dizer que gosto da escolha, se confirmada, claro, pois Ataide tem o perfil de quem não permitirá que no CT da Barra Funda o lobby, como acontece hoje, vença o trabalho e a produtividade.

A politicagem que prejudica o ambiente e passa longe das críticas midiáticas por razões que não vou citar, ao menos por enquanto, tende a ser trocada pelo trabalho, seja com os atuais funcionários ou com outros.

Importante

Marco Aurélio Cunha será o vice-presidente de futebol caso Kalil Rocha Abdalla, candidato da oposição à presidência, vença o pleito.

Escrito por Vitor Birner às 13:24 Vitor Birner 47 Comentários

13 abr

Ituano fez jus ao título! Até o grave erro do apito superou; Santos foi o melhor time do campeonato

Birnadas, Paulistinha

De Vitor Birner

O Santos foi o melhor time do campeonato.

O Ituano mereceu ser o campeão.

Foi superior ao Peixe em ambos os jogos decisivos e conseguiu a façanha de superar dois erros cruciais da arbitragem, um pênalti mal marcado em cada jogo, para levantar a taça.

O sistema defensivo do Galo de Itu anulou o setor de criação do Santos que tanto trabalho deu aos adversários durante o paulistinha.

E quando teve a chance de ir ao ataque, o fez com o devido equilíbrio, de maneira racional, sem medo.

Por falar em racionalidade, a frieza da equipe chamou a atenção.

O normal seria perder a cabeça depois de levar o gol de Cícero, mas cresceu.

Os nervos dos atletas foram colocados novamente à prova na decisão por pênaltis depois de Anderson Salles, ironicamente o destaque do time nas cobranças de faltas, errar, e eles, mesmo diante da pressão do torcedor do Peixe, acertaram todos chutes.

Parabenizo os dirigentes, treinador e atletas do Ituano pela façanha.

Vencer qualquer campeonato contra a força econômica do quarteto de grandes do estado é um grande feito.

Entraram para a história como vencedores do futebol da cidade e também do interior paulista.

Sobre o pênalti

Nem vou entrar no mérito sobre o acerto, ou não, na hora que Raphael Claus soprou a falta, dentro da área, em Cícero.

O atleta do Peixe estava impedido.

Desta vez, a cobrança de Cícero foi perfeita.

O goleiro Vágner acertou o canto e pulou na hora certa, mas não chegou na bola.

O lance deveria fortalecer o Santos diante de sua torcida.

Frieza, competência e tática

Mas o time voltou para o 2° tempo pior.

O Galo de Itu adiantou a marcação, ficou com a posse de bola no meio, e o Santos passou a ter apenas o contra-ataque como opção para fazer o gol.

Doriva pediu para o time para tentar recuperar a bola mais na frente porque o Peixe, se não conseguiu entrar na área com ela dominada, levou algum perigo nos cruzamentos.

A mudança afastou o Santos da área e facilitou o trabalho da defesa de interceptar tais lances, pois ao invés de cruzar, o favorito precisou apelar aos chuveirinhos e apenas com o sumido Leandro Damião na disputa.

O Ituano sofreu apenas um pouco quando Rildo substituiu Thiago Ribeiro.

Ele deu trabalho com seus dribles, virtudes que nenhum outro jogador santista conseguiu colocar em prática, mas acabou sendo um dos vilões nas cobranças de pênaltis, chutar na trave.

Ele é Neto falharam.

Como Geuvânnio e Thiago Ribeiro foram mal, Cicinho apoiou muito, produziu pouco e deixou espaços para o Ituano atacar, as linhas do meio e da defesa do Peixe ficaram mais distantes do que deviam, e o bom futebol do time não apareceu nas finais, responsabilizar os dois que erraram pênaltis será um ato maldoso e que tira a responsabilidade dos que mais têm.

O Santos podia jogar muito melhor.

Isento

O pênalti mal marcado em Cícero foi o único grande erro da arbitragem.

Ela mostrou isenção na hora de interpretar os lances.

Não houve aquela tradicional história de usar critérios diferentes e favoráveis ao time.

Do blogueiro

Não costumo relembrar as besteiras que são ditas quando o tempo deixa clara a realidade.

Raramente faço isto.

Como, neste caso, teve profissional do futebol fazendo coro com a visão passional de alguns torcedores, deixo a pergunta.

São Paulo, Palmeiras e Santos, na respectiva ordem, entregaram para o Ituano?

Ficha do jogo

Santos 1×0 Ituano 

Santos – Aranha; Cicinho, Neto, David Braz e Mena; Alison e Arouca; Thiago Ribeiro (Rildo), Cicero, Geuvânio (Alan Santos); Leandro Damião (Gabriel)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

Ituano – Vágner; Dick, Anderson Salles, Alemão e Dener; Josa, Paulinho (Marcinho), Jackson Caucaia e Cristian (Marcelinho) e Esquerdinha; Rafael Silva (Jean Carlos)
Técnico: Doriva

Árbitro – Raphael Claus
Assistentes – Carlos Augusto Nogueira Júnior e Danilo Ricardo Simon Manis
Público – 34.964 pagantes. Renda – R$1.991.845

Decisão por pênaltis

Galo de Itu – Jackson Caucaia, Anderson Salles (perdeu), Marcelinho, Esquerdinha, Marcinho, Jean Carlos, Dener, Josa

Peixe – Cícero, Alan Santos, David Braz, Rildo (perdeu), Gabriel, Arouca, Alison, Neto (perdeu)

Escrito por Vitor Birner às 19:26 Vitor Birner 324 Comentários