17 abr

Juvenal cuidará das categorias de base do São Paulo

Birnadas

De Vitor Birner

Juvenal Juvêncio será o responsável pelas categorias de base do São Paulo.

Cuidará das transformações que ele e Carlos Miguel Aidar, eleito quarta-feira para comandar o clube durante três anos, pretendem fazer na forma de administração do CT de Cotia e no processo de revelação de atletas, o qual considera importantíssimo.

O ex-presidente sempre diz, ao ver os valores praticados nas contratações e salários de atletas: “O futebol uma hora vai quebrar”.

Ele também cuidará da parceria com o Shandong Luneng, time chinês que recentemente adquiriu o CT da Traffic, em Porto Feliz,  e que trará jovens candidatos a futuro jogadores profissionais para desenvolverem suas habilidades com a bola aqui no Brasil.

Juvenal pode até, por formalidade, ser nomeado diretor das categorias de base do São Paulo.

Escrito por Vitor Birner às 23:06 Vitor Birner 21 Comentários

16 abr

São Paulo terá noite crucial para o seu futuro; eleição do novo presidente ficou em segundo plano

Birnadas

De Vitor Birner

O São Paulo tem duas missões importantes nesta noite.

A primeira, a de escolher seu presidente dos três próximos anos, é política e administrativa.

Carlos Miguel Aidar está em vantagem nas preferências dos conselheiros, são eles que têm direito ao voto, e vai ser o escolhido.

A segunda e mais importante será a aprovação, ou não, do projeto de construção da cobertura.

Esta decisão não pode ter cunho político.

Tornar o Morumbi mais confortável ao torcedor e capaz de receber shows menores é uma necessidade da instituição, ainda mais sabendo que Corinthians e Palmeiras terão, em breve, suas Arenas, e vão concorrer o São Paulo.

As guerras pessoais do pesado processo eleitoral não podem impedir o São Paulo de crescer.

Política, seja de situação ou de oposição, se faz para melhorar a instituição e não prejudicá-la.

A situação não tem como aprovar a obra sem os votos de conselheiros da oposição.

Cerca de 30% ou 40% dos que apoiaram Kalil Rocha Abdalla precisam votar favoravelmente à realização da obra para ela sair do papel.

O presidente é eleito com 50% dos votos mais um, enquanto o projeto da cobertura necessita de 75% de quórum e aprovação da maioria dos conselheiros.*

A oposição, durante a campanha política, se recusou a votar alegando que a pressa dos situacionistas em aprovar o projeto era uma manobra eleitoreira.

Também usou o argumentou, que considero justo se realmente foi motivado por questões técnicas, de que precisava mais tempo para conhecer os detalhes dos contratos e da obra.

Já houve tempo de sobra para os oposicionistas tomarem conhecimento de tudo.

De acordo com o que me disse uma pessoa da situação, todos documentos pedidos foram disponibilizados.

Então, hoje, a decisão precisa ser ‘apenas’ técnica.

A obra é extremamente importante para o futuro do São Paulo.

Pode ser vetada caso haja argumentos técnicos, claros e diretos.

Se isso acontecer, quem votar contra terá que explicar publicamente a razão, repito, de maneira técnica, pois se não ficará marcado na história como alguém que mesmo sendo conselheiro prejudicou de maneira contumaz a instituição.

Outro fator importante

O adiamento da decisão será mais um teste de paciência para os investidores.

Eles podem gastar seus milhões noutros negócios ao invés ficarem no meio de uma guerra pessoal dentro de um clube de futebol.

Os responsáveis pelos adiamento, caso aconteça, também precisarão explicá-lo, pois colocaram em risco o projeto crucial para o futuro do São Paulo.

 

 

*Corrigido: 75% de quórum e não de aprovação.

Escrito por Vitor Birner às 15:21 Vitor Birner 77 Comentários

15 abr

Desconfio que ele será o novo homem forte do futebol do São Paulo

Geral

De Vitor Birner

Carlos Miguel Aidar, favorito na eleição de presidente do São Paulo, compareceu com Ataide Gil Guerreiro e João Paulo de Jesus Lopes à festa de encerramento do campeonato paulista.

Lógico que a presença de Aidar na entidade tem a ver com o cargo que tende a ocupar após o próximo dia 16 (amanhã), quando acontecerá o pleito no qual os 80 novos conselheiros e os 160 vitalícios votarão para escolher o sucessor de Juvenal Juvêncio.

Ele não iria à FPF caso não estivesse preparando o terreno para a sua gestão.

A questão é saber o que faziam João Paulo de Jesus Lopes e Ataide Gil Guerreiro.

João Paulo de Jesus Lopes é o atual vice-presidente de futebol e tem bom trânsito na Federação.

Ataide Gil Guerreiro foi o representante do São Paulo lá – todo clube tem um – até 2008.

Pediu exoneração do cargo no final daquele ano por causa do episódio dos ingressos da Madonna, que levou Marco Polo Del Nero a ser suspenso pelo STJD da presidência da federação por 90 dias, após cogitar a possibilidade de o clube tentar obter favorecimento do árbitro Wagner Tardelli na partida decisiva contra o Goiás em troca de entradas para o show da cantora no Morumbi.

Dizem, nos corredores do Cícero Pompeu de Toledo, que haverá mudança de cargos no futebol do São Paulo.

Meu desconfiômetro,  que se baseia no pouco de conhecimento dos bastidores do clube e do futebol, sinaliza que Ataíde Gil Guerrero esteve na FPF porque precisará voltar mais vezes nos próximos meses.

Creio que será o homem forte do futebol do São Paulo caso Carlos Miguel Aidar realmente seja eleito.

A vice-presidência é, na hierarquia do futebol, o cargo mais alto.

Fica acima da diretoria e responde diretamente apenas ao presidente do clube.

Vamos aguardar para ver se a minha impressão realmente é também um fato.

Opinião

Neste momento me limito a dizer que gosto da escolha, se confirmada, claro, pois Ataide tem o perfil de quem não permitirá que no CT da Barra Funda o lobby, como acontece hoje, vença o trabalho e a produtividade.

A politicagem que prejudica o ambiente e passa longe das críticas midiáticas por razões que não vou citar, ao menos por enquanto, tende a ser trocada pelo trabalho, seja com os atuais funcionários ou com outros.

Importante

Marco Aurélio Cunha será o vice-presidente de futebol caso Kalil Rocha Abdalla, candidato da oposição à presidência, vença o pleito.

Escrito por Vitor Birner às 13:24 Vitor Birner 44 Comentários

13 abr

Ituano fez jus ao título! Até o grave erro do apito superou; Santos foi o melhor time do campeonato

Birnadas, Paulistinha

De Vitor Birner

O Santos foi o melhor time do campeonato.

O Ituano mereceu ser o campeão.

Foi superior ao Peixe em ambos os jogos decisivos e conseguiu a façanha de superar dois erros cruciais da arbitragem, um pênalti mal marcado em cada jogo, para levantar a taça.

O sistema defensivo do Galo de Itu anulou o setor de criação do Santos que tanto trabalho deu aos adversários durante o paulistinha.

E quando teve a chance de ir ao ataque, o fez com o devido equilíbrio, de maneira racional, sem medo.

Por falar em racionalidade, a frieza da equipe chamou a atenção.

O normal seria perder a cabeça depois de levar o gol de Cícero, mas cresceu.

Os nervos dos atletas foram colocados novamente à prova na decisão por pênaltis depois de Anderson Salles, ironicamente o destaque do time nas cobranças de faltas, errar, e eles, mesmo diante da pressão do torcedor do Peixe, acertaram todos chutes.

Parabenizo os dirigentes, treinador e atletas do Ituano pela façanha.

Vencer qualquer campeonato contra a força econômica do quarteto de grandes do estado é um grande feito.

Entraram para a história como vencedores do futebol da cidade e também do interior paulista.

Sobre o pênalti

Nem vou entrar no mérito sobre o acerto, ou não, na hora que Raphael Claus soprou a falta, dentro da área, em Cícero.

O atleta do Peixe estava impedido.

Desta vez, a cobrança de Cícero foi perfeita.

O goleiro Vágner acertou o canto e pulou na hora certa, mas não chegou na bola.

O lance deveria fortalecer o Santos diante de sua torcida.

Frieza, competência e tática

Mas o time voltou para o 2° tempo pior.

O Galo de Itu adiantou a marcação, ficou com a posse de bola no meio, e o Santos passou a ter apenas o contra-ataque como opção para fazer o gol.

Doriva pediu para o time para tentar recuperar a bola mais na frente porque o Peixe, se não conseguiu entrar na área com ela dominada, levou algum perigo nos cruzamentos.

A mudança afastou o Santos da área e facilitou o trabalho da defesa de interceptar tais lances, pois ao invés de cruzar, o favorito precisou apelar aos chuveirinhos e apenas com o sumido Leandro Damião na disputa.

O Ituano sofreu apenas um pouco quando Rildo substituiu Thiago Ribeiro.

Ele deu trabalho com seus dribles, virtudes que nenhum outro jogador santista conseguiu colocar em prática, mas acabou sendo um dos vilões nas cobranças de pênaltis, chutar na trave.

Ele é Neto falharam.

Como Geuvânnio e Thiago Ribeiro foram mal, Cicinho apoiou muito, produziu pouco e deixou espaços para o Ituano atacar, as linhas do meio e da defesa do Peixe ficaram mais distantes do que deviam, e o bom futebol do time não apareceu nas finais, responsabilizar os dois que erraram pênaltis será um ato maldoso e que tira a responsabilidade dos que mais têm.

O Santos podia jogar muito melhor.

Isento

O pênalti mal marcado em Cícero foi o único grande erro da arbitragem.

Ela mostrou isenção na hora de interpretar os lances.

Não houve aquela tradicional história de usar critérios diferentes e favoráveis ao time.

Do blogueiro

Não costumo relembrar as besteiras que são ditas quando o tempo deixa clara a realidade.

Raramente faço isto.

Como, neste caso, teve profissional do futebol fazendo coro com a visão passional de alguns torcedores, deixo a pergunta.

São Paulo, Palmeiras e Santos, na respectiva ordem, entregaram para o Ituano?

Ficha do jogo

Santos 1×0 Ituano 

Santos – Aranha; Cicinho, Neto, David Braz e Mena; Alison e Arouca; Thiago Ribeiro (Rildo), Cicero, Geuvânio (Alan Santos); Leandro Damião (Gabriel)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

Ituano – Vágner; Dick, Anderson Salles, Alemão e Dener; Josa, Paulinho (Marcinho), Jackson Caucaia e Cristian (Marcelinho) e Esquerdinha; Rafael Silva (Jean Carlos)
Técnico: Doriva

Árbitro – Raphael Claus
Assistentes – Carlos Augusto Nogueira Júnior e Danilo Ricardo Simon Manis
Público – 34.964 pagantes. Renda – R$1.991.845

Decisão por pênaltis

Galo de Itu – Jackson Caucaia, Anderson Salles (perdeu), Marcelinho, Esquerdinha, Marcinho, Jean Carlos, Dener, Josa

Peixe – Cícero, Alan Santos, David Braz, Rildo (perdeu), Gabriel, Arouca, Alison, Neto (perdeu)

Escrito por Vitor Birner às 19:26 Vitor Birner 320 Comentários

12 abr

Finais bem diferentes nos estaduais; eis os meus palpites

Coluna no Lance!

De Vitor Birner

As decisões

Minas Gerais tem o privilégio de ver a decisão de campeonato estadual de nível técnico mais alto do país.

Os campeões da América e do Brasil vão colocar em campo a rivalidade histórica e testar os nervos dos seus fanáticos torcedores.

A derrota contra o principal adversário será pior que a perda da taça de campeão do torneio mineiro.

Os Celestes, apesar dos altos e baixos, mostraram, nos seus bons momentos desta temporada, futebol superior ao do Atlético.

Meu palpite é que vão festejar o título amanhã.

No Rio de Janeiro, a situação é bem diferente.

O Flamengo vai juntar os cacos após a apresentação digna de uma pelada bagunçada diante do León para encarar o Vasco, que disputará a segunda divisão nacional.

Será a final da depressão.

Os dirigentes cariocas são os piores das grandes equipes brasileiras.

Conseguiram a façanha de fazer o povo perder momentaneamente o interesse no clássico dos milhões.

O abalo emocional Rubro-Negro me faz apostar no fim da sequência de fracassos cruz-maltinos em decisões de estaduais contra Fla.

Houve quatro nos quinze últimos anos e o pessoal da Gávea venceu todas.

Em São Paulo, o Ituano, que sofreu apenas dez gols em dezenove partidas, precisará, de novo, parar o ofensivo Santos.

Oswaldo de Oliveira substituirá Gabriel por Alison.

Na prática, trocou o atleta revelado na Vila por Cícero. Quer o ex-são-paulino mais perto da área ou dentro dela para finalizar e fortalecer a jogada aérea .

A derrota do Peixe no confronto de ida deve ajudar o clima de final a dar as caras no Pacaembu.

Domingo passado, ele não apareceu.

O troféu, acho, irá para o litoral.

No Rio Grande do Sul, o Grêmio necessita balançar as redes duas vezes e ganhar do Inter para ter chance de ser campeão.

O Colorado mandará o jogo em Caxias do Sul.

Mesmo diante do competente time de Enderson Moreira, deve aumentar o currículo de conquistas de Abelão.

Escrito por Vitor Birner às 20:21 Vitor Birner 24 Comentários

11 abr

Comissão técnica do São Paulo não quer Denílson no elenco

De primeira, Transferências

De Vitor Birner

A comissão técnica do São Paulo, por intermédio de Milton Cruz, avisou a diretoria de futebol do clube que não pretende mais contar com o volante Denílson.

A cartolagem tentará negociar o atleta.

Ele é o quarto que foi descartado, após o paulistinha, pela comissão técnica.

Ela pediu para Fabrício e Clemente Rodriguez treinarem em Cotia e também não pretende usar Cañete.

O hermano quase foi excluído do elenco no começo do ano.

Os cartolas precisaram falar com Muricy para o treinador dar outra chance ao habilidoso e pouco esforçado argentino.

Há chance de mais um jogador do elenco entrar na lista de indesejados da comissão técnica.

Que fique claro

Denilson não está afastado.

Continua treinando, mas só será usado em caso de emergência.

E olhe lá.

Se a comissão técnica tomará a mesma decisão dos casos de Fabrício e Clemente Rodríguez, que mandou para a Cotia, não sei.

A informação é que ela definiu que o volante não serve para o elenco do time no brasileirão.

 

Escrito por Vitor Birner às 16:43 Vitor Birner 166 Comentários

10 abr

Mano adora o futebol de Elias e nem tanto o do Ralf; direção tentará negociar o volante

Birnadas, De primeira

De Vitor Birner

Mano gosta de jogar com dois volantes que ajudam na criação e aparecem para finalizar.

No 4-2-3-1, esquema tático que mais usou desde a primeira passagem pelo Parque São Jorge, Elias e Cristian se consagraram no melhor momento vivido pelo treinador no comando da equipe.

Por isso, o atleta recém-contratado na difícil negociação com o Sporting, que defendeu o Flamengo  no campeonato brasileiro, é da confiança do treinador.

Desde meados do ano passado a direção Alvinegra mostrou interesse em trazê-lo de volta. .

Chega, é claro, para ser titular.

A questão é em qual posição.

Pode ser escalado na linha de três do 4-2-3-1 junto com Jadson e outro boleiro.

Romarinho e Luciano têm características de atacante e ter alguém assim no trio é importante, e talvez, por isso, saiam na frente dos outros nesta disputa.

Mas não creio que posicionar Elias assim será a opção do comandante quando o time estiver entrosado e marcar corretamente.

Pode ser usado ali de vez em quando, caso seja necessário reforçar o  sistema defensivo, enquanto a equipe não se posicionar corretamente, pois a presença dele no trio ajuda a fortalecer a marcação na frente sem anular as possibilidades ofensivas na região do campo em que atuar.

Elias marca melhor que Romarinho, Luciano, Jadson, Renato Augusto e Danilo, que já atuaram sob o comando de Mano na linha de três. Danilo, se estiver em forma, é o melhor deles nisso.

Creio que Elias vai atuar na dupla de volantes.

Eis a questão.

Mano não é fã do futebol do Ralf,

Prefere alguém capaz de ajudar mais o sistema ofensivo.

Por isso não se opõe quando a direção cogita negociá-lo.

Ele só não foi para o Napoli na última janela de transferências porque não houve acordo na negociação.

Na próxima, a cartolagem tentará engordar o caixa com a saída do volante.

O presidente Mario Gobbi, principal mentor da vinda de Mano Menezes, confia no treinador e deve jogar junto com ele.

Mesmo assim, tenho dúvidas se Mano Menezes, depois da má campanha no estadual, encararia a responsabilidade de mexer com o ídolo da torcida, atleta guerreiro e humilde entre as quatro linhas, e um dos ídolos da fase mais vitoriosa da história corintiana.

Mas ao longo do tempo tentará, por exemplo, atuar com Elias e Guilherme na dupla de volantes. Assim, poderá usar Renato Augusto, que se estiver em forma é importante, Jadson e outro atleta, provavelmente com característica de atacante, na linha de três.

Privilegiará a técnica, a capacidade de tratar a bola bem, na hora de formar a equipe.

Outra opção seria jogar com o trio de volantes, tal qual fez em vários jogos do paulistinha, mas tal decisão redunda no desperdício de talento.

De qualquer maneira, para evitar a polêmica e abastecer o caixa, a direção do Corinthians tentará negociar o Ralf.

Fundamental

Elias só vai jogar pelo Corinthians depois da Copa do Mundo, quando a janela de transferência for aberta e ele puder ser inscrito no campeonato brasileiro.

Exatamente na mesma época Ralf poderá, legalmente, ser negociado.

Apenas depois do fechamento dela, caso o volante permaneça, a visão de futebol de Mano e a de boa parte da torcida podem entrar em conflito.

Acertou

Acho que o Corinthians acerta ao trazer Elias de volta, apesar de pagar caro pelo atleta com 28 anos e que fará aniversário mês que vem.

Ele tem bom futebol e identificação com a torcida.

Realmente gosta do clube de Parque São Jorge.

 

Escrito por Vitor Birner às 18:05 Vitor Birner 199 Comentários

10 abr

São Paulo sobra contra o CSA, mas não responde as perguntas que o futebol fez no paulistinha

Análise de jogos, Birnadas, Copa do Brasil

De Vitor Birner

São Paulo 3×0 CSA

Muito ofensivo e nem tão criativo

A estreia de Pato melhorou a movimentação do sistema ofensivo do São Paulo.

Muricy o escalou na linha de três, com Ganso na direita e Osvaldo na esquerda, Luis Fabiano à frente deles na função de centroavante, e Souza e Maicon de volantes, ambos com liberdade de ajudar na criação.

Douglas e Pereira também tiveram liberdade de avançar.

A formação extremamente ofensiva, que exige muita marcação de ao menos três dos quatro atletas que atuam mais adiantados, garantiu o cumprimento da obrigação de o favorito se classificar sem sofrer, com sobras, e deixou boas perspectivas para o futuro do sistema ofensivo da equipe.

Exatamente pela postura ousada, deslocamento inteligente de Pato e liberdade para Maicon, que tem bom passe, apoiar, o estreante no Morumbi fez o gol aos 20 minutos.

Teste fraco

O CSA, mesmo precisando ganhar, apenas se defendia e tentava contra-atacar até aquele momento.

Depois de ficar em desvantagem decidiu sair de trás.

O sistema defensivo do São Paulo, que oscilou muito durante o paulistinha e perdeu Pabón, mais eficaz nos desarmes que Pato, foi testado.

Se levarmos em conta o nível técnico dos atletas do CSA, podemos dizer que foi reprovado apesar de ter passado o jogo sem sofrer gol.

Os alagoanos, depois da mudança de postura, deram muito espaço para os contra-ataques, mas também levaram perigo numa ou noutra jogada antes do intervalo.

Retornaram do período de descanso, sei lá por qual razão, novamente com a postura extremamente defensiva adotada durante o 0×0.

O São Paulo, por outro lado, voltou marcando um pouco melhor a saída de bola porque os atletas da frente cooperaram mais.

Mediano

O time de Muricy ficou com a bola na frente, tentou pressionar, e falhou no último passe e finalizações.

Osvaldo, que se tivesse acertado mais as assistências teria criado diversas chances, deixou Pato uma vez, livre, na área, e o ex-Corinthians finalizou por cima.

A partida continuou assim, com amplo domínio do São Paulo, até Pato cobrar a falta, aos 32, e ver Luis Fabiano desviar para o gol.

Passados outros 5 minutos, o centroavante cabeceou e o goleiro Pantera, que estava bem, falhou feio.

O 3×0 foi justo, sem interferência do sopro, mas não mostrou a evolução que o São Paulo precisa para ser campeão.

Sem as respostas

O resultado e o desempenho da equipe não justificam grandes manifestações de otimismo ou de pessimismo por parte da nação são-paulina

O mais correto e esperar para ver se irá evoluir, quando, quanto, se vai poder atuar com a formação que privilegia a técnica…

A partida não respondeu nenhuma das perguntas que o futebol fez ao time durante o paulistinha.

Ficha do jogo

São Paulo – Rogério Ceni; Douglas, Rodrigo Caio, Antonio Carlos e Alvaro Pereira; Souza e Maicon (Wellington); Paulo Henrique Ganso (Boschilla), Alexandre Pato e Oswaldo (Pabon); Luis Fabiano
Técnico; Muricy Ramalho

CSA – Pantera; Pedro Silva, Léo Bahia, Roberto Dias e Mineiro; Charles Vagner, Lucas (Jerson), Daniel Costa, Jefferson Maranhense e Jean Carioca (Santos); Diego Clementino (Dinei)
Técnico; Marlon Araújo

Árbitro – Diego Almeida Real
Assistentes – Gabriel Conti Viana e Carlos Henrique Alves de Lima Filho
Público – 28.742
Renda – R$ 309.403,00

Escrito por Vitor Birner às 0:32 Vitor Birner 100 Comentários

9 abr

Flamengo, horrível, perde do León e está fora da Libertadores: jogo foi uma pelada cara e de luxo

Análise de jogos, Birnadas, Copa Libertadores

De Vitor Birner

Flamengo 2×3 León

Pelada emocionante

Flamengo e León disputaram uma verdadeira pelada para definir qual deles se classificaria às oitavas-de-final da Libertadores.

O Rubro-negro fez tudo errado.

Precisava jogar com as linhas da defesa, meio-campo e ataque perto umas das outras e pressionar a saída de bola.

Até os times com os melhores elencos do mundo se preocupam muito com a tal da compactação, como se diz no futebolês.

O caminho para a vitória estava na marcação forte, inteligência e paciência para fazer o gol.

O limitado grupo de atletas da equipe da Gávea formou uma equipe esburacada, desprovida de raciocínio e, por isso, tomada pela pressa de vencer.

Foi um dos maiores shows de horrores defensivos dos últimos tempos.

Uma verdadeira pelada lotada de emoção, tensão, ansiedade e drama diante de 53.290 pagantes e disputada da forma mais favorável possível para os mexicanos.

Diante do León, tecnicamente um pouco melhor que o Fla, os erros foram decisivos.

Simples

Fazia muito tempo que eu não acompanhava partida tão aberta.

Desorganizadamente insana na parte coletiva e lotada de falhas individuais. .

O León não catimbou ou bateu tal qual fazem as equipes que precisam do empate e enfrentam times brasileiros em nosso país, além de também marcar mal, mas menos que o rival.

Simplesmente usou os trocentos erros defensivos do rival para irritá-lo, ganhar confiança e se classificar sem grande dificuldade.

Troca de gentilezas

André Santos, por exemplo, mesmo segurando Arizala após o cruzamento nascido em cobrança de falta, aos 21, não evitou o cabeceio e o gol do adversário.

O León devolveu a gentileza, quando, aos 29, o deixou o mesmo André Santos livre para cabecear e empatar.

Um minuto depois, o experiente centroavante Boselli, de cabeça, subiu entre um zagueiro e André Santos para, novamente de cabeça, balançar a rede.

Leo Moura ficou olhando o cruzamento. Foi frouxo na hora de marcar. Precisava diminuir o espaço.

Aos 34, Alecsandro falhou feio no chute, a bola bateu nele (ou foi no adversário?), enganou  Yarbrough e fez a nação flamenguista explodir de alegria.

O goleiro tinha como chegar na bola.

Sabiam

Na entrevistas antes de ir ao vestiário, André Santos e Alescsando disseram que o time precisava “encaixar a marcação”.

Certamente isso foi conversado entre os atletas e o treinador no período de descanso.

Show de horrores

O diálogo surtiu efeito no começo da segunda parte do confronto.

Durante alguns minutos, o Fla mandou no jogo.

Mas em pouco tempo voltou a repetir os erros coletivos que foram aumentando na medida em que o tempo passava e o time não conseguia criar grandes oportunidades.

A pelada de luxo e com ingresso caro ficou sem jogo de bola no meio de campo.

Um time atacava, errava, perdia a bola, o outro contragolpeava, falhava no passe apesar de haver muuuuuuuito espaço o adversário de novo contra-atacava…

A situação se repetiu até o León segurar 6 atletas atrás e liberar até quatro para os contra-ataques.

O Flamengo passou a viver de inúteis cruzamentos e o adversário contragolpeou algumas vezes com 3 atletas contra 3 ou 2 defensores, 4 diante de 4 ou de 3…

E perdeu um monte de chances.

Demorou para fazer 3×2, aos 38, com  Peña e aumentar o desespero da torcida.

O Fla sequer ameaçou reagir tal qual não havia passado, ao longo do jogo, a impressão que ganharia.

Vitória justa e classificação tranquila do León.

Ficha do jogo

Flamengo – Felipe; Léo Moura, Wallace, Samir e André Santos (Negueba); Amaral, Muralha, Elano (Gabriel), Paulinho (Nixon) e Everton; Alecsandro
Técnico: Jayme de Almeida

León – Yarbrough; Vazquez, Rafa Márquez, Magallón e González; Edwin Hernández, Elías Hernández, Montes e Peña (Rocha) e Arizala (Delgado); Boselli
Técnico: Gustavo Matosas

Árbitro: Diego Abal (Arg)
Auxiliares: Gustavo Rossi (Arg) e Ivan Nuñes (Aeg)
Público; 53.230 pagantes
Renda: R$ 3.091.047,50

Escrito por Vitor Birner às 23:13 Vitor Birner 45 Comentários

9 abr

Bayern e Madrid em declínio? Atlético de Madri com cara de Libertadores? Quem duvida de Mourinho?

Análise de jogos, Champions League

De Vitor Birner

Não há favoritos nas semifinais das UEFA Champions League, independentemente dos confrontos que ainda serão sorteados às 7h da próxima sexta-feira.

Bayern de Munique e Real Madrid possuem os elencos mais ricos em técnica e opções, além de camisas de peso no torneio, e mostraram o melhor futebol da Europa na temporada.

Ambos não foram bem nas quartas-de-final respectivamente contra Manchester United e Borussia Dortmund. Também tropeçaram recentemente no campeonato nacional (os bávaros já são campões da Bundesliga).

Será que vivem momento de declínio?

Ninguém sabe.

As duas equipes vão responder nas semifinais, pois se mostrarem o que sabem são as maiores candidatas ao título.

Mesmo se jogarem bem vão precisar tomar cuidado com Atlético de Madri e Chelsea.

Não poderão, por exemplo, repetir o desempenho das quartas-de-final, pois será insuficiente para chegarem à decisão.

Dá gosto ver os ‘colchoneros’, principalmente quando atuam diante de sua fanática torcida.

A equipe joga no limite, tem o melhor sistema defensivo da Europa e uma bola aérea muito forte, em especial se Diego Costa se recuperar e puder atuar.

Hoje, contra o Barça, quando quis atacar pressionou, fez o gol e acertou três vezes a trave. E quando decidiu garantir o resultado, pouco foi ameaçado.

Lembro que Diego Costa e Arda Turan, fundamentais na equipe, não puderam jogar nesta quarta-feira.

A invencibilidade do Atlético de Madri na UEFA Champions League e a liderança no campeonato espanhol não são frutos do acaso.

Além de posicionar o time com maestria na parte tática, Simoene fez seus comandados incorporarem o espírito do treinador nos tempos de volante.

O Atlético de Madri tem a alma dos grandes times da Libertadores. Luta muito, nunca desiste e raramente perde a concentração.

Haja raça em campo e barulho nas arquibancada do Vicente Calderón!

O Madrid e o Bayern perdem do Atlético nesses dois aspectos.

O Chelsea tem bom elenco e conta com Mourinho no banco de reservas.

O português conhece muito o futebol; é extremamente competitivo.

Não pode ser desprezado.

A forma como superou o PSG pode ter fortalecido o Chelsea.

Basta você lembrar de algumas vitórias dramáticas de outras agremiações no mata-mata para saber que deram o empurrão para o time embalar e ser campeão.

Pessoal

Imagino como será o confronto dos ‘Blues’ contra o Real Madrid, caso se enfrentem nesta edição do torneio.

Mourinho saiu dos merengues insatisfeito, pois os atletas não o obedeciam tal qual ele pretendia.

Encarará de maneira profissional e pessoal o suposto confronto contra a agremiação do seu compatriota do campo que foi eleito o melhor do mundo.

Fará tudo para mostrar ao Real Madrid quem tinha razão.

Outra situação interessante será o duelo de Mourinho x Guardiola.

O espanhol até hoje não deve ter digerido a desclassificação diante da Internazionale, em 2010, na mesma fase da competição, quando dirigia o Barcelona, tinha time muito superior ao do adversário e passou a maior parte do 2° jogo com um atleta porque Thiago Motta foi expulso aos 28 minutos.

Torço

Quero ver um clássico, Real Madrid x Atlético de Madri numa semifinal e Bayern de Munique x Chelsea (Guardiola x Mourinho) na outra.

Escrito por Vitor Birner às 18:40 Vitor Birner 52 Comentários