1 ago

Ver para crer no STJD

Birnadas

De Vitor Birner

A credibilidade do STJD com o torcedor tem tamanho similar à dos cartolas de federações estaduais e da CBF.

Várias decisões recentes e antigas dos seus auditores foram muito questionadas pela opinião pública.

Houve momentos em que eles passaram a impressão de desejarem espaço na mídia com polêmicas forçadas.

Escrevi alguns posts falando sobre isso.

O Painel FC publica nesta sexta-feira a declaração do novo presidente da entidade, que parece fazer parte do coro dos insatisfeitos com o STJD.

Caio Cesar Rocha disse: “A Justiça desportiva deve ser como a arbitragem: quanto menos aparecer, melhor. Os verdadeiros protagonistas são os jogadores, os torcedores”.

http://painelfc.blogfolha.uol.com.br/2014/08/01/novo-presidente-do-stjd-quer-tribunal-mais-discreto-do-que-foi-em-2013/

Quanto menos polêmicas houver fora de campo, melhor será para o futebol.

Torço para o novo estilo ser implementado na prática.

Preciso ver para crer.

 

Escrito por Vitor Birner às 6:31 Vitor Birner Sem Comentário

31 jul

Paulinho e Joel garantem vitória do LEC contra os reservas do Peixe; atuação do Santos no 1° tempo foi um desastre

Análise de jogos, Copa do Brasil

De Vitor Birner

Londrina 2×1 Santos

O técnico Claudio Tencati posicionou o Londrina  no 4-3-1-2.

O losango no meio-campo contou com Diogo Roque,  o mais defensivo dos volantes, e Bidía e Léo Maringá, os dois outros do trio, que podiam ajudar na criação.

Celsinho, o meia, atuou à frente deles.

Paulinho foi o atacante de velocidade, pelos lados, e camaronês Joel o centroavante.

Osvaldo de Oliveira optou pelo  4-2-3-1.

Diego Cardoso e Jorge Eduardo, pelos lados, e Souza, entre eles, formaram o trio na meia.

Os volantes Alan Santos e Renato completaram o meio de campo.

Stefano Yuri, que costuma se movimentar ao invés de ficar esperando a bola na área, jogou mais adiantado que seus companheiros.

A dita cuja não chegou a ele.

Os jogadores das categorias de base do Santos foram mal diante do Londrina.

O Tubarão mandou no 1° tempo, quando venceu por 1×0, e teve chances de fazer mais gols.

Aproveitou os erros de passes do adversário na saída de bola da defesa, ganhou a disputa no meio-de-campo, e apostou nos lançamentos para o atacante Paulinho.

Caiu de rendimento depois do intervalo porque também começou a falhar no toque de bola.

Não levou perigo, mas tinha muito espaço para contra-atacar, e o confronto ficou equilibrado.

Sofreu o gol e quase não venceu por causa da sua única falha na execução da linha de impedimento.

A posição de Geovânio era legal.

Paulinho, autor das assistências, e Joel, que balançou as redes duas vezes, se destacaram na merecida vitória do Tubarão.

Osvaldo der Oliveira precisa trabalhar bastante esta formação caso pretenda usá-la mais vezes.

Nem possui tempo, entre os jogos, para tal.

A péssima marcação pelos lados, a pouca movimentaram na frente e os erros na transição de bola da defesa ao ataque, consequência da má qualidade no passe, foram os maiores problemas do time.

O Peixe, se usar os titulares no jogo de volta, é o favorito para se classificar à próxima fase da Copa do Brasil.

Ficha do jogo

Londrina – Vítor; Lucas Ramon, Sílvio, Dirceu e Allan Vieira (Diego Prates); Diogo Roque, Bidía (Leonardo Dagostini) e Léo Maringá; Celsinho (Rone Dias); Joel e Paulinho
Técnico: Cláudio Tencati

Santos – Vladimir; Zeca, Paulo Ricardo, Vinicius Simon (Nailson) e Emerson; Alan Santos e Renato; Jorge Eduardo (Geuvânio), Souza e Diego Cardoso; Stéfano Yuri (Giva)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

Árbitro: Igor Junio Benevenuto
Assistentes: Celso Luiz da Silva e Luiz Antonio Barbosa
Público: 14.334 pagantes – Renda: R$ 435.560
Local: Estádio do Café, em Londrina, que está com o gramado cheio de falhas e dificulta o toque de bola e consequentemente o domínio dela.

Escrito por Vitor Birner às 23:40 Vitor Birner Sem Comentário

31 jul

São Paulo venceu o Bragantino, mas ficou devendo bom futebol; time de Muricy jogou no 3-5-2 ofensivo

Análise de jogos, Copa do Brasil

De Vitor Birner

Novidades táticas e antigas dificuldades

Muricy mudou o posicionamento do São Paulo e viu o time de novo jogar mal.

O 3-5-2 ofensivo diante do Bragantino, penúltimo lugar da segundona com seus problemas táticos e técnicos e que estreou Paulo Cesar Gusmão como treinador,  não tornou a equipe mais criativa com a bola e forte na parte defensiva.

Os volantes Maicon e Souza tiveram liberdade de ajudar o Ganso na criação, os alas Douglas e Álvaro Pereira apoiaram.

Rodrigo Caio, o líbero, atuou na sobra do trio de zaga que contou com Paulo Miranda na direita e Rafael Tolói na esquerda, e avançou como um meia no primeiro tempo.

O Bragantino facilitou a missão são-paulina, em especial antes do intervalo, porque marcou no 4-3-3 extremamente defensivo.

Luisinho, Magno e Cesinha, os três mais adiantados, iniciaram as tentativas do Braga de retomar a redonda alguns metros atrás da linha que divide o campo.

Isso praticamente anulou as chances da agremiação do interior contra-atacar e não a fez jogar de maneira compacta.

Havia espaço para o São Paulo trabalhar com bola entre os dois trios que tentaram proteger o quarteto formado por laterais e zagueiros.

A movimentação sem sincronia e objetividade, noutras palavras a falta de entrosamento apesar de estarmos no fim de julho, e a má atuação na parte ofensiva de diversos jogadores emperraram o favorito.

Douglas foi mal. Pereira se movimentou bem e falhou nos cruzamentos. Maicon errou passes. Ademílson repetiu seus erros nas assistências e finalizações. Pato foi o mesmo dos últimos tempos.

O atacante participou do único lance de destaque nos 45 minutos iniciais, que terminou com a bela finalização de Ganso, melhor do time na vitória por 2×1.

O São Paulo só foi ao vestiário vencendo porque Bruno Recife errou feio no gol contra.

E quase conseguiu tomar um gol de cabeça do adversário de recursos técnicos pobres, taticamente abaixo da média e despreparado para atacar.

O travessão evitou o empate

Equilibrou

O técnico interino André Gaspar, provavelmente orientado pelo recém contratado PC Gusmão, mexeu na escalação, posicionou o 4-4-2 e mandou o Bragantino atacar depois do período de descanso.

O aumento dos espaços para o São Paulo criar ou contragolpear de novo não foi aproveitados da maneira correta.

A mudança de postura do Bragantino serviu como teste simples, fácil, primário, para o sistema defensivo são-paulino, que novamente não tirou nem nota cinco.

O confronto ficou equilibrado e aberto, com Ganso e Luisinho perdendo boas chances, até o lance do pênalti.

Discordo

Robertinho empurrou Álvaro Pereira na disputa por cima.

Discordo da decisão do árbitro Thiago Duarte Peixoto, uma pena porque estava bem no jogo, apesar do lateral ter sido deslocado.

O critério brasileiro imperou no lance.

É preciso mais para haver a penalidade.

Pato cobrou bem, com seriedade, e fez 2×0.

O Bragantino, numa das várias jogadas de linha de fundo, diminuiu a vantagem do São Paulo graças ao gol de Luisinho

Não achei o resultado justo apenas porque não achei que houve o pênalti

Bragantino 1×2 São Paulo

Bragantino- Renan; Robertinho, Alexandre, Tobi e Bruno Recife; Francesco, Gustavo (Léo Jaime), Geandro e Magno(Sandro); Cesinha (Nunes) e Luisinho
Técnico: André Gaspar (interino)

São Paulo – Rogério Ceni: Paulo Miranda, Rodrigo Caio e Rafael Toloi; Douglas, Souza, Maicon, Ganso e Alvaro Pereira; Ademilson e Alexandre Pato
Técnico: Muricy Ramalho.

Árbitro: Thiago Duarte Peixoto
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Fabio Rogério Baeesteiro
Público: 11.054 – Renda: 465.660

 

Escrito por Vitor Birner às 0:49 Vitor Birner 95 Comentários

29 jul

Felipão será o pai ou o avô da nova família Scolari no Grêmio?

Birnadas

De Vitor Birner

Felipão, de volta ao Grêmio após 18 anos, precisa reassumir a condição do pai disciplinador da família Scolari.

Na Copa do Mundo foi o avô protetor.

Em todos trabalhos de sucesso nos clubes e seleções, seus times foram taticamente realistas, humildes e muito fortes na parte emocional.

Muitas vezes, quando perdiam o duelo técnico e estavam desvantagem na tática, venciam a batalha psicológica, fundamental principalmente no mata-mata, e terminavam os 90 minutos em vantagem no placar.

Trabalhara no ambiente ideal para implementar o seu velho estilo.

A maioria dos torcedores aplaudem os atletas dedicados.

Mas, os de alguns clubes, quando os raçudos deixam a desejar no trato de bola, reclamam.

Os do Grêmio não fazem isso.

Reverenciam e apoiam o estilo de jogo baseado em força defensiva e muita pegada.

O consideram a essência da cultura de futebol gremista.

Não há lugar melhor para o treinador se recuperar, caso ainda tenha tal capacidade.

Será que a proteção excessiva aos jovens boleiros do Brasil no Mundial e o devaneio, a aberração, a inexplicável proposta de jogo diante da Alemanha fizeram o vencedor técnico retomar o controle verdadeiro do elenco e a capacidade de fazê-lo refletir em campo suas virtudes de liderança?

Sem o aprendizado e manutenção dos pés no chão, fracassará de novo.

Certamente não fará nenhuma revolução tática capaz de garantir enorme vantagem contra as agremiações mais fortes do país.

A torcida cobra da diretoria uma conquista além das fronteiras do Rio Grande do Sul.

Não adianta ser campeão estadual.

Em tese, não faltará tempo para implementar o que pensa.

Assinou contrato de dois anos e meio.

Fabio Koff confia muito nele desde 95, quando ambos conquistaram a Libertadores no Olímpico, e se for reeleito para o próximo biênio permanecerá na presidência pelo mesmo período do seu escolhido.

Aos que não conseguiram entender

O pai e a mãe educam.

O avô e a avó mimam.

Esta foi o simbolismo que usei no post.

Tenho absoluta certeza que a maioria dos leitores entendeu.

Se algum compreendeu, agora ficou claro.

Os avós têm mesmo que mimar os netos.

Fizeram a parte mais difícil com seus filhos e merecem curtir a família com menos responsabilidade.

 

Escrito por Vitor Birner às 20:27 Vitor Birner 60 Comentários

28 jul

Boa estreia de Kaká foi inútil; Muricy, repito, precisa priorizar a organização do sistema defensivo

Birnadas

De Vitor Birner

Kaká muito bem, Kardec razoável e mais ninguém.

A estreia de Kaká foi boa.

Liderou o time, se movimentou de maneira inteligente em busca de espaços, participou da criação e dos desarmes, e entrou na área para finalizar.

Amargou a derrota na breve volta aos gramados brasileiros por causa dou mau futebol de seus companheiros.

Ganso ficou perdido na criação.

Se tiver auto-crítica, perceberá que necessita correr mais e de maneira certa para o sistema ofensivo conseguir o ajuste fino que exige a sincronia dos trabalhos dele e do ex-milanista.

Ademilson, um dos erros de escalação de Muricy, jogou como de costume e por isso não pode ser elogiado.

O treinador o escolheu porque o jovem revelado em Cotia atua dos lados do campo e entra na área para executar a função de centroavante.

Apostou na movimentação dele e viu Ademílson se mexer aquém do necessário e de maneira pouco perspicaz.

O substituiu por Pato e a estrela da reserva falhou, como de costume, nos passes e finalizações, além de “não sentir o jogo” como se diz no futebolês.

Mesmo com o apoio constante de Souza e Alvaro Pereira, e moderado de Rodrigo Caio e Douglas, e com muito tempo de posse bola, o São Paulo não criou nada no 1° tempo e menos que o necessário no segundo diante da forte marcação do Goiás.

Apenas o Kardec ajudou um pouco o Kaká.

Tentou realizar o trabalho de pivô em diversos locais do campo para dar opção aos meias, além de também cooperar nos desarmes.

Muricy mudando

A proposta de jogo ofensiva, na qual o time tem bastante tempo de posse de bola e presença de vários atletas no campo de ataque, pode até vingar, mas não será o bastante para o São Paulo comemorar o hepta.

Você lembra de alguma agremiação campeã nos últimos anos que não sabia marcar direito a jogada aérea, com recuperação defensiva lenta depois de perder a bola no ataque, e que deixa de vez em quando muito espaço entre o meio-campo e a primeira linha defensiva?

Não existe.

Por isso, corrigir os problemas defensivos deve ser a prioridade do técnico.

Se obtiver êxito terá alicerces sólidos para a boa campanha.

O São Paulo vai fazer gols na maioria dos jogos do Brasileirão.

A questão é quantos ira sofrer.

Um time alto como o dele não pode sofrer gols de cabeça toda hora.

O segundo no confronto diante dos esmeraldinos foi decorrência de falta de atenção.

Mundo real

Bastou o Goiás marcar direito e aproveitar os erros do rival para vencer.

Praticamente abriu mão até do contragolpe para fortalecer a parte defensiva.

Atuou pela tal da ‘uma bola’ e isso bastou.

Não havia balançado as redes e nem deixado os rivais fazê-lo nas duas partidas anteriores.

Marcou dois gols contra o São Paulo, não por acaso.

Muricy precisa priorizar os ajustes defensivos.

Só assim terá o alicerce para vencer jogos enquanto o sistema ofensivo se entende.

Para ser mais claro

Vamos supor que o sistema ofensivo do São Paulo tivesse atuado todo em alto nível e balançado as redes três vezes.

É improvável alguém ser campeão no torneio de regularidade vencendo constantemente por 3×2, 4×2, 5×3…

Exemplos

Na era do campeonato brasileiro por pontos corridos, ter o melhor desempenho defensivo sempre foi enorme virtude.

Apenas duas vezes os times que tomaram menos gols encerraram o torneio abaixo da terceira colocação.

O São Caetano, em 2003, e o Corinthians de 2013 foram os privilegiados.

Na última Premier League, o campeão Manchester City só levou mais gols que o Chelsea, terceiro colocado.

Na Bundesliga, o campeão Bayern de Munique teve o melhor desempenho defensivo. Sofreu 15 gols a menos que o Borussia Dortmund, o segundo lugar.

Na Espanha, o campeão Atlético de Madri foi quem sofreu menos gols. Foram 26 gols contra 33 do Barcelona e 38 do Real Madrid, respectivamente segundo e terceiro lugares.

O time de Simeone balançou as redes 77 vezes contra 100 do Barça e 104 do Madrid.

Na Itália, a campeã Juventus tomou 23 gols e a Roma, que ficou logo atrás, levou 25. Ninguém tomou menos gols que eles no ‘calcio’.

Na França, o PSG foi campeão sofrendo 23 gols. O Lille, terceiro lugar, levou 26, o Monaco segundo colocado, 31, e o Saint Etienne, que terminou quarta posição, 36. Todos os outros times tomaram no mínimo quarenta.

O Cruzeiro conquistou o título, ano passado, com o terceiro melhor trabalho defensivo. Levou 37 gols, vários depois de assegurar o bicampeonato; o Grêmio, vice-líder, levou 35 e teve também o segundo melhor desempenho sem a bola.

Times vencedores no futebol moderno devem ser equilibrados.

Equipes que tomam muitos gols nunca são assim.

Como no esporte nem sempre a lógica prevalece, haverá exceções entre os campeões.

Bons planejamentos e trabalhos não se baseiam nelas.

Maneiras

Há formas distintas de fortalecer a marcação.

Pode ser como a do Barcelona de Guardiola com ocupação de espaços no campo de ataque, ou tal qual Argentina (no mata-mata) e Costa Rica fizeram no Mundial atuando atrás e contragolpeando, ou tal qual o Real Madrid de Ancelotti, o meio termo entre ambos os estilos mais radicais.

O São Paulo de Muricy em alguns momentos se propõe a fazer como o Barça e noutros tal qual o Real Madrid, ambas sem competência.

Aviso aos complicados

Se defender direito não significa atuar com medo ou deixar de fazer gols.

Futebol é uma guerra lúdica por espaços com e sem a bola.

O fato de um time ocupá-los de maneira correta não o impede, se tiver bons atletas no trato dela, que será ruim na parte ofensiva.

Escrevi isso para evitar alguns comentários padrão e sem embasamento.

O clichê velho e obsoleto não combina com a realidade em campo.

Escrito por Vitor Birner às 12:07 Vitor Birner 282 Comentários

25 jul

Muricy tem que priorizar o São Paulo, não seus funcionários renomados; meritocracia precisa vencer o estrelismo e o populismo

Geral

De Vitor Birner

Se Pato não sair do São Paulo nesta janela de transferências e voltar a jogar anos atrás, mudarei meu raciocínio.

O mesmo vale para o complicado e muitas vezes acomodado Luís Fabiano.

Osvaldo é o atacante mais eficaz do time na temporada e merece a condição de titular. Ademilson ainda está devendo.

Muricy tem que valorizar o desempenho de cada jogador e montar o São Paulo de acordo com as características dos atletas disponíveis, obviamente sem desprezar as necessidades coletivas básicas para qualquer time ser campeão atualmente.

Estrelas no banco de reservas? Que assim seja

Muricy precisa escolher entre montar o São Paulo mais forte possível ou acomodar estrelas para agradar quem se apega aos nomes e despreza a realidade do campo de futebol.

Noutras palavras, terá de optar por cumprir a obrigação de privilegiar a parte coletiva ou esmorecer e fazer média com boleiros, jornalistas e torcedores.

O melhor quarteto de frente tem Kaká e Osvaldo pelos lados, Ganso entre eles e Kardec no comando do ataque.

Desafio o leitor a mostrar um time campeão nesta década que não marcava com oito jogadores, no mínimo, de linha.

Luís Fabiano pouco ajuda nisto e Pato continua no seu fantástico mundo pessoal desprovido da noção real de competitividade.

A permanência de ambos na reserva garantirá à equipe nove ou dez atletas participativos no sistema defensivo e o aumento do poder de criação.

Terá quase sempre alguém veloz, Osvaldo ou Kaká, adiantado para o contragolpe. Ganso não será obrigado a recuar o tempo todo, ficará menos sobrecarregado, porque Kardec ajudará, em vários momentos, nos desarmes

A capacidade de a equipe pressionar a saída de bola também aumentará.

O ex-centroavante do Palmeiras supera o Fabuloso na qualidade no passe, trabalho de pivô, noção tática, força física e talvez na jogada aérea.

É pior somente nas finalizações com os pés, quando o veterano está inspirado.

Além disso, evoluiu tecnicamente nos últimos anos, enquanto o companheiro e concorrente caminhou na direção oposta.

O problema do treinador será administrar a situação.

Pato não é de reclamar tanto. Luís Fabiano costuma protestar e entortar a cara para mostrar insatisfação, tal qual fez nos bastidores, ano passado, até conseguir os aumentos salariais.

Se brigar pela vaga apenas dentro do gramado, o time será beneficiado.

Fundamental: Osvaldo é o mais eficaz nos dribles. Só poderá sair caso entre em uma crise técnica.

O texto é a reprodução da semana passada, em 19 de julho, no Lance. Escrevo sempre aos sábados para o jornal.

Escrito por Vitor Birner às 14:36 Vitor Birner 317 Comentários

24 jul

Corinthians com a cara de Mano Menezes vence facilmente o Bahia

Birnadas, Copa do Brasil

De Vitor Birner

Corinthians 3×0 Bahia

Ralf apareceu para finalizar e deu assistência.

Elias fez um gol.

Os volantes do Corinthians foram para o jogo, tal qual Mano gosta, e o time tomou conta do meio de campo no 1° tempo.

Os dois citados jogaram muito bem, assim como Petros, que fez o lançamento para Elias no lance do 1×0, e Romero, autor do gol seguinte.

O paraguaio em breve será titular.

É um jogador moderno, com boa noção tática, que tem mais facilidade para atuar na esquerda mas se movimenta bem, utiliza os dois lados do ataque, entra na área para esperar o passe e ajuda na marcação.

Apesar de jovem, entendia as necessidades coletivas da equipe nos tempos de Cerro Porteño e mostrou a mesma capacidade nesse confronto.

O Bahia só conseguiu atacar depois do intervalo porque o Corinthians, tal qual normalmente acontece, recuou e apostou nos contragolpes.

Teve mais posse de bola ofensiva, mas não criou quase nada.

Apenas aos 25 minutos o lateral Guilherme Santos obrigou Cássio a fazer uma difícil defesa.

Discordo da marcação do pênalti convertido por Renato Augusto.

Foi bola na mão ao invés do contrário, como o árbitro interpretou.

A superioridade e a vitória do Corinthians foram inquestionáveis.

Discordo apenas do placar por causa da penalidade.

O 2×0 já seria uma vantagem considerável para o o adversário reverter no confronto de volta; eliminar os comandos de Mano depois de perder por 3×0 será uma façanha.

Acho isso muito pouco provável.

O Alvinegro é superior tecnicamente e na parte tática também está mais bem preparado que o Tricolor de Aço.

O sistema ofensivo do Bahia não funciona desde a saída do bom Anderson Talisca, a improvisação de Maxi Biancucchi no comando de ataque tem sido ineficaz.

O meio de campo ainda não arrumou uma forma para suprir a carência do meia.

A chegada de Macus Aurélio, esforçado e ineficaz diante do Corinthians, aconteceu com este fim.

Aviso

Não escrevi o post com mais detalhes táticos por causa da maratona da quarta-feira.

Comentei ao vivo as vitórias de Corinthians e de Palmeiras no Placar UOL, e ainda olhei o quanto pude, o sensacional jogo do Galo, sem a atenção necessária para explicá-lo.

Na página principal do blog você pode ler sobre ambos os confrontos e também a respeito da importante goleada do San Lorenzo contra o Bolívar na semifinal da Libertadores.

Os detalhes dos confrontos da Conmebol foram descritos por Felipe Bigliazzi Dominguez, a quem agradeço pela ajuda.

Ótima quinta-feira para você!

Escrito por Vitor Birner às 1:54 Vitor Birner 95 Comentários

24 jul

Galo conquista a Recopa em jogo eletrizante; San Lorenzo goleia o Bolívar e fica perto da vaga na final da Libertadores

Análise de jogos, Copa Libertadores

De Vitor Birner

Convidei o Felipe para escrever sobre a decisão da Recopa e semifinal da Libertadores.

Fui escalado para os comentar os jogos da Copa do Brasil, ao vivo, no placar  UOL.

Mesmo assim, acompanhei, sem a devida atenção para detalhar o que houve, a emocionante conquista do Galo.

Título de Recopa não é dos mais relevantes, mas o confronto eletrizante, do tipo que fica na memória dos torcedores, aumentou a alegria da nação atleticana e valorizou o momento por ela vivido na noite de quarta-feira e começo da madrugada da quinta.

Agradeço ao amigo, que conhece futebol, pelos textos e campinhos.

De Felipe Bigliazzi Dominguez

O Galo foi campeão da Recopa em um jogo épico.

Foi um dos melhores do ano.

O Lanús, guerreiro, deixou de novo ótima imagem.

O primeiro tempo foi nervoso, pegado, com cara de Libertadores. O gol de Diego Tardelli aos 7 minutos, em cobrança de pênalti, parecia encaminhar um enredo diferente.

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Escrito por Vitor Birner às 1:25 Vitor Birner 11 Comentários

23 jul

Saída de Leandro foi fundamental para o Palmeiras vencer os veteranos de Geninho

Análise de jogos, Copa do Brasil

De Vitor Birner

Avaí 0×2 Palmeiras

Leandro se apresentou mal na parte técnica e de novo não se dedicou da maneira necessária.

O Palmeiras foi um com ele em campo e outro bem melhor sem.

A mudança de posicionamento de Felipe Meneses, depois de Gareca tirar o ex-jogador do Grêmio, e a marcação fraca do meio de campo do Avaí por causa dos erros de Geninho ao privilegiar seus veteranos, fizeram a diferença.

Vitória inquestionável do Alviverde.

Mudou

Gareca poupou vários jogadores e mudou o esquema tático do Palmeiras.

Trocou o 4-3-1-2 pelo 4-3-3 com variações.

Mouche, na direita, e o desinteressado Leandro, na esquerda, atuaram pelos lados do ataque, onde Henrique foi o centroavante.

Felipe Menezes, na meia, completou o quarteto ofensivo.

Ele, Mouche e Leandro, ou apenas um dos atacantes de acordo com as circunstâncias do jogo, tinham que ajudar Josimar e Wesley na marcação.

Traduzindo, precisavam compor o meio de campo.

Discordo

Geninho posicionou o Avaí no 4-4-2.

Eu jamais escalaria o meio de campo como o dele.

Marquinhos, irresponsável taticamente faz tempo e Cléber Santana, que pouco se empenhava quando era jovem, nasceram em 81.

Eduardo Costa, outro veterano, é de 82. Apenas Eduardo Neto, com 25 anos, tinha menos de trinta e dois.

Com estes atletas, a equipe fica estática ali. Depende de posse de bola, apesar de ser pouco combativa, dos chutes de fora da área e lampejos de Marquinhos, o mais técnico do quarteto.

Mesmo assim…

O Avaí no 1° tempo ganhou a disputa no meio de campo e por isso teve mais posse de bola ofensiva.

O Alviverde atuou mal taticamente. Recuou muito e permitiu chutes de fora da área, além de não conseguir manter a redonda na frente porque seus atletas estavam muito distantes uns dos outros e cometendo erros simples de fundamento.

Podia tirar proveito até disso, mas falhou nos contra-ataques.

O único bem executado, aos 43 minutos, teve o trabalho de pivô perfeito de Henrique e Leandro, de frente para o goleiro, finalizando mal.

O atacante também tinha que explorar o fato de de Eduardo Costa e do lateral direito Marrone, que apoiou muito,  atuarem desde os 28 minutos pendurados com o cartão amarelo.

O Avaí, um pouco superior antes do intervalo, não merece elogios.

Jogo foi fraco, com ambos os times cheio de problemas táticos, ruim na parte técnica, lento e sem destaques individuais.

Sai Leandro e Felipe Meneses resolve

O Palmeiras voltou para o 2° tempo marcando melhor e ganhou o duelo na região central do campo.

Geninho, aos 10 minutos, trocou Paulo Sérgio, que foi mal e formou a dupla de ataque com Anderson Lopes, mas ajudou o meio de campo a marcar porque Marquinhos andou, não correu, sem a bola e Cléber Santana passou boa parte do tempo olhando o que acontecia perto dele, por Roberto, também atacante.

Precisava reforçar o meio, não substituir atletas da mesma posição.

Já havia perdido Eltinho, machucado, e colocado Revson.

Gareca, aos 15, após Leandro desperdiçar outra chance e ficar naquela moleza habitual, se cansou da malemolência do comandado e colocou Bruno César no lugar dele.

Deslocou Felipe Meneses para esquerda, onde estava Leandro, e posicionou o reserva centralizado na meia.

Como meio-campo do Avaí ficou despovoado depois da saída de Paulo Sergio, Felipe Meneses, aos 17, avançou quase livre e acertou bonito chute de fora da área.

Aos 25 foi a vez de Josimar aproveitar a buraqueira do Avaí e tocar para Felipe Meneses ampliar a vantagem.

Mais perigoso

O artilheiro pediu para sair e Mazinho entrou.

Aos 35, Gareca trocou Josimar por Gabriel Dias e não mexeu no esquema tático.

Seu time estava melhor em campo, dono da situação, e o anfitrião só tinha os cruzamentos tortos e chutes para fora como maneiras de tentar diminuir a diferença no placar.

O descansado Cleber Santana, dois minutos depois do gol, deu lugar ao Diego Jardel.

A mudança não surtiu efeito.

O Palmeiras, no contra-ataque, continuou levando mais perigo.

Vitória inquestionável do time de Ricardo Gareca.

Escalações

Avaí – Vagner; Marrone, Pablo, Bruno Maia e Eltinho (Revson) ; Eduardo Costa, Eduardo Neto, Cleber Santana (Diego Jardel) e Marquinhos; Paulo Sergio (Roberto) e Anderson Lopes.
Técnico: Geninho.

Palmeiras – Fábio; Weldinho, Wellington, Marcelo Oliveira e Vitor Luiz; Josimar (Gabriel Dias), Wesley e Felipe Menezes (Mazinho); Leandro (Bruno César), Mouche e Henrique.
Técnico: Ricardo Gareca

Escrito por Vitor Birner às 23:41 Vitor Birner 14 Comentários

22 jul

Marin, injusto, desprezou Tite; Dunga foi bem em 2010, mas continua sendo uma incógnita

Birnadas, Seleção Brasileira

De Vitor Birner

Bom trabalho

O começo do Dunga na seleção foi ruim.

Mas depois ele acertou a mão e fez, após a saída de Telê Santana em 1986, o melhor trabalho em seleções brasileiras nas Copas do Mundo.

Superior aos de Parreira em 1994 e ao de Felipão em 2002, se levarmos em conta a qualidade dos atletas que os três tiveram à disposição.

Discordei da convocação de Júlio Baptista.

Defendi a de Ganso, na época, mas sabia e continuo sabendo que as presenças do meia e de Neymar não eram garantias de a seleção reverter o cenário no segundo tempo diante da Holanda, que foi diferente de tudo que o Brasil mostrou naquele torneio e nos anos que o antecederam.

Dúvida

No Internacional, Dunga não foi bem.

Comandou um dos melhores elencos do país e o time jogou futebol inferior ao que podia.

Em qual Dunga eu devo acreditar?

No da seleção ou no do clube?

Não tenho a resposta.

Proposta

A filosofia de jogo do comandante não tem nada a ver com a da Alemanha, que virou referência em boa parte das discussões sobre futebol no Brasil.

Tem mais a ver com as de Argentina, Holanda e Colômbia e da enorme maioria de seleções que apostaram em marcação e contra-ataque.

Se Dunga não mudou suas convicções, quem tem a esperança de ver o time com muita posse de bola ofensiva, pressionando os adversários e correndo riscos para fazer gols ao invés de marcar forte e explorar os erros do adversário, ficará frustrado.

Pressão, raiva e inimigos

Dunga ganhou a Copa do Mundo de 1994 arrumando supostos inimigos em vários lugares.

Atacou até a geração anterior, a de Zico, Sócrates e Falcão por não ter vencido o Mundial.

Em 2010 arrumou outros inimigos fictícios e continuou os achando de verdade.

Dunga inegavelmente soube lidar com a pressão.

A transformou em estímulo para o elenco fazendo os jogadores acreditarem nos discursos do ‘todos estão contra nós’, ‘vamos calar a boca deles’, somos nós contra tudo’…

A receita, neste momento de péssima relação do torcedor com a seleção, pode deixar a situação ainda mais tensa.

Acredito que as pessoas mudam seus conceitos de vida, mas não tenho, ao menos ainda, razão para crer que o técnico se preocupou em fazer isso.

Nem sei se tem outra receita para motivar os jogadores.

Mais do mesmo

Critiquei os primeiros meses do trabalho anterior de Dunga na seleção.

Depois, quando vi que deu um rumo ao time, o elogiei bastante apenas pontuando alguns erros em meio aos vários acertos.

Foi bom ver uma seleção guerreira depois de falta de respeito de Ronaldo, muito acima do peso, e de seus companheiros na farra em Veggis na Copa do Mundo em 2006.

Tal qual citei no post, ainda não formei opinião sobre o técnico Dunga.

Não tenho a menor convicção se vai ou não conseguir bons resultados.

Minha única crença é de que se trata de mais do mesmo.

Tite foi injustiçado

Tite deu aula de montagem de sistema defensivo no Corinthians.

É um treinador estudioso, que também sabe preparar equipes para jogarem no ataque.

Busca sempre o “e-qui-lí-brio’, como gosta de falar.

No Alvinegro, preparou o time para atuar de acordo com as características do elenco.

Na seleção brasileira, teria mais opções de propostas de jogo.

Assim que saiu do Parque São Jorge, foi estudar, se preparar, ver futebol noutros países.

O momento era dele se a contratação de um estrangeiro estava descartada.

Foi injustiçado pelo retrógrado Marin.

Escrito por Vitor Birner às 14:46 Vitor Birner 236 Comentários