26 nov

Cruzeiro irá ao ataque como sempre faz; Galo não pode aceitar isso, pois precisa respeitar as próprias características

Birnadas, Copa do Brasil

De Vitor Birner

O Cruzeiro irá para cima do Atlético MG.

Marcará a saída de bola e terá a inciativa de atacar. Costuma fazer isso em quase todos os jogos, especialmente na condição de mandante.

O resultado do primeiro jogo, as principais virtudes do campeão brasileiro tanto na temporada anterior quanto na atual e o estádio lotado por seus torcedores obrigarão o time a jogar assim.

Os técnicos que enfrentam o Cruzeiro, cientes disso, na maioria das vezes mandam seus comandados iniciarem na linha que divide o gramado as tentativas de recuperar a redonda.

Assim, lotam o campo de defesa, diminuem espaços para o adversário criar chances, e podem explorar os contra-ataques.

Nos times com postura ofensiva, que tentam ficar no campo de ataque, os zagueiros jogam adiantados e aumentam a possibilidade de perda das disputas na velocidade, ou de ficarem mano a mano, contra os jogadores rápidos e que sabem driblar.

O Galo é forte nos contragolpes.

Mas costuma sofrer se decidir, ou for obrigado, marcar atrás.

O time é muito mais competitivo quando tenta os desarmes no campo de ataque e torna o ritmo do confronto intenso.

Além disso, precisa evitar que o clima do jogo fique desfavorável.

A perda do duelo psicológico durante os 90 minutos aumenta a possibilidade de queda de rendimento dos jogadores nas partes técnica e tática.

A tendência é de um clássico tenso.

Até os confrontos de fase de classificação de torneio estadual costumam ser.

A principal decisão da história dos clubes potencializa a enorme rivalidade.

A possibilidade de o Cruzeiro conquistar a tríplice coroa e a vaga da próxima Libertadores para o Galo multiplicam isso sei lá quantas vezes mais.

Basta ver a catimba na questão dos ingressos.

O resultado do jogo de ida coloca o Galo à frente na decisão e com mais possibilidades de ficar com o título.

Mas um time competente como o do Cruzeiro, empurrado pela nação celeste,  feliz e sob o estímulo de ter vencido o Brasileirão no domingo tem condições de reverter o placar.

Não custa lembrar que o retrospecto dos clássicos mineiros neste ano favorece o Atlético.

Escrito por Vitor Birner às 17:48 Vitor Birner Sem Comentário

26 nov

Chance de Valdívia enfrentar o Internacional é quase nula

Geral

De Vitor Birner

O departamento médico do Palmeiras vetou a participação do meia contra o Internacional.

O jogador se machucou em um treino pela seleção chilena e tem pequena lesão no músculo semimembranoso da coxa. O problema não o impede de se movimentar nos jogos, mas provoca dor e o deixa inseguro.

Por isso, a estratégia dos responsáveis pela recuperação dele preferiram não apostar em um tratamento para esse jogo.

O boleiro ficará em recuperação, aos cuidados da fisioterapia do clube, ao invés de jogar. O objetivo é colocá-lo em campo em condições ideais na última rodada.

Essas informações foram dadas por um integrante do departamento médico ao jornalista Leandro Iamin.

O time viajará nesta quinta-feira à Porto Alegre

Se Dorival Junior não contrariar os cientistas, algo improvável se levarmos em conta a maneira como o técnico costuma trabalhar e o fato de Valdívia ter saído de campo ainda no 1° tempo contra o Coritiba por causa deste mesmo problema, o meia tende a não ir com a delegação à Porto Alegre porque aqui terá melhores condições de dar sequência ao tratamento.

Outra opção para colocá-lo em campo no próximo confronto seria a melhora rápida e inesperada do problema físico do boleiro, que eventualmente ocorre com alguns poucos jogadores, mas que seria inédita se tratando do personagem em questão.

Ninguém no departamento médico palmeirense cogita isso.

Escrito por Vitor Birner às 12:44 Vitor Birner 10 Comentários

24 nov

Cruzeiro deu aula de planejamento; Atlético MG, São Paulo e talvez outro time podiam disputar o título, mas chegaram atrasados no Brasileirão

Birnadas

De Vitor Birner

O post é a reprodução da minha coluna de sábado no Lance!

Foi escrita um dia antes de ser publicada, pois o jornal precisa ser impresso na gráfica, e por esse motivo não leva em conta a pontuação dos jogos do final de semana.

Isso não interfere em nada na ideia desenvolvida no texto.

O planejamento garantiu o título

Se o campeonato brasileiro fosse uma corrida de F1, seria possível dizer que os reais concorrentes do Cruzeiro iniciaram a prova atrasados, depois de os celestes completarem a primeira volta, e por isso foram inofensivos nas tentativas de encostar no líder e superá-lo.

Nunca houve sequer a concorrência direta pelo título.

Em nenhuma rodada alguém teve possibilidade matemática de ultrapassar o primeiro colocado.

A qualidade dos elogiáveis trabalhos do grupo de jogadores e treinador cruzeirenses não explica tanta tranquilidade durante a caminhada de meses até a realização do objetivo histórico.

Algumas poucas agremiações contam com elencos tão capazes quanto o da Raposa; outras são donas de times do mesmo nível, mas carentes de maior quantidade de reservas competentes.

Basta se lembrar dos confrontos do favorito contra as equipes mais fortes e confirmará a tese.

A trajetória livre de sustos foi alicerçada nos dezenove jogos iniciais.

Eis a questão: o planejamento da diretoria e do técnico do palestra mineiro goleou o dos adversário.

Graças a isso, a equipe entrou na competição mostrando seu melhor futebol.

Quem podia fazer frente precisou se arrumar ao longo dela, demorou para crescer e ficar perto do ápice futebolístico.

O Galo é um ótimo exemplo.

No segundo turno somou um ponto a mais que o rival e continua com doze a menos na pontuação geral.

O São Paulo empata com o Cruzeiro no returno se mantêm a sete pontos de distância na classificação que realmente vale.

Levir Culpi chegou em abril, Alan Kardec e Kaká estrearam em julho e Michel Bastos em agosto.

Se eles e os demais boleiros dos respectivos clubes trabalhassem juntos desde o ano passado, como Fábio, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, Marcelo Oliveira e os outros campeões, os cruzeirenses teriam maiores dificuldades na trajetória de sucesso.

Isso não significa que perderiam o título.

Escrito por Vitor Birner às 14:19 Vitor Birner 95 Comentários

23 nov

Conquista do Cruzeiro foi tranquila, merecida e inquestionável; é hora da nação celeste festejar a façanha!

Birnadas

De Vitor Birner

Em nenhum momento do Brasileirão o Cruzeiro viu alguém concorrer com ele pelo título.

O time sobrou no 1° turno e conquistou uma condição que soube administrar depois de outros times crescerem.

Abriu 9 pontos para o vice-líder e 10 para o terceiro colocado.

A qualidade do elenco, nos momentos em que o futebol cruzeirense oscilou por causa do desgaste físico dos principais atletas, garantiu a manutenção da distância para os supostos concorrentes.

A queda de rendimento no segundo turno foi gerada pelo cansaço de Ricardo Goulart, melhor do time neste Brasileirão e no anterior.

Como se diz no futebolês, ele é quem faz o time jogar.

Em forma, se aproxima de todos seus companheiros para as tabelas, participa da criação e entra na área para finalizar.

É o cérebro do time que tem no Éverton Ribeiro o mais capaz de desequilibrar com dribles e lances individuais de categoria.

Nas ausências deles ou nos momentos de extremo desgaste de ambos, pois a temporada teve Libertadores, campeonato mineiro e Copa do Brasil, e apenas no torneio continental o time não foi à decisão, além de convocações para a seleção brasileira, outros boleiros brilharam.

William, cresceu muito no segundo semestre e voltou a ser o boleiro rápido e difícil de ser marcado.

Mayke, revelado pelo clube e dono da lateral-direita, se destacou.

Os volantes Henrique e Lucas Silva, que de acordo com a imprensa na Espanha interessa ao Real Madrid,  tiveram ótimos desempenhos.

Marcelo Moreno reencontrou seu melhor futebol na Toca da Raposa.

Fábio, o maior ídolo em atividade da nação celeste, de novo exerceu a discreta e eficaz liderança fora de campo e deu a enorme e importante segurança durante os jogos.

Há mais jogadores que merecem ser mencionados e não citei.

Mas tenho que ressaltar a participação do treinador campeão.

Marcelo Oliveira, além do ótimo trabalho tático e inteligência ao enxergar o momento dos jogadores para escolher titulares e reservas, foi fundamental por causa do planejamento da temporada vencedora.

Julio Baptista e Dagoberto, por exemplo, ficaram devendo, têm nome, recebem altos salários e quando ficaram na reserva não criaram problemas que pudessem desestabilizar o time.

Em suma, foram muitos os acertos para o time vencer, repito, com tranquilidade, a competição nacional mais almejada pela principais agremiações do Brasil.

A torcida tem que se orgulhar muito deste time, inclusive se não superar o Atlético MG na Copa do Brasil.

Minhas congratulações à nação celeste, comissão técnica, jogadores, cientista do esporte e cartolas que participaram desse projeto que começou ano passado e serve de lição para as agremiações com capacidade e humildade para aprenderem com ele.

Lembro que o Cruzeiro não recebe as maiores cotas de televisão e nem possui um dos cinco maiores mercados consumidores (tamanho de torcida) entre os times brasileiros.

Conquistar dois títulos seguidos no torneio que exige regularidade é uma prova de competência tão indiscutível quanto digna de elogios.

Escrito por Vitor Birner às 19:58 Vitor Birner 47 Comentários

23 nov

São Paulo joga com os reservas, ganha do Santos e se classifica para a Libertadores; treinador do Peixe foi medroso no 1° tempo

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

Santos 0×1 São Paulo

Muricy priorizou o jogo semifinal contra o Atlético Nacional de Medelim e poupou a maioria dos principais jogadores.

Enderson Moreira deveria montar o Santos para atacar e se impor, mas optou por uma retranca, tanto na escalação quanto na proposta de jogo, no intuito de fazer o time ficar mais equilibrado.

Depois de corrigir isso,  seus jogadores criaram chances e pecaram nas finalizações.

Boschilia teve uma oportunidade e não a desperdiçou.

Quando Muricy colocou dois de seus titulares que começaram na reserva, o meio de campo do São Paulo parou o sistema ofensivo dom Peixe.

Enderson tinha que ousar mais

O Santos não disputa nada no campeonato brasileiro.

A permanência de Enderson Moreira para a próxima temporada continua indefinida por algumas razões, entre elas a eleição à presidência do clube e o próprio trabalho que fez neste curto período no cargo.

O que o treinador alterar taticamente neste fim de campeonato terá pouco ou nenhum efeito no desempenho do time ano que vem, pois a estrutura de jogo, se for mantido o elenco, todos conhecem e quaisquer alterações significativas precisarão ser trabalhas depois das férias dos atletas.

O torcedor santista é um dos que mais valoriza o futebol ofensivo.

Muricy colocou em campo um time quase todo formado por reservas.

O comandante do Peixe tinha muitos motivos para mandar o Santos marcar a saída de bola e atacar.

Mas preferiu a cautela no 1° tempo.

Quis fortalecer a marcação em frente aos zagueiros e laterais para aumentar a liberdade de Robinho.

São Paulo foi superior taticamente

Nem Geuvânio, nem Leandro Damião, nem Thiago Ribeiro foram titulares.

No lugar de um deles, o treinador colocou Souza, um volante, na equipe que já tinha Arouca e Alison.

Lucas Lima foi o meia, e Robinho e Gabriel ficaram à frente do quarteto no meio de campo.

A escolha do treinador facilitou a missão dos reservas do São Paulo com Ademilson, Boschilia e Osvaldo na linha de três do 4-2-3-1.

Auro e Hudson foram os volantes, Paulo Miranda e Reinaldo os laterais, Antonio Carlos o parceiro de Edson Silva na zaga e Pato o centroavante.

Eles ficaram mais com a bola porque o Santos iniciou a marcação apenas na linha que divide o gramado.

O São Paulo frequentou o campo de ataque e não criou grandes oportunidades porque Boschilia, no centro do trio de criação, apareceu pouco e Ademilson ainda menos que ele.

Tudo ficou concentrado em Osvaldo, que, muito marcado, foi obrigado a apostar em lances individuais e não conseguiu dar as assistências.

O Santos viveu de lançamentos para Gabriel e Robinho, que em tese poderiam levar a melhor, na velocidade, contra Paulo Miranda, Antonio Carlos e Edson Silva.

Não citei o Reinaldo porque é mais rápido que os três e o Santos não tinha ninguém no ataque perto dele.

Robinho explorou o lado de Paulo Miranda e o centroavante jogou entre Antonio Carlos e Edson Silva.

Os sistemas ofensivos atuaram mal e o clássico, antes do intervalo, foi ruim tecnicamente, lento e chato.

Corrigiu e o clássico melhorou

O Santos voltou do vestiário com Thiago Ribeiro e Geuvânio nas vagas de Souza e Gabriel.

Eu não tiraria o último porque foi vítima da inoperância do time na criação.

De qualquer forma, o treinador corrigiu o erro na proposta de jogo.

O clássico, por isso, ficou aberto, apesar de tecnicamente ruim, e com emoções.

Luis Fabiano ocupou a lugar de Pato em todo o 2° tempo.

Qualidade na finalização  

Aos 9 minutos, Reinaldo ganhou a dividida e Boschilia, na área, chutou cruzado para fazer o gol.

O Santos teve chances de empatar.

Geuvânio chutou de longe, aos 11, e acertou o travessão.

Robinho e Caju tabelaram aos 12 e o lateral, dentro da área,  finalizou para Rogério Ceni defender.

No minuto seguinte Lucas Lima driblou o marcador, entrou na área com a bola e obrigou o goleiro a trabalhar de novo.

Tirante o chute de Geuvânio, o mais perigoso do Santos no clássico, o de Boschilia foi o mais difícil de ser concluído.

A qualidade nas finalização determinou o vencedor do clássico.

Motivos de os treinadores mexerem

Muricy, logo após a terceira chance do adversário em curto espaço de tempo, substituiu Auro por Denilson para fortalecer a marcação no meio.

Aos 23, Denilson perdeu a bola para Robinho, deu o contra-ataque, e Geuvânio, na área, finalizou nas mãos de Rogério Ceni.

Paulo Miranda havia perdido, após o cruzamento de Osvaldo e desvio de Edu Dracena, ótima chance no cabeceio de fazer o gol.

Enderson trocou Robinho por Leandro Damião.

O Peixe ganhou presença de área e perdeu capacidade de criação.

Muricy trocou Boschilia por Michel Bastos.

O São Paulo melhorou na marcação, aumentou o volume de jogo ofensivo e a velocidade do contra-ataque e passou a contar com o boleiro perigoso nos chutes de fora da área.

E terminou com a importante vitória que lhe garante, na pior das hipóteses, no mata-mata antes da fase de grupos da Libertadores.

Não foi pênalti

Os santistas pediram um pênalti de Hudson.

O árbitro mandou o lance seguir porque a bola tocou no braço, colado ao corpo, do jogador, e não houve a intenção de cometer a infração.

Ficha do jogo

Santos – Aranha; Cicinho, Neto, Edu Dracena e Caju; Alisson, Souza (Thiago Ribeiro), Arouca e Lucas Lima; Robinho (Leandro Damião) e Gabirel (Geuvânio)
Técnico: Enderson Moreira

São Paulo – Rogério Ceni; Paulo Miranda, Antônio Carlos, Edson Silva e Reinaldo; Hudson e Auro (Denilson); Ademilson, Boschilia (Michel Bastos) e Osvaldo; Pato (Luis Fabiano)
Técnico: Muricy Ramalho

Árbitro – Flávio Rodrigues Guerra
Assistentes – Emerson Augusto de Carvalho e Marcio Luiz Augusto

Público: 33.247 Renda: 2.402.315,00

Escrito por Vitor Birner às 18:47 Vitor Birner 19 Comentários

19 nov

São Paulo podia ter perdido por mais de 1×0 contra o Atlético Nacional; classificação para a final continua aberta

Análise de jogos

De Vitor Birner

Atlético Nacional 1×0 São Paulo

Alan Kardec se machucou por causa da entrada violenta do goleiro do Atlético Nacional e Edson Silva e Rogério Ceni bobearem no lance do gol de Ruiz.

Antes disso,  o confronto teve momentos de equilíbrio e de pequena superioridade do São Paulo quando acertou a marcação na saída de jogo.

Depois, o time de Muricy despencou. Não perdeu por mais de 1×0 porque teve sorte em alguns lances, e Ceni, noutros, fez difíceis intervenções.

A má pontaria dos comandados do J, Osorio, que taticamente os preparou de forma interessante e elogiável, foi mais um aspecto para o placar mínimo acontecer.

O treinador do São Paulo, apenas aos 23 minutos do 2° tempo, depois de trocar o 4-4-2 pelo 4-2-3-1, viu seu time melhorar na marcação e tornar o jogo menos confortável para os Verdolagas.

A classificação para a final continua aberta.

A única convicção realista neste momento é que os colombianos são nas partes tática e técnica os adversários mais fortes que o mandante do próximo confronto enfrentou nesta Copa Sul-Americana.

Tática

O São Paulo entrou em campo com a mesma escalação e o 4-4-2 da vitória contra o Palmeiras.

O meio de campo com os volantes Denilson, o mais defensivo, e Souza, com mais liberdade de participar do sistema ofensivo,  entre Kaká e Ganso, que foram meias na criação e ficaram em frente aos laterais na marcação.

O ataque formado por Kardec e Luis Fabiano, sempre com um deles, na maioria das vezes o primeiro, recuando para fazer o quinto jogador com o quarteto que mencionei.

Os laterais Hudson e Michel Bastos puderam apoiar.

Prefiro o da esquerda jogando mais avançado, pois aumenta a velocidade do time no ataque e é o melhor nos importantes chutes de fora da área.

O Atlético Nacional taticamente é um time muito interessante.

Começou o confronto no 3-4-3, com Berrío, na direita, e Copete, na esquerda do ataque e o centroavante Ruiz centralizado.

O meio de campo formado pelos volante Arias, com pouca liberdade de avançar e jogando perto dos zagueiros, Pérez e Díaz, que puderam ajudar, e o meia Cardona.

O trio de zaga contou com Nájera, Henríquez e Murillo.

Como os jogadores ficam perto uns dos outros e o trabalho de J. Osorio é elogiável, o esquema pode mudar de acordo com determinações do técnico, que até manda bilhetes aos seus comandados durante os 90 minutos para explicá-las.

Por exemplo: variou para o 4-2-3-1 com a volta de um dos volantes para a lateral e os atacantes dando alguns passos atrás para a mesma linha de Cardona.

O árbitro e o próprio time   

O time de Muricy equilibrou o jogo no 1° tempo e foi superior em alguns momentos até sofrer o gol de Ruiz, aos 35 minutos, após o deixa que eu deixo de Rogério Ceni e Edson, Silva, no qual a bola era mais do goleiro que do zagueiro.

O lance começou em uma lateral invertida pelo árbitro que favoreceu o Atlético Nacional.

Mas a reclamação, apesar de embasada, perde força quando a gente assiste o lance apelidado de ‘morto’ no futebolês e que terminou com a bola na rede por causa da falha de ambos os são-paulinos.

A arbitragem prejudicou de maneira agressiva no erro grotesco aos 10 minutos antes.

Alan Kardec, depois de receber o passe de Ganso, driblou o goleiro argentino Armani e foi chutado de propósito, para machucar, por ele.

O uruguaio Daniel Ferdozuk tinha que expulsar o autor da falta por causa da violência da jogada, não por se tratar de uma ótima chance de gol, pois o atacante driblou para o lado em vez de fazê-lo na direção da meta.

São Paulo despenca depois do gol

Armani teve sucesso na entrada em Kardec.

Parou o lance perigoso contra o Atlético Nacional e tirou o jogador de campo antes do intervalo.

A saída de Kardec, substituído por Álvaro Pereira que entrou na lateral e permitiu a Michel Bastos ir para o meio de campo,  e o gol de Ruiz fizeram o São Paulo desmoronar.

O uruguaio, que atuou no dia anterior pela Celeste Olímpica, sofreu para marcar o Berrío,

Bastos, na esquerda, ficou distante dele. Luis Fabiano, adiantado, não se mexeu da maneira correta para dar opção para os meias.

Ganso, em noite de pouca inspiração, sentiu a falta de Kardec para tabelar e começou a perder bolas. Kaká, tecnicamente pior que o meia, fez isso ainda mais.

O Atlético Nacional, time que não torna o jogo rápido, começou a criar chances de ampliar.

Se não fosse Rogério Ceni, que fez difíceis intervenções, a trave e as falhas na finalizações, teria vencido por diferença maior de gols.

O São Paulo solucionou seus dilemas defensivos depois da entrada de Osvaldo no lugar de Kaká o que fez o São Paulo jogar no 4-2-3-1, com ele e Michel Bastos pelos lados da linha de três e Ganso no centro do trio de criação.

O titular não conseguia ajudar Alvaro Pereira nos momentos em que o jogo exigiu, e tampouco foi eficaz na criação ou finalizações.

O reserva lodo após entrar fez duas jogadas de velocidade, uma delas quase terminou com Michel Bastos chutando de frente para o goleiro, na outra tomou a falta e o adversário levou o cartão amarelo, e por isso o técnico dos ‘Verdolagas’ segurou um jogador atrás além de ver Osvaldo voltando para auxiliar o lateral.

O confronto voltou a ficar equilibrado e os goleiros pouco foram exigidos.

Muricy tentou melhorar isso com Pato no lugar de Luis Fabiano.

A troca não melhorou o sistema ofensivo.

Ficha do jogo

Atlético Nacional – Franco Armani; Francisco Nájera, Alexis Henríquez e Murillo; Arias, Farid Díaz Sebastián Pérez e Edwin Cardona; Berrío (Cárdenas), Copete (Juan Valencia) e Ruiz (Guisao)
Técnico: Juan Carlos Osorio

São Paulo – Rogério Ceni; Hudson, Rafael Toloi, Edson Silva e Michel Bastos; Denilson, Souza, Ganso e Kaká (Osvaldo); Alan Kardec (Alvaro Pereira) e Luis Fabiano (Pato)
Técnico: Muricy Ramalho.

Árbitro: Daniel Fedorczuk (URU)
Auxiliares: Carlos Pastorino e Gabriel Popovits

Escrito por Vitor Birner às 23:54 Vitor Birner 85 Comentários

19 nov

Como Muricy tem que escalar o São Paulo contra o Atlético Nacional? Conheça os detalhes do time mais forte da Colômbia

Birnadas

De Vitor Birner

Não sei qual time Muricy escalará hoje.

Se colocar Michel Bastos no meio-de-campo, onde o jogador rende mais, terá que tirar ou Ganso, ou Kaká, ou Alan Kardec ou Luís Fabiano.

O ex-meia do Santos sentiu dores no joelho durante os treinamentos.

Nos jogos do São Paulo pela Copa Sul-Americana, longe do Morumbi, Ganso foi um dos melhores.

Se ele puder atuar, o treinador preferir Bastos mais adiantado –  o que aumenta a chance de o time fazer gols de fora da área e a velocidade do sistema ofensivo - e todos outros boleiros tiverem condições, talvez Alan Kardec comece no banco.

O enorme desgaste físico gerado pelo sacrifício dele para facilitar os trabalhos de Ganso, Kaká e especialmente de Pato ou Luis Fabiano será a principal razão.

Mas não tenho nenhuma convicção que o treinador abrirá mão de seu principal jogador na parte tática.

Talvez mantenha Michel Bastos na lateral e pronto.

Luis Fabiano continuará porque correu mais, fez gols e jogou futebol melhor nos dois últimos compromissos do São Paulo.

Não creio que começará com Pato entre os titulares, pois o atacante precisa readquirir o melhor ritmo, e nem pode iniciar com ele e Luis Fabiano porque enfraquecerá a capacidade de o time recuperar a bola.

Na sequência do post o Felipe Bigliazzi Dominguez,  que andou sumido depois da Copa do Mundo, explica o Atlético Nacional de Medellin.

Fico grato ao amigo por contribuir com o blog.

De Felipe Bigliazzi Dominguez

Nacional de Medellín é bicampeão colombiano e tem, neste momento, a hegemonia do futebol no país.

Quer o título da Copa Sul-Americana para dar um passo adiante, agora em âmbito continental.

Nas quartas-de-final do ano passado, o conjunto Verdolaga fez um confronto bastante parelho contra o São Paulo.

No Morumbi, perdeu por 3 a 2 com um gol de Antônio Carlos nos minutos finais; Na volta em Medellín, o time de Muricy, que acabara de assumir o cargo de técnico, arrancou um empate em 0×0 foi à semifinal diante da Ponte Preta.

O grande arquiteto deste time do Atlético Nacional é Juan Carlos Osorio.

Treinador estudioso, com pós-graduação em ciência do futebol pela Universidade de Liverpool, que teve a valiosa experiência como assistente técnico do Manchester City por quatro temporadas.

Nos Estados Unidos teve passagem marcante pelo Red Bull NY, conquistando em 2008 o vice-campeonato da Major League Soccer.

Em 2010, retornando a terras cafeteiras, conduziu o Once Caldas de Manizales ao título do Torneio Finalización.

Seu ciclo no Atlético Nacional de Medellín começou em 2012 após renunciar ao convite de assumir a seleção de Honduras.

Foram 6 títulos nacionais até aqui: Superliga 2012, Torneio Apertura de 2013 e 2014, Copa Colômbia de 2012 e 2013 e Torneio Finalización de 2013.

Taticamente, Osorio gosta de variar os sistemas de acordo ao adversário.

No confronto do ano passado contra o São Paulo, o Nacional foi a campo no 3-4-2-1, o mesmo esquema tático da maioria dos jogos da última edição da Copa Libertadores.

Os Verdolagas chegaram as quartas de final após sobreviverem ao grupo da morte contra Grêmio, Newell’s Old Boys e Nacional do Uruguai.

Depois eliminarem o Atlético Mineiro, então defensor do título, nas oitavas-de-final, em pleno estádio Independência.

Neste semestre, Osorio tem sido mais conservador, utilizando o 4-2-3-1 prioritariamente, como nos confrontos das quartas de final diante do Cesar Vallejo (PER).

No gol, o argentino Franco Armani aporta experiência e liderança neste ciclo exitoso e já histórico. Na defesa, Juan Carlos Osorio pode utilizar novamente a linha de 3 zagueiros com Francisco Nájera pela direita, Alexis Henriquez como líbero e Oscar Murillo pela esquerda

A imprensa cafeteira cogita essa formação graças a ausência do lateral Daniel Bocanegra que foi convocado por Pekerman para os amistosos da seleção colombiana na última data FIFA.

Diego Árias pode ser o substituo pela lateral/ala direita.

Na ala esquerda, a dúvida está entre Farid Diaz ou Juan Valencia. Ambos possuem boa técnica e constante subida ao ataque. Diaz pode ser deslocado para a posição de volante deste lado.

O meio de campo é a grande arma do conjunto da região de Antioquia, já que conta com bom toque de bola e jogadores que podem desequilibrar.

A dupla de volantes é formada por Alejandro Bernal e Alexander Mejia,  titular no último amistoso da seleção colombiana; expulso contra o Cesar Vallejo, Mejia desfalca os Verdolagas no jogo de ida no estádio Atanasio Girardot.

A condução da equipe fica a cargo da ótima dupla formada por Sherman Cardenas e Edwin Cardona.

O habilidoso Cardenas atua em varias funções da linha de armador – ora pelo flanco direito, ora como meia centralizado – ao passo que o talentoso e temperamental Cardona é o responsável por cadenciar o ritmo de jogo e pela precisão no último passe.

O futebol vistoso de Cardona chamou a atenção de Pekerman, que o convocou para a Data FIFA , mas cedeu ao pedido de liberação por parte do Nacional para que pudesse disputar o confronto de ida contra o São Paulo.

O ataque é o setor mais fraco do Nacional de Medellin.

Com a notória decadência do veterano Juan Pablo Angel – ex- River e Aston Villa e seleção colombiana – Juan Carlos Osorio pediu a contratação do centroavante Luis Carlos Ruiz, que jogava no futebol chinês.

Ruiz é a referência no ataque e o artilheiro da equipe nesse semestre.

Do lado esquerdo do ataque, há o revezamento entre Wilder Guisao e Jhonatan Copete, recém contratado, que teve passagem pelo Vélez Sarsfield.

Outra boa opção é Orlando Berrió, que retornou no último final de semana após 3 meses parados por causa de uma grave lesão.

Assim como o São Paulo, o Nacional de Medellín acusa o cansaço gerado pelo calendário assombroso do futebol colombiano, que acumula 3 torneios em disputa e tampouco respeita a Data FIFA.

No último domingo, Osorio colocou uma equipe alternativa para enfrentar o Independiente Santa Fé no estádio El Campin de Bogotá.

Os Verdolagas perderam por 3 a 2, em jogo válido pela segunda rodada do quadrangular final da Liga Postobon, que define os finalistas do principal torneio nacional da Colômbia nesse semestre.

Além do precário estado físico, o Nacional temas mesmas características do São Paulo: toque de bola, ambição ofensiva e uma certa lentidão na transição defesa ao ataque.

No 4-2-3-1

No 3-4-2-1

Escrito por Vitor Birner às 15:23 Vitor Birner 11 Comentários

18 nov

A punição de Suárez aumentará se descobrirem corrupção nas escolhas das próximas sedes da Copa do Mundo?

Birnadas

De Vitor Birner

A Fifa investigou a Fifa e concluiu que na Fifa não houve nada ilegal no processo de escolha dos países que sediarão as duas próximas Copa do Mundo.

A Rússia derrotou a Inglaterra, dona de rica cultura de futebol, infra-estrutura para receber turistas e alguns estádios prontos de acordo com o padrão exigido pela entidade comandada por Joseph Blatter e Jerome Valcke, e as candidaturas conjuntas de Holanda e Bélgica, e Espanha e Portugal.

A nação de Lenin, Dostoievski e Isinbayeva, entre todos as então postulantes a anfitriãs do principal torneio de seleções, é a que lida com maiores problemas de corrupção no governo, violência social, desrespeito aos direitos humanos e necessidade de construir estádios.

Dinheiro para solucionar o último ‘problema’, tal qual os cartolas da Fifa sabem, não será obstáculo no território presidido por Vladimir Putin e a imprensa, lá, tende a questionar menos do que nós, brasileiros, o processo de preparação.

Ao menos o clima, no período do torneio, será aceitável.

No Catar, o outro escolhido, a temperatura costuma ultrapassar os 40° no meio do ano. Os catarinos concorreram contra os norte-americanos, australianos, sul-coreanos e japoneses.

Os EUA são mestres na realização e promoção de mega-eventos esportivos.

Os asiáticos organizadores do último Mundial ganho pelo Brasil têm quase tudo pronto.

A Austrália é rica, quer fortalecer o futebol, oferece enorme mercado pouco explorado e ajudaria a divulgar o esporte na Oceania caso obtivesse êxito.

Os governos de todos os perdedores são, concordemos ou não com as políticas interna e externa que adotam, mais sérios que os dos vencedores.

No país avaliado pela Fifa como o ideal, o dinheiro jorra dos poços de petróleo, arenas precisam ser levantas e o hábito de fazer obras suntuosas, exageradas e cafonas é cultivado.

O último relatório da Internacional Trade Union Confederation diz que 1200 operários, a maioria imigrantes do Nepal, Índia e Paquistão que se submetem a cerca de 12 horas diárias de trabalho sob condições de segurança péssimas, morreram nas obras para a Copa do Mundo.

A estimativa é que o número subirá para 4 mil até a conclusão delas.

http://www.ituc-csi.org/international-trade-union-14520?lang=en

A Fifa parece não se incomodar com esse drama social e mantém o que decidiu.

Diante de tudo isso e de outros detalhes, a gente tem a opção de crer ou duvidar na escolha das sedes por motivos técnicos.

Se o FBI, que investiga o caso, e a Justiça suíça, que entrará no circuito, descobrirem algo, talvez a cartolagem que manda na dona do futebol, preocupada em dar exemplo, aumente a punição de Suárez pela mordida em Chiellini.

Escrito por Vitor Birner às 14:40 Vitor Birner 25 Comentários

17 nov

Um feito improvável, dois milagres e o último rebaixado; haverá time com menos de 45 pontos que ficará na primeira divisão

Birnadas, Brasileirão

De Vitor Birner

A pontuação de quem caiu

Na primeira edição do Brasileirão por pontos corridos com vinte clubes, a Ponte Preta somou 39 pontos conseguiu o melhor rendimento entre os que foram para a segunda divisão.

Traduzindo, teria sido possível se manter na elite do futebol nacional com apenas 40 pontos, apesar de o Palmeiras, logo acima da Macaca, somar  44 naquele campeonato.

Na temporada seguinte, a meta dos 45 prevaleceu. O Corinthians desceu com 44 e o Goiás fez 45 e permaneceu na elite do futebol brasileiro.

Em 2008, o Náutico, com 44, ficou na primeira divisão e o Figueirense, com mesmo número de pontos e saldo de gols menor, foi para a segundona.

Em 2009 os 45 pontos não bastaram para o Coritiba ficar na primeira divisão. O Fluminense, com 46, conseguiu se salvar.

Em 2010, Atlético GO fez 42, Avaí 43 e Flamengo 44. Nenhum deles foi rebaixado. O Vitória com pontuação igual a do pior dos três foi rebaixado porque ganhou menos jogos que os goianos.

Na temporada seguinte, o Cruzeiro com 43 ficou na primeira divisão. O Atlético PR, melhor entre os que caíram, somou 41.

Na próxima o Sport desceu com 41 pontos. A Lusa fez 45, mas teria ficado com 42.

Ano passado, o Fluminense teria sido rebaixado com 46 pontos se o STJD não punisse a Portuguesa e o Flamengo. O time do Canindé perdeu 4 pontos por causa da escalação de Heverton, ficou com 44 e terminou na zona do rebaixamento .

Nos oito campeonatos disputados com os mesmos regulamento e número de times do atual em andamento, apenas uma vez os 45 pontos foram de fato a pontuação  de corte para alguém ficar na primeira divisão.

Em cinco edições ficou acima da necessária e noutras duas, se levarmos em conta apenas o resultado de campo, abaixo da que os times realmente precisaram.

A meta de 45 recomendada por matemáticos e adotada pelos treinadores não é nem segura como muitos supõem e nem exata como alguns creem.

Menos de 45 pontos para ficar

O Vitória conseguiu importantíssimos três pontos, ontem, contra a Chapecoense.

O Botafogo colocou com firmeza um dos pés na segundona. O Bahia fez o mesmo e ainda entrou com três dedos do outro pé. O Criciúma pisou com ambos inteiros lá enquanto espera o milagre para evitar o rebaixamento.

Em tese, conhecemos três das quatro agremiações que cairão. Dessas, o Glorioso é o único que ainda tem alguma chance de mudar o panorama desfavorável.

Chapecoense (36), Coritiba (37), Vitória (37), Palmeiras (39) e Figueirense (40) são as demais agremiações ainda sob risco.

Restando 12 pontos em disputa para cada uma é difícil acreditar que alguém precisará de 45 para ficar na primeira divisão.

Goiás e Sport têm 44 pontos e, na minha forma de ver, já se livraram.

Além do percentual de aproveitamento de quem fez campanha ruim não sugerir que quatro times empatem com os goianos e os pernambucanos, haverá diversos confrontos diretos nas próximas rodadas, os quais, obviamente, forçarão a perda de pontos de quem não pode mais tropeçar.

Os comandados de Ney Franco têm compromissos contra o Coritiba (c) e o Figueirense (f), seus concorrentes, além de encararem os desmotivado Flamengo (f) e Santos (c)

O Botafogo tem dois confrontos.

Receberá o Figueirense no próximo dia 19 e logo na rodada seguinte viajará para enfrentar a Chapecoense.

Santos (f) e Atlético MG (c), com pouco interesse no Brasileirão, serão os outros obstáculos do Glorioso.

O Bahia, penúltimo lugar na tabela de classificação, tem de vencer todos os jogos para somar 43 pontos, o que pode, com um pouco de sorte, livrá-lo da segundona.

É muito mais provável algum time ficar na primeira divisão com essa pontuação do que o 19° lugar do Brasileirão vencer todos os próximos jogos.

Enfrentará o lanterna Criciúma, no meio de semana, no Heriberto Hulse.

Depois o ‘Baêa’ será mandante diante de Atlético PR e Grêmio, e viajará à Coritiba noutro suposto confronto direto, pois ninguém pode garantir que ainda terá chance de não cair na última rodada.

O Tigre terá Flamengo (f), Sport (c) e Corinthians (f) como adversários nesse Brasileirão. .

A Chapecoense, que entrou na zona do rebaixamento, teria conseguido o feito de permanecer na elite do futebol nacional se tivesse derrotado o Vitória ontem e se conseguir os três pontos quando jogar contra o Botafogo.

Agora, além de superar os cariocas, precisará pontuar contra Fluminense (f), Cruzeiro (c) e Goiás (f).

O Coritiba pode resolver a permanência nos confrontos diretos.

Ainda jogará diante de  Vitória (f), Palmeiras (c) e Bahia (c). O outro adversário será o Atlético MG (f).

O Palmeiras tem pequena possibilidade de ser rebaixado.

O único confronto direto será na capital paranaense diante do Coritiba.

Os três pontos na próxima rodada, quando inaugura sua Arena contra o Sport, são fundamentais para impedir os jogadores de ficarem sob enorme pressão.

O Figueirense, com pequena possibilidade de ser rebaixado, pode acabar com o dilema se se empatar contra o Botafogo e superar o Vitória no Orlando Scarpelli.

Ficará com um ponto a menos que os 45 e não precisará mais.

Talvez alguém escape com 43 pontos.

É esperar para ver.

Acho que do Palmeiras para cima ninguém cairá, os últimos três não conseguirão escapar, e Chapecoense, ou Coritiba, ou Vitória acompanhará Botafogo, Bahia e Criciúma.

O Furacão do Oeste, porque trocou de técnico agora, tem um ponto a menos que o Coxa e o Rubro-Negro e a  tabela mais complicada que a deles, é quem possui mais chances de se juntar ao trio.

Mas isso, tal qual citei, é apenas meu palpite e não uma convicção.

 

 

Escrito por Vitor Birner às 18:05 Vitor Birner 19 Comentários

16 nov

Superioridade técnica do São Paulo pesou muito na vitória contra o Palmeiras; Luis Fabiano fez o gol típico de um especialista na área

Análise de jogos, Birnadas, Brasileirão

De Vitor Birner

São Paulo  2×0 Palmeiras

O chute difícil que Luis Fabiano acertou no primeiro gol permitiu ao time de Muricy jogar com tranquilidade quando o Palmeiras pressionou.

Os treinadores fizeram trabalhos táticos de qualidade.

O dos vencedores mantendo a proposta de jogo e o do Palmeiras adaptando o esquema às características do rival.

Nos momentos em que o time centenário acertou a marcação na frente, e não foram tão poucos, se aproximou da área e nada produziu por causa dos passes tortos e cruzamentos ruins.

Tinha que aproveitá-los porque nenhuma agremiação, no futebol brasileiro com seu carregado calendário, tem condição física para manter durante todo o confronto o sistema defensivo adiantado.

Apenas uma vez, com Henrique, obrigou Rogério Ceni a se destacar.

A enorme diferença técnica deu ao São Paulo a vitória.

Quando teve a bola no campo de ataque no 1° tempo criou alguns lances de perigo.

Não precisou de tanto volume de jogo.

Poderia ter feito outros se Kardec estivesse mais inspirado e Fernand Prass menos.

O gol de Rafael Toloi, com participação de Edson Silva, premiou os zagueiros venceram ganharam quase todas as divididas pelo alto contra o ataque palmeirense.

Osvaldo desperdiçou ótima oportunidade no fim do Choque-Rei.

O resultado foi muito importante para o São Paulo, que administra o desgaste do elenco nas disputas pela permanência na vice-liderança no Brasileirão (se a CBF não inventar moda garante lugar na fase de grupos da Libertadores) e nas semifinais da Copa Sul-Americana.

Os três pontos ajudam os atletas a se concentrarem no confronto contra o bicampeão colombiano.

O Palmeiras, se ganhasse, se livraria do rebaixamento, pois além de subir na tabela de classificação, ficaria fortalecido emocionalmente nas últimas rodadas do campeonato.

De qualquer jeito, continua com mais perto de ficar que de cair.

Creio que agremiações com menos de 45 pontos irão continuar na primeira divisão.

Árbitro errou, mas não houve o pênalti

A marcação feita de maneira competente pelo Palmeiras, no começo do jogo, para impedir o adversário de fazer a transição da defesa ao ataque com a bola no chão, proporcionou o primeiro lance polêmico do Choque Rei.

Diogo aproveitou ao erro do Denilson e ficou à frente dele. O volante segurou o atacante, que conseguiu entrar na área e foi desarmado, por baixo, de maneira legal.

O árbitro, com a visão encoberta, e o auxiliar, com o ângulo certo para avaliar o que houve, não acharam nenhuma irregularidade no lance.

Mas o critério da arbitragem nacional indica que, por causa do ‘agarrão’, houve a infração e o cartão amarelo deveria ser mostrado.

Erraram Marcelo Aparecido Ribeiro, o dono do apito, e Marcelo Van Gasse.

Apesar do acerto de Dorival

O São Paulo tem o jeito de jogar e Muricy evita mudá-lo.

O treinador fala isso nas entrevistas e confirmar na prática.

Prestigiou Luis Fabiano por causa da convincente apresentação diante do Internacional, deixou Pato, recém recuperado no banco, montou o meio de campo com a linha de quatro formada por Souza e Denilson na direita e na esquerda, além de Ganso e Kaká, pelos lados, a marcação e se movimentando com liberdade na meia para a criarem os lances de gol.

Michel Bastos ficou na lateral, onde rende menos, e coube a Alan Kardec ser o parceiro do centroavante no 4-4-2, cobrir os espaços que eventualmente Kaká ou Ganso deixaram na linha do meio e voltar para ser o quinto homem da marcação com eles na posição defensiva precisa de acordo com as determinações do técnico.

Dorival formou o 4-5-1 com Marcelo Oliveira, Wesley e Diogo como volantes.

Os dois últimos jogaram respectivamente na direita e na esquerda e tinham obrigação de ajudar tanto na marcação quanto na criação.

O outro quase não apoiou.

Felipe Menezes foi o meia e jogou centralizado.

Diogo, o atacante pelos lados, insistiu mais do esquerdo. Ele e Felipe Menezes, o meia, ajudaram o sistema defensivo e tinham que se aproximar do centroavante Henrique.

O centroavante não ficou parado esperar o time chegar a ele. Se mexeu para dar opção e por causa do posicionamento do Diogo, abriu pela direita que ficou desocupada nos contra-ataques do Palmeiras.

O Alviverde, por cerca de 30 minutos ou mais, foi superior ao São Paulo na parte defensiva e impôs a proposta de jogo determinada pelo treinador.

O time de Muricy sofreu para fazer a transição da defesa ao ataque trocando passes.

Tentou pressionar a saída de bola, mas não foi eficaz.

O Palmeiras encontrou mais espaços que o mandante no clássico para criar pelos lados e finalizar perto da área.

Contudo a grande diferença técnica individual entre os times prevaleceu neste momento da vã e pequena superioridade palestrina.

Pouco e eficaz

O primeiro lance de ataque do São Paulo aconteceu aos 16 minutos.

Michel Bastos cruzou, Kardec cabeceou e obrigou Fernando Prass a fazer a intervir de forma brilhante para salvar o time.

Aos 21, após Hudson levantar a bola na área, Luis Fabiano, de primeira, acertou um chute difícil e impossível de ser ser defendido pelo competente e veterano goleiro do Palmeiras.

O time de Muricy precisou de dois lances para mostrar ao rival sua qualidade individual superior e como ela oferece risco constante para os adversários.

O Palmeiras, com mais espaço, não chegou na cara de Rogério por causa dos erros em passes simples.

São Paulo cresce e Kardec desperdiça

Os comandados de Dorival não tiveram pernas para manter a força de marcação na frente.

Os de Muricy, com maior facilidade para levarem a bola ao campo de ataque, terminaram o 1° tempo mandando no clássico.

Puderam trabalhar com ela diante do Palestra encolhido.

Isso não impediu o Alviverde de criar a única grande chance de empatar com Henrique, que apareceu na pequena área, por trás de Edson Silva, para chutar depois do cruzamento e Rogério Ceni fechar o ângulo e fazer complicada intervenção.

O São Paulo teve chances ótimas para balançar a rede antes do intervalo.

Numa Alan Kardec rolou para Luis Fabiano, que não teve a leitura correta da jogada e aplaudiu o companheiro em reconhecimento.

Na outras, aos 45, Nathan furou e Alan Kardec, livre, de frente para Fernando Prass, pegou mal na bola e perdeu a melhor oportunidade de todo o 1° tempo.

Com Mazinho no 4-2-3-1

O Palmeiras voltou do intervalo tentando retomar a marcação na frente.

Obteve êxito, dificultou a transição de bola, mas continuou quase inofensivo na criação.

Aos 7, Dorival tirou Wesley, que parecia nervoso, e colocou Mazinho.

Formou o 4-2-3-1 com o reserva na direita, Diogo do outro lado e Felipe Menezes entre eles na linha de três.

Queria jogadores rápidos e presentes nos dois lados do ataque e da meia.

Encolhido e pouco ameaçado

O enredo do restante do confronto lembrou o que havia ocorrido antes.

O Palmeiras empurrou o adversário para perto da área e não soube o que fazer perto dela.

Continuou falhando nos cruzamentos, passes e arriscando chutes tortos.

Perdeu as disputas, pelo alto, para Toloi e Edson Bastos.

Por deficiência técnica não produziu nada digno de ser destacado.

Muricy fez a leitura exata

O treinador tinha que fortalecer a marcação no meio e o contra-ataque.

Ou tirava Luis Fabiano e colocava o Pato, ou substituía Kardec por Reinaldo para Michel Bastos atuar na meia e no ataque.

Não podia colocar Pato na vaga de Alan Kardec porque perderia pegada no meio e faria um pedido para tomar o gol.

Acertou ao manter o centroavante porque jogou melhor que o companheiro e Alan Kardec é um dos mais desgastados do elenco na parte física.

E ao liberar Michel Bastos para jogar onde é mais competente depois de Reinaldo ir para a lateral.

Todos jogaram mal

O treinador fez o possível com o que tinha no banco.

Trocou o sumido Felipe Menezes por Cristaldo, que joga mais perto da área e podia tentar aproveitar os cruzamentos..

Aos 33, Allione ocupou o lugar de Diogo.

Nada mexeu no panorama do confronto.

Os que saíram de fato jogaram mal, os argentinos mantiveram o padrão ruim e o Mazinho que fez ele piorar.

Muricy havia substituído, aos 30, Luis Fabiano por Pato.

Gol de zagueiros

Aos 34, Edson Silva desviou de cabeça após a cobrança de escanteio e Rafael Toloi, livre na área, chutou forte e fez 2×0.

O gol deu ao São Paulo tranquilidade e ansiedade ao Palmeiras.

Muricy ainda trocou Kaká por Osvaldo.

O reserva perdeu a oportunidade de marcar 3×0 depois do lance perfeito de Michel Bastos.

Ficha do jogo   

São Paulo – Rogério Ceni; Hudson, Rafael Toloi, Edson Silva e Michel Bastos; Denilson, Souza, Kaká (Osvaldo) e Ganso; Alan Kardec (Reinaldo) e Luis Fabiano (Pato). Técnico: Muricy Ramalho

Palmeiras – Fernando Prass; João Pedro, Nathan, Tóbio e Juninho; Marcelo Oliveira, Wesley (Mazinho), Victor Luís, Felipe Menezes (Cristaldo) e Diogo (Allione); Henrique; Técnico: Dorival Jr

Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro De Souza
Auxiliares: Marcelo Van Gasse e Herman Brumel Vani
Público: 36.850 pessoas – Renda: R$ 992.285

 

Escrito por Vitor Birner às 21:48 Vitor Birner 71 Comentários