23 mai

Fluminense mandou do começo ao fim no jogo contra o Olímpia. Erros no último passe impediram o campeão brasileiro de vencer

Análise de jogos, Copa Libertadores

De Vitor Birner

Fluminense 0×0 Olimpia

Certa vez, Carlos Alberto Parreira comentou que o gol era um detalhe. Muita gente tirou sarro do treinador, mas era possível compreender a argumentação dele.

Quem observou com atenção o empate de Fluminense e Olimpia entendeu bem o discurso do primeiro técnico campeão brasileiro pelo Tricolor.

O Fluminense ganhou o duelo no meio de campo, teve inteligência para encarar os paraguaios, foi bem na parte tática, seus jogadores lutaram tanto quanto os do rival, mas falharam nos fundamentos importantíssimos para quem pretende vencer.

O último passe, aquele que coloca alguém na cara do gol, foi muito ruim, tal qual as finalizações nas duas chances claras criadas pelo time de Abel Braga, as únicas da partida.

As chances de classificação no jogo de volta contra o perigoso Olimpia são iguais para os dois times.

É impossível ter qualquer espécie de convicção a respeito de qual deles chegará na semifinal.

A única certeza é que a torcida do “El Decano’ lotará o estádio, fará bastante barulho, criará o ambiente intenso e tornará mais forte a emoção de quem obtiver sucesso na missão difícil  tanto para os anfitriões quanto aos visitantes no próximo confronto.

Escalações

Fluminense – Diego Cavalieri; Bruno (Rafael Sobis), Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho (Samuel) e Jean; Wellington Nem, Wágner (Felipe) e Rhayner: Fred
Técnico: Abel Braga

Olimpia – Silva; Manzur, Miranda e Candia; Gimenez (Pérez), Aranda, Ortíz, Báez (Ariosa) e Salinas; Salgueiro (Castorino) e Bareiro
Técnico: Ever Almeida

O desafio

O Fluminense tinha balançado as redes apenas quatro vezes nas quatro partidas como mandante na Libertadores.

O Olimpia chegou ao confronto como time com maior quantidade de finalizações. Havia feito gols em todas as partidas fora de Assunção.

Abel Braga, durante a semana, falou sobre a importância de não sofrer gols em casa.

O discurso do treinador tinha outra argumentação implícita e nem todo mundo conseguiu compreender.

Ele exigiu competência defensiva com seus comandados atacando o adversário.

Não se referiu apenas à marcação.

O desafio era, e continuará sendo, atacar sem deixar espaços. Não se tratava apenas de jogar bem sem a bola.

Perigoso

O Olimpia não é uma equipe ingênua.

Os paraguaios não merecem críticas fortes ou elogios entusiasmados.

Têm um time correto. Fazem o arroz com feijão de maneira competente.

Sabem se defender e não podem ter espaço quando tentam o gol, pois possuem opções de criação por ambos os lados.

Atuam com 3 zagueiros, mas, quando as circunstâncias do confronto exigem, um dos alas recua e o zagueiro do lado oposto abre para atuar na lateral e a equipe ter a linha de quatro atrás.

Ou, se necessário, Gimenez e Salinas, os alas, fazem isso e o goleiro Silva recebe a proteção de cinco atletas na defesa e quatro no meio, todos bem próximos uns dos outros.

A aproximação é a leitura de jogo boas transformam o Olimpia num time perigoso.

De posse da bola, a equipe também atua de forma compacta. Salgueiro e Bareiro atuam no ataque e invertem o posicionamento constantemente. O primeiro é mais técnico, pode recuar para criar pelo meio ou se colocar na posição de centroavante.

Seu companheiro fica na esquerda do ataque ou ocupa o meio da área caso Salgueiro saia dela.

Baez é a opção de velocidade na direita. Os alas apoiam, porém não têm boa qualidade no cruzamento.

Faltou apenas a parte final da missão

O Fluminense, na parte individual, é superior, apesar de não ter jogado bem na fase de classificação do torneio.

Precisava ser tão guerreiro e taticamente competente quanto o adversário.

Não há razões para o torcedor tricolor reclamar da atitude de seus representantes dentro de campo.

Os paraguaios começaram o jogo tentando marcar a saída de bola. Queriam deixar a redonda longe do gol defendido por Martin Silva.

O Flu escapou da armadilha e conseguiu fazer a transição da defesa ao ataque.

O meio de campo montado por Abelão tomou conta do setor.

E começou a batalha em busca de algum espaço no bem montado sistema defensivo do Olimpia.

O campeão tocou a bola de um lado para o outro, sem pressa, enquanto esperava o erro do ‘El Decano’.

Wellington Nem, na direita, Rhayner, na esquerda, e Wágner, centralizado, formaram a linha de três do 4-2-3-1.

Wágner jogou perto de Fred. Bem contou com a ajuda do lateral Bruno, que apoiou bastante. O mesmo aconteceu do outro lado, aonde Carlinhos apareceu diversas vezes na frente, algumas delas até à frente do ex-boleiro do Náutico, na área, para surpreender o rival.

Jean se transformou em meia. Apareceu diversas vezes pelo meio no intuito de articular o lance de gol e arriscar os chutes de fora da área.

O time que mais finalizou em gol na Libertadores não obrigou Diego Cavalieri a fazer uma defesa no primeiro tempo.

Faltaram um pouco mais de movimentação do sistema ofensivo, a troca de posições do quarteto mais avançado, e o gol para a missão ficar completa.

Se Carlinhos, cara a cara com Martin Silva, não desperdiçasse a melhor oportunidade logo no quarto minuto, talvez o comportamento do Olimpia e o andamento do jogo fosse diferente.

Mais aberto

Ever Almeida voltou com Castorino, atacante de velocidade, no lugar de Salgueiro. Também adiantou um pouco o Baez.

Deixou três atletas rápidos em campo para aproveitar o espaço deixado pelos laterais e os contragolpes.

Apesar de dois atacantes ajudarem o meio de campo, especialmente Bareiro que virou um meia-ofensivo, sobrou mais espaço no setor.

E os jogadores do Flu pecaram bastante em um fundamento importantíssimo.

A tal da assistência

Último passe ou assistência.

Assim o ‘dialeto do futebolês’ chama o passe que coloca alguém na cara do gol, antes do artilheiro balançar a rede.

O Flu teve na etapa complementar mais espaço para criar e consequentemente oportunidades de sair cara a cara com Silva, do que antes do intervalo.

Abelão fez o possível para o tornar o time mais ofensivo.

Substituiu o lateral Bruno por Rafael Sóbis, aos 28. O Flu passou a ter sempre três jogadores no ataque, atletas de velocidade pelos lados, um atacante na ala, o meia, além do apoio do volante Jean e de Carlinhos.

Depois, Wágner, machucado, saiu e Felipe entrou. A última tentativa, aos 39, foi a troca do volante Edinho pelo atacante Samuel.

Pouco antes, Aranda havia sido expulso e Olimpia decidiu ficar apenas com um atacante.

Leandro Euzébio e Digão, ou um dos laterais quando alguém da zaga foi ao ataque tentar o cabeceio, eram o bastante para a marcação do contra-ataque paraguaio.

Nada resolveu.

O último passe do Fluminense foi muito ruim.

Sem ele, só é possível fazer gol no cruzamento, chute de fora da área ou se alguém sair driblando todo mundo, situação incomum no futebol moderno.

Apenas uma vez o Flu acertou o tal do último passe.

Fred tocou para Rhayner, que driblou o goleiro e finalizou mal.

Justo

A arbitragem de Roberto Silvera foi boa, não interferiu no resultado, e por isso achei o empate justo.

Chances iguais

O Fluminense sabe se defender e tem contra-ataque rápido.

Conta com atletas mais técnicos que os do Olimpia.

Terá uma dura missão diante da fanática torcida do tricampeão da Libertadores, porém as chances de classificação para a semifinal é igual para os times deste confronto.

 

Escrito por Vitor Birner às 0:43 Vitor Birner Sem Comentário

21 mai

Chegou o momento de Neymar deixar o Santos em direção à Catalunha

Birnadas

De Vitor Birner

Até pouco tempo atrás, eu era contra a saída de Neymar para o exterior.

Tinha receio de vê-lo perder a alegria, o sorriso, vivendo numa cultura mais rígida e formal.

Jogador infeliz não evolui. Fica estagnado ou piora.

Minha opinião mudou na medida em que aconteceu o mesmo com a vida dele.

O Santos, para manter o atleta mais habilidoso revelado pela competente categoria de base do clube nos últimos 50 anos, precisou ser permissivo.

Liberou o funcionário para fazer propagandas e cumprir uma enorme agenda comercial fora do futebol.

Se não fosse assim, Neymar teria saído antes da última renovação contratual.

Hoje, eu acho que o excesso de compromissos fora do futebol é que atrapalha a evolução dele.

No Barcelona, certamente terá de se concentrar na principal atividade profissional.

Não vai, por exemplo, faltar no penúltimo treino antes da final, tal qual aconteceu no paulistinha, porque os aeroportos Santos Dumont e Galeão estavam fechados devido às condições climáticas.

Tinha ido gravar um comercial no Rio de Janeiro e não pôde retornar em tempo.

No clube catalão, ninguém permitiria tal situação.

A ida à Espanha obrigará Neymar a se concentrar muito mais no futebol.

Não encerrará a vida de estrela pop do craque, mas colocará limites.

Aqui, eles parecem não existir.

Lamento o fato de as coisas serem assim.

A perda de alguém do nível de Neymar é uma baixa importante nos campeonatos daqui.

A má fase dele vai passar.

Completou apenas 21 anos em fevereiro.

Está no começo da carreira.

Deve pensar em futebol, futebol, futebol, futebol e futebol para atingir o altíssimo padrão de excelência que seu enorme repertório com as bolas nos pés sugere ser possível.

Escrito por Vitor Birner às 20:13 Vitor Birner 125 Comentários

20 mai

São Paulo tem proposta do Internacional para negociar Luís Fabiano

Transferências

De Vitor Birner

O Internacional tenta levar Luís Fabiano ao Beira-Rio.

Dunga pediu a contratação do centroavante.

Sob o comando do ex-volante, o Fabuloso atuou bem, foi titular da seleção brasileira e não arrumou problemas dentro de campo.

O Colorado já fez a proposta oficial aos dirigentes do time do Morumbi, que estão avaliando a mesma.

Os são-paulinos pretendem negociar o centroavante, contudo desejam fazê-lo com agremiações do exterior.

Um time do Catar quis tirar o jogador do Morumbi na temporada anterior.

Os dirigentes tricolores acreditam que outros clubes gringos querem o boleiro.

De qualquer forma, não descartam completamente a possibilidade de aceitarem propostas de brasileiros.

A oferta do Inter envolve dinheiro e a cessão de um jogador.

 

Escrito por Vitor Birner às 19:26 Vitor Birner 541 Comentários

19 mai

Corinthians ficou mais perto da vitória na Vila Belmiro e mereceu o título do estadual. O previsível e travado Santos repetiu seus defeitos

Birnadas, Paulistinha

De Vitor Birner

Mereceu

O Corinthians foi o melhor time dos oito que disputaram o mata-mata da paulistinha, que é a única fase um pouco interessante do campeonato.

Sobrou contra a Ponte Preta, disputou um jogo equilibrado diante do São Paulo e foi superior ao Santos em ambos os confrontos.

Se alguém tem dúvidas sobre quem foi melhor na decisão, recomendo atenção com a grande diferença de chances claras criadas por santistas e corintianos.

O Corinthians atuou de formas diferentes nas duas partidas e também por motivos distintos ameaçou o gol do rival bem mais.

No jogo do Pacaembu, dominou o primeiro tempo graças à marcação intensa sob pressão na saída de bola.

Corinthians ficou mais perto da vitória

No começo do clássico na Vila Belmiro, tentou repetir a postura do jogo de ida, mas falhou.

O Peixe conseguiu fazer a transição da defesa ao ataque com a bola no chão, obrigou o adversário a recuar, só que não conseguiu furar o bloqueio defensivo do rival.

Mesmo com Felipe Anderson, Cícero, Arouca e Neymar ajudando o meio de campo na criação, o Santos repetiu os mesmos defeitos apresentados durante o torneio.

O sistema ofensivo se movimentou menos que o necessário. Simplificou o trabalho do adversário.

Neymar, por isso, ficou sobrecarregado, foi obrigado a voltar e ajudar na articulação dos lances de gol ao invés de ficar próximo à área, onde é mais perigoso, e quando conseguiu driblar o primeiro marcador sempre havia outro na sobra para, na bola ou com falta, impedi-lo de continuar a jogada.

Restaram, como sempre, os lançamentos longos e cruzamentos.

Assim o Peixe fez o gol. Mérito também de Cícero. Bela finalização do volante-meia.

Se o Santos conseguisse manter a vantagem até o intervalo, provavelmente o andamento da etapa complementar seria diferente.

O desgaste físico dos atletas corintianos é nítido.

Os santistas tinham obrigação de correr mais porque iniciaram a temporada antes, não disputaram a Libertadores e puderam se preparar melhor.

Só que sofreram o empate no lance seguinte. Falharam na marcação e permitiram a entrada dos rivais, com a gorduchinha, na área.

O predestinado, decisivo e injustiçado Danilo balançou a rede.

O Corinthians cresceu após igualar o placar e acertou duas vezes o travessão.

Na etapa complementar, exatamente quando a condição atlética dos visitantes poderia atrapalhá-los, eles controlaram as ações.

Esperaram o Peixe na linha que divide o gramado, impediu o Santos de ameaçar o goleiro Cássio, fecharam os espaços, atraíram os comandados de Muricy e no contra-ataque criaram duas excelentes oportunidades.

Não venceram porque Romarinho e Pato falharam na finalização quando estavam cara a cara com Rafael.

Me chamou a atenção a inoperância ofensiva do anfitrião. Precisava pressionar, criar chances e encurralar o rival, mas tal qual vem acontecendo faz tempo sob a direção de Muricy, viveu de lançamentos longos e cruzamentos na área.

Há tempos eu não via um clássico em que o time da casa, precisando vencer, levava tão pouco perigo ao gol do adversário.

A arbitragem de Guilherme Ceretta foi boa e não interferiu no resultado.

O Corinthians, apesar do fracasso na Libertadores, continua o trabalho capaz de mantê-lo na disputa pelos principais títulos.

Pode piorar

O Santos ainda deve muito na parte ofensiva e um pouco na defensiva.

Pode evoluir taticamente, porém talvez tenha uma importante baixa

Neymar, por intermédio do pai e do empresário, se acertou com o Barcelona.

Falta a direção do Barça e a do Peixe resolverem o valor da transferência.

Segundo a cartolagem de Vila Belmiro, terça-feira acontecerá outra reunião para negociarem.

Parabéns!

Não acho o título do paulistinha importante, mas na fase final ninguém poupou jogadores, todos fizeram o possível para vencer, e o Corinthians merece os parabéns pela conquista.

Escrito por Vitor Birner às 19:16 Vitor Birner 213 Comentários

17 mai

Flamengo oferece Ibson ao Corinthians. Dirigentes do Alvinegro ainda não se posicionaram sobre o assunto

Transferências

De Vitor Birner

O Flamengo tenta negociar Ibson com o Corinthians.

O time da Gávea deve uma boa grana de direitos de imagem ao atleta.

Além disso, a direção rubro-negra  considera o salário dele alto, deseja eliminar gastos para acelerar a recuperação financeira da instituição, e o treinador Jorginho não pretende contar com ele no Brasileirão.

O Alvinegro foi procurado porque manifestou, tempos atrás, interesse no boleiro.

A cartolagem corintiana ainda não tomou decisão alguma.

Sequer definiu se pretende ter Ibson no elenco neste momento.

Caso Paulinho seja negociado, situação ainda também indefinida, a chance dos dirigentes dos clubes e Eduardo Uram, empresário do jogador, retomarem as conversas aumenta bastante.

O aval de Tite, com ou sem a saída de Paulinho, também será fundamental para a transação acontecer.

 

Escrito por Vitor Birner às 18:49 Vitor Birner 130 Comentários

17 mai

Andrés Sanchez e Juvenal Juvêncio, ao menos por enquanto, unidos contra Marco Polo Del Nero e Marin

Birnadas, De primeira

De Vitor Birner

O futebol brasileiro vive uma guerra velada por poder.

Andrés Sanchez nega em público o interesse de ser presidente da CBF, mas nos bastidores faz campanha para assumir a função nas próximas eleições da entidade em 2014.

O opositor dele e candidato da situação é Marco Polo Del Nero, primeiro mandatário da Federação Paulista e dirigente brasileiro mais forte na Confederação Sul-Americana de Futebol, chamada de Conmebol.

José Maria Marin, desde quando assumiu a principal cartola de nosso futebol, prepara a candidatura de Marco Polo Del Nero à presidência da CBF.

Muitos dirigentes de clubes falam que o Del Nero, hoje, já manda muito mais que Marin.

Juvenal Juvêncio, desafeto de Marco Polo Del Nero e responsável pela inédita punição do dirigente, depois de ele cogitar a possibilidade de o São Paulo ter benefícios da arbitragem em troca de ingressos para o show da Madonna, situação que nunca aconteceu, está ao lado de Andrés.

Ou, talvez, simplesmente contra Del Nero, tal qual pessoas próximas de Juvenal garantem.

Ele afirmou para elas que jamais apoiará a candidatura de Andrés.

Mesmo assim, quando o ex-presidente do Corinthians pediu ajuda de Juvenal para impedir que Marin substituísse Nicolas Leóz na Conmebol e Del Nero fosse colocado no lugar aonde Ricardo Teixeira ficou de 1989 até o ano passado, obteve o auxílio.

O são-paulino e o corintiano trabalham juntos, na mesma direção, mas por razões óbvias e recentes sempre desconfiam um do outro.

Outros cartolas dizem, nos bastidores, que Juvenal poderia, em troca do apoio, ser o próximo presidente da Federação Paulista de Futebol caso a parceria com Andrés vença a guerra ou não acabe antes.

A dúvida é se Juvenal, com mais de 80 anos, realmente deseja ser presidente da Federação Paulista.

Como já tomou outros dribles de Andrés Sanchez, precisa tomar cuidado, pois a CBF pode, de uma hora para outra, enfraquecer qualquer federação estadual e torná praticamente inútil.

Os torneios promovidos por tais entidades perdem interesse ano após ano.

O único pilar das federações estaduais é o poder do voto.

Os 27 presidentes delas e os 20 dos clubes da primeira divisão são os únicos que votam na eleição da CBF.

Andrés, se assumir o mais alto posto ‘cartolístico’ nacional, terá meios de sobra para agradar várias federações estaduais, isolar as que deseja e ainda assim continuar com o apoio necessário.

Marco Polo Del Nero e Marin não são ingênuos ou iniciantes no jogo político:

Alguns presidentes de clubes, como Alexandre Kalil, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro e Paulo Nobre, neste momento estão com eles.

O atleticano, por exemplo, foi com a dupla de donos do futebol brasileiro no jatinho particular da CBF à Assunção, na sede da Conmebol, quando Marin pretendia substituir Nicolas Leóz.

Naquele dia, conseguiu de Marin apoio para a escalação de árbitros estrangeiros nas oitavas-de-final da Libertadores contra o São Paulo.

E coincidentemente, seu time, que mostra o melhor futebol do país e noutras oportunidades levou azar no sopro e foi prejudicado, dessa vez não enfrentou problemas.

Tudo isso é que se chama do tal ‘jogo de bastidores’, personagem típico do futebol.

Desce criança ouço comentarem sobre o dito cujo.

Durante muito tempo desconfiei que era uma lenda do futebol, mas depois de  Carlos Eugênio Simon, atualmente comentarista da Fox Sports no Brasil, falar bastante dele, parei de achar que se tratava de folclore.

Se um ex-árbitro que trabalhou em vários jogos da Libertadores e apitou Copa do Mundo comenta sobre “bastidor fraco” e ” bastidor fraco” quando são definidos, por exemplo, os sopradores dos jogos, não sou eu quem irá contrariá-lo.

Temos um exemplo bem conhecido dentro do Brasil.

Você conhece algum confronto antigo, com vários jogos ao longo da história, entre time grande e pequeno, no qual a agremiação menor foi mais beneficiada que prejudicada pela arbitragem?

Dirigentes de times brasileiros dizem, por exemplo, que Boca Juniors e River Plate são fortes nos bastidores da Conmebol.

Eu realmente não me lembro de arbitragens muito ruins contra eles em jogos da Libertadores neste século.  Por outro lado, em alguns jogos tiveram bastante sorte no apito.

Se tudo isso não passar de uma grande coincidência e de lendas futebolísticas, eu lamento, pois o lobby, a política e os interesses econômicos não estão previstos nas regras do esporte e tampouco são capazes de beneficiá-lo.

Escrito por Vitor Birner às 15:23 Vitor Birner 196 Comentários

16 mai

Vingança x justiça no Brasil

Birnadas

De Vitor Birner

É impressionante a quantidade de pessoas confundindo vingança com justiça.

Enquanto houver dezenas de milhões de cidadãos brasileiros que não se incomodam com a situação do próximo e só ficam irritados se forem as vítimas de algo que não deveria acontecer, o país manterá a destrutiva cultura do ter ao invés do ser.

Em suma, continuaremos sendo uma nação que cultiva a injustiça e o egoísmo.

Escrito por Vitor Birner às 16:12 Vitor Birner 369 Comentários

16 mai

Futebol ruim e arbitragem péssima causam a eliminação do Corinthians na Libertadores contra o fraco Boca Juniors

Análise de jogos, Copa Libertadores

De Vitor Birner

Corinthians 1×1 Boca Juniors

A apresentação do Corinthians no primeiro tempo foi péssima. O time jogou muito mal na parte coletiva e individual.

Tinha que se impor, pressionar a saída de bola e encurralar o fraco Boca Juniors e não fez nada disso.

Os Xeneizes não têm opções ofensivas, são ruins na criação e finalização, não possuem velocidade para o contragolpe e somam incríveis quantidades de resultados ruins na temporada.

Ramon Diaz, técnico do River Plate, diz que se trata de um dos piores times em toda história dos Xeneizes.

Tanto é que mesmo cometendo uma quantidade enorme, atípica de erros, o atual campeão da Libertadores só não foi ao vestiário no período de descanso com vantagem no placar porque a arbitragem o prejudicou.

O trabalho do soprador e de um de seus auxiliares foi horrível. Não deram o pênalti de Marin, Carlos Amarilla deveria expulsá-lo e ainda invalidaram o gol legítimo de Romarinho.

O Boca fez gol graças ao Riquelme, que tirou o coelho da cartola, e às falhas de Cássio e Ralf.

Dono de péssima condição física e sem ter com quem jogar, bastava os defensores corintianos não darem espaço ao craque e menosprezá-lo, tal qual fizeram.

O goleiro, acho, não imaginou que o meia chutasse daquele lugar e acertasse.

O Corinthians atuou bem no começo da etapa complementar, enquanto teve forças para manter a intensidade defensiva.

Paulinho, até então sumido, cresceu muito e fez o gol de empate.

Acabou sendo o destaque da equipe.

Guerrero, Danilo e Scheik não estavam inspirados, Pato, autor de uma furada horrorosa, menos ainda.

Tite errou ao colocar Douglas.

Depois de ele entrar, o sistema ofensivo parou de vez.

De qualquer forma, apesar da fraca atuação corintiana, o resultado e a eliminação foram injustas por causa da arbitragem.

Escalações

Corinthians – Cássio; Alessandro (Edenilson), Gil, Paulo André e Fábio Santos; Paulinho e Ralf; Romarinho (Pato), Danilo (Douglas) e Emerson Sheik; Guerrero. Técnico: Tite.

Boca Juniors- Orion; Marín, Caruzzo, Burdisso e Clemente; Somoza, Erbes (Bravo), Erviti e Sánchez Miño; Riquelme (Viatri);  Blandi (Zárate). Técnico: Carlos Bianch

Futebol fraco

O Corinthians jogou muito mal no primeiro tempo.

Errou de várias formas.

Precisava pressionar a saída de bela e não conseguiu.

Necessitava mantê-la no campo de ataque e tornar o andamento do confronto incômodo para o Boca e não chegou nem perto de fazer isso.

Havia 2 ou 3 jogadores, dependendo das circunstâncias, que mereciam atenção na marcação e eles tiveram espaço.

O Alvinegro parecia anestesiado.

O Boca Juniors não se propôs a jogar. Desde o apito inicial gastou todo tempo que podia para cobrar cada lateral, falta ou tiro de meta.

Bianchi escalou Marin, Burdisso, Caruzzo e Clemente Rodriguez nas laterais e zaga, Somoza, Erbes e Ervitti de volantes.

Eles não passaram do meio de campo quando os Xeneizes estavam com a redonda. Sanchés Miño atuou como quarto volante e meia. Riquelme, com liberdade, foi o ‘enganche’ e Blandi o único atacante.

Os argentinos fizeram tudo que Tite certamente sabia.

Tentaram manter a dita cuja no meio, fizeram vários lançamentos para Riquelme e Blandi, e, obviamente, priorizaram radicalmente a parte defensiva.

Assim, impediram o Corinthians de pressionar.

Me chamou a atenção a enorme distância entre os volantes do time e os meias.

Havia um vão atípico na equipe que costuma ser compacta entre Paulinho, Ralf, e Romarinho, Danilo e Sheik.

Os trio ficou perdido no meio do sistema defensivo adversário. De nada adiantou a troca de posição entre eles.

Paulinho não apareceu na frente e os laterais ficaram atrás.

O volume de jogo ofensivo corintiano foi pífio antes do intervalo.

Arbitragem péssima

Mesmo jogando mal, o Corinthians poderia ter feito gols se Carlos Amarilla e o auxiliar Rodnei Aquino trabalhassem direito.

O apitador desde o começo tentou controlar o jogo mostrando cartões amarelos em reclamações e exigindo a autorização dele nas cobranças de faltas e laterais, o que é comum e apelativo, pois deveria cumprir a regra e adotar critérios iguais aos usuais na Libertadores.

Mas esses não foram os principais problemas.

Não deu o pênalti e expulsou Marin, que propositadamente colocou a mão na bola e já tinha levado o amarelo.

Depois, o auxiliar levantou a bandeira quando Romarinho, em posição legal, balançou a rede.

Ninguém havia feito gols até então.

Riquelme 1×0 Cássio

Logo depois do bandeirinha falhar, Riquelme, de longe, viu Cassio saindo do gol,  acertou lindo chute e encobriu o goleiro.

Acho que o meia tentou fazer o que conseguiu por duas razões. Ele é egoísta e arrogante o suficiente para arriscar lances assim. E se tentou levantar a bola na área, errou por muito.

Apesar da jogada de talento, Cassio não poderia sofrer um gol como esse. Tem culpa também.

Mas não apenas ele.

Riquelme, cheio de problemas físicos, dono de condição atlética ruim e talento indiscutíveis, não é tão difícil de ser marcado e nem pode ter espaço para tirar coelhos da cartola.

Ralf só precisava cuidar do veterano e o deixou receber vários passes. Lembro que o Boca estava quase todo atrás e os defensores do Corinthians não precisavam se preocupar com ninguém além dele, do atacante Blandi e às vezes Sanchez Miño

Mudanças

Alessandro e Romarinho não voltaram para o segundo tempo. Edenilson e Pato entraram na equipe.

Edenilson tem mais força para apoiar. Pato se revezou com Emerson Sheik na criação e na parceria com Guerrero no ataque, pois o 4-2-3-1 se transformou no 4-4-2 com muitas jogadas de linha de fundo.

Entrou no jogo e empatou

O Corinthians fez no começo da etapa complementar aquilo que deveria ter realizado no início do confronto.

Pressionou a saída de bola, ficou com ela no ataque e empurrou o Boca para dentro da área dele.

A diferença técnica, individual, entre os time sé abissal. Os comandados de Tite precisavam fazer ela aparecer.

Paulinho, aos 8 minutos, empatou.

Aproveitou um dos vários cruzamentos.

Houve outras oportunidades nos 15 ou 20 minutos em que a enorme superioridade do Corinthians se transformou em completo domínio.

O Boca Juniors, como não term atacantes de velocidade, nem tinha como contra-atacar.

Acerto do apito

Aos 15, o árbitro anulou gol de Paulinho. O auxiliar, acho, marcou o impedimento.Vi uma vez a jogada e discordo disso, mas Paulinho fez falta no goleiro Orión e disso não tenho dúvidas.

Cansou

Depois dos 15 minutos, o Corinthians continuou melhor, todavia sem a mesma intensidade.

O Boca apenas se defendeu.

Aos 22, Riquelme, sem condições físicas, saiu e Viatri, atacante, entrou. Blandi recuou para ajudar o meio-campo na marcação.

A furada do Pato

Aos 30, Pato driblou o goleiro Orion na matada de bola e, quase embaixo da trave, sem ninguém na frente, furou e viu ela sair pela linha de fundo.

O gol teria incendiado o Pacaembu, que não estava muito barulhento.

Discordo

A última alteração de Tite foi a entrada de Douglas, aos 29, no lugar de Danilo.

Mesmo sem Danilo atuar bem, eu não faria a mudança, pois o reserva faz tempo que não joga nada, o titular tem estrela e vai bem na jogada aérea, que era a principal opção ofensiva corintiana.

Douglas, tal qual esperado, nada fez.

Bianchi, aos 34, substituiu Erbes por Bravo e aos 38 trocou o atacante Blandi pelo lateral Zárate.

Sem força

Nos minutos finais, o Corinthians não teve força para criar chances e incomodar o Boca Juniors.

Injusto

A arbitragem interferiu no resultado. Se, por exemplo, o gol de Romarinho tivesse sido validado, a situação do jogo seria outra.

Se Marin fosse expulso ao 11 do primeiro tempo, também.

Inclusive se o Corinthians perdesse o pênalti.

Por isso, considero o resultado injusto.

Na lista

O Alvinegro entrou na lista de times prejudicados pelo Boca Juniors, que desde os tempos de Bianchi dá muita sorte no sopro e nunca enfrenta problemas com ele.

Aviso

Antes de aparacer alguém dizendo que menosprezo o time estrangeiro ao citar sua fragilidade, aviso que acompanho futebol argentino faz muitos anos, inclusive o da segunda divisão, sou fã e nunca entrei nesse papo ufanista brasileiro.

A avaliação sobre o Boca no post é técnica e o próprio desempenho dos Xeneizes, além da minha observação sobre seus limites dentro de campo, serve para explicar.

Quem discorda, ao invés de xingar, deve explicar falando da qualidade dos atletas, futebol que têm mostrado, questões táticas e outras coisas pertinentes.

Atualização (14h09)

Riquelme disse que tentou cruzar a bola, não chutar em gol, quando surpreendeu Cassio e balançou a rede

Escrito por Vitor Birner às 0:46 Vitor Birner 635 Comentários

15 mai

A temporária e necessária absolvição do goleiro palmeirense Bruno

Birnadas

De Vitor Birner

Bruno tinha sido o melhor em campo no empate do Palmeiras contra o Tijuana.

Diante do Santos, nas quartas-de-final do paulistinha, o goleiro jogou muito! Foi brilhante!

Seria tratado como herói caso o Palestra vencesse a disputa por pênaltis.

Ontem, ele protagonizou uma daquelas cenas marcantes, que nenhum palmeirense irá esquecer, ao errar feio no primeiro gol dos mexicanos.

Um frangaço desses tem enorme peso no desempenho de times com jogadores como os do Palmeiras

Gilson Kleina comanda o elenco carente de atletas competentes no trato da redonda. Não dá para exigir muita qualidade do sistema ofensivo palestrino.

O time, quando enfrenta equipes de bom nível, precisa sufocá-las com marcação sob pressão e buscar o gol pacientemente, sem correr riscos.

Precisa jogar no limite de sua capacidade técnica, tática e física para obter o resultado necessário.

Não pode falhar e necessitar reverter com bom trabalho ofensivo as situações adversas.

Discordo de quem coloca toda responsabilidade da eliminação na conta do goleiro.

Ele, sem dúvida, fica com a maior parte dela, mas lembro que no segundo gol do Tijuana, Henrique cabeceou para o lugar errado, havia dois companheiros dele na entrada da área e Arce, entre eles, chutou com liberdade.

O sistema defensivo, que vinha atuando bem, também não jogou tal qual podia.

A campanha cheia de altos e baixos na Libertadores, com a péssima atuação diante do Libertad no Paraguai, a revoltante derrota contra o Tigre na Argentina, as emocionantes vitórias frente os mesmos adversários no Pacaembu e a boa apresentação no México, precisa ser bem aproveitada.

Está claro que a maior dificuldade palmeirense é a criação de lances de gol com a bola no chão, não Bruno ou Henrique.

A direção não pode tomar decisões emotivas e colocar o goleiro na cruz.

Deve absolver Bruno ao menos até o fim do ano.

Precisa mostrar que confia nele, dar crédito ao atleta, pois atitudes diferentes desta podem abalar a confiança dos outros jogadores.

O Palmeiras evoluiu bastante nas partes comportamental e tática. A cartolagem deve contribuir para a manutenção das coisas boas geradas pelo trabalho de Kleina e seus comandados.

A grande obrigação na temporada é o retorno à elite do futebol brasileiro, sem sofrimento ou ameaça de não conseguir ao menos a quarta colocação na segundona.

Na segundona, o Alviverde não vai encarar adversários superiores na parte técnica. O sistema de disputa de pontos corridos premia a regularidade e não pune erros atípicos como o de Bruno.

Em suma, não é hora de mudanças profundas.

O goleiro, infelizmente, pois trata-se de um profissional dedicado, sério e que adora o Palmeiras, ficará marcado pelo erro.

Se disputar outro mata-mata de Libertadores, certamente vão lembrar do frango contra o Tijuana e qualquer pequeno equívoco será cobrado de maneira pesada.

Mas tal discussão fica para o futuro.

Se houver grana…

Se a direção do Palmeiras tiver condições de contratar um meia de qualidade para ser o líder técnico que falta no meio de campo, e outro centroavante, ajudará bastante.

Explico

Participei ontem do Cartão Verde, tal qual faço há anos. O programa é ao vivo, nas terças-feiras, e começa às 10h da noite, mesmo horário do início de Palmeiras x Tijuana.

Cheguei em casa quando eram decorridos 15 minutos da etapa complementar. Vi o jogo apenas hoje (eu gravo). Por isso não postei nada depois do confronto.

 

Escrito por Vitor Birner às 15:01 Vitor Birner 56 Comentários

14 mai

Felipão privilegia formação da família Scolari, não apenas a qualidade individual dos atletas, na convocação para a Copa das Confederações

Birnadas, Seleção Brasileira

De Vitor Birner

Surpreso, não incomodado

A ausência de Ronaldinho da lista de convocados de Felipão me surpreendeu.

Mas não me incomodou.

O craque passou anos sem merecer a presença na seleção e recebeu várias chances.

Desde a chegada ao Galo, ele mostra futebol digno de um jogador de seleção brasileira, mas Felipão quer mais que isso.

O treinador deseja formar outra família Scolari.

A chata e irrelevante Copa das Confederações proporciona ao comandante a sua melhor e talvez única chance de iniciar o processo.

Não há como construir uma equipe forte e unida fora de campo sem os seres humanos conviverem.

E sem humildade e igualdade na relação entre os atletas, o trabalho começaria errado e a chance de formar um grupo de jogadores capaz de superar as adversidades seria bem menor.

Por isso, se o futebol de Ronaldinho deixou Felipão em dúvida, o que certamente aconteceu, pois o veterano vinha sendo convocado, o atraso de 20 minutos na apresentação do elenco da seleção para o confronto diante do Chile acabou com as dúvidas do comandante.

Felipão tem apenas um ano para preparar o time. A formação de qualquer time é feita também de erros, e o comandante, por causa do pequeno tempo de treinamento e convívio da equipe, pode falhar pouco.

A seleção brasileira tem condições de evoluir muito.

A geração de atletas não é brilhante, porém tem condições de elevar bastante o nível dos pentacampeões mundiais, atualmente na décima nona posição do quase inútil ranking da Fifa.

Apenas Espanha e Alemanha possuem elencos superiores ao do Brasil. E mesmo assim podem ser superadas. Não são imbatíveis. Aliás, longe disso.

Sobre os convocados…

Goleiros – Julio Cesar, Diego Cavalieri e Jefferson

Gosto muito do titular do Brasil no último mundial. É um grande goleiro e a temporada pelo rebaixado QPR o obrigou a trabalhar bastante. Merece ser o titular. Cavalieri foi o melhor da posição no último campeonato brasileiro. Jefferson é bom, deles.

Laterais – Jean, Daniel Alves, Marcelo e Filipe Luis

Jean atuou bem na lateral nos últimos amistosos e ganhou a chance. Daniel Alves, o melhor do país na posição, atua no Barcelona de maneira bem diferente da que jogará pela seleção, onde precisará defender mais e marcar atrás. O Barça gosta de iniciar o trabalho defensivo com o time todo no campo de ataque.

Marcelo é inconstante e irritadiço. Filipe Luis não passa confiança.

O reserva do Real Madrid é superior ao concorrente pela vaga na lateral-esquerda.

As laterais são o ponto fraco do Brasil, o que obriga Felipão a se preocupar bastante com a capacidade dos volantes cobrirem os espaços deixados pelos que atuam na lateral.

Zagueiros – Thiago Silva, David Luiz, Réver e Dante.

Não faço nenhum questionamento. Os quatro merecem lugar na seleção.

Volantes – Paulinho, Luiz Gustavo, Fernando e Hernanes

Muita gente vai reclamar porque Ramires e Ralf não foram chamados. A discussão é válida.

Eu certamente também chamaria Fernando e Paulinho. Tenho dúvidas a respeito de Hernanes e Luiz Gustavo. O primeiro é muito técnico, mas não costuma atuar bem em partidas difíceis e decisivas. O outro é reserva do Bayern de Munique.

Eu levaria Ramires, contudo, segundo o que li no Uol, perdeu a chance também porque não se apresentou na hora certa. Uma pena.

Ralf poderia ser chamado na vaga de Luiz Gustavo, porém o treinador, desconfio, apostou em quem ele acha superior na parte técnica.

Meia e ataque

As duas surpresas foram Bernard e Jadson. .

Felipão fez bem ao chamar o atleticano. Bernard é jovem, veloz, disciplinado taticamente, habilidoso e evolui ano após ano.

Jadson foi escolhido porque rendeu bem nos amistosos que disputou sob o comando de Felipão. O treinador valorizou o desempenho do são-paulino e o fato de ele fazer os companheiros jogarem, pois se movimenta bastante, toca a bola com inteligência, tabela com o lateral-direito, facilita o avanço do volante…

Neymar, Oscar e Lucas foram chamados porque são habilidosos e podem evoluir bastante.

Hulk é forte, veloz, experiente e útil.

Fred é o melhor da posição no país e mesmo com poucas chances de gol balançou as redes na seleção de Felipão.

Leandro Damião mostrou muita garra nos amistosos.

Obviamente, se Felipão levasse em conta apenas o momento, o centroavante do Inter perderia o lugar para Jô.

Escrito por Vitor Birner às 16:12 Vitor Birner 177 Comentários