2 jul

Juan Carlos Osorio cogita deixar o São Paulo

Birnadas

De Vitor Birner

A decepção do treinador começou com o desmanche do elenco.

Não disseram isso a ele quando o contrataram.

Depois soube que o presidente do clube prometeu pagar os direitos de imagem atrasados durante a Libertadores e não o fez até agora.

Por isso não se sente confortável para cobrá-los.

O treinador que chegou ao Morumbi empolgado, reverenciando a oportunidade de ser funcionário de um clube organizado e capaz de conquistar os títulos por causa da tradição e da qualidade dos jogadores, ficou muito frustrado ao lidar com o dia-a-dia.

Ao mesmo funcionário do CT da Barra Funda que contou sobre como é complicado exigir esforço pleno dos atletas sob tais circunstâncias,  comentou que cogita ir embora.

A direção negará, mas sabe de tudo isso.

Será uma pena se o São Paulo perder seu maior conhecedor de futebol.

Declarações de Rogério Ceni 

” Gostaria de expressar minha alegria e felicidade por estar junto com vocês até dezembro de 2015. Tenho certeza que com a chegada de um novo treinador esse grupo vai dar uma resposta muito bacana e positiva. Encerraremos esse ano da maneira que todo são-paulino espera e merece: brigando pelo título Brasileiro e, Deus queira, sendo campeão.”

Esse foi o comunicado oficial do goleiro após renovar o contrato.

“É difícil. As pessoas falam do dinheiro, mas estou no clube há 25 anos e sei que as coisas se resolvem. Isso enfraquece. A gente tinha uma expectativa duas semanas atrás e mudou. Entendo a necessidade financeira do clube, mas eu também entendo a minha necessidade de ser campeão. São conflitos que a gente tem que resolver”

Essa foi a fala do goleiro após a derrota para o Atlético PR.

Nem para ele disseram que haveria o desmanche.

 

Escrito por Vitor Birner às 22:55 Vitor Birner Sem Comentário

2 jul

O supervalorizado Teo Gutiérrez que o Corinthians tenta contratar

Birnadas, Transferências

De Vitor Birner

Pés no chão

Teo Gutiérrez nas partes técnica, física e tática é inferior ao Guerrero.

Agregaria virtudes ao elenco do Corinthians, pois sabe jogar tanto pelos lados do ataque quanto como centroavante, e poderia, entrosado e em forma, tornar o setor mais versátil.

Aos 30 anos,  tende a não dar retorno econômico ao clube.

Por isso a direção corintiana não deve cogitar ultrapassar seus limites de gastos para tê-lo no elenco.

É um atleta de qualidade razoável para boa, do tipo que marcar gols em cerca de 50% dos jogos *(dependendo da fase a média aumenta ou diminui) e que se valorizou por ser titular da seleção da Colômbia – discordo de  Jose Pekerman nesta opção -,  vencer com o River Plate a Copa Sul-Americana e ter sido eleito pela Conmebol o melhor jogador do continente.

Antes

Iniciou no pequeno Barranquilla FC (Los Rojos de Currambra) da segunda divisão colombiana e o Junior, maior time da cidade,  o contratou.

O Trabzonspor o levou à Turquia e não conseguiu se firmar. Foi de lá para o Racing, onde ficou um ano. O clube hermano o emprestou ao Lanús, depois ao Junior de Barranquilla, e o negociou com o Cruz Azul.

A passagem pela agremiação grande do México durou um semestre até a cartolagem ‘millonaria’ levá-lo à Nuñez.

River Plate quer negociá-lo

Após dois anos, às vésperas da semifinal da Libertadores, o River Plate que lida com o enorme peso de ser campeão porque depois de seu último título no torneio o Boca Juniors comemorou quatro vezes tal conquista, quer negociá-lo.

Contratou Lucas ‘Pipo’ Alario (centroavante que pode jogar pelos lados) do Colón, o uruguaio Tabaré Viudez (joga pelos lados) e o veterano Saviola, todos atacantes.

Não tenho ideia se Marcelo Gallardo realmente aproveitará o Federico Andrada, que atuou no Metz por empréstimo.

De qualquer forma, as contratações para o ataque foram a prioridade da cartolagem do clube.

Os experientes Nicolás Bertolo e Lucho Gonzáles, ambos atuam no meio de campo e o primeiro é mais ofensivo, foram os outros reforços.

A minha impressão é que o River Plate quer a saída de Teo Gutiérrez, inclusive para tentar ganhar alguma grana antes do vencimento do vínculo profissional dele com o clube.

O mercado é quem manda

Lógico que o empresário do jogador faz contatos para arrumar um time para o cliente.

O Corinthians não tem como concorrer com algumas nações árabes, europeus, mexicanos, norte-americanos, chineses e indianos.

O melhor seria tentar outro centroavante ou esperar para saber se quem tem mais grana realmente irá investi-la no jogador.

Os dirigentes argentinos creem, com razão, que aparecerá alguma proposta.

Mas se isso não acontecer, a de US$ 2 milhões parcelados, que falaram ser ruim, ficará interessante aos olhos deles.

Escrito por Vitor Birner às 18:55 Vitor Birner Sem Comentário

29 jun

Palmeiras eficaz e pragmático goleia o São Paulo

Análise de jogos

De Vitor Birner

Palmeiras 4×0 São Paulo

O Alviverde ganhou porque foi forte na jogada aérea, muito competente nos contra-ataques, eficaz nas finalizações e competitivo na marcação.

Não precisou ter a bola ou propor o jogo, tal qual se diz no futebolês, para conseguir o resultado que pode elevar a confiança de seus jogadores.

A goleada aconteceu por mais razões além dessas.

O São Paulo cometeu erros defensivos, em especial nos cruzamentos, tanto individuais quanto coletivos.

E perdeu oportunidades quando ninguém havia feito gol.

Se tivesse êxito em uma, forçaria os palmeirenses a adiantarem todo sistema defensivo e alteraria o andamento

Mas o ‘se’ é irrelevante na análise do resultado construído exclusivamente pela qualidade de uma equipe e falta da outra ao executarem os lances mais importantes em qualquer partida onde não há favoritos.

Foi inquestionável o resultado histórico proporcionado apenas pelo rendimento técnico e tático dos jogadores de ambas as agremiações.    .

A neo-futebolística expulsão de Juan Carlos Osório não interferiu.

Egídio foi o melhor em campo.

As ideias dos treinadores

Marcelo Oliveira posicionou o 4-2-3-1; Rafael Marques, na direita, Dudu,do outro lado, e Robinho, entre eles, formaram o trio em frente aos volantes Gabriel e Arouca.

O time tinha opções de velocidade por ambos os lados – mais com o ex-gremista – e facilidade de recompor o sistema de marcação.

O atacante que jogou no Botafogo cumpre as determinações dos técnicos e o contratado no Coritiba, na meia, faz questão de participar dos desarmes..

O treinador optou por Leandro Pereira como centroavante.

Os lateral-direito Lucas quase não apoiou;  Egídio fez isso constantemente.

O time tentou marcar a saída de bola no início do jogo, quase conseguiu em dois passes errados do zagueiro Doria, mas acabou sendo obrigado a desistir dessa ideia.

O São Paulo conseguiu sair da defesa tocando a bola e ficou mais com ela.

Juan Carlos Osório formou o 4-3-3.

Encarregou Hudson de ser o volante ou o terceiro zagueiro, de acordo com o que houve na partida.

Souza foi o segundo principal marcador do setor central e foi à frente quando o time tinha a bola. Ganso, o meia, ficou com as missões de cooperar nos desarmes e coordenar o sistema ofensivo.

Luis Fabiano jogou como centroavante. Michel Bastos na direita e Pato do outro lado completaram o ataque.

Eles tinham que marcar os laterais e, um de cada vez, recuar para ser o quarto jogador do meio de campo.

O veterano artilheiro permaneceu centralizado na frente.

Um pouco superior até tomar o gol

O São Paulo jogou um pouco melhor até o Palmeiras fazer 1×0.

Teve mais de bola, iniciativa e quase fez o gol no lance individual de Pato, que passou por três adversários e chutou na trave.

A grande dificuldade para o time do Morumbi foi superar o bloqueio defensivo palmeirense.

Ganso jogou no ritmo abaixo do que o clássico exigiu.

Pato e Michel Bastos não tiveram com quem tabelar.

Mesmo assim, houve duas oportunidades, ambas com Michel Bastos finalizando, dentro da área, por cima do gol.

A primeira na única troca de passes que conseguiu com Luis Fabiano.

A segunda porque Rafael Marques, atento ao Carlinhos que apoiou constantemente, bobeou e permitiu ao o lateral chegar à linha de fundo e cruzar com precisão.

Uma moleza para o Palmeiras

O Alviverde não havia feito nada digno de ser ressaltado até os 31 minutos.

Dependia do contra-ataque e não chegara à frente em nenhum momento com mais jogadores ou em ótimas condições de finalizar.

Aos 31, iniciou a festa de seus torcedores num lance simples.

Dudu tocou para Egídio, que cruzou rasteiro. Na entrada da área, Leandro Pereira chutou, a bola desviou em Souza e Rogério Ceni não conseguiu chegar nela.

O Palmeiras nem precisou de tanto esforço para fazer esse gol.

Todos os marcadores são-paulinos ficaram distantes tanto na assistência do lateral quanto na finalização do centroavante.

O campo falou

Aos 33, em cobrança de escanteio, Victor Ramos cabeceou e ninguém do São Paulo sequer esboçou ficar perto do zagueiro.

O palmeirense nem precisou tirar os pés do chão.

Ficou em frente ao gol e acertou o travessão.

Perdeu oportunidade melhor que todas as que o adversário teve durante o clássico.

O futebol disse aos times que se um não melhorasse e o outro continuasse jogando de maneira simples e eficaz, a vitória teria duas cores.

Virtude x Defeito

Sete minutos após perder o gol, Victor Ramos fez 2×0.

Se deslocou na área e confundiu o Souza. Foi para perto de Hudson e Bruno, que marcaram o Dudu, e cabeceou de maneira elogiável, para o chão, forte, no canto direito.

Nos acréscimos, Michel Bastos, na área, finalizou em condição de fazer o gol, mas Fernando Prass foi rápido, fechou o ângulo e com o pé direito impediu.

Palmeiras ainda mais forte

Marcelo Oliveira sabia que o São Paulo teria a iniciativa de tentar marcar gols.

Por isso de novo deixou a bola com o rival.

O andamento do jogo tinha mostrado o caminho da vitória.

Marcação mais forte e capricho nos contra-ataques eram a fórmula para garantir os três pontos e mais gols.

Os jogadores colocaram em prática e de maneira melhor as instruções.

O sistema defensivo do Palmeiras, depois do intervalo, foi mais consistente.

Apenas uma vez, aos 7, no cruzamento de Carlinhos, permitiu que Pato entrasse na área em condição de finalizar, mas o atacante sequer chegou na bola.

No mais, teve amplo controle do jogo, mesmo abrindo mão da posse de bola e de tentar mantê-la no meio de campo..

Egídio, o melhor em campo

Vitor Hugo, de cabeça, quase encobriu Rogério Ceni após o lateral cobrar a falta.

Egídio deu a assistência na medida para Rafael Marques, em contra-ataque executado de maneira elogiável pela equipe, fazer 3×0.

E foi o autor do lançamento no qual Cristaldo, que havia entrado no lugar de Leandro Pereira, cabeceou e ampliou para 4×0.

O passe no primeiro gol foi dele.

Em suma, todos os últimos toques que terminaram com alegria dos palmeirense nos contra-ataques saíram do pé do lateral.

Mantendo x Tentando

Marcelo Oliveira, quando mexeu no time, manteve a proposta coletiva e a posição de todos que permaneceram no gramado.

Cleiton Xavier, aos 32, no lugar de Robinho, e Gabriel Jesus, logo depois, no de Dudu, executaram funções iguais as dos titulares.

O time não piorou.

Com um pouco mais de inspiração do atleta revelado no clube, talvez fizesse mais um gol com assistência dele.

Centurion e Thiago Mendes, aos 25 e 30 minutos, nos lugares de Hudson e Alexandre Pato, foram as trocas mal-sucedidas do São Paulo para otimizar o sistema ofensivo.

Expulso pelo neo-futebol 

Juan Carlos Osório não retornou do intervalo.

Foi expulso por dizer “a advertência do meu jogador (número 22, bruno), foi injusta, você errou, você está equivocado”,  de acordo com o relato na súmula .

É normal um gringo não entender o neo-futebol extremo que os dirigentes, aqui, implementam e contribui para a destruição da alma do esporte.

Mas não foi por isso que o Palmeiras goleou e o São Paulo perdeu.

Mereceu a goleada pelo que fez em campo.

Ficha do jogo 

Palmeiras – Fernando Prass; Lucas, Vítor Hugo, Victor Ramos e Egídio ; Gabriel e Arouca; Dudu (Gabriel Jesus), Robinho (Cleiton Xavier) e Rafael Marques; Leandro Pereira (Cristaldo)
Técnico: Marcelo Oliveira

São Paulo – Rogério Ceni; Bruno, Rafael Toloi, Dória e Carlinhos; Hudson (Centurión), Souza e Ganso; Michel Bastos, Alexandre Pato (Thiago Mendes) e Luis Fabiano
Técnico: Juan Carlos Osorio

Árbitro: Anderson Daronco (RS) – Assistentes: Rogerio Pablos Zanardo e Daniel Paulo Ziolli (ambos de SP)

Escrito por Vitor Birner às 7:50 Vitor Birner 178 Comentários

27 jun

Dunga e o Paraguai eliminaram o Brasil da Copa América

Birnadas

De Vitor Birner

Um gigante para o treinador

Alguém precisa dizer ao Dunga que o Paraguai é limitado e comum.

Quando um time tem um monte de jogadores melhores e camisa mais pesada que a de quem enfrenta, precisa fazer valer, seja qual for o esquema tático, a superioridade individual.

O Brasil nem tentou isso.

Depois de fazer o gol, ficou atrás, deu a posse de bola e o meio de campo ao Paraguai e ficou esperando a oportunidade no contra-ataque.

Diante de equipes mais fortes, seria compreensível.

A de Ramon Díaz nem de longe se enquadra em tal perfil

O beabá do futebol moderno

Não quero comentar escalação e esquema tático porque ficaram em segundo plano diante da maneira como Dunga orientou a seleção, especialmente depois de Robinho fazer o gol ao receber assistência de Daniel Alves.

Se o técnico pretendia garantir o menor resultado favorável possível, tinha que mandar os atletas trocarem passes no meio de campo, pois assim manteriam os paraguaios longe da área do goleiro Jefferson e teriam controle da partida.

Ao recuarem muito, permitiram que os paraguaios ditassem o ritmo, ganhassem confiança, chutassem de média distância, cruzassem na área constantemente, conseguissem faltas e escanteios.

Aqui entra a matemática óbvia.

Quanto mais bolas são levantadas lá, maiores são as possibilidades de algum defensor errar.

Foi o que aconteceu com Thiago Silva no pênalti.

Não criticarei o desempenho individual, em campo, nem dos jogadores que merecem.

É necessário entrosamento e inteligência para conseguirem repetir na seleção o futebol que mostram nos seus clubes.

Com tanta falta de ambos e de confiança neles de quem os dirige, a tendência era de queda enorme de rendimento.

Os veteranos foram subservientes 

Me incomoda quando os experientes como Robinho e Daniel Alves não contrariam o técnico que manda ficarem olhando o Paraguai, que depende muito dos lances pelos lados, tocar a bola no meio de campo.

Eliminação na conta do treinador

Dunga foi, de longe, o maior responsável pela fraca apresentação. O Eibar quando joga contra o Barcelona adota proposta coletiva similar a que ele colocou em prática.

O comandante não tinha nenhuma razão para interpretar a partida assim. O

Paraguai é previsível até na parte tática.

Fez o que podia da forma que qualquer um imaginava e foi melhor ao longo do pior jogo das quartas-de-final na Copa América.

A virose que Dunga e os jogadores citaram reforça o erro do treinador.

Quando o time toca a bola, o outro que fica muito recuado, mesmo marcando por zona, precisa correr para tentar retomá-la.

E não foi por falta de pernas que o Brasil foi eliminado.

O técnico não soube como aproveitar as circunstâncias que o 1×0 poderia proporcionar.

Escrito por Vitor Birner às 22:23 Vitor Birner 84 Comentários

26 jun

Palmeiras foi realista na proposta para Valdívia renovar o contrato

Birnadas

De Vitor Birner

Não faço parte do time de quem crê que o jogador acomodado sempre mantém esse padrão de comportamento profissional ao longo de toda a carreira.

As pessoas enxergam, pensam e lidam com o dia-a-dia de maneiras distintas e, entre elas, muitas aprendem com a vivência e optam por crescer naquilo que fazem.

Na hora de lidar com o dinheiro do clube, o cartola deve ser racional.

Por isso, o Palmeiras acertou ao propor para o Valdívia redução salarial de cerca de 75% no ganho fixo e enormes variáveis para elevá-lo com base na quantidade de jogos que atuaria e no cumprimento de metas.

O chileno é um dos destaques da Copa América.

Não se machucou e mostrou o futebol de qualidade que lhe pertence.

Talvez seja apenas coincidência (não é uma ironia), mas a melhora no desempenho e as comemorações com a torcida alviverde em algumas vitórias do time aconteceram exatamente às vésperas do fim do contrato, quando precisava de uma proposta que lhe interessava.

Essa foi uma das dúvidas de quem administra o futebol palmeirense e consequentemente um dos nortes para formular a oferta salarial.

Os cartolas pensaram quanto valia apostar no comprometimento maior do meia, de agora em diante, e vincularam os ganhos dele a isso e à condição econômica da agremiação.

Raciocinaram de maneira técnica como o cargo pede.

Essa história de o atleta ser mais esforçado antes do fim do vínculo profissional não é nova e nem exclusividade do ‘El Mago”.

Luis Fabiano, desde a chegada de Juan Carlos Osório, se mexe pelo campo e não permanece na área parado, toca a bola em vez de chutá-la sempre em gol e prioriza o coletivo.

Alexandre Pato, ciente que é observado por clubes de fora e preocupado com a hipótese de retornar ao Corinthians, tem sido um pouco mais participativo e vibrante.

Emerson Sheik, antes da última renovação com o Corinthians, voou em campo.

Eles e alguns outros cresceram quando precisaram se valorizar.

São acima da média nacional.

Conseguem ganhar apoio de torcedores imediatistas e despreocupados com as contas dos clubes, que cobram do dirigente muitas vezes populista a permanência dos jogadores.

Os cartolas que pretendem ser profissionais não podem levar isso em conta.

Por isso acho que o Palmeiras acertou na forma como interpretou a importância do meia no elenco e de propor a reforma a contratual que ‘cobra’ melhor desempenho.

Tecnicamente, seria titular absoluto se entrasse em campo constantemente, se o fizesse com empenho, se fosse importante na parte coletiva, se compreendesse o privilégio de jogar com o manto sagrado do clube…..

Se, se, se, se, se…

Cada ‘se’ lembrado enquanto formularam a proposta diminuiu o salário fixo e aumentou o valor que depende do rendimento em campo.

Escrito por Vitor Birner às 19:10 Vitor Birner 39 Comentários

23 jun

Quem realmente quer futebol honesto dentro e fora de campo?

Birnadas

De Vitor Birner

Bola na mão ou mão na bola

Os dirigentes da Fifa alteraram regras do futebol dentro e fora de campo.

Inventaram o tal do critério que manda marcar pênalti ou falta se há o toque da bola com o braço ou a mão de jogador, mesmo se não cogitou colocá-lo propositadamente e até tentou tirá-lo.

Encerraram os argumentos simples e diretos.

A regra, até hoje, determina a marcação da falta ou do pênalti quando o jogador de linha deliberadamente ( de maneira pensada) toca com o braço ou com a mão na bola.

A alteração dos ‘critérios’ (quando ele distorce a alma da regulamentação acaba se sobrepondo a ela e burlando a mesma) aumentou, de forma planejada, a subjetividade em um dos lances mais importantes.

Hoje há jogadas onde é impossível dizer se houve ou não a infração.

Os árbitros por isso podem fazer quase o que quiserem.

O mais curioso é que nenhum cartola ou torcedor será capaz de explicar como essa enrolação de semântica beneficia o futebol.

Na prática tem a ver com a transformação do esporte cheio de casualidades (a chamada falta de lógica) e choques bruscos em algo que atende aos anseios de quem não compreende a cultura futebolística, impossível de ser assimilada em videogames e no society.

Nada contra esses dois. São muito legais e divertidos.

Apenas não têm a alma do futebol.

Os maiores interesses dos cartolas

Tais gestores, em nome do dinheiro e de construção de arenas com produtos comprados de fornecedores oficiais da Fifa, elevaram os valores de ingressos e criaram o público formal, frio, que se emociona de maneira protocolar e de vez em quando parece interpretar o papel de torcedor.

Queria que o leitor do blog me falasse quais alterações neste século contribuíram para o futebol e como tornaram o jogo melhor.

Até as comemorações de gols foram plastificadas.

Alguns desses administradores que mexeram nas regras foram obrigados a renunciar aos seus cargos e outros são mantidos sob a tutela da Justiça.

São eles que determinam os responsáveis pelas comissões de arbitragem.

A improvável ilha de ética

É difícil imaginar que políticos preocupados acima de tudo com a manutenção de poder e dinheiro mantêm o jogo de futebol longe ‘do mundo dos bastidores’ em nome de uma ética plena nas questões esportivas.

A primeira  exige parceiros políticos em federações e clubes e a segunda a exclusão das camadas da sociedade com menor potencial de adquirir o que é material, que não por coincidência é formada na maioria pelo que tiverem menos acesso aos estudos e contribuíram agressivamente para tornar o futebol tão grande.

Dentro e fora do Brasil, qualquer pessoa atenta, racional e com algum conhecimento do assunto notou que houve condução muito estranha no cumprimento de regras em vários jogos ao longo da história do futebol.

Nosso futebol x Teu time

Não farei a lista, aqui, porque o clubismo egoísta e ruim (tem o construtivo e que alimenta a alma do futebol) pautará muitos ‘raciocínios’.

Daria enorme audiência, mas essa não é minha primeira meta.

Aqui no blog, a cultura “do roubado é mais gostoso”, do “essas polêmicas são fundamentais no futebol”, sempre foi contrariada, o que torna o jornalista, dependendo de qual foi o clube beneficiado (em regra os mais populares têm maior força de bastidores quando apoiam o establishment  do esporte), impopular.

Basta citar um desses jogos para o mar de agressões internéticas ter início.

Quem de fato prioriza a ética no esporte percebe ao menos algumas vezes a arbitragem muito tendenciosa ( o andamento do jogo e a experiência de quem o conduz podem tornar discreta a manipulação) e não fica feliz quando seu time vence assim.

De nada adianta a indignação apenas quando é contra a agremiação para qual a pessoa torce.

Ou se melhora o pacote inteiro ou uma hora até quem possui mais privilégios acaba sendo vítima daquilo que mais vezes o favoreceu.

Eis uma citação para impedir o egoísmo de gritar aqui:

Quantas vezes os times pequenos tiveram sorte na condução de regras durante os poucos momentos em que encararam os grandes clubes em partidas eliminatórias?

A tua resposta realista mostra que apenas a exceção gera a indignação, e que os dirigentes da Fifa, CBF e afins tem plena convicção disso.

Importante.

A maioria dos erros na imposição de regras durante os 90 minutos acontece honestamente.

Lógico que a eletrônica no futebol faria que diminuíssem, mas impediria, junto, os intencionais, e isso não é do interesse de alguns gestores do futebol

Escrito por Vitor Birner às 22:01 Vitor Birner 119 Comentários

20 jun

Com mais bola e sorte, Santos vence Corinthians no clássico com muitos lances complicados

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

Santos 1×0 Corinthians

O Peixe foi melhor enquanto os times tiveram 11 jogadores.

Fez o gol e poderia ter marcado outros com mais capricho no último passe.

O Corinthians cresceu depois das expulsões.

Acertou duas vezes as traves.

Houve lances difíceis para a arbitragem, como o gol marcado e um dos anulados do Santos, o do pênalti pedido por Luciano e principalmente o suposto de Daniel Guedes, onde não tem certo ou errado porque os tais critérios da Fifa tornaram a regra subjetiva.

De qualquer jeito, o marasmo não passou nem perto do clássico.

Pena que pouco mais de 7,5 mil compareceram ao estádio para acompanhar o interessante jogo dos alvinegros.

Melhor em tudo

O Peixe marcou a saída de bola no 4-2-3-1 e posicionou o sistema ofensivo no 4-3-3.

Geuvânio na direita, Gabriel do outro lado, e Marquinhos Gabriel ou Rafael Longuine entre eles, ficaram atrás de Ricardo Oliveira na marcação.

O quarteto iniciou as tentativas de desarmar ou na área do rival ou na meia.

Lucas Otávio, o volante, teve como parceiro Rafael Longuine ou Marquinhos Gabriel – o primeiro fez muito mais a função de volante -  de acordo com o momento do jogo.

De posse da bola, Gabriel e Geuvãnio deram alguns passos adiante e foram atacantes.

Marquinhos Gabriel e Rafael Longuine se posicionaram na meia e apenas Lucas Otávio ficou perto dos zagueiros Werley e David Braz.

Os laterais Daniel Guedes e Victor Ferraz participaram do sistema ofensivo.

Não era necessário mais que três jogadores atentos aos contra-ataques.

Tite deixou apenas Vágner Love na frente para esses lances.

No 4-2-3-1 pelo qual optou, o trio de criação contou com Jadson na direita, Mendoza,do outro lado e Renato Augusto centralizado.

O quarteto mais adiantado marcou a saída de jogo para tentar impedir a transição santista ao ataque.

Mas quando o Peixe conseguiu, todos os articuladores recuaram e formaram com Ralf e Petros o quinteto em frente aos laterais e zagueiros.

Por isso Vágner Love aguardou sozinho os lançamentos longos e não havia motivo para o Santos ter mais que três jogadores marcando o centroavante.

Tanto é que em todo o 1° tempo a equipe de Tite não encaixou nenhum contra-ataque.

Rafael Longuine e Ricardo Oliveira

O gol aos 9 minutos nasceu no lançamento de Rafael Longuine para Ricardo Oliveira, no lado em que Jadson e Fagner marcaram.

Naquela região do campo o Peixe teve seus melhores momentos.

Marquinhos Gabriel, dono de apresentação convincente, foi o meia, lá, apesar de não ter sido o autor do assistência.

Ricardo Oliveira, na área, recebeu a bola em posição difícil para o auxiliar e até para quem acompanhou a repetição pela televisão, e chutou forte, cruzado, como era possível.

Apesar da precisão do centroavante, foi uma finalização que Cassio podia defender.

De qualquer maneira, não considero falha. Mais inspirado, o goleiro pegaria.

Rafael Longuine e Geuvânio

Dez minutos após o gol, de novo Rafael Longuine foi para o setor onde o Corinthians falhou na marcação e tocou para Geuvânio fazer o gol

O auxiliar marcou impedimento.

A jogada foi tão difícil quanto a anterior.

Minha impressão, não convicção, é que não houve a posição irregular.

Marcação garantiu futebol melhor

O Santos manteve a superioridade em todo 1° tempo, em especial nos 30 minutos iniciais.

Continuou com o mesmo tipo de marcação até o desgaste físico obrigá-lo a recuar.

A eficiência dela enquanto os jogadores tiveram pernas determinou a maior presença  no ataque.

Impediram o adversário de trocar passes e levar a bola até os meias.

Ineficaz

Já a marcação adiantada corintiana não funcionou.

O Santos conseguiu fazer a transição.

Por isso teve mais posse de bola ofensiva.

Santos mais ousado

Outro motivo, de menor impacto, para a superioridade foi a ousadia.

Quando o Corinthians foi ao ataque, ou Geuvânio ou Gabriel permaneceu na frente mais perto de Ricardo Oliveira para os lances de velocidade com o sistema defensivo do adversário adiantado.

Apesar de marcar com duas linhas de quatro enquanto o rival o fez com um homem a mais na do meio de campo, o Peixe foi melhor que o Corinthians nos desarmes.

Do lado direito, o sistema de criação corintiano ficou despovoado.

Fagner ficou sobrecarregado

Jadson foi para o centro, na meia, Renato Augusto se mexeu em busca de lacunas e Mendoza, aberto, não fez nada digno de ser mencionado.

Fagner, por isso, teve que avançar para tentar equilibrar as ações no ataque.

Tomou o cartão amarelo e poderia ter sido expulso se Luiz Flávio de Oliveira adotasse o rigor tradicional do futebol brasileiro.

Teve que fazer a infração quando corria para recompor a marcação.

O Santos tinha Gabriel ou Marquinhos Gabriel para explorar os vãos que o lateral deixou quando foi à frente.

Pouco 

Lembro que o Corinthians passou a frequentar o ataque apenas quando o Santos recuou por falta de pernas.

Mendoza muito recuado 

O colombiano funciona melhor quanto tem brechas para correr com a bola.

Como jogou na linha do meio de campo e teve que ficar de olho em Victor Ferraz ou em Marquinhos Gabriel, não foi acionado do jeito que pode colocar suas principais virtudes em prática.

Tite o forçou a recuar muito porque provavelmente não confia em Renato Augusto para fazer a marcação no chamado, pelo ‘futebolês’,  ’corredor’, ou porque tem receio de pedir ao Petros para fazer isso e Renato Augusto ficar mais perto de Ralf.

Essa troca de funções, toda vez que o time recompões o sistema defensivo, aumenta a possibilidade de erros e cansa muito o Renato Augusto, que precisaria se aproximar de Vágner Love e recuar para perto do volante .

Difícil

O cobertor do treinador, para suprir as necessidades coletivas, realmente não tinha a largura e o comprimento necessários.

Tentativa

Tite adiantou Petros para a linha dos meias após o intervalo.

Passou a jogar no 4-1-4-1 com flutuação para o 4-1-3-2 quando Mendoza ou Renato Augusto se posicionaram como atacantes.

Não funcionou de novo.

A marcação do Santos continuou impedindo seu goleiro de fazer qualquer intervenção difícil.

Mais um gol anulado

Aos 7 minutos, Geuvânio puxou o contra-ataque com Ralf perto dele. Ricardo Oliveira, inteligente, se deslocou, recebeu o passe na direita onde ninguém do Corinthians marcou e e tocou para Gabriel fazer o gol.

O lance foi invalidado porque houve o impedimento inquestionável do santista.

Tite tenta aumentar potencial do sistema ofensivo

Aos 14, Tite colocou Luciano no lugar de Petros.

Fez o que a lógica exigia, pois passou a ter dois atletas rápidos pelos lados, um deles que entra na área e faz o papel de segundo centroavante, e Renato Augusto e Jadson na meia.

A bola tinha que chegar em Vágner Love, que mal pegou nela perto ou dentro da área.

‘Inalterado’

O Santos recuou um pouco e o Corinthians foi á frente.

A necessidade de quem perdia e a tática doo que vencia mantiveram o jogo parecido.

As oportunidades de gol continuaram todas do mesmo time.

Apenas a forma como foram criadas foi alterada.

Ao invés de ter a bola na frente, o Santos passou a investir no contra-ataque.

Neto Berola entrou para jogar na função de Gabriel, que saiu.

Expulsão

Aos 25, Rafael Longuine fez a falta, de propósito, quando Luciano tentava ir à linha de fundo.

Já tinha o cartão amarelo, recebeu outro e o Santos ficou com um jogador a menos.

Não tinha necessidade de derrubar o atacante.

Poderia evitar a exclusão.

Pênalti?

Na cobrança de falta, Luciano, que cavou a infração e expulsão, cabeceou e obrigou Vladimir, pela primeira vez, a fazer algo complicado.

No rebote, o próprio Luciano tentou dominar com peito e Geuvânio afastar. O corintiano caiu, como se tivesse sido chutado, dentro da área.

O árbitro deu amarelo para ele por simular.

Aqui o lance é simples.

Se houve o contato e o atacante foi derrubado, deveria ser marcado o pênalti.

E se aconteceu a simulação, o cartão amarelo tinha que ser mostrado.

Achei que não houve a infração, mas a jogada não foi simples de ser avaliada.

Tudo ou nada

Logo após a expulsão, Tite trocou Edu Dracena por Danilo. Ralf podia ficar perto de Gil.

O treinador recuou Renato Augusto para a função de volante que participa da criação.

Decidiu mandar o time para cima.

No Santos, o volante Thiago Maia entrou no lugar de Marquinhos Gabriel para aumentar a pegada no meio de campo.

Iguais

O Corinthians ficou um jogador a mais por cerca de 3 ou 4 minutos.

Fagner fez a falta no ataque para impedir que Neto Berola partisse com a bola contra o sistema de marcação desguarnecido, mereceu o outro amarelo e consequentemente o vermelho.

Corinthians manda no jogo

Edilson, no lugar de Mendoza, e Leandrinho, no de Geuvânio, foram ás últimas trocas.

Nessa bagunça de perda de jogadores e adaptações táticas, o Corinthians cresceu e o Santos parou de jogar.

Luciano cabeceou na trave depois de receber o cruzamento do Jadson.

Edilson, no rebote, fez o mesmo.

Sorte santista

Em ambos os lances Vladimir não tinha como defender.

Por centímetros não tomou o gol.

A porcaria do critério de Blatter, Vlacke e cia

O lance em que Edilson chutou na trave foi no rebote de cobrança de escanteio.

Antes, na jogada que originou o escanteio, a bola bateu na mão de Daniel Guedes.

É lógico que o lateral tentou tirá-la e não houve como por causa da velocidade da bola.

E isso, no futebol de sempre, nunca foi pênalti.

Mas há as recomendações que a Fifa promoveu e que aniquilaram a essência da regra.

Inventaram o tal da mão colada na corpo, que de vez em quando é impossível por causa do movimento corporal.

Em suma, se não correr com os braços para trás, o que é algo caricato, o ‘colocar a mão deliberadamente’ como diz a regra não significa nada.

Mas nem sempre é assim

Nesse mesmo campeonato brasileiro, assim como no anterior, houve lances considerados normais e pênaltis marcados assim.

O próprio Santos cobrou um que conseguiu dessa forma no clássico diante do São Paulo.

Na decisão da Uefa Champions League – para as pessoas não acharem que o problema é apenas brasileiro – houve a contradição ao anularam gol de Neymar ao não marcaram a penalidade Lichtsteiner.

Então, Luiz Flávio de Oliveira podia optar pela regra do futebol ou o critério do neo-futebol.

Decidiu interpretar de acordo com a tradição do esporte e por isso deu o escanteio.

Fundamental

Justiça, no esporte, tem a ver com a igualdade de interpretações em todos os jogos do mesmo campeonato, não com palavras no papel que são colocadas de maneiras distintas de acordo com a maneira como quem as lê acha melhor

Ficha do jogo

Santos – Vladimir; Daniel Guedes, Werley, David Braz e Victor Ferraz; Lucas Otávio e Rafael Longuine; Geuvânio (Leandrinho), Marquinhos Gabriel (Thiago Maia) e Gabriel Barbosa (Neto Berola); Ricardo Oliveira
Treinador: Marcelo Fernandes

Corinthians – Cássio; Fagner, Gil, Edu Dracena (Danilo) e Uendel; Ralf e Petros (Luciano); Jadson, Renato Augusto e Mendoza (Edílson); Vagner Love
Treinador: Tite

Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (Fifa-SP) – Auxiliares: Rogério Pablos Zanardo e Daniel Paulo Ziolli

 

Escrito por Vitor Birner às 21:37 Vitor Birner 36 Comentários

18 jun

Neymar não consegue liderar e Brasil joga muito mal contra a Colômbia

Birnadas

De Vitor Birner

Brasil 0×1 Colômbia

Não gastarei milhares de caracteres com detalhes táticos apesar de o treinador insistir com o volante Fred como meia, aberto, e de ter ouvido o que ‘o campo falou’ na estreia contra o Peru ao iniciar com Thiago Silva e Roberto Firmino nos lugares de David Luiz e Diego Tardelli.

As mexidas não redundaram em melhora.

O time tomou o gol em cruzamento na área, não por causa do zagueiro, e perdeu duas oportunidades.

Uma com Neymar, de cabeça, após belo lance individual de Daniel Alves, e outra que ao menos metade dos leitores do blog faria e o atleta do Hoffenheim, depois do recuo ‘ na fogueira’ de Murillo para Ospina e do goleiro errar a saída de jogo quando Elias o marcava na área, chutou por cima.

Talvez os nervos tenham contribuído para a finalização ruim.

Houve muitas falhas muito em lances simples, principalmente nos passes, e foi ficando cada vez mais irritado após notar que não fazia nem o pouco que mostrou diante do Peru.

Nervoso e mal na técnica

Neymar foi de novo a referência. Mas, dessa vez, ruim.

Potencializou a irritação dos companheiros quando não deu sequência nos lances e ficou discutindo com os colombianos que pretendiam tirá-lo do prumo.

Merecia ser expulso porque tinha o amarelo e empurrou o zagueiro Murillo na frente de Enrique Osses.

O chileno não teve como manter o cartão no bolso quando o craque se meteu no entrevero com Bacca.

Depois de garantir a vitória?

O centroavante do Sevilla foi ingênuo porque tinha vencido o jogo e não poderá ficar no banco diante do Peru, além de provavelmente ser suspenso das quartas-de-final caso o time chegue nela.

Tinha que evitar o empurrão em Neymar. O brasileiro receberia o vermelho por causa da ameaça de dar cabeçada em Murillo.

Jose Pekerman promove disputa com Falcao Garcia pela posição, mas pode colocá-lo na de Teo Gutiérrez, pois é superior ao atacante do River Plate.

Desse jeito tem que ficar no banco.

Simples e comum 

A Colômbia merece nota seis pelo que mostrou.

Marcou mais ou menos direito, atacou pelos lados, cruzou na área, arriscou chutes de média distância e cumpriu o beabá de maneira comum.

Se jogasse futebol a altura da técnica de seus principais atletas, teria feito outros gols e chutado algumas dentro da área.

Ganhou porque a atuação brasileira foi abaixo da crítica.

O Brasil diante da Colômbia

Os volantes Fernandinho e Elias pouco apoiaram.

Os laterais Daniel Alves e Filipe Luís avançaram mais e não tiveram com quem tabelar.

Willian quase nada fez. Fred foi ainda pior. Roberto Firmino não criou e desperdiçou a oportunidade.

Phillippe Coutinho e Douglas Costa entraram nos lugares dos primeiros, depois Diego Tardelli no de Elias, e nem com um monte de gente no ataque o Brasil fez mais que investir em lançamentos longos na área onde o treinador não colocou ninguém especificamente para disputar no corpo com os zagueiros.

A outra alternativa for dar a bola para Neymar tentar com dribles e passes.

A seleção mostrou repertório pobre ofensivo e falhou algumas vezes na recomposição defensiva.

Ficha do jogo com notas

Brasil

Jefferson – não teve responsabilidade no gol e nem fez intervenções muito difíceis (6,0),

Daniel Alves – fez o único lance individual interessante do Brasil. Poderia ter sido mais acionado, mas jogou do lado posto de Neymar e o time atuou muito em função do atacante. Na parte defensiva, nem tirou coelhos da cartola e nem comprometeu (6,0).

Thiago Silva e Miranda – a Colômbia ganhou algumas divididas por cima, como no gol, mas não todas contra eles. A marcação falha no meio dificultou para ambos (5,0).
Filipe Luis – do lado dele Cuadrado se destacou. É fato que Fred e depois Filipe Coutinho não conseguiram marcar em frente ao lateral como time precisou. As más apresentações de Fred, Phillippe Coutinho e Neymar tornaram inútil os avanços dele (5,0).

Fernandinho – mal na saída de jogo e mais ou menos na marcação (4,0).

Elias – foi pouco ao ataque e não merece aplausos pela qualidade nos desarmes. Participou do erro da Colômbia que poderia ter gerado o empate (5,0).

Diego Tardelli – entrou no lugar do volante para otimizar o sistema ofensivo. Não criou nada e nem foi para a área esperar lançamentos. A nota não será menor porque atuou pouco (4,5).

Fred – não criou, finalizou e marcou direito. Jogou em uma função que exigiu tudo isso (3,5).

Philippe Coutinho – entrou no lugar do jogador do Shakhtar Donetski, não contribuiu na criação e piorou ainda mais a marcação. Nas lacunas que deixou a Colômbia teve as melhores oportunidades após o intervalo (3,5).

Willian – como Daniel Alves, foi pouco acionado porque jogou do lado oposto ao que Neymar mais apareceu. Quando a bola chegou no atleta do Chelsea, ele não fez nada digno de ser lembrado (5,0).

Douglas Costa – entrou no lugar de Willian e manteve o padrão (4,5).

Roberto Firmino – perdeu a melhor oportunidade. Atuou centralizado e a Colômbia congestionou aquela região do campo. Ao menos tentou chamar o jogo – (3,5)

Neymar – Ninguém pode reclamar que não tentou assumir responsabilidades. Mas falhou nos dribles, marcação, perdeu o gol, tomou cartão inútil e contribuiu para os companheiros ficarem nervosos e errarem mais. (3,0)

Técnico: Dunga – na escalação titular questiono apenas o Fred. O time não funcionou coletivamente e de novo tudo passou por Neymar. Os volantes ficaram muito atrás. Piorou o desempenho da equipe nas substituições. Ao notar que os comandados investiam em lançamentos longos na área sequer povoou aquela região do gramado (2,5).

Colômbia – Ospina 5,5; Zúñiga 6,5, Zapata 6,0, Murillo 6,5 e Armero 6,0; Valencia 6,0 -(Mejía 5,0), Carlos Sánchez 6,0, Cuadrado 6,5, James Rodríguez 6,0; Teófilo Gutiérrez 5,0, (Bacca 0,5), e Falcao García 5,0 (Ibarbo 5,0)
Técnico: José Pekerman 6,0

Árbitro: Enrique Osses (5,0) – Auxiliares: C. Astroza (6,0)  e Marcelo Barraza (6,0)

Escrito por Vitor Birner às 8:32 Vitor Birner 133 Comentários

17 jun

Em comum entre Marcelo Oliveira e Oswaldo de Oliveira

Birnadas

De Vitor Birner

Mineiros ‘derrubaram’ Oswaldo de Oliveira

Assim que Marcelo Oliveira foi demitido do Cruzeiro comentei com amigos que Oswaldo de Oliveira precisaria de uma sequência de vitórias para continuar no Palmeiras.

Treinador que venceu os dois últimos campeonatos brasileiros fica disponível no mercado apenas se quiser.

Alexandre Mattos participou, com ele, da construção do elenco e conquistas históricas, e tinha ideia que não podia demorar se pretendesse refazer a parceria no Palestra do qual é funcionário.

Não há exagero em afirmar que indiretamente a direção cruzeirense encerrou a passagem de Oswaldo de Oliveira pelo clube que ela não gere.

O presidente do Palmeiras, na entrevista onde explicou a razão de mandá-lo embora, disse que os resultados fizeram os cartolas palmeirenses pensarem nisso.

Cumpriu o protocolo e contou apenas o motivo secundário.

Todos no clube negam, mas se eu tivesse que apostar cravaria que houve o contato entre cartola e Marcelo Oliveira antes de mostrarem o bilhete azul ao Oswaldo de Oliveira e irritá-lo.

É obrigação do dirigente fazer isso.

Tinha que perguntar para quem pretendia contratar, se recebera oferta de alguém, fechara com algum outro clube, queria morar em São Paulo, lidar com o elenco disponível…

Seria uma enorme irresponsabilidade se não o consultasse antes.

Convicção

Oswaldo de Oliveira continuaria, hoje, técnico do Palmeiras, se Marcelo Oliveira tivesse permanecido no Cruzeiro.

Diretoria

Os cartolas têm direito de fazer alterações que creem ser benéficas à agremiação que administram, desde que não arrebentem as contas do clube e do ex-funcionário.

Citei a parte da grana porque é impossível construir sociedade harmônica quando se coloca o dinheiro à frente da sobrevivência de qualquer animal.

Parecidos em muitos aspectos

Se eu tivesse ambos os Oliveira disponíveis e fosse dirigente, contrataria o Marcelo, mas reconheço que o Oswaldo tem muito em comum com ele na forma como pensa o futebol e se relaciona com os elencos.

Tentam comandar com serenidade. Evitam gritos constantes e privilegiam a paciência.

No Coritiba e no Cruzeiro, Marcelo Oliveira adotou o 4-2-3-1 como principal esquema tático e implementou variações para o 4-3-3 e 4-4-2 nos mineiros. Em alguns momentos, abriu mão do centroavante de origem.

Oswaldo de Oliveira fez igual no Alviverde.

Isso não significa que o novo técnico palmeirense repetirá a forma de posicionar os atletas; ou que as características da proposta coletiva sejam idênticas e nem que manterá os mais escalados pelo antecessor nas mesmas posições.

Além disso,  outros fatores como a capacidade de reparar no dia-a-dia qual atleta tem melhor condição psicológica para disputar as partidas importante e a leitura de jogo na hora de alterar time e esquema durante os 90 minutos são importantes no futebol.

A forma como implementa o que pensa é tão relevante quanto a concepção de jogo.

Realista

O Cruzeiro hegemônico no Brasileirão foi planejado para ter Borges, Dagoberto e Diego Souza como pilares.

Mas Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro foram os destaques. E, um pouco mais tarde, Lucas Silva.

Depois levou Julio Baptista, outro com tendência de não funcionar, à Toca da Raposa.

O sucesso dos mineiros, além da competência do técnico e da gestão,  teve um monte de tropeços caros na formação do time.

Impressão

Acho que o Palmeiras subirá alguns degraus de qualidade.

Não sei se rapidamente para satisfazer a nação palestrina.

Uma porção dela criou enorme expectativa sobre o desempenho individual de quem precisa evoluir e doutros que são competitivos, no padrão daqui, se a estrutura de jogo funcionar.

Sobre a passagem de Oswaldo de Oliveira

Da estreia na temporada derrotando o Shandong Luneng até a derrota contra o Figueirense no Brasileirão, foram 31 jogos em 140 dias.

E desde o primeiro confronto no paulistinha 29 partidas em 127 dias.

A média de dias entre os jogos para recuperar e aprimorar o físico do elenco, dar folga e preparar a parte tática foi de 3,5 dias.

Com o grupo de atletas formado nesse ano, carente do mínimo entrosamento, reforços chegando durante o estadual e as referência técnicas demorando para entrarem em forma, não ha a menor dúvida que  o período foi pequeno.

Apenas com dose de sorte caprichada, o time poderia ter, neste momento, futebol consistente e sequência longa de resultados favoráveis.

Quem corre, chuta, cabeceia, marca…

Além disso, vários jogadores passam por má fase técnica.

O cobiçado Dudu pouco fez.

Zé Roberto teve atuações elogiáveis, como diante do Corinthians, mas não manteve o padrão.

Os centroavantes não convenceram, tal qual era a tendência quando foram contratados.

Kelvin não brilhou e nem mereceu apupos.

O criticado Rafael Marques, indicado pelo técnico demitido, talvez tenha sido um dos mais consistentes e regulares.

Os lampejos de Valdívia ainda foram os mais reluzentes.

Nem no meio do caminho

Coletivamente, ficou nítido para quem olhou com atenção e raciocinou que se trata de um time em estágio intermediário de formação.

Discordei de algumas contratações e escolhas de titulares e não tenho convicção que a preparação do time foi a ideal.

Olhar adiante

Mas o Palmeiras ia melhorar como, creio, acontecerá sob o comando de Marcelo Oliveira.

A questão era e continua sendo saber quando e quanto.

Com Marcelo Oliveira deve crescer e ir mais longe.

Ele não iniciará do zero e tende a dar sequência a algumas ideias do antecessor.

 

Escrito por Vitor Birner às 7:34 Vitor Birner 62 Comentários

15 jun

Neymar carregou o Brasil nas costas contra o Peru

Birnadas

De Vitor Birner

A forma como Dunga posiciona e escala a seleção mostra que idealiza o time consistente na marcação e com muita mobilidade no sistema ofensivo.

Em alguns amistosos os jogadores corresponderam.

Não ocorreu o mesmo na primeira competição oficial desde o retorno ao time.

O planejamento ruiu em menos de 2 minutos na estreia da Copa América porque David Luiz deveria chutar para longe e tocou ao Jefferson, e o goleiro foi ainda pior no passe para o Daniel Alves de costas.

Cuevas não se fez de rogado, aceitou a oferta, e comemorou.

O que tinha para ‘hoje’

O jogo foi muito mais difícil que a qualidade dos atletas e o estágio de preparação dos selecionados sugeria.

Ricardo Gareca assumiu o cargo em 2 de março.

Teve poucas oportunidades de conviver com o elenco lotado de jogadores de agremiações de quarto e quinto escalações.

As exceções são Farfán (o melhor e mais valorizado comercialmente), Carrilo e Vargas que não brilham no Schalke 04, Sporting-POR e Fiorentina, Guerrero que nunca foi tratado como profissional de ponta a não ser aqui no Brasil e no próprio país dele, e o decadente Pizarro, incapaz de reproduzir seus melhores momentos porque completará 37 anos em alguns meses.

Apesar disso tudo, o técnico, ciente de contar com atletas de qualidade inferior aos do adversário, manteve a filosofia de quando dirigiu o Palmeiras e mandou o time atacar.

Os minutos seguintes ao 1×0 até explicaram as razões.

Neymar empatou após lançamento preciso de Daniel Alves (nos últimos meses conseguiu ser importante para o Barcelona e por isso renovaram o contrato dele), porque a marcação foi horrível.

A linha de quatro no meio de campo peruano não se entendeu, Daniel Alves, livre, cruzou e o craque cabeceou com o sistema defensivo muito longe dele por causa doutra falta de sincronia.

Neymar quase virou o resultado noutra bagunça coletiva e Daniel Alves mais de uma vez apoiou  nas lacunas daquele lado.

Isso mostrou que esperar atrás não era, na prática, opção para Gareca.

Tudo e mais um pouco com Neymar

Dunga costuma deixá-lo à frente dos outros jogadores de linha porque se mexe com inteligência e desequilibra.

A ideia, acho, era essa até o jogo mostrar ao acima da média que ele precisaria assumir outras funções e liderar os companheiros.

Diego Tardellli, William e Fred deveriam fazer as inversões de posicionamento entre eles e com Neymar.

Raras vezes funcionou.

O jogador do Shamdong Luneng, centralizado, tabelou com o líder técnico do time e o colocou uma vez diante de Gallese, mas atuou no ritmo abaixo do anterior à ida para a China.

O do Chelsea, pelos lados, participou mais do jogo.

O do Shakhtar Dontesky foi o pior deles.

Nenhum do trio conseguiu fazer o jogo fluir.

Neymar, por isso, decidiu chamar tudo para si.

Apareceu na meia centralizado e próximo da linha lateral.

Jogou como atacante pelos lados e na função do chamado, hoje em dia, falso centroavante.

Todos os lances interessantes tiveram a participação dele.

Foi a luz no apagado sistema ofensivo brasileiro, que não se encaixou.

Um gol marcado e dois perdidos, o chute no travessão, o toque para Douglas Costa errar cara-a-cara e assistência para virar o resultado nos acréscimos, além de dribles com enorme habilidade e capacidade de compreensão das necessidades coletivas são o resumo curto do que ele fez em campo.

Neymar foi tão importante para a vitória, que provavelmente a zebra teria pontuado caso ele não atuasse.

Eis a grande questão 

Contra o Peru com tantas falhas coletivas, era possível se impor até se a referência única ficasse fora por qualquer motivo.

Não me lembro de uma seleção brasileira tão dependente de apenas um jogador.

Impressão e não uma informação

Thiago Silva tende ganhar, agora ou no breve futuro, o lugar de David Luiz.

Acho que o zagueiro titular chegou no limite. Precisa de longa fase isenta de falhas tolas e apresentações inconsistentes em jogos com grande mídia.

Diego Tardelli, se não retomar a dinâmica de jogo que o fez ficar com a posição, deve perder o lugar para Roberto Firmino.

Fred é outro que perdeu alguns pontos por causa dessa vitória. Phillippe Coutinho é candidato.

Acho improvável que o técnico mexa em três jogadores de uma vez.

Precisa entrosar o time e mexer muito retarda a evolução.

Ficha do jogo

Brasil – Jefferson; Daniel Alves, Miranda, David Luiz e Filipe Luís; Fernandinho, Fred (Firmino), Elias e Willian (Everton Ribeiro); Neymar e Diego Tardelli (Douglas Costa)
Técnico: Dunga

Peru – Pedro Gallese; Advíncula, Zambrano, Ascues e Vargas (Yotun); Ballón, Lobatón, Sánchez e Cueva (Reyna); Farfán (Carillo) e Paolo Guerrero
Técnico: Ricardo Gareca

Árbitro: Roberto García (México) – Auxiliares: José Luis Camargo e Marvín Torrentera

 

Escrito por Vitor Birner às 7:32 Vitor Birner 77 Comentários