1 set

Gareca falhou muito, foi inseguro e prepotente na parte futebolística; entendo a demissão do treinador

Birnadas

De Vitor Birner

Há exatos 10 dias,  Gareca deu entrevista à ‘hermana’ Rádio América e afirmou que estava espantado por não ter sido mandado embora do Palmeiras até aquele momento.

Também falou que desconhecia seu limite para permanecer no cargo, pois nunca perdera tantos jogos, e cogitou a possibilidade de encerrar a passagem pelo clube caso seus comandados fossem derrotados pelo Coritiba.

As declarações sinceras e diretas mostraram o comandante perdido e inseguro.

Deu a impressão de estar dividido entre o desejo de ir embora e o compromisso assumido com o gigante no ano do centenário.

As constantes mudanças de escalações, algumas desprovidas de lógica e com cara de ato desesperado ao invés de escolha embasada em alguma conclusão técnica ou tática, também foram consequência de um treinador engolido pela crise tão grande quanto o clube por ela atingido, e desnorteado.

O discurso de Gareca depois da derrota para o Internacional provou isso mais uma vez.

O argentino queria o Palmeiras jogando de igual para igual com os adversários e refutou qualquer possibilidade de o time atuar mais fechado, priorizando a parte defensiva, e apostando em contra-ataques e lances de bola parada.

O sonho bonito, à altura do manto sagrado palestrino, precisa de jogadores capazes de realizá-lo.

Gareca não os tinha no elenco.

Talvez, com Valdívia inspirado, interessado e em forma, poderia se aproximar da utopia, não atingi-la.

No meio da crise, quando o time sofre um gol os boleiros sentem o peso de todos fracassos anteriores e fica difícil lidarem com a situação.

Ela aumentou a quantidade de erros individuais de quem faz parte do elenco que figura entre os 10 piores do Brasileirão.

A realidade é clara:

O Palmeiras não evoluiu quase nada de jogo para jogo e quando conseguiu dar um ou dois passos adiante, rapidamente fez o mesmo para trás.

A chance de clube centenário jogar o futebol que condiz com o potencial dos seus atletas, ainda nesse ano, era muito pequena com Gareca no cargo.

Não dava o menor sinal que conseguiria isso.

Estava na direção errada, com filosofia de jogo prepotente diante da realidade do grupo de jogadores, e afundando em cada rodada.

E perdendo o controle dos jogadores, como ficou nítido na entrevista de Lúcio em que ele reclamou dos companheiros que, de acordo com o zagueiro, não se esforçavam.

O zagueiro, correto na observação, escolheu o lugar errado (a entrevista coletiva) para se manifestar.

Tinha que fazê-lo no vestiário com as portas fechadas, olhando na cara de Leandro e dos outros acomodados.

Vale recordar que a direção montou o elenco tarde, no meio do Brasileirão, e deveria fazê-lo ao longo do estadual.

Também é fato que atendeu alguns pedidos de contratações do comandante, entre elas algumas medianas ou piores que isso, e nada mudou entre as quatro linhas.

Gareca permaneceu no cargo durante três meses e nove dias.

O tempo para se adaptar foi pequeno.

Mas o comandante não justificou a confiança  dos dirigentes e principalmente da nação palmeirense no trabalho dele.

Não fez por mal, pois parece um profissional sério, dedicado, honesto…

Apenas se perdeu completamente na distância entre o que imaginava e realidade que encontrou.

O Palmeiras conta com elenco capaz de não ser rebaixado.

Vamos ver o que o novo treinador fará com os atuais jogadores.

Apenas a título de comparação, o trabalho de Kleina foi melhor que o de Gareca.

Lembrança

O Real Madrid cheio de estrelas e jogadores de alto nível jogou fechado contra o Bayern de Munique na semifinal da última Uefa Champions League.

Até no Santiago Bernabeu entregou a bola para os bávaros e priorizou a marcação.

Os grandes técnicos tiram o  melhor de seus elencos e preparam os times de acordo com as características dos adversários.

Escrito por Vitor Birner às 17:24 Vitor Birner Sem Comentário

31 ago

São Paulo criou chances para vencer, mas parou em Tiago Volpi; atuação do goleiro foi espetacular e a arbitragem confusa

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

Figueirense 1×1 São Paulo

Muricy mudou o esquema tático do São Paulo por causa dos desfalques.

O time teve bom volume de jogo ofensivo no primeiro tempo, apesar doutra fraca apresentação de Ademílson,  mas parou na excelente apresentação de Tiago Volpi.

O goleiro jogou muito!

Fez duas defesas sensacionais, além de outras difíceis, e acabou como o melhor em campo.

O time de Argel só conseguiu pressionar nos começos de ambos os tempos do confronto, mas isso bastou para fazer o gol.

O restante do confronto teve momentos de equilíbrio e de superioridade do adversário.

Osvaldo foi o melhor do São Paulo.

Sofreu o pênalti, venceu duelos individuais, deu linda assistência para Kaká perder o gol e ainda ajudou na marcação.

A arbitragem foi ruim, polêmica, e com critério dúbio.

Mas acertou ao soprar a única penalidade dos 90 minutos e na expulsão de Michel Bastos

Tática e estratégia

Argel escalou o Figueirense no 4-4-2.

Cleiton, do lado direito, e Marcão, o centroavante, formaram a dupla do ataque.

No meio de campo, Giovanni foi quem teve mais liberdade de se aproximar dos companheiros à sua frente.

Paulo Roberto, Dener e Marco Antônio foram os volantes.

O último jogou na direita e se transformou em meia nos momentos em que o Figueirense teve a posse bola no campo de ataque.

Os laterais Leandro e Roberto Cereceda costumam apoiar, mas pouco conseguiram ajudar o sistema ofensivo.

Muricy mudou o esquema tático dos jogos anteriores.

Ao invés do 4-4-2 com Ganso, suspenso, e Kaká, pelos lados no meio de campo, posicionados na mesma linha dos volantes na hora da marcação, e formando o quadrado na hora da criação com Souza e Denílson na criação, voltou ao 4-2-3-1.

Colocou Ademilson e Osvaldo pelos lados do trio e pediu para marcarem os laterais do Figueira.

Também tinham que atuar na meia, abertos, com Kaká entre eles, adiantados, como atacantes.

Muricy optou por Michel Bastos na lateral-esquerda na vaga de Álvaro Pereira.

Alan Kardec foi o centroavante.

Ambos os times tentaram pressionar a saída de jogo do adversário.

O sucesso na empreitada definiu os períodos de superioridade das equipes, um muito maior que o da outra, no 1° tempo.

São Paulo joga melhor

O Figueirense mandou no começo do confronto.

Acertou a marcação na saída de jogo, ganhou a disputa no meio de campo e durante alguns minutos, menos que dez, ameaçou sair em vantagem.

Pecou na má qualidade das finalizações e do último passe.

Rogério Ceni trabalhou, mas não precisou fazer nenhuma defesa sensacional.

O restante do jogo, até o período de descanso, teve o São Paulo, superior, com iniciativa de atacar e muito mais posse de bola ofensiva, e o Figueirense dependente dos contra-ataques.

Káka e Osvaldo  se destacam

As movimentações de Osvaldo e Kaká deram muito trabalho ao sistema defensivo do Figueirense.

O atacante também abriu espaços apostando nos dribles.

Do quarteto de frente do time de Muricy, Ademílson, como acontece na maioria das vezes, foi o pior.

Se não cumprisse a obrigação na parte defensiva, a presença dele em campo teria sido útil apenas ao Figueirense.

Isso não impediu os comandos de Muricy de pressionarem e criarem duas excelentes chances.

Uma com assistência de Kaká para Alan Kardec finalizar como era necessário dentro da área e Tiago Volpi fechar o ângulo de maneira perfeita.

Outro no lindo passe de Osvaldo, que desmontou a marcação do Figueirnse, e colocou Kaká de frente para Tiago Volpi e com tempo para escolher onde queria chutar.

O goleiro do Figueirense, apesar da desvantagem no lance, conseguiu tocar na bola e impedir o gol.

O São Paulo teve outras outra oportunidades, como no cruzamento de Michel Bastos para Osvaldo e no arremate perigoso de Tolói, mas foi ao vestiário ‘zerado’ no placar.

Repetiu, mas com sucesso

O Figueirense começou o segundo tempo como no anterior.

As únicas mudanças foram a entrada de de Nirley no lugar do zagueiro Thiago Heleno, o que nada alterou na configuração coletiva do time, e a troca de lado do atacante Clayton.

Na esquerda, ele deitou e rolou por alguns minutos e o Figueirense voltou a mandar no jogo.

Clayton viu Giovanni Augusto, aos 2, entrando na área livre e tocou para o companheiro balançar a rede.

Tiago Volpi salva de novo

O São Paulo retomou o controle do confronto e o Figueira voltou a depender dos cruzamentos e contra-araques.

Aos 10, Tiago Volpi fez outra defesa espetacular no cabeceio de Alan Kardec.

Depois de conseguir tocar na bola e viu ela bater no travessão.

Osvaldo sofre o pênalti

O Figueirense marcou melhor que no 1° tempo e foi mais perigoso nas suas poucas investidas no ataque.

Apesar da constante presença no campo de ataque, o São Paulo não criou chances claras.

Aos 26, Muricy substituiu Ademílson, de longe o pior do time no jogo, por Reinaldo.

Michel Bastos passou a atuar do lado esquerdo da linha de três e Osvaldo foi para a direita.

Aos 30, Osvaldo ganhou na velocidade do volante Paulo Roberto e sofreu o pênalti.

Rogério Ceni empatou o confronto.

Fraca arbitragem

Paulo Roberto chegou atrasado no lance em que fez o pênalti.

O critério da arbitragem nacional determina que o escolhido pelo respeito às regras do futebol dê o cartão amarelo em lances assim.

Eu discordo do critério, mas se fosse respeitado o volante teria sido expulso, pois estava amarelado.

Wilson Pereira Sampaio que adotou o estilo nacional de apitar ao dar faltas em carrinhos na bola e soprar algumas inexistentes, decidiu abandoná-lo nos lances dentro da área.

Por isso não deu o pênalti em Alan Kardec, puxado na área, aos 15 minutos do 1° tempo.

Foi o típico pênalti brasileiro com o qual eu, repito, não concordo, mas que se marca toda hora nos estaduais, Copa do Brasil e Brasileirão.

Se a regra do futebol no estilo Big Brother é assim, eu não gosto, deve ser respeitada.

A arbitragem acertou ao expulsar Michel Bastos, aos 41 minutos, por acertar o rosto de Leandro, com o pé, após ambos caírem.

Aprovei a decisão do árbitro porque fiquei com impressão que o experiente jogador agediu de propósito o adversário.

Antes,  Marcão, aos 32, e Clayton, aos 35, saíram para as respectivas entradas de Everaldo e Pablo.

Apenas depois de ficar com um atleta a mais em campo voltou a tomar a iniciativa de atacar.

Boschilla substituiu Kaká, nervoso com a arbitragem e punido por reclamação, nos acréscimos.

Ficha do jogo

Figueirense – Tiago Volpi; Leandro Silva, Thiago Heleno (Nirley), Marquinhos e Cereceda; Paulo Roberto, Dener, Marco Antonio e Giovanni Augusto; Clayton (Pablo) e Marcão (Everaldo)
Técnico: Argel Fucks.

São Paulo – Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Michel Bastos; Denilson, Souza; Ademilson (Reinaldo), Kaká (Boschilia) e Osvaldo; Alan Kardec
Técnico: Muricy Ramalho

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio
Assistentes: Fabricio Valarinho da Silva e Bruno Boschilia
Público e renda: não divulgados

 

Escrito por Vitor Birner às 18:54 Vitor Birner 54 Comentários

28 ago

Quem você dirá que foi melhor quando parar de jogar: Cristiano Ronaldo ou Messi?

Birnadas, Coluna no Lance!

De Vitor Birner

Escrevi o texto do post para a edição do Lance de 29 de março.

Como não reproduzi  no blog e Cristiano Ronaldo foi eleito o melhor jogador da Europa na última temporada, decisão com qual eu concordo, aproveito para o ‘gancho’, como se diz no jornalismo, para fazê-lo agora.

Quando o madridista  e Messi encerrarem suas carreiras, a discussão que proponho aqui será recorrente, pois são os dois melhores do tempo deles, seguidos por Iniesta.

Tenho opinião formada sobre quem vence a disputa entre o argentino e o português pararem de jogar.

Ela nada tem a ver com momento.

Se eu pudesse contratar um deles para o meu time, escolheria de acordo com a temporada.

No último ano, ficaria com Cristiano Ronaldo. Aliás, se fosse levar em conta apenas esse período, optaria por Di María ao invés de Messi.

Mas não há como sequer colocar os dois hermanos no mesmo patamar.

Apenas um deles é, de fato, inexplicável.

Gênio x Máquina

Comparações no futebol às vezes são cruéis.

Jogadores dos anos 50, 60 e 70 não podem, por exemplo, ser colocados lado a lado com os de hoje.

O futebol daqueles tempos é muito diferente do atual; se trata quase de outro esporte.

As discussões precisam ser contextualizadas.

A mais interessante, faz alguns anos, tem como personagens Messi e Cristiano Ronaldo; quem é o melhor?

Disputam os mesmos torneios e são as estrelas de suas equipes.

Podem atuar em qualquer lugar do ataque ou até no meio, como os antigos pontas-de-lança, perto dos homens de frente.

Exercem a profissão de boleiro em altíssimo nível, mas de maneiras completamente distintas tanto dentro quanto fora de campo.

Gosto de falar que o argentino nasceu com o DNA dos gênios.

Seu maior desafio para brilhar aconteceu na adolescência, quando era franzino e fez tratamento para ficar comum.

Ele não tem a condição física avantajada. De aparência é só mais um baixinho em campo.

O português, ao contrário, é o androide mais perfeito e moderno até hoje criado pela ciência do futebol.

Desenvolveu ótima técnica, grande velocidade e as finalizações precisas com os ambos os pés e a cabeça.

Executa tudo com muita força e qualidade.

A máquina madridista de fazer gols é o atleta exemplar, obcecado pelo trabalho e por si mesmo, dotado da genética privilegiada que o barcelonista não possui.

Isso, ao meu ver, responde a pergunta.

O corpo é o instrumento de execução daquilo que o boleiro pensa.

O de Cristiano Ronaldo oferece bem mais possibilidades e nem assim ele fez mais que o maior adversário.

O hermano dirige o carro de passeio, o rival o da F-1, e no fim das corridas eles sempre terminam perto um do outro.

Messi transforma a competição em arte.

Intuitivo e imprevisível, carrega a bola com a classe digna dos craques do passado; brinca de fazer gols em frente aos goleiros.

Voto nele.

Escrito por Vitor Birner às 16:16 Vitor Birner 90 Comentários

28 ago

Galo sofre para superar o goleiro Fábio, mas vence o mistão do Palmeiras no Pacaembu

Copa do Brasil

De Vitor Birner

Palmeiras 0×1 Atlético MG

Palmeiras e o Atlético proporcionaram um jogo ruim aos quase 20 mil torcedores que foram ao Pacaembu.

O time de Gareca, com vários reservas, criou menos chances de gol que os titulares de Levir Culpi.

O Galo, mesmo sem mostrar bom futebol, não venceu por diferença maior porque o goleiro Fábio se apresentou em alto nível no primeiro tempo.

Luan balançou a rede logo após o treinador colocá-lo em campo.

O Atlético tomou a bola de Renato, que errou, e aproveitou o espaço deixado por Weldinho para contragolpear  de maneira correta e rápida.

A arbitragem falhou ao marcar o pênalti em Mazinho e quis ser mais justa que a justiça ao mandar Henrique repetir a cobrança.

De qualquer maneira, no fim das contas, não interferiu no placar.

Propostas e andamento

Gareca deixou de lado a obsessão pelo 4-4-2 e montou o Palmeiras com Mazinho na direita e Diogo na esquerda do ataque.

Os dois tinham que criar lances de perigo, fazer as tabelas com os laterais Weldinho e Victor Luís,  cada qual do seu respectivo lado, e recuar para ajudar os volantes Renato e Marcelo Oliveira na marcação.

Mendieta, centralizado, recebeu incumbência igual.

Eles falharam em suas missões.

Não conseguiram se aproximar do centroavante Henrique, apesar de o treinador pedir a presença de sete atletas no campo de ataque nos momentos em que o time conseguiu levar a bola para lá.

O sistema defensivo do Galo venceu o duelo contra eles.

O Atlético contou com Maicosuel, Datolo e Diego Tardelli executando funções idênticas ao trio de criação palmeirense.

Eles se movimentaram mais que os adversários.

Tardelli procurou espaços para articular lances de gol, encostou em Maicosuel na direita e abriu espaços para Datolo explorar.

Faltou Jô se mexer para ajudá-los.

O centroavante ficou na maior parte do tempo entre os zagueiros Lúcio e Victorino.

Tinha que permanecer lá quando os laterais avançavam e tentavam os cruzamentos.

Alex Silva, na direita, foi quem apoiou mais.

Mesmo assim, o jogo muito disputado no meio de campo e aparentemente equilibrado teve um time ameaçando sair na frente.

Fábio garante o empate no 1° tempo

O Galo começou com maior presença no campo de ataque.

Leonardo Silva, impedido, aos 5 minutos, aproveitou o cruzamento em cobrança de falta e fez o gol.

O auxiliar Rafael Alves sinalizou a irregularidade e o árbitro não validou a jogada.

O Palmeiras equilibrou as ações depois de cerca de 10 minutos, mas não ameaçou sair em vantagem.

Apenas os comandados de Levir Culpi criaram grandes chances.

Pararam nem Fábio, protagonista de três intervenções difíceis, por ordem, nas finalizações de Tardelli, Pedro Botelho e Jô.

A primeira pode ser considerada complicada, sensacional, espetacular.

Diego Tardelli, livre, na pequena área, recebeu o cruzamento da direita, por onde seu time encontrou mais facilidade para atacar, e viu o goleiro realizar a façanha de evitar o gol.

Erros do árbitro 

Jean Pierre Gonçalves Lima soprou o pênalti inexistente, aos 43 minutos, de Jemerson em Mazinho, e amarelou o atleticano.

Henrique cobrou no canto esquerdo, Victor caiu no direito e o responsável pelo cumprimento das regras mandou centroavante chutar de novo porque alguém invadiu a área.

Nem quero discutir se houve a irregularidade.

Acontece em quase todas cobranças de pênaltis e raramente mandam repeti-las.

Regras, vale ressaltar, são feitas para os limites da disputa dos jogos e competições serem iguais para todos os times.

A exceção cria injustas.

De qualquer maneira, o árbitro acabou mantendo as coisas como deveriam, pois Henrique chutou para fora o pênalti que não houve e o resultado acabou explicando os vários erros e poucos acertos dos boleiros na primeira parte do confronto.

Galo volta melhor

O Atlético voltou do intervalo atuando melhor que o Palmeiras.

Conseguiu permanecer no entorno da área em busca de espaços para criar a oportunidade de balançar a rede.

Na prática nada digno de ser destacado produziu.

Mudanças

Jô se machucou e André o substituiu aos 15 minutos.

Por opção de Gareca, logo em seguida Cristaldo ocupou a vaga do sumido Mazinho.

O treinador deslocou Diogo para a direita e mandou o argentino atuar na esquerda.

Aos 22, Levir trocou Rafael Carioca, parceiro de Josué na função de volante, e colocou o veloz Luan.

Queria otimizar o sistema ofensivo.

O técnico hermano, ao ver que a mexida nada ajudou, tirou Henrique, colocou Mouche na esquerda e adiantou Cristaldo.

Pretendia aumentar a movimentação na frente, pois a bola não chegou ao centroavante titular.

Gol no contra-ataque

Aos 25, o Galo fez o gol da vitória.

Renato perdeu a bola no meio de campo, os laterais palmeirenses estavam no ataque, e o Atlético aproveitou o espaço deixado por Weldinho para criar a jogada de gol.

Luan, que entrara há pouco, fez 1×0.

Improdutivos

Aos 35, Levir trocou Maicosuel por Marion para aumentar a velocidade no contra-ataque e usar o atleta descansado para ajudar o meio de campo a marcar, e Gareca, um minuto depois, colocou Felipe Menezes no lugar de Renato.

O atleticano conseguiu cumprir as determinações do treinador na parte defensiva.

O atleta do Palmeiras nada agregou.

Apenas em dois cruzamentos, os tradicionais chuveirinhos do tudo ou nada no fim, aproximaram o clube centenário do empate.

O Galo não aproveitou o enorme espaço que tinha para contra-atacar.

Ficha do jogo   

Palmeiras – Fábio; Weldinho, Lúcio, Victorino e Vitor Luis; Renato (Felipe Menezes) e Marcelo Oliveira: Mazinho (Cristaldo), Mendieta e Diogo, Henrique (Mouche)

Técnico: Ricardo Gareca

Atlético MG – Victor; Alex Silva, Leonardo Silva, Jemerson e Pedro Botelho; Josué e Rafael Carioca (Luan); Maicosuel (Marion), Dátolo e Diego Tardelli; Jô (André)
Técnico: Levir Culpi

Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves (RS) e José Javel Silveira (RS)

Renda: R$ 406.837,50 – Público: 18.396

Escrito por Vitor Birner às 2:03 Vitor Birner 25 Comentários

27 ago

Cruzeiro transformou jogo contra o Santa Rita em treino com torcida; podia ter feito muito mais que cinco gols

Birnadas, Copa do Brasil

De Vitor Birner

Cruzeiro 5×0 Santa Rita

A Raposa transformou em fato o ditado “jogo de um time só”.

Venceu por 5×0 e poderia ter feito o dobro de gols se decidisse acelerar o ritmo do confronto e estivesse com mais sorte.

Acertou as traves do goleiro Jeferson, o melhor do Santa Rita, também quatro vezes, além de perder várias chances.

Marcelo Oliveira posicionou o time no 4-2-3-1.

Alisson na direita, Dagoberto do outro lado, e Júlio Baptista formaram a linha de três.

O primeiro, revelado na base do clube, foi um dos destaques da goleada.

Ele e o lateral Mayke, ambos na direita, criaram mais chances que Samudio e Dagoberto, que executaram as mesmas funções na esquerda.

Ambos os laterais apoiaram o quanto quiseram.

O Santa Rita deixou, dependendo do momento, um ou dois jogadores adiantados e mostrou má qualidade nos passes.

Dedé e Manoel, zagueiros, e Henrique, o volante,  podiam cuidar deles tal qual o treinador provavelmente disse na preleção e o confronto mostrou.

Por isso, Lucas Silva, também volante, trabalhou muito mais na parte ofensiva.

Apareceu para tabelar com os meias, levantar a redonda na área e arriscar chutes de média distância.

Também foi um dos melhores da partida.

Com sete atletas ocupando o campo de ataque e usando quase sempre os lados do campo, a Raposa controlou as ações e explorou a enorme dificuldade, uma das maiores que vi nos últimos tempos, do adversário marcar os cruzamentos.

Antes do intervalo, balançou as redes três vezes assim com Marcelo Moreno, Dedé e Júlio Baptista, e perdeu oportunidades muito claras.

O período de descanso não mudou a cara do vareio.

Atordoados, os jogadores do Santa Rita sequer esboçaram qualquer tipo de crescimento.

Lucas Silva, de longe, chutou com liberdade, Jeferson rebateu e Marcelo Moreno, no rebote, aproveitou a inércia dos zagueiros e ampliou a vantagem aos 9 minutos.

O sistema ofensivo cruzeirense foi caindo de rendimento na medida em que Marcelo Oliveira fez as substituições.

Concordo com a decisão do comandante de alterar a equipe. Era o momento exato de dar chance para alguns reservas ganharem confiança.

Aos 14 minutos, Marlone entrou no lugar de Marcelo Moreno. O reserva atuou no centro da linha de três e Júlio Baptista, antes lá,  passou a atuar como centroavante.

Logo depois Neilton substituiu Alisson e se posicionou como o titular.

O lado direito do setor de criação cruzeirense caiu de rendimento com o ex-boleiro do Santos.

A última substituição aconteceu aos 28. Willian Farias ocupou a vaga de Lucas Silva.

A perda de força ofensiva não alterou o tamanho do controle da Raposa. Apenas a tornou menos perigosa.

Henrique, após o erro do lateral Edy, de fora da área fez o último gol aos 41 minutos.

O Cruzeiro está classificado.

Não adianta alguém lembrar, por exemplo, do que houve em América RN x Fluminense.

Aquilo foi exceção, a Raposa oscila menos que o Flu, vem jogando melhor que o Tricolor e enfrentará a agremiação inferior à equipe do Rio Grande do Norte.

Ficha do jogo

Cruzeiro – Fábio; Mayke, Manoel, Dedé e Samudio; Henrique e Lucas Silva (Willian Farias); Alisson (Neilton), Júlio Baptista e Dagoberto; Marcelo Moreno (Marlone)
Técnico: Marcelo Oliveira

Santa Rita – Jeferson; Edir, Junior Carvalho, Selmo Lima e Jeanderson; Adriano (Jefferson), Edson Magal (Gueba), Cristiano e Lucas Pereira (Gabriel); Rafael Silva e Reinaldo Alagoano
Técnico: Eduardo Neto

Árbitro: Ranilton Oliveira de Sousa
Assistentes: Thiago Gomes Brigido e Marcio Gleidson Correia Dias
Renda: R$ 501.895,00 – Público: 15.048 pagantes (16.474 presentes)

 

Escrito por Vitor Birner às 21:54 Vitor Birner 23 Comentários

27 ago

Sucesso de Douglas no Barça será uma prova de incompetência do São Paulo; lateral precisa evoluir para conseguir isso

Birnadas, Transferências

De Vitor Birner

Douglas é um profissional sério e dedicado.

Quando chegou ao São Paulo, após ser reprovado nos exames médicos de acordo com versão do Internacional – os cartolas do Morumbi dizem que não houve acerto financeiro e o Colorado usou isso como desculpa – sequer entendia a posição que um lateral deve ocupar.

Estava pronto para entender e executar a função de de ala ou de jogador que atua do lado direito da linha de três do 4-2-3-1, tal qual Dunga escalou Daniel Alves na seleção brasileira durante a Copa do Mundo em 2010.

Na verdade, Douglas e Daniel Alves têm características parecidas.

O veterano caiu de rendimento nos últimos dois anos, tanto é que o Barça pensa ou pensou em negociá-lo, mas tecnicamente era muito superior ao novo reforço dos catalães.

Douglas tem dificuldade no passe, fundamento imprescindível para o estilo de jogo barcelonista preparado por Guardiola para atender a sua obsessão por posse de bola.

Como você sabe, torcedores, em regra, acreditam e apoiam aquilo que fez a agremiação amada ser campeã.

A marca das conquistas foi a capacidade de manter a bola e recuperá-la na saída de jogo dos adversários.

Não vi o Barça de Luis Henrique atuando, mas diante do Elche, na estreia do ‘espanholão’, a equipe ficou com a bola durante 72% do tempo em que ela correu e acertou 93% dos passes (741).

Parece que o novo treinador pretende seguir no rumo parecido ao de Guardiola.

Na vitória por 3×0, Mascherano foi expulso ao fazer falta para encerrar um contragolpe.

Erros de passes simples, como os que Douglas comete várias vezes, geram contra-ataques e atrapalham o desenvolvimento da proposta de jogo barcelonista.

Em suma, o lateral precisa aprimorar muito este fundamento para ser titular do Barcelona vencedor e forte.

Terá de continuar trabalhando com afinco para atingir o nível necessário.

Se obtiver sucesso escreverá de maneira indireta o atestado de incompetência de quem o treinou e foi incapaz de ajudá-lo a desenvolver esta habilidade básica no futebol.

O valor pago pelo barcelona por Douglas é considerado muito pequeno para os padrões do time.

Em suma, acredito que os dirigentes do clube enxergam a contratação como uma aposta de pequeno valor econômico.

Escrito por Vitor Birner às 14:17 Vitor Birner 37 Comentários

26 ago

Palmeiras, gigante, parabéns pelo século de vida! Torcedores declaram seu amor ao clube!

Geral

De Vitor Birner

Parabéns à nação palestrina pelo século de vida do gigante Palmeiras!

Hoje é dia de de relembrar apenas as glórias e alegrias!

De festejar e tentar entender como um time ficou tão grande!

É necessário relembrar os feitos, episódios e agruras para imaginar como a ideia de Luigi Cervo, Vincenzo Ragognetti,  Ezequiel Simone e Luigi Marzo, motivados pelas presenças do Pro Vercelli e do Torino, agremiações italianas, no Brasil, se transformou num clube gigante, vencedor e amado por milhões de pessoas.

Em uma parte fundamental da própria história da maior paixão nacional.

Convidei três amigos palmeirense para manifestarem a paixão pelo Alviverde aqui no blog.

Um deles ainda não enviou o texto, e talvez não consiga, porque bebeu muito na comemoração durante a madrugada e ficou meio perdido por conta do destrutivo exagero etílico e da festa junto com outros torcedores!!!

O Eduardo Baptistão, ilustrador de quem sou muito fá do trabalho, pois é genial, brilhante, talentosíssimo, cumpriu o combinado e me deu a honra de enviar o relato da relação pessoal com o Palmeiras, que passa pelo amor de filho para o pai, além de enviar o desenho de uma seleção dos melhores do clube e do seu ídolo de infância com quem o ensinou a amar o clube.

O Roberto Bovino eu convidei porque é torcedor fanático, do tipo que está sempre ao lado, seja na hora da crise ou fase vencedora.

De Eduardo Baptistão

Esta caricatura da seleção de todos os tempos foi  publicada na Revista Placar. Recomendo aos palmeirenses e torcedores apaixonados por futebol uma ida à banca para ver o trabalho da tradicional publicação.

Jorge Mendonça, o senhor Alceu e o amor incondicional!

Sou palmeirense por causa do meu pai. Devo isso a ele.

Pela admiração natural do filho pelo pai, sempre que alguém me perguntava qual o meu time, respondia de pronto: sou palmeirense, botafoguense e juventino.

Meu pai tinha afeição pelo Botafogo de Ribeirão Preto, por ser sua cidade natal, e pelo Juventus, por morar a vida inteira na Mooca.

E eu, automaticamente, assumia os três times.

Logo, porém, percebi que era só palmeirense.

E isso ficou plenamente demonstrado a partir da Copa do Mundo de 1978, quando me apaixonei pelo futebol.

Mais do que pelo Brasil, torci naquela Copa por dois jogadores: Leão e Jorge Mendonça, os dois palmeirenses da Seleção.

Quando a Copa acabou, meu pai me levou pela primeira vez ao estádio.

Era manhã de domingo, dia 2 de julho de 1978. Eu havia completado 12 anos dois dias antes.

Meu presente foi ver, no Pacaembu, o Palmeiras derrotar o América carioca por 3×0, dois gols do Toninho e um do Jorge Mendonça.

Essa manhã ficou marcada como o início da minha paixão pelo Palmeiras, que é incondicional e morrerá comigo.

E o símbolo do início dessa história é o meu primeiro grande ídolo no futebol: Jorge Mendonça.

Junto com ele, relembro aqui um ídolo ainda maior: meu pai Alceu, que me ensinou muitas coisa na vida.

Ser palmeirense é apenas uma delas.

Neste dia em que o alviverde completa cem anos me lembro muito do Seu Alceu, que presenciou muitas glórias do time, viveu a época áurea das academias, e que certamente não estaria feliz com a atual fase.

Mas o Palmeiras vai se reerguer, como o velho Palestra Itália hoje se reergue como o estádio mais bonito do Brasil.

E os meus filhos, que me herdaram o sangue verde mas ainda não conhecem o verdadeiro Palmeiras, vão finalmente entender a paixão e o orgulho do pai e do avô.

Declaração de amor ao Palmeiras

De Beto Bovino

Tinha 4 anos e já usava o seu manto.

Aprendi com você a ganhar, perder e a nunca apenas competir.

Aprendi com você desde pequeno a defender com unhas e dentes tudo que amo e acredito.

Você me fez admirar um bairro, um estádio, uma cor.

Você me fez ter uma doença incurável, a única que o doente jamais quer curar.

Aprendi com você que o mundo gira e cada tombo me faz mais forte.

Você me fez enxergar que existe o amor verdadeiro, sem nada em troca.

Você me apresentou as pessoas mais interessantes que conheci.

Você me deu amigos de fé que levarei até o fim.

Aprendi com você a jamais desistir e sempre fazer o impossível para sempre estar do seu lado.

Obrigado, meu Verdão!

Cem anos de Lutas de Glórias!

Escrito por Vitor Birner às 16:48 Vitor Birner 37 Comentários

24 ago

São Paulo consegue vitória emocionante contra o Santos; Ganso liderou o time de Muricy e foi o melhor em campo

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

 São Paulo 2×1 Santos

No interessante clássico disputado no Morumbi, o time de Muricy jogou um pouco melhor no 1° tempo e o de Oswaldo de Oliveira mostrou pequena superioridade depois do intervalo.

O São Paulo, de novo com todos atletas priorizando o trabalho coletivo e se esforçando, venceu porque foi melhor na parte ofensiva.

O Santos errou muitos passes e pecou nas finalizações.

Não aproveitou seus bons momentos no jogo.

Ganso foi o melhor campo porque fez o gol e o destaque setor de criação.

Gabriel, Lucas Lima, Thiago Ribeiro, Leandro Damião, Rildo e Patito (jogou menos de 15 minutos) ficaram devendo.

A arbitragem trabalhou direito.

Propostas de jogo

Muricy gostou do que viu diante do Internacional e repetiu o esquema tático usado na melhor apresentação de seus comandados após a Copa do Mundo.

A única modificação foi a volta de Souza, fora do confronto da Arena colorada por estar suspenso, e a saída de Hudson.

O volante jogou perto de Denílson e teve mais liberdade que o companheiro para ajudar na criação.

Ganso, na direita, e Kaká, do outro lado, jogaram na mesma linha deles quando o time se defendeu e à frente,  se movimentando, na hora em que o São Paulo tinha bola.

Eles foram os encarregados da coordenação das ações do sistema ofensivo.

Kardec e Pato atuaram como atacantes.

Quando um se posicionou como centroavante o outro saiu utilizou os lados do ataque ou a meia.

O primeiro do centro para a direita e seu companheiro do centro à esquerda.

Álvaro Pereira apoiou mais que Paulo Miranda.

Oswaldo de Oliveira posicionou o Peixe no 4-2-3-1 contra o 4-4-2 do adversário.

Gabriel, na direita, Lucas Lima centralizado e Thiago Ribeiro formaram o trio de criação.

O volante Arouca também também, enquanto Alison, da mesma posição, priorizou a marcação.

Mena participou mais que Cicinho da parte ofensiva.

Leandro Damião atuou no comando de ataque e mal apareceu.

Ganso desequilibra e transforma superioridade em vantagem

O time de Muricy jogou melhor até fazer 1×0.

Ganhou a disputa no meio de campo, teve maior iniciativa de atacar e mais tempo de posse de bola.

Ficou com a redonda bem perto da área santista e com dificuldade para entrar nela trocando passes.

O Santos atuou recuado.

O trio de criação participou mais dos desarmes que da criação.

Pressionou, mas não criou nenhuma chance clara até Ganso balançar a rede aos 25 minutos.

A jogada começou em cobrança de lateral e teve a participação importante de Alan Kardec, que ganhou a dividida por cima e tocou, de cabeça, para o meia acertar bonito chute dentro da área.

O meia, antes de fazer 1×0, era o melhor em campo.

Kaká e Pato, apesar de mostrarem vontade e seriedade, não estavam inspirados.

Em especial o atacante.

Série de erros

Alison falhou ao dar espaço para Ganso dominar a bola, virar e finalizar.

Precisava ficar mais perto do meia.

O Peixe cometeu outros erros.

A má qualidade ajudou o adversário a se impor porque atrapalhou a saída de bola e a manutenção dela no meio.

O Santos também pecou nas finalizações e se movimentou pouco na frente.

O sistema defensivo do São Paulo voltou a cometer antigos erros.

Um na saída de jogo, no passe torto de Paulo Miranda ao Edson Silva, e dois na jogada aérea em cobranças de escanteio.

Mas os santistas não souberam aproveitá-los.

Depois de ficarem em desvantagem no placar, saíram da defesa, mas a pouca mobilidade do quarteto de frente, somada aos erros de passes e ao trabalho defensivo intenso do meio-campo adversário impediram a reversão do cenário desfavorável.

Santos volta melhor

Leandro Damião não retornou do período de descanso.

Rildo o substituiu.

Entrou na esquerda e Thiago Ribeiro, que estava ali, foi se revezar com Gabriel nas funções de centroavante e meia-atacante do lado direito no trio de criação.

A movimentação santista melhorou muito, a qualidade do passe apenas um pouco, mas isso e a oscilação do trabalho defensivo no meio-campo do São Paulo, pois algumas vezes Kaká e (ou) Ganso não voltaram para a formação da linha de quatro em frente aos zagueiros e laterais, foram o suficiente para o time de Oswaldo de Oliveira ter mais presença no campo de ataque e chances de articular o lance do empate.

O contraponto foi o enorme espaço que o São Paulo ganhou para contra-atacar.

O clássico ficou aberto e arriscado para ambos.

O Peixe fez jogadas de linha de fundo e cruzamentos.

A dupla de zaga do São Paulo foi bem após o intervalo. Não repetiu as falhas.

Oswaldo mandou Alison descansar e Souza entrar aos 20 minutos.

Logo em seguida o volante perdeu a bola e no contra-ataque Pato perdeu a melhor oportunidade cara a cara com Aranha.

O goleiro foi um dos melhores em campo.

Aos 33, Oswaldo de Oliveira trocou o apagado Thiago Ribeiro por Patito.

O Peixe passou a jogar no 4-4-2, com Gabriel de centroavante, Rildo pelos ataque, e o argentino e Lucas Lima na meia.

Acertou o árbitro

Aos 39, Álvaro Pereira, que ganhou quase todas as divididas, inclusive algumas em que o lance favorecia o jogador do Santos, contagiou o time por causa da raça e só merecia elogios pela apresentação, tentou dar o carrinho na bola em disputa com Rildo, viu que não conseguiria tocar nela, recolheu a perna e atingiu o jogador santista com a coxa.

De fato o boleiro do Peixe adora cavar faltas e esperou o contato.

Mas realmente houve o choque por causa da imprudência do uruguaio e o árbitro acertou ao soprar o pênalti porque Rildo foi derrubado.

Gabriel deslocou Rogério Ceni na cobrança e igualou o resultado.

Tirou a camisa e com o dedo indicador fez o sinal de silêncio para a nação são-paulina durante a comemoração.

Levou o cartão amarelo e correu o risco de ser expulso, pois tanto o ato de tirar o manto sagrado quanto a provocação são passíveis de punição no futebol moderno.

Ganso, Denílson e Pato

O São Paulo foi para cima e conseguiu o gol da vitória no lance seguinte ao do empate.

Ganso tocou para Denílson, um dos melhores em campo, e o volante colocou Pato, em posição legal, novamente de frente para o Aranha.

O goleiro defendeu e, no rebote, Pato não perdoou.

O Santos foi ingênuo na jogada ao não pará-la antes de acontecer a troca de passes na frente da área e ao dar espaço ali.

Aos 45, Muricy tirou Kaká e colocou Hudson para garantir os três pontos que colocam seu time na vice-liderança do Brasileirão.

Justo

A arbitragem acertou no lance do pênalti e ao avaliar que Pato não estava impedido.

Cometeu apenas pequenos alguns poucos equívocos que não interferiram no andamento e resultado.

O resultado foi consequência apenas das ações dos atletas.

Ficha do jogo

São Paulo – Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Álvaro Pereira; Denilson, Souza, Ganso e Kaká (Hudson); Alexandre Pato e Alan Kardec
Técnico: Muricy Ramalho

Santos – Aranha; Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison (Souza) e Arouca; Gabriel, Lucas Lima eThiago Ribeiro (Patito); Leandro Damião (Rildo)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

Árbitro: Vinicius Furlan
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Carlos Augusto Nogueira Júnior
Público: 31.281 – Renda: R$ 955.453,00

Escrito por Vitor Birner às 20:18 Vitor Birner 93 Comentários

21 ago

Valdívia nunca mereceu ser ídolo no Palmeiras; tratá-lo como tal é desrespeitar Ademir da Guia, São Marcos, Evair… e a própria instituição

Brasileirão, Coluna no Lance!

De Vitor Birner

Na minha carreira de jornalista, tive o privilégio de entrevistar Ademir da Guia, Edmundo, Evair, César Maluco e São Marcos.

Eles têm opiniões diferentes sobre diversos assuntos e se manifestam, cada qual, da sua maneira. O Divino é de uma gentileza ímpar. O Santo prima pela contundência, simpatia e simplicidade.

O Animal e o polêmico centroavante são reativos e diretos, e o comandante de ataque de futebol refinado reflete seu jeito sereno na hora de falar.

Estes boleiros de personalidade distintas têm em comum duas coisas: são ídolos da Sociedade Esportiva Palmeiras e quando mencionam o clube mostram enorme reverência.

O orgulho de pertencerem à rica história de uma agremiação gigante e secular em poucos dias, continua intensamente vivo nos corações e mentes desses craques.

Por que Valdívia faz parte da turma deles e de Dudu, Waldermar Fiúme, Oberdan Cattani, Valdir Joaquim de Moraes, Djalma Santos e outros monstros que tornaram o manto alviverde mais pesado e vencedor?

Nunca entendi. Acho até desrespeito com a própria instituição e seus ícones o tratamento especial dispensado ao atleta em atividade.

Nem questiono a qualidade.

O meia chileno, desde a primeira passagem pelo Alviverde, possui as virtudes técnicas necessárias para ser titular de todos os elencos dos quais participou e torná-los mais fortes contra os rivais, mas escreveu capítulos tortos dentro e fora dos gramados.

Suas ações não exprimem qualquer tipo de gratidão.

Basta ver a entrevista em que justificou o exílio voluntário ao lado do Mickey.

Ficou se defendendo, foi protocolar e insensível diante da situação difícil vivida pela equipe às vésperas do centésimo aniversário.

Sequer esboçou alguma alegria por talvez ter a chance de ajudar.

O egoísmo prevaleceu de novo.

Se colocou acima da camisa.

O Palestra e outros grandes times não precisam de ídolos assim.

O texto do post é a reprodução de minha coluna de sábado, dia 9, no Lance. Foi escrito logo após a entrevista coletiva do meia na qual ‘explicou’ a razão de demorar para retornar ao clube. Faz muitos anos tenho esta opinião sobre o comportamento profissional, o pessoal não me diz respeito, do complicado atleta. Ele nunca me deu motivos para mudá-la.  

Escrito por Vitor Birner às 15:45 Vitor Birner 234 Comentários

21 ago

São Paulo faz seu melhor jogo pós-Copa do Mundo e derrota o Inter em confronto equilibrado; atitude diferente das estrelas foi fundamental na vitória

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

Internacional 0×1 São Paulo

O São Paulo fez sua melhor apresentação depois da paralisação do campeonato durante a Copa do Mundo e venceu o Internacional.

O time do Morumbi foi consistente porque todos seus atletas de linha finalmente priorizaram as necessidades coletivas da equipe.

Até Alexandre Pato lutou de verdade e participou da parte defensiva.

O jogo foi muito equilibrado.

O Internacional pecou porque não aproveitou os raros erros do sistema defensivo do adversário.

O time de Muricy fez seu gol numa das poucas falhas do Colorado.

Internacional, superior

Abelão escalou Ygor e o jovem Bertotto como volantes nos lugares dos titulares que não puderam atuar.

Na frente deles, posicionou a linha de três com D’Alessandro na direita, Aránguiz do outro lado, e Alex entre eles.

O jogador mais adiantado do 4-2-3-1 foi o centroavante Rafael Moura.

O centroavante e o trio na meia começaram o jogo pressionando a saída de bola, que tem sido uma das maiores dificuldades do time de Muricy.

A estratégia correta rendeu ao Colorado o controle do meio de campo, maior presença no campo de ataque e uma infrutífera superioridade por cerca de 15 minutos.

Nenhuma chance de gol foi criada.

Corrigiu

Os zagueiros, laterais  e volantes do São Paulo tentaram fazer a saída de bola, pelo chão, da defesa ao ataque.

Não conseguiram porque o Inter marcou de maneira competente e o passe não é o forte deles.

Os laterais Paulo Miranda e Álvaro Pereira, em especial o primeiro, também têm dificuldades nisso.

No momento em que Kaká e Ganso assumiram a responsabilidade, um de cada vez recuou, de ajudar na saída de bola, o jogo ficou equilibrado.

Como um time

Muricy montou o São Paulo para marcar no 4-4-2, com Ganso na direita e Kaká na esquerda, abertos, na linha dos volantes Denílson e Hudson.

Pato e Kardec, os atacantes, se revezaram no auxílio ao quarteto.

Ao contrário do que vinha acontecendo, todos atletas são-paulinos participaram, de fato, do sistema defensivo.

Por isso, o time jogou pela primeira vez de forma consistente depois da interrupção do campeonato.

Os individualismos foram colocados abaixo dos interesses coletivos.

Até Alexandre Pato, o mais indulgente, lutou de verdade para ganhar as divididas e desarmar.

Paulo Miranda, o protagonista 

O 1° tempo foi intenso, pois os times se dedicaram muito e Grazziani Maciel Rocha adotou o estilo inglês, que permite o padrão normal do apito no futebol, diferente do modorrento adotado no Brasil, na disputa de cada lance,

O artifício do cai-cai se tornou inútil.

Os sistemas defensivos dominaram os setores de criação e houve apenas duas chances de gol, uma para cada lado.

Paulo Miranda participou delas.

Errou o passe no meio de campo e permitiu o Internacional contra-atacar com a defesa são-paulina mal-posicionada.

D’Alessandro aproveitou e tocou para Alex, na área, aos 26, usar o espaço deixado pelo lateral e finalizar apenas com Rogério Ceni à frente.

O goleiro fechou o ângulo e evitou a vantagem do adversário.

Aos 35, Paulo Miranda aproveitou o erro na saída de bola do Inter, acho que foi do Bertotto, recuperou a bola e cruzou para Kaká; Álvaro Pereira passou perto dele, recebeu a bola e cruzou.

Após o desvio da zaga, Ganso, livre, só teve o trabalho de tocá-la para o fundo das redes.

Tentou pressionar

O Internacional voltou do período de descanso com o intuito de pressionar desde o começo.

A marcação do meio-campo do São Paulo piorou um pouco e o Colorado se aproximou da área.

Aos 7, após o chite de fora da área, Rafael Moura, em posição de impedimento, viu seu gol não ser validado.

Catimbado 

Aos 17, Abelão trocou Alex, o melhor do Inter no 1° tempo, por Jorge Henrique.

O meia acabara de perder uma dividida para Alexandre Pato uma disputa de bola, o atacante fez o gol e o árbitro soprou a falta.

Pareceu cansado ou machucado.

Saiu por conta de algo que tem a ver com a condição física.

Aos 18, Kaká, no contra-ataque, perdeu a chance de ampliar a vantagem são-paulina.

Aos 26, o meia Valdívia substituiu o volante Ygor.

Abelão tentou aumentar o poder de criação do Internacional, o jovem deu trabalho, mas faltou sincronia do sistema ofensivo.

O Inter não teve a frieza necessária para raciocinar.

Os jogadores reclamaram muito do árbitro, apesar do critério ser igual para os dois times e linear.

Pediu, por exemplo, um pênalti de Denilson que dominou a bola com o ombro.

Aos 31, Ganso, após errar passe simples, saiu e Michel Bastos estreou.

Outra vez o Inter desperdiça

Aos 35, o volante Bertotto deu lugar ao atacante Wellington Paulista.

O reserva saiu do banco e foi correndo para a área porque o Internacional tinha o escanteio à favor.

O desatento sistema defensivo do São Paulo, mais especificamente os jogadores que estavam fora da área, simplesmente não marcaram o novo atleta em campo.

Wellington Paulista aproveitou, subiu junto com um companheiro contra a marcação apenas de Edson Silva e cabeceou no travessão.

Esse foi o único erro grave do time de Muricy na marcação da jogada aérea, que tem um enorme drama ao longo do torneio.

Pênalti

Pouco depois, o árbitro não deu o pênalti de Juan. O zagueiro colocou a mão na bola depois do chute de Pato.

O atacante, após fazer seu melhor jogo na temporada, saiu aos 42 e Ademílsion entrou.

O São Paulo, sob pressão na barulhenta arena do Inter, fez todo possível para gastar tempo e evitar que bola corresse.

O Internacional bombardeou a área de Rogério Ceni com cruzamentos e não conseguiu o empate.

Pediu outro pênalti inexistente na furada de Hudson.

Fabrício forçou o contato e se jogou.

Ficha do jogo

Internacional – Dida; Wellington Silva, Ernando, Juan e Fabrício; Ygor (Valdivia) e Matheus Bertotto (Wellington); D’Alessandro, Alex (Jorge Henrique) e Aránguiz; Rafael Moura
Técnico: Abel Braga.

São Paulo – Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Alvaro Pereira; Denilson, Hudson, Ganso (Michel Bastos) e Kaká; Alexandre Pato (Ademílson) e Alan Kardec
Técnico: Muricy Ramalho

Árbitro: Grazianni Maciel Rocha
Auxiliares: Dibert Pedrosa e Michael Correia
Público: 29.267 – Renda:R$ 982.625,00

Escrito por Vitor Birner às 1:19 Vitor Birner 88 Comentários