31 out

Valdívia não disputou nem a metade dos jogos do Palmeiras nos últimos anos; merece ter o contrato renovado?

Geral

De Vitor Birner

Retirei a informação do blog ‘Periquitão’.

O palestrino Leandro Iamin recebeu de Conrado Cacace os números de Valdívia depois do retorno ao clube.

E escreveu o post com a opinião sobre a história do meia no Palmeiras (link no fim do post).

A apresentação do jogador contratado pelo ex-presidente do clube Luiz Gonzaga Beluzzo aconteceu 34 dias após o término da Copa do Mundo na África do Sul.

Desde então, até  7 de outubro de 2014, disputou 130 jogos e ficou fora doutros 163.

Problemas físicos o tiraram de 112 e foi poupado de 12 confrontos.

Catorze suspensões, 9 dispensas e 16 idas à seleção completaram longa lista de ausências.

O Palmeiras conquistou 60% dos pontos com ele.

O aproveitamento cai para 49% quando o chileno não entrou em campo.

Participou de 74 jogos do Brasileirão e desfalcou o time em 90.

O presidente Paulo Nobre tem dito que, se for reeleito, pretende renovar o contrato do habilidoso boleiro.

Me pergunto se a declaração é protocolar, formal, e nos bastidores ele se mexe para tentar arrumar algum interessado em contratar o Valdívia antes de agosto do próximo ano, quando o vínculo em vigência entre as partes terminará, ou se a avaliação do primeiro mandatário do clube é de que ainda vale apostar no atleta.

Creio mais na primeira possibilidade.

Concordo que se trata de um jogador acima da média nos padrões do futebol brasileiro, mas é muito caro e complicado, além de pouco respeitoso com a o manto sagrado do Alviverde e com a torcida que tanto apoio lhe deu.

http://espnfc.espn.uol.com.br/palmeiras/o-periquitao/esperando-um-valdivia-que-nao-existe

Complemento

Depois de 7 de outubro, o time disputou 5 jogos, com duas vitórias, dois empates e uma derrota, e Valdívia não atuou apenas  em um deles, o empate diante do Cruzeiro.

Escrito por Vitor Birner às 15:05 Vitor Birner 7 Comentários

30 out

São Paulo vence o catimbeiro Emelec; oscilação após a saída de Maicon impediu o time de conseguir maior diferença de gols

Análise de jogos

De Vitor Birner

São Paulo 4x 2Emelec

Mandou no 1° tempo

Michel Bastos entrou no meio de campo e Kaká ganhou mais liberdade para procurar espaços e se aproximar de Alan Kardec, o centroavante no 4-4-2 com muita movimentação na frente.

O time de Muricy mandou no 1° tempo.

Começou com dificuldade de encontrar espaços no sistema defensivo do Emelec, deu espaços para os contra-ataques, principal opção ofensiva dos equatorianos, mas depois de Michel Bastos acertar o chute perfeito, de maneira consciente, e fazer 1×0 aos 12 minutos, o São Paulo se encontrou.

Hudson, que começou o jogo na lateral-direita, ampliou a diferença após Ganso acertar bonito passe e Kaká dividir a bola na área.

E Kardec, no contra-ataque que começou com ele mesmo fazendo o trabalho de pivô e teve passe Ganso para Kaká, além da ajeitada do ex-milanista antes do centroavante driblar o zagueiro e finalizar com perfeição, definiu o 3×0 da primeira parte do confronto.

O Emelec, perdido, ficou vendo o adversário trocar passes e não esboçou qualquer tipo de melhora.

A movimentação do quarteto mais avançado confundiu o concorrente pela vaga na semifinal da Copa Sul-Americana.

Intimidar e irritar

Maicon, volante ao lado de Souza, não voltou do período de descanso por causa de dores nas costelas.

Não duvido que se machucado em uma das entradas maldosas do catimbeiro time do Equador.

‘Los Elétricos” fizeram faltas inúteis e deram pancadas fortes e discretas desde o começo do jogo.

Testaram a arbitragem e tentaram irritar o adversário, pois jogador brasileiro, o continente inteiro tem noção, lida mal com isso.

Hudson ficou com marcas da chuteira do rival nas costelas numa entrada proposital, para cartão vermelho e que o árbitro mostrou o amarelo, após a falta ter sido marcada e com o jogador no chão.

Kaká, numa cotovelada, teve um hematoma no rosto.

Houve outros lances assim.

A arbitragem falhou nessas jogadas e na marcação de impedimentos de ambos os lados.

Marcação e saída de bola 

Muricy voltou do intervalo com Antonio Carlos na zaga.

Deslocou Paulo Miranda para lateral e Hudson foi executar a função de volante por causa da saída de Maicon.

O São Paulo perdeu força de marcação no meio e na lateral.

E a saída de bola piorou muito.

O Emelec, com lançamentos longos para Bolaños e Herrera, os mais adiantados do 4-4-2, e de vez em quando ao Mena, que se posicionou como meia ou terceiro homem de frente, em menos de 10 minutos comemorou dois gols.

O sistema defensivo são-paulino, que não marcou quem fez o passe longo e deixou os zagueiros apostarem corrida contra atletas mais rápidos, e Paulo Miranda, por falha de posicionamento, facilitaram a reação do Emelec.

Oscilou 

Durante todo o 2° tempo o São Paulo oscilou.

Kaká, Paulo Miranda, Hudson e Edson Silva, uns mais e outros menos, caíram de rendimento.

O São Paulo não parou de atacar e abriu espaços para os contragolpes.

Antonio Carlos, de cabeça, marcou o gol aos 25 minutos.

Muricy trocou Kaká por Osvaldo, aos 34, pois queria aumentar a força de marcação no meio e a velocidade na frente,.

O adversário tinha três atletas rápidos na meia e no ataque após Escalada substituir o Herrera.

Aos 45, Auro, por essa razão, entrou na vaga de Paulo Miranda.

A vitória por 4×2 coloca o time mais perto da fase seguinte, mas nem de longe é garantia de classificação.

A pressão e a catimba serão muito maiores no próximo jogo.

E o São Paulo, tal qual seus torcedores sabem, oscila.

De qualquer maneira, aumentou o favoritismo no confronto.

Ficha do jogo

São Paulo – Rogério Ceni; Hudson, Paulo Miranda (Auro), Edson Silva e Alvaro Pereira; Souza, Maicon (Antonio Carlos), Ganso e Michel Bastos; Kaká (Osvaldo) e Alan Kardec Téc: Muricy Ramalho

Emelec – Dreer; Narváez, Achilier, José Quiñónes e Bagüí; Pedro Quiñónez (Gaibor), Giménez, Lastra e Mena; Bolaños e Herrera (Escalada)
Téc.: Gustavo Quinteros

Árbitro: Enrique Cáceres (Par)
Assistentes: Carlos Cáceres e Milcíades Saldívar
Público: 22.705 pagantes Renda:R$ 476.310,00

 

Escrito por Vitor Birner às 22:30 Vitor Birner 34 Comentários

29 out

Cruzeiro vence o Santos em jogo equilibrado; Robinho perdeu gol incrível e arbitragem errou ao não validar o de Ricardo Goulart

Análise de jogos, Copa do Brasil

De Vitor Birner

Cruzeiro 1×0 Santos

O líder do Brasileirão mandou no jogo enquanto acertou a marcação na saída de bola.

Foram 25 minutos de amplo domínio dos celestes.

Depois, por falta de pernas em alguns momentos e por erros coletivos noutros, não conseguiu mais pressionar, no ataque, e o jogo ficou equilibrado.

O Peixe voltou do intervalo melhor que a Raposa.

Em 10 minutos perdeu duas grandes chances.

A segunda, com Robinho, foi impressionante.

Os erros no chamado último passe e de finalizações impediram o Santos de conseguir o importante gol no campo do adversário.

O Cruzeiro, com a proposta de marcar no campo de defesa e contra-atacar, não executou de maneira correta os lances de velocidade, mas quando o fez a arbitragem interferiu no resultado prejudicando o time.

Não houve o impedimento de Julio Baptista no gol invalidado de Ricardo Goulart.

A classificação para a final continua imprevisível.

Ninguém mostrou grande superioridade no neo-Mineirão, que raramente fica cheio porque os preços dos ingressos em alguns setores são absurdos, e não há como dizer que alguém será capaz de fazer isso na Vila Belmiro.

Obviamente, o Cruzeiro está um pouco à frente na disputa pela vaga na final porque ganhou e se balançar a rede no mítico estádio santista poderá perder pela diferença mínima.

Proposta e tática

Cruzeiro e Santos começaram o jogo no 4-2-3-1

A Raposa com Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart e William, da direita para a esquerda, e Julio Baptista à frente do trio de criação.

O Peixe com Rildo, Lucas Lima e Robinho, na devida ordem, e Gabriel mais adiantado.

O desenho tático igual prevaleceu menos que as propostas diferentes.

O time de Marcelo Oliveira começou de maneira ofensiva e o de Enderson fez o contrário.

Vinte e cinco minutos de Cruzeiro

Os Celestes pressionaram a saída de bola desde o começo.

Os santistas iniciaram as tentativas de recuperá-la na linha que divide o gramado e apostaram bos contra-ataques.

A proposta cruzeirense, enquanto o time teve pernas para manter a marcação adiantada, deu ao time a superioridade no confronto.

Os comandados de Enderson Moreira não conseguiram fazer a transição da defesa ao ataque, com a gorduchinha na grama, e a ‘devolveram’ nos lançamentos longos, a chamada ligação direita, para o adversário.

O Cruzeiro aproveitou e ficou com ela no campo de ataque, em busca do espaço para transformar a superioridade em resultado.

Inversões

A Raposa começou atacando mais pela esquerda.

Ricardo Goulart se aproximou de William e o lateral Egídio fez o mesmo.

O sistema defensivo do Peixe, daquele lado, contou com Cicinho na lateral, o volante Alison e Rildo.

Do outro, onde Everton Ribeiro e Mayke trabalharam, E Ricardo Goulart tentou ajudar na construção dos lances de perigo, Mena, Arouca e Robinho foram os encarregados da marcação.

Os volantes Henrique e Lucas Silva, de forma alternada, ajudaram o sistema ofensivo, mas com precaução, pois o Santos, repito, de propôs a contra-atacar e tinha velocidade para colocar em prática esse plano.

Ao notar que o volume de jogo ofensivo do seu time não se transformava em chances claras, Marcelo Oliveira pediu, como faz desde o ano passado, para os jogadores trocarem de posições.

Em alguns poucos momentos, Julio Baptista, apagado, trocou de papel com Ricardo Goulart.

E por cerca mais tempo Everton Ribeiro foi atuar na esquerda e William, o mais perigoso no 1° tempo, na direita.

Minutos após a inversão, William, na direita, chutou cruzado, na área, David Braz falhou ao tentar afastar ou dominar a bola, e o atacante, de esquerda, com a parte de dentro do pé, chutou conscientemente na direita, colocou a redonda exatamente onde queria e Aranha não tinha como pegar.

Equilibrado

O Cruzeiro manteve o domínio das ações durante 25 minutos, quando foi obrigado a recuar porque não tinha condição física de permanecer até o fim marcando na frente.

O time já fez, na atual temporada, 3 ou 4 jogos a mais que em toda a anterior e ainda disputará entre 8 e 10 a mais até final do ano.

A Raposa adotou a ideia tática igual a do Santos.

E o Peixe, com espaço para sair da defesa trocando passes, passou a ter mais posse de bola no campo de ataque.

Mas não criou nenhum lance de perigo para o goleiro Fábio.

O ídolo da nação celeste quase nada teve o quê fazer.

Faltou aos cruzeirense o contra-ataque.

Havia espaço para isso e não acertaram nenhum.

Santos cresce

O Peixe voltou do período de descanso mostrando futebol melhor.

E o Cruzeiro piorou.

Ficou perdido entre a marcação na saída de bola e a espera na linha que divide o gramado.

Mayke e Egídio ficaram um pouco desprotegidos por causa da distância entre os

Aos 5, no lance de enorme desatenção dos celeste, que deixaram Mena, livre, para cruzar e Lucas Lima, na área, finalizar com todos marcadores distantes, o Santos perdeu a chance de igualar.

Aos 10, no lance que começou do outro lado, Lucas Lima tocou para Rildo ir à linha de fundo e tocar para trás.

Fabio rebateu mal e a bola ficou para Robinho, na pequena área, com o goleiro caído, chutar com força, como se fosse estufar a rede, e por cima do gol.

Prejudicou a Raposa

Entre esses dois lances de enorme perigo contra o time de Marcelo Oliveira, houve um erro da arbitragem.

William recuperou a bola no meio, com quase todos jogadores do Santos na frente, correu com ela até a área e tocou para Julio Baptista finalizar.

Aranha evitou que ela entrasse e Ricardo Goulart, no rebote, fez 2×0.

Mas o gol foi invalidado porque o auxiliar viu o impedimento, que na minha opinião não aconteceu, do veterano.

O Cruzeiro foi, por incompetência dos responsáveis pela regra, não porque houve qualquer espécie de má fé, prejudicado neste importante lance.

Tudo em vão

Em nenhum momento da etapa complementar os celestes conseguiram repetir o futebol dos 25 minutos iniciais.

E nem marcaram de maneira elogiável.

Perderam força no contra-ataque quando William, o destaque do confronto, com dores, aos 19, saiu e Dagoberto entrou.

Enderson, logo em seguida, tirou Gabriel, que quase não apareceu, e colocou o meia-atacante Serginho.

Os treinadores tentaram resolver os problemas fazendo outras alterações.

Aos 28, Julio Baptista, que tecnicamente deve desde quando foi contratado e fisicamente, porque se machucou e ficou vários confrontos fora, não está em boas condições, tal qual o desempenho dele mostrou, saiu e Marcelo Moreno entrou.

O Santos, com a iniciativa de atacar e mais presença no campo de ataque, falhou no último passe e, quando criou a chance, também na finalização.

Aos 30, Alison, livre na entrada da área, chutou por cima da trave.

Aos 31, Jorge Eduardo ocupou o lugar de Rildo.

Aos 32, Everton Ribeiro, que não chegou nem perto de reeditar suas melhores apresentações, deu lugar ao Marlone.

Marcelo Oliveira claramente se preocupou em aumentar a pegada no meio-campo e manter a velocidade do contragolpe.

Leandro Damião no lugar de Robinho, que jogou mal, aos 36, foi a última cartada de Enderson para o Santos igualar.

As mexidas quase não surtiram efeito.

Após elas, o Santos piorou e o Cruzeiro, nos minutos finais, em dois contra-ataques, ambos na direita, poderia ter feito o gol.

Aos 45, Mayke cruzou a bola atrás de Ricardo Goulart e passado um minuto acertou o levantamento na área, mas Dagoberto, livre, de primeira, chutou e Cicinho desviou a bola para fora.

Aberta

Não há favoritos para a classificação à final.

O jogo na Vila Belmiro é imprevisível.

O Cruzeiro, é óbvio, tem chance um pouco maior porque ganhou e não sofreu gol em casa.

Achei o resultado injusto porque a arbitragem errou ao dar o impedimento de Julio Baptista no gol de Ricardo Goulart.

Mas só por isso mesmo, pois o jogo, em geral, foi equilibrado e o Peixe não balançou a rede por causa de falhas nas finalizações, o que é problema apenas de Enderson Moreira e seus boleiros.

Escalações

Cruzeiro – Fábio; Mayke, Léo, Dedé e Egídio; Lucas Silva e Henrique; Éverton Ribeiro (Marlone), Ricardo Goulart e Willian (Dagoberto); Julio Baptista (Marcelo Moreno)
Técnico; Marcelo Oliveira

Santos – Aranha; Cicinho, Davis Braz, Edu Dracena e Mena; Arouca e Alisson; Robinho (Leandro Damião), Lucas Lima e Rildo (Jorge Eduardo) ; Gabriel (Serginho)
Técnico; Enderson Moreira

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa)
Assistentes: Rodrigo Pereira Joia e Rodrigo F. Henrique Correa
Público: 25.714 pagantes – Renda R$ 1.029.363,00

Escrito por Vitor Birner às 23:39 Vitor Birner 21 Comentários

28 out

Suárez foi melhor que Messi e Neymar na última temporada; arrogância da Fifa explica a ausência dele entre os 23 indicados à bola de ouro

Birnadas

De Vitor Birner

Quem gosta de futebol jogado em alto nível dentro de campo e de festa na arquibancada sabe o tamanho do mal que a entidade vem fazendo para a alma do esporte.

Os tais especialistas do Comitê de Futebol da FIFA, junto com um grupo de especialistas da revista France Football, fizeram uma lista dos 23 indicados ao prêmio de melhor do Mundo na temporada passada.

E Suárez não está entre eles.

A decisão, na prática uma aberração técnica, deve ter sido política.

Acredito que a mordida em Chiellini foi a razão para desprezarem todos os méritos do melhor atacante do mundo, ao lado de Cristiano Ronaldo, na temporada anterior.

Não há outra explicação.

Depois de cumprir suspensão nos primeiros 5 jogos do Premier League, ‘Luisito’ participou dos 33 seguintes e foi o melhor do campeonato nacional mais disputado do planeta.

Terminou com 31 gols, dez a mais que Sturridge o vice-artilheiro da competição.

Ficou em segundo lugar nas assistências.  Deu doze, uma a menos que Gerrard.

Apenas o uruguaio conseguiu três ‘hat-tricks’ no torneio.

Num deles, contra o Norwich, balançou as redes quatro vezes.

O Liverpool, com elenco muito inferior ao do Manchester City, terminou a Premier League dois pontos atrás dos ‘Citizens’.

Teria sido campeão se Suárez não estivesse suspenso nas cinco rodadas iniciais, pois o time conseguiu aproveitamento de pouco menos de 47% dos pontos (sete de quinze) que disputou nesses jogos.

Com o polêmico atacante, o percentual de pontos subiu para quase 78%. Os ‘Reds’ somaram 77 pontos dos 99 possíveis.

Por isso tudo, Suárez foi eleito o melhor jogador do campeonato inglês pela Professional Footballers Association.

E não aparece nem entre os 23 indicados ao prêmio da Fifa?

Mascherano faz parte da lista de quem concorre à bola de ouro.

Hazard, Pogba, James e Neymar, apenas para citar mais alguns, foram incluídos nela.

Eles foram melhores que Suárez?

Quem leva isso a sério?

O belga atuou no Chelsea, time com elenco superior ao do Liverpool, provavelmente foi o principal jogador dos ‘Blues’, mas na Inglaterra não disseram que jogou melhor que o maior artilheiro da celeste olímpica.

Neymar tem qualidade para conquistar, um dia a bola de ouro, mas na primeira temporada jogando pelo Barcelona teve algumas dificuldades de adaptação e chegou a ficar na reserva, por opção tática e técnica de Tata Martino, em alguns confrontos.

Nem Messi, que está na lista dos 23, foi superior ao Suárez na temporada anterior.

Setores da imprensa da Espanha especularam sobre a possibilidade de o argentino ter se poupado para chegar inteiro na Copa do Mundo, pois se consagraria com uma grande atuação e o título que não aconteceram.

‘La Pulga é muito superior ao atual companheiro de Barcelona na parte técnica, mas o prêmio bola de ouro  diz respeito ao futebol dos atletas no último ano (calendário europeu) e não ao que jogaram noutras temporadas e poderiam ter produzido na anterior.

Os cartolas da Fifa se colocaram, de maneira covarde, acima do próprio esporte e desprezaram o esforço e o mérito do trabalhador, um ser humano, que vive de jogar bola.

Escrito por Vitor Birner às 18:22 Vitor Birner 93 Comentários

27 out

São Paulo vê o Cruzeiro menos longe; Michel Bastos brilhou na vitória contra o Goiás

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

São Paulo 3×0 Goiás

Michel Bastos substituiu Kaká e foi, de longe, o melhor em campo na tranquila vitória do São Paulo contra o Goiás.

Deu assistências em todos os gols, participou da marcação e ainda foi o mais perigoso nos contra-ataques do time.

O Goiás deu a impressão de nem ter entrado direito no jogo.

Falhou na marcação, na transição da defesa ao ataque e, quando acertou, foi pobre na criação de lances de perigo.

O time de Muricy desmontou rapidamente a proposta de jogo do adversário e isso facilitou a missão de vencer.

O São Paulo chegou a se poupar depois do intervalo, pois jogará mais duas vezes nessa semana e precisa de vitórias em ambas para não ficar com menos chance de disputar os títulos do Brasileirão e da Copa Sul-Americana.

Neste momento, a não ser que os cientistas da preparação física mandem, não pode priorizar nenhum dos campeonatos.

Tem que diminuir o desgaste administrando, quando possível, o ritmo dos confrontos.

A desvantagem de 5 pontos para o Cruzeiro, restando 7 jogos para cada agremiação, ainda é considerável, mas aumenta a pressão para o líder voltar a a jogar o futebol que é capaz.

São Paulo desmonta proposta do Goiás

O time de Muricy começou o jogo marcando na frente e teve a iniciativa de atacar.

Goiás se propôs a iniciar as tentativas de recuperar a bola apenas na linha que divide o gramado para atrair o adversário e apostar na velocidade de Erik nos contra-ataques.

A ideia de jogo de Ricardo Drubscky desmoronou rapidamente.

Michel Bastos e Jackson

Aos 3, Michel Bastos cobrou a falta, Edson Silva ganhou do zagueiro Jackson e cabeceou com perfeição para o gol.

Aos 6, recuperou a bola no campo de ataque, pois Jackson deu o passe curto ao Ricardo Conceição, e tocou com maestria para Luis Fabiano, de frente do goleiro Renan, dominar e ampliar.

O Goiás, perdendo por 2×0, não podia mais esperar o adversário.

Tinha que adiantar o sistema defensivo e abrir espaços para os contra-ataque.

Andamento

Muricy não mexeu no esquema de jogo.

Michel Bastos e Ganso atuaram pelos lados do meio de campo, com Denilson e Souza entre eles.

Luis Fabiano foi o centroavante e Alan Kardec, o segundo atacante no 4-4-2, se desdobrou, como de costume, para executar várias funções e ajudar os companheiros a jogarem.

O Goiás começou no 4-5-1.

O trio de volantes formado por Thiago Mendes, David e Amaral daria suporte para os avanços dos laterais Felipe Macedo e Lima, e permitir que os meias Ramon e Esquerdinha se aproximassem de Erik, o falso centroavante.

O artilheiro esmeraldino tinha que se movimentar para a a esquerda (lado direito da defesa adversária), onde Hudson jogou na lateral e Antonio Carlos foi o zagueiro.

Esses três que atuaram com mais liberdade e os laterais, em tese, seriam os jogadores dos contra-ataques.

Mas, como o time tomou os gols logo no início, Drubscky adiantou o sistema defensivo e passou a dar espaços para o contragolpe.

Ao ver que Luis Fabiano não tinha velocidade, Muricy mandou Michel Bastos para a direita, pois o jogador é canhoto e tem facilidade para carregar a bola na diagonal e chutar em gol.

Na esquerda, ele tende a levar a bola à linha de fundo.

O confronto ficou equilibrado, com maior presença do Goiás, pouco criativo e jogando apenas de um dos lado, no campo de ataque.

Kardec barra tentativa de reação 

Ramon saiu e Bruno Mineiro retornou do período de descanso no lugar do meia.

O reserva ocupou o espaço do centroavante e foi para a esquerda do ataque e da meia.

Esquerdinha, centralizado na meia, e o volante Thiago Mendes, mais adiantado que no 1° tempo, na direita, tentaram pressionar a saída de jogo.

O Goiás pouco criativo foi superior até Alan Kardec, aos 14, de cabeça, após Michel Bastos cobrar o escanteio, frear a tentativa de reação esmeraldina.

Poupar era preciso

O jogo acabou depois do 3×0.

O Goiás gelou e passou a se defender mais do que atacar.

Muricy Ramallho decidiu poupar os jogadores mais cansados.

Trocou Kardec por Osvaldo e  aumentou a velocidade do contra-ataque.

Mas o adversário nem teve forças para ir à frente com 7 ou 8 atletas, como fez na etapa complementar até sofrer o terceiro gol.

Aos 18, Tiago Real entrou no lugar de David para acordar o sistema ofensivo do Goiás.

Não funcionou a alteração.

O São Paulo valorizou a posse de bola na frente, administrou o resultado, e esperou com pouca ambição aparecer o espaço para transformar a vitória em goleada.

Manteve o controle das ações e diminuiu o ritmo de jogo.

A torcida não aprecia isso, mas concordo com a postura do time.

Tem jogos na quinta e no domingo, e não pode, neste momento, dar-se o luxo de priorizar competição, pois tem alguma chance de título em ambas que disputa e a conquista da vaga na Libertadores por intermédio do Brasileirão é importante.

Lembro que Barcelona e Real Madrid, donos de elencos milionários, claramente se pouparam nos segundos tempos dos respectivos confrontos contra Ajax e Liverpool, terça e quarta, pela UEFA Champions League,  porque se enfrentariam na mesma semana.

Aos 30, Maicon entrou no lugar do Souza.

Logo depois o lateral Felipe Macedo saiu e Moisés foi para o jogo.

Aos 40, Michel Bastos, de longe o melhor em campo, saiu e Ademílson entrou.

Menor

A arbitragem não interferiu no jogo.

O resultado foi justo.

A diferença de 5 pontos entre Cruzeiro e São Paulo, restando 7 jogos para cada time, ainda é confortável para o campeão brasileiro.

Mas obriga a Raposa, que vive seu pior momento na temporada, a voltar a jogar futebol.

O time de Muricy, seja por causa da vaga da Libertadores ou do título, vive essa pressão há mais tempo.

Ficha do jogo

São Paulo – Rogério Ceni; Hudson, Antônio Carlos, Edson Silva e Alvaro Pereira; Souza (Maicon), Denilson, Michel Bastos (Ademilson) e Ganso; Alan Kardec (Osvaldo) e Luis Fabiano

Técnico: Muricy Ramalho.

Goiás – Renan; Felipe Macedo (Moisés), Pedro Henrique, Jackson e Lima; Amaral, Thiago Mendes, David (Tiago Real), Esquerdinha e Ramon (Bruno Mineiro); Erik
Técnico: Ricardo Drubscky.

Árbitro: Bráulio da Silva Machado
Assistentes: Kléber Lúcio Gil e Carlos Berckenbrock
Público: 31.991 presentes. Renda: R$ 678.640,00

Escrito por Vitor Birner às 22:39 Vitor Birner 28 Comentários

25 out

Palmeiras ficou insatisfeito com o empate diante do Corinthians; sistema ofensivo do time de Mano emperrou de novo

Brasileirão

De Vitor Birner

As reações dos torcedores que foram ao Pacaembu explicaram o que houve no clássico.

Os do Palmeiras lamentaram e os corintianos pareciam felizes.

O gol de Danilo, cinco minutos antes do clássico acabar, explica parte da forma como o público encarou o empate.

Mas houve outros motivos, além da nova perda de dois pontos (diante do Cruzeiro ocorreu isso),  que justificaram o sabor de derrota palmeirense.

O volume de jogo ofensivo do time de Dorival foi maior no 1° tempo.

O Corinthians de novo mostrou pouco futebol com a bola no pé e ficou dependente de chutes de longa distância, cruzamentos e rebatidas.

Criatividade, profundidade, velocidade, qualidade no passe, movimentação…

Nada disso o sistema ofensivo de Mano Menezes apresentou.

Jadson e Renato Augusto não ditaram o ritmo do meio de campo.

A bola não chegou em Luciano, que começou entre os titulares, e mais uma vez não repetiu o desempenho de quando começou na reserva.

No Palmeiras, Valdívia, em alguns lances, como no do gol marcado por Henrique no vigésimo quinto minuto, coordenou o sistema de criação.

Wesley ajudou o chileno. Victor Luís fez isso, mas um pouco menos que o companheiro.

Na parte defensiva, a equipe mostrou mais consistência que o Corinthians.

O time de Mano não pressionou depois de sofrer o gol.

O lance mais perigoso foi o chute de Bruno Henrique, na trave, de fora da área, aos 9 minutos da etapa complementar, depois de o Palmeiras recuar, proteger os laterais e zagueiros de maneira eficaz e apostar nos contra-ataques para fazer mais gols.

Wesley acertou a trave uma vez na jogada de velocidade com o sistema defensivo corintiano exposto.

O plano tático teria sido preciso caso os jogadores não cometessem falhas técnicas.

O Alviverde teve espaço para contragolpear e falhou no último passe.

Esse foi o maior pecado do time.

O jogo diante do time tradicional, com qualidade e nenhuma inspiração, sempre é perigoso, tal qual o resultado e a forma como o time sofreu o empate relembraram.

É importante aproveitar os momentos favoráveis para garantir a vitória.

Não achei o resultado questionável porque a arbitragem não o modificou.

A igualdade no placar foi consequência de erros e acertos dos jogadores e treinadores.

Então, as reclamações e os aplausos devem ser direcionados a eles.

Ou ao azar e a sorte, que são fundamentais no esporte mais popular do mundo.

Explico

Costumo colocar detalhes táticos nos textos dos jogos.

Pude ver o segundo tempo ao vivo e depois assisti à repetição do anterior.

Por isso demorei para começar o post achei melhor não me aprofundar .

 

Escrito por Vitor Birner às 18:46 Vitor Birner 20 Comentários

25 out

Real Madrid x Barcelona, volta de Suárez, Palmeiras x Corinthians e as missões de Flamengo e Botafogo foram os assuntos da minha coluna no Lance

Coluna no Lance!

De Vitor Birner

O texto abaixo é a reprodução de minha coluna de hoje no Lance.

O jornal foi para a gráfica ontem.

Por isso, o post foi escrito um dia antes dos jogos e têm as minhas opiniões antes de acontecerem.

Melhor jogador da última temporada volta ao futebol no maior clássico do mundo

Luis Enrique não garantiu Suárez entre os titulares contra o Real Madrid, mas confirmou a participação dele no maior clássico do mundo na atualidade.

O atacante foi o melhor jogador da última temporada.

O futebol do Liverpool, após a saída de Luisito e chegada de Balotelli, despencou.

O do Barcelona tende a crescer com a presença do protagonista da folclórica mordida em Chiellini.

Ele pode agregar virtudes ao forte sistema ofensivo catalão.

Gosta do contato físico com os zagueiros, ao contrário dos refinados Neymar e Messi.

Joga com mais intensidade e garra que que os dois e elevará o nível da equipe, pois é superior ao Pedro (atua do lado direito), maior candidato a sair para a formação trio de frente sul-americano.

O Barça deve ficar mais técnico, competitivo e cascudo quando adquirir entrosamento.

O treinador pode escalar Suárez como centroavante, recuar um pouco o Messi e pedir ao argentino para atuar do centro para a direita, além de continuar com Neymar na esquerda, ou simplesmente posicionar o o uruguaio e o brasileiro pelos lados e deixar o argentino entre eles no 4-3-3.

Iniesta afirmou que a proposta de jogo da equipe não mudará.

Carlo Ancelotti cogitou a hipótese de mexer no Madrid.

Deve estar preocupado com a piora da marcação do meio-campo após as saídas Xabi Alonso e Di María, e chegadas de Kroos e James.

Khedira participou dos 15 minutos finais da última partida e, se o comandante confiar na recuperação do volante, talvez o utilize.

Outra opção é abrir mão do 4-4-2 e armar o 4-2-3-1 para fortalecer a pressão na saída de bola, pois o duelo será no Santiago Bernabeu, e a proteção aos laterais.

A presença de Sergio Ramos fortalece as jogadas aéreas ofensivas e Ancelotti trabalhará para seus comandados conseguirem faltas e escanteios.

Espero um clássico com gols de ambas as agremiações.

O Barcelona ainda não sofreu nenhum no campeonato espanhol.

Redenção

O futebol mostrado por Palmeiras e Corinthians nas últimas semanas sugere um dérbi imprevisível.

O time de Mano costuma jogar melhor os clássicos e precisa amenizar a ira da torcida por causa da eliminação na Copa do Brasil.

O Alviverde tem a chance de diminuir a a dívida com a nação palestrina no frustrante ano do centenário.

Metas

Futebol vive de rivalidade.

A maior motivação do Flamengo nesta rodada tem que ser o rebaixamento do Botafogo.

O Rubro-Negro não cairá ou entrará na zona de classificação para a Libertadores.

Se perder, o elenco do rival ganhará moral, um pouco de tranquilidade e talvez força para escapar dos erros da própria diretoria que o empurram para a Série B.

 

Escrito por Vitor Birner às 16:52 Vitor Birner 2 Comentários

23 out

A pequena vitória dos clubes e do futebol brasileiro

Birnadas, Seleção Brasileira

De Vitor Birner

O fato de Marin ter cedido à pressão dos clubes brasileiros e vetado, por isso, a convocação de atletas que atuam aqui para os amistosos contra Turquia e Áustria, foi uma vitória de nosso futebol.

Pequena, é verdade, pois o correto seria a CBF respeitar as datas-Fifa e não marcar jogos dos times no período separado para as seleções se reunirem, e o problema do calendário prejudicial a quem paga os salários, formação de atletas e contratações continuará firme e forte na próxima temporada.

Mas alguns times escaparam do prejuízo técnico (tende a gerar o esportivo e consequentemente o financeiro) na reta final dos torneios que disputam e isso não deixa de ser uma breve e agradável notícia.

Parabenizo os cartolas pela atitude de pressionarem o Marin.

Os responsáveis por gerirem os clubes têm a obrigação de priorizar as entidades que lutaram para presidir.

O futebol brasileiro será forte quando as agremiações e campeonatos nacionais forem melhores.

Elas movem a paixão dos torcedores e todas as semanas entram em campo.

São a base do esporte atraente, empolgante e construtivo.

A seleção brasileira fica em segundo plano e não pode trabalhar contra o nosso futebol.

Escapamos de ver a repetição disso em novembro.

Dos convocados, o nome mais surpreendente foi o de Firmino para o ataque.

Não conheço o futebol dele para avaliar se tem condição de vestir o manto sagrado de seleção mais vencedora da história, mas nos poucos confrontos que acompanhei ele jogou como um meia ofensivo.

Não atuou na função de centroavante ou foi o jogador de velocidade, que atua aberto pelos lados e perto da área.

O veto de Marin para Dunga levar jogadores daqui força o treinador a fazer alguns testes que não pretendia.

O começo de trabalho exige experiências mais que resultados.

Dinga se apega muito ao comprometimento entre os jogadores e ele e o dele com os boleiros.

Ainda é cedo para formar o elenco.

A reciprocidade será construtiva e importante se o técnico achar a medida e hora certas de colocá-la em prática.

Não pode ser o entrave para o Brasil ter mais chances de conquistar os títulos, como aconteceu, por exemplo, no Mundial em que o técnico dirigiu a seleção.

Por isso tudo, o futebol brasileiro pode comemorar, com empolgação tão pequena quanto a motivação dos torcedores hoje em dia, ao menos desta vez.

Escrito por Vitor Birner às 16:32 Vitor Birner 30 Comentários

22 out

São Paulo e Chapecoense mereceram o empate; time de Muricy foi mal na criação e o de Jorginho nos chutes em gol

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

Chapecoense 0×0 São Paulo

Os jogadores mais técnicos do São Paulo ficaram devendo na criação.

A Chapecoense marcou de maneira competente e levou perigo no contra-ataque antes do intervalo.

Muricy voltou com Osvaldo no lugar de Ewandro, mudou a posição de Kaká,  e o time equilibrou as ações.

A expulsão de Paulo Miranda devolveu o controle da bola ao time de Jorginho.

Mas pararam no competente trabalho defensivo dos comandados de Muricy com 10 jogadores em campo.

Chapecoense foi superior

Jorginho armou o time com 3 volantes para dar liberdade aos laterais.

Camilo, o meia, Thiago Luis, na esquerda, encarregado dos lances de velocidade e sendo obrigado a recompor o sistema defensivo quando o lateral-direito Paulo Miranda foi à frente, e o centroavante  Leandro, foram os jogadores com maior liberdade.

A Chapecoense impediu o São Paulo de entrar na área com a bola durante o 1° tempo.

Venceu o duelo no meio de campo e nos momentos que permitiu o adversário de chegar à frente com a bola, acertou a marcação e levou perigo nos contragolpes.

Não fez o gol porque falhou nas finalizações.

Thiago Luis foi o pior nesse fundamento.

Muricy optou por Ewandro no lugar de Pato.

Armou a linha de quatro no meio com Ganso na direita, Kaká na esquerda, e Denílson e Souza entre eles.

Kaká participou mais que o Ganso da criação porque se movimentou em busca de espaço e conseguiu receber a bola.

Mas não deu sequência aos lances. Tecnicamente foi mal.

Kardec ficou isolado no ataque, pois além da fraca participação dos meias, Ewandro atuou ainda pior que o ex-meia do Milan.

Outro erro de Kaká foi não ter acompanhado os avanços do lateral Fabiano, que passou livres umas quatro ou cinco vezes antes do intervalo e perdeu uma oportunidade de fazer 1×0.

Equilibrado

Muricy Ramalho retornou do vestiário com Osvaldo no lugar de Ewandro.

Pediu ao atacante para fazer a função do Kaká e ao titular que jogasse centralizado.

O time cresceu e quase fez o gol, mas Denilson chutou de bico por cima da trave.

A marcação de Osvaldo parou os ataque de Fabiano.

A Chapecoense apostou nos lançamentos longos para Tiago Luis, que venceu o duelo contra Paulo Miranda.

Jorginho tirou o volante Abuda e colocou Fabinho Alves para voltar a ter velocidade de ambos os lados do ataque.

Exagero da arbitragem

O confronto seguiu equilibrado, com o São Paulo um pouco melhor no meio de campo, a Chapecoense consistente na marcação e apostando nos contra-ataques.

Kaká pediu para sair e Boschilha entrou.

Aos 30 minutos, Paulo Miranda fez falta em Fabinho Alves e foi expulso.

O cartão amarelo seria justo, se é que houve de fato a infração, apesar do lance muito perigoso favorável à Chapecoense.

O time de Jorginho cresceu depois de ficar com um atleta a mais.

Passou a jogar no campo de ataque, todavia fracassou na articulação dos lances perigosos.

Bruno Rangel foi ao campo no lugar de Tiago Luis.

A troca foi improdutiva.

Muricy recompôs o sistema de marcação tirando Boschilia, que permaneceu 9 minutos em campo, para Hudson jogar na função de Paulo Miranda.

O contra-ataque com Osvaldo ganhando a dividida do goleiro Danilo foi o único interessante até o fim do confronto.

Justo

Ewandro pediu um pênalti no primeiro tempo

Concordo com a decisão do árbitro que mandou o lance seguir. Rodrigo Biro tocou na bola antes de derrubar o atacante.

Wagner do Nascimento Magalhães não interferiu no resultado.

O andamento do confronto não indica que a presença de Paulo Miranda até o final garantiria a vitória ao São Paulo.

Aumentaria porque o time teria a mesma quantidade de jogadores do adversário, o que fez uma vez nessa condição.

O placar foi consequência de erros e acertos dos atletas e treinadores.

Ficha do confronto

Chapecoense – Danilo; Fabiano, Rafael Lima, Douglas Grolli e Rodrigo Biro; Bruno Silva, Diones (Yuri), Abuda (Fabinho Alves) e Camilo; Tiago Luís (Bruno Rangel) e Leandro
Técnico: Jorginho.

São Paulo – Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Alvaro Pereira; Denilson, Souza, Ganso e Kaká (Boschilia e Hudson); Ewandro (Osvaldo) e Alan Kardec
Técnico: Muricy Ramalho.

Local: Arena Condá, em Chapecó
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Assistentes: Alessandro Rocha Matos (BA) e Dibert Pedrosa Moises (RJ)
Público: 15.225 presentes Renda: R$ 385.590,00

Escrito por Vitor Birner às 23:30 Vitor Birner 66 Comentários

19 out

Corinthians vence, apesar dos planos de Mano falharem; Cruzeiro supera polêmicas de arbitragem e ganha tanto o jogo quanto a rodada

Birnadas, Brasileirão

De Vitor Birner

Antes da rodada, cada time tinha 10 jogos para disputar e a diferença de pontos do Cruzeiro para o vice-líder Internacional era de seis pontos.

Depois de ela acabar, restaram nove confrontos para as agremiações e a Raposa soma sete pontos a mais que o São Paulo, de volta à segunda colocação.

A conta realista pode até contar a vantagem de um ponto a mais.

No primeiro critério de desempate, o número de vitórias, os Celestes têm 18 contra 15. No saldo de gols o placar é 22 x 12.

Em suma, o  atual campeão brasileiro terá de ser ultrapassado na pontuação para perder o título.

Eis um exemplo para ajudar quem ainda não foi capaz de dimensionar o tamanho da distância e entendê-la.

Se o São Paulo for capaz de realizar a improvável proeza de ganhar todos seus jogos, de agora em diante, no torneio, o favorito ao título terá  de vencer seis, empatar dois e perder um.

A média de pontos atual cruzeirense, se mantida até o fim do campeonato de pontos corridos, representa, em números exatos, mais 18,306 para o time na tabela de classificação.

Dezoito impossibilitam qualquer um de alcançá-lo.

Futebol não é matemática, mas a chance de o Cruzeiro ser campeão antes da última rodada é maior que de perder a competição.

Superou as polêmicas

O Cruzeiro derrotou o Vitória com méritos.

Não fez uma grande atuação, mas mandou em quase toda a partida, teve mais posse de bola e viu a arbitragem tomar decisões em lances polêmicos.

Teve mais posse de bola e, antes do zagueiro Dedé fazer o gol poucos minutos antes do apito final, houve três lances polêmicos.

O pênalti que Éverton Ribeiro pediu, o impedimento em lance que terminaria com a bola no fundo da rede do Vitória, e o gol anulado pela falta de Manoel no goleiro más Wilson.

O primeiro, no Brasil, é pênalti. O seguinte, muito complicado inclusive após rever algumas vezes a repetição, discordei da decisão. O terceiro eu não validaria, pois além do toque leve e suficiente para deslocar o goleiro, o zagueiro, impedido, foi disputar o lance.

Não há como questionar os méritos dos comandados de Marcelo Oliveira na vitória.

O plano falhou e o time ganhou

Na Arena do Internacional, o Corinthians venceu porque cometeu menos erros de finalização e principalmente na marcação.

O gol de Guerrero, após a falha do Fabrício no começo do  jogo (o lateral cometeu outro grande erro ao perder uma chance importante depois do intervalo), ajudou o time de Mano a irritar o rival.

Foi o confronto mais catimbado que vi no Brasileirão.

Os corintianos tentaram gastar o maior tempo possível em cada tiro de meta, lateral, falta, formação de barreira, troca de jogadores, e a bola ficou em jogo durante 46% da partida.

O árbitro acrescentou treze minutos ao 1° tempo e quatro no fim por causa dos entreveros, contusões, cera e alterações.

O Corinthians, com Jadson no lugar de Malcom e por isso quase órfão de velocidade na frente, pois não tinha nenhum atacante de beira de campo, ficou recuado e dependente apenas do peruano para os contragolpes, o que tornou o volume de jogo ofensivo do time muito pequeno.

O treinador, ao mexer na escalação assim, queria ter mais posse de bola no meio, evitar a pressão do Internacional e dar maior liberdade ao Renato Augusto, .

Nada disso aconteceu.

Outra enorme falha do Inter na marcação da jogada aérea levou o Corinthians ao vestiário, no cabeceio do Gil, com o placar de 2×0.

Abel Braga montou o seu sistema ofensivo de qualidade técnica acima da média no padrão brasileiro, com a linha de três na meia formada por D’Alessandro, Alex e Alan Patrick atrás de Nilmar, o centroavante, e as constantes participações dos volantes Aranguíz e William, e dos laterais.

Eles criaram mais chances que o Corinthians, mas precisaram da trapalhada de Gil no único gol.

Realista

Por enquanto, não há disputa por título.

A luta que tem acontecido e não comentada é pela vice-liderança.

Inter e São Paulo se revezam nela e o Cruzeiro, quando tropeça, ‘perde’ a chance de aumentar a diferença de pontos e não corre riscos de perder a liderança.

Galo e Corinthians estão na disputa com são-paulinos e colorados.

O Grêmio pode entrar na briga pela segunda colocação, mas ficará satisfeito se ultrapassar dois concorrentes e terminar o campeonato em terceiro lugar.

O Peixe e o Fluminense correm por fora nessa luta pelo terceiro ou quarto lugar.

 

 

Escrito por Vitor Birner às 20:41 Vitor Birner 85 Comentários