18 dez

São Paulo pretende negociar Rodrigo Caio

Transferências

De Vitor Birner

O São Paulo aprovou no começo da semana o orçamento da próxima temporada.

Dos 153 conselheiros que compareceram ao salão nobre do Morumbi, 148 concordaram com a previsão do déficit de R$53 milhões.

Os dirigentes colocaram na conta a entrada R$ 34 milhões pela negociação de jogadores. Este número pode variar de acordo com as propostas por boleiros do clube. O valor foi definido com base na possível transferência, ano que vem, do Rodrigo Caio.

O nome e a monta não foram resolvidos aleatoriamente.

Sondagens tratadas como confiáveis ou propostas oficiais permitiram a inclusão do volante/zagueiro na previsão orçamentária.

Opinião

Acho que a tendência é de o negócio acontecer durante o ano.

Ele passou por uma cirurgia depois da ruptura do ligamento cruzado do joelho e voltar a correr no campo da Barra Funda faz uma semana. Deve retornar ao time durante o paulistinha, onde poderá recuperar a confiança e o ritmo de jogo.

Escrito por Vitor Birner às 19:53 Vitor Birner 65 Comentários

15 dez

Pitacos sobre os próximos jogos da Uefa Champions League

Birnadas

De Vitor Birner

Os principais jogos

Não sei quem ficou mais irritado com o sorteio de hoje do mata-mata da UEFA Champions League.

Se foram Chelsea, que irá enfrentar o PSG, e Barcelona, rival do Manchester City, ou os franceses, que precisaram encarar os catalães na fase anterior e os ‘Citizens, que tiveram o Bayern de Munique pela frente no grupo no qual conseguiu se classificar.

O Barça é mais técnico que o City, mas Luis Enrique não achou ainda o time ideal e taticamente não se preparou, ao menos ainda, como o forte campeão inglês.

O outro confronto é ainda mais difícil de projetar um classificado.

O Chelsea é mais coeso e regular, mas as forças se equivalem.

Os favoritos

O Real Madrid é o maior favorito da próxima fase.

Apenas algo muito atípico fará a fanática torcida do Schalke comemorar a eliminação dos comandados de Ancelotti.

O Bayern de Munique tende a passar com tranquilidade pelo Shakhtar Donetsk, mas o time ucraniano oferece um pouco mais de risco (é muito pequeno) aos bávaros que o Azuis Reais aos Merengues.

Confrontos interessantes

Borussia Dortmund, ótimo na Uefa Champions League e mal na Bundesliga, encara a Juventus, que forte no campeonato nacional e ‘comum’ no torneio continental.

Não há como apontar favoritismo de um deles.

O estilo da equipe com maior média de público do mundo em seus jogos a favorece, mas é impossível confiar no time que tem sido tão instável.

O Atlético de Madri, por causa da personalidade forte e forma intensa como joga, tende a se impor contra o Leverkusen.

Tem pequeno favoritismo.

O mesmo vale para o Arsenal contra o Monaco.

Não penso o mesmo sobre Porto x Basel.

Apesar do equilíbrio e de os portistas serem tratados por várias pessoas como favoritos, a agremiação suíça tem qualidade para eliminá-los.

Seria minha aposta se jogassem na próxima semana.

Não me aprofundei nas análises porque a fase de grupos será ano que vem e há uma janela de transferências antes de começarem.

Escrito por Vitor Birner às 14:46 Vitor Birner 60 Comentários

11 dez

Tite não é retranqueiro; torcedor deve cobrar da diretoria as contratações para o técnico jogar de maneira mais ofensiva

Birnadas

De Vitor Birner

O treinador ganhou fama de ser retranqueiro porque montou um dos sistemas defensivos mais fortes dos últimos no futebol brasileiro.

A proposta de jogo foi o alicerce dos títulos da na Libertadores e no Mundial.

Mas a pecha, que nem deveria ser tratada assim caso fosse de fato real, não se justifica e é apelativa.

O quarteto ofensivo do 4-2-3-1 vencedor do torneio continental tinha Jorge Henrique, Danilo, Sheik e Alex.

Um é atacante pelos lados, dois são meias que cadenciam o jogo, e o primeiro marca mais que ataca há muito tempo.

Willian, oscilando, e Romarinho, começando a aparecer, eram os principais reservas.

Não havia titulares com características de movimentação rápida e constante, ela era inteligente e não intensa, para o treinador montar uma equipe capaz de jogar ofensivamente e não ficar muito exposta atrás.

E nem um centroavante até Guerrero, indicado pelo Tite, autor do gol do Mundial, ser contratado.

A conta do aumento do risco de tomar gols para fazer mais não compensava.

Inclusive porque Paulinho se beneficiava da proposta coletiva.

Noutras agremiações, Tite montou times mais ofensivos.

Seria muito ingenuidade futebolística achar que o técnico não sabe preparar equipes mais agressivas.

Conhecimento para isso ele tem.

Resta saber se conta com jogadores capazes de atuarem assim.

Eis a questão que o corintiano insatisfeito com o defensivo não pode perder de vista.

O treinador sabe que o torcedor, no fim das contas, prefere ganhar por 1×0 do que perder de 4×5.

É experiente, pragmático e rodado.

Dificilmente perderá o contato com a realidade e errará por causa da grita em redes sociais e de quem repete na mídia aquilo que o público quer escutar ou para garantir a audiência, ou por incapacidade de compreender as possibilidades do chamado ‘material humano’ ou das ‘peças disponíveis’, termos horrorosos, típicos do neo-futebol, na moda nestes contraditórios tempos de desumanização da atividade alicerçada nas emoções.

Tentará, neste retorno ao Parque São Jorge, montar um time equilibrado como sempre almejou.

Não acredite que Tite ama defesas e odeia ataques como tanto se falou no último ano dele no clube. Isso é caricaturar a realidade.

A organização de qualquer time começa pelo sistema defensivo.

Seja marcando na frente, com agressividade, de maneira ofensiva, ou preenchendo espaços no campo de defesa.

Capacidade de recuperar a bola é imprescindível para aumentar o volume de jogo com ela.

O certo e o errado no futebol passam diretamente pelas características dos boleiros e capacidade deles de se adaptarem noutras funções em campo.

Não têm a ver com futebol defensivo ou ofensivo, pois dependem do que os jogadores realmente conseguem fazer.

O treinador de alto nível precisa entender esses limites e extrair o melhor possível dos atletas.

Tite faz parte da turma que aprendeu, com o tempo, a fazer isso. Nem sempre foi capaz, noutros momentos da carreira, de trabalhar de maneira tão competente.

Evoluiu por ser estudioso, inteligente e amar a profissão.

A volta do comandante foi um acerto.

Se renderá títulos é outra história.

Inclusive porque a missão dos técnicos vai muito além do planejamento e implementação da parte coletiva.

Precisa administrar as vaidades de alguns jogadores mimados, que ouvem mais o empresário que o técnico, e tratam o manto sagrado e a torcida com mera formalidade, apesar terem na ponta da língua o discurso clichê que o torcedor quer ouvir.

 

Escrito por Vitor Birner às 16:23 Vitor Birner 212 Comentários

10 dez

Nobre opinará menos no futebol do Palmeiras; presidente deu plenos poderes ao novo diretor

De primeira

De Vitor Birner

O Palmeiras já acertou a contratação de Alexandre Mattos para ser o diretor de futebol remunerado.

Apesar de ficar até o fim de janeiro no Cruzeiro, onde foi bicampeão brasileiro, o gestor do clube centenário não apenas sabe qual será a sua nova empreitada como já trabalha nela.

Cícero Souza, gerente apresentado hoje, será o homem de confiança de Mattos. Foi indicado e contratado a pedido dele.

Todas as negociações que Cícero Souza se envolver, seja para a chegada de treinador ou de transferências de jogadores, precisarão do aval de Mattos.

Até dois nomes encaminhados para o elenco o novo dirigente palestrino tem acertados de boca, apesar de ainda não terem assinado os contratos e por isso são mantidas em sigilo.

A chegada do dirigente que ainda é funcionário do Cruzeiro mexe na forma como o futebol é administrado no clube.

Paulo Nobre decidiu dar plenos poderes a ele. Não participará diretamente das negociações, tal qual fazia.

Disponibilizará um orçamento ‘x’ e cobrará resultados.

Mattos poderá contratar, se respeitar a cota disponível, e não precisará necessariamente avisar antes o presidente.

Lógico que por respeito comunicará, mas Nobre não interferirá, a não ser que abandone o planejamento recém-feito ou a negociação seja atípica e precise extrapolar a quantia disponível de grana para reforçar o time.

Ao lado de Mattos, trabalhará o vice de futebol Maurício Galliotte. Será o principal representante da diretoria no departamento.

A escolha do novo treinador será deles dois.

Há 5 nomes na pauta no clube.

Os comentados Abelão, Mano Menezes e Oswaldo de Oliveira, além de Argel e de outro que não descobri quem é.

Apurei apenas que não se trata de um gringo.

Os dirigentes, em conversas com esses técnicos, tomarão a decisão.

Neste momento, Abelão e Mano têm a predileção da dupla Mattos e Galeotti.

O primeiro ainda não definiu o futuro no Internacional e outro está livre.

São os preferidos, inclusive acima do treinador que não descobri da lista.

Argel e Osvaldo de Oliveira têm o apreço dos novos responsáveis pelo futebol palestrino, que elogiam ambos nos bastidores e não descartam trazer um deles, apesar de não serem as prioridades.

A definição, repito, será tomada em conversas com os profissionais.

Desde a pedida salarial ao plano de trabalho serão levados em conta, o que pode alterar a ordem dos preferidos.

Compreendo a postura de Matos e Galleoti porque é importante  a diminuição da margem de erro.

O orçamento do futebol, por exemplo, não foi precisamente estabelecido e eles têm que decidir, em certo momento, se é melhor investir um pouco mais no salário de um treinador ou de um atleta.

Importante:

Antes de a turma enfurecida começar a descarregar a ira aqui, informo que Mattos disse aos patrões no Cruzeiro sobre a ida ao Palmeiras e o presidente da Raposa não apenas sabe como autorizou a participação do planejamento do futebol no Palestra verde e branco.

 

Escrito por Vitor Birner às 21:06 Vitor Birner 135 Comentários

10 dez

Torcedor do Flu deve se preocupar muito com a saída da Unimed; direção do clube será testada

Geral

De Vitor Birner

A direção do Fluminense será testada de fato por causa da saída da Unimed.

No futebol de hoje, quantidade de torcedores é sinônimo de mercado.

O patrocinador se comunica principalmente com este grupo de pessoas – lembro que a exposição vai além,  pois as pessoas que amam outros times veem os mantos dos rivais – ao estampar a marca na camisa.

A empresa identificada com o clube das Laranjeiras investia uma quantia desproporcional.

Superior ao padrão que vemos noutras agremiações.

Aliás, a dificuldade de times com mercados duas ou três vezes maiores que o do Flu de conseguirem patrocinadores fortes é grande, tal qual vimos a primeira divisão do campeonato brasileiro.

De agora em diante, a não ser que arrume outro privilégio atípico, a cartolagem do Fluminense precisará mostrar a competência que normalmente os gestores do futebol não possuem.

A tendência é que os dirigentes, nos próximos anos, sejam reprovados na tarefa.

Mesmo com enorme aporte financeiro para contratações e pagamentos de salários, o Flu foi rebaixado, ano passado, em campo, e se salvou no STJD, e quase há cinco anos, por méritos próprios, evitou a queda numa das recuperações mais impressionantes e espetaculares que vi.

Dificilmente poderá contar de novo com algo parecido com o que houve no imbróglio Portuguesa/Héverton ou terá elenco para fazer igual àquele liderado por Fred faz meia década.

 

Escrito por Vitor Birner às 13:10 Vitor Birner 31 Comentários

7 dez

Palmeiras se salva com torcida de time gigante e futebol de pequeno

Birnadas

De Vitor Birner

Dentro de campo, o Palmeiras foi mal diante do Atlético PR como na maior parte do seus compromissos do Brasileirão.

Tomou o gol de cabeça, após cobrança de escanteio, noutra falha do sistema defensivo, e empatou no pênalti mal marcado por Vuaden e cobrado de maneira perfeita por Henrique.

Mas a última rodada deixou a sua famosa caixinha fechada.

Vitória e Bahia perderam respectivamente de Santos e Coritiba.

Por isso nem a penalidade, que poderia gerar uma histórica polêmica, acabou influenciando no destino dos times no campeonato.

No jogo da Allianz Arena, onde os reservas dos paranaenses se fecharam, levaram perigo nos contra-ataques perderam gols e Prass brilhou no 1° tempo,  e o anfitrião, no abafa, foi um pouco melhor depois do intervalo, o destaque ficou por conta da torcida.

Tomou conta do estádio.

Empurrou o time apesar de não haver reciprocidade técnica dos boleiros.

‘Presentou’ Wesley com uma vaia histórica de tão grande assim que Dorival o trocou por Cristaldo.

E, ao saber do gol do Peixe, nos acréscimos, em Salvador, demostrou mais alívio que felicidade, e comemorou a permanência na elite com justos gritos de protesto contra seus representantes dentro e fora de campo.

Não tenho como elogiar os jogadores palmeirenses porque fizeram o mínimo do pior jeito.

Alguns, tais quais Nathan, João Pedro, Victor Luís e até o questionado Henrique, nem mereceram os apupos.

Porém, naquele momento, não havia como excluir um ou outro.

Congratulo a torcida palestrina pela permanência na elite do futebol nacional.

Os quase 34 mil que foram ao confronto não cobraram nada de mais.

Os cartolas precisam dar um jeito de a repetitiva sina de passar o ano lutando para fugir do descenso acabar.

O tamanho do Palmeiras exige que a agremiação dispute títulos.

E ninguém melhor que a torcida entende isso.

O drama do 2014 terminou.

Escrito por Vitor Birner às 19:18 Vitor Birner 178 Comentários

6 dez

‘Pré-Libertadores’ contra colombiano é perigosa armadilha; Corinthians terá que passar por ela para ter o direito de enfrentar São Paulo e San Lorenzo

Birnadas, Copa Libertadores

De Vitor Birner

O Corinthians participará do perigoso mata-mata antes da fase de grupos da Libertadores nas duas primeiras semanas de fevereiro.

Terá cerca um mês de preparação.

É pouco tempo.

O ritmo de jogo dos boleiros, ainda com as pernas presas por causa da imprescindível carga forte de treinos físicos na volta das férias, não ficará nem perto do melhor possível.

Isso para não falar da chegada do novo técnico.

Ele pode implementar alterações na parte tática, o que demanda prazo de adaptação quase sempre mais longo que o disponível antes desses importantes confrontos.

O de volta será na Colômbia.

Os times da nação de Shakira e Gabriel García Marquéz não costumam ser ingênuos como antigamente.

Vide o Deportivo Tolima, que eliminou o Corinthians nesta fase da Libertadores, por tirar proveito dessas dificuldades que citei acima.

Se os jogos tivessem acontecido um mês e meio depois, acho improvável que conseguissem aquele feito.

Por isso a perda do terceiro lugar do Brasileirão foi ruim.

Se passar…

Se superar o obstáculo ‘cafetero’ terá o São Paulo e o San Lorenzo, além do uruguaio Danúbio, na fase de grupos.

O atual campeão da Libertadores perdeu meia dúzia de titulares desde a conquista.

O time uruguaio, por conta do orçamento muito inferior ao dos brasileiros e de normalmente mandar seus jogos do torneio continental no Centenário –  no campeonato uruguaio atua no pequeno Jardines Del Hipódramo –  será a zebra.

Contra o time do Morumbi fará um clássico inédito, que tende a mexer com os nervos dos torcedores de ambos, na maior competição da América do Sul.

Como o time de Boedo não pode concorrer na parte econômica contra os gigantes brasileiros, a tendência é que Corinthians e São Paulo, se os dirigentes não fizerem um monte de besteiras, contem com os elencos mais capazes do grupo.

Mas o futebol tem os duelos tático e físico além do técnico, e o psicológico, no qual os brasileiros costumam levar baile.

Mas tal assunto tratarei quando as inscrições dos atletas de todos os times forem feitas.

Não tenho como me aprofundar antes de saber quem será negociado e contratado por eles.

Escrito por Vitor Birner às 18:11 Vitor Birner 64 Comentários

2 dez

Palmeiras devia ter escolhido o Pacaembu; na recém-inaugurada arena só tem a perder

Birnadas

De Vitor Birner

No lugar do presidente Paulo Nobre, eu teria levado o jogo contra o Atlético PR ao Pacaembu.

Isso nada tem a ver com as recomendações do Ministério Público.

Acho que o Palestra não irá à segunda divisão. É o meu palpite, não convicção absoluta, por causa do ponto a mais na tabela de classificação, superioridade no critério de desempate e doutras circunstâncias.

Meu chute a respeito de quem será rebaixado seria o mesmo com o jogo no estádio moderno ou no antigo.

Por motivos técnicos e outro que é muito específico do esporte mais popular do planeta, minha escolha seria diferente da feita pelo presidente.

Técnicos

Os jogadores não estão mais habituados ao novo palco do que ao antigo e belo estádio municipal.

O mesmo vale para os torcedores que irão apoiar o Palestra.

Do ponto de vista esportivo, aquele da bola rolando e cada vez mais desprezado para a suposta melhora do faturamento dos clubes, ou haverá benefícios por atuar, neste momento, no Paulo Machado de Carvalho, ou na pior das hipóteses não haverá prejuízos.

Mística

Tratar os resultados do futebol de maneira ultra-gelada, como se o fracasso do passado fosse apagado pelo sucesso do presente, é algo muito racional e irreal se levarmos em conta o que torna o esporte tão especial.

No futebol-empresa feito de maneira construtiva e não predatória como muitas vezes acontece, as decisões racionais da gestão servem para potencializar as emoções de quem ama as agremiações.

Uma indústria, por exemplo,  se perdeu dinheiro faz 10 anos, quase faliu, sobreviveu, e hoje gera muito lucro, passa a ser referência por ter vencido as dificuldades e se tornar rentável.

Os proprietários não ficam lamentando os fracassos passado.

Nenhuma conquista apaga os rebaixamentos de um grande clube de futebol.

Ganhar Brasileirões, Mundias e Libertadores transforma o humor dos seus torcedores.

Eles ficam felizes, orgulhosos do time que amam e empolgados por causa dos resultados.

Mas as cicatrizes da derrocada, que não combinam com o tamanho da instituição, continuam em algum lugar e, vira e mexe, cedo ou tarde, voltam a irritá-los quando os adversários lembram delas.

O futebol é uma competição.

Imagine se o time for rebaixado jogando na Arena, ainda mais logo depois de estrear lá com derrota; qual tipo de ‘mística’ será criada no local?

Não cair é apenas uma obrigação de um time gigante e vencedor como o Palmeiras.

Ou seja:

As duas possibilidades, diante da opção de atuar na Arena, são cumprir o objetivo de momento e evitar que o local fique marcado de maneira negativa, ou viver o drama do rebaixamento e ver os torcedores de Santos, Corinthians e São Paulo, juntos com parte da imprensa, fazendo comentários sobre o começo da história do novo estádio do time.

Ano que vem no paulistinha, a maioria dos pequenos tem elencos piores que os dos grandes e a adaptação à Arena pode acontecer naturalmente, com tranquilidade, como deveria ter sido programado.

Escrito por Vitor Birner às 18:46 Vitor Birner 280 Comentários

2 dez

Discordo da seleção do campeonato brasileiro que a CBF montou

Birnadas, Brasileirão

De Vitor Birner

Não gostei da seleção que a CBF fez do campeonato brasileiro.

A ideia é escolher quem foi melhor nos jogos do campeonato.

Tanto faz quem é realmente melhor jogador ou qual deles o leitor do blog contrataria para seu time.

Por isso os desempenhos na Copa do Brasil, Libertadores, Estaduais, Mundial e outros não devem ser levados em conta.

Repito: não é a seleção dos melhores do ano, dos mais competentes ou de quem tem mais nome.

De qualquer forma, a seleção do leitor do blog, da entidade ou a minha refletem o momento mediano, com pouco tempero, do futebol nacional.

O brilho dos destaques do campeonato, se levarmos em conta o desempenho geral deles, não foi dos maiores.

Os dela e os meus

A entidade elegeu Jefferson como o melhor goleiro do Brasileirão.

Discordo com veemência.

Escolho o Marcelo Grohe. E se não fosse o gremista, seria  o Tiago Volpi do Figueirense.

Nas laterais, onde a CBF preferiu Marcos Rocha e Egídio, fico com o Mayke e o Zé Roberto.

No lugar do Dedé opto pelo Rhodolfo e desloco o Gil para a direita da dupla.

Quase escalei  o Jamerson, pois foi bastante exigido porque o time marcou no campo de ataque e tem características ofensivas.

Mantive o zagueiro do Corinthians, apesar de erros tolos na marcação de cruzamentos, com base em critérios similares aos da minhas escolhas escolhas dos atletas do Grêmio.m

Os volantes da CBF são Lucas Silva e Souza. Concordo com o primeiro e troco o outro por Aranguiz.

Acho a disputa entre o chileno e o são-paulino equilibradas. Fiquei com o gringo porque brilhou no 1° turno.

Sim! É a seleção do Brasileirão, onde as rodadas têm valor igual,  não a dos últimos meses que parecem prevalecer na hora da votação.

Por isso, troco Diego Tardelli, na da CBF, por Paulo Henrique Ganso.

E faço coro com as Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Guerrero.

Meu time ficou assim: Marcelo Grohe; Mayke, Gil, Rhodolfo e Zé Roberto; Lucas Silva, Aranguíz, Ganso e Ricardo Goulart; Everton Ribeiro e Guerrero.

O técnico é o Marcelo Oliveira.

Explico as razões de discordar

Coloquei o Grohe por causa das defesas difíceis e por ter feito o recorde de 766 minutos sem tomar gols.

O zagueiro e lateral do Grêmio foram beneficiados por um sistema de marcação muito forte em frente a eles, mas não podem ser culpados por isso. O time não chegou à libertadores por causa da fragilidade na criação no meio de campo.

Marcos Rocha, pela Copa do Brasil, mereceria o lugar na lateral da seleção.

Mas o Mayke, no campeonato brasileiro, foi absoluto na função.

Aranguiz jogou muito antes da Copa do Mundo.

Foi, naquelas 9 rodadas, o melhor boleiro do campeonato.

Depois teve desempenho similar ao de Souza.

Como o torneio foi muito carente de jogadores com fases que chamaram a atenção pelo ótimo futebol, decidi colocá-lo na seleção.

A escolha de Ganso e não do Tardelli tem critérios iguais aos de Mayke no lugar de Marcos Rocha.

Se fosse na Copa do Brasil, ficaria com o atleticano. Porém a seleção é a do campeonato brasileiro e o líder técnico do Galo foi pior que o do São Paulo nesse torneio.

O time tem três boleiros do Grêmio, o que pode parecer absurdo até olhar a tabela de classificação e ver quantos gols o time levou.

Os quatro do Cruzeiro que formam o pilar do sistema ofensivo celeste eficaz do começo ao fim da competição.

O principal jogador do meio de campo do Internacional no campeonato.

E o melhor tecnicamente do São Paulo, time que ficou com o vice por causa da qualidade no trato da bola e não da força de marcação.

O Corinthians foi um com Guerrero e outro nas ausências dele.

Por isso o peruano mereceu a honraria.

Sei que a seleção do campeonato, seja a minha ou a da CBF, não empolga.

Ela reflete o futebol que vimos no torneio.

Tem sido assim faz mais de uma década e a tendência e a tendência é continuar parecida como a gestão dos clubes e principalmente da entidade responsável por elaborar o calendários dos jogos.

 

Escrito por Vitor Birner às 13:59 Vitor Birner 40 Comentários

30 nov

Botafogo tinha percentual de pontos suficiente para não ser rebaixado até demitir Sheik e mais três jogadores

Birnadas, Brasileirão

De Vitor Birner

O Botafogo tinha 36,1% de aproveitamento de pontos, após sete vitórias, cinco empates e treze derrotas,  quando Maurício Assumpção mandou embora Bolívar, Edilson, Sheik e Julio Cesar.

A medida que o ex-presidente disse ter sido tomado para o time fugir do rebaixamento teve o efeito esperado por quem enxergou o momento com a frieza que faltou ao então principal gestor do clube .

O percentual de pontos, que era ruim, despencou para 19,52% nos 12 jogos após a exclusão dos atletas do elenco. Foram apenas duas vitórias e um empate desde então.

O Palmeiras, pior entre os times fora da zona do rebaixamento, conquistou 35,1% dos pontos, percentual inferior ao do Glorioso antes das dispensas, e continua fora da zona do rebaixamento.

O Vitória, logo atrás, tem 34,2%.

Não tenho como afirmar se os comandados de Vágner Mancini cairiam ou não caso o presidente suportasse as críticas dos boleiros demitidos e os mantivesse até o final da temporada.

Mas não há como negar que a chance de conseguir permanecer na primeira divisão era muito maior com eles.

Detalhes nas rodadas seguintes resolveriam, tal qual tem ocorrido.

Mas a direção nem permitiu ela acontecer.

As rescisões dos contratos dos jogadores diminuíram a qualidade técnica do elenco, as possibilidades táticas para o treinador trabalhar e a quantidade de boleiros experientes que poderiam lidar com o peso da disputa contra o rebaixamento.

Encerraram, na prática, a possibilidade de o Glorioso continuar na elite.

Em suma, o time ‘caiu’ na rodada de número vinte e cinco.

Escrito por Vitor Birner às 20:27 Vitor Birner 70 Comentários