17 set

Você continua sendo a vítima da CBF; a seleção brasileira é quem tinha que pagar a conta

Birnadas, Seleção Brasileira

De Vitor Birner

Prejudicados

Novamente os torcedores de Cruzeiro, Corinthians, Botafogo, Santos e Atlético MG serão prejudicados por causa da convocação de seus jogadores para a seleção brasileira.

Não contarão com importantes jogadores em duas rodadas do campeonato brasileiro e na partida de volta nas quartas-de-final da Copa do Brasil.

O Glorioso, porque atua em 16 de outubro no mata-mata e o Brasil enfrenta o Japão no dia 14 em Cingapura, ainda pode cogitar a pequena chance de ter Jefferson com o fuso horário virado no confronto decisivo contra o Peixe.

Intimidador

Dunga, na entrevista coletiva em que divulgou a lista dos convocados, disse que uma simples carta pedindo a liberação dos jogadores bastará para os mesmos serem dispensados.

A afirmação do treinador foi um ataque desafiador mencionado em tom gentil.

Acho que realmente o comandante atenderá os pedidos.

Mas ele conhece os bastidores do futebol e nas entrelinhas perguntou aos próprios cartolas dos clubes qual terá peito de pedir a dispensa dos funcionários.

Medrosos e interessados

As partidas da seleção foram marcadas nas famosas datas-Fifa e a CBF, ciente delas, determinou a realização de jogos nos torneios nacionais no período separado para os selecionados atuarem.

O raciocínio lógico do profissionalismo que os dirigentes tanto falam na hora de justificarem o alto valor dos ingressos, convenientemente e covardemente é esquecido nestes casos.

Times de futebol, ao menos enquanto não se transformarem em empresas, forem obrigados a pagar impostos como elas e tiverem uma loteria para ajudá-los a quitar o que devem, existem para satisfazer o torcedor e precisam dos melhores resultados possíveis em campo para cumprirem tal objetivo.

A CBF, que tem na seleção a sua principal fonte de lucro, fez a confusão e o correto seria assumir a responsabilidade pelos próprios erros.

O prejuízo deveria ficar para ela e não aos torcedores, que são também o mercado consumidor e a razão única de os clubes grandes ganharem tanto dinheiro.

Mas há cartolas morrendo de medo e outros fazendo o jogo político.

Alguns, por exemplo, vivem com problemas financeiros nos clubes, têm dinheiro a receber da instituição dirigida por Marin pela cessão de jogadores à seleção, e não cobram a dívida ou fazem isso de maneira tímida.

Eles também temem os jogadores.

Os atletas em regra querem defender a seleção e os dirigentes normalmente não se opõem, apesar de pagarem os salários deles, porque evitam a insatisfação dos boleiros e de seus empresários, pois dependem desses últimos para a busca de reforços.

Os cartolas são reféns da própria incompetência e parecem gostar da situação.

Quando o funcionário é valorizado na seleção a chance de conseguirem negociá-lo por uma fortuna aumenta.

Ou seja:

O dinheiro e as questões pessoais estão muito acima dos resultados das agremiações.

Em suma, o clube que você ama fica em terceiro plano, tirante em algumas exceções.

A seleção dirigida por Dunga é quem deveria, neste momento, pagar pelo calendário destrutivo preparado pela Confederação Brasileira de Futebol.

Não você.

O torcedor dos times, aqueles do dia a dia e não apenas de Copa do Mundo, é desrespeitado pelos cartolas da CBF e dos clubes.

Me pergunto se um dia essa aberração acabará.

União

A inclusão do clubismo neste debate é excelente para a manutenção do cenário atual.

Tirar sarro do adversário ou relembrar quantas vezes o seu time foi prejudicado são questões inúteis.

Hoje foi a equipe de um, amanhã será a do outro, depois a sua….

Na verdade a CBF tem que reformular o calendário e arcar com a diminuição do próprio lucro com a seleção, caso seja necessário.

Lembro que os times com estrangeiros em seus elencos também serão prejudicados pela realização de jogos no Brasil em datas-Fifa.

Isentos

A diferença é que nesses casos as confederações de outras nações ficam isentas de responsabilidade, pois não têm nenhuma ingerência na definição do calendário do futebol brasileiro.

 

Escrito por Vitor Birner às 15:19 Vitor Birner Sem Comentário

16 set

Contrato de Pato com o São Paulo pode ser rescindido caso enfrente o Corinthians, inclusive se a multa de R$ 5 milhões for paga

Birnadas, De primeira

De Vitor Birner

O Corinthians pode impedir a participação de Pato no clássico de domingo, inclusive se o São Paulo pagar a multa de R$ 5 milhões (este é o valor estipulado em contrato).

Quando houve a negociação, a direção do time do Morumbi queria estipular a multa em R$1 milhão.

Mas o departamento jurídico corintiano exigiu o valor de R$ 5 milhões e a negociação foi fechada assim.

A direção do Alvinegro fez questão de evitar de qualquer maneira a presença do atacante nos Majestosos.

A maior prova disso é que as restrições vão além da econômica.

O São Paulo, caso decida bancar a quantia, é obrigado a comunicar o adversário 24 horas antes.

E o Corinthians precisa permitir, dar a anuência, para o atleta entrar em campo.

Se os cartolas do Alvinegro não fornecerem um documento liberando o jogador para atuar, o contrato de Pato com o São Paulo será rescindido.

Inclusive se o atual vice-líder do Brasileirão pagar os R$ 5 milhões.

Está claro que o Corinthians se protegeu de todas as maneiras possíveis para impedir Pato de enfrentá-lo.

Não creio que decida abrir mão de tudo para escalar Jadson, hoje em dia reserva do time.

O valor estipulado para Jadson entrar em campo é igual.

Importante:

Ano que vem o meia poderá jogar os clássicos diante do São Paulo e o atacante continuará fora.

Isso acontece porque o empréstimo de Jadson para o Alvinegro acabará no final do ano, enquanto o de Pato será encerrado no fim da próximo ano.

Jadson tinha contrato com o São Paulo até dezembro de 2014 e a partir de janeiro será atleta do Corinthians,  enquanto o vínculo profissional de Pato com o clube do presidente Mário Gobbi terminará em 2016.

Lembro

Tratei deste assunto faz alguns meses.

Repito: o valor da multa é de R$ 5 milhões.

O mundo pode dizer o contrário, mas o valor estipulado em contrato é este.

Outro dia Carlos Miguel Aidar reclamou da situação financeira do clube.

Jadson é reserva no Corinthians.

Não compensa, para o Alvinegro, liberar a participação do atacante no jogo para ganhar em troca a do meia.

A presença de Pato no clássico de domingo é praticamente impossível.

A chance de ele jogar depende de Mano Menezes achar interessante as liberações de Pato e Jadson,  de o São Paulo cometer a insanidade de bancar a multa e o Corinthians aceitar ou de clubes negociarem valor menor.

Escrito por Vitor Birner às 14:06 Vitor Birner 116 Comentários

14 set

São Paulo joga melhor que o líder, vence e pode brigar pelo título se mantiver a regularidade; Cruzeiro precisa reencontrar seu futebol do 1° turno

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

São Paulo 2×0 Cruzeiro 

Os times encararam o jogo como se fosse uma decisão.

Extremamente aplicados na parte defensiva, deram poucos espaços até o gol do São Paulo.

Vuaden acertou ao marcar o pênalti e falhou por não expulsar Dedé no lance.

O Cruzeiro se perdeu depois de ficar em desvantagem no placar.

Foi para cima atacando sempre pelos lados e pouco ameaçou.

Os comandados de Muricy acertaram na marcação desses lances e dos cruzamentos, seus pontos vulneráveis em vários confrontos do Brasileirão.

Criaram mais chances que o adversário ao longo do jogo.

Fábio foi, de longe, o melhor da Raposa.

Kardec aproveitou a moleza dada pela zaga cruzeirense para garantir a vitória.

A vitória merecida do São Paulo diminuiu a sua diferença entre e ele e o líder para quatro pontos, o que não é muito se levarmos em conta que ainda há 51 em disputa.

A questão é saber se o time de Muricy manterá a regularidade, fator fundamental em torneios de pontos corridos, para lutar pelo título, e se a Raposa, que tem oscilado durante as últimas partidas, será capaz de repetir o futebol que mostrou no 1° turno.

Enquanto o Cruzeiro não puder ser ultrapassado na tabela de classificação em apenas uma rodada, a situação do campeão brasileiro continuará sendo razoavelmente confortável.

Mas o conforto diminuiu.

Confiança e repetição

Os treinadores repetiram as propostas de jogos e esquemas táticos principais de seus times.

Muricy utilizou o 4-4-2 com Ganso e Kaká abertos, respectivamente dos lados direito e esquerdo, na mesma linha dos volantes Souza e Denílson, na formação do sistema defensivo.

Kardec e Pato, um de cada vez, ajudaram o meio de campo no trabalho de marcação. O ex-jogador do Palmeiras participou mais.

O companheiro de ataque ficou adianto porque é veloz e podia levar a melhor contra o estabanado Dedé e Leo.

De posse da bola, Kaká e e Ganso atuam em frente ao volantes e se movimentam muito.

Souza também participou constantemente do sistema ofensivo.

Os laterais Auro e Alvaro Pereira apoiaram de forma tímida.

Marcelo Oliveira usou o 4-2-3-1 campeão brasileiro no último Brasileirão e líder do torneio em andamento.

Manteve Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart, na direita e no centro do perigoso e rápido trio de criação, e optou pelo jovem Alisson na esquerda.

Os três voltaram para ajudar Lucas Silva e Nilton, opção do técnico para a vaga de Henrique, suspenso.

A ausência do titular gerou algum prejuízo na parte ofensiva.

Isso não impediu o Cruzeiro de usar os laterais Maike e Ceará, além da dupla de volantes, nas tentativas de a equipe criar lances de perigo.

Respeito

São Paulo e Cruzeiro alternaram dois posicionamentos no começo da marcação.

Ou pressionaram a saída de jogo ou iniciaram as tentativas de recuperação de bola cerca 15 ou 20 metros à frente da linha que divide o gramado.

A enorme dedicação à parte defensiva mostrou o respeito de ambos pelo sistema ofensivo que cada um enfrentou.

Durante 35 minutos os times não conseguiram fazer a transição de bola, pelo chão, ao ataque.

Viveram de lançamentos longos na maioria das vezes.

As oportunidades que tiveram foram geradas por falhas individuais.

Aos 5, Everton Ribeiro errou o passe no meio, a bola bateu em Alan Kardec, ficou para o Pato no contra-ataque que terminou com Ganso. livre, chutando de fora da área e Fábio defendendo com tranquilidade.

Aos 16, Ganso cobrou a falta, Ricardo Goulart marcava Toloi na jogada aérea, mas não acompanhou o zagueiro, que ficou livre na pequena área e perdeu uma grande oportunidade porque furou o cabeceio.

Nesse lance, além do equívoco do meia, também houve o de leitura do confronto, pois Marcelo Moreno era o o cara certo para vigiar o zagueiro.

Aos 18, Rogério Ceni falhou no lançamento longo, Ricardo Goulart ficou sozinho na meia e tentou encobrir o goleiro.

Por pouco não conseguiu.

Aos 28, o sistema defensivo do São Paulo bobeou e o Cruzeiro mostrou sua tradicional e admirável qualidade ao contra-atacar.

Começou com Everton Ribeiro e depois da rápida torca de passes, Ricardo Goulart, na área, finalizou forte no ângulo esquerdo.

Rogério Ceni relembrou seus ótimos momentos ao fazer a defesa difícil.

Meio acerto do árbitro

Aos 36, Ganso, na área, driblou Dedé e o zagueiro, estabanado como de costume em momentos difíceis, derrubou o meia após ser driblado.

O árbitro deu o pênalti, mas não mostrou o amarelo porque seria obrigado a expulsar o zagueiro.

Ou seja, amarelou do jeito errado.

O próprio Dedé, no ato de rara honestidade no mundo do futebol, disse, de acordo com informação de repórteres no jogo,  que fez pênalti e acharia normal ser excluído do confronto por causa da infração.

A questão é o critério adotado pelos árbitros.

O cartão amarelo mostrado ao zagueiro Titi, na vitória por 2×1 contra o Bahia, mostra a diferença de interpretação dos árbitros e a falha de Vuaden.

Se normalmente não fosse mostrado o amarelo nas jogadas parecidas, eu diria que o responsável pelo cumprimento das regras acertou.

Kaká, por causa da reclamação, foi punido.

Rogério Ceni cobrou forte, no meio de gol, e Fábio, ao invés de esperar o chute, caiu antes dele no canto esquerdo.

Cruzeiro se perde

Cruzeiro, tal qual se diz no futebolês, sentiu o gol.

O São Paulo frequentou mais o ataque e quase ampliou aos 45 minutos.

Lançamento muito difícil, bonito e perfeito de Kardec colocou Kaká de frente para o Fábio.

O goleiro, preciso e também perfeito, saiu rapidamente, fechou o ângulo e impediu o gol.

Atento

Alguns ex-árbitros confirmaram, depois de encerrarem suas carreiras, que ficavam sabendo dos seus erros, pois alguém acabava contando, no vestiário durante os intervalos dos jogos.

Marcelo Oliveira fez a leitura perfeita da situação e voltou do período de descanso com Manoel no lugar do Dedé.

O titular entraria em campo sob o olhar diferente de Leandro Vuaden.

Estava pendurado e treinador orientou os jogadores para adotarem proposta de jogo mais arriscada.

São Paulo aproveita necessidade do Cruzeiro

A Raposa tem atletas rápidos na linha de três do 4-2-3-1 e os laterais frequentam muito o ataque.

Marcelo Oliveira certamente viu os confrontos anteriores do adversário e os erros defensivos na marcação naquelas regiões do campo e nas bolas aéreas.

Perdendo por 1×0, o treinador insistiu na ideia de atacar pelos lados.

O fez de maneira mais agressiva, abrindo espaços para os contra-ataques.

Os comandados de Muricy repetiram os acertos do 1° tempo na parte defensiva e aproveitaram as lacunas deixadas pelos celestes.

Logo aos 4 minutos, Maike ficou sozinho contra Alvaro Pereira e Kaká. O uruguaio tocou para o meia cruzar e Alan Kardec, de frente para o Fabio, de longe o destaque cruzeirense no confronto, perdeu a chance.

Em seguida a Raposa teve a melhor oportunidade para igualar e mudar o clima no Morumbi barulhento e lotado.

Everton Ribeiro, que em alguns momentos trocou de lado com Alisson, recebeu a bola do lado esquerdo da área com a defesa são-paulina desarrumada.

Podia tocar para Ricardo Goulart ou Marcelo Moreno, os dois livres e um pouco atrás dele, ou chutar com Rogério Ceni fechando o ângulo.

Preferiu bater com força, o goleiro defendeu e os companheiros de Ribeiro reclamaram.

São Paulo melhor

O Cruzeiro decidiu ir para cima em busca do empate.

Mas a postura ousada foi melhor para o rival.

O São Paulo, com a participação intensa de  Kardec na marcação, jogou um pouco mais atrás, parou o forte sistema ofensivo cruzeirense e apostou nos contra-ataques, cruzamentos e chutes de média distância.

Também fez o possível para valorizar a posse de bola.

Aos 16, Edson Silva, de fora da área, obrigou Fabio a fazer outra defesa difícil.

Aos 18, Marcelo Oliveira abriu mão de um volante ao substituir Lucas Silva por Dagoberto.

A mexida não surtiu efeito positivo.

Kardec aproveita a falha e amplia

Aos 25, Ganso cobrou escanteio, Marcelo Moreno desviou a bola e Kardec, na pequena área, com reflexo rápido conseguiu cabecear meio torto e cara a cara com Fabio.

O goleiro fez uma bonita defesa e o centroavante, no rebote, fez o gol.

Não é possível o sistema defensivo do Cruzeiro deixar o especialista na bola aérea completamente livre.

Acho que o erro foi do Léo, mas de qualquer maneira havia apenas o zagueiro e um companheiro cuidando de Kardec e Pato.

Controlou

O São Paulo mandou no restante do confronto.

Marcelo Oliveira substituiu Ricardo Goulart, que jogou mal, por Julio Baptista que só é superior ao titular na jogada aérea.

Como o Cruzeiro perdeu o duelo para o sistema defensivo do São Paulo e apostou nas jogadas pelos lados, tinha que levantar bolas na área para tentar achar o gol e mudar o ‘placar’ do duelo emocional ( jogo de futebol é uma disputa tática, técnica, física e psicológica) totalmente favorável ao time mandante.

A mudança facilitou ainda mais para o São Paulo manter a bola no ataque enquanto os torcedores comemoravam na arquibancada e gritavam olé.

Michel Bastos entrou no lugar de Pato, que não fez gol mas de fato atuou muito bem, aos 41 minutos.

Vitória justa do vice-líder do Brasileirão

Ficha do jogo

São Paulo – Rogério Ceni; Auro, Rafael Toloi, Edson Silva e Alvaro Pereira; Denilson, Souza, Ganso e Kaká; Alexandre Pato (Michel Bastos) e Alan Kardec
Técnico: Muricy Ramalho.

Cruzeiro – Fábio; Mayke, Léo, Dedé (Manoel) e Ceará; Nilton e Lucas Silva (Dagoberto); Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart (Júlio Baptista) e Alisson; e Marcelo Moreno
Técnico: Marcelo Oliveira.

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa)
Assistentes: Rafael da Silva Alves e José Antônio Chaves Franco Filho
Público: 58.627 pagantes. Renda: R$ 2.485.066,00

Escrito por Vitor Birner às 19:28 Vitor Birner 145 Comentários

12 set

Guerra política no São Paulo começou meses atrás; conheça as entranhas da crise

De primeira

De Vitor Birner

“O que foi que eu fiz?”

A pergunta em tom de arrependimento foi feita por Juvenal Juvêncio a si mesmo, em conversa com alguns de seus homens de confiança, no período da Copa do Mundo (quando o São Paulo excursionou nos EUA).

Tinha a ver com o fato de optar por Carlos Miguel Aidar como seu sucessor e com a quantidade de jogadores ruins, mais de duas dezenas segundo gente próxima ao ex-presidente, que duas pessoas com cargos na atual gestão – uma delas saiu –   indicaram para o São Paulo contratar na intertemporada forçada pelo Mundial.

Esses parceiros do ex-presidente acham inexplicável, por fatores técnicos do futebol, a iniciativa.

Ataíde Gil Guerrero, vice-presidente de futebol escolhido por Aidar, ( Ataíde é amigo de Juvenal e lutaram juntos na briga do Clube dos 13  para a realização da negociação em bloco dos direitos de transmissão dos jogos, aquela implodida por Andrés Sanchez),  vetou, de acordo com os desconfiados, a chegada daqueles boleiros ao elenco por causa da má qualidade dos atletas.

Falam que durante o Mundial houve, inclusive, a possibilidade de alguns diretores renunciarem aos seus cargos por causa disso e que Ataíde Gil Guerrero corre o risco até hoje de perder o posto porque barrou os jogadores.

Lembram que o cargo de Ataíde Gil Guerrero tem alto valor em uma barganha política.

Tentei falar com o vice-presidente de futebol, mas o celular estava na caixa postal.

As mesmas pessoas desconfiadas me disseram durante a campanha para presidente do São Paulo que as duas chapas eram de oposição.

Uma delas me falou, em junho, que Carlos Miguel Aidar tentaria arrumar um jeito para justificar a saída de Juvenal Juvêncio da diretoria de futebol amador.

A primeira especulação não tenho como afirmar se realmente procedia ou foi apenas intriga política.

A outra se transformou aparentemente em notícia por causa da entrevista de Carlos Miguel Aidar à Folha de SP.

O tamanho da dívida é muito inferior ao orçamento anual e não justifica a crise de relacionamento.

A situação financeira da instituição, apesar de não ser a ideal, é melhor que a de quase todos grandes clubes do país e possível de ser administrada.

Não havia motivo técnico para Aidar botar lenha na fogueira, ainda mais depois de ter trocado quase toda a diretoria dos tempos de Juvenal e mantido Osvaldo Vieira de Abreu como diretor financeiro.

Os defensores de Juvenal Juvêncio fazem outras conjecturas:

Especulam que o atual primeiro mandatário do clube deseja aprovar um projeto de cobertura do Morumbi, precisa de 75% de quórum no conselho, e quer trocar o apoio de seus oposicionistas no último pleito em abril por cargos importantes.

A diretoria de futebol amador, hoje ocupada por Juvenal, seria um deles.

Nos últimos dias, por exemplo, surgiu o boato que Marco Aurélio Cunha, um dos líderes da oposição, ocupará o lugar de Ataíde Gil Guerreiro.

Conversei com MAC,  ontem, e ele negou de maneira enfática ter recebido qualquer convite.

Disse apenas que Aidar o elogiou e comentou que seria bom ter alguém como ele na atual administração, mas de maneira informal.

Isso aconteceu, segundo Marco Aurélio, domingo, no clube, quando se encontraram casualmente no jogo de futebol de sócios amigos deles, do qual não pôde participar porque machucou a panturrilha.

A afirmação de Juvenal sobre a traição de Aidar envolve algo pessoal.

Ele está brigado com o ex-genro Marco Aurélio Cunha e exigiu, ao escolher Carlos Miguel Aidar para sucedê-lo, que nenhum cargo de diretoria fosse dado ao desafeto.

Juvenal acredita, por exemplo, que o projeto da cobertura do Morumbi não foi aprovado porque a oposição liderada por MAC queria cargos em troca.

Fala em sabotagem.

Seu assessor José Francisco Manssur, comentou isso em entrevista ao blog em 5 de maio.

http://blogdobirner.virgula.uol.com.br/2014/05/09/conselheiro-do-sao-paulo-acusa-oposicao-de-boicotar-cobertura-para-tentar-ganhar-cargos-foi-a-comissao-da-mentira-disse/

Marco Aurélio negou com a mesma veemência que houve qualquer negociação de troca de cargos por votos e disse que o projeto da cobertura precisava ser mais bem explicado:

“Era estranho”, comentou.

MAC diz estar concentrado na campanha para deputado estadual e longe da crise política.

A verdade é que os pares de Juvenal Juvêncio estão desconfiados de Carlos Miguel Aidar.

E o atual presidente os culpa pela divulgação de notícias, de acordo com ele inverídicas, que prejudicam sua imagem e administração.

Creditam a um braço direito de Juvenal a reportagem postada no Blog do Paulinho, na qual o blogueiro fala na possibilidade de Aidar beneficiar parceiros e impedir uma concorrência caso a obra da cobertura seja aprovada.

http://blogdopaulinho.wordpress.com/2014/08/29/projeto-morumbi-negocio-beneficia-parceiros-de-aidar/

Do lado de Juvenal, afirmam que nem tinham ideia de nada disso.

O tempo mostrará o que é fato ou boato.

A única certeza é que a entrevista de Carlos Miguel Aidar em nada contribui para melhorar as finanças e a política do clube.

Até dificulta.

Os empresários sérios podem escolher aonde querem investir seu dinheiro e a confusão política é um pequeno entrave para preferirem o time do Morumbi.

E mais:

Ao declarar abertamente que a instituição precisa de grana, Aidar aumentou o poder de barganha de quem cogita estampar a logomarca da empresa na camisa ou fazer quaisquer negociações.

Além disso, a entrevista turbinou uma crise política.

O ideal para o São Paulo é que todas as partes se entendam, inclusive Juvenal e a oposição liderada por Marco Aurélio Cunha.

As questões pessoais devem ser deixadas de lado em prol da instituição.

Os conselheiros têm que pedir explicações caso algo os intrigue e precisam cumprir o papel precípuo de fiscalizar o que se passa em todas as áreas do clube.

Juvenal Juvêncio, até abril, e Carlos Miguel Aidar, daquele mês em diante, se propuseram a comandar a instituição.

Jamais podem esquecer do compromisso, apesar disso ser difícil no sistema de gestão obsoleto do futebol.

A função exige dedicação em tempo integral para lidar com problemas complicados, enormes, e a ‘remuneração’ se limita ao exercício de cuidar de tudo apenas por amor ao clube e ganho de status social, tudo em meio ao clima pesado nos bastidores.

Escrito por Vitor Birner às 15:39 Vitor Birner 84 Comentários

11 set

Mano aposta no contra-ataque e Corinthians derrota o Galo na Arena de Itaquera; time de Levir foi burocrático

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

Corinthians 1×0 Atlético MG

Mano desconsiderou o fato de seu time atuar dentro de casa.

Preparou o Corinthians para marcar e contra-atacar.

Levir também não levou em conta a má campanha do Galo fora de Belo Horizonte.

Tentou jogar no campo de ataque.

A proposta do Atlético, a mais ofensiva, acabou sendo ineficaz seus jogadores erraram vários passes tolos e o sistema defensivo do adversário se apresentou a contento.

O Corinthians criou mais chances de gols que o Galo aproveitando a velocidade de Renato Augusto, Romero e Luciano.

Nas substituições, Mano também levou a melhor contra Levir Culpi.

Contragolpe x ataque

O Corinthians jogou do primeiro ao último minuto no contragolpe.

Iniciou a marcação na linha que divide o gramado para congestionar o campo de defesa, atrair o Atlético e apostar nos lances de velocidade com Romero e Luciano, os atacantes, e Renato Augusto, o meia.

Na parte ofensiva, o time atuou no 4-4-2 e na defensiva no 4-5-1.

A diferença foi o recuo de Luciano, na direita, para ajudar o meio de campo formado por Ralf, Elias, Renato Augusto e Petros a recuperar a bola.

O Galo teve liberdade para trocar passes até o meio de campo.

Levir optou pelo 4-2-3-1 com Luan e Carlos dos lados da linha de três, e Tardelli entre eles, se movimentando para criar os lances de gol.

Os laterais Marcos Rocha e Emerson Conceição avançaram porque Jò, o centroavante, é alto e o adversário tinha sofrido gols recentemente nos cruzamentos.

O Atlético marcou a saída de jogo.

Propôs o jogo, tal qual se diz no futebolês, mais posse de bola e presença no campo de ataque.

A proposta menos ousada foi a mais eficaz no 1° tempo.

Na prática

O Atlético adiantou todo seu time.

Os laterais e zagueiros marcaram fora da área do goleiro Victor.

Mano percebeu e pediu aos seus comandados para tentarem os lançamentos de média distância para Romero e Luciano.

Em 5 minutos, o paraguaio foi acionado duas vezes e seu companheiro uma,

Eles estavam impedidos.

Apesar de não levarem perigo, ficou claro que os atleticanos precisavam tomar cuidado com esse tipo de lance.

Aos 13, tomaram o gol assim.

Ralf carregou a bola e tocou para Romero, em posição duvidosa (jogada difícil para o auxiliar e nem os jogadores do Atlético reclamaram) fazer o cruzamento por baixo e vê-la tocar na defesa do rival antes Petros finalizar.

Foi o primeiro chute do Corinthians no confronto.

O Galo havia arriscado quatro antes.

Logo após ficar em vantagem no placar, o O time de Mano quase ampliou.

Renato Augusto puxou o contra-ataque na direita, tocou para Petros na área, Victor chegou antes do meia e tocou na bola;

Elias, fora da área, apenas com dois adversários, nenhum deles goleiro, entre ele e o gol, chutou e viu o volante Claudinei evitar a comemoração dos quase 25 mil que compareceram à arena Itaquera.

O problema de fundamento

O Galo falhou no passe.

A dificuldade de executar o fundamento básico no futebol impediu o time de transformar o maior tempo com a bola em chances de gol.

Uma vez, em lançamento de Diego Tardelli, entrou na área em condição de empatar.

Diego Tardelli lançou Luan, que finalizou mal.

Os cruzamentos e chutes de fora da área foram as alternativas mais usadas para a equipe tentar furar o bloqueio do Corinthians.

Discordo de Levir

O treinador voltou do intervalo com Guilherme no lugar de Carlos.

Acho que seria melhor tirar o Jô, que vive enorme jejum de gols, ao invés de Carlos e adiantar Diego Tardelli para a função de centroavante.

O sistema ofensivo ficaria menos previsível por causa da movimentação dos quatro jogadores de frente.

O trio de criação, com Luan na direita, Tardelli na esquerda e Guilherme entre eles, se mexeu de maneira interessante, mas faltou a movimentação de Jô para o sistema defensivo corintiano ser obrigado a fazer algo diferente daquilo que realizou.

Parecido

A substituição foi a única novidade após as conversas dos técnicos com os boleiros.

As propostas de jogo de ambos os times continuaram iguais.

E o andamento, com o Corinthians levando algum perigo nos contragolpes e o Galo quase nenhum por causa dos erros nos passes, também.

Preferência

Aos 16, Mano trocou Romero, que se movimentou corretamente e deu a assistência do gol, por Guerrero.

Mano colocou o autor do gol do título mundial é titular.

O principal ponto a ser avaliado é a razão de o treinador preferir continuar com Luciano ao invés do paraguaio.

Ou foi por causa da posição dele, pois Romero jogou como centroavante que não permanece fixo na área, tal qual o titular, e Luciano estava na direita, ou por causa de alguns apagões do gringo na parte defensiva  em outros jogos.

Ele estava um pouco melhor que Luciano.

Melhor para o Corinthians

Aos 24, Levir tirou o apagado Jô e o volante Leandro Donizetti para as entradas de André e e Eduardo.

Aos 29, Malcom ocupou a vaga de Luciano.

O Corinthians melhorou e o Galo piorou após as trocas.

O time de Mano recuperou a bola algumas vezes no setor de Malcom e com a defesa atleticana aberta.

Pecou no último passe e na hora de chutar em gol.

Apesar de Renato Augusto acertar o travessão uma vez, o baixo rendimento nos contragolpes durante a etapa complementar foi o maior problema corintiano.

O Galo piorou tanto na marcação quanto na criação.

As falhas nas trocas de passes continuaram grandes.

O time foi pouco objetivo.

No único lance interessante, Guilherme colocou André de frente para o Cássio, o atacante dominou com o peito de maneira horrível, não conseguiu chutar e facilitou a vida do goleiro.

André e Diego Tardelli atuaram como centroavantes 10 ou 15 últimos minutos.

A mudança do 4-2-3-1 para o 4-4-2 facilitou o trabalho do sistema defensivo do Corinthians.

O Galo perdeu o duelo no meio de campo depois da troca do esquema tático.

Ficha do jogo

Corinthians – Cássio; Fagner, Gil, Anderson Martins e Fábio Santos; Ralf, Elias, Petros e Renato Augusto; Ángel Romero (Guerrero) e Luciano (Malcom)
Técnico: Mano Menezes.

Atlético MG – Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Emerson Conceição; Claudinei e Leandro Donizette (Eduardo); Carlos (Guilherme), Diego Tardelli e Luan; Jô (André)
Técnico: Levir Culpi

Árbitro: Dewson Fernando de Freitas da Silva
Auxiliares: Marcio Gleidson Correia Dias e Heronildo S. Freitas da Silva
Público: 24970 torcedores – Renda: R$1.335.654,00

 

Escrito por Vitor Birner às 23:33 Vitor Birner 23 Comentários

11 set

São Paulo vence jogo emocionante contra o Botafogo; ambos os times poderiam fazer mais gols

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

Botafogo 2x4 São Paulo

Não há nenhum exagero em dizer que o Botafogo abriu mão do mando esportivo de jogo em troca de dinheiro.

Havia muito mais são-paulinos que botafoguenses no elefante branco construído para a Copa do Mundo em Brasília.

Em campo, a técnica superior dos comandados de Muricy prevaleceu no jogo cheio de falhas dos sistemas defensivos.

Ambos os times perderam gols.

A diferença de qualidade no último passe e finalizações foi fundamental para o São Paulo terminar o 1° tempo com vantagem de 3 x 2.

A expulsão tola de Airton, logo após o período de descanso, merecia a punição que e a diretoria do clube não tem moral para dar.

Ela praticamente acabou com as chances do Glorioso.

Desequilibrou o jogo.

Depois do merecido cartão vermelho que levou pelo pisão em Pato, o confronto ficou tranquilo para a equipe de Muricy.

O São Paulo controlou as ações, mandou no jogo com um a mais em campo, e fez outro gol depois de o Botafogo decidir correr riscos em busca do empate e dar espaço para o contragolpe.

Propostas e movimentação

Vágner Mancini precisou lidar com importantes desfalques.

Utilizou o 4-4-2 com Wallyson pelos lados do ataque, em especial no direito, e ‘tanque’ Ferreyra como centroavante.

Zeballos se posicionou também como atacante, na esquerda, de acordo com as circunstâncias do jogo, mas recuou muito para formar a linha de quatro no meio de campo.

O treinador utilizou Julio César e Gabriel, acostumados a atuarem nas laterais, no meio de campo.

Gabriel ficou em frente ao Rodrigo Souto, deslocado para a lateral-direita, e Julio Cesar como volante ao lado de Airton.

O treinador fez isso para Wallyson ter mais liberdade na direita, pois em tese havia cobertura atrás dele, e Junior César, o lateral na esquerda, poder apoiar.

Muricy optou por Auro, único lateral-direito disponível no elenco, e Michel Bastos nos lugares de Paulo Miranda, machucado, e Alvaro Pereira à disposição da Celeste Olímpica.

O treinador repetiu o 4-4-2 e a forma de o time jogar.

Ganso, na direita, e Kaká, do outro lado, formaram o quarteto do meio de campo na mesma linha dos volantes Denilson e Souza quando o time marcou no campo de defesa.

Nos ataques do Botafogo pelo lado de Ganso, Kardec recuou para ajudar e Pato ficou adiantado.

Nos momentos em que o ‘mandante’ foi à frente pelo esquerda, Pato voltou e Kardec virou o centroavante.

Com a bola, Ganso e Kaká atuaram de fato na meia e Souza pôde avançar.

Michel Bastos também ajudou o sistema defensivo. .

Auro tinha liberdade de fazê-lo, porém o time atacou mais pelo outro lado.

(Wallyson jogou um pouco mais à frente e perto de Ferreyra)

Falhas defensivas e emoções

O Botafogo pressionou a saída de bola para impedir o São Paulo de fazer a transição da defesa ao ataque com ela no chão e evitar a troca de passes do time de Muricy no campo de ataque.

Criou uma chance com menos de dois minutos, mas Rogério Ceni fechou o ângulo e impediu o gol.

As ideias táticas de Mancini teriam sido bem-sucedidos se Gabriel atuasse mais perto de Rodrigo Souto.

Como eles não se entenderam, o lado direito do sistema defensivo botafoguense ficou extremamente vulnerável.

No lance do 1×0. Michel Bastos ficou mano a mano com Rodrigo Souto e driblou o rival como se passasse por um poste de tão grande é a diferença de velocidade entre eles, antes de levantar a cabeça e rolar a bola para Alan Kardec finalizar.

O Botafogo virou o jogo tirando proveiro de uma tradicional falha do sistema defensivo do São Paulo.

Aos 19, Zabellos, aparentemente marcado por Denilson, cabeceou, Rogério defendeu e o paraguaio, no rebote, empatou.

Aos 22, após outro escanteio do mesmo lado, Tolói abaixou a cabeça e fez o gol-contra.

Ele tinha que marcar André Bahia, que tentou cabecear.

O árbitro deu o gol para o botafoguense.

Inverteu

Após observar que o lado direito do sistema defensivo estava cheio de espaço, Mancini desfez a inversão ao mandar Souto atuar no meio e Gabriel na lateral.

A distância entre eles continuou grande.

Aos 36, Pato recebeu a bola com liberdade, carregou a bola na diagonal e chutou com a parte de dentro do pé direito.

Andrey defendeu e Souza, livre, no rebote, igualou o placar.

Aos 40, Pato recebeu a bola também daquele lado e tocou para Souza ganhar de André Bahia e fazer 3×2.

Os sistemas defensivos falhos proporcionaram mais oportunidades além dessas para as duas equipes.

Wallyson, por exemplo, perdeu uma cara a cara com Rogério Ceni.

O goleiro atuou em alto nível com importantes defesas como essa.

Direção não tem como punir

Wallyson desperdiçou mais uma oportunidade logo depois do período de descanso.

Mas não foram as falhas nas finalizações que praticamente encerraram a possibilidade de o Botafogo pontuar.

Aos 3 minutos, Airton pisou em Pato, de propósito, e foi expulso.

Não havia a menor necessidade de o volante agir assim.

Prejudicou o Botafogo.

Merece punição, mas não há como fazer isso porque o clube deve dinheiro a ele e para outros atletas.

São Paulo domina

O time de Muricy, com um a mais, adiantou a marcação, ocupou o campo de defesa do Botafogo e ficou trocando passes.

Teve domínio territorial e correu alguns riscos apenas nos contra-ataques.

Ficou o tempo todo mais perto de ampliar a vantagem de que de sofrer o gol.

Mancini entendeu o que acontecia em campo e foi realista, aos 14, nas alterações.

Posicionou duas linhas de quatro no campo de defesa, a de zagueiros e laterais mais conservadora com todos permanecendo atrás, e aumentou a velocidade do contragolpe ao substituir Junior Cesar e Ferreyra por Sidney e Yuri Mamute.

Julio Cesar foi deslocado para a lateral-esquerda e o quarteto do meio passou a ter saída rápida por ambos os lados com Wallyson e Yuri Mamute.

Osvaldo e Muricy

Aos 22, Muricy trocou Kaká, provavelmente por causa do desgaste físico do meia gerado pela sequência de jogos e porque entrou em campo pendurado com dois amarelos, pelo Osvaldo.

O treinador sabia que o Botafogo cedo ou tarde sairia de trás, caso não achasse o empate durante seu pior momento no jogo, e daria espaço para o contragolpe.

Com o reserva, o sistema ofensivo do São Paulo ficou mais rápido e o defensivo não sofreu prejuízos.

Gegê entrou no lugar do cansado Zeballos aos trinta minutos.

Aos 36, Osvaldo arrancou com a bola, não foi alcançado pelos marcadores na correria, e tocou para o Pato, livre, garantir de vez os três pontos ao seu time.

Muricy, em seguida, tirou Souza, pendurado com o cartão amarelo, e colocou Maicon para ajudar na manutenção de bola.

Aos 39 trocou Denílson por Hudson.

O Botafogo não teve forças para esboçar qualquer tipo de reação e o São Paulo, satisfeito com o resultado, apenas se preocupou em fazer o tempo passar enquanto trocou passes.

Ficha do jogo  

Botafogo – Andrey; Gabriel, Bolívar, André Bahia e Junior Cesar (Sidney); Airton, Rodrigo Souto, Julio Cesar e Zeballos (Gegê); Wallyson e Ferreyra (Yuri Mamute, 14′/2°T)
Téc: Vagner Mancini.

São Paulo – Rogério Ceni: Auro, Rafael Toloi, Edson Silva e Michel Bastos; Denilson (Hudson), Souza (Maicon), Kaká (Osvaldo) e Ganso: Pato e Kardec
Téc: Muricy Ramalho.

Árbitro: Marielson Alves Silva
Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (FIFA) e Elicarlos Franco de Oliveira
Público: 24.857 e Renda: R$ R$ 1.975.740,00

Valeu!!

Os campinhos foram feitos pelo Felipe Bigliazzi Dominguez.

 

Escrito por Vitor Birner às 1:38 Vitor Birner 66 Comentários

11 set

Cícero, improvisado como centroavante, evita derrota do Flu contra o Figueira

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

Comentei Palmeiras 1×0 Criciúma no Placar Uol.

http://futebol.placar.esporte.uol.com.br/futebol/brasileirao/2014/09/10/palmeiras-x-criciuma.htm

Pedi ao Felipe Bigliazzi Dominguez para fazer um relato de Figueirense x Fluminense.

Agradeço ao amigo pelo post.

De Felipe Bigliazzi Dominguez

Figueirense 1 x 1 Fluminense

Nunca abdicando do protagonismo, o Fluminense, mesmo sem jogar uma grande partida, foi buscar um empate, aos 40 minutos do segundo tempo, em um jogo cheio de sobressaltos em Florianópolis.

Diante de um combativo Figueirense, em franca recuperação sob o comando de Argel, o conjunto tricolor começou o jogo propondo o jogo postado no 4-2-3-1, que variava para um 4-4-1-1 nas recomposição defensiva dos meias extremos, Wagner e Kenedy.

A novidade de Cristovão consistia na escalação de Cícero como centroavante para suprir a ausência de Fred.

Conca, de atuação discreta, flutuava sem muitos espaços entre os volantes Marco Antônio e Paulo Roberto, ao passo que Wagner e Kenedy fechavam pelos lados, prendendo a marcação dos laterais, Leandro Silva e William.

Com 60% de posse de bola, o Fluminense dominava as ações, mas criava pouco, fruto da falta de intensidade nos últimos metros e das linhas de quatro bem definidas pelo Figueirense.

As duas chances do Fluminense surgiram em jogadas pelo lado esquerdo com os avanços de Chiquinho, que subia ao ataque sem o devido acompanhamento de Felipe, o meia extremo do Figueirense.

Em uma delas, Conca chutou na trave, após boa troca de passes pelo flanco esquerdo. Para a deficiência pelo setor direito de sua defesa, Argel invertia constantemente seus meias extremos e prendendo os laterais.

Clayton e Everaldo ficavam à espera de um contra-ataque, quase sempre mano a mano contra Elivelton e Marlon, os zagueiros tricolores.

Eis que, aos 39 minutos, em sua única chance real na etapa inicial, o Figueirense encontrou o seu gol graças a um belo passe de Marco Antônio, — aquele mesmo ex- São Paulo e Grêmio, que encontrou Everaldo se beneficiando da saída de bola equivocada e da adiantada linha defensiva do Fluminense para bater Diego Cavalieri.

Para o segundo tempo Cristovão Borges ousou ao colocar o ponteiro Biro Biro no lugar do lesionado zagueiro Elivelton, que após um choque de cabeça, foi preservado e não retornou ao campo.

Com isso, Diguinho foi deslocado para forma a zaga ao lado de Marlon.

Coube a Wagner, então, a missão de formar a dupla de volantes ao lado de Jean.

O Fluminense adiantou ainda mais suas linhas, com Biro Biro bastante ativo diante de Leandro Silva; dessa forma, o ponteiro cavou o segundo cartão do lateral direito do Figueirense aos 8 minutos.

Argel colocou Jefferson na lateral e Nirley na cabeça de área, deixando Marco Antônio e Felipe como meias extremos e Everaldo isolado no ataque.

Para compensar, o árbitro Luiz Flávio de Oliveira expulsou Bruno e emparelhou o confronto.

O Fluminense seguiu com o domínio territorial e carente de ideias nos metros finais.

No final, após tanto insistir com cruzamentos, Kenedy acertou um belo chute que desviou na zaga, beijando a trave e deixando o gol a mercê para Cícero, o novo centroavante, anotar o empate.

O Fluminense soma 32 pontos, estacionando no sexto lugar.

O Figueirense vai aos 25 pontos, consolidando sua posição no meio da tabela.

Ficha técnica:

Figueirense: Luan Polli; Leandro Silva, Marquinhos, Thiago Heleno, William; Felipe(Leo Lisboa), Marco Antônio, Paulo Roberto, Giovanni Augusto(Nirley); Clayton(Jefferson) e Everaldo. DT: Argel Fucks

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Elivelton Marlon, Chiquinho; Jean, Diguinho; Wagner, Conca, Kenedy(Matheus Carvalho); Cícero. DT: Cristovão Borges

Estádio Orlando Scarpelli em Florianópolis

Escrito por Vitor Birner às 0:45 Vitor Birner Sem Comentário

9 set

Gilmar x Cilinho e Rojas; eis o que presenciei, antes de ser jornalista, no São Paulo

Birnadas

De Vitor Birner

Li as críticas de Cilinho ao Gilmar, hoje coordenador geral das seleções brasileiras de futebol, na entrevista aos jornalistas Adriano Wilkson e Vanderlei Lima do UOL Esporte.

http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2014/09/09/ex-tecnico-critica-gilmar-rinaldi-coordenador-da-cbf-nao-e-confiavel.htm

As afirmações do treinador me fizeram lembrar de um episódio.

Sempre acompanhei muito futebol.

Além dos jogos de profissionais, frequentava os das categorias de base, treinamentos e bastidores se possível.

Antigamente, qualquer um entrava nos vestiários e treinos.

Não era necessário ser sócio dos clubes ou ter qualquer tipo de regalia.

Numa das vezes em que fui ao CT do São Paulo, único time grande paulista a ter o local planejado para isso, quando eu tinha, salvo engano, 19 ou 20 anos, e vi uma situação curiosa.

O time vivia o momento interessante

Havia comemorado o título do Brasileirão cerca de um antes (fui em todos jogos do mata-mata, dentro e fora da cidade, no mata-mata, além de muitos da fase de classificação), e os estaduais de 1985,  importante naquela época, no qual estive em todos os jogos na capital e no interior, e o de 1987.

Vi as campanhas do São Paulo inteiras, ou quase isso, além de confrontos doutras agremiações, sentado ou em pé no cimento das arquibancadas.

No CT,  eu queria bater um papo com os jogadores e ver o treinamento.

Coisa de torcedor.

Eles raramente deixavam de dar atenção.

Tinham notoriedade, mas não o status de estrelas pop como hoje em dia.

O Rojas passou primeiro.

O desânimo do chileno me chamou a atenção.

Cabisbaixo, caminhou lentamente e praticamente não olhou para os lados.

Quando o chamei, foi gentil e gastou cerca de 5 ou 10 minutos numa conversa sobre questões técnicas e táticas do futebol antes de passar por alguns companheiros do elenco e apenas acenar para cumprimentá-los.

Estava chegando ao trabalho.

Pouco depois, Gilmar apareceu.

Entrou no CT sorridente, um pouco apressado, mas também dispensou alguns minutos para uma conversa comigo e outros torcedores.

Foi extremamente simpático na troca de idéias.

Parecia empolgado.

Cumprimentou os outros jogadores com empolgação e ganhou apertos de mão e abraços dos companheiros aparentemente contentes ao vê-lo.

Eu preferia na época o chileno embaixo das traves e imaginei que estava desanimado porque perdera a posição.

Durante o treino, o clima favorável ao goleiro brasileiro, no grupo de atletas, ficou ainda mais nítido.

Rojas foi praticamente isolado pelos jogadores.

Depois escutei boatos dando conta que o chileno havia sido rejeitado por ser estrangeiro e introspectivo, enquanto Gilmar era extremamente sociável e parceiro dos boleiros.

O que houve de fato, não sei.

Mas a opinião de Cilinho diz respeito a isso.

Escrito por Vitor Birner às 19:21 Vitor Birner 118 Comentários

7 set

Brasil honra a sua tradição perdida de gigante do basquete, dá um baile na Argentina e pega a Sérvia nas quartas-de-final da Copa do Mundo

Birnadas

De Vitor Birner

Deixei o futebol de lado neste domingo porque havia algo muito mais importante para o esporte brasileiro.

O confronto Brasil x Argentina na Copa do Mundo de basquete.

Não escrevi nada no blog (no Facebook já toquei no assunto) sobre o torneio porque desejo torcer!!!!

Meu maior sonho como maluco por esportes é ver o Brasil ganhar o Mundial e a Olimpíada.

O desafio de eliminar o rival mais tradicional, que havia derrotado o Brasil três vezes em mundiais e perdido apenas uma em 1967, era possível, tal qual o jogo mostrou.

O time hermano tirou a seleção bicampeã do mundo da edição anterior do Mundial e da Olimpíada de Londres.

Desfalcado de importante jogadores, o principal deles Manu Ginóbili, mas ainda é forte, sucumbiu diante da defesa consistente preparada por mestre Ruben Magnano.

O técnico, desta vez com todos atletas que convocou, trouxe o basquete masculino brasileiro para o mundo real.

Os compatriotas de Magnano entenderam durante o confronto eliminatório.

O Brasil engoliu o adversário no jogo embaixo do garrafão.

Obrigou o rival a viver de arremessos de dois e três pontos de fora do garrafão.

No 1° quarto, os hermanos tiveram ótimo aproveitamento nos lances de três, o jogo ofensivo brasileiro não foi bom, e terminaram ganhando por 21 x 13.

O Brasil melhorou a marcação segundo quarto.

Os argentinos começaram a errar, insistiram na forma atuar porque não viam a opção de igualar forças embaixo do garrafão, foram se irritando na medida em que aumentou a quantidade de suas falhas e de acertos brasileiros nos arremessos.

O Brasil foi ao vestiário perdendo de 33 x 36 e voltou de lá para dar um vareio.

Após o intervalo, a seleção brasileira massacrou o maior rival.

Passeou em quadra diante de uma equipe irritada por não não encontrar um jeito de encarar de igual para igual os comandados de Magnano.

Não havia como fazê-lo arremessando de tudo quanto é jeito e lugar, menos dentro do garrafão.

Scola perdeu o duelo para os brasileiros.

O clássico terminou com a vitória inquestionável por 85 x 65.

Destaques

A leitura de Magnano do que se passou em quadra, fez enorme diferença.

Huertas estava em uma das suas piores noites (o jogo começou às 22h na Espanha) com a camisa do selecionado.

Permaneceu quinze minutos e vinte e quatro segundos em quadra, falhou nas quatro vezes que arremessou (três da linha dos 3 pontos) durante todo o confronto, e também não acertou o posicionamento defensivo.

O técnico do Brasil entendeu o que se passou, colocou Raulzinho no lugar do armador do Barcelona e viu o Gipuzkoa Basket (equipe espanhola) se destacar.

Raulzinho atuou durante vinte e quatro minutos e vinte segundos,  acertou oito de nove arremessos de dois pontos, o único que arriscou de três, os dois lances-livres que cobrou, pegou um rebote, roubou uma bola e deu duas assistências.

Outro que brilhou foi Varejão mostrando garra à altura de quem veste a camisa mítica, campeã, gloriosa e tão maltratada desde final dos anos 80 pelos homens.

As mulheres, vale lembrar, engrandeceram a história do esporte nacional com as conquistas do título mundial em 1994, a prata olímpica em 96 e o bronze em 2000.

O jogador dos Cavaliers a maior parte do confronto em quadra (32 minutos e quatro segundos) por causa da atitude intensa.

Disputou os lances possíveis e alguns aparentemente perdidos.

Ele, Spliitter, Marquinhos e Nenê foram fundamentais para o Brasil mandar no garrafão e chegar à fase seguinte contra a Sérvia.

Tradicional

A seleção comandada por Magnano derrotou os sérvios na fase de grupos.

O jogo foi complicado, equilibrado.

Apesar da campanha ruim dos europeus (perderam de Espanha, Brasil e França, superaram o Irã e o Egito ) não deve ser levada em conta para alguém afirmar que o Brasil é o favorito.

A Sérvia deu um baile na Grécia, que estava invicta no torneio, e tirou os helênicos do campeonato.

Tem muita cultura, história e tradição no esporte.

Quando eu era adolescente, URSS, EUA, Brasil e Iugoslávia eram as nações mais temidas do basquete, então o segundo maior esporte de nosso país.

O basquete duas vezes campeão, duas vezes vice e duas terceiro colocado em mundiais; e detentor de três bronzes olímpicos.

É muito importante, para a melhora da auto-estima do basquete nacional, chegar de novo à semifinal.

Não existe adversário fácil, mas, inspirada, a seleção brasileira, apensar de carente de um grande protagonista, pode encarar todos os times do torneios, menos a Espanha e os EUA.

Esses dois, jogando tudo que sabem, são realmente superiores.

Mas no confronto direto eliminatório, surpresas podem acontecer.

Se alguém duvida, recomendo a visita ao Youtube para ver a final do Pan de 1987 contra os EUA.

Escrito por Vitor Birner às 21:29 Vitor Birner 39 Comentários

6 set

Brasil de Dunga foi ofensivo e melhor que a Colômbia; achei interessante a forma como jogou na reestreia do treinador

Análise de jogos, Birnadas, Seleção Brasileira

De Vitor Birner

Brasil 1×0 Colômbia

A Colômbia tinha obrigação de mostrar trabalho coletivo superior ao do Brasil.

Mas não conseguiu.

A seleção de Dunga deu alguns espaços no meio de campo, mas se apresentou de maneira convincente se levarmos em conta que pouco treinou.

Foi agressiva na marcação da saída de jogo e ofensiva com a bola.

Traduzindo, ousada dentro do possível.

Neymar, o destaque do jogo, marcou o bonito gol na cobrança da falta que David Ganter errou ao marcar.

A arbitragem foi fraca ao longo dos 9o minutos, não apenas no lance do gol.

Ele também permitiu que o jogo ficasse violento.

Na maioria dos confrontos importantes e decisivos de campeonatos oficiais a gente não vê tantas pancadas e alguns lances desleais como os da vitória brasileira.

O amistoso só teve cara de amistoso porque ambos os treinadores fizeram a meia dúzia de substituições permitidas.

Também houve um gol mal anulado do Brasil. 

De qualquer forma, a seleção brasileira criou muito mais chances que o adversário.

Não é possível afirmar nada sobre o futuro depois de apenas um jogo, mas a apresentação contra os colombianos foi interessante.

Brasil agressivo

Dunga foi ousado para quem mal começou a trabalho com este grupo de jogadores.

Escalou o Brasil ofensivo no 4-3-3 com flutuação para o 4-4-2, ou o contrário se você preferir, de acordo com as necessidades do jogo.

O ataque formado por Neymar, Diego Tardelli e Oscar, o quarto homem do meio quando necessário,  se movimentou de maneira interessante quando a seleção atacou.

Apesar do atleta do Barcelona atuar na maior parte do tempo na esquerda, o do Chelsea na direita e o do Galo centralizado, a seleção não teve, de fato, um centroavante.

Trocaram de posição diversas vezes e confundiram os colombianos.

O meio-campo contou com William na direita e Ramires na esquerda, que atuaram como meias no sistema ofensivo e volantes no defensivo, além de Luis Gustavo, que jogou um pouco atrás da dupla, perto dos zagueiros Miranda e David Luiz, e não avançou. .

Os laterais Maicon e Felipe Luís, um dos injustiçados por Felipão, apoiaram sempre que possível.

A proposta de jogo agressiva, no melhor sentido da palavra dentro do contexto futebolístico, ficou clara também na hora de o Brasil marcar.

Oscar, Neymar e Tardelli pressionaram a saída de jogo e dificultaram a transição de bola da Colômbia.

Ficou devendo  

O time de Jose Pekerman está formado, entrosado, e deveria ter vantagem tática contra o Brasil.

Mas quando o fraco árbitro começou o confronto, a superioridade coletiva não apareceu.

O 4-4-2 colombiano ficou esburacado.

James Rodriguez, na meia esquerda, permaneceu distante do atacante Martínez e do centroavante Gutiérrez.

Cuadrado se desdobrou para fazer as funções de meia na direita e de volante ao lado de Ramírez e Sanchéz.

Os laterais Zuniga e Armero precisavam avançar para a filosofia de jogo de Pekerman funcionar, mas quando fizeram isso o time sofreu com os contragolpes.

A Colômbia falhou na transição de bola, perdeu a disputa do meio de campo apesar de haver espaço lá, pouco ameaçou nos contra-ataque e apesar de atacar menos que o Brasil, correu mais riscos nos contragolpes.

Até na hora da recomposição do sistema defensivo foi mal.

James e Martínez precisavam recuar para o meio de campo marcar com 5 jogadores e houve momentos em que demoraram.

A Colômbia não terminou o 1° tempo perdendo porque o auxiliar deu impedimento, que não houve, de Neymar no gol invalidado de Diego Tardelli, e os brasileiros, além de pecarem na hora das assistências, perderam chances de balançar as redes.

Oscar desperdiçou a melhor delas.

Os colombianos levaram algum perigo em chutes de longa distância.

Mudanças na volta do intervalo

Pekerman colocou Arias na lateral, deslocou Zuniga para a função do volante e tirou Ramírez.

Dunga trocou Luis Gustavo e Ramires, amarelados, por Fernandinho e Elias.

Complicado

Os primeiros 45 minutos haviam sido intensos.

Ambos os times bateram.

Os colombianos, por causa do andamento desfavorável do confronto, espaços entre si e velocidade do Brasil, ultrapassaram os limites algumas vezes e foram violentos.

O árbitro canadense David Gantar, apesar de ter mostrado cinco amarelos, foi complacente em alguns lances.

Na a expulsão de Cuadrado, no terceiro minuto, agiu de outra forma.

O empurrão proposital em Neymar até justifica o cartão amarelo, Cuadrado estava pendurado,  e consequentemente o vermelho.

Mas não no critério adotado pelo árbitro.

É só ver o vermelho que não mostrou, após a entrada violenta, perigosa, de Teo Gutiérrez aos 10 minutos.

A verdade é que os jogadores testaram os limites do árbitro e ele, perdido, nunca os definiu.

Mais substituições

O Brasil mandou na segunda parte do jogo.

Entrou na área da Colômbia algumas vezes, levou perigo e continuou falhando nas finalizações.

Aos 19, Gutiérrez deu lugar ao Bacca, ambos são centroavantes, e o atacante Jackson Martínez saiu para o volante Guarín entrar.

As alterações mostraram a intenção do treinador de posicionar o time no campo de defesa, reforçar a proteção aos laterais e zagueiros e, quem sabe, aumentar a liberdade para   James Rodríguez se aproximar da área do Brasil.

Dunga, aos 26, trocou Oscar e Willian por Phillippe Coutinho e Éverton Ribeiro.

No mesmo momento, Zuniga deu lugar ao Mejia.

O Brasil passou atuar mais tempo no 4-4-2 depois dessas alterações.

Neymar e Diego Tardelli permaneceram na frente.

Éverton Ribeiro, na direita, e Philippe Coutinho, na esquerda, ajudaram os volantes na marcação e tiveram papéis diferentes no sistema ofensivo.

O cruzeirense se posicionou na meia ou como em atacante na direita, o lado vazio do ataque, quando Maicon avançou.

O boleiro do Liverpool foi, de fato, um meia.

Aos 31, Tardelli e James Rodríguez foram substituídos por Robinho e Falcao Garcia.

A Colômbia definitivamente optou por viver dos lançamentos longos para seus dois perigosos atacantes.

Robinho, tal qual Tardelli, foi o falso centroavante do 4-4-2.

Aos 34, Marquinhos ocupou o lugar de David Luiz.

Erro e acerto

Neymar, em bonita cobrança de falta, fez o gol brasileiro.

Não havia como Ospina, um dos destaques da partida, defender.

Mas a infração não deveria ser marcada pelo árbitro.

Foi lance claríssimo de bola na mão e não o contrário tal qual David Gantar interpretou.

Ficha do jogo

Brasil – Jefferson; Maicon, Miranda, David Luiz (Marquinhos) e Filipe Luís; Luiz Gustavo (Fernandinho), Ramires (Elias) e William (Philippe Coutinho); Oscar (Éverton Ribeiro), Neymar e Diego Tardelli (Robinho)

Técnico: Dunga

Colômbia – Ospina; Zúñiga (Mejía), Zapata, Valdés e Armero; Ramírez (Arias), Sanchez (Ramos), Cuadrado e Rodríguez (Falcao); Martínez (Guarín) e Gutiérrez (Bacca)
Técnico: Jose Pekerman

Árbitro: David Gantar (CAN)
Auxiliares: Daniel Bellau (EUA) e Philippe Brier (CAN)
Público: 73.429 pagantes

Escrito por Vitor Birner às 2:02 Vitor Birner 18 Comentários