26 mar

Palmeiras poderia ter feito mais gols no dérbi cheio de erros do São Paulo e acertos do Alviverde

Birnadas

De Vitor Birner

Palmeiras 3×0 São Paulo

Foi uma bela atuação, a melhor da temporada, do time de Oswaldo de Oliveira.

Superior em tudo, poderia ter feito 2 ou 3 gols a mais.

Aproveitou o erro de Ceni para fazer o gol no início e ganhar moral.

E o de Rafael Tolói, pouco depois, para controlar o jogo e dar um vareio.

Marcou melhor, ganhou o meio de campo, atacou mais, teve maior posse de bola e repertório ofensivo.

Criou oportunidades de ambos os lados, no centro, e em cruzamentos e contra-ataques.

As expulsões de Tolói e Michel Bastos foram merecidas.

Dudu deveria ter acompanhado o zagueiro.

A vitória em clássico aumenta a confiança da torcida e elenco do Alviverde.

E pode implementar uma crise no CT da Barra Funda.

Ceni entrega, Tolói piora e Robinho acerta

O Palmeiras, com dificuldades de criação nos últimos jogos, contou com a dupla-falha Rogério Ceni para fazer 1×0.

Robinho, aos 2 minutos, encobriu o veterano após receber dele a bola e vê-lo retornar, com rapidez insuficiente, perdido, para tentar a viável intervenção.

Cinco minutos após o recomeço, Tolói tomou a cotovelada de Dudu, correu atrás do palmeirense, passou o pé nele e foi corretamente expulso.

Os erros do goleiro, zagueiro, que deveria ter pensado no time em vez de reagir, e do árbitro, que de fato não viu a outra pancada na jogada digna de exclusão, e o êxito do meia-volante, tornaram o dérbi muito interessante para o Alviverde.

No 4-2-3-1, com Rafael Marques e Dudu pelos lados do trio de criação, o autor do gol entre eles, Cristaldo à frente, e Gabriel e Arouca atrás, tomou conta do meio de campo e perdeu oportunidades, a melhor com Tobio, de mexer no placar.

As tentativas de Muricy 

Muricy, que havia recuado Hudson para perto do zagueiro Lucão a zaga e Paulo Henrique do volante Denílson, ao notar o vareio na região central, tirou Pato e pôs Edson Silva para o substituto de Souza e o meia voltarem a fazer as funções que preferem.

O 4-4-2 passou a ser o 4-4-1. O técnico, temeroso pela irregularidade de Pato e Ganso na marcação, preferiu manter o participativo pivô em vez do inconstantes e mais veloz na frente.

Sabia que precisaria de lançamentos longos, pois Oswaldo de Oliveira não costuma pedir para seus times recuarem, e o São Paulo, com um jogador a menos (4×5 no meio de campo), tendia a perder a disputa naquela região do campo.

Os lançamentos longos para o atacante com Tobio e Vitor Hugo forçando o choque exigia alguém mais forte na parte física na frente.

Palmeiras foi muito superior

Em seguida, Dudu puxou o contra-ataque, tocou para Robinho, o passe impreciso passou pelo companheiro e por Edson Silva, e Rafael Marques, livre, fez a torcida explodir de alegria na arena palestrina.

O Alviverde manteve a superioridade até o intervalo, tal qual a lógica sugeria, porque foi superior no meio de campo.

Caiu um pouco de rendimento e ainda assim criou mais.

O São Paulo, irritado consigo e com o árbitro, passou a provocar, creio, para tentar cavar o cartão vermelho para algum adversário.

Troca correta e ineficaz

Centurión entrou no lugar de Ganso.

O treinador trocou a cadência inexistente que o meia em tese poderia ditar para aumentar a velocidade e a força de marcação.

O argentino ficou jogou entre o ataque e o meio-campo, do lado oposto ao Michel Bastos, com Denílson e Hudson centralizados.

Passeio no Allianz Parque mantido

Não foi o suficiente para impedir o Palmeiras continuar aproveitando o jogador a mais no campo.

Zé Roberto, na lateral, apoiou mais e fez o cruzamento para Rafael Marques, aos 7,  de primeira, finalizar com perfeição e comemorar de novo.

Carlinhos deveria marcá-lo, mas ‘fechou para perto dos zagueiros e permitiu ao adversário chutar com liberdade.

Oswaldo de Oliveira tentou otimizar ainda mais o sistema ofensivo ao optar por Gabriel Jesus no lugar do Cristaldo.

O jovem parece melhor que o hermano tecnicamente. Não tem a malandragem e a força física dele, e ao menos a primeira adquirirá jogando.

Ganhou o direito de participar de meia hora de um clássico resolvido, mas não brilhou.

Poderia ter forçado mais

O time preferiu trocar passes, inverter o jogo e esperar aparecer a brecha no sistema de marcação do São Paulo para fazer outros gols ao invés de forçar os ataques.

Manteve a enorme superioridade, mas poderia ousar mais arriscando lances pelos lados e dribles e tabelas contra os laterais adversários.

A irritação de Michel Bastos

Além de tudo que citei no post, o meia deve ter ficado irritado com o toque de bola palmeirense.

Seu time não conseguia retomá-la, ele deu o carrinho com a perna levantada e travas da chuteira à mostra na direção dela e de Arouca.

Exagerou na forma, apesar de não querer acertar o adversário.

Nos critérios do paulistinha é lance para cartão vermelho.

Boschilia foi para o campo e Kardec, cercado pelos zagueiros e Gabriel levou a pior na maioria dos lançamentos,  para recompor o meio de campo após o São Paulo ficar com 9 em campo.

Seria o gol mais bonito

Oswaldo aproveitou para Alan Patrick, que precisa readquirir ritmo de jogo, ocupar o lugar de Robinho.

Depois Rafael Marques tabelou com Gabriel Jesus e a promessa colocou um dos homens de confiança do técnico em frente ao Rogério Ceni.

Ele chutou rasteiro, enquanto o goleiro, inerte pela velocidade do lance e impossibilidade de intervir, torceu para o atacante não acertar.

Teria sido o gol do jogo caso o palmeirense não se equivocasse na parte mais fácil da jogada.

Leandro Pereira, restando 5 minutos, foi para o jogo e Dudu deixou o gramado.

Ficha do jogo

Palmeiras no 4-2-3-1 Fernando Prass; Lucas, Tobio, Vitor Hugo e Zé Roberto; Arouca e Gabriel; Rafael Marques, Robinho (Alan Patrick) e Dudu (Leandro Pereira) ; Cristaldo (Gabriel Jesus)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

São Paulo no 4-4-2 – São Paulo – Rogério Ceni; Bruno, Lucão, Tolói e Carlinhos; Denilson, Hudson, Ganso (Centurión) e Michel Bastos; Pato (Edson Silva) e Alan Kardec (Boschilia)
Técnico: Muricy Ramalho

Árbitro: Vinicius Furlan – Assistentes: Alex Ang Ribeiro e João Edilson de Andrade

 

Escrito por Vitor Birner às 0:11 Vitor Birner 185 Comentários

23 mar

Cristovão parece que perdeu de um velho clichê do futebol

Birnadas

De Vitor Birner

O Fluminense vive um processo de reformulação do time.

Conta com alguns jogadores promissores revelados no clube e outros que ficaram após a debandada provocada pelo fim da parceria com a Unimed.

Oscilações são normais neste período.

A parte coletiva exige entrosamento e a individual um pouco de rodagem para o time, obviamente dentro de suas possibilidades, ficar consistente.

Ambos exigem paciência de cartolas e torcedores.

Mesmo assim, o Flu teria vencido o Tigres caso não houvesse equívocos no cumprimento das regras.

O gol de Walter foi legítimo.

Se tivesse sido validado, Cristovão Borges seria demitido?

Meu palpite é que não.

Se eu me enganei porque os cartolas do clube fariam isso de qualquer jeito por não apreciarem a forma como o treinador conduziu a remontagem da equipe, a decisão é compreensível desde que a avaliação dos dirigentes tenha embasamento técnico.

Mas se ouviram as reclamações a respeito do futebol mostrado até agora, recorreram ao velho, tradicional e conveniente clichê pago (normalmente há cláusula de rescisão) que diminui a altura das críticas que o gestor deveria absorver como algo normal no momento de reformulação e corte de gastos.

Neste período de brigas com a Federação de Futebol do Rio de Janeiro e de falta de sorte com a arbitragem, talvez um pouco mais de crédito para o treinador teria sido prudente.

A chegada nas Laranjeiras de outro profissional de patamar igual será a confirmação que faltou firmeza ao presidente e seus diretores.  A alteração terá lógica apenas se alguém mais capaz e experiente ocupar o cargo ou se um projeto distinto do vigente for implementado.

 

Escrito por Vitor Birner às 18:46 Vitor Birner 64 Comentários

18 mar

Na raça, São Paulo supera erro de arbitragem, crise presidencial e o San Lorenzo

Copa Libertadores

De Vitor Birner

São Paulo 1×0 San Lorenzo

O clima no Morumbi foi de Libertadores.

Os torcedores que superaram as varias dificuldades impostas pela direção para aquisição de ingressos apoiaram desde o início e transformaram o estádio no tradicional local temido pelas agremiações doutras nações.

Os jogadores, em campo, foram autênticos representantes dessa gente que segue e apoia um dos gigantes do futebol mundial.

Ressalto isso porque ninguém pode questionar a falta de garra no gramado e na arquibancada.

Era necessário jogar assim para o 4-4-2 com Pato e Luis Fabiano na frente, e Michel Bastos e Ganso na meia, ser consistente na marcação.

Tinha que iniciá-la na área do San Lorenzo se quisesse ganhar o meio de campo.

Enquanto tiveram pernas para isso, os atletas conseguiram cumprir a determinação de Muricy.

Quando se cansaram, os volantes Denílson e Souza, o melhor em campo por causa da intensa participação nos desarmes,  ficaram sobrecarregados e o San Lorenzo no contra-ataque levou perigo.

A trave

Aos 32 segundos, na interessante movimentação de Pato numa tabela com Luis Fabiano, aconteceu o cruzamento que Michel Bastos, de cabeça, finalizou na trave.

No lance, o atacante torceu o tornozelo ao pisar no buraco e Centurión foi para o jogo.

Durante cerca de 25 minutos o time pressionou.

Perdeu força de marcação na frente por causa do cansaço e o jogo ficou equilibrado.

Bauza facilitou ao colocar o time no 4-4-2 com flutuação para o 4-5-1.

Deixou Romagnolli no banco e escalou Barrientos para ganhar velocidade na frente, pois queria explorar as lacunas que o rival certamente deixaria ao atacar.

Cauteruccio teve sempre um companheiro próximo, que foi encarregado de iniciar a marcação e recuar para ser o quinto homem no centro do campo.

Se tivesse mantido o 4-2-3-1, contaria com um a mais naquela região e poderia vencer a disputa no meio.

O auxiliar da arbitragem

O São Paulo retornou do intervalo mais descansado.

E retomou a marcação competente no ataque.

O San Lorenzo montou um bloqueio forte em frente à área do goleiro Torrico e esperou a chance de contra-atacar.

Ortigoza, vigia de Ganso, saiu machucado e Mercier, mais defensivo, o substituiu.

O time de Muricy enfrentou muitos problemas para superar a parede do San Lorenzo e correu riscos tal qual Edgardo Bauza imaginou.

Após muita insistência obteve sucesso.

Luis Fabiano, que havia acertado a trave de cabeça no cruzamento em cobrança de escanteio alguns minutos antes, falhou na hora de chutar e não de forma intencional deu a assistência para Centurión, de carrinho, fazer o gol.

O auxiliar Humberto Clavijo se equivocou no lance complicado para ele e deu o impedimento.

Ressalto que a arbitragem adotou critérios iguais ao longo do confronto e não houve má intenção.

As trocas

Muricy, ao ver a queda de rendimento por causa da parte física,  trocou o 4-4-2 pelo 4-2-3-1, ao recuar Centurión para o trio de criação. Michel bastos ficou na direita, o argentino do outro lado e Ganso entre eles.

A dificuldade na criação foi mantida e o técnico decidiu arriscar.

Tirou Souza, colocou Kardec na linha de três, centralizado, para ficar perto de Luis Fabiano e entrar na área, e pediu ao Ganso para ficar um pouco mais atrás, entre Denilson e o trio. O meia já tinha a obrigação de ajudar na transição de bola antes da alteração.

O San Lorenzo perdeu dois excelentes contra-ataques, um por falha no passe e outro na finalização ruim de Barrientos.

Bauza havia trocado o sumido Cauteruccio e Blanco por Matos e Romagonoli. A configuração tática e a proposta ficaram iguais.

Aos 43, praticamente no tradicional ‘tudo ou nada’, Muricy optou por Boschilia no lugar de Ganso.

O gol

No minuto seguinte, Carlinhos, que cruzou muito e acertou pouco, tentou mais um e Michel Bastos, de cabeça, garantiu a importante vitória.

Obviamente, não foi uma apresentação primorosa do São Paulo na parte tática e muito menos na técnica.

O time venceu porque teve alma, não parou de tentar e superou os próprios limites impostos pelo rendimento aquém do possível.

No futebol se ganha, ás vezes, isso define quem vence.

Repito: nem sempre isso basta.

A forma como conseguiu resultado foi importante por causa do comportamento antagônico ao da estreia na Libertadores, para o treinador e jogadores, agora com auto-estima um pouco mais elevada, tentarem melhorar o desempenho do time.

O próprio Rogério Ceni falou que é preciso evoluir para ser campeão da Libertadores”.

O empate passou a ser interessante no jogo de Buenos Aires.

Ficha do jogo

São Paulo – Rogério Ceni; Bruno, Rafael Toloi, Lucão e Carlinhos; Denilson, Souza (Alan Kardec), Ganso (Boschilia) e Michel Bastos; Alexandre Pato (Centurión) e Luis Fabiano
Técnico: Muricy Ramalho

San Lorenzo – Torrico; Buffarini, Yepes, Caruzzo e Mas; Mussis, Ortigoza (Mercier), Kalisnki e Blanco (Romagnoli); Barrientos e Cauteruccio (Matos)
Técnico: Edgardo Bauza

Árbitro: Wilmar Roldán (COL) – Assistentes: Humberto Cavijo (COL) e Eduardo Díaz (COL)

Escrito por Vitor Birner às 23:49 Vitor Birner 196 Comentários

18 mar

São Paulo precisa evoluir contra o San Lorenzo em ascensão

Copa Libertadores

De Vitor Birner

Tática

O Sâo Paulo procura o time titular e a forma de jogar.

O San Lorenzo já a encontrou, treina formas de melhorar e vive o momento de ascensão.

Não há nenhum exagero em dizer que os últimos 3 ou 4 confrontos do time argentino com a maioria dos seus titulares em campo foram superiores ou no mesmo padrão aos da conquista do título na Libertadores.

O ótimo Edgardo Bauza fez adaptações.

Passou a optar pelo 4-2-3-1 e 4-1-4-1.

Romagnoli não joga como o ‘enganche’ centralizado.

Tem ocupado o lado esquerdo no trio de criação. Blanco, que não é meia, pois gosta de entrar na área para finalizar ou abre pelos lados do ataque com o objetivo de servir o centroavante Matos, atua no centro.

Mussis completa o o trio que se transforma no quarteto se Ortigoza, que se recuperou de um problema físico e retornou ao time, ainda não como titular, na vitória do fim de semana contra o Huracán, avança e ajuda na articulação dos lances de gol.

Esta é a chamada, no ‘futebolês’, flutuação do 4-2-3-1 para o 4-1-4-1.

Ela acontece quando o volante parceiro de Mercier, o mais defensivo do setor central, avança para ajudar na criação

De ambas as formas, o San Lorenzo conta com o meio de campo com 5 jogadores.

Muricy deveria, por isso, evitar o 4-4-2 que mais tem colocado em prática, ou se mantiver a tática, cobrar que todos no meio e mais um atacante cooperem intensamente na marcação.

Não dá para ‘fazer sombra’.

É necessário ter intensidade.

Os laterais Buffarinni e Mas apoiam sempre que podem. São importantes válvulas de escape de “El Santo”.

Como o São Paulo não costuma jogar com um atacante veloz, aberto, pelos lados, eles poderão atacar ou um de cada vez ou ambos ao mesmo tempo.

E o principal: o time argentino tem jogado de maneira mais compacta, seja qual for o esquema, que o São Paulo.

A melhor apresentação do time de Muricy na parte tática foi na derrota por 1×0 diante do Corinthians. Os boleiros ficaram mais próximos uns dos outros. Essa compactação é vital no confronto do Morumbi.

Em suma, o São Paulo não pode marcar no 4-4-2 se não for capaz de pressionar a saída de jogo. Precisa de uma linha de cinco no meio quando não tiver pernas para marcar na frente.

Luis Fabiano é fraco na marcação. Pato e Ganso a gente não sabe quando irão se dedicar. Kardec é a única garantia de auxílio real nisso.

No 4-2-3-1, a distribuição de funções facilita a recuperação da bola e não diminui as opções para fazer o gol. Acho, inclusive, que ficam maiores.

O desenho do jogo seria este:

OBS: o time pode ter Carlinhos na lateral, Ganso no banco a Pato atrás, Luis Fabiano como centroavante, um zagueiro na lateral-direita… Não sei quem o técnico colocará em campo.

Depois da conquista da Libertadores

Felipe Dominguez conta o que houve com o time depois de ganhar o torneio continental.

Ele explica os ajustes feitos por Bauza por causa da perda de jogadores.

Recomendo a quem gosta de se aprofundar nas questões do jogo.

De Felipe Dominguez

Após o título da Libertadores, o San Lorenzo perdeu suas principais peças de desequilíbrio pelos lados do campo.

Ignacio Piatti foi seduzido pelos dólares da Major League Soccer, enquanto o jovem Angel Correa, craque do último Sula-mericano sub-20 vencido pela Argentina, partiu para formar parte do elenco do Atlético de Madrid.

Com a queda natural no segundo semestre de 2014 , Bauza optou por testar alternativas para seu 4-2-3-1 que conquistou a América.

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Escrito por Vitor Birner às 16:03 Vitor Birner 28 Comentários

17 mar

O Padre muito amigo do Papa Francisco e ‘hincha’ fanático do Racing

Geral

De Vitor Birner

O Padre Juan Gabriel Arias é muito amigo do Papa Francisco.

A fé cristã, a vocação religiosa e o amor pelo futebol, apesar da rivalidade em campo, os aproximaram.

Ambos moraram na capital da Argentina e torcem para times portenhos.

O de posto mais alto na hierarquia católica, alenta o campeão da Libertadores, enquanto o personagem principal deste post ama o detentor do último título no principal torneio nacional.

Jorge Mario Bergoglio, então arcebispo de Buenos Aires, dava total apoio ao jovem padre Juan, que em fazia seu trabalho na pastoral com as torcidas, inclusive organizando churrascos apenas para os torcedores do Rancing, na área externa da paróquia Natividad de María.

O ‘racinguista’ fanático Juan, que foi criticado por colocar uma bandeira do clube na cúpula da igreja. viveu diversas aventuras comuns aos torcedores mais apaixonados.

Desde os tempos de seminarista ‘seguiu La Academia por todos os lados’, tal qual se diz na Argentina.

Por isso, pediu e teve a autorização de Bergoglio para acompanhar a partida de volta diante do Sporting Cristal, em Lima, na Copa Libertadores de 1997.

O clima era bastante hostil para as centenas de racinguistas que visitaram a capital peruana.

O governo do presidente hermano Carlos Menen havia negociado ilegalmente armamentos para o Equador, em plena guerra contra o Peru, antigo aliado da Argentina.

O pároco teve que interceder junto aos torcedores e policiais peruanos em defesa do seu ‘rebanho’ para evitar brigar sérias naquele duelo

Conseguiu manter a paz, mas saiu de Lima frustrado por causa da derrota por 4×1, após ver o Racing ganhar por 3×2 no confronto de ida, que provou a eliminação e garantiu o adversário na final do torneio diante do Cruzeiro.

Juan não veste a batina no El Cilindro e exibe a tatuagem na qual o Sagrado Coração de Jesus foi substituído pelo distintivo do Racing.

O vermelho do Independiente é uma cor quase proibida na igreja dele.

A exceção é a capa que cobre Santo Expedito.

As colunas são celestes e as paredes brancas, mesmas cores da sua paixão futebolística e da Virgem de Luján, a padroeira argentina.

Juan Gabriel Arias foi o entrevistado no primeiro bloco do Conxão Sudaca, na Central 3, uma web radio com programação informal (participo do Titulares) e que tem mais opções para quem curte o futebol do continente e cultura de torcidas pela América do Sul.

O padre hincha contou algumas aventuras nas ‘canchas’ desde quando era seminarista, e não perdeu a oportunidade de reclamar de dirigentes que levaram seu time amado à falência e ao rebaixamento.

A qualidade do som não ficou das melhores, pois o bate-papo de Matias Pinto (me enviou o conteúdo da matéria, por isso ela é dele e dos colegas que participaram da entrevista. Eu apenas a redigi ) me contou a história do post e fez um texto que serviu como referência para este), Felipe Dominguez e Leonardo Lepri Ferro com ele foi por skype, e Juan mora em Maputo, Moçambique, aonde é Missionário, e lá o sinal da internet é pior que no Brasil.

Mas, se quiser tentar ouvir, coloquei o link no post.

Hoje o campeão argentino, líder do grupo na Libertadores, irá à Lima encarar o Sporting Cristal.

Perdeu em Avellaneda, semana passada e terá o retorno de Diego Milito para tentar vencer.

Escrito por Vitor Birner às 17:47 Vitor Birner 19 Comentários

13 mar

Conselheiros se mexem para Aidar reduzir o preço dos ingressos

De primeira

De Vitor Birner

Conselheiros do São Paulo colhem assinaturas em um ofício que será enviado para Carlos Miguel Aidar solicitando a redução dos preços dos ingressos em um setor do Morumbi.

A iniciativa tem o apoio de gente de todas as correntes políticas no clube.

É suprapartidária.

No documento, há o pedido para as antigas arquibancadas amarelas de novo serem chamadas de ‘setor família tricolor’.

A ideia é cobrar R$ 15 pela entrada inteira e $7,50 pelo ‘meio-ingresso’.

Se a iniciativa for aceita, o sócio-torcedor poderá adquirir o bilhete por R$5.

O trabalho agora é de conseguir a maior quantidade possível de assinaturas.

Até o momento, mais de 50 conselheiros ou assinaram ou se comprometeram (não sei se irão cumprir o prometido) a fazer isso.

A argumentação para convencerem o presidente, que é o responsável por estipular o valor dos ingressos, passa pelo apoio da torcida, custos de manutenção (limpeza, segurança) lá, além do aumento do lucro com o consumo de alimentos, bebidas e produtos oficiais.

Outro pedido é a liberação gratuita para crianças com até seis anos de idade nos jogos do time.

Opinião

Todo clube grande deveria ser obrigado por lei a ter uma cota de ingressos com preços realmente populares.

Já expliquei noutros posts os motivos.

Não pagam impostos como empresas, ganharam refinanciamentos de dívidas e uma loteria, a Timemania, para ajudá-los.

A diminuição do veto indireto às pessoas de menor renda, além de justa por causa da regalias citadas, é ótima pela própria essência do esporte.

Era razão de orgulho falar que o futebol colocava ricos e pobres, lado a lado, juntos, dividindo a paixão pelo time.

Hoje, após a lavagem cerebral feita pelos interessados burocratas e da crença de quem pensa que o dinheiro é mais importante que tudo, inclusive que a felicidade, exaltam quando o valor arrecadado no jogo é enorme.

Não por acaso, o clima nas arquibancadas, em todos os lugares de ingressos caros, esfriou.

A proibição de bandeiras, instrumentos (em alguns é liberado) e sinalizadores completam a entediante formalização do local outrora de manifestações espontâneas.

Por isso apoio a iniciativa desses conselheiros.

São cerca de 12 mil ingressos no montante de 67 mil. Correspondem a menos de 18% da carga total e permitem que 55 mil lugares tenham o valor decidido pelos cartolas.

Discordo apenas da idade mínima para ver o jogo de graça.

Deveria ser de 10 anos, pois é necessário acostumar a criança a ir ao estádio e estreitar o convívio dela com o time e a camisa.

Tive o privilégio de ser criado por meu pai e saudoso avô, ambos santistas, que topavam ver confrontos de quaisquer agremiações, com o hábito de irmos aos estádios.

É fundamental para a formação dos futuros torcedores e manutenção do amor de milhões pelo esporte que tem mais seguidores no planeta.

Escrito por Vitor Birner às 22:38 Vitor Birner 159 Comentários

12 mar

Vitória magra como o futebol do São Paulo contra o Bentão; Muricy precisa repensar o 4-4-2 para o jogo contra o San Lorenzo

Birnadas

De Vitor Birner

São Paulo 1×0 São Bento

Tédio, irritação, desânimo, sono, preocupação…

Cada torcedor do time grande reagiu do seu jeito ao ver a fraca apresentação são-paulina.

Creio que a quase nenhum ficou feliz.

Os maiores problemas foram a má qualidade do passe e a falta de entrosamento.

Os laterais Auro e Carlinhos não acrescentaram nada ao sistema ofensivo.

Centurión, participativo e batalhador, por causa da noite ruim na parte técnica não deu sequências aos lances, além de ter perdido o gol na única oportunidade antes do intervalo.

Michel Bastos acertou um lançamento díficl para e ‘hermano cabecear na trave.

Eles e Kardec foram os que mais se mexeram.

Thiago Mendes, volante junto com o Denilson, tentou se aproximar de todos.

Alexandre Pato não ficou parado, mas pareceu perdido.

O 4-4-2 de Muricy pede um atacante de velocidade do lado ou a movimentação coordenada para criar a dinâmica capaz de confundir sistemas defensivos posicionados da maneira certa, tal qual do São Bento.

Como ela foi ruim e vários boleiros viveram noite de pouca inspiração técnica, de novo a equipe trocou passes na meia e não conseguiu evoluir dali em diante.

Hudson voltou do intervalo no lugar de Thiago Mendes.

Não creio que foi uma opção técnica.

Os volantes receberam cartões amarelos e a ideia foi evitar a expulsão.

As falhas no passe proporcionaram diversos contra-ataques ao Bentão.

Mas o time de Sorocaba mostrou alguma competência apenas nos desarmes.

O São Paulo melhorou com Hudson.

A troca de posições continuou confusa, pouco objetiva e ineficaz, mas os jogadores ao menos ficaram mais próximos uns dos outros e se entenderam melhor.

A marcação mais forte no campo de ataque foi o pilar da criação dos lances de gol.

Ao recuperar a bola na frente, achou lacunas para arriscar chutes da entrada da área.

Michel Bastos, como de costume, foi quem mais apareceu.

Hudson foi quem roubou a bola no ataque e sofreu o pênalti convertido, aos 28, por Rogério Ceni.

O volante, alguns minutos depois, protagonizou a jogada individual mais bonita ao driblar os marcadores e finalizar de frente para o goleiro.

Em suma, terminou como protagonista do sistema ofensivo.

Quando ele brilha no meio de Pato, Kardec, Bastos, Centurión ( Boschilla), é porque os companheiros não renderam.

O único proveito que Muricy pode tirar do que viu, pois o paulistinha não serve para mais que observações e testes, é que o time jogou mais compactado no 4-2-3-1 da derrota diante do Corinthians no paulistinha que nas partidas anteriores.

O San Lorenzo de Edgardo Bauza, treinador muito competente, costuma utilizar a tática de 3 jogadores na criação e e 2 volantes.

O 4-4-2 mais vezes colocado em prática neste São Paulo deixará o time com um jogador a menos no setor central se todos que forem ao campo na próxima semana não ajudarem de fato na marcação.

Isso precisa ser resolvido antes do próximo treino, pois é necessário fazer um monte de ajustes para o confronto da Libertadores e os treinamentos devem ser aproveitados ao máximo.

Ficha do jogo

São Paulo – Rogério Ceni: Auro, Lucão, Edson Silva e Carlinhos; Denilson, Thiago Mendes (Hudson), Michel Bastos e Centurión (Boschilia); Alan Kardec (Ewandro) e Alexandre Pato
Técnico: Muricy Ramalho

São Bento – Henal; Alex Reinaldo, João Paulo, Wanderson e Marcelo Cordeiro; Renan Teixeira (Éder), Eder Correia, Giovanni (Diego Barboza), Serginho e Renan Mota (Chico); Romário
Técnico: Paulo Roberto Santos

Árbitro: José Cláudio Rocha Filho – Assistentes: Alberto Poletto Masseira e Eduardo Vequi Marciano

 

Escrito por Vitor Birner às 22:36 Vitor Birner 126 Comentários

12 mar

Santos foi muito superior ao Palmeiras e venceu o clássico

Análise de jogos, Paulistinha

De Vitor Birner

Santos 2×1 Palmeiras

O Peixe foi melhor durante quase todo o jogo.

Apenas nos primeiros minutos, quando tomou o gol, teve desempenho inferior ao do rival.

Quando acertou a marcação na frente, passou a frequentar mais o ataque e a levar perigo.

O Palmeiras ameaçou pouco e apenas nos cruzamentos.

Fez o gol assim.

O Santos criou mais oportunidades e soube aproveitar a buraqueira no sistema de marcação palmeirense.

Empatou desse jeito com Renato e quase virou com Robinho assim.

Ricardo Oliveira fez um golaço e virou o placar.

Depois da ficar na frente, o Peixe recuou e impediu o Alviverde de criar lances perigosos.

Ou seja: quando quis atacar o fez e na hora de segurar o resultado repetiu a eficácia,

Vitória inquestionável do time que ainda não contratou o novo técnico.

Questão de preferência

A interpretação do jogo depende do gosto do leitor.

O Palmeiras marcou muito mal e Santos em certos momentos não foi consistente.

Houve algumas brechas no meio e muitas dos lados do sistema defensivo dos derrotados.

Por isso foi fácil os santistas se aproximarem das áreas e o confronto ficou, para quem gosta de ‘futebol largado’, emocionante.

E por essa razão quem acertou a pressão na saída de jogo – o Peixe foi superior nisso –  teve mais presença no ataque.

Início do Palmeiras 

O Palmeiras começou fazendo isso melhor.

Sempre pelos lados, apostou nos cruzamentos.

Conseguiu alguns escanteios.

Um um deles marcou o gol com Vitor Hugo, que cabeceou com enorme tranquilidade diante da marcação ruim.

Ter atenção com zagueiros nessas jogadas é algo muito óbvio que os santistas esqueceram.

Táticas e andamento

O Santos demorou cerca de 10 minutos para ‘entrar no jogo’.

Quando fez isso, passou a controlar as ações.

Ambos os treinadores optaram pelo 4-2-3-1.

O do Palmeiras contou com Allione na direita, Dudu no outro flanco e Robinho entre eles . Gabriel e Arouca, atrás do trio de criação, e Cristaldo, o centroavante, foram os mais participativos do sistema ofensivo.

Quando a superioridade do Alviverde acabou, os laterais Lucas e Zé Roberto precisaram priorizar os desarmes.

O Peixe, no 4-2-3-1 como o do rival, contou com Geuvânio na direita, Robinho do lado oposto e Lucas Lima no trio.

Renato e Valencia foram os volantes, e Ricardo Oliveira o centroavante.

Santos muito ofensivo

De posse da bola no campo de ataque, o time de Marcelo Fernandes avançou com todos os citados e os laterais Cicinho e Victor Ferraz, totalizando 8 jogadores. Apenas os 2 zagueiros se preocuparam com Cristaldo, que ficou adiantado para os os contra-ataques.

O empate nasceu na buraqueira do sistema defensivo. Lucas Lima carregou a bola com espaço, no meio, e tocou para Ricardo Oliveira entre Tobio e Lucas.

O centroavante, com a categoria que mostrou na maior parte da carreira, colocou Renato, a surpresa no lance por ter ido na área, finalizar de frente para o Fernando Prass.

Foi nas mesmas avenidas que o Peixe criou a chance para Robinho chutar com categoria e ver a bola tocar na trave.

Se caprichasse mais no último passe, o Santos teria conseguido mais oportunidades ótimas de virar o resultado antes do intervalo.

Opção do treinador não funcionou

Santos e Palmeiras repetiram os acertos no início do 2° tempo.

Melhor para o time de Vila Belmiro.

Oswaldo de Oliveira tinha que reposicionar a equipe.

Mantinha apenas Cristaldo na frente e se reforçasse o contra-ataque, seguraria um lateral do Santos atrás ou poderia aproveitar as brechas que seriam abertas se eles avançassem como faziam.

A alteração do 4-2-3-1 para o 4-4-2  aumentaria a possibilidade..

Bastava pedir para Allione, quando Peixe atacou pela direita do sistema de marcação palmeirense, marcar em frente ao Lucas e na linha de Gabriel, Arouca e Robinho, e ao Dudu para fazer o mesmo do outro lado.

Quem não precisasse recuar, formaria a dupla de frente com o Cristaldo e aumentaria a velocidade no setor.

Mas o treinador, aos 14, preferiu tentar recuperar o meio de campo ao colocar João Paulo na lateral, tirar Allione e adiantar Zé Roberto para liderar o setor central e aumentar a posse de bola ali.

Golaço da virada

O golaço de Ricardo Oliveira aconteceu cerca de um minuto após a troca.

Foi abençoado pela sorte ao ver a bola sobrar para ele em frente ao Fernando Prass.

Mostrou a enorme e conhecida categoria ao tocar por cima do goleiro, que foi perfeito na velocidade e colocação ao fechar o ângulo.

Não havia outra opção para o centroavante.

Antes de pegarem no meu pé, ressalto que sorte é benção, não pecado, e faz parte do esporte.

Outros tipos de proposta e superioridade

O Santos recuou depois da linda finalização do centroavante.

Passou a marcar atrás.

Tinha que fazer isso em algum momento por causa do cansaço passaria a ser ineficaz na proposta de jogo.

Com duas linhas de quatro, de vez em quando uma cinco no meio, fixou um ou dois jogadores na frente para os contra-ataques.

Oswaldo de Oliveira, porque a movimentação de Cristaldo nada produzia e o argentino sumiu, o trocou por Leandro.

Marcelo Fernandes tirou Geuvânio e colocou Gabriel.

Aos 32, Elano entrou no lugar de Ricardo Oliveira, o melhor em campo.

Jogou no meio de campo e permitiu ao Robinho se transformar em atacante junto de Gabriel, pois o técnico interino investiu nos contra-ataques e o ídolo da torcida é mais rápido que o centroavante.

A última mexida de Oswaldo de Oliveira foi Robinho, com câimbras, dando a oportunidade para Gabriel Jesus.

A promessa das categorias de base, que havia entrado como centroavante diante do Bragantino, jogou pelos lados e atrás de Leandro.

Como o restante dos companheiros, nada produziu, algo normal para alguém que recém subiu para o time profissional.

O Santos, desde o momento que optou por marcar atrás, não permitiu ao Palmeiras sequer ameaçar o gol de Vanderlei.

Resumindo, tirante nos 10 minutos iniciais foi superior quando quis atacar e depois que se propôs a marcar impediu o adversário de ameaçar o empate.

Vitória e superioridade inquestionáveis do Alvinegro no clássico.

Ficha do jogo

Santos – Vanderlei; Cicinho, David Braz, Werley e Victor Ferraz; Valencia e Renato; Geuvânio (Gabriel), Lucas Lima e Robinho (Thiago Ribeiro); Ricardo Oliveira (Elano)
Técnico: Marcelo Fernandes

Palmeiras – Fernando Prass; Lucas, Tobio, Vitor Hugo e Zé Roberto; Arouca e Gabriel; , Allione (João Paulo), Robinho (Gabriel Jesus) e Dudu; Cristaldo (Leandro Pereira)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

Árbitro: Thiago Duarte Peixoto – Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Luis Alexandre Nilsen

Importante (15h40)

Houve um impedimento marcado de maneira errada do Dudu, antes do gol de Ricardo Oliveira.

Ele poderia alterar o resultado do jogo.

Isso não interfere na minha opinião sobre o que houve em campo.

Não sou analista de placar e de melhores lances.

Como faltou a informação importante no texto, achei imprescindível completá-lo.

 

 

Escrito por Vitor Birner às 1:14 Vitor Birner 85 Comentários

11 mar

Na raça, PSG elimina o Chelsea; Thiago Silva quase foi vilão, mas terminou como o herói da épica classificação em pleno Stamford Bridge

Birnadas

De Vitor Birner

Na raça!

Não há melhor maneira de explicar a impressionante classificação do PSG, superando inclusive a falha de arbitragem que o deixou com um jogador a menos desde os 32 minutos.

Ibra não merecia a expulsão. O amarelo pelo carrinho em Oscar seria correto

O árbitro holandês que prejudicou os franceses, poderia ter dado um pênalti, pouco depois, em Diego Costa.

Mas parecia inseguro, permitiu o excesso de reclamações dos jogadores, e ficou perdido.

Por isso adotou o critério duplo, triplo, quadruplo critério…

Diego Costa, noutro lance, fez falta de proporção igual a que o sueco cometeu e tomou o cartão da cor que permitiu a permanência no gramado.

Nessa mesma jogada, David Luiz, por peitar o brasileiro naturalizado espanhol e reclamar pedindo a exclusão dele, foi amarelado.

O centroavante, pendurado no fim do confronto, depois de tentar cavar um pênalti, empurrou o rival, esbravejou com o dono dos cartões e ele fingiu que não viu.

A irritação do atacante e de vários companheiros dos ‘Blues’ apareceu depois do zagueiro brasileiro e cabeludo igualar o placar aos 41 do 2° tempo.

O Chelsea achara o dele 5 minutos antes, no lance de sorte (faz parte, é benção e não pecado), no qual Diego Costa ‘espanou’ na hora do chute e a bola sobrou para Cahill.

Na prorrogação, a parte física e o jogador a mais favoreciam os ingleses.

O time de Mourinho marcou a saída de jogo e finalmente foi superior.

E eis que surgiu o grande personagem.

Thiago Silva cometeu um pênalti tolo, desnecessário, ao colocar a mão na bola na dividida por cima, quando Zouma não faria nada.

Hazard esperou Sirigu cair, tocou com jeito e quase nenhuma força entre o meio do gol e o canto oposto ao do goleiro.

No intervalo, as câmeras focalizaram o zagueiro, dono do papel de vilão na até então suposta perda da classificação.

Mas o futebol reservou uma daquelas noites especiais para o capitão do PSG e quem mais queria a classificação.

Aos 113, quando o time não tinha mais forças e na raça tentava se superar cruzando bolas na área, ele ganhou por cima na cobrança de escanteio, cabeceou de maneira quase perfeita e Cortouis fez uma intervenção dificílima, espetacular, espalmando para a linha de fundo.

Na cobrança em seguida, o zagueiro subiu mais que todo mundo e encobriu o belga.

Dali em diante, tomado pelos nervos, o Chelsea sequer conseguiu atacar, mesmo mais inteiro na parte física.

Havia ficado quase 90 minutos, levando em conta os acréscimos, com um jogador a mais.

A parte psicológica prevaleceu acima da condição física.

Foi um daqueles jogos inesquecíveis.

Não há como negar que Thiago Silva terminou como herói.

Comentários ao vivo

Eis o link para quem quiser ler os comentários que fiz ao vivo, escalações, lances de perigo, alterações e o que mais houve no estádio do Chelsea.

http://futebol.placar.esporte.uol.com.br/futebol/liga-dos-campeoes/2015/03/11/chelsea-x-psg.htm

Escrito por Vitor Birner às 20:19 Vitor Birner 8 Comentários

11 mar

Palmeiras ‘de Mattos’ 5×0 Valdívia FC

Birnadas

De Vitor Birner

Não havia razão para Valdívia se manifestar no twitter e gerar uma polêmica no momento de otimismo e ambiente positivo dentro do elenco do Palmeiras e na torcida do Alviverde.

Foi um gesto de quem se coloca acima da camisa.

Não havia nenhum motivo para falar dos gestores e da política de futebol.

Podia simplesmente criticar as reportagens que considerou ruins e os jornalistas que as redigiram.

Bastava explicar de forma embasada o motivo da insatisfação.

Alexandre Mattos, anteontem, ao ser questionado sobre a renovação de Valdívia, disse o óbvio e mais construtivo para a instituição.

Pensa no planejamento do time do Palmeiras num todo, acha importante o ambiente no dia-a-dia ser de comprometimento e feliz, falou que Valdívia deve se preocupar com a recuperação e em jogar, e afirmou que o pai do jogador chegaria naquele dia e brevemente conversariam sobre a renovação.

O homem forte do futebol apenas cumpriu o dever de colocar a instituição acima do jogador.

Lógico que a fala tinha recados a respeito de comportamento e comprometimento com o Palmeiras.

Eles não foram enviados por birra pessoal.

A função do Mattos é fazer o time ficar mais forte.

Como a lógica da nova política no departamento de futebol indica que o meia terá de aceitar redução salarial ou o contrato de produção, questionei sobre valores e Mattos, nas entrelinhas, deu a entender que a oferta será inferior aos vencimentos pagos para ele no contrato em vigência.

Em suma, para quem pretende compreender além de simplesmente ouvir, ficou nítido que as regalias do chileno findaram.

Eis que, do nada e por nada, como de costume o jogador criou uma polêmica vazia.

A reação dele no twitter ou pode gerar um mal-estar interno para si ou simplesmente não ter efeito algum.

Ajudar com certeza não irá, e essa é de novo a questão.

Tenho a impressão que ele se incomoda com o fato de agora haver mais opções no elenco e não ficar dependente apenas do dia em que comparece com a sua luz no gramado.

Em forma e tomado por espírito coletivo que parece repudiar, o meia, se encarar com mais humildade a profissão, continuará sendo protagonista dentro de campo e agregará técnica ao sistema ofensivo do Palmeiras, pois com a bola nos pés continua sendo um dos melhores do elenco.

Mas tem que ser parte do time de futebol da Sociedade Esportiva Palmeiras e não do Valdívia FC para isso se tornar realidade.

Fiz breves observações sobre as mensagens afiadas do ‘Mago’.

Twitou o @el_mago_oficial

“jamais em 7 anos de Clube me posicionei acima do palmeiras senhor Mattos.e com toda sua experiência e mais fácil m chamar pra conversar.”

Será que o jogador, ao confrontar em público quem na hierarquia fica acima dele e tratará da renovação, não se coloca acima do Palmeiras?

O episódio na Disney, quando não retornou ao clube depois do Mundial, foi o de alguém que se coloca no mesmo patamar do restante do elenco e por isso ajuda a formar o ambiente competitivo fora de campo ou de quem manda o recado que está acima de todos?

“Entendam meus motivos de vir a esclarecer o q ta acontecendo.!! é só pra terminar já passei a ganhar 400 brutos 500netos 600netos e até 700″

Não me diz respeito quanto qualquer jogador ganha, desde que o clube possa pagar e em campo o funcionário se esforce para dar retorno e fazer a torcida feliz.

O comportamento do Valdívia, as dificuldades das gestões anteriores palmeirenses na parte econômica e a quantidade de vezes que não jogou mostram que o investimento nele foi ruim.

“Por favor amigos da imprensa se decidam qual número vcs querem que eu ganhei por favor ..!!
amanhã torço pela vitória dos meus companheiros”

Seria melhor ajudar os companheiros, além de torcer por eles no twitter. O simples silêncio na rede social e a conversa em particular com o gestor do futebol teriam sido mais construtivos que o desabafo inútil.

“e regras internas sempre as cumpri e quando não foi assim fui punido como muitos já foram.. Espero não criar atrito com ninguém e sim”

Ao menos disse que não cumpriu sempre as regras internas.

“Por causa disso ainda to sem poder jogar.!! já q a http://Globo.com não deixo eu m manifestar do jeito q queria,tive q usar Twitter”

A melhor resposta do jogador de qualidade como Valdívia é desequilibrar os jogos. E, se queria dizer algo, havia outros órgãos de imprensa para fazer isso. De qualquer maneira, se queria citar uma realidade contrapondo a reportagem (não sei qual o incomodou) deveria ter o direito.

Mas ele disse que fez isso no twitter e, dessas mensagens, nada se aproveita para o clubr.

“No final do ano passado tomei 2 infiltrações pra poder jogar,não gosto bolerar e falar aquilo q fiz ou não mas é bom sempre lembrar q”

Seria legal se falasse quantas vezes podia ter entrado em campo caso e não fez isso, inclusive no último rebaixamento, quando Marcos Assunção jogou algumas vezes com infiltração, operou o joelho (artroscopia) e colocou a saúde em risco ao topar retornar antes de fazer a fisioterapia, com musculatura frágil, atrofiada, por causa da cirurgia.

“fase final de recuperação significa dores musculares cansaço e isso vai acontecer até ficar 100% fisicamente. Não esqueçam os cornetas q”

Normal. Não o questiono por ainda não ter ter jogado.  Nem pego um ponto fora da curva para avaliar o profissionalismo dele. A história no Palmeiras é levada em conta para os críticos que ele chama de cornetas.

“mas todos os jogadores q saíram nos últimos anos tiveram problemas , e eu peço sair se for o caso pela porta da frente”

A ideia dele não é renovar e ficar neste Palmeiras aonde será, caso se dedique, mais um protagonista e não o centro das atenções?

“Repito q não era momento de falar tudo isso pq o momento e dos jogadores q passam por uma fase espetacular e espero continue assim”

Por que não esperou o tal momento  para falar?

“msm indo embora no final do meu contrato serei sempre agradecido pelo q o clube representa ainda na minha carreira.mas não um adeus”

Só faltava não ser grato para quem sustenta a família dele e o transformou em ídolo mesmo diante de tão pouca retribuição?

“tenho caráter sim e cumpro oq digo,não poderia jogar em outra equipe aqui no Brasil é assim será.só uso as cores do palmeiras aqui.”

Tem a opção de ir ou não a outro time. É uma escolha e deve ser respeitada. Eu não avalio caráter de ninguém. Quem se acha perfeito na parte moral e se auto-nomeou o cargo juiz do mundo e da vida alheia que faça isso.

Osório Furlan, que bancou mais de 2 milhões de euros para ele retornar ao clube, diz que o jogador deveria ter vergonha e compensar o Palmeiras.

“não é a pedra no sapato o tal contrato de produtividade.fico triste pq tud q ta saindo não foi da minha boca e sim dalguem querendo tumulto”

Qual era o tumulto até postar essas mensagens no twitter? Até onde sei, tudo parece caminhar a contento no departamento de futebol e formação do elenco.

“E se for produtividade só espero q não aconteça oq vivemos ano passado,sofrendo até o final pq tinha muitos jogadore com contrato produtivo”

Não é pedra no sapato, mas colocou na conta do contrato de produtividade a má campanha do Brasileirão?

“até o momento ng d diretoria m informo q seria uma renovação x produtividad,quem tem q esclarecer esse assunto não é o jogador e sim o club”

Por que então comenta isso no twitter? Rebeldia pelo fim das regalias ou tentativa de contribuir para o ambiente no elenco?

“ontem tinha reunião marcada pra tratar o assunto renovação, meu pai foi na hora dita mas não conseguiu falar com ng e foi marcada pra hj”

No dia da reunião protestou? Será que a ideia é não renovar com redução de ganhos e justificar uma suposta saída tentando responsabilizar Nobre e Mattos?

Lembro que o contrato termina em agosto e Mattos afirmou não ter a menor preocupação com uma suposta concorrência. Por isso a reunião poderia ter ocorrido naquele dia, ontem (como foi) hoje ou em breve.

O recado de Mattos é simples: Se quiser procurar outro time e assinar o pré-contrato, a escolha será respeitada e aceita com tranquilidade.

“pontos só pra esclarecer e parar d fofocas baratas at pq hj o principal foco é a boa fase q o club vive e a minha fase final d recuperação”

Não tinha fofoca e pelo jeito o foco é o incômodo do jogador com a alteração na política de gestão do futebol.

 

Escrito por Vitor Birner às 14:14 Vitor Birner 76 Comentários