1 out

Luis Fabiano não mostra respeito pelo São Paulo

Birnadas

De Vitor Birner

Cinquenta mil pessoas receberam Luis Fabiano no Morumbi após a diretoria fazer grande esforço para contratá-lo no Sevilha.

Chegou para liderar o sistema ofensivo.

As passagens anteriores pelo time, apesar de não terem sido coroadas com títulos, foram boas.

A cartolagem provavelmente acreditou que o desequilíbrio emocional, o maior problema dele em ambas, havia acabado.

O comportamento do centroavante na seleção brasileira, onde precisou lidar com situações tensas como em jogos catimbados das eliminatórias para a Copa do Mundo, além do violento confronto na fase de grupos do torneio contra Costa do Marfim* e do tenso, nas quartas, diante da Holanda, mostraram que o atleta havia aprendido a se controlar.

Eis a questão.

Com a camisa verde e amarela, não perdeu a cabeça ou arrumou expulsões tolas.

E com a vermelha, preta e branca, fez isso em final de Copa Sul-Americana, na Libertadores, Brasileirão, tudo isso apenas nessa desastrosa terceira passagem pelo clube.

Não voltou a errar uma vez, o que pode acontecer se o jogador tem algum problema particular que mexe com a parte emocional, e se recuperou.

Os cartões vermelhos viraram algo comum.

Ele deixou o time na mão em momentos importantes.

Também arrumou problemas fora de campo, reclamou, forçou a saída ao Catar pouco após o retorno, ganhou dois aumentos salariais…

Teve tudo que se pode imaginar, tanto na arquibancada quanto internamente, para ser grato dentro de campo, não da boca para fora, ao time que tanto o valorizou.

Mas, na prática, os atos dele nesta terceira passagem mostram que não respeita o São Paulo.

Se transformou no reserva caro, complicado, que seria negociado caso houvesse uma proposta capaz de minimizar o prejuízo que gerou.

*Corrigido

Escrito por Vitor Birner às 14:05 Vitor Birner 113 Comentários

30 set

Palmeiras será refém de Valdívia até o fim do campeonato brasileiro

Brasileirão

De Vitor Birner

O Palmeiras depende de Valdívia para ter mais chance de permanecer na primeira divisão na temporada do centenário.

O chileno sabe disso.

Dorival Jr é outro que pensa assim.

No jogo contra o Figueirense, pediu para Diogo marcar o lateral-esquerdo, Cristaldo cuidar do direito, e Henrique, o centroavante, recuar e acompanhar o volante do adversário.

Tudo isso para Valdívia não precisar se desgastar na marcação.

Gilson Kleina  fez algo parecido nos tempos de treinador do Palestra.

Como se diz no futebolês, os jogadores correram, por orientação dos treinadores, por Valdívia.

No mundo do futebol, tal circunstância é admitida pelos atletas quando o privilegiado decide os jogos, garante o ‘bicho’ de todos e os elogios da torcida.

Depois da Copa do Mundo, três episódios protagonizados pelo meia chamaram a atenção:

As férias com o Mickey, Pluto e Pateta.

O pisão intencional em Amaral e a expulsão quando o time podia virar o jogo diante do Flamengo.

E a firula de tocar a bola após driblar o goleiro do Figueirense, no lance que provavelmente garantiria os três pontos.

Ontem, o STJD, que poucos anos atrás usou a legislação vigente, a mesma de hoje, para suspender por três jogos quem deu carrinho na bola e não fez falta, mas levou o cartão amarelo por erro do árbitro e como recebera outro, antes, acabou excluído da partida, puniu Valdívia com apenas duas partidas de suspensão.

O meia, em 3 meses, fez o suficiente para perder o lugar no time e ser afastado do elenco.

Mas a diretoria não pode descartá-lo agora.

A camisa gigante do Alviverde virou refém do funcionário.

Eu entendo os cartolas e a comissão técnica palmeirenses.

Também não tomaria, agora, as medidas necessárias em relação ao boleiro mais habilidoso do time.

É hora de arrumar um jeito, seja colocando o jogador sob pressão ou passando a mão na cabeça dele, de fazê-lo atuar mais vezes e melhor.

O Palmeiras precisa de Valdívia, apesar de ele não dar valor à instituição que o transformou, por nada, em ídolo.

A dependência tem que acabar junto com o Brasileirão.

Não pode manter o jogador na próxima temporada.

Falhou ao recontratá-lo e insiste no erro desde então.

Assim que o Brasileirão terminar, tem que achar outro clube para ele.

Obviedade

É lógico que a direção precisa fazer mais além de arrumar um irresponsável para contratar Valdívia.

Esta é apenas uma das medidas indispensáveis para o time voltar a ser competitivo.

O atual elenco não tem condições técnicas de mostrar o futebol que o torcedor quer.

Escrito por Vitor Birner às 12:05 Vitor Birner 101 Comentários

28 set

Marcação forte e falha de Elias garantem vitória ao Atlético PR; Corinthians continua devendo na parte ofensiva

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

Atlético PR 1×0 Corinthians

O plano de jogo de Claudinei Oliveira levou a melhor contra o de Mano Menezes.

A participação eficaz do sistema defensivo atleticano e as atuações ruins de Renato Augusto, Petros, Guerrero, Malcom e dos volantes, apenas para citar alguns que ficaram devendo, na criação, além do erro de Elias no lance do pênalti, tornaram o jogo confortável, dentro do possível, para o Atlético.

O setor de criação do Corinthians tem problemas táticos, pois se movimenta pouco e falta aproximação dos jogadores de vez em quando, mas quando vários jogadores atuam mal o treinador não pode fazer milagre.

O Furacão entrou em campo para se defender e contra-atacar.

Fez a primeira parte de maneira competente.

Parou o Corinthians, que, como normalmente acontece fora da Arena Itaquera, foi mal.

O goleiro Weverton não fez nenhuma defesa difícil em todo jogo, trabalhou apenas nas bolas cruzadas na área, e o gol começou no contragolpe

O time paranaense mereceu os três pontos.

Inteligente 

O Furacão atuou no 4-2-3-1.

Marcelo, na direita, Douglas Coutinho, na esquerda, e Marcos Guilherme, centralizado formaram a linha de três.

O Furacão iniciou o trabalho de marcação poucos metros à frente da linha que divide o gramado.

Não brigou pela posse de bola.

Fez um convite estratégico, ao abrir mão dela, para o Corinthians atacá-lo, pois queria os contragolpes.

Marcelo e Douglas Coutinho têm mais de 1m80 e são atacantes.

Por isso, quando o Furacão contra-atacou do lado de um deles, o outro entrou na área para fazer a função de centroavante junto com o Cleo, que atuou fixo nessa posição, e aproveitar os cruzamentos.

Os lances de velocidade, pelos lados, na vertical (em direção à linha de fundo ou ao gol) tal qual se diz no futebolês, foram as apostas para levar perigo ao gol de Cássio.

Contou com o apoio, alternado, dos laterais Sueliton e Natanael para conseguir isso. .

A proposta de jogo de Claudinei Oliveira foi inteligente se levarmos em conta que seu meio de campo, em especial os volantes Hernani e Deivid, é menos técnicos que o do adversário, que o lateral corintiano Fagner tem dificuldade na marcação e o sistema defensivo montado por Mano Menezes vem errando nas jogadas aéreas.

Posse de bola não ajudou

O treinador do Corinthians preferiu dar descanso ao Danilo e começou com Petros.

Ele se desdobrou para compor o trio de volantes junto de Elias e Bruno Henrique, substituto de Ralf, suspenso, e ser o meia ao lado de Renato Augusto, atleta com mais liberdade no meio de campo do Alvinegro.

O ataque foi formado por Malcom, na direita, e Guerrero.

Por isso, o lado em que o jogador revelado no clube atuou foi o mais utilizado nas tentativas de criar os lances de gol.

O Corinthians teve mais posse de bola, ficou trocando passes, mas enfrentou dificuldades para dar trabalho ao Weverton.

O goleiro não fez um defesa complicada sequer antes do intervalo.

Detalhe

Se Guerrero, aos 19, não falhasse na finalização após o raro equívoco do sistema defensivo do Atlético, que permitiu ao Fagner avançar livre de marcação, receber a bola de Malcon na linha de fundo e cruzar, talvez a proposta de jogo de Mano tivesse êxito.

O gol teria obrigado o adversário a mudar a forma de atuar.

Logo em seguida, Malcom recebeu lançamento longo, na área, mas errou o domínio de bola.

Estes foram os únicos lances de destaque do sistema ofensivo corintiano.

O segundo nem teve chute em gol.

Isso mostra que o sistema ofensivo ficou devendo, o que não é novidade para a nação corintiana.

Pouco

O Furacão, apesar de ter menos posse de bola e presença no campo de ataque, criou uma chance interessante de gol mesmo antes de sofrer o pênalti.

Aos 21, Marcelo recebeu a bola na direita no contragolpe, cruzou e Douglas Coutinho, de cabeça, perdeu a chance de fazer 1×0.

O Furacão acertou poucos contragolpes.

Esse foi o único que merece ser ressaltado antes do outro no gol da vitória.

Pênalti no erro de Elias

O gol do Atlético nasceu no contra-ataque na esquerda, com, Natanael, que cruzou e ninguém aproveitou.

Cléo ficou com a bola e após tentar fazer a jogada com Suelinton, ficou com ela na área e foi para cima de Elias.

O volante errou na marcação e derrubou o centroavante.

O árbitro acertou ao marcar o pênalti.

Cléo cobrou e fez a torcida do Atlético comemorar na Arena da Baixada.

Elias deve tomar uma bronca de Mano ou ser cobrado pelos companheiros.

Não precisava fazer o pênalti, pois Anderson Martins provavelmente chegaria em tempo de dividir com o atacante.

Como queria o Atlético

O sistema defensivo do Furacão deu um baile no Corinthians depois do período de descanso.

Não deu espaços pelo meio e trabalhou apenas nas interceptações dos cruzamentos.

A bola chegou à área do Furacão pelo alto e de nenhum outro jeito.

Douglas Coutinho, numa disputa normal com Cássio, se machucou e Sidcley entrou para manter a força defensiva na esquerda e aumentar a velocidade dos contra-ataques do Furacão.

Os comandados de Claudinei Oliveira reclamaram de jogo sujo dos corintianos porque não chutaram a bola para fora e tentaram contragolpear quando seu companheiro estava no chão.

Mano, aos 16, tirou Petros e colocou Romero para ter velocidade por ambos os lados do ataque.

Claudinei, aos 23, respondeu com a entrada do rápido atacante Mosquito no lugar de Cleo.

Perdeu o jogador de referência no ataque e ganhou alguém para marcar o avanço do lateral e aproveitar os espaços nos contra-ataques

Mano tentou resolver os problemas do sistema ofensivo ao substituir Renato Augusto, anulado pelos oponentes, por Danilo.

Queria melhorar a qualidade do passe e fortalecer a jogada aérea ofensiva.

Aos 30, João Paulo ocupou a vaga de Hernani.

A última mudança foi a entrada de Jadson no lugar de Bruno Henrique.

Nenhuma delas surtiu efeito como Mano queria.

O Atlético impediu o Corinthians de acertar chutes no gol de Weverton.

Mereceu vencer porque errou menos na parte defensiva e na ofensiva.

Entrou em campo com um plano de jogo inteligente e o executou de maneira suficiente para somar os três pontos.

A arbitragem não interferiu no placar.

Ficha do jogo

Atlético PR – Weverton; Sueliton, Gustavo, Cleberson e Natanael; Deivid e Hernani (João Paulo); Douglas Coutinho (Sidcley), Marcos Guilherme e Marcelo; Cléo (Mosquito)
Técnico: Claudinei Oliveira.

Corinthians – Cássio; Fagner, Gil, Anderson Martins e Fábio Santos; Bruno Henrique (Jadson), Elias, Petros (Ángel Romero) e Renato Augusto (Danilo); Malcom e Guerrero
Técnico: Mano Menezes.

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (Fifa) e Rodrigo Henrique Correa
Público: 21.417 pagantes – Renda: não divulgada até o fechamento do post

Escrito por Vitor Birner às 18:56 Vitor Birner 81 Comentários

26 set

Palmeiras foi muito superior ao Vitória; atuação do meio de campo e a dedicação dos jogadores fizeram a diferença

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

Palmeiras 2×0 Vitória

O time de Dorival Jr  mandou no jogo e mereceu ganhar.

A superioridade no meio de campo e o empenho muito maior dos atletas palmeirenses foram fundamentais para se impor.

A improvisação de Victor Luís na função de volante funcionou nesse confronto.

Valdívia melhorou a qualidade do toque de bola no sistema ofensivo e Cristaldo se entendeu com eles.

O Palmeiras ficou mais perto de vencer por diferença maior de gols que de sofrer um.

Guerreiro x Arrogante

A tensão dos jogadores do Palmeiras no começo do confronto ficou nítida nas expressões faciais dos atletas ao errarem lances que nem devem ser tratados como falhas tolas, divididas fortes e de vez em quando exageradas, e decisões corretas dos árbitros.

O time entrou em campo como se disputasse a partida de sua vida.

Encontrou o Vitória mole, apático e acomodado de uma forma arrogante.

Talvez os time de Ney Franco tenha acreditado que encararia o Palestra de domingo passado, o da goleada sofrida contra o Goiás, e ganharia com facilidade.

Deve ter ficado assustado com a postura do então lanterna do Brasileirão.

Baile no meio de campo

Dorival improvisou Victor Luis, ao lado de Renato, na função de volante.

Cristaldo, na esquerda, Mazinho, do outro lado, e Valdívia, entre eles, jogaram à frente da dupla.

Henrique foi o centroavante.

Eles impediram o Vitória de sair da defesa trocando passes.

Os comandados de Ney Franco atuaram distantes uns dos outros.

Não havia conexão entre Adriano, Richarlyson, Cáceres e Marcinho, no meio, e William Henrique, que ficou perdido, pois recuou para ser o quinto homem do setor, apesar de o Alviverde não atacar tanto pelo lado dele, e não conseguiu ser o parceiro de Dinei, o centroavante.

Ponto forte do sistema ofensivo

O lado esquerdo do sistema ofensivo, com Cristaldo, aberto, Victor Luís improvisado na função de volante e Juninho na lateral, funcionou melhor que o direito do meia Mazinho, lateral João Pedro e do volante Renato.

Valdívia, na meia, e Juninho, rente à linha lateral e com objetivo de chegar à linha de fundo, tabelaram com o argentino. Victor Luís avançou sempre que possível para ajudá-los.

O primeiro gol, marcado por Lúcio, aconteceu no escanteio cobrado daquele lado.

O zagueiro Cadu chegou tarde para disputar de cabeça com o pentacampeão do mundo.

O veterano quase havia balançado a rede em jogada parecida pouco antes.

Foram oito escanteios favoráveis ao Palmeiras contra apenas um do Vitória no 1° tempo.

Nulo

O trabalho do sistema ofensivo do time de Ney Franco foi horrível.

Viveu de lançamentos longos e inversões de bola em momentos errados porque a distância entre os atletas era maior que a correta, eles não se movimentaram em busca de espaços e, tal qual se diz no futebolês, aceitaram a marcação do Palmeiras.

A única chance de gol antes do intervalo aconteceu depois da também única saída de bola errada do adversário.

William Henrique, cara a cara com Deola, finalizou mal.

Golaço

O Vitória voltou mais ofensivo do vestiário.

Atacou com 7 jogadores e apostou nos lances pelos lados, especialmente no de Juninho,pois ali, em tese, havia mais espaço, para tentar os cruzamentos na área.

Por cerca de 10 ou 15 minutos, o time conseguiu ao menos levar a bola ao ataque e equilibrar o jogo.

Mas, na prática, isso não surtiu efeito positivo algum ao time.

Apenas aumentou as lacunas para o Palmeiras contra-atacar.

Aos 12, Ner Franco, ciente que corria riscos nos contragolpes, substituiu Richarlyson e Juan, ambos pendurados com o cartão amarelo, por Willie e Mansur.

No mesmo minuto, Mazinho, machucado, saiu e Bernardo entrou.

Aos 16, o Palmeiras fez a sua jogada mais bonita do confronto.

Começou com o arranque de Victor Luis, que abriu espaço no sistema defensivo do Vitória e  tocou para Valdívia.

O chileno viu Cristaldo, tocou para ele, o argentino fez o mesmo para Bernardo, que passou para Henrique, livre,  aumentar a vantagem.

Belo gol que tranquilizou de vez o time.

Ney Franco substituiu William Henrique pelo uruguaio Luis Aguiar

O Vitória sequer esboçou a reação.

O Palmeiras ficou mais próximo de fazer 3xo que de sofrer o gol.

Perdeu força ofensiva após Dorival colocar Patrick Vieira e Bruno Cesar nos lugares de Cristaldo e Valdívia.

Creio que o treinador mexeu no time para poupar os gringos que foram junto com Lucio e e Victor Luis, os melhores do confronto.

Resultado justo.

Ficha do jogo

Palmeiras – Deola; João Pedro, Lúcio, Nathan e Juninho; Renato e Victor Luis; Mazinho (Bernardo), Valdivia (Bruno Cesar) e Cristaldo (Patrick Vieira); Henrique
Técnico: Dorival Júnior

Vitória – Gatito Fernández; Nino, Roger Carvalho, Kadu e Juan (Willie); Adriano, Richarlyson (Mansur), Cáceres e Marcinho; Dinei e William Henrique (Luis Aguiar)
Técnico: Ney Franco

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa)
Assistentes: Cristian Passos Sorence e Bruno Raphael Pires
Público: 14.907 pagantes. Renda: R$ 325.605,00

Escrito por Vitor Birner às 0:07 Vitor Birner 49 Comentários

25 set

Flamengo ficou mais perto que o São Paulo da vitória; Luxa ganhou o duelo tático no jogo com pênalti inexistente para o time de Muricy

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

São Paulo 2×2 Flamengo

O Flamengo foi superior na parte tática e ainda contou com erros de Rogério Ceni e Michel Bastos para ficar mais perto da vitória.

O goleiro falhou no gol de empate o lateral mereceu a expulsão.

O começo do São Paulo, com muita posse de bola ofensiva e um gol de pênalti depois da bonita tabela de Kardec e Pato, foi promissor.

Mas o time de Muricy voltou a jogar mal depois.

O treinador demorou para mandar Auro não atacar tanto e marcar as jogadas de velocidade de Gabriel ou de João Paulo, ou o lateral não obedeceu o treinador na hora da instrução.

Luxa observou a avenida e mandou usá-la.

Nos lançamentos longos, o Fla teve espaço para criar o lance da virada, porém falhou no último passe e cruzamentos.

Na linha de fundo, chegou algumas vezes.

Paulo Victor defendeu um pênalti cobrado por Ceni.

Samir fez a falta fora da área, e não foi por pouco.

Foi um grande erro da arbitragem.

O gol de Alecsandro, quase no fim do confronto, deu a impressão que os três pontos ficariam com a agremiação carioca.

Mas a bobeira do meio de campo, que permitiu ao Souza entrar livre na área, desviar de cabeça, e fazer a bola chegar ao Luis Fabiano, atrapalhou a missão de vencer.

Creio que ambos os times saíram de campo insatisfeitos.

O São Paulo porque atuou em casa e de novo não ganhou, e o Flamengo por causa do empate sofrido no final e quando tinha um jogador a mais em campo.

Esquemas e propostas

Michel Bastos e Antonio Carlos entraram nos lugares de Alvaro Pereira, suspenso, e Toloi, machucado.

Muricy repetiu o 4-4-2 com Kardec e Pato no ataque, Ganso e Kaká na meia, e as constantes participações de Souza e dos laterais Auro e Michel Bastos no sistema ofensivo.

Apenas Antonio Carlos e Edson Silva ficaram atrás. Denilson tomou cuidado, mas apareceu na meia quando havia espaço.

O Flamengo, no 4-5-1, tinha um atleta na frente, o Alecsandro, e não havia necessidade de ninguém, além dos zagueiros, cuidar dele.

O meio de campo de Luxa contou com Everton, na direita, e Gabriel, na esquerda, ambos na meia.

Os volantes atrás da dupla foram Canteros, Cáceres e Márcio Araújo.

O brasileiro do trio tinha liberdade de apoiar.

Os laterais Léo Moura e João Paulo começaram extremamente conservadores na parte defensiva.

O Flamengo se propôs a defender e contragolpear.

E o São Paulo a atacar.

Jogo disputado em 50 metros

O sistema defensivo do Flamengo começou a trabalhar na linha que divide o gramado.

Permitiu ao adversário carregar a bola tranquilamente até lá.

O São Paulo superou a primeira linha de marcação e ficou trocando passes no campo de ataque.

O Flamengo congestionou a entrada da grande área e impediu o time de Muricy de transformar o jogo disputado no campo de ataque são-paulino e a enorme vantagem na posse de bola em oportunidades claras de gol.

Categoria

Aos 18, Pato e Kardec fizeram uma tabela com muita categoria e o atacante emprestado ao clube foi tocado por Marcio Araujo, com a perna esquerda, após o volante observar que havia perdido na corrida.

O auxiliar atrás do gol avisou o árbitro e o pênalti foi marcado

Rogério Ceni cobrou forte, no canto esquerdo, e fez 1×0.

Demorou

O São Paulo não parou de ir ao ataque depois de ficar em vantagem, mas diminuiu a intensidade da marcação na saída de bola e recuou um pouco.

O Flamengo devia ter usado Gabriel ou Everton no ataque, junto de Alecsandro, logo após sofrer o gol.

Mas demorou cerca de 10 minutos para fazer isso.

Descobriu a avenida

Vanderlei Luxemburgo, por volta dos 30 minutos, mandou Gabriel não acompanhar os avanços de Auro.

O lateral e Muricy, ou ao menos um deles, deveriam observar isso.

Ele tinha que ficar atrás, pois Denilson não tem velocidade para fazer a cobertura  contra o veloz meia-atacante.

Não fez isso e o Rubro-Negro descobriu a avenida no espaço deixado por Auro.

Gabriel e João Paulo, que passou a atacar, sempre após receberem lançamentos longos, pois o meio de campo flamenguista não trocou muitos passes, criaram lances de perigo naquela região do campo.

Falha de Rogério Ceni

Aos 35, Auro deixou espaço, escorregou, não havia cobertura, Gabriel entrou na área e chutou em cima do goleiro, que tentou segurar a bola.

Mas errou e largou a gorducha nos pés de Everton, livre, que empatou o confronto.

O único lance de perigo antes do intervalo também foi flamenguista e do mesmo lado da jogada do gol.

João Paulo arrancou livre, recebeu o lançamento na linha de fundo e cruzou.

Rogério Ceni demorou um pouco para sair, talvez por medo de fazer o pênalti, e Márcio Araujo quase conseguiu finalizar em gol.

Caído, chutou a bola para trás, ela bateu no peito do goleiro e foi para a linha de fundo.

Erro da arbitragem

Houve um lance, no 1° tempo, do tipo que não é pênalti porque o jogador do Flamengo sequer viu a bola tocar no seu braço colado ao corpo, e o árbitro mandou seguir.

No critério ridículo adotado pela CBF, tinha que dar a infração.

Repito: discordo radicalmente do critério, mas a prioridade deve ser a condição igual de regras e critérios para todos os times, por mais patéticos que sejam.

Logo após o período de descanso, a arbitragem deu o pênalti de Samir, que errou o tempo de bola e tocou o braço nela, mas fora da área.

O zagueiro não estava nem perto da linha da área.

Foi uma falha grande do árbitro.

Rogério Ceni chutou de novo no canto esquerdo, dessa vez com menos força, e Paulo Victor, após dar um passo à frente, fez bela defesa.

Para ser claro:

O árbitro não tinha que mandar voltar a cobrança porque se adiantou, pois os outros pênaltis defendidos após o goleiro fazer isso não foram invalidados nesee campeonato.

Logo em seguida, quando Ceni corria de volta para o seu lugar, Everton, do meio de campo, quase encobriu o veterano e virou o jogo.

Pobre em chances

O Flamengo atuou um pouco mais solto no 2° tempo.

Canteros e Marcio Araujo aumentaram suas participações no sistema ofensivo.

Aos 11, em contragolpe de novo, na esquerda, Everton chutou de fora da área com perigo.

Aos 18, o São Paulo, que quase não havia se aproximado, após o intervalo, da área flamenguista, criou chance interessante no cruzamento de Michel Bastos.

Paulo Victor mergulhou na bola, deu rebote e Pato, com o goleiro caído, chutou forte.

Cáceres se jogou na frente e evitou o gol.

Discordo de Muricy

Luxa havia trocado, aos 15, Samir por Chicão.

Aos 23, Muricy substituiu Pato por Luis Fabiano.

O titular havia jogado bem no 1° tempo e o sistema ofensivo do São Paulo precisava se movimentar mais.

Ganso, apesar de alguns poucos bons momentos, não conseguia acompanhar João Paulo e nem usar o espaço deixado pelo lateral.

Era o principal candidato a sair.

Muricy também podia tirar Denilson.

Precisava segurar os laterais atrás, posicionar apenas Souza como volante e uma  linha quatro com Pato e Kaká abertos, Ganso e Kardec entre eles, e Luis Fabiano à frente do quarteto no 4-1-4-1.

Seria ousado, mas tinha lógica diante das circunstâncias do jogo.

Mereceu a expulsão

Michel Basto deu carrinho forte, errou a bola, no tornozelo de Everton e foi expulso.

O árbitro acertou ao mostrar o cartão vermelho, apesar de o lateral não estar pendurado no confronto.

Everton teve que ser substituído por Luiz Antonio por causa da entrada violenta e desnecessária.

Muricy tirou Kardec e colocou Reinaldo, aos 29 minutos, para recompor o sistema defensivo com duas linhas de quatro e permitir ao Luis Fabiano ficar isolado no ataque.

Insatisfeitos

Luxa, aos 36, tirou Cáceres e colocou Arthur para reforçar o sistema ofensivo.

O Rubro-Negro, com um jogador a mais, controlou as ações, mas teve dificuldade para criar o lance de gol.

Aos 40, Muricy mandou Ganso descansar e Osvaldo entrar, pois precisava de alguém capaz de ajudar a marcar pelos lados e de velocidade no contra-ataque.

Aos 42, Canteros cobrou escanteio, Alecsandro subiu mais que Edson Silva, cabeceou e colocou o Flamengo em vantagem no placar.

A situação do jogo ficou confortável ao time de Luxa.

Aos 45, Reinaldo cruzou, o meio de campo do Flamengo errou feio ao deixar Souza entrar na área livre de marcação, o volante tocou de cabeça na bola, enganou os zagueiros, e Luis Fabiano conseguiu dominá-la, seu maior mérito no lance, para ficar cara a cara com Paulo Victor e igualar o resultado.

O São Paulo saiu de campo insatisfeito com o resultado porque atuou em casa, começou ganhando e ficou devendo futebol.

E o Flamengo lamentou o fato de ceder o empate no momento mais tranquilo do jogo para conquistar a vitória.

Ficha do jogo

São Paulo – Rogério Ceni; Auro, Antonio Carlos, Edson Silva e Michel Bastos; Denilson, Souza, Ganso (Osvaldo) e Kaká; Alexandre Pato (Luis Fabiano) e Alan Kardec (Reinaldo)
Técnico: Muricy Ramalho

Flamengo – Paulo Victor; Léo Moura, Wallace, Samir (Chicão) e João Paulo; Cáceres (Arthur), Canteros, Márcio Araújo, Gabriel e Everton (Luiz Antonio); Alecsandro
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Árbitro: André Luiz de Freitas Castro
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva e Leone Carvalho Rocha
Público e renda: não divulgados até o fechamento do post

Escrito por Vitor Birner às 2:05 Vitor Birner 109 Comentários

23 set

Futebol de Pato ainda não justificou os 10 milhões de euros que o São Paulo pretende pagar; está sobrando dinheiro no Morumbi?

Birnadas

De Vitor Birner

A direção do São Paulo reclamou faz cerca de 15 dias da falta de dinheiro em caixa.

E hoje comenta sobre a intenção de pagar dez milhões de euros por Pato.

A contradição no discurso é um mero detalhe.

O futebol de atacante não justificou, ao menos ainda, o pagamento desta fortuna.

Pode fazer valer a pena, pois depende acima de tudo do próprio atacante.

Mas ninguém tem como adivinhar agora.

Pato realmente jogou bem algumas vezes com o Kaká em campo.

O meia melhorou a dinâmica do sistema ofensivo e se esforçou de um jeito que ‘obrigou’ até os companheiros pouco competitivos a fazerem o mesmo.

Ganso também cresceu ao lado do ex-milanista.

Pato não foi o único beneficiado.

Há outro aspecto indispensável para avaliarem se o investimento de 10 milhões de euros é de pequeno, médio ou grande risco.

O atacante é um atleta que pode se encostar a qualquer momento.

Não estou dizendo que voltará, ou não, a ser indolente.

Mas o risco, tal qual o currículo dele mostra, existe.

Na prática, ele fez pouco para justificar o alto investimento e a confiança de dirigentes e torcedores que colocam a razão na frente da emoção e do marketing.

Diante deste cenário financeiro e futebolístico, compensa fazer a contração mais cara da história do clube?

Ainda mais sabendo que Kaká deve ir ao Orlando – o São Paulo tentará mantê-lo no primeiro semestre – e a direção precisará contratar alguém competente, de características parecidas, o que irá demandar considerável quantia de dinheiro?

A experiência com Luis Fabiano, por enquanto uma verdadeira bomba nesta terceira passagem pelo São Paulo – as anteriores foram diferentes – precisa ensinar algo.

O planejamento da montagem do elenco tem que ser executado de maneira racional.

Lembro que Pato é menos importante para o time, por exemplo, que Alan Kardec.

Não duvido que o centroavante ex-Palmeiras receba uma proposta do exterior e a direção tenha que colocar a mão no bolso para segurá-lo.

O mercado está pobre de opções para o comando do ataque.

A seleção brasileira mostra isso.

Fundamental:

Pato não substitui Kardec.

São jogadores de características diferentes e o treinador precisará fazer adaptações no esquema de jogo, caso perca o atleta que tem contrato de cinco com anos com o time.

Escrito por Vitor Birner às 12:39 Vitor Birner 134 Comentários

22 set

Técnicos têm que pedir para jogadores chutarem a bola na mão do rival; o critério ridículo adotado no Brasil na marcação dos pênaltis pede isso

Birnadas

De Vitor Birner

Os jogadores do campeonato brasileiro têm que chutar a bola de propósito no braço ou mão do adversário quando estiverem dentro da área.

A forma como a arbitragem brasileira, instruída pela comissão da CBF, segue a determinação da Fifa praticamente exige isso.

A mudança de critério do mão na bola ou bola na mão, que na prática é uma alteração na própria regra, é destrutiva ao futebol.

Apenas com a intenção do defensor a infração deveria ser marcada.

Forçar o toque da bola, de propósito, na mão ou braço do rival é muito mais fácil que driblar ou tabelar para criar a chance clara de gol.

Vejo os comentarista de arbitragem falarem em ” movimento anti-natural”.

Qualquer lance em que o atleta está com o braço aberto ou em movimento, além de alguns quando o mesmo está colado ao corpo, consideram penalidade máxima.

Eu acho natural o atleta correr movimentando os braços ou dar carrinho com eles abertos.

Anti-natural, um termo, aliás, horroroso do neo-futebolês, é correr, por exemplo, com os braços para trás.

A situação beira o ridículo.

O atacante movimenta os braços para ganhar velocidade enquanto o marcador precisa ficar com as mãos juntas nas costas?

Será que pensam no que estão dizendo quando cobram isso?

De qualquer maneira, o critério nocivo ao futebol, deve ser igual para todos os times que disputam uma competição, pois é isso que a torna justa.

Ruim, é verdade, mas justa.

Então, repito, os jogadores têm que forçar o neo-pênalti do futebol.

Se alguém não entendeu, recomendo que veja os pênaltis marcados para o Flamengo contra Coritiba (Copa do Brasil) e Corinthians, o de ontem do Santos contra o Figueirense, o primeiro favorável ao Corinthians no clássico frente o São Paulo, o para o Palmeiras contra o time de Muricy…

Apenas para citar alguns dos vários exemplos.

Ou seja:, na prática, para a comissão de arbitragem brasileira, qualquer contato da bola com o braço ou a mão, caso não estejam ambos atrás das costas, é pênalti.

E não adianta fazer adaptações ao longo da competição.

Nem no discurso e muito menos na prática.

Já vi implementarem outras novidades e mudarem por causa das circunstâncias.

Meu critério na hora de comentar os jogos do Brasileirão terá como base a marcação do pênalti que na verdade não é pênalti em tais circunstâncias, apesar de discordar radicalmente disso.

Tanto faz o que eu penso.

Como diz o Tite, o “campo fala”.

E se fala bobagem, que seja para todos.

Duvido que essa inovação nociva seja mantida no futuro.

Estragará o futebol e banalizará a infração máxima dele.

Praticamente altera as propostas de qualquer sistema ofensivo dos times.

Os treinadores atentos podem e devem pensar em táticas diferentes e apelativas para tirarem proveito desse ‘invencionismo’ desprovido de nexo .

 

Escrito por Vitor Birner às 15:35 Vitor Birner 360 Comentários

21 set

Corinthians foi superior ao São Paulo e mereceu a vitória; árbitro seguiu as determinações da Fifa em ambos os pênaltis

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

Corinthians 3×2 São Paulo

A forte marcação na saída de bola deu a superioridade do clássico ao time de Mano Meneses.

O São Paulo não foi capaz de sair da defesa trocando passes.

O Corinthians ganhou o duelo no meio de campo por isso, frequentou mais o campo de ataque, mas teve dificuldades para criar os lances de gol.

Cometeu dois erros na marcação dos cruzamentos, ambos em cobranças de faltas, e por isso foi a o vestiário perdendo.

Fez o gol no 1° tempo graças a um pênalti polêmico.

Conseguiu a virada depois do intervalo noutra penalidade que terminou com a expulsão de Alvaro Pereira.

Com um jogador a mais, finalmente conseguiu trocar passes até achar espaço para entrar na área do São Paulo.

Guerrero, o melhor do jogo, fez o gol da virada.

Fabio Santos recebeu cartão vermelho em lance possível de ser evitado.

O lateral, vale ressaltar, cobrou os dois pênaltis direito.

Fazer o gol em lances assim é a obrigação, mas o êxito no clássico tenso, disputado, deve ser valorizado.

Lembro que em ambos o time dele perdia quando fez os gols.

Nem com dez jogadores de cada lado o São Paulo ameaçou igualar o resultado.

Achei o resultado do clássico justo.

Substitutos

Mano perdeu Elias, com febre, e escalou Bruno Henrique como volante ao lado de Ralf.

Preocupado com a fraca atuação do sistema ofensivo, decidiu abrir mão de um jogador de velocidade, deixou Romero e Luciano na reserva, e colocou Danilo junto com Renato Augusto na meia, além de Malcom, na direita, aberto, e o centroavante Guerrero.

Muricy manteve Denis no lugar de Rogério Ceni, fora por causa do problema no joelho.

E optou por sobrecarregar Alan Kardec na marcação ao preferir Luis Fabiano no lugar de Pato, ausente porque o contrato entre os clubes assim determina.

Cumpriram

Mano pediu marcação forte na saída de jogo.

Os jogadores executaram as instruções.

O São Paulo sofreu muito para fazer a transição da defesa ao ataque com ela no chão.

Não encontraram espaços, apesar da movimentação correta.

O time de Mano Meneses foi superior em todo primeiro tempo.

Bola aérea fez a diferença

Aos 5 minutos, Kaká cobrou a falta na área, a zaga corintiana não conseguiu tirar e a bola sobrou Para Souza, de esquerda, fazer 1×0.

O São Paulo não havia chegado ao ataque até aquele momento.

Ganso e Kaká passaram mais tempo na linha dos volantes Denilson e Souza, atentos à proteção dos laterais Auro e Alvaro Pereira, que trabalhando na criação.

Fagner e Fábio Santos avançaram e era necessário acompanhá-los.

No momento em que Ganso não fez isso com o da esquerda, o Alvinegro, com dificuldades na articulação dos lances de gol apesar passar mais tempo no campo de ataque, chegou à linha de fundo e levou perigo.

Guerrero se movimentou muito.

Foi o principal boleiro do Corinthians na primeira parte do clássico.

Perdeu o duelo Tolói para individual, mas depois de o zagueiro sair machucado, levou a melhor contra Antônio Carlos na jogada do pênalti, aos 35, que Fabio Santos cobrou para empatar o jogo.

A Fifa determinou

O árbitro seguiu as ordens da comissão de arbitragem da CBF, que seguiu as destrutivas instruções da Fifa (escrevi sobre isso na minha coluna do Lance de sábado e tratarei do assunto aqui no blog) de aumentar o rigor na hora de soprar pênaltis quando a bola toca na mão ou no braço dentro da área.

Foi o típico lance de bola na mão, que nunca foi considerado infração.

Ela estava saindo da área e o zagueiro, na corrida, ainda tentou evitar o contato.

O responsável pelas regras sabe disso, tanto é que não deu nem cartão amarelo para o zagueiro.

A decisão de Luis Flávio de Oliveira foi correta porque este é o critério adotado no Brasileirão e a regra deve ser igual para todos os times.

De novo na jogada aérea

O São Paulo foi ao vestiário vencendo por 2×1 porque o Corinthians tomou outro gol no cruzamento em cobrança de falta.

Danilo deixou Edson Silva entrar na área e finalizar.

Tinha que acompanhar o zagueiro

Talvez tenha acontecido a confusão porque o veterano não tem sido titular e talvez tenha treinado pouco esse tipo de lance.

Seguiu a lógica do jogo

Luis Fabiano foi inútil porque não participou do sistema defensivo e ninguém conseguiu fazer a bola chegar ao centroavante.

Muricy decidiu trocá-lo por Michel Bastos.

O treinador provavelmente avaliou que Alan Kardec cansaria por causa da obrigação de voltar o tempo todo para ajudar nos desarmes, e não gostou da acomodação de Luis Fabiano, que não se movimentou para procurar espaços, receber a bola e ser o pivô quando seus companheiros ficaram no meio de campo foram pressionados.

O reserva tinha que fechar os espaços em frente ao Alvaro Pereira, o que daria a chance de Kaká ou Ganso puxar o contragolpe.

Alan Kardec passou a jogar como centroavante.

Parecido   

O Corinthians voltou do intervalo repetindo a intensidade e a proposta de marcar na frente.

O São Paulo de novo sofreu para escapar do bloqueio do rival.

O Alvinegro também repetiu a dificuldade de criar grandes oportunidades de gol.

O chute de Malcom, aos 7 minutos, que obrigou Denis a realizar difícil intervenção, foi o único até o pênalti.

Correto o árbitro

Aos 2o, Malcom lançou Guerrero, o centroavante entrou na área, e na hora de chutar foi derrubado por Alvaro Pereira.

O uruguaio errou o carrinho.

Quis pegar a bola e acertou apenas o rival.

O árbitro mostrou o cartão vermelho, tal qual a Fifa determina nessas lances de claro de gol.

Denis caiu no canto em que Fabio Santos chutou, mas a cobrança do lateral foi ótima.

Danilo, como de costume

O Corinthians estava melhor, passou a contar com um jogador a mais e tinha o apoio da torcida.

O São Paulo formou duas linhas, uma na defesa e outra no meio de campo, para recompor o sistema defensivo com o recuo de Alan Kardec.

A pressão aumentou.

O Corinthians permaneceu no campo de ataque trocando passes.

Achou o espaço para a virada no bonito passe de Danilo, que apesar de não ter mais a condição física de alguns anos atrás novamente ajudou a decidir o jogo importante dando o passe perfeito para Guerrero, aos 29, fazer 3×2.

O meia estava prestes a sair.

O treinador havia mandado Romero aquecer para entrar no lugar dele.

Depois do gol, decidiu manter o colecionador de títulos mais alguns minutos

Alterações

O São Paulo, em desvantagem, precisou tentar fazer, com um a menos, o que não conseguira com 10 jogadores de linha.

Tinha que ganhar o duelo no meio de campo, aumentar a posse bola na frente e criar chances de gol.

O Corinthians recuou para congestionar o campo de defesa e forçar o rival a dar espaços para os contragolpes.

Os treinadores, aos 36 minutos, alteraram os times

Osvaldo entrou no lugar do volante Denilson para aumentar a chance de alguém do time achar o lance do empate, enquanto Luciano teve incumbências iguais a de Malcom, que também se destacou no clássico.

Afobado

Fabio Santos, logo após as trocas, deu o carrinho por trás em Osvaldo, ainda no campo do São Paulo.

Tomou cartão vermelho no momento em que o time tinha controle tático e emocional.

Ele discordou do árbitro, achou que merecia o amarelo, opinião que vale ser discutida, mas naquele momento o correto seria evitar a falta.

Ele discordou do árbitro, achou que merecia o amarelo, mas sabe que podia ter evitado isso.

Não havia razão para chegar daquele jeito no lance ainda no campo de ataque do seu time.

O atleta rodado como ele sabe que depois de o árbitro expulsar um jogador do rival e marcar dois pênaltis a chance de tomar o vermelho aumentou.

Tranquilo

Luciano recuou para formar o sistema defensivo depois da expulsão.

O Corinthians abdicou do contra-ataque.

Trabalhou para manter o resultado.

Mano, aos 41, substituiu Danilo por Uendel.

O São Paulo não conseguiu ameaçar o gol de Cassio.

Guerrero, nos acréscimos, saiu para ser aplaudido pela maioria dos mais de 34 mil pagantes. e Romero ganhar o bicho integral.

O peruano foi o melhor em campo na merecida vitória do anfitrião na Arena de Itaquera.

Ficha do jogo 

Corinthians – Cassio; Fagner, Anderson Martins, Gil e Fábio Santos; Ralf, Bruno Henrique, Renato Augusto e Danilo (Uendel); Malcom (Luciano) e Guerrero (Romero)
Técnico: Mano Menezez

São Paulo – Dênis; Auro, Rafael Toloi (Antônio Carlos), Edson Silva e Alvaro Pereira; Denilson (Osvaldo), Souza, Ganso e Kaká; Alan Kardec e Luis Fabiano (Michel Bastos)
Técnico: Muricy Ramalho

Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse e Rogério Zanardo
Público: 34.688 pagantes – Renda R$ R$ 2.405.986,50

 

 

 

Escrito por Vitor Birner às 20:03 Vitor Birner 389 Comentários

19 set

Corinthians está certo ao vetar Pato no clássico

Birnadas

De Vitor Birner

O Corinthians paga mais da metade do salário de Pato.

Só faltava gastar a fortuna de cerca de R$ 5 milhões anuais para o jogador enfrentá-lo.

A motivação para os empecilhos legais terem sido colocados no contrato foram técnicas do futebol

Ninguém questionou a qualidade do atacante.

A questão para os dirigentes decidirem emprestá-lo ao São Paulo foi comportamental, de falta de comprometimento e competitividade, além da oportunidade criada pelo apreço de Mano por Jadson.

Temiam que ele mostrasse no rival o futebol que esperavam quando foram buscá-lo no Milan por 15 milhões de euros.

Para mim é simples.

Se o clube que empresta paga parte dos salários, tem direito de exigir cláusulas específicas para impedir o atleta de jogar contra ele.

Se os vencimentos mensais do boleiro forem custeados pelo time para qual foi emprestado, as cláusulas não podem ser aceitas.

A Fifa deveria criar alguma legislação específica definindo tais condições nos contratos por empréstimo.

O CBJD também poderia ter algo nessa linha.

 

Escrito por Vitor Birner às 14:53 Vitor Birner 75 Comentários

18 set

Corinthians, mal na parte ofensiva, empata com a Chapecoense; árbitro não marcou um pênalti em Guerrero

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

Corinthians 1×1 Chapecoense

A atuação do sistema ofensivo do Corinthians foi horrível.

Previsível, incapaz de usar a velocidade que possui, mal tecnicamente e perdido na movimentação, levou algum perigo até a Chapecoense arrumar o posicionamento do lado esquerdo.

É verdade que o time de Mano podia vencer por dois gols de vantagem antes do período de descanso, se o árbitro marcasse o pênalti do lateral-direito Fabiano em Guerrero.

Por causa do erro de Felipe Duarte Varejão, considero o resultado injusto.

Se me apegasse apenas ao desempenho dos atletas, não diria isso.

A Chapecoense, no 2° tempo, foi superior.

Acertou a marcação, empatou graças à falha de Ferrugem  e perdeu duas grandes chances de conseguir a virada.

Ficou mais perto que o time de Mano da vitória.

Pouco na parte ofensiva

Mano optou pelo 4-3-3.

Malcom, na direita, e Luciano, do outro lado, jogaram no ataque, abertos.

Guerrero foi o centroavante.

O meio de campo teve Ralf e Elias como volantes e Jadson, à frente deles, na meia.

O Corinthians pressionou a saída de bola até fazer o gol, aos 10 minutos, no lance individual de Malcom, que conseguiu chutar entre as pernas do lateral Rodrigo Biro e no canto esquerdo do goleiro Danilo Padilha.

Até aquele momento, o time não havia feito nada interessante na parte ofensiva.

Depois, quase nada mudou.

Recuou um pouco para atrair o adversário, forçá-lo a abrir espaços, e contra-atacar com os rápidos Malcom e Luciano.

Mas apenas o jogador revelado pelo clube deu algum trabalho.

Luciano atuou muito mal.

E Jadson foi anulado por Bruno Silva.

Erros na esquerda  

Jorginho optou pelo 4-1-4-1.

Bruno Silva atuou entre as as duas linhas de quatro.

O quarteto em frente a ele teve Fabinho Alves na direita e Camilo na esquerda, os responsáveis pelos contra-ataques e proteção aos laterais, além de Diones e Ricardo Conceição,  que vigiaram os avanços de Ralf e Elias.

Camilo, o mais perigoso nos contragolpes, não executou direito nenhuma das funções e Rodrigo Biro, o lateral-esquerdo, sofreu com isso.

Pênalti

Aos 36, Jadson cruzou, houve o desvio de bola e Fabiano puxou Guerrero pelo pescoço para impedir que o peruano ficasse com ela na pequena área.

A arbitragem não viu nenhuma irregularidade.

Mas houve a penalidade, pois o agarrão foi exagerado e no pescoço.

Não se tratou de um empurrão tradicional por disputa da bola ou de espaço.

Falha de Ferrugem

O sistema defensivo do Corinthians não havia permitido nenhuma jogada perigosa contra o gol de Cássio antes do intervalo.

Após o período de descanso, cedeu o empate por causa do equívoco de Ferrugem.

Fabinho  Alves cruzou, Ferrugem tentou cabecear, errou e ainda teve azar porque a bola bateu na sua perna e entrou no canto esquerdo do gol de Cassio.

Alterações nada modificaram

O empate obrigou o Corinthians a voltar a pressionar a saída de jogo e a atacar.

Jorginho corrigiu o posicionamento defensivo no intervalo e a Chapecoense quase anulou o trabalho de criação do sistema ofensivo do adversário.

Mano Maneses, aos 15 minutos, mandou Romero substituir Luciano, que mal apareceu no jogo, para tentar reverter o cenário desfavorável.

O paraguaio atuou do lado esquerdo e entrou mais vezes na área que o titular.

Aos 19, Jadson, também incapaz de construir qualquer situação diga de ser destacada, cedeu o lugar ao Lodeiro.

O uruguaio jogou na meia e foi tão mal quanto seu companheiro.

Aos 22, o zagueiro Felipe se machucou.

O técnico colocou Bruno Henrique ao lado de Elias, pois queria que os volantes ajudassem na parte ofensiva,  e recuou Ralf para a zaga.

As mudanças não tornaram a equipe mais forte.

Chapecoense, superior

O time de Jorginho, ao notar a inoperância do adversário com a bola, ganhou confiança e passou a gostar do jogo, tal qual se diz no futebolês.

Aos 28, Dedé ocupou a vaga de Diones.

Nos contragolpes, a Chapecoense criou duas grandes chances de fazer 2×1.

Aos 32 Camilo aproveitou a bobeira de Elias e colocou o centroavante Leandro Banana de frente para Cassio.

Pressionado por Bruno Henrique, o atacante chutou para fora.

Aos 35, Camilo recebeu a bola na esquerda em lance de contragolpe e cruzou para Fabinho Alves, livre, na área, com Cassio caído, chutar e Fabio Santos, em cima da linha, impedir a virada.

Nos últimos minutos, o Corinthians, na base do desespero e cruzamentos, lutou para vencer.

A Chapecoense continuou com espaços para contra-atacar e não os aproveitou.

Zezinho, aos 40, entrou no lugar do cansado Camilo e Wanderson, nos acréscimos, substituiu Fabinho Alves para reforçar a marcação no meio de campo.

Resultado injusto

O Corinthians não jogou nada.

Mas a Chapecoense perdeu dois gols por causa dos erros de seus atletas.

Nenhuma falha de jogador torna o resultado injusto.

Apenas o árbitro e seus auxiliares, que não driblam, marcam ou chutam a bola têm tal poder.

Como interpretei que houve o pênalti em Guerrero e os responsáveis pelas leis do futebol viram doutra maneira, considerei o resultado injusto.

Ficha do jogo

Corinthians – Cassio; Ferrugem, Felipe (Bruno Henrique), Gil e Fábio Santos; Ralf, Elias e Jadson (Lodeiro); Malcom, Guerrero e Luciano (Romero)
Técnico: Mano Menezes

Chapecoense – Danilo; Fabiano, Rafael Lima, Jailton e Rodrigo Biro; Bruno Silva; Fabinho Alves (Wanderson), Ricardo Conceição, Diones (Dedé) e Camilo (Zezinho); Leandro Banana
Técnico: Jorginho

Árbitro: Felipe Duarte Varejao
Assistentes: Luiz Claudio Regazone e Gilberto Stina Pereira
Público: 25.537 pagantes – Renda: R$ 1.359.473,00

Escrito por Vitor Birner às 23:07 Vitor Birner 47 Comentários