26 jan

‘Hermano’ que o São Paulo tenta contratar marcou poucos gols e deu uma assistência no campeonato argentino

Transferências

De Vitor Birner

O São Paulo ofereceu ao Racing 4 milhões de euros por 70% dos direitos econômicos de Centurión. O jogador tem mais três anos de vínculo empregatício com o clube de Avellaneda, mas o valor proposto supera o determinado para a rescisão contratual e o atleta, convencido pela oferta salarial do time do Morumbi, quer trocar de ares.

Essa informação é do repórter Nicolás Montalá, que trabalha no Diario Olé e cobre o clube faz mais de 18 anos.

Os dirigentes ‘racingistas’, apesar de saberem que não têm como competir na parte econômica com os brasileiros, queriam manter o boleiro.

Mas já contactaram os cartolas do Banfield e falaram que se negociação acontecer, tal qual creem e não queriam, irão investir em Nicolás Tagliafico, jogador dos Taladros com características muito mais defensivas que as do campeão do ‘Torneo Transición’.

Na última temporada, Centurión jogou mais na esquerda para cooperar na criação, trocou de lado quando necessário, ajudou o meio de campo e na marcação como se fosse um ala em frente ao lateral e se transformou em atacante, de acordo com as necessidades táticas, pelas beiras do campo.

Completou 22 anos no último dia 19, teve uma breve passagem pelo Genoa, é destro, gosta de apostar nos dribles e carregar a bola, já vestiu a camisa da seleção nacional em categorias de base e é tratado como uma promessa do futebol do país.

Na campanha do título do Racing disputou 17 dos 19 jogos e foi substituído em dois. Tentou 36 chutes em gol, 14 foram entre as traves, e superou os goleiros apenas em 3 oportunidades.

Deu uma assistência, pouco para quem atua na função dele, foi punido três vezes com o cartão amarelo e outra com o vermelho.

Marcou o gol do título (por pontos corridos em turno único )na vitória por 1×0 diante do Godoy Cruz vestindo a camisa 10, e por isso tem o carinho da fanática e sofrida ‘hinchada’ de uma das grandes agremiações portenhas.

Lembrete

O post não tem a minha opinião, seja certa ou equivocada, sobre o futebol do personagem do texto.

Contei como se posicionou no gramado, além das características e números dele no último torneio que disputou

Quando eu retornar das férias, comentarei, gradativamente, as contratações e montagem de todos os elencos dos principais times do Brasil.

Para fazer isso, preciso ver quem os treinadores terão à disposição.

No futebol com pouca gente capaz de desequilibrar rotineiramente por ser  muito acima da média no trato da bola, a junção de características dos atletas é fundamental para a compreensão do papel que cada um pode exercer e qual tipo de auxílio os jogadores terão dentro de campo para suas virtudes prevalecerem.

Escrito por Vitor Birner às 17:06 Vitor Birner 230 Comentários

15 jan

Aumenta o número de conselheiros do São Paulo revoltados com Aidar: alguns cogitam o impeachment do presidente

De primeira

De Vitor Birner

Carlos Miguel Aidar desrespeitou o estatuto do São Paulo ao assinar o contrato com Cinira Maturana, o qual previa 20% de comissão dos negócios que ela arrumasse para o clube, e não ter levado o mesmo ao conselho logo em seguida.

O silêncio abriu a possibilidade de o presidente sofrer impeachment.

A chance de isso acontecer, neste momento, é pequena.

O estatuto do clube exige 75% de quorum no conselho e a aprovação da maioria para o presidente ser deposto.

Mas, mesmo assim, alguns conselheiros trabalham com essa possibilidade.

Outros, apesar de ainda não terem embarcado na empreitada, mostram enorme insatisfação com o atual gestor e podem aumentar o coro dos que pretendem vê-lo fora do Morumbi.

Muitos foram procurar o Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do conselho, para externar a revolta com a atual gestão.

Entre os insatisfeitos há pessoas de quase todas as correntes políticas do clube.

Há pares de Juvenal Juvêncio, com quem Aidar arrumou uma briga pública inútil, entre os irados, e opositores ferrenhos ao ex-presidente, que se juntaram indiretamente aos outrora situacionistas e hoje opositores.

A razão disso é simples de ser entendida.

A quantidade de problemas da administração Aidar em menos de 9 meses impressiona.

Eis uma pequena relação:

Além do inexplicável contrato com Cinira Maturana, houve o negócio ou mal conduzido ou mal explicado com a Puma, que se recusou a pagar a comissão a ela, tal qual foi noticiado, e pode processar o clube.

A diretoria de futebol ameaçou pedir demissão durante a Copa do Mundo, na excursão aos EUA, porque houve a tentativa de pessoas que não pertencem ao departamento de colocarem jogadores no elenco contra a vontade de Athaide Gil Guerrero, Rubens Moreno, Gustavo Vieira de Oliveira e Muricy.

Aidar, noutro episódio durante o Brasileirão, discutiu com o treinador no vestiário e passou as semanas seguintes falando abertamente em trocar o comandante.

Citou, inclusive, os nomes de supostos substitutos.

Juca Kfouri postou sobre o interesse de ele negociar com a BWA o pagamento da dívida do clube, que pode ser administrada pois é inferior ao orçamento anual, em troca de 10 anos de rendas para a empresa.

O jornalista afirma que Aidar aumenta o tamanho do problema para colocar em prática seus planos.

Isso já era comentado nos corredores do estádio Cícero Pompeu de Toledo.

Para tirar Juvenal Juvêncio de Cotia, Aidar provocou uma crise pública, deu entrevistas no intuito de justificar a medida, às vésperas de colocá-la em prática, ao invés de simplesmente comunicar ao responsável por sua eleição a decisão que havia tomado.

A Penalty nunca tinha lançado nenhum produto oficial do São Paulo antes de o mesmo ser aprovado pelo marketing do clube.

Essa obrigação de passar pelo crivo são-paulino é prevista em contrato.

Coincidentemente, após começar a cuidar da troca de fornecedor de material esportivo, houve o entrevero da camisa de despedida de Rogério Ceni.

Conselheiros creem que  essa foi outra crise provocada pelo presidente para justificar aquilo que pretendia fazer.

O fato de notícias sobre o acerto com a Under Armour serem públicas, permite que a Penalty processe o São Paulo, pois tem contrato em vigência até o fim do ano.

As aparições públicas de Aidar com roupas da marca americana, de uma hora para a outra, reforçará o argumento num eventual litígio.

Na aprovação do regulamento do campeonato paulista, Aidar declarou que os 19 presidentes de clubes do estado que foi “voto vencido por falta de massa encefálica (deles)”.

Tratou de maneira desrespeitosa Paulo Nobre e o próprio Palmeiras. Tornou a briga pessoal.

Acusou o Cruzeiro de não pagar salários, o que provocou uma nota de repúdio dos mineiros.

Falou que o Napoli tem relação com a Camorra (máfia da região).

Em relação a cobertura do Morumbi, não conseguiu apresentar, até agora, qualquer projeto no conselho.

Houve conselheiro do clube que comentou nos bastidores ter ouvido reclamações de representantes de empreiteiras sobre os pedidos de comissão de Cinira Maturana.

As relações institucionais de Aidar, e por isso as do São Paulo,  são péssimas inclusive onde não havia nenhum motivo para acontecerem brigas e vários conselheiros reprovam.

O presidente tem, inclusive, dificuldades de manter a paz dentro da própria gestão.

Quando o São Paulo perdeu Dudu para o Palmeiras, Athaíde Gil Guerrero, vice de futebol, pediu que fosse emitida uma nota oficial, tal qual aconteceu, sobre o episódio.

Por isso contactou Douglas Eleutério Schwartzmann, vice de comunicação e marketing, para tratar dela.

Douglas, considerado o braço direito de Aidar e chamado dentro do São Paulo de o ” homem forte do presidente”, considerou a iniciativa uma ingerência.

E houve a troca de emails agressiva entre eles, na qual Douglas intimou Ataíde para resolver tudo pessoalmente.

Esse é o clima interno do São Paulo.

Assim começa a temporada.

Por isso a parte dos conselheiros que se preocupa realmente com a instituição, se mexe para tentar arrumar soluções.

E o impeachment, apesar de distante por causa da burocracia política e de ser um trâmite doloroso para a instituição, tem sido estudado.

Na pior das hipóteses, esperam que Aidar não fique mais de um mandato no cargo.

No próximo dia 9 haverá reunião do conselho que deve ser tensa.

Escrito por Vitor Birner às 18:37 Vitor Birner 484 Comentários

14 jan

Mercado de contratações desanima; chapelaria fatura muito e não garante qualidade na entrega

Birnadas, Transferências

De Vitor Birner

Muita fumaça e pouco fogo

Vinte times disputaram o campeonato brasileiro e apenas um, por razões óbvias, conseguiu comemorar o título.

Mas nem os cruzeirenses terminaram a temporada totalmente satisfeitos, pois a campanha na Libertadores foi aquém da capacidade técnica do elenco e a participação na final da Copa do Brasil ruim.

Aos olhos dos torcedores felizes com ressalvas, assim como na visão dos insatisfeitos – no caso do futebol brasileiro eles são a absoluta maioria entre os adeptos dos grandes times – a contratação de jogadores é a solução para quase todos os problemas em campo.

A paixão pelo clube costuma fazer muita gente acreditar naquilo que poucas vezes viu.

Aumenta a esperança de conquistas e cria a enorme expectativa que, se levarmos em conta a regra dos últimos anos, tende a terminar após os supostos reforços atuarem algumas vezes e frustrarem o sonho de quem espera deles algo especial no trato da bola.

Basta ver o nível técnico do último Brasileirão e observar onde seu time buscou o boleiro para saber que poucos realmente irão agradar.

O rebaixado Botafogo, por exemplo, se transformou em ‘oásis’ para a busca de novos atletas, pois vive enorme crise financeira.

Se a equipe não tivesse caído e houvesse equilíbrio nas contas, os jogadores que saíram de lá receberiam as mesmas ofertas?

O “não” que veio à mente do amigo leitor, para quem desejo excelente ano novo, mostra como é a logística de um futebol pessimamente administrado.

Enquanto os times de ponta nos principais torneios do mundo buscam o profissional capaz de suprir as carências, aqui os dirigentes aproveitam negócios de ocasião e liquidações e seja o que Deus quiser.

A contradição proporcionada pela goleada da emoção contra a razão é positiva no mundo dos torcedores e inadmissível no da cartolagem.

Depois os gestores reclamam da falta de grana e mendigam ajuda do governo.

Lembrete

São eles que tomam como pessoais questões dos clubes, inflacionam o mercado, fazem o jogo dos empresários, várias vezes sequer pagam os salários em dia e reelegem presidentes de federações e da CBF.

Mantêm tudo do mesmo jeito e falam em “modernização” quando explicam como têm administrado os times.

Algum chapéu rasgado????

O São Paulo ‘deu chapéu’ no Palmeiras ao contratar Wesley.

Resta saber qual jogador irá ao Morumbi.

O esforçado e que se multiplicava em campo dos tempos de Santos, ou o acomodado que vestiu o manto sagrado palestrino com aparente desdém?

O São Paulo se dispôs a pagar altos salários a ele apenas por causa da solicitação feita por Muricy Ramalho ou a briga pessoal de Carlos Miguel Aidar com Paulo Nobre garantiu ao volante a remuneração que pretendia?

O tempo dirá, pois eu e ninguém possui a resposta conclusiva, quem tomou o chapéu.

O mesmo vale para Dudu, que o time do Morumbi e o Corinthians queriam e foi atuar no Alviverde.

O preço da transferência do meia-atacante foi grande para o padrão nacional.

Ainda mais sabendo que nenhuma agremiação grande ou média da Europa concorreu.

O grupo de jogadores que o Palmeiras monta necessita de velocistas, o ex-gremista dentre os que têm tal característica é o mais capaz do elenco neste momento (outro pode chegar), mas Dudu, aos 23 anos, ainda é uma promessa.

Tanto pode crescer e subir de nível, o que será necessário para atender às expectativas dos palmeirenses, quanto ficar estagnado.

O desempenho dele dirá quem de fato ‘tomou o chapéu’.

Sinais da decadência

Atletas em fim de carreira, jovens que não vingaram no exterior, boleiros de clubes incapazes de pagarem salários mais ou menos em dia e que já faziam parte do pacote do futebol mediano daqui…

Eis os principais alvos dos times brasileiros de ponta na formação de seus elencos.

Nem os mercados vizinhos de nações com economias menores que a nossa e clubes com orçamentos muito abaixo dos daqui, os dirigentes conseguem explorar direito.

Espero que haja alguma exceção até o fim da janela de transferências.

Materialismo conveniente 

Os ingressos devem continuar caros.

O preço deles e as arenas luxuosas (futebol precisa de segurança e conforto, não de glamour padrão Fifa) são o legado esportivo da Copa do Mundo do dinheiro público?

Um a menos

Nada disso impediu Ricardo Goulart, o melhor jogador do Cruzeiro e em atividade no Brasil na conquistas dos campeonatos brasileiros, de ir para a China.

Na potência asiática, o desempenho dele em campo não melhorará, a chance de ser esquecido pela seleção aumentará gradativamente e por consequência diminuirá a de ir para um time competitivo em torneios importantes da Europa.

Não é craque, gênio, mas foi o melhor atleta da Raposa que teve o time mais consistente nos últimos tempos.

Qual jogador contratado aqui o internauta garante que repetirá o mesmo que ele?

No futebol pode surgir alguém para fazer isso, pois o próprio Ricardo Goulart quando saiu do Goiás era inferior ao dos tempos com a camisa celeste.

Mas, em tese, até aparecer a surpresa, se é que surgirá, houve declínio de qualidade individual nos jogos dentro do país.

Os mais promissores

Dudu, Marcelo Cirino (22 anos), que trocou o Atlético PR pelo Flamengo, e Thiago Mendes (23), do Goiás para o São Paulo, foram as principais promessas contratadas.

Mas, repito, se tratam de apostas, não de jogadores prontos.

Isso é muito pouco se olharmos o tamanho dos times e de suas torcidas. Não basta para animar quem gosta mais de jogo de futebol que de consumismo irresponsável com dinheiro das associações esportivas.

Não há nenhuma razão, até alguém no gramado fazer algo que não conseguiu até hoje, para qualquer tipo de empolgação.

Feliz ano novo!!!!

OBS: O texto ‘Muita fumaça e pouco fogo’ é a reprodução de minha coluna de 3 de janeiro no Lance.

Estou em férias e por isso tenho aparecido pouco no blog.

Passarei aqui algumas vezes antes do fim delas.

 

Escrito por Vitor Birner às 22:05 Vitor Birner 69 Comentários

22 dez

Direção do Internacional parece não acreditar no técnico que contratou

Coluna no Lance!

De Vitor Birner

O Internacional contratou Diego Aguirre, vice-campeão da Libertadores há pouco mais de três anos comandando o Peñarol cheio de jogadores ruins e medianos, para substituir Abel Braga.

A impressão é que escolheu o profissional que não gosta.

Que depois do processo pessimamente conduzido de troca de técnico, optou, por ‘falta de opção’, em um técnico no qual não confia.

Fundamental:

As avaliações da cartolagem do Beira-Rio podem ser equivocadas. O uruguaio, apesar de não ter um grande currículo, levou as agremiações que comandou nos últimos cinco anos às decisões de campeonatos.

Apenas na atual temporada não repetiu isso. Aguirre é uma aposta que a diretoria de fato não queria e precisou fazer.

Cabe ao treinador a difícil missão de liderar o elenco e mostrar à direção do clube que merece mais crédito.

Lembro que os profissionais da área que se dedicam tendem a evoluir.

Não tenho como opinar sobre o atual estágio profissional de Aguirre porque depois de perder a decisão contra o Santos foi trabalhar no Catar e não acompanho o futebol daquele país.

Na minha coluna do Lance de anteontem tratei do monte de trapalhadas que o presidente conseguiu realizar em curto tempo.

Aula de como não administrar a troca de um vencedor

Abelão deve concordar que o Internacional jogou futebol abaixo do potencial do elenco na temporada.

O sistema ofensivo lento, com repertório pobre na criação apesar de contar com Alex, D’Alessandro e Aránguiz, e as oscilações no desempenho coletivo foram as maiores dificuldades.

O treinador sentiu a falta de alguém veloz na frente e procurou compensar a carência valorizando as virtudes dos principais boleiros.

Queria vê-los atacando e defendendo em bloco e priorizou a manutenção da bola como as características dos jogadores sugeriam.

Apenas em alguns momentos os planos funcionaram e a irregularidade ao longo do ano impediu o fim do longo jejum de três décadas e meia no campeonato brasileiro..

O recém-eleito Vitorio Piffero tem direito de preferir outro técnico.

Mas falhou, por arrogância e incompetência, na forma de gerir a troca.

Desprezou a história de Tite, que sempre o aproximará do Parque do São Jorge, ao apostar nele como única opção. Mostrou ingenuidade por acreditar que venceria o duelo financeiro às vésperas da eleição presidencial do Corinthians decidida pelos sócios.

Depois ofereceu uma fortuna para Luxa e tomou o drible. O ‘professor’, em regra, priorizou o dinheiro durante a carreira. Como tem planos maiores na Gávea, preferiu ficar lá ganhando menos.

Mano Menezes, de acordo com fala de Piffero na Rádio Gaúcha, “não é treinador para o Internacional”, tais quais Roth, campeão no Colorado, e todos estrangeiros.

Piffero, após tantos chutes tortos, pensou em renovar com Abel Braga.

O treinador nem quis ouvir a oferta ‘irrecusável’.

Por que o líder na primeira conquista da Libertadores e na do Mundial, diante do Barça, quando o esquema tático foi fundamental, com mercado e rico, admitiria ser tratado como resto e abriria mão de respeito por dinheiro?

A admissão pública do erro ajudará o presidente a contornar a crise.

Escrito por Vitor Birner às 14:11 Vitor Birner 206 Comentários

18 dez

São Paulo pretende negociar Rodrigo Caio

Transferências

De Vitor Birner

O São Paulo aprovou no começo da semana o orçamento da próxima temporada.

Dos 153 conselheiros que compareceram ao salão nobre do Morumbi, 148 concordaram com a previsão do déficit de R$53 milhões.

Os dirigentes colocaram na conta a entrada R$ 34 milhões pela negociação de jogadores. Este número pode variar de acordo com as propostas por boleiros do clube. O valor foi definido com base na possível transferência, ano que vem, do Rodrigo Caio.

O nome e a monta não foram resolvidos aleatoriamente.

Sondagens tratadas como confiáveis ou propostas oficiais permitiram a inclusão do volante/zagueiro na previsão orçamentária.

Opinião

Acho que a tendência é de o negócio acontecer durante o ano.

Ele passou por uma cirurgia depois da ruptura do ligamento cruzado do joelho e voltar a correr no campo da Barra Funda faz uma semana. Deve retornar ao time durante o paulistinha, onde poderá recuperar a confiança e o ritmo de jogo.

Escrito por Vitor Birner às 19:53 Vitor Birner 112 Comentários

15 dez

Pitacos sobre os próximos jogos da Uefa Champions League

Birnadas

De Vitor Birner

Os principais jogos

Não sei quem ficou mais irritado com o sorteio de hoje do mata-mata da UEFA Champions League.

Se foram Chelsea, que irá enfrentar o PSG, e Barcelona, rival do Manchester City, ou os franceses, que precisaram encarar os catalães na fase anterior e os ‘Citizens, que tiveram o Bayern de Munique pela frente no grupo no qual conseguiu se classificar.

O Barça é mais técnico que o City, mas Luis Enrique não achou ainda o time ideal e taticamente não se preparou, ao menos ainda, como o forte campeão inglês.

O outro confronto é ainda mais difícil de projetar um classificado.

O Chelsea é mais coeso e regular, mas as forças se equivalem.

Os favoritos

O Real Madrid é o maior favorito da próxima fase.

Apenas algo muito atípico fará a fanática torcida do Schalke comemorar a eliminação dos comandados de Ancelotti.

O Bayern de Munique tende a passar com tranquilidade pelo Shakhtar Donetsk, mas o time ucraniano oferece um pouco mais de risco (é muito pequeno) aos bávaros que o Azuis Reais aos Merengues.

Confrontos interessantes

Borussia Dortmund, ótimo na Uefa Champions League e mal na Bundesliga, encara a Juventus, que forte no campeonato nacional e ‘comum’ no torneio continental.

Não há como apontar favoritismo de um deles.

O estilo da equipe com maior média de público do mundo em seus jogos a favorece, mas é impossível confiar no time que tem sido tão instável.

O Atlético de Madri, por causa da personalidade forte e forma intensa como joga, tende a se impor contra o Leverkusen.

Tem pequeno favoritismo.

O mesmo vale para o Arsenal contra o Monaco.

Não penso o mesmo sobre Porto x Basel.

Apesar do equilíbrio e de os portistas serem tratados por várias pessoas como favoritos, a agremiação suíça tem qualidade para eliminá-los.

Seria minha aposta se jogassem na próxima semana.

Não me aprofundei nas análises porque a fase de grupos será ano que vem e há uma janela de transferências antes de começarem.

Escrito por Vitor Birner às 14:46 Vitor Birner 63 Comentários

11 dez

Tite não é retranqueiro; torcedor deve cobrar da diretoria as contratações para o técnico jogar de maneira mais ofensiva

Birnadas

De Vitor Birner

O treinador ganhou fama de ser retranqueiro porque montou um dos sistemas defensivos mais fortes dos últimos no futebol brasileiro.

A proposta de jogo foi o alicerce dos títulos da na Libertadores e no Mundial.

Mas a pecha, que nem deveria ser tratada assim caso fosse de fato real, não se justifica e é apelativa.

O quarteto ofensivo do 4-2-3-1 vencedor do torneio continental tinha Jorge Henrique, Danilo, Sheik e Alex.

Um é atacante pelos lados, dois são meias que cadenciam o jogo, e o primeiro marca mais que ataca há muito tempo.

Willian, oscilando, e Romarinho, começando a aparecer, eram os principais reservas.

Não havia titulares com características de movimentação rápida e constante, ela era inteligente e não intensa, para o treinador montar uma equipe capaz de jogar ofensivamente e não ficar muito exposta atrás.

E nem um centroavante até Guerrero, indicado pelo Tite, autor do gol do Mundial, ser contratado.

A conta do aumento do risco de tomar gols para fazer mais não compensava.

Inclusive porque Paulinho se beneficiava da proposta coletiva.

Noutras agremiações, Tite montou times mais ofensivos.

Seria muito ingenuidade futebolística achar que o técnico não sabe preparar equipes mais agressivas.

Conhecimento para isso ele tem.

Resta saber se conta com jogadores capazes de atuarem assim.

Eis a questão que o corintiano insatisfeito com o defensivo não pode perder de vista.

O treinador sabe que o torcedor, no fim das contas, prefere ganhar por 1×0 do que perder de 4×5.

É experiente, pragmático e rodado.

Dificilmente perderá o contato com a realidade e errará por causa da grita em redes sociais e de quem repete na mídia aquilo que o público quer escutar ou para garantir a audiência, ou por incapacidade de compreender as possibilidades do chamado ‘material humano’ ou das ‘peças disponíveis’, termos horrorosos, típicos do neo-futebol, na moda nestes contraditórios tempos de desumanização da atividade alicerçada nas emoções.

Tentará, neste retorno ao Parque São Jorge, montar um time equilibrado como sempre almejou.

Não acredite que Tite ama defesas e odeia ataques como tanto se falou no último ano dele no clube. Isso é caricaturar a realidade.

A organização de qualquer time começa pelo sistema defensivo.

Seja marcando na frente, com agressividade, de maneira ofensiva, ou preenchendo espaços no campo de defesa.

Capacidade de recuperar a bola é imprescindível para aumentar o volume de jogo com ela.

O certo e o errado no futebol passam diretamente pelas características dos boleiros e capacidade deles de se adaptarem noutras funções em campo.

Não têm a ver com futebol defensivo ou ofensivo, pois dependem do que os jogadores realmente conseguem fazer.

O treinador de alto nível precisa entender esses limites e extrair o melhor possível dos atletas.

Tite faz parte da turma que aprendeu, com o tempo, a fazer isso. Nem sempre foi capaz, noutros momentos da carreira, de trabalhar de maneira tão competente.

Evoluiu por ser estudioso, inteligente e amar a profissão.

A volta do comandante foi um acerto.

Se renderá títulos é outra história.

Inclusive porque a missão dos técnicos vai muito além do planejamento e implementação da parte coletiva.

Precisa administrar as vaidades de alguns jogadores mimados, que ouvem mais o empresário que o técnico, e tratam o manto sagrado e a torcida com mera formalidade, apesar terem na ponta da língua o discurso clichê que o torcedor quer ouvir.

 

Escrito por Vitor Birner às 16:23 Vitor Birner 215 Comentários

10 dez

Nobre opinará menos no futebol do Palmeiras; presidente deu plenos poderes ao novo diretor

De primeira

De Vitor Birner

O Palmeiras já acertou a contratação de Alexandre Mattos para ser o diretor de futebol remunerado.

Apesar de ficar até o fim de janeiro no Cruzeiro, onde foi bicampeão brasileiro, o gestor do clube centenário não apenas sabe qual será a sua nova empreitada como já trabalha nela.

Cícero Souza, gerente apresentado hoje, será o homem de confiança de Mattos. Foi indicado e contratado a pedido dele.

Todas as negociações que Cícero Souza se envolver, seja para a chegada de treinador ou de transferências de jogadores, precisarão do aval de Mattos.

Até dois nomes encaminhados para o elenco o novo dirigente palestrino tem acertados de boca, apesar de ainda não terem assinado os contratos e por isso são mantidas em sigilo.

A chegada do dirigente que ainda é funcionário do Cruzeiro mexe na forma como o futebol é administrado no clube.

Paulo Nobre decidiu dar plenos poderes a ele. Não participará diretamente das negociações, tal qual fazia.

Disponibilizará um orçamento ‘x’ e cobrará resultados.

Mattos poderá contratar, se respeitar a cota disponível, e não precisará necessariamente avisar antes o presidente.

Lógico que por respeito comunicará, mas Nobre não interferirá, a não ser que abandone o planejamento recém-feito ou a negociação seja atípica e precise extrapolar a quantia disponível de grana para reforçar o time.

Ao lado de Mattos, trabalhará o vice de futebol Maurício Galliotte. Será o principal representante da diretoria no departamento.

A escolha do novo treinador será deles dois.

Há 5 nomes na pauta no clube.

Os comentados Abelão, Mano Menezes e Oswaldo de Oliveira, além de Argel e de outro que não descobri quem é.

Apurei apenas que não se trata de um gringo.

Os dirigentes, em conversas com esses técnicos, tomarão a decisão.

Neste momento, Abelão e Mano têm a predileção da dupla Mattos e Galeotti.

O primeiro ainda não definiu o futuro no Internacional e outro está livre.

São os preferidos, inclusive acima do treinador que não descobri da lista.

Argel e Osvaldo de Oliveira têm o apreço dos novos responsáveis pelo futebol palestrino, que elogiam ambos nos bastidores e não descartam trazer um deles, apesar de não serem as prioridades.

A definição, repito, será tomada em conversas com os profissionais.

Desde a pedida salarial ao plano de trabalho serão levados em conta, o que pode alterar a ordem dos preferidos.

Compreendo a postura de Matos e Galleoti porque é importante  a diminuição da margem de erro.

O orçamento do futebol, por exemplo, não foi precisamente estabelecido e eles têm que decidir, em certo momento, se é melhor investir um pouco mais no salário de um treinador ou de um atleta.

Importante:

Antes de a turma enfurecida começar a descarregar a ira aqui, informo que Mattos disse aos patrões no Cruzeiro sobre a ida ao Palmeiras e o presidente da Raposa não apenas sabe como autorizou a participação do planejamento do futebol no Palestra verde e branco.

 

Escrito por Vitor Birner às 21:06 Vitor Birner 135 Comentários

10 dez

Torcedor do Flu deve se preocupar muito com a saída da Unimed; direção do clube será testada

Geral

De Vitor Birner

A direção do Fluminense será testada de fato por causa da saída da Unimed.

No futebol de hoje, quantidade de torcedores é sinônimo de mercado.

O patrocinador se comunica principalmente com este grupo de pessoas – lembro que a exposição vai além,  pois as pessoas que amam outros times veem os mantos dos rivais – ao estampar a marca na camisa.

A empresa identificada com o clube das Laranjeiras investia uma quantia desproporcional.

Superior ao padrão que vemos noutras agremiações.

Aliás, a dificuldade de times com mercados duas ou três vezes maiores que o do Flu de conseguirem patrocinadores fortes é grande, tal qual vimos a primeira divisão do campeonato brasileiro.

De agora em diante, a não ser que arrume outro privilégio atípico, a cartolagem do Fluminense precisará mostrar a competência que normalmente os gestores do futebol não possuem.

A tendência é que os dirigentes, nos próximos anos, sejam reprovados na tarefa.

Mesmo com enorme aporte financeiro para contratações e pagamentos de salários, o Flu foi rebaixado, ano passado, em campo, e se salvou no STJD, e quase há cinco anos, por méritos próprios, evitou a queda numa das recuperações mais impressionantes e espetaculares que vi.

Dificilmente poderá contar de novo com algo parecido com o que houve no imbróglio Portuguesa/Héverton ou terá elenco para fazer igual àquele liderado por Fred faz meia década.

 

Escrito por Vitor Birner às 13:10 Vitor Birner 34 Comentários

7 dez

Palmeiras se salva com torcida de time gigante e futebol de pequeno

Birnadas

De Vitor Birner

Dentro de campo, o Palmeiras foi mal diante do Atlético PR como na maior parte do seus compromissos do Brasileirão.

Tomou o gol de cabeça, após cobrança de escanteio, noutra falha do sistema defensivo, e empatou no pênalti mal marcado por Vuaden e cobrado de maneira perfeita por Henrique.

Mas a última rodada deixou a sua famosa caixinha fechada.

Vitória e Bahia perderam respectivamente de Santos e Coritiba.

Por isso nem a penalidade, que poderia gerar uma histórica polêmica, acabou influenciando no destino dos times no campeonato.

No jogo da Allianz Arena, onde os reservas dos paranaenses se fecharam, levaram perigo nos contra-ataques perderam gols e Prass brilhou no 1° tempo,  e o anfitrião, no abafa, foi um pouco melhor depois do intervalo, o destaque ficou por conta da torcida.

Tomou conta do estádio.

Empurrou o time apesar de não haver reciprocidade técnica dos boleiros.

‘Presentou’ Wesley com uma vaia histórica de tão grande assim que Dorival o trocou por Cristaldo.

E, ao saber do gol do Peixe, nos acréscimos, em Salvador, demostrou mais alívio que felicidade, e comemorou a permanência na elite com justos gritos de protesto contra seus representantes dentro e fora de campo.

Não tenho como elogiar os jogadores palmeirenses porque fizeram o mínimo do pior jeito.

Alguns, tais quais Nathan, João Pedro, Victor Luís e até o questionado Henrique, nem mereceram os apupos.

Porém, naquele momento, não havia como excluir um ou outro.

Congratulo a torcida palestrina pela permanência na elite do futebol nacional.

Os quase 34 mil que foram ao confronto não cobraram nada de mais.

Os cartolas precisam dar um jeito de a repetitiva sina de passar o ano lutando para fugir do descenso acabar.

O tamanho do Palmeiras exige que a agremiação dispute títulos.

E ninguém melhor que a torcida entende isso.

O drama do 2014 terminou.

Escrito por Vitor Birner às 19:18 Vitor Birner 178 Comentários