31 mar

Pato pode entrar na Justiça para se desligar do Corinthians; Alvinegro continua tentando negociá-lo

Transferências

De Vitor Birner

Os sete meses que Pato não recebe salários, direito de imagem e o gordo auxílio moradia do Corinthians, permitem ao jogador entrar na Justiça Trabalhista para cancelar o contrato com o Alvinegro.

A possibilidade de o atleta, se tomar tal iniciativa, conseguir encerrar o vínculo empregatício com o time de Parque São Jorge é muito considerável.

Se fizer isso agora, ele ficará impedido inclusive de jogar pelo São Paulo, a não ser que assinasse novo acordo com o clube do Morumbi.

Hoje ele é jogador do Corinthians e foi emprestado ao São Paulo. Ninguém pode emprestar aquilo que não possui (direitos econômicos e federativos).

O fim do vínculo anularia os contratos em vigência com ambos as agremiações.

A preferência do atleta, apesar de não citar, é retornar à Europa, em um grande clube de alguma cidade pela qual tem simpatia.

Os dirigentes do Alvinegro, por esse e outros motivos, tentam, desde o ano passado, encontrar algum interessado.

Antes da eleição de Roberto Andrade, queriam recuperar o investimento.

Depois, por causa da ausência de ofertas, a ideia passou a ser minimizar o prejuízo da cara negociação.

Sabem que ele pode procurar outro caminho para se desligar da instituição.

Se houver alguém no exterior disposto a contar com o atacante, e que for do agrado do jogador, o Alvinegro se dispõe a negociá-lo por valor inferior ao que pagou.

A novela tem outro ponto.

O empresário do jogador pode orientar o cliente a ingressar na Justiça Trabalhista para negociar diretamente com outro clube e elevar os ganhos.

O motivo principal para não seguir tal rumo é manter a relação amigável com a equipe brasileira ao permitir que ela ganhe parte do dinheiro da transação.

Outra opção é esperar o final da temporada para ver se a dívida será quitada, pois continua com a carta na manga, supostamente segura, que é o próprio São Paulo.

Ao cabo do empréstimo, se não for paga, a Justiça será o caminho mais barato e viável para a permanência dele no Morumbi.

Mas, até lá, Ataíde, Muricy e Gustavo Vieira de Oliveira podem não ocupar mais os cargos de vice-presidente de futebol, treinador e gerente executivo, e se isso acontecer não há certeza que os planos para a manutenção do Pato serão mantidos.

Escrito por Vitor Birner às 20:03 Vitor Birner Sem Comentário

30 mar

Dunga aproveitará as lições?

Coluna no Lance!

De Vitor Birner

O texto é a reprodução da minha coluna do L!

Foi escrito antes da vitória contra o Chile.

O jogo diante do time de Sampaoli apenas confirmou minhas impressões.

Dunga aproveitará as lições?

O Brasil disputou 1° tempo razoável contra a França.

Depois do intervalo, jogou de maneira elogiável.

O lado direito do sistema ofensivo, quase inoperante antes, passou a funcionar e o time ficou equilibrado.

A marcação na saída de jogo foi ajustada, o que fez a seleção ganhar o duelo no meio-campo.

Dunga, na parte tática, superou Deschamps.

O líder dos ‘bleus’ investiu no 4-3-3 para evitar a transição brasileira da defesa ao ataque, o trio de frente falhou nisso e houve lacunas pelos lados do setor central.

O público no Stade de France viu a tranquila vitória de quem nunca havia feito gol lá.

É impossível dizer que os pentacampeões mundiais não evoluíram desde a demissão de Scolari. E seria maldade minha dissociar tal crescimento da presença do atual treinador.

Os jogadores, apesar de ficarem pouco com ele, conseguem atuar próximos uns dos outros (a famosa compactação) durante grande parte dos confrontos e por consequência marcam melhor.

Se movimentam mais com a bola e não precisam de centroavante fixo.

Roberto Firmino, esquecido por Felipão, tem correspondido.

Parece que o irritadiço ex-volante encontrou rapidamente o caminho para a remontagem do selecionado.

Aprovei a passagem anterior pela equipe e reconheço que cometeu alguns erros cruciais.
Pilhou demais os atletas e fechou o elenco muito cedo para tê-los como soldados leais.

Minha dúvida é:

Aprendeu algo com os equívocos?

Ficará cego, se permanecer até o Mundial russo, caso algum boleiro de alto nível surja pouco antes do torneio?

Abrirá mão de talento capaz de alterar o andamento dos confrontos, pois não quer dar a menor chance de perder o total controle dos convocados?

Transmitirá a importante mensagem que diversão pode se juntar com a tensão e concentração na montagem de um time campeão?

Saberemos isso no futuro.

Por enquanto, quase não há reparos a fazer sobre a participação do treinador.

Escrito por Vitor Birner às 17:55 Vitor Birner 28 Comentários

27 mar

Muricy tem que peitar meio mundo, alterar o time e ficar no São Paulo

Birnadas, Geral

De Vitor Birner

Em regra, quando um técnico coloca o cargo à disposição e a cartolagem não aceita, ele não termina o contrato no clube.

O post trata da parte tática e doutras que envolvem a permanência do treinador.

Discordo, com muito respeito, de Muricy

Não gosto da concepção de jogo e escalação que Muricy tem colocado em campo.

Meus posts explicam isso.

O 4-4-2 funcionou apenas com Kaká, o responsável pela dinâmica de jogo no vice do Brasileirão.

Sempre achei que Muricy demora para organizar os times, tal qual cito, e sou criticado por opinar, desde o tricampeonato.

Fui chamado de o ‘anti-Muricy’, apenas por não pensar como ele sobre a formação da equipe no primeiro semestre, quando acontece a Libertadores, naquele período.

Sempre o respeitei pela honestidade, seriedade e competitividade.

Inclusive, porque eu podia ser o errado na hora de imaginar o melhor jeito de o time atuar.

Minha tese é que ele adota uma proposta e insiste nela até engrenar, e que poderia abreviar o período para o acerto, evitar derrotas diante de agremiações com elencos piores no mata-mata e criar opções para o time não ficar engessado com uma ou duas maneiras de atuar, se escolhesse forma de atuar mais interessante de acordo com as características do elenco.

Não tenho nada contra a insistência em si. Treinadores, quando têm convicção do que fazem, devem repetir, repetir e repetir para a regularidade aparecer.

Acho, inclusive, que o técnico evoluiu, abriu a mente para mais possibilidades táticas, apesar de os resultadores terem piorado.

Campo falou e ninguém ouviu

O 4-2-3-1 na derrota diante do Corinthians no paulistinha se mostrou mais ajustado que o 4-4-2.

Quando Michel Bastos fez o gol contra o San Lorenzo, o técnico havia trocado, alguns minutos depois do intervalo, o 4-4-2 pelo 4-2-3-1.

Foi o lance típico desse esquema de jogo. O meia, aberto na linha de três, entrou na área, atrás da defesa do rival, para aproveitar o cruzamento feito do lado oposto e a confundiu.

Concordo com Muricy que nem ali o futebol foi realmente convincente.

Mas não há como negar que tanto no Majestoso do pênalti perdido por Rogério quanto contra a agremiação do Papa, a equipe mostrou mais competitividade que nos outros clássicos, quando tomou baile na estreia da Libertadores, vareio do Santos apesar do empate ( Ceni fechou o gol) e um passeio do Palmeiras (a expulsão de Toloi pesou muito).

O treinador deveria, com o atual elenco, preparar o 3-4-3 para ter mais chegada na frente, mas agora não é o momento de fazer isso. pois precisará realizar profundas alterações, ajustes e até a adaptação de jogador noutra posição, porque será fundamental ter mais velocidade na zaga que pode ficar exposta.

Na prática, pode atuar de qualquer forma, seja a pior, mediana ou a melhor, inclusive no 4-4-2, desde que os atletas fiquem próximos uns dos outros e o time consiga defender e atacar em bloco e com muitos jogadores.

O objetivo no futebol é preencher os espaços para impedir o gol do adversário, e de posse da bola abri-los para fazer os gols.

Os números servem apenas como referência para explicar aos atletas e a quem tem interesse, qual proposta foi adotada no intuito de cumprir os objetivos básicos do esporte.

Todas exigem, na era física e moderna do jogo, compactação e solidariedade durante os 90 minutos.

E os queridinhos da torcida?

Os quase intocáveis são Pato, Ganso e Luis Fabiano.

Muitos torcedores parece que não podem vê-los na reserva.

E Muricy, que nunca confrontou a nação são-paulina, tenta atendê-los desde o início do ano.

Realmente são os mais capazes no jogo ofensivo.

Mas futebol profissional não é pelada descompromissada, onde o mais habilidoso sempre tem que jogar.

A técnica individual no futebol sério deve ser utilizada em prol do coletivo.

O técnico precisa desagradar um pedaço de sua legião de fãs para ajustar o time.

No 4-2-3-1, Bastos e o ainda inconstante e promissor Centurión jogam pelos lados do trio de criação.

Kardec, muito dedicado na parte coletiva, ocupa a lugar entre eles ou no comando de ataque.

Isso garante 9 boleiros de fato participando da marcação.

Restaria uma vaga para os três renomados disputarem.

E não adianta a torcida, no primeiro momento ruim, começar a gritar o nome de um deles.

Deve apoiar o técnico por colocar quem prioriza a camisa em vez de si, pois certamente haverá muita estrela de nariz torto.

Luis Fabiano precisa de uma temporada consistente para ter certeza que conseguirá outro ótimo contrato, seja em qual clube for, no fim da carreira.

Pato não quer nem passar perto do Alvinegro e tem que mostrar maior comprometimento ao mercado nacional e europeu para alguém contratá-lo.

E Ganso, como ele mesmo já disse, acha que não precisa provar que é um grande jogador.

A reserva irá incomodá-los demais.

Mas nenhum, por exemplo, se dispõe a fazer os sacrifícios iguais aos de Kardec, que jogou a maioria das vezes totalmente fora de posição para duas das estrelas ficarem onde gostam.

Pato possui velocidade para jogar pelos lados do trio do 4-2-3-1, mas teria que recuar muito para auxiliar o lateral, além de se interessar em evoluir na marcação. Nem o técnico, por óbvios motivos, crê que o atacante fará isso.

Até o Neymar, muito superior ao Pato tecnicamente, me disse no início da carreira que se preocupava em aprender a marcar.

É lógico que esse monte de privilégios dos renomados incomoda vários boleiros do elenco e atrapalha a união.

A velha e vigente máxima no futebol é simples: quando alguém corre pelo outro, quem tem a regalia precisa decidir.

Como se diz no futebolês, garantir o bicho.

No São Paulo, a parte complementar e fundamental não acontece.

Muito importante além do gramado

Muricy nunca foi tão importante quanto hoje para o futuro da instituição.

Junto com Ataíde Gil Guerrero e Gustavo Vieira de Oliveira, impede que Aidar leve seus erros de gestão ao CT da Barra Funda.

Lógico que o ambiente pesado que o presidente criou dentro e fora do Morumbi tem impacto lá,  mas os prejuízos poderiam ser maiores se Ataíde não encarasse o presidente que, por alguma razão, parece recuar diante de quem optou para ser o comandante do futebol.

A política do São Paulo e algumas medidas do presidente lembram o que de pior houve em decisões tomadas nas antigas administrações do Palmeiras.

O torcedor precisa ser humilde e compreender que o time pode, por exemplo, ser rebaixado no futuro se no presente houver muitas medidas inexplicáveis do ponto de vista comercial.

O são-paulino menos atento é incapaz de notar o tamanho do benefício para o clube que a MP do futebol pode trazer.

Mas isso, se necessário for, será assunto para outros posts.

 

Escrito por Vitor Birner às 19:02 Vitor Birner 338 Comentários

26 mar

Palmeiras poderia ter feito mais gols no dérbi cheio de erros do São Paulo e acertos do Alviverde

Birnadas

De Vitor Birner

Palmeiras 3×0 São Paulo

Foi uma bela atuação, a melhor da temporada, do time de Oswaldo de Oliveira.

Superior em tudo, poderia ter feito 2 ou 3 gols a mais.

Aproveitou o erro de Ceni para fazer o gol no início e ganhar moral.

E o de Rafael Tolói, pouco depois, para controlar o jogo e dar um vareio.

Marcou melhor, ganhou o meio de campo, atacou mais, teve maior posse de bola e repertório ofensivo.

Criou oportunidades de ambos os lados, no centro, e em cruzamentos e contra-ataques.

As expulsões de Tolói e Michel Bastos foram merecidas.

Dudu deveria ter acompanhado o zagueiro.

A vitória em clássico aumenta a confiança da torcida e elenco do Alviverde.

E pode implementar uma crise no CT da Barra Funda.

Ceni entrega, Tolói piora e Robinho acerta

O Palmeiras, com dificuldades de criação nos últimos jogos, contou com a dupla-falha Rogério Ceni para fazer 1×0.

Robinho, aos 2 minutos, encobriu o veterano após receber dele a bola e vê-lo retornar, com rapidez insuficiente, perdido, para tentar a viável intervenção.

Cinco minutos após o recomeço, Tolói tomou a cotovelada de Dudu, correu atrás do palmeirense, passou o pé nele e foi corretamente expulso.

Os erros do goleiro, zagueiro, que deveria ter pensado no time em vez de reagir, e do árbitro, que de fato não viu a outra pancada na jogada digna de exclusão, e o êxito do meia-volante, tornaram o dérbi muito interessante para o Alviverde.

No 4-2-3-1, com Rafael Marques e Dudu pelos lados do trio de criação, o autor do gol entre eles, Cristaldo à frente, e Gabriel e Arouca atrás, tomou conta do meio de campo e perdeu oportunidades, a melhor com Tobio, de mexer no placar.

As tentativas de Muricy 

Muricy, que havia recuado Hudson para perto do zagueiro Lucão a zaga e Paulo Henrique do volante Denílson, ao notar o vareio na região central, tirou Pato e pôs Edson Silva para o substituto de Souza e o meia voltarem a fazer as funções que preferem.

O 4-4-2 passou a ser o 4-4-1. O técnico, temeroso pela irregularidade de Pato e Ganso na marcação, preferiu manter o participativo pivô em vez do inconstantes e mais veloz na frente.

Sabia que precisaria de lançamentos longos, pois Oswaldo de Oliveira não costuma pedir para seus times recuarem, e o São Paulo, com um jogador a menos (4×5 no meio de campo), tendia a perder a disputa naquela região do campo.

Os lançamentos longos para o atacante com Tobio e Vitor Hugo forçando o choque exigia alguém mais forte na parte física na frente.

Palmeiras foi muito superior

Em seguida, Dudu puxou o contra-ataque, tocou para Robinho, o passe impreciso passou pelo companheiro e por Edson Silva, e Rafael Marques, livre, fez a torcida explodir de alegria na arena palestrina.

O Alviverde manteve a superioridade até o intervalo, tal qual a lógica sugeria, porque foi superior no meio de campo.

Caiu um pouco de rendimento e ainda assim criou mais.

O São Paulo, irritado consigo e com o árbitro, passou a provocar, creio, para tentar cavar o cartão vermelho para algum adversário.

Troca correta e ineficaz

Centurión entrou no lugar de Ganso.

O treinador trocou a cadência inexistente que o meia em tese poderia ditar para aumentar a velocidade e a força de marcação.

O argentino ficou jogou entre o ataque e o meio-campo, do lado oposto ao Michel Bastos, com Denílson e Hudson centralizados.

Passeio no Allianz Parque mantido

Não foi o suficiente para impedir o Palmeiras continuar aproveitando o jogador a mais no campo.

Zé Roberto, na lateral, apoiou mais e fez o cruzamento para Rafael Marques, aos 7,  de primeira, finalizar com perfeição e comemorar de novo.

Carlinhos deveria marcá-lo, mas ‘fechou para perto dos zagueiros e permitiu ao adversário chutar com liberdade.

Oswaldo de Oliveira tentou otimizar ainda mais o sistema ofensivo ao optar por Gabriel Jesus no lugar do Cristaldo.

O jovem parece melhor que o hermano tecnicamente. Não tem a malandragem e a força física dele, e ao menos a primeira adquirirá jogando.

Ganhou o direito de participar de meia hora de um clássico resolvido, mas não brilhou.

Poderia ter forçado mais

O time preferiu trocar passes, inverter o jogo e esperar aparecer a brecha no sistema de marcação do São Paulo para fazer outros gols ao invés de forçar os ataques.

Manteve a enorme superioridade, mas poderia ousar mais arriscando lances pelos lados e dribles e tabelas contra os laterais adversários.

A irritação de Michel Bastos

Além de tudo que citei no post, o meia deve ter ficado irritado com o toque de bola palmeirense.

Seu time não conseguia retomá-la, ele deu o carrinho com a perna levantada e travas da chuteira à mostra na direção dela e de Arouca.

Exagerou na forma, apesar de não querer acertar o adversário.

Nos critérios do paulistinha é lance para cartão vermelho.

Boschilia foi para o campo e Kardec, cercado pelos zagueiros e Gabriel levou a pior na maioria dos lançamentos,  para recompor o meio de campo após o São Paulo ficar com 9 em campo.

Seria o gol mais bonito

Oswaldo aproveitou para Alan Patrick, que precisa readquirir ritmo de jogo, ocupar o lugar de Robinho.

Depois Rafael Marques tabelou com Gabriel Jesus e a promessa colocou um dos homens de confiança do técnico em frente ao Rogério Ceni.

Ele chutou rasteiro, enquanto o goleiro, inerte pela velocidade do lance e impossibilidade de intervir, torceu para o atacante não acertar.

Teria sido o gol do jogo caso o palmeirense não se equivocasse na parte mais fácil da jogada.

Leandro Pereira, restando 5 minutos, foi para o jogo e Dudu deixou o gramado.

Ficha do jogo

Palmeiras no 4-2-3-1 Fernando Prass; Lucas, Tobio, Vitor Hugo e Zé Roberto; Arouca e Gabriel; Rafael Marques, Robinho (Alan Patrick) e Dudu (Leandro Pereira) ; Cristaldo (Gabriel Jesus)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

São Paulo no 4-4-2 – São Paulo – Rogério Ceni; Bruno, Lucão, Tolói e Carlinhos; Denilson, Hudson, Ganso (Centurión) e Michel Bastos; Pato (Edson Silva) e Alan Kardec (Boschilia)
Técnico: Muricy Ramalho

Árbitro: Vinicius Furlan – Assistentes: Alex Ang Ribeiro e João Edilson de Andrade

 

Escrito por Vitor Birner às 0:11 Vitor Birner 301 Comentários

23 mar

Cristovão parece que perdeu de um velho clichê do futebol

Birnadas

De Vitor Birner

O Fluminense vive um processo de reformulação do time.

Conta com alguns jogadores promissores revelados no clube e outros que ficaram após a debandada provocada pelo fim da parceria com a Unimed.

Oscilações são normais neste período.

A parte coletiva exige entrosamento e a individual um pouco de rodagem para o time, obviamente dentro de suas possibilidades, ficar consistente.

Ambos exigem paciência de cartolas e torcedores.

Mesmo assim, o Flu teria vencido o Tigres caso não houvesse equívocos no cumprimento das regras.

O gol de Walter foi legítimo.

Se tivesse sido validado, Cristovão Borges seria demitido?

Meu palpite é que não.

Se eu me enganei porque os cartolas do clube fariam isso de qualquer jeito por não apreciarem a forma como o treinador conduziu a remontagem da equipe, a decisão é compreensível desde que a avaliação dos dirigentes tenha embasamento técnico.

Mas se ouviram as reclamações a respeito do futebol mostrado até agora, recorreram ao velho, tradicional e conveniente clichê pago (normalmente há cláusula de rescisão) que diminui a altura das críticas que o gestor deveria absorver como algo normal no momento de reformulação e corte de gastos.

Neste período de brigas com a Federação de Futebol do Rio de Janeiro e de falta de sorte com a arbitragem, talvez um pouco mais de crédito para o treinador teria sido prudente.

A chegada nas Laranjeiras de outro profissional de patamar igual será a confirmação que faltou firmeza ao presidente e seus diretores.  A alteração terá lógica apenas se alguém mais capaz e experiente ocupar o cargo ou se um projeto distinto do vigente for implementado.

 

Escrito por Vitor Birner às 18:46 Vitor Birner 64 Comentários

18 mar

Na raça, São Paulo supera erro de arbitragem, crise presidencial e o San Lorenzo

Copa Libertadores

De Vitor Birner

São Paulo 1×0 San Lorenzo

O clima no Morumbi foi de Libertadores.

Os torcedores que superaram as varias dificuldades impostas pela direção para aquisição de ingressos apoiaram desde o início e transformaram o estádio no tradicional local temido pelas agremiações doutras nações.

Os jogadores, em campo, foram autênticos representantes dessa gente que segue e apoia um dos gigantes do futebol mundial.

Ressalto isso porque ninguém pode questionar a falta de garra no gramado e na arquibancada.

Era necessário jogar assim para o 4-4-2 com Pato e Luis Fabiano na frente, e Michel Bastos e Ganso na meia, ser consistente na marcação.

Tinha que iniciá-la na área do San Lorenzo se quisesse ganhar o meio de campo.

Enquanto tiveram pernas para isso, os atletas conseguiram cumprir a determinação de Muricy.

Quando se cansaram, os volantes Denílson e Souza, o melhor em campo por causa da intensa participação nos desarmes,  ficaram sobrecarregados e o San Lorenzo no contra-ataque levou perigo.

A trave

Aos 32 segundos, na interessante movimentação de Pato numa tabela com Luis Fabiano, aconteceu o cruzamento que Michel Bastos, de cabeça, finalizou na trave.

No lance, o atacante torceu o tornozelo ao pisar no buraco e Centurión foi para o jogo.

Durante cerca de 25 minutos o time pressionou.

Perdeu força de marcação na frente por causa do cansaço e o jogo ficou equilibrado.

Bauza facilitou ao colocar o time no 4-4-2 com flutuação para o 4-5-1.

Deixou Romagnolli no banco e escalou Barrientos para ganhar velocidade na frente, pois queria explorar as lacunas que o rival certamente deixaria ao atacar.

Cauteruccio teve sempre um companheiro próximo, que foi encarregado de iniciar a marcação e recuar para ser o quinto homem no centro do campo.

Se tivesse mantido o 4-2-3-1, contaria com um a mais naquela região e poderia vencer a disputa no meio.

O auxiliar da arbitragem

O São Paulo retornou do intervalo mais descansado.

E retomou a marcação competente no ataque.

O San Lorenzo montou um bloqueio forte em frente à área do goleiro Torrico e esperou a chance de contra-atacar.

Ortigoza, vigia de Ganso, saiu machucado e Mercier, mais defensivo, o substituiu.

O time de Muricy enfrentou muitos problemas para superar a parede do San Lorenzo e correu riscos tal qual Edgardo Bauza imaginou.

Após muita insistência obteve sucesso.

Luis Fabiano, que havia acertado a trave de cabeça no cruzamento em cobrança de escanteio alguns minutos antes, falhou na hora de chutar e não de forma intencional deu a assistência para Centurión, de carrinho, fazer o gol.

O auxiliar Humberto Clavijo se equivocou no lance complicado para ele e deu o impedimento.

Ressalto que a arbitragem adotou critérios iguais ao longo do confronto e não houve má intenção.

As trocas

Muricy, ao ver a queda de rendimento por causa da parte física,  trocou o 4-4-2 pelo 4-2-3-1, ao recuar Centurión para o trio de criação. Michel bastos ficou na direita, o argentino do outro lado e Ganso entre eles.

A dificuldade na criação foi mantida e o técnico decidiu arriscar.

Tirou Souza, colocou Kardec na linha de três, centralizado, para ficar perto de Luis Fabiano e entrar na área, e pediu ao Ganso para ficar um pouco mais atrás, entre Denilson e o trio. O meia já tinha a obrigação de ajudar na transição de bola antes da alteração.

O San Lorenzo perdeu dois excelentes contra-ataques, um por falha no passe e outro na finalização ruim de Barrientos.

Bauza havia trocado o sumido Cauteruccio e Blanco por Matos e Romagonoli. A configuração tática e a proposta ficaram iguais.

Aos 43, praticamente no tradicional ‘tudo ou nada’, Muricy optou por Boschilia no lugar de Ganso.

O gol

No minuto seguinte, Carlinhos, que cruzou muito e acertou pouco, tentou mais um e Michel Bastos, de cabeça, garantiu a importante vitória.

Obviamente, não foi uma apresentação primorosa do São Paulo na parte tática e muito menos na técnica.

O time venceu porque teve alma, não parou de tentar e superou os próprios limites impostos pelo rendimento aquém do possível.

No futebol se ganha, ás vezes, isso define quem vence.

Repito: nem sempre isso basta.

A forma como conseguiu resultado foi importante por causa do comportamento antagônico ao da estreia na Libertadores, para o treinador e jogadores, agora com auto-estima um pouco mais elevada, tentarem melhorar o desempenho do time.

O próprio Rogério Ceni falou que é preciso evoluir para ser campeão da Libertadores”.

O empate passou a ser interessante no jogo de Buenos Aires.

Ficha do jogo

São Paulo – Rogério Ceni; Bruno, Rafael Toloi, Lucão e Carlinhos; Denilson, Souza (Alan Kardec), Ganso (Boschilia) e Michel Bastos; Alexandre Pato (Centurión) e Luis Fabiano
Técnico: Muricy Ramalho

San Lorenzo – Torrico; Buffarini, Yepes, Caruzzo e Mas; Mussis, Ortigoza (Mercier), Kalisnki e Blanco (Romagnoli); Barrientos e Cauteruccio (Matos)
Técnico: Edgardo Bauza

Árbitro: Wilmar Roldán (COL) – Assistentes: Humberto Cavijo (COL) e Eduardo Díaz (COL)

Escrito por Vitor Birner às 23:49 Vitor Birner 196 Comentários

18 mar

São Paulo precisa evoluir contra o San Lorenzo em ascensão

Copa Libertadores

De Vitor Birner

Tática

O Sâo Paulo procura o time titular e a forma de jogar.

O San Lorenzo já a encontrou, treina formas de melhorar e vive o momento de ascensão.

Não há nenhum exagero em dizer que os últimos 3 ou 4 confrontos do time argentino com a maioria dos seus titulares em campo foram superiores ou no mesmo padrão aos da conquista do título na Libertadores.

O ótimo Edgardo Bauza fez adaptações.

Passou a optar pelo 4-2-3-1 e 4-1-4-1.

Romagnoli não joga como o ‘enganche’ centralizado.

Tem ocupado o lado esquerdo no trio de criação. Blanco, que não é meia, pois gosta de entrar na área para finalizar ou abre pelos lados do ataque com o objetivo de servir o centroavante Matos, atua no centro.

Mussis completa o o trio que se transforma no quarteto se Ortigoza, que se recuperou de um problema físico e retornou ao time, ainda não como titular, na vitória do fim de semana contra o Huracán, avança e ajuda na articulação dos lances de gol.

Esta é a chamada, no ‘futebolês’, flutuação do 4-2-3-1 para o 4-1-4-1.

Ela acontece quando o volante parceiro de Mercier, o mais defensivo do setor central, avança para ajudar na criação

De ambas as formas, o San Lorenzo conta com o meio de campo com 5 jogadores.

Muricy deveria, por isso, evitar o 4-4-2 que mais tem colocado em prática, ou se mantiver a tática, cobrar que todos no meio e mais um atacante cooperem intensamente na marcação.

Não dá para ‘fazer sombra’.

É necessário ter intensidade.

Os laterais Buffarinni e Mas apoiam sempre que podem. São importantes válvulas de escape de “El Santo”.

Como o São Paulo não costuma jogar com um atacante veloz, aberto, pelos lados, eles poderão atacar ou um de cada vez ou ambos ao mesmo tempo.

E o principal: o time argentino tem jogado de maneira mais compacta, seja qual for o esquema, que o São Paulo.

A melhor apresentação do time de Muricy na parte tática foi na derrota por 1×0 diante do Corinthians. Os boleiros ficaram mais próximos uns dos outros. Essa compactação é vital no confronto do Morumbi.

Em suma, o São Paulo não pode marcar no 4-4-2 se não for capaz de pressionar a saída de jogo. Precisa de uma linha de cinco no meio quando não tiver pernas para marcar na frente.

Luis Fabiano é fraco na marcação. Pato e Ganso a gente não sabe quando irão se dedicar. Kardec é a única garantia de auxílio real nisso.

No 4-2-3-1, a distribuição de funções facilita a recuperação da bola e não diminui as opções para fazer o gol. Acho, inclusive, que ficam maiores.

O desenho do jogo seria este:

OBS: o time pode ter Carlinhos na lateral, Ganso no banco a Pato atrás, Luis Fabiano como centroavante, um zagueiro na lateral-direita… Não sei quem o técnico colocará em campo.

Depois da conquista da Libertadores

Felipe Dominguez conta o que houve com o time depois de ganhar o torneio continental.

Ele explica os ajustes feitos por Bauza por causa da perda de jogadores.

Recomendo a quem gosta de se aprofundar nas questões do jogo.

De Felipe Dominguez

Após o título da Libertadores, o San Lorenzo perdeu suas principais peças de desequilíbrio pelos lados do campo.

Ignacio Piatti foi seduzido pelos dólares da Major League Soccer, enquanto o jovem Angel Correa, craque do último Sula-mericano sub-20 vencido pela Argentina, partiu para formar parte do elenco do Atlético de Madrid.

Com a queda natural no segundo semestre de 2014 , Bauza optou por testar alternativas para seu 4-2-3-1 que conquistou a América.

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Escrito por Vitor Birner às 16:03 Vitor Birner 28 Comentários

17 mar

O Padre muito amigo do Papa Francisco e ‘hincha’ fanático do Racing

Geral

De Vitor Birner

O Padre Juan Gabriel Arias é muito amigo do Papa Francisco.

A fé cristã, a vocação religiosa e o amor pelo futebol, apesar da rivalidade em campo, os aproximaram.

Ambos moraram na capital da Argentina e torcem para times portenhos.

O de posto mais alto na hierarquia católica, alenta o campeão da Libertadores, enquanto o personagem principal deste post ama o detentor do último título no principal torneio nacional.

Jorge Mario Bergoglio, então arcebispo de Buenos Aires, dava total apoio ao jovem padre Juan, que em fazia seu trabalho na pastoral com as torcidas, inclusive organizando churrascos apenas para os torcedores do Rancing, na área externa da paróquia Natividad de María.

O ‘racinguista’ fanático Juan, que foi criticado por colocar uma bandeira do clube na cúpula da igreja. viveu diversas aventuras comuns aos torcedores mais apaixonados.

Desde os tempos de seminarista ‘seguiu La Academia por todos os lados’, tal qual se diz na Argentina.

Por isso, pediu e teve a autorização de Bergoglio para acompanhar a partida de volta diante do Sporting Cristal, em Lima, na Copa Libertadores de 1997.

O clima era bastante hostil para as centenas de racinguistas que visitaram a capital peruana.

O governo do presidente hermano Carlos Menen havia negociado ilegalmente armamentos para o Equador, em plena guerra contra o Peru, antigo aliado da Argentina.

O pároco teve que interceder junto aos torcedores e policiais peruanos em defesa do seu ‘rebanho’ para evitar brigar sérias naquele duelo

Conseguiu manter a paz, mas saiu de Lima frustrado por causa da derrota por 4×1, após ver o Racing ganhar por 3×2 no confronto de ida, que provou a eliminação e garantiu o adversário na final do torneio diante do Cruzeiro.

Juan não veste a batina no El Cilindro e exibe a tatuagem na qual o Sagrado Coração de Jesus foi substituído pelo distintivo do Racing.

O vermelho do Independiente é uma cor quase proibida na igreja dele.

A exceção é a capa que cobre Santo Expedito.

As colunas são celestes e as paredes brancas, mesmas cores da sua paixão futebolística e da Virgem de Luján, a padroeira argentina.

Juan Gabriel Arias foi o entrevistado no primeiro bloco do Conxão Sudaca, na Central 3, uma web radio com programação informal (participo do Titulares) e que tem mais opções para quem curte o futebol do continente e cultura de torcidas pela América do Sul.

O padre hincha contou algumas aventuras nas ‘canchas’ desde quando era seminarista, e não perdeu a oportunidade de reclamar de dirigentes que levaram seu time amado à falência e ao rebaixamento.

A qualidade do som não ficou das melhores, pois o bate-papo de Matias Pinto (me enviou o conteúdo da matéria, por isso ela é dele e dos colegas que participaram da entrevista. Eu apenas a redigi ) me contou a história do post e fez um texto que serviu como referência para este), Felipe Dominguez e Leonardo Lepri Ferro com ele foi por skype, e Juan mora em Maputo, Moçambique, aonde é Missionário, e lá o sinal da internet é pior que no Brasil.

Mas, se quiser tentar ouvir, coloquei o link no post.

Hoje o campeão argentino, líder do grupo na Libertadores, irá à Lima encarar o Sporting Cristal.

Perdeu em Avellaneda, semana passada e terá o retorno de Diego Milito para tentar vencer.

Escrito por Vitor Birner às 17:47 Vitor Birner 19 Comentários

13 mar

Conselheiros se mexem para Aidar reduzir o preço dos ingressos

De primeira

De Vitor Birner

Conselheiros do São Paulo colhem assinaturas em um ofício que será enviado para Carlos Miguel Aidar solicitando a redução dos preços dos ingressos em um setor do Morumbi.

A iniciativa tem o apoio de gente de todas as correntes políticas no clube.

É suprapartidária.

No documento, há o pedido para as antigas arquibancadas amarelas de novo serem chamadas de ‘setor família tricolor’.

A ideia é cobrar R$ 15 pela entrada inteira e $7,50 pelo ‘meio-ingresso’.

Se a iniciativa for aceita, o sócio-torcedor poderá adquirir o bilhete por R$5.

O trabalho agora é de conseguir a maior quantidade possível de assinaturas.

Até o momento, mais de 50 conselheiros ou assinaram ou se comprometeram (não sei se irão cumprir o prometido) a fazer isso.

A argumentação para convencerem o presidente, que é o responsável por estipular o valor dos ingressos, passa pelo apoio da torcida, custos de manutenção (limpeza, segurança) lá, além do aumento do lucro com o consumo de alimentos, bebidas e produtos oficiais.

Outro pedido é a liberação gratuita para crianças com até seis anos de idade nos jogos do time.

Opinião

Todo clube grande deveria ser obrigado por lei a ter uma cota de ingressos com preços realmente populares.

Já expliquei noutros posts os motivos.

Não pagam impostos como empresas, ganharam refinanciamentos de dívidas e uma loteria, a Timemania, para ajudá-los.

A diminuição do veto indireto às pessoas de menor renda, além de justa por causa da regalias citadas, é ótima pela própria essência do esporte.

Era razão de orgulho falar que o futebol colocava ricos e pobres, lado a lado, juntos, dividindo a paixão pelo time.

Hoje, após a lavagem cerebral feita pelos interessados burocratas e da crença de quem pensa que o dinheiro é mais importante que tudo, inclusive que a felicidade, exaltam quando o valor arrecadado no jogo é enorme.

Não por acaso, o clima nas arquibancadas, em todos os lugares de ingressos caros, esfriou.

A proibição de bandeiras, instrumentos (em alguns é liberado) e sinalizadores completam a entediante formalização do local outrora de manifestações espontâneas.

Por isso apoio a iniciativa desses conselheiros.

São cerca de 12 mil ingressos no montante de 67 mil. Correspondem a menos de 18% da carga total e permitem que 55 mil lugares tenham o valor decidido pelos cartolas.

Discordo apenas da idade mínima para ver o jogo de graça.

Deveria ser de 10 anos, pois é necessário acostumar a criança a ir ao estádio e estreitar o convívio dela com o time e a camisa.

Tive o privilégio de ser criado por meu pai e saudoso avô, ambos santistas, que topavam ver confrontos de quaisquer agremiações, com o hábito de irmos aos estádios.

É fundamental para a formação dos futuros torcedores e manutenção do amor de milhões pelo esporte que tem mais seguidores no planeta.

Escrito por Vitor Birner às 22:38 Vitor Birner 159 Comentários

12 mar

Vitória magra como o futebol do São Paulo contra o Bentão; Muricy precisa repensar o 4-4-2 para o jogo contra o San Lorenzo

Birnadas

De Vitor Birner

São Paulo 1×0 São Bento

Tédio, irritação, desânimo, sono, preocupação…

Cada torcedor do time grande reagiu do seu jeito ao ver a fraca apresentação são-paulina.

Creio que a quase nenhum ficou feliz.

Os maiores problemas foram a má qualidade do passe e a falta de entrosamento.

Os laterais Auro e Carlinhos não acrescentaram nada ao sistema ofensivo.

Centurión, participativo e batalhador, por causa da noite ruim na parte técnica não deu sequências aos lances, além de ter perdido o gol na única oportunidade antes do intervalo.

Michel Bastos acertou um lançamento díficl para e ‘hermano cabecear na trave.

Eles e Kardec foram os que mais se mexeram.

Thiago Mendes, volante junto com o Denilson, tentou se aproximar de todos.

Alexandre Pato não ficou parado, mas pareceu perdido.

O 4-4-2 de Muricy pede um atacante de velocidade do lado ou a movimentação coordenada para criar a dinâmica capaz de confundir sistemas defensivos posicionados da maneira certa, tal qual do São Bento.

Como ela foi ruim e vários boleiros viveram noite de pouca inspiração técnica, de novo a equipe trocou passes na meia e não conseguiu evoluir dali em diante.

Hudson voltou do intervalo no lugar de Thiago Mendes.

Não creio que foi uma opção técnica.

Os volantes receberam cartões amarelos e a ideia foi evitar a expulsão.

As falhas no passe proporcionaram diversos contra-ataques ao Bentão.

Mas o time de Sorocaba mostrou alguma competência apenas nos desarmes.

O São Paulo melhorou com Hudson.

A troca de posições continuou confusa, pouco objetiva e ineficaz, mas os jogadores ao menos ficaram mais próximos uns dos outros e se entenderam melhor.

A marcação mais forte no campo de ataque foi o pilar da criação dos lances de gol.

Ao recuperar a bola na frente, achou lacunas para arriscar chutes da entrada da área.

Michel Bastos, como de costume, foi quem mais apareceu.

Hudson foi quem roubou a bola no ataque e sofreu o pênalti convertido, aos 28, por Rogério Ceni.

O volante, alguns minutos depois, protagonizou a jogada individual mais bonita ao driblar os marcadores e finalizar de frente para o goleiro.

Em suma, terminou como protagonista do sistema ofensivo.

Quando ele brilha no meio de Pato, Kardec, Bastos, Centurión ( Boschilla), é porque os companheiros não renderam.

O único proveito que Muricy pode tirar do que viu, pois o paulistinha não serve para mais que observações e testes, é que o time jogou mais compactado no 4-2-3-1 da derrota diante do Corinthians no paulistinha que nas partidas anteriores.

O San Lorenzo de Edgardo Bauza, treinador muito competente, costuma utilizar a tática de 3 jogadores na criação e e 2 volantes.

O 4-4-2 mais vezes colocado em prática neste São Paulo deixará o time com um jogador a menos no setor central se todos que forem ao campo na próxima semana não ajudarem de fato na marcação.

Isso precisa ser resolvido antes do próximo treino, pois é necessário fazer um monte de ajustes para o confronto da Libertadores e os treinamentos devem ser aproveitados ao máximo.

Ficha do jogo

São Paulo – Rogério Ceni: Auro, Lucão, Edson Silva e Carlinhos; Denilson, Thiago Mendes (Hudson), Michel Bastos e Centurión (Boschilia); Alan Kardec (Ewandro) e Alexandre Pato
Técnico: Muricy Ramalho

São Bento – Henal; Alex Reinaldo, João Paulo, Wanderson e Marcelo Cordeiro; Renan Teixeira (Éder), Eder Correia, Giovanni (Diego Barboza), Serginho e Renan Mota (Chico); Romário
Técnico: Paulo Roberto Santos

Árbitro: José Cláudio Rocha Filho – Assistentes: Alberto Poletto Masseira e Eduardo Vequi Marciano

 

Escrito por Vitor Birner às 22:36 Vitor Birner 126 Comentários