Bruno 2×0 Dodô

15 mar

Campeonato Carioca

De Vitor Birner

Adriano, o cobrado, jogou bem abaixo de sua capacidade técnica. Precisa melhorar sua condição física.

Todavia, quando exigido na penalidade, cumpriu o dever de batedor e balançou a rede.

Dodô, o artilheiro dos gols bonitos, errou duas vezes no memo tipo de jogada.

E não no mesmo lance.

O árbitro Péricles Bassol apitou 2 pênaltis para o Vasco.

Bruno defendeu ambos, saiu como herói, e Dodô deixou o molhado gramado do Maracanã devendo bastante.

Quem chuta a pênalidade tem obrigação de acertar.

O goleiro flamenguista foi o destaque do jogo.

Carangos e Motocas de volta

http://blogdobirner.virgula.uol.com.br/2010/02/22/carangos-e-motocas-dodo/

Quando eu estava no carro deixando a baixada santista, onde comentei Santos 3×4 Palmeiras, ouvi no rádio que Dodô perdera um pênalti na primeira etapa e seria o responsãvel pelo arremate doutra na segunda.

Na hora pensei: “aiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiai”.

Mesmo assim, cogitei, por não se tratava de jogo decisivo, a possibilidade do centroavante vascaíno acertar.

Ele não conseguiu.

Carangos e Motocas de volta II

Aposto que se o Vasco estivesse ganhando com boa vantagem no placar, Dodô não falharia.

Talvez até tirasse da cartola também um lindo gol.

Claro, este blogueiro poderia perder a aposta.

Santos 3×4 Palmeiras, Obrigado!!!

14 mar

Análise de jogos, Paulistinha

de Vitor Birner

Na chatíssima e longa fase de classificação do paulistinha, trabalhar numa partida tal qual esta é como ganhar na mega-sena. Santos e Palmeiras, obrigado!

Vareio e empate justo

Não existe injustiça no resultado do futebol sem interferência do apitador.

Apenas por isso, o empate em 2×2 no primeiro tempo não pode ser questionado.

Com a bola rolando, só o Peixe jogou.

Um vareio!

Pará, aos 10, e Neymar, aos 30, deram a vantagem ao anfitrião.

Quando era bem superior, o Santos mostrou alguns de seus defeitos.

Diego Souza, em lance individual contra Pará, conseguiu a falta.

O lateral santista marca mal. A zaga do Peixe também erra bastante na interceptação dos cruzamentos.

Cleiton Xavier levantou na área, e Robert, aos 41, de cabeça, diminuiu.

O lance seguinte foi atipico.

Armero, quem diria, deu belo passe para a finalização perfeita de Robert , que balançou as redes chutando no contrapé de Felipe.

O baile santista resultava no amargo, ou delicioso, dependendo do ponto de vista, 2×2.

Outro Palmeiras

Após o intervalo, com Márcio Araújo no lugar de Eduardo, o Alviverde se encontrou.

Voltou bem posicionado e acabou com os espaços do ataque rival.

Sem pressa para cobrar lateral e tiro de meta, e sempre que possível matando os lances com faltas, irritou o adversário e ganhou a posse de bola.

Aos 11, o Palestra virou com Diego Souza. Dorival Jr reparou que seu time não incomodava mais o goleiro Marcos.

Decidiu substituir André e Marquinhos por Zé Eduardo e Maranhão. Todavia, quando Mádson entrou no lugar de Wesley, o Peixe voltou a pressionar.

O baixinho, aos 35, aproveitou o passe de Ganso e empatou.

Neymar perdeu a cabeça

O nervosismo dos santistas ficou claro quando levaram a virada. O empate não diminuiu a ansiedade dos mais jovens.

Neymar, aos 37, deu carrinho em Pierre e foi expulso.

Aos 42, Robert marcou outro belo gol e recolocou o Alviverde na frente. Aos 43, Léo também levou o cartão vermelho.

Nos poucos minutos de 10 contra 10, a defesa ganhou do ataque. A vitória lavou a alma palestrina.

Nessa segunda-feira, o palmeirense acordará leve e orgulhoso, enquanto o santista tentará raciocinar sobre o que é o futebol, para tentar compreender como sua equipe perdeu o clássico depois do que fez nos 45 minutos iniciais.

E não achará todas as respostas.

Resultado justo.

Destaque

Vários jogadores foram bem no clássico. O destaque, por óbias razões, foi o artilheiro Robert.

O árbitro Antônio Rogerio do Prado

Errou muito ao deixar os jogadores reclamarem como se estivessem numa arquibancada. Diego Souza abusou depois do primeiro gol de seu time.

No 2° tempo, Robinho e Ganso fizeram o mesmo. No mais, utilizou um só critério para definir faltas e cartões. Atrapalhado e um pouco mole, não decidiu o clássico.

Escrito por Vitor Birner às 20:27 Vitor Birner 12 Comentários

Se não fosse Libertadores, acharia que Ricardo Gomes poupou

11 mar

Análise de jogos, Birnadas, Copa Libertadores

De Vitor Birner

Nacional 0×2 São Paulo

Quando vi a escalação do São Paulo, ou melhor, o banco de reservas com Cleber Santana, Rodrigo Souto, Fernandinho, Xandão e Jorge Wagner, além de Marlos e Bosco, pensei:

O titular tem cara de mistão.

Ricardo Gomes escalou Cicinho e Junior Cesar nas laterais, Alex Silva e Miranda na zaga, Jean, Richarlyson, Hernanes, Dagoberto, Marcelinho Paraíba e Washington.

Os de cadeira cativa no time continuam quase intocáveis.

http://blogdobirner.virgula.uol.com.br/2010/01/18/no-morumbi-reciclar-e-preciso/

Diante do adversário fraco, no estádio com pouca gente, sem altitude e pressão, o São paulo ameaçou jogar bola.

Richarlyson chutou uma na trave e Marcelinho deu belo passe para Washington perder o gol.

No restante do primeiro tempo, o Nacional criou boas chances.

Rogério Ceni, de longe o melhor em campo, salvou sua equipe pouco antes do intervalo.

Se o árbitro quisesse, expulsaria Dagoberto aos 27 por entrada desnecessária e violenta em Riveros.  O atacante quase enterrou sua equipe por nada.

Passes errados, tentativas infrutíferas de lances individuais e o desequilíbrio de comportamento explicam a atuação de Dagoberto nos 45 minutos iniciais.

Outros também decepcionaram. Hernanes, péssimo, errava no toque de bola simples, Jean não se encontrava, Washington desperdiçou a grande chance…

Só Marcelinho produzia algo na frente.

Justamente ele saiu no intervalo para Cleber Santana.

E o Nacional, dentro de sua pequena capacidade técnica,  voltou pressionando.

Parou em Rogério ceni.

Quando o São Paulo estava perdido, Dagoberto tocou para Washington, em posição duvidosa, o lance era difícil, driblar o goleiro German Caffa e balançar a rede.

Antes, na etapa incial, os sãopaulinos reclamaram de um impedimento de Marcelinho em jogada clara de gol.

O Nacional, em desvantagem, se lançou ao ataque, deixou espaço, todavia o contragolpe dos visitantes era lento.

Ficou um tal de eu erro, tu erras, ele erra de ambos os lados, e a gorduchinha não parava muito tempo com nenhuma das equipes.

Aos 39, Fernandinho substituiu Dagoberto.

Aos 44, o atacante recebeu na esquerda, driblou em direção à linha de fundo (milagre, alguém fez isso) e cruzou a bola pelo chão para Washington definir o placar.

No final, a importantíssima vitória é o que sãopaulino pode comemorar.

O time, outra vez, não foi bem.

Escrito por Vitor Birner às 21:23 Vitor Birner 149 Comentários

Cruzeiro volta da Venezuela só com um empate

11 mar

Análise de jogos, Copa Libertadores

de Vitor Birner

Agradeço ao amigo Mário Marra que comentou o empate entre Deportivo Itália e Cruzeiro na CBN BH pelo texto abaixo.

De Mário Marra

Deportivo Itália 2×2 Cruzeiro

Dois pontos que não voltam mais

Apenas um pontinho! O Cruzeiro volta da Venezuela com o bolso vazio. Se for para procurar culpados o gramado poderia até ser o grande vilão. Entretanto, o goleiro Fábio preferiu destacar os erros de posicionamento da defesa. E foram vários erros.

O estilo de jogo dos venezuelanos não conta com a bola no chão, a bola do Deportivo Itália passa pelo alto e a defesa sentiu.

No primeiro tempo o Cruzeiro, mesmo tendo sofrido um gol aos 11 minutos, o Cruzeiro ainda fez a bola rolar e girou o meio, no entanto, foi um Cruzeiro bem distante do habitual. Jonathan tinha mais liberdade que Diego Renan. Pela esquerda estava o grande perigo com as jogadas de Blanco, nas costas de Diego.

O empate saiu com Kleber aproveitando cobrança de escanteio. O momento era bom, entretanto, o futebol do Cruzeiro ficou escondido. Era a hora de impor limites e mostrar quem é melhor, mas a oportunidade passou e o primeiro tempo ficou no empate.

Aos 5 do segundo tempo, o futebol apareceu. Jonathan achou Diego Renan na cara do gol, ele perdeu, mas na sobra Kleber fez o segundo.

A sorte sorriu para o Cruzeiro, que novamente não aproveitou. Preocupado com as costas de Diego Renan, Adilson investiu em Gil como terceiro zagueiro e abriu Paraná pela esquerda. Foi só Gil pisar em campo para o Deportivo empatar. A jogada até parecia brasileira. De pé em pé, aproveitando espaços, Girolette para Blanco e dele para Mcintosh – Gol.

O jogo seguiu fraco tecnicamente e, para colocar um pouco mais de emoção na partida Kleber e Rafael Lobo foram expulsos.

O grande problema do resultado é que o Deportivo Itália é, de longe, o time mais fraco do grupo e a chance de o Colo Colo conquistar os três pontos é boa. Em um grupo equilibrado, qualquer tropeço pode custar caro.

Complemento ás 11h21

Leandro Iamin viu o empate do Internacional em Quito e conta como foi.

De Leandro Iamin

Deportivo Quito 1×1 Internacional

O time da casa foi melhor  na capital equatoriana e pode lamentar o resultado final.

Deportivo Quito e Internacional jogaram de maneira semelhante, no 3-5-2. O meio-campo equatoriano tem Arroyo como destaque, pela esquerda, e usa bastante seus dois alas.

Já o time de Fossati atuou com Guiñazu e Sandro como volantes. Na frente deles, Bruno, Giuliano, Kléber e Edu. Mais avançado ainda, no ataque, o isolado Alecsandro, sempre à espera da bola que não chegou.

Castro, 1° volante do Quito, ganhou o duelo com Giuliano. Isso levou o time gaúcho a perder a posse de bola e abusar do chutão.

Poucas chances e zaga lenta

Mesmo melhor, o Quito teve só uma grande chance até os 30 minutos. E ainda assim porque a zaga do Inter falhou na linha de impedimento.

Mas, aos 33, a zaga dos visitants falhou e o ala Minda abriu o marcador.

Antes do gol, a parte criativa do Colorado não funcionava. Na jogada do 1×0, o sistema defensivo, lento, também falhou.

Aos 40,  numa das raras vezes que Giuliano entrou na área do Quito e empatou depois do rebote do chute de Alecsandro que bateu na trave.

Ficou a sensação de que dava para ter sido mais agressivo quando estava 0×0.

O Quito, de tanto chutar de longe, acusava a própria crença na altitude, e a descrença na técnica.

Polêmica rara e pressão do Quito

Abbondanzieri, que pouco antes sentira o tornozelo, saiu bem do gol aos 7 da etapa final, e tomou um encontrão de Pirchio. O árbitro José Buirtrago deu pênalti. Errou feio. O time brasileiro reclamou muito, e Pato preferiu cobrar o assistente.

Deu certo. O bandeirinha chamou o homem do apito e após rápida conversa convenceu que estava errado.

O Inter melhrou um pouco, mas os problemas de aproximação do meio com o ataque continuaram.

Os 30 minutos finais do jogo foram inteiramente controlados pelo Quito. O Inter não chutou nenhuma vez ao gol.

E Abbondanzieri, mesmo manco, fez ao menos três ótimas defesas, além de catimbar. A entrada de D´Alessandro no lugar de Edu reforçou, em vão, o esquema 3-2-4-1 de Fossati. O  meia argentino, ao contrário de seu compatriota goleiro, nada fez.

Fechadinho e exaurido por conta da altitude, o empate acabou ficando razoável, sobretudo diante da grandiosa defesa de Pato aos 47, no auge da pressão do Deportivo.

Pela atuação sem brilho, 1 ponto foi mais do que bom para voltar ao Rio Grande do Sul.

Escrito por Vitor Birner às 21:20 Vitor Birner 3 Comentários

Palhinha diz que lugar de Washington e Dagoberto é o banco de reserva

11 mar

Birnadas

De Vitor Birner

Ele escalaria, se fosse técnico, Fernandinho e Henrique de titulares no ataque

Vi, nos estádios, todos os jogos de Palhinha pelo São Paulo na capital paulista. Lembro quendo Telê pediu o atleta do América MG.

Habilidoso, chegou jogando para o time, deu bastante qualidade ao meio de campo e ataque, além de alegrias inesquecíveis ao sãopaulino.

A justa fama que conseguiu graças às boas atuações, e os títulos históricos, transformaram um pouco o futebol dele.

A habilidade virou firula. Passou a atuar em busca do lance bonito e da consagração individual.

Conquistou duas Libertadores e perdeu uma decisão no São Paulo. Depois ganhou outra Libertadores, em 1997, pela Raposa. Conhece bem a competição.

Hoje, é treinador do São Bernardo

“O Dagoberto, ele quer a bola para ele, quer aparecer”

Em entrevista ao CBN Esporte Clube, Palhinha disse que Dagoberto quer a bola para aparecer, e que Washington só funciona se acertarem a bola nele.

Ele falou (se quiser, ouça a declaração no player no fim do post):

“O Washington, o problema do Washington, é que é um jogador que (o time) tem que jogar para ele. Tem que acertar o Washington, porque pra colocar uma bola longe da passada dele e de onde ele consegue alcançar abrindo a perna, ele não vai chegar na bola, não tem jeito mais”.

“Eu acho que ele é um baita de um jogador, um cara que sabe fazer gols como poucos, mas eu, se sou hoje o treinador do São Paulo, coloco o Henrique para jogar e o Fernandinho.”

“Não coloco nem o Dagoberto. O Dagoberto, ele quer a bola para ele, quer aparecer, e eu acho que não é esse o futebol. O futebol quando aparece um jogador diferenciado, os caras querem dar pancada nele, querem isso, querem aquilo, querem falar uma coisa ou outra…”

Opinião deste blogueiro

Dagoberto é fominha e repetitivo. Muitos dizem que é craque.

Atacante aberto, não me recordo dos lances dele como os de Neymar, para não citar os consagrados.

Quando volta para o meio, também não pensa o jogo.  Depende de velozes arrancadas, sempre com dribles ou tabelas em direção do gol, para ir bem.  Os dias de inspiração dele são marcantes, pois o estilo de atuar é ousado e agressivo como o torcedor aprecia.

Poderia ser útil se não houvesse melindres por colocá-lo no banco. Ao contrário do que pensa Palhinha, não acho que é “reserva absoluto”.  Mas, também, não é titular de maneira inquestionável.

Deveria brigar pelo espaço tal qual outro qualquer. Hoje, após quase 3 anos no Morumbi, vejo Dagoberto como ótima opção de segundo tempo, ou em situações específicas para mudanças táticas (atuar com 3 jogadores na linha do ataque).

Disputa com Fernandinho, se Ricardo Gomes quiser um atacante veloz, a posição entre os 11 principais.

Fernandinho também precisa provar que é jogador de time grande, do tipo que cresce em partidas difíceis e consegue atuar com regularidade ao menos numa temporada inteira.

Washington é isso mesmo. Caneludo e desengonçado, sempre enfrentou dificuldades para tratar a bola carinhosamente.

Entretanto, fazia gols que nem louco. Acho (teria que pesquisar para ter certeza) que é o atlela brasileiro em atividade com mais gols marcados em média desde o início da carreira.  No São Paulo, apesar da média não ser ruim, está abaixo do padrão dele.

Por enquanto, ele e Dagoberto não justificaram o investimento do clube neles.

Henrique é um garoto rápido, brigador e de boa técnica. Pode ganhar a posição, sim. Precisa estufar as redes várias vezes para ser titular, tal qual ocorreu com os atletas da idade dele.

Ouça, no player, o que disse Palhinha.

* A memória me traiu. Os 5 são paulinos trocados com o Cruzeiro por Serginho e Beletti foram Gilmar, Vitor, Donizete, Ailton e Elivélton.

Escrito por Vitor Birner às 13:01 Vitor Birner 59 Comentários

São Paulo e Cruzeiro têm obrigação de vencer. Jogo do Inter é mais difícil.

11 mar

Copa Libertadores

De Vitor Birner

Decisão em Assunção.

O São Paulo faz jogo importantíssimo pela Libertadores, hoje, em Assunção.  Precisa ganhar do Nacional, no Paraguai, para brigar pela primeira colocação. Se perder, terminará o primeiro turno do grupo com 3 pontos contra 4 do Monterrey e 7 do Once Caldas.

Em suma, a partida contra o Monterrey será no México, e o Once Caldas abrirá 4 pontos, vantagem que não pode ser tirada no confronto direto.

Preparação

O planejamento da comissão técnica e a direção sãopaulinas, não divulgado para o público, prevê o time inteiro no final de março.

Hoje, segundo quem trabalha no futebol do clube, os atletas estão em estágios diferentes na preparação física.

Como estamos em meados de março e o jogo é importante, chegou a hora do futebol do São Paulo aparecer.

Não precisa ser brilhante, genial, bonito… Basta jogar de maneira segura e objetiva, como um time competitivo deve.

Cruzeiro também precisa vencer

A Raposa perdeu do Vélez Sarsfield e derrotou o Colo Colo no seu grupo. Os argentinos lideram.

Para brigar pelo primeiro lugar sem depender de tropeços dos outros, não pode empatar contra o Deportivo Itália, mesmo jogando em Caracas.

Como os venezuelanos também precisam vencer, em algum momento irão ao ataque e deixarão espaços.

Caso consigam ganhar o meio e a posse de bola, seu experiente trio mais avançado merece atenção especial.  O volante-meia Urdaneta (34 anos) não é lá aquelas coisas, mas chega para arrematar de fora e criar. A dupla de ataque tem Cristian Casseres (32) , veloz, que atua aberto, ao lado de Blanco (28), o centroavante.

O Cruzeiro é melhor nas partes técnica e tática. Tem condições de vencer com tranquilidade.

Missão mais dura entre os brasileiros.

O Inter vai encarar o Deportivo Quito. Além do futebol equatoriano estar em bom momento, o Colorado terá de enfrentar a altitude.

Fossati sabe que o adversário cruzará várias bolas na área e arriscará os chutes de fora. Até na preparação para enfrentar os brasileiros, são ensaiados lances para tirar proveito do ar rarefeito.

O empate, em Quito, é bom resultado para o Internacional.

Once Cladas e Monterrey empataram em Manizales

Once Caldas 1×1 Monterrey

De Leandro Iamin

O Monterrey, com o time quase completo, começou e terminou melhor o primeiro tempo em Manizales. Jogou mais no ataque do que o seu ofensivo oponente, pois, marcando em cima, ganhou o meio campo.

Los Rayados dificultaram muito a achegada da bola ao trio de ataque colombiano.

Luis Nuñez, lateral esquerdo do Once, era a boa opção que vinda de trás sem marcação. Por ali, o time local armou alguns ataques. Mas não foi suficiente.

Após breve momento de crescimento na partida, a equipe de Manizales parou e o Monterrey tomou as rédeas.

Aos 32, o meia Morales, muito bem em campo, abriu o placar depois de jogada bem trabalhada. Na partida com poucas chances reais de gol, Morales deu a vantagem ao time que se apresentava melhor.

Dayro Moreno chegou perto de empatar no final do 1° tempo. Era a prévia do que seria a etapa complementar.

Arias, Castrillon e Valência, no meio campo colombiano, não estavam bem.  A entrada de Amaya aproximou o setor do ataque, a bola chegou na frente e o Once Caldas cresceu.

Zavala, que vinha bem protegendo a zaga mexicana, foi expulso.

Em cobrança da falta, Valência empatou.

Até o final, com 1 a menos, o Monterrey apostou em Nery cardozo, aberto pela esquerda, nos contragolpes

Val Baiano entrou, claro, em vão.

A pressão dos Blancos proporcionou 3 oportunidades de virada, todas perdidas por Santoya.

Numa jornada pouco inspirada, o Once Caldas que nos minutos finais ficou com dois a mais, pediu desesperadamente um pênalti nos acréscimos. Não foi nada, e o empate, com um tempo melhor de cada time, deu aos 2 times o ponto merecido pelo que realizaram no jogo.

Escrito por Vitor Birner às 11:00 Vitor Birner 9 Comentários

Dentinho “pede” vaga entre os titulares com golaço em Bogotá

11 mar

Birnadas, Copa Libertadores

De Vitor Birner

Independiente Medellin 1×1 Corinthians

Proposta defensiva

Mano Menezes surpreendeu na escalação. Iniciou com Marcelo Matos e Jucilei nas vagas de Tcheco e Alessandro.

O lateral se machucou e Matos jogou ali. O meia volante esquentou o banco.

As alterações reforçaram a marcação no meio e impediram a tentiva de pressão dos anfitriões.

Apenas no espaço deixado num dos raríssimos avanços de Roberto Carlos, o DIM conseguiu chegar na cara de Felipe.

O goleiro garantiu o empate na etapa inicial com a bela defesa.

Pouco quando recuperava a bola

O bloqueio no meio impedia o abafa do DIM. Mas faltava o contragolpe.

Compreensível.

Quando Mano usou Jucieli e Ralf de volantes, mais Elias com alguma liberdade pelo meio, e Danilo na esquerda, em troca do aumento de força defensiva, abriu mão da qualidade no passe.

O Alvinegro não tinha velocidade com a bola para contra-atacar.

Na volta do intervalo, o Corinthians adiantou a marcação. Contudo, o panorama continuou o mesmo.

O gol de Valoyes, acho, em posição ilegal, mudou o jogo que ficou mais aberto.

Logo depois, o Dim perdeu ótima chance de fazer o segundo.

Foi punido com o golaço de Dentinho. Baita arremate de fora da área aos 39!

O empate justo foi bom para o Corinthians. Lição de casa feita na Libertadores.

Dentinho

Mano sempre diz que ele é titular. Questão de semântica. O atacante tem sido o décimo segundo jogador.

Titular para uns, reserva sob o ponto de vista doutros, a única certeza é que nas últimas partidas do Alvinegro, ele foi “o cara”.

O gol de ontem aumenta a pressão para se tornar titular no time com 11 jogadores.

Questão de tática e de Mano

Pressionado por deixar Dentinho na reserva, uma das explicações dele para a escolha é que Jorge Henrique estava bem. No início da temporada, de fato, o outro baixinho veloz e guerreiro se destacou.

O treinador quer montar a equipe com mais toque de bola no meio. Pretende usar Tcheco e Danilo juntos no setor  (Danilo na esquerda e Tcheco de terceiro volante na direita ou centro), Ronaldo de centroavante e outro atacante aberto.

Compreendo o comandante. A opção dos 3 homens de frente já existe. Dentinho, Ronaldo e Jorge Henrique entendem o posicionamento da linha de frente. Como no meio todo mundo do Corinthians marca, a repetição do esquema tático de sucesso no primeiro semestre de 2009 não é tão complicada.

Mano quer alternativas que justifiquem e explorem o investimento e a qualidade do elenco montado para a Libertadores.

Talvez, lá na frente, quando aparecer algum adversário realmente capaz, a opção decida o jogo e a competição

Mas as últimas atuações de Dentinho “pedem” o jogador entre os que começam as partidas.

Se pensa assim, ou Mano troca Jorge Henrique por Dentinho, ou atua com ambos posicionados de maneira diferente do ano passado ( um deles recuado no meio), ou abre mão de trabalhar opções táticas diferentes.

Bom “problema” para o comandante.

Escrito por Vitor Birner às 10:03 Vitor Birner 32 Comentários

Flamengo vence na Venezuela

11 mar

Análise de jogos, Copa Libertadores

O texto abaixo é de Leandro Iamin

Caracas 1×3 Flamengo

de Leandro Iamin

A partida na capital bolivariana começou muito, muito ruim. Cheia de passes errados e times desorganizados.

Andrade escalou Petkovic na meia, Pacheco e Love no ataque, Juan e Léo Moura chegando pelas laterais. Só Léo construía jogadas.  Toró fazia a cobertura dos avançoes dele.

No meio, Kleberson e Fernando, lado-a-lado, pareciam alheios ao ritmo que a competição exige. Dispersos e tecnicamente ruins.

Aos poucos, o time da casa cresceu. O lateral direito do Caracas, Romero, causou problemas partindo pra cima de Juan.  Mas as chances de gol foram poucas.

Pênalti

Aos 35, Petkovic chutou bem a bola em direção ao gol e, dentro da área,  ela bateu no braço esticado do defensor: mão na bola. Pênalti bem marcado.

Vágner Love converteu em gol, e assim o 1° tempo de pouco futebol premiou o visitante brasileiro.

Depois do placar aberto, Petkovic se aproximou mais do ataque e o Mengão melhorou.

Bruno trabalhou um pouco nos 45 minutos iniciais. Vega não sujou o calção.

Empate e expulsão

Logo no começo da etapa final, Gomes acertou a trave do gol de Bruno em cobrança de falta. Era o prenúncio da pressão venezuelana.

Ela se intensificou quando Toró, aos 8 minutos, foi expulso por causa do 2° amarelo. A exclusão foi justa.

Entre o vermelho e o gol de empate do Caracas, Andrade fez duas trocas. Rodrigo Alvim entrou no lugar de Fernando, e Angelim no de Petkovic. Alvim fechou o meio pelo lado esquerdo, que estava frágil, e Angelim foi pra zaga.

O zagueiro Fabrício marcou um pouco mais à frente, e Pacheco recuou no ataque, deixando Vagner Love como único atacante.

Castellín empatou a partida num chute à queima-roupa, e fez justiça ao valente time venezuelano.

Ataque desorganizado custa caro

No melhor momento do Caracas, a torcida inventou de atirar um objeto no auxiliar. O jogo ficou paralisado por quase 5 minutos.

E não voltou mais às mãos do time da casa.

Tudo porque a equipe acreditou demais na virada e na vantagem de ter um jogador a mais. O Caracas atacou de uma maneira exagerada e atabalhoada.

Cada vez mais espaços apareciam para o Flamengo. Kléberson perdeu uma chance claríssima minutos antes de Vágner Love receber livre e desempatar a contenda.

Driblou o goleiro e empurrou para as redes com facilidade. Foi letal.

No final da partida, Fierro entrou para dar outro gás no ataque do Mengão. E Rodrigo Alvim, no último lance, marcou o terceiro.

O Rubro-Negro carioca não fez uma grande partida. Mas aproveitou cada falha do seu adversário.

Alvim e Love foram os destaques.

Sacanagem de Pellegrini com Kaká. E o Barcelona pode hastear a bandeira da Catalunha no Santiago Bernabeu

10 mar

Birnadas, Champions League

De Vitor Birner

O Lyon acaba de eliminar o Real Madrid da Liga dos Campeões.

Os madridistas começaram bem, Cristiano Ronaldo fez o gol aos 9 minutos, o time recuou, continuou melhor na etapa inicial, piorou após o intervalo, e tomou o gol de empate aos 29 da etapa complementar.

Ali o jogo acabou.

Em seguida, Manuel Pellegrini tirou Kaká para colocar Raul Gonzales.

Hora de demiti-lo

Não dá mais.

A substituição foi quase uma sacanagem.

Média pura.

Ele sabia que não era a solução. A maior prova disso é que o Real Madrid, precisando de 2 gols, não chegou sequer a ameaçar os franceses depois da troca. Lizandro Lopez, atacante do Lyon, desperdiçou a melhor oportunidade.

Mas, naquela hora tensa, substituir o atleta caro que a torcida e a imprensa têm criticado pelo queridinho poderia servir para desviar o foco, arrumar o culpado.

No lugar do Kaká, estaria revoltado. Ele não brilhou nem foi pior que seus “companheiros”. Até se apresentou melhor que a maioria.

A alteração, se não o pregou na cruz, o colocou deitado nela a espera de alguém para bater os pregos.

Por causa dessa sacanagem, maldosa ou não, da desclassificação na Champions e futebol apenas razoável do time, mesmo na liderança no campeonato espanhol, mandaria Pellegini embora.

E rápido.

A maior chance da vida do Barcelona

A queda do Real Madrid transformou essa Liga dos Campeões na mais importante da história do Barcelona!

Os madridistas pleiteavam faz tempo a decisão da Liga dos Campeões no Santiago Bernabeu.

E conseguiram. Contrataram Cristiano Ronaldo e Kaká.  Seria especial ganhar em casa.

O sonho acabou.

E o pesadelo continua.

O Barcelona está entre os favoritos.

Pode ser campeão no Santiago Bernabeu.

E tomar o estádio com suas cores e bandeiras que representam a Catalunha no mundo globalizado.

Quanta história e simbolismo o futebol pode trazer junto com as radicalmente intensas emoções que acompanham os vencedores das grandes competições!

Escrito por Vitor Birner às 19:08 Vitor Birner 66 Comentários

Milan não viu a cor da bola em Manchester

10 mar

Análise de jogos, Champions League

O texto é de Laendro Iamin

Manchester 4×0 Milan

De Leandro Iamin

O Manchester, dono da casa e da vantagem, começou melhor, em cima. Rooney, de cabeça, abriu o placar aos 12 minutos. Pouco antes, Ronaldinho Gaúcho perdera, também de cabeça, grande chance.

Fez a diferença. O que poderia ser trabalho difícil ficou simples.

A ausência de Pato, contundido, fez falta ao time rossonero. Borriello e Huntelaar não estão no nível nem do “Milan campeão”, nem da competição. O meio-campo, sem Beckham e Seedorf, com Ambrosini e Flamini, também não brilhou.

Ronaldinho Gaúcho atuou centralizado. Pegou bastante na bola e tentou lances difíceis demais. Sempre levantando a bola ou buscando as costas dos laterais ingleses. Não deu certo.

Sem dar espaços, o Manchester administrou a partida e protegeu bem a meta de Van der Sar.

Para a etapa final, Leonardo colocou Seedorf, deslocou Ambrosini para a zaga, e mudou Thiago Silva de lado. A ideia era aumentar a criatividade na meia.

Bastaram 50 segundos e Ambrosini cochilou na cobertura, Rooney entrou no meio da zaga e fez o segundo gol da partida. Se alguém as tinha, ali acabaram as dúvidas sobre quem seguiria na Champions League.

O equívoco de Leonardo ficou mais visível no 3° gol inglês, feito pelo coreano Park, que entrou na área sem grande marcação e fez o terceiro dos anfitriões.

O treinador do Milan ainda proporcionou outro momento de alegria para a torcida de Manchester, ao promover a entrada de Beckham em campo. O ex-ídolo dos Devils foi muito aplaudido, e quase marcou um golaço.

Ferguson, como resposta, chamou Rooney para o descanço e a ovação do público.

O duelo se tornou apenas uma exibição, muitos passes, pouca objetividade, ninguém com pressa, e o Manchester sempre perto de ampliar a vantagem.

Esteve perto até conseguir, com Fletcher, nos minutos finais.

O 4×0 fez da jornada milanista uma catástrofe.

E, como o placar foi justíssimo, será preciso mesmo que algo mude em Milão.

Escrito por Leandro Iamin às 19:02 Leandro Iamin 8 Comentários

Alegria e raiva do blogueiro

10 mar

Copa Libertadores

De Vitor Birner

Raiva

Deixei os posts dos jogos de Flamengo e Corinthians pela Libertadores quase prontos. Ontem, no melhor estilo seleção brasileira de 2006, larguei tudo de noite e fui para a balada.

Hoje, por volta de 10h40, quando arrumava os textos na área de trabalho do blog, fechei a página e os perdi.

Haja raiva.

E burrice do blogueiro.

Alegria

Em meio ao marasmo dos estaduais, especialmente do chato paulistinha, os jogos de Libertadores são bençãos.

Não encararei outro “jogo de preparação” do grande contra o pequeno nesta quarta-feira. Só o bom futebol do Santos ilumina as sombras do torneio da Federação Paulista de Futebol.

Hoje, na CBN, comentarei Independiente de Medellin x Corinthians na competição continental.

Mano deverá colocar em campo seu time titular. Danilo, Tcheco, Jorge Henrique e Ronaldo nas meias e ataque. Elias de segundo volante. A linha de 4 da zaga conhecida…  Resta saber quem será o volante de marcação entre os 11 pincipais.

O Independiente Medellin joga de maneira muito diferente do Racing-URU, adversário da estreia corintiana. Toca mais a bola, vai ao ataque, costuma usar 2 zagueiros e não 3, é inferior na marcação…

O DIM com a gorduchinha é mais perigoso que o Racing.

Por outro lado, deixa bem mais espaços que os uruguaios.

Caracas x Flamengo

No Olímpico, em Caracas, o campeão brasileiro enfrentará o anfitrião que leva o nome da cidade.

No papel, o time dirigido por Noel Sanvicente não é dos piores. Na prática, não sei.

A única certeza é a dificuldade que venezuelanos têm para montarem fortes sistemas defensivos.

Contra o Flamengo, acredito, irão para o jogo.

Boa chance para o Rubro-Negro conseguir a segunda vitória na Libertadores.

Escrito por Vitor Birner às 13:14 Vitor Birner 22 Comentários

Pergunta e resposta óbvias no fantástico mundo de Roberto Carlos

10 mar

Birnadas, Seleção Brasileira

De Vitor Birner

Queria entender onde o lateral-esquerdo pretende chegar.

Para dizer que não houve exageros por parte de alguns jogadores na Copa do Mundo de 2006, ele, em entrevista para a playboy, argumentou:

“Se a gente tivesse ganhado (em 2006) ninguém falaria nisso (falta de comprometimento). Fizemos coisas piores em 2002 e ninguém soube. No Japão era mais liberado do que em 2006. A gente arregaçava”.

Roberto Carlos deveria entender algo simples que ele mesmo disse, mas parece não compreeender.

O brasileiro que torceu pelos displicentes em 2006 se sentiu um idiota.

Perder sempre gerou crise.

Todavia, há formas e formas de ser derrotado. As eliminações das copas do mundo de 82 e de 2006 apontam claramente as diferenças.

Foram situações antagônicas.

A balada foi mais quente em 2002 que em 2006?  E daí?

Nos interessa o desempenho do time. E, nesses casos, o comprometimento dos atletas.

O Brasil de Felipão só começou a jogar bem nas quartas-de-final contra a Inglaterra. O de Parreira nunca atuou de maneira convincente e, na mesma fase, apático, caiu diante da França.

As diferenças, Roberto, não estão apenas no título.

O Brasil de Scolari, mesmo mal, era sério, aguerrido, e atuava como se precisasse provar algo, pois perdera a decisão de 98.

Já o de 2006  o torcedor brasileiro viu os sorrisos festivos no banco, estado atlético patético de Ronaldo, a meia arrumada contra a França, a arrogãncia do time…

Será que o lateral deseja aplausos para a seleção de 2006? O que esperava quando falou isso?

Claro que se tivesse vencido a Copa de 2006 ninguém diria nada.

Ainda bem!!!!!!

Se reclamassem, imagine o que Roberto Carlos pensaria de nós que gostamos do futebol?

Escrito por Vitor Birner às 12:46 Vitor Birner 37 Comentários

Bayern, dramático. Arsenal, fácil.

9 mar

Análise de jogos, Champions League

De Vitor Birner

Jogo maluco em Firenze

Fiorentina 3×2 Bayern de Munique

A equipe Viola soube usar sua força de mandante e dominou o time alemão na etapa inicial.
Não teve nenhuma atuação digna de aplausos. Mas era o bastante para levar perigo ao gol de Butt. E não sofrer contragolpes perigosos.

Aos 27,  o peruano Vargas deu a merecida vantagem ao time italiano.

Aos 33, Robben desperdiçou a única oportunidade dos bávaros balançarem as redes. Era o sinal de que mesmo mal, os visitantes podiam complicar.

O segundo tempo começou similar ao primeiro.

Gilardino perdeu, aos 4, uma baita chance de fazer 2×0.  A Fiorentina continuava melhor.

O montenegrino Jovetic, aos 9, conseguiu o segundo gol para a loucura dos florentinos no Artemio Franchi.

Como o Bayern derrotara a Fiorentina por 2×1, com gol impedido de Klose, na partida de ida, a situação ficou confortável para os comandados de Cesare Prandelli.

Atuavam em casa, estavam melhor e mesmo se levassem o gol, a partida iria para a prorrogação.

Eis que, do nada, o Bayern renasceu no jogo.

Aos 14, da entrada da área, Van Bommel balançou a rede e acabou com a tranquilidade da Fiorentina.

Mesmo assim, aos 19, outra vez Jovetic chegou ao gol.

O 3×1 deveria ser o famosos balde de água fria na reação do rival.

Ledo engano.

Ele apareceria um minuto depois. E seria jogado por quem estava pior na partida.

Robben, de fora da área, acertou beeeeeeeeelo chute, de longe, e fez o 3×2.

Ali acabou a tranquilidade da Fiorentina.  A crise de anos, confirmada nas últimas rodadas do italianão, fez o time correr muito, lutar, se desorganizar e dar contra-ataques.

Passou o mais eficaz.

O texto abaixo é de Leandro Iamin.

Massacre dos Gunners

Arsenal 5×0 Porto

Massacre inglês no Emirates Arena. Desde o início, o Arsenal foi para cima e se instalou no campo de defesa do apavorado Porto. Os portugueses queriam se defender. Não deu certo. Sofreu o 1° gol logo aos nove. Bendtner marcou.

O dinamarquês arrebentou no primeiro tempo. Ele e  Arshavin.

Bendtner ganhou todas as disputas. Como pivô dominou todo tipo de bola. Arshavin correndo com a pelota dominada abria espaços.

Num erro infantil do uruguaio Fucile, o baixinho russo tomou a bola, costurou, invadiu a área e serviu Bendtner. O absoluto domínio dos anfitriões se traduzia no tranquilo 2×0.

Na etapa final, ainda que o Porto tenha iniciado com bastante bravura, seus torcedores não puderam vislumbrar cenário diferente. Bastava um gol para o time dos brasileiros Hélton e Hulk levar o duelo para a prorrogação. E até criou uma ou outra chance, mas continuou escancarado atrás.

O terceiro gol, quando o duelo já estava de novo todo na mão do time da casa, foi especial.

Samir Nasri fez uma fila, da forma que quis e chutou dentro da pequena área. Se o visitante lusitano ainda estava minimamente firme em campo, ali desmoronou. Logo em seguida, num escanteio para o Porto, veio o quarto gol do Arsenal. Contra-ataque perfeito.

O quinto e último gol aconteceu no pênalti de Fucile, claramente já esgotado. Bendtner fez o terceiro dele. O 5×0 premia a equipe jovem, veloz e muito agradável de se assistir.

Não fosse a atuação pífia do goleiro Fabianski no jogo de ida, e a classificação seria ainda mais tranquila. O Arsenal é muuuuuito mais time que o Porto, e, se o treinador Wenger conseguir dar maturidade ao plantel, não é de se descartar que enfim venha a primeira Taça dos Campeões para o clube londrino.

Escrito por Vitor Birner às 19:46 Vitor Birner 9 Comentários

Tem algum responsável.

9 mar

Geral

De Vitor Birner

Acho que a maioria de vocês acompanhou o dramático caso de Robson Rocha Costa, jogador de futsal do Atlético Deportivo de Guarapuava. Ele morreu após um fragmento do piso do ginásio Joaquim Prestes se soltar, atravessar a coxa e perfurar o intestino dele. Chegou, infelizmente em vão, a passar por cirurgia.

Azar? Erro de quem fez o piso ou do responsável pela manutenção dele?

É necessário investigar para evitar injustiças.

Hoje, no globoesporte.com, há uma reportagem de João Gabriel Rodrigues que,  ao meu ver, elimina a possibilidade do azar.

Faz 1 ano e 5 meses, o garoto Giuliano Magela, de 11 anos, quando jogava futebol no mesmo ginásio de Guarapuava (PR), ficou com lasca que se soltou da mesma quadra atravessada na panturrilha.

Como Robson Rocha Costa, foi levado ao hospital para ser operado. Mas, graças a Deus, ao contrário da última vítima, sobreviveu.

Resta saber quem não resolveu o problema da quadra para as autoridades tomarem as devidas providências.

Veja aqui a matéria do Globoesporte.

Escrito por Vitor Birner às 17:19 Vitor Birner 10 Comentários

Faísca muito curiosa

9 mar

Birnadas

De Vitor Birner

O painel de esportes da Folha de SP, na edição de ontem, publicou:

Faísca.

O São Paulo não gostou de o Cruzeiro ter feito consulta à Fifa sobre a emancipação de jogadores. Reclama que isso só enfraquece os clubes na luta para não perder atletas para agentes.

Peço licença, em público, para esticar o assunto.

Faísca muito curiosa

Curiosidade 1 – Ingenuidade

O Cruzeiro consultou a Fifa para saber se podia emancipar seus jogadores menores de 18 anos.

As leis trabalhistas brasileiras, vale relembrar, permitem.

Me chamou a atenção a iniciativa dos representantes cruzeirenses.

Para quem forma atletas, o melhor era deixar a questão no ar.  A proibição atrapalhará, em algum momento, a vida do clube

Curiosidade 2 -  Valcke

A resposta sobre a emancipação pintou de forma curiosa.

Em regra, o parecer do caso deveria ser dado pelo CAS (Corte Arbitral Francês), quem sabe após algum julgamento onde interessados de lados opostos apresentam seus argumentos.

Mas, Jerome Valcke, o secretário geral da Fifa “anti-Morumbi”, segundo publicou a Folha de São Paulo em 24 de fevereiro, teria mandado documento ao Cruzeiro vetando as emancipações.

Curiosidade 3 – Irritação

A cartolagem sãopaulina ficou brava com a do time mineiro.

Curiosidade 4 – Caso

O jogador de futebol só pode assinar contrato de profissional quando completa 16 anos. Se emancipado, o vínculo poderá durar 5 anos. Sem a emancipação, o período contratual máximo é de 3 temporadas.

Curiosidade 5 – Ilógico

Como sabemos, há torneios sub-20, inclusive um mundial.

A proibição significa que o clube só tem a permissão de fazer contrato de 5 anos quando o jogador estiver na categoria adulto.

Isso é ótimo para os empresários e boleiros. Talvez leve os clubes a repensarem se vale o investimento nas categorias de base.

A chance de perderem o jogador antes de ficar maduro, e a grana investida nele, é enorme.

Curiosidade 6 – Intromissão

Não quero discutir outra vez a intromissão da Fifa na soberania das nações. A constituição brasileira, e de outros países, são palavras sem valor para a dona do futebol mundial.

A maior prova disso é que exige adaptações e mudanças na legislação do local escolhido para sediar Copa do Mundo.

Curiosidade 7 – Coincidencia

O Cruzeiro, como outros clubes, contrata escritório de direito para cuidar de suas coisas. E os advogados têm outros clientes além do gigante mineiro.

No futebol, por exemplo,os advogados Breno Tanure e André Ribeiro representam o clube em várias questões.

Coincidentemente, eles também foram contratados pelo empresário de Oscar e Lucas Piazon, em litígio com o São Paulo. O veto à emancipação é o principal argumento dos advogados para conseguirem a liberdade dos jogadores.

Curiosidade 8 – Desconfiança

A história não fecha.

Teria a direção cruzeirense bobeado dessa forma?  Na Toca da Raposa, quando o assunto envolve grana, além da ida e vinda de jogadores, o pessoal não costuma tropeçar.

O Cruzeiro é formador e vende bem suas revelações.

Não nego, pensei com meus botões em duas possibilidades: ou o Cruzeiro bobeou. Ou está interessado nas revelações sãopaulinas.

Não tenho nenhuma informação sobre as duas coisas.

Curiosidade 9 – Dúvida

Diante do quadro, me questiono se a Fifa trabalha para enriquecer empresários ou fortalecer os clubes?