19 jun

Destaco apenas Neymar, David Luiz e Thiago Silva na vitória brasileira contra o México. Time de Felipão caiu de rendimento

Análise de jogos, Seleção Brasileira

De Vitor Birner

Brasil 2×0 México

Oscilou

Tenho certeza que a seleção brasileira vai oscilar até adquirir entrosamento.

Não sei quantas vezes  e nem quando ela terá quedas de rendimento.

No jogo contra o México, isso aconteceu.

O desempenho tanto do sistema ofensivo quanto do defensivo foi inferior ao das partidas diante de França e Japão.

Felipão repetiu a escalação e o posicionamento inicial dos atletas.

As movimentações também foram as mesmas.

Hulk, na direita, Neymar, do outro lado e Oscar, centralizado, formaram a linha de três do 4-2-3-1

Daniel Alves e Marcelo, os laterais, ganharam liberdade de avançar, assim como Paulinho, o volante.

Luiz Gustavo, principal responsável pelos desarmes no meio de campo, e os zagueiros Thiago Silva e David Luiz, foram os únicos que não puderam ajudar na parte ofensiva com a  bola rolando.

Necessário

O treinador fez bem ao manter a equipe. Precisa repetir a escalação para ter, ao término da Copa das Confederações, a base do time pronto.

Depois poderá inserir outros atletas e fazer os ajustes.

Não é hora de grandes mudanças. Se quiser fazer alguma, deve se preocupar em não mudar muito as funções de quem continuará entre os titulares.

O maior problema do Brasil é a falta de entrosamento.

Apenas a repetição de jogadores e de suas atribuições em campo resolverá isso.

Bom começo

O início da seleção foi bom.

Pressionou, atacou pelos lados, não permitiu que os mexicanos trabalhassem a bola no meio de campo e fez um gol, aos 9 minutos, no belo chute de Neymar.

Demorou para se acertar

De La Torre escalou o México de forma mais defensiva que na derrota contra a Itália.

Adiantou Flores e Salcido, laterais frente à Azzurra, para o meio de campo.

Pretendia vê-los protegendo Mier e Torres, ambos reservas na partida anterior, e titulares nas laterais mexicanas diante do Brasil.

Zavala, também volante, e Aquino, saíram do time.

O segundo atua no meio, pela direita, e gosta de atacar bastante.

Sem ele, o México jogou com um trio de volantes formado por Flores, Torrado e Salcido.

Assim, Giovani dos Santos pôde ficar mais adiantado, na direita, para tentar usar a fragilidade defensiva de Marcelo.

Guardado fez o mesmo na esquerda. De La Torre queria aproveitar alguma falha de posicionamento, de cobertura, quando Daniel Alves avançasse.

Hernandez foi o centroavante.

Lá pelos 25 minutos, o México se acertou.

O espaço entre as linhas de defesa, meio e ataque diminuiu, aumentou o tempo de posse de bola no meio, e aproveitou o calcanhar de Aquiles brasileira na partida de hoje.

Sempre pela esquerda

O México conseguiu entrar na área brasileira e fazer jogadas de linha de fundo na região do campo em que Marcelo estava.

O madridista jogou mal.

Luiz Gustavo também deixou a desejar. Sofreu para auxiliar o companheiro.

Estourou tudo em David Luiz, que merece elogios pela apresentação, e um pouco menos em Thiago Silva, muito seguro na zaga.

Se Oscar tivesse jogado melhor…

O Brasil poderia encerrar a pressão do México se conseguisse manter mais a bola no meio de campo.

Só que Oscar não jogou nada.

Como Neymar e Hulk atuaram pelos lados, faltou alguém, entre eles, para ajudar nas tabelas e na manutenção da redonda.

A perda da dita cuja na região central do gramado obrigou o Brasil a tomar decisões.

Ou Hulk e principalmente Neymar, do mesmo lado de Marcelo, voltavam bastante e ajudavam na marcação, o que diminuiria a força do contragolpe, ou um deles ficava na frente enquanto o outro recuava, tudo isso de acordo com qual jogador do adversário fosse ao ataque.

Sobrou para Neymar ajudar mais.

Como Oscar estava mal, o rendimento ofensivo do Brasil caiu muito .

Inversão

Felipão inverteu os lados de Hulk e Neymar segundo tempo.

Assim, podia deixar Neymar mais adiantado caso o sistema defensivo brasileiro não se organizasse.

Precisava marcar mais à frente e, tal qual se diz no futebolês, compactado.

Não aconteceu e o treinador tentou outras soluções.

Seguiram a lógica

Aos 14, De La Torre substituiu Flores por Herrera.

Usou a lógica ao utilizar o atleta mais ofensivo do lado de Marcelo, onde o Brasil teve problemas até o fim do confronto.

Aos 16, o desaparecido Oscar saiu e Hernanes entrou.

Felipão tirou quem o pior do meio de campo na partida e colocou o jogador que, em tese, podia parar a bola no meio, se aproximar de Neymar e Hulk, e ajudar a dupla de volantes brasileira.

A seleção teve dois contragolpes logo em seguida, porém falhou na hora de aproveitá-los.

A verdade é que tirante Neymar, ninguém do meio de campo para frente mostrou inspiração.

O Brasil continuou perdendo a disputa no setor e passou a depender de contragolpes.

Aos 32, Hulk saiu, Lucas entrou e nada mudou.

Aos 37, o sumido Fred, vítima da incapacidade brasileira de criar, deu lugar para Jô.

O melhor em campo

Nos acréscimos, depois de os mexicanos darem bastante trabalho aos zagueiros do Brasil e pouco ao goleiro Julio Cesar, Neymar fez bonita jogada individual e tocou para Jô, livre, ampliar a diferença.

Justiça 

O resultado foi justo porque a arbitragem não interferiu nele.

No Brasil, todos atletas se esforçaram, não faltou garra, mas tecnicamente apenas os zagueiros e Neymar merecem elogios.

Escalações

Brasil – Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo e Paulinho; Hulk (Lucas), Oscar (Hernanes) e Neymar; Fred (Jô)
Técnico:Luiz Felipe Scolari

México – Corona; Mier, Rodríguez, Moreno e Torres (Barrera); Flores (Herrera), Torrado (Jimenez) e Salcido; Guardado, Giovani dos Santos e Chicharito Hernández
Técnico: José Manuel de la Torre

Escrito por Vitor Birner às 20:56 Vitor Birner Sem Comentário

18 jun

Fomos tratados como otários pelos organizadores da Copa do Mundo. Protestos devem acontecer pacificamente

Birnadas, Copa do Mundo

De Vitor Birner

Reproduzo o post que escrevi aqui no blog, em outubro de 2007, um dia antes de o Brasil ser anunciado como sede da Copa do Mundo de 2014.

Na época, é fundamental relembrar, a promessa de Ricardo Teixeira, com apoio do governo, ou seja, o combinado com povo, era de que estádios seriam construídos com dinheiro da iniciativa privada.

O governo se comprometeu a bancar as obras de infra-estrutura.

Por isso, cada centavo desperdiçado de verba pública nos palcos dos jogos é dinheiro colocado a mais do que o prometido na organização da Copa do Mundo.

Fomos, como de costume, tratados como otários.

Por isso os protestos são justos e necessários.

Eles apenas não podem ser violentos.

Estamos lidando essencialmente com uma causa de respeito aos seres humanos, não algo burocrático.

Prepare o bolso! A Copa do Mundo vem aí!

Se o Pan, a terceira divisão do esporte olímpico, no Rio, custou R$ 4 bilhões e muita coisa prometida com o orçamento de R$ 700 milhões não foi feita, por quanto será que a Copa do Mundo, evento bem maior, com várias sedes, vai sair?

Dá até medo de pensar.

Haja imposto para a bilionária festa de um mês! Que os estádios, a única coisa prometida que tenho certeza que será construída, não apodreçam ao longo dos anos após serem usados em duas ou três partidas.

A festa vai dar trabalho, durar um mês e custar muuuuuuuuuuito caro!

http://blogdobirner.virgula.uol.com.br/2007/10/29/prepare-o-bolso-a-copa-do-mundo-vem-ai/

 

Escrito por Vitor Birner às 16:46 Vitor Birner 136 Comentários

18 jun

Tabelinha com Juca, Birner e Priscila

Geral

Escrito por Vitor Birner às 15:54 Vitor Birner 2 Comentários

18 jun

Protestos em São Paulo contra o investimento de dinheiro público nos estádios para a Copa do Mundo

Copa do Mundo

A foto foi tirada ontem, em São Paulo, na manifestação popular.

Muita gente protestou contra o uso de dinheiro público na construção dos estádios para a Copa do Mundo.

Eis os simples e sábios dizeres da faixa exibida nas ruas capital paulista.

“A Fifa aluga o Brasil. A população paga”

Foto tirada por Xico Malta na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini

Escrito por Vitor Birner às 9:07 Vitor Birner 61 Comentários

17 jun

Vem pra rua porque a rua é a maior arquibancada do Brasil!!!

Birnadas

De Vitor Birner

A propaganda convocou os brasileiros para a festa.

O público alvo dos publicitários não foi atingido.

O convite foi aceito pelos que discordam do uso do dinheiro público em estádios de futebol.

Infelizmente, tanto no Rio de Janeiro quanto em Brasília, a polícia, responsável por zelar pela segurança das pessoas,  não permitiu a realização da festa da cidadania.

Reprimiu de maneira violenta e desnecessária a ação de quem exerceu o legítimo direito de questionar o destino dos altos impostos pagos pelos contribuintes.

Sou favorável a todos tipos de manifestações populares, não apenas as do futebol, quando são pacíficas.

Em suma, o patrimônio público é sagrado, não pode ser danificado e nenhum ser humano deve ser agredido, seja ele manifestante ou policial militar.

Lamento profundamente o fato de o indispensável exercício da cidadania se transformar em guerra.

Parabenizo os brasileiros que pacificamente foram cobrar do estado o investimento em saúde, educação e outras necessidades básicas de qualquer nação desenvolvida, ao invés de torrar bilhões em estádios no padrão exigido pelo prepotente Joseph Blatter e seu parceiro Jerome Valcke, o mesmo que disse que “o Brasil precisava de um chute no traseiro”.

Quero dividir uma convicção com quem vai participar dos futuros protestos.

Gandhi ensinou a forma mais construtiva de o povo se manifestar.

Nossa sociedade está cansada de violência.

Quem dá porrada, seja por iniciativa, reação ou simplesmente para se defender, perde a razão e o fundamental apoio da opinião pública.

Escrito por Vitor Birner às 17:06 Vitor Birner 131 Comentários

16 jun

O arrogante e fazedor de média Joseph Blatter deveria pedir desculpas aos brasileiros

Birnadas

De Vitor Birner

Uma das coisas mais patéticas, perigosas e comuns é o ser humano famoso comprar o personagem que a sociedade criou.

Pode ser músico, ator, jogador de futebol, jornalista famoso, político….

Ninguém deveria acreditar na importância fornecida pela fama e tampouco se preocupar em atender às expectativas dos que idolatram defeituosos e finitos seres de carne e osso.

Não sei quando transformaram presidentes da Fifa em celebridades.

A importância deles é bem menor do que Havelange e Blatter, os dois únicos que ocuparam o cargo desde o momento em que fui capaz de entender um pouco as coisas ao meu redor.

Se eu fosse o Blatter e vaiassem o presidente do país estranho, colocaria o rabo entre as pernas, ficaria quieto, e tentaria entender as razões caso não tivesse conhecimento delas.

Mas o semideus na terra, na maior cara de pau, não aceitou as vaias dirigidas à Dilma Roussefff e cobrou, em espanhol, respeito e ‘fair play’ dos brasileiros que foram ao bilionário elefante branco de Brasília, construído para a Fifa lucrar no Mundial, prestigiar a seleção nacional.

Obviamente a presidenta, que não tem ligação com o futebol e herdou, aparentemente contrariada, as obrigações do compromisso assumido por seu antecessor, se incomodou com os apupos, mas os respeitou e sequer questionou a manifestação vinda dos cidadãos sentados nas cadeiras e camarotes adquiridos de empresas credenciadas pela Fifa.

Duvido que Blatter estivesse preocupado com a Dilma e muito menos com as razões das vaias, que não vou discutir aqui para evitar a transformação deste post numa guerra de petistas contra psdbistas com direito à manifestações convenientes e do muro pmdbista e outros interessados de plantão.

Ele aproveitou a oportunidade e fez média com quem paga a construção das caras e sem personalidade arenas padrão Fifa.

Haja prepotência deste elemento que deveria priorizar o futebol como esporte acima do negócio e transformá-lo em algo acessível a todas as pessoas do planeta.

Do sujeito que preside a entidade por ter recebido o apoio dos mandatários de  federações nacionais, alguns deles investigados por corrupção e obrigados a deixarem seus cargos.

Do gestor que transformou Jerome Valcke em seu braço direito, pouco tempo após o mesmo ser demitido da Fifa por ser o responsável pela negociação considerada ilegal pela justiça norte-americana, que acabou com a troca da Mastercard pela Visa.

Valcke foi premiado com o bilhete azul seguido de recontratação para exercer função hierarquicamente superior à anterior, a segunda principal da Fifa.

No meu mundo, os bons professores, médicos, gestores de dinheiro público, enfermeiros e veterinários exercem função muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito mais nobre que as de quaisquer celebridades.

Assim como todo trabalhador, independentemente de sua profissão, que se preocupa com o bem estar comum e cumpre corretamente seus deveres na hora de pagar impostos, merece mais a minha admiração que os cartolas.

Blatter, você deveria se desculpar com os brasileiros.

Não espero que faça isso porque percebeu como foi intrometido e arrogante na abertura da Copa das Confederações.

Seria interessante para você evitar vaias ainda maiores nas suas próximas aparições nos eventos e jogos que envolvem a Copa do Mundo paga com o suor do povo que não tem saúde, segurança, educação, transporte e outros serviços públicos com qualidade e  quantidade necessários.

Complemento (18h59)

Todo cidadão tem direito de se manifestar pacificamente contra decisões de gestores do dinheiro público.

Escrito por Vitor Birner às 18:35 Vitor Birner 291 Comentários

15 jun

Brasil evolui sob o comando de Felipão e consegue vitória tranquila contra o Japão

Análise de jogos, Seleção Brasileira

De Vitor Birner

Brasil 3xo Japão

Na prática

Felipão falou durante a semana que os treinamentos da seleção brasileira mostravam que o time tinha evoluído.

O confronto diante do Japão confirmou isso.

Coletivamente evoluiu.

O desempenho foi melhor que diante no confronto diante da França, quando pela primeira vez, desde a saída de Dunga, o sistema defensivo conseguiu dar segurança à equipe.

As melhorias

Contra os nipônicos, a seleção marcou bem durante quase todo o tempo e ainda agregou virtudes ofensivas.

Paulinho participou avançou mais que diante dos franceses. Daniel Alves também. O lateral atacou e não houve problemas de cobertura.

O Japão tinha o bom Kagawa para usar o espaço deixado pelo barcelonista.

O lateral fez tabelas interessantes com Hulk, que jogou do lado direito do trio criativo do 4-2-3-1 preparado por Felipão.

Oscar, centralizado, e Neymar, na direita, inverteram de lado diversas vezes e se movimentaram de maneira inteligente. Entenderam as necessidades do time.

Em suma, o entrosamento, após Scolari passar mais tempo com os atletas, começa a aparecer.

Importante

O belo gol de Neymar, após Fred tentar matar a bola com o peito para si mesmo, rapidamente acabou com a chance de o Brasil ficar tenso na estreia da irrelevante Copa das Confederações e obrigou o Japão a adiantar toda a equipe para tentar ter posse de bola no meio.

Isso facilitou a missão brasileira de somar três pontos.

Facilitou porque, repito, o sistema defensivo funcionou.

Até pouco tempo atrás, o Brasil sofria com situações assim.

Sobre o Japão

Os japoneses, que costumam usar o mesmo esquema tático do Brasil, começaram atuando no 4-4-2, com todas as linhas paralelas.

Zaccheroni escalou Honda, que costuma jogar no centro da linha de três, no ataque. O jogador do CSKA de Moscou, um dos três melhores atletas dos asiáticos, formou a dupla com Okazaki.

Kagawa e Endo, os dois outros melhores do Japão, se posicionaram logo atrás, na linha de quatro do meio, juntos de Hasebe e Kiyotake.

Eles, em nenhum momento, venceram a batalalha no meio de campo.

Por isso o centroavante Maeda voltou para o segundo tempo no lugar de Kiyotake. Com ele, Zaccheroni reposicionou a equipe para o 4-2-3-1.

Hasebe e Endo atuaram como volantes, Okazaki, Honda e Kagawa na meia.

A mudança não ajudou os nipônicos a aumentarem a posse de bola ofensiva.

Kawashima falhou

No segundo tempo, o gol de Paulinho, aos 3 minutos, numa falha do goleiro Kawashima, levou o adversário a correr ainda mais riscos.

O erro do goleiro só aconteceu porque Paulinho, relembro, aparaceu na área para finalizar.

E o volante só avanbçou, repito novamente, por causa da segurança defensiva da seleção

Os preferidos e o novato

Com o jogo controlado e tranquilo, Felipão colocou em campo seus reservas prediletos e deu a oportunidade ao novato.

Lucas, aos 28, substituiu Neymar. Hernanes, em seguida, entrou no lugar de Hulk.

Aos 35, Jô ocupou o lugar de Fred.

O centroavante do Galo, nos acréscimos, fez o gol que completou o placar da merecida e tranquila vitória brasileira.

Futuro

Obviamente, o Brasil ainda não está pronto.

Oscilações são normais e a chance de a seleção evoluir bastante é muito boa.

Escrevi sobre isso para a edição de hoje deste sábado.

No domingo ou na segunda-feira postarei o texto aqui no blog.

Escalações

Brasil – Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo e Paulinho: Hulk (Hernanes), Oscar e Neymar (Lucas); Fred (Jô)
Técnico: Felipão

Japão – Kawashima; Uchida, Konno, Yoshida e Nagatomo; Kiyotake (Maeda), Hasebe, Endo (Hosogai) e Kagawa; Honda (Inui) e Okazaki.
Técnico: Alberto Zaccheroni

Escrito por Vitor Birner às 20:12 Vitor Birner 60 Comentários

14 jun

Nem eu imaginava que a organização da Copa das Confederações cometeria erros tão primários

Geral

Reproduzo aqui o comentário de Amir Somoggi, consultor de marketing e gestão esportiva, a respeito dos acontecimentos com as seleções da Itália e do Uruguai.

Mandaram a celeste olímpica treinar no gramado sem condições e a Azzurra no Engenhão que está interditado.

O pessoal do COL é brilhante!

De Amir Somoggi

Italianos barrados no Engenhão, problemas graves com os Uruguaios no Recife, e isso é apenas a preparação para a Copa das Confederações.

Imaginava que os problemas estariam concentrados nos turistas com os aeroportos, com transporte, segurança, ingressos, etc.

Estou realmente preocupado com a nossa imagem.

Ninguém se deu ao trabalho de cuidar das seleções de forma digna? Engenhão está fechado, portanto jamais poderia ser cogitado. O Arruda, como sabemos, não tem condições de receber uma seleção de ponta.

Os caras estão de brincadeira.

 

Escrito por Vitor Birner às 14:29 Vitor Birner 195 Comentários

13 jun

Empate de Grêmio e São Paulo fez jus ao bom jogo disputado na capital gaúcha

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

Grêmio 1×1 São Paulo

O São Paulo foi superior no primeiro tempo.

Ney Franco planejou a equipe de forma correta, enquanto Luxa errou.

O treinador gremista corrigiu as falhas para o segundo tempo e seus comandados pressionaram bastante.

O empate fez jus ao bom jogo da Arena Grêmio.

Escalações

Grêmio – Dida; Pará, Werley, Bressan e Alex Telles (Ramiro); Adriano (Elano), Souza e Zé Roberto; Welliton (Guilherme Biteco), Barcos e Kleber
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

São Paulo – Rogério Ceni: Douglas, Lúcio, Paulo Miranda e Juan; Wellington, Rodrigo Caio e Ganso; Aloísio (Maicon), Luis Fabiano e Osvaldo
Técnico: Ney Franco

Propostas parecidas

Luxa e Ney Franco posicionaram os times no 4-3-3.

Welliton, na direita, e Kléber, na esquerda, atuaram pelos lados do ataque gremista, que contou com Barcos como centroavante.

Zé Roberto, o meia, teve liberdade para achar o espaço e tentar articular os lances de gol.

O volante Souza pôde apoiar mais que Adriano, companheiro dele na proteção aos zagueiros e cobertura dos laterais.

Era necessário cuidado, pois Luxa liberou Alex Telles para avançar.

Os três atacantes do São Paulo foram, da direita para a esquerda na esquerda, Aloísio, Luis Fabiano e Osvaldo.

Ganso executou a mesma função de Zé Roberto.

Wellington e Rodrigo Caio se revezaram nos avanços. Douglas foi mais para o ataque que  Juan.

São Paulo foi superior

Juan começou o jogo indo para frente tanto quanto Douglas.

Luxa escalou atacantes por ambos os lados porque pretendia explorar a fragilidade defensiva dos laterais do rival.

Ameaçou fazê-lo, mas rapidamente o São Paulo tomou conta do confronto.

Ney Franco, com uma semana para trabalhar, teve tempo de preparar a equipe para marcar a saída de bola, e ela executou isso bem.

Isso foi possível porque além de bem posicionado, o São Paulo tem Aloísio e Osvaldo que participam bastante da marcação na frente.

Welliton e principalmente Kléber, não conseguem realizar a mesma coisa.

Em suma, o São Paulo, no primeiro tempo, matou a saída de bola gremista enquanto o adversário não tinha como tentar jogar da mesma forma.

O meio de campo e o ataque da equipe de Ney Franco receberam bolas, tal qual se diz no futebolês, redondas. Os gaúchos precisaram se virar com a dita cuja chegando quadrada.

Em suma, Luxa planejou mal o time do Grêmio, Ney Franco acertou na hora de idealizar a equipe, e o andamento do jogo, até o intervalo, transformou a teoria em fatos concretos.

Tipo Romário

As melhores oportunidades de gol foram são-paulinas.

Luis Fabiano, dessa vez bem participativo, obrigou Dida a fazer, aos 13, uma difícil intervenção.

Aos 41, o centroavante balançou a rede. Tocou na bola com a ponta do pé, de forma consciente, no canto direito.

Várias vezes os jogadores do São Paulo entraram com a bola dominada na área adversária ou tiveram espaço, na frente dela, para criar a chance clara de gol, contudo erraram passes simples, curtos.

Ganso não brilhou, Aloísio não é tecnicamente privilegiado e Osvaldo ainda não reencontrou seu melhor futebol.

Luxa corrige os erros

O Grêmio voltou para o segundo tempo com Elano e Biteco nas vagas de Adriano e Welliton.

A presença do ex-santista resolveu o problema da saída de bola.

Ele e Zé Roberto se revezaram na formação da dupla de volantes com Souza ou, quando possível, ambos participaram da criação.

Biteco, na esquerda,  atuou mais avançado, aberto, mas voltou bastante para ajudar o meio.

Kléber foi atuar na direita.

Só o Grêmio ataca

Os gremistas tomaram conta do meio de campo e do jogo.

Pressionaram muito o São Paulo, que ficou dependente do contragolpe.

Elano, aos 9, obrigou Rogério a trabalhar. Aos 21, ele acertou a trave.

Os são-paulinos não conseguiam contra-atacar.

O necessário

Luxa, aos 26, tirou Alex Teles e colocou Ramiro.

Ney Franco, aos 29, substituiu Aloísio por Maicon, pois precisava fortalecer o meio de campo do São Paulo,e a equipe passou a atuar no 4-3-1-2, com ganso de “um”. Osvaldo e Luis Fabiano no ataque.

A alteração permitia que os limitados Douglas e Juan pudessem avançar na hora de a equipe contragolpear, pois são velozes.

Mereceu empatar

Aos 41, Zé Roberto cobrou escanteio.

Souza, livre entre Rodrigo Caio e Maicon, cabeceou para a pequena área e complicou a marcação do São Paulo que costuma sofrer com a jogada aérea, mas estava bem até aquele momento.

Kléber, em posição duvidosa, empatou.

A arbitragem não merece críticas.

O auxiliar, numa jogada na qual nem a repetição da televisão diminui ou aumenta a dúvida sobre a verdade dela, não tinha como ter certeza.

Além disso, acho que acertou. O Gladiador não estava impedido.

A chance

O Grêmio continuou em busca do gol, mas foi o São Paulo, no contra-ataque, que teve a melhor oportunidade no fim da partida.

Juan, em boa condição de balançar a rede, chutou mal.

Maicon também obrigou Dida a fazer difícil intervenção já nos acréscimos do jogo.

Justo

O São Paulo mereceu vencer o primeiro tempo, o Grêmio fez jus à ganhar a segunda parte do confronto e a arbitragem não interferiu no resultado, por isso o considero justo.

Se gremistas ou são-paulinos terminassem vencendo por 2×1, o placar também teria refletido o que houve em campo.

Escrito por Vitor Birner às 0:30 Vitor Birner 127 Comentários

12 jun

Veja quais vereadores concordaram em homenagear Joseph Blatter com o título de cidadão paulistano

Copa do Mundo, Política

De Vitor Birner

Veja a lista de vereadores presentes na 27ª Sessão Extraordinária da Câmara Municipal da capital paulista, em 16 de maio, quando foi decidido que Joseph Blatter receberia o título de cidadão paulistano.

Havia representantes de vários partidos e nenhum se opôs à honraria proposta pelo vereador Reis, do PT.

Tal tipo de situação não tem voto nominal.

Quem preside a sessão fala do que se trata a PDL e diz “os vereadores que concordam permaneçam como estão”, toca a campainha e fala “aprovado”.

O vereador que não concordar pode dizer “pela ordem presidente” e registrar o voto contrário.

Nenhum dos que estavam naquela sessão fez isso.

Nas nossas vidas, muitas vezes discordamos de algo e não manifestamos o descontentamento.

Na Câmara Municipal, o vereador não tem tal direito. Ele está lidando com interesses da população e é pago para se posicionar.

Por isso, não vou colocar na conta de partido algum o chute que a Câmara Municipal deu no traseiro dos paulistanos.

Quero deixa algo bem claro.

Não tenho preferência por partido político algum.

Retirei a lista de vereadores favoráveis à honraria para Blatter do próprio site da Câmara, tal qual você pode ver no primeiro link no fim do post.

O segundo link é do vídeo da sessão. Assista do sétimo minuto em diante. Notará que foi tudo rápido e sem questionamentos.

Abou Anni PV, Adilson Amadeu PTB, Alessandro Guedes PT. Alfredinho PT,  Andrea Matarazzo PSDB, Ari Friedenbac PPS, Arselino Tatto PT, Atílio Francisco PRB, Aurélio Nomura PSDB,Claudinho de Souza PSDB, Conte Lopes PTB, Coronel Camilo PSD, Coronel Telhada PSDB, Dalton Silvano PVP, David Soares PSD, Edemilson Chaves, Edir Sales PSD, Eduardo Tuma PSDB, Floriano Pesaro PSDB, George Hato PMDB, Gilson Barreto PSDB, Goulart PSD, Jair TattoPT, Jean Madeira Silva PRB, José Américo PT, Juliana Cardoso PT, Laércio Benko PHS, Marco Aurélio Cunha PSD, Mario Covas NetoPSDB, Marta Costa PSD, Nabil Bonduki PT, Natalini PV, Noemi Nonato PSB, Orlando Silva PCdoB, Ota PSB, Patrícia Bezerra PSDB, Paulo Fiorilo PT, Paulo Frange PTB, Reis PT, Ricardo Nunes PMDB, Ricardo Young PPS, Roberto Tripoli PV, Senival Moura PT, Souza Santos PSD, Toninho Paiva PR, Toninho Vespoli PSOL, Vavá PT, Wadih Mutran PP

http://www.camara.sp.gov.br/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=13

http://www.camara.sp.gov.br/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=197

 

Escrito por Vitor Birner às 17:24 Vitor Birner 50 Comentários