Do Engenhão
de Vitor Birner
O video abaixo foi filmado por Deva Pascovicci. Tem a nossa posição para a transmissão.
de Vitor Birner
O video abaixo foi filmado por Deva Pascovicci. Tem a nossa posição para a transmissão.
De Vitor Birner
Este campeonato brasileiro foi avaliado de várias formas por quem gosta de futebol. Muito bom, nivelado por baixo, longo demais, formato perfeito…
Tem quase todo tipo de opinião. Menos um.
Precisa ser muito rabugento para gostar de futebol e afirmar que esse brasileirão não foi muito interessante.
Só no início, quando era atrapalhado pela Copa do Brasil e ofuscado por causa do mata mata da Libertadores , o torneio não prendeu de verdade a atenção dos fãs.
Quando terminam os outros torneios, por exigência de mercado, inevitavelmente ganhou espaço midiático. E o campeonato precisa ser interessante para conquistar manchetes de jornais, tvs, rádios e portais.
Este é um baita brasileirão.
Infelizmente…
Pena que os tribunais e árbitros tomam a atenção dos times e atletas, e transformam alegria e expectativa da reta final em desconfiança e indignação.
Deriamos discutir mais futebol jogado. Mas não há como.
Qualquer errinho que passava quase em branco nas rodadas iniciais hoje provoca gigantesca revolta.
É neste clima que os fracos e inseguros apitadores cuidarão da rodada.
Matemática x Momento
A metemática não falha. Quem somar mais pontos fará festa. Se empatarem na pontuação, o dono do maior número de vitórias será campeão. E assim por diante observando os critérios para definição de posições.
O torneio é de regularidade e todo jogo tem o mesmo valor. Todavia, de fato, as partidas têm pesos diferentes de acordo com os momentos. Santo André, Náutico e Fluminense sabem que estão no limite. São Paulo, Flamengo e Palmeiras entendem muito bem a importância de vencer ou empatar agora.
Por isso, agora, as falhas de arbitragem terão impacto bem maior.
Não há tempo para os times recuperarem os pontos perdidos ou “tirados”. Os equívocos dos árbitros podem definir o campeão. Tentar desdenhar desta realidade é tratar outra vez o futebol como matemática. Não estamos começando nada do zero.
Ou alguém acha que um gol mal anulado, nesta rodada, de times que lutam pelo título, Libertadores ou rebaixamento representa o mesmo da falha quando cada equipe ainda tinha 25 partidas pela frente?
Só na conta de somar e subtrair mesmo. Como não dá para fazer o tempo voltar atrás, a matemática agora é baseada na tabela de classificação.
Sabemos, hoje, o custo das bobagens dos àrbitros.
Abaixo coloquei toda lista de árbitros que trabalharão na rodada.
Que Deus os ilumine com saúde, sabedoria, visão perfeita, intuição correta, frieza, raciocínio rápido e preciso ao menos na hora de soprarem o perigoso intrumento de trabalho!
Boa sorte para nós!
Escala
- Flamengo X Goiás – Leandro Pedro Vuaden/RS (Fifa), Roberto Braatz/PR ( Fifa) e Carlos Berkenbrock/SC (Fifa).
- Botafogo X São Paulo – Sandro Meira Ricci/DF ( Asp.Fifa), Altemir Hausmann/RS (Fifa) e Alessandro Álvaro Rocha de Matos/BA (Fifa)
- Atlético MG x Internacional - Cleber Wellinton Abade, Emerson Augusto de Carvalho ( Fifa) e Vicente Romano Neto (Todos de SP)
- Sport x Fluminense – Wilson Luis Seneme (Fifa), Ednilson Corona (Fifa), e Jose Bourgalber Chaves ( todos de SP)
- Atlético PR x Cruzeiro – Paulo César de Oliveira (Fifa), Marcio Luiz Augusto e Carlos Augusto Nogueira Jr ( Todos de SP)
- Santos x Coritiba – Ricardo Marques Ribeiro (Fifa), Marcio Eustaquio S. Santiago (Fifa) e Guilherme Dias Camilo (Todos das MG)
- Santo André x Avai – Djalma José Beltrami (especial), Dilbert Pedrosa Moises (Fifa ) e Hilton Moutinho Rodrigues ( Fifa) ( Todos do RJ)
- Vitória x Barueri – Gutemberg de Paula Fonseca, Ediney Guerreiro Mascarenhas e Jorge Luiz Roque ( Todos do RJ)
- Corinthians x Náutico – Alício Pena Jr (especial), Celso Luiz da Silva e Marcus Vinicius Gomes ( Todos das MG)
De Vitor Birner
Este blogueiro apanhou da detalhada nomenclatura técnica jurídica no segundo post abaixo ( o do link).
http://blogdobirner.virgula.uol.com.br/2009/11/19/sao-paulo-nao-conseguiu-efeito-suspensivo/
Peço desculpas aos especialistas que lêem o blog. O juridiquês é complicado! Efeito suspensivo, efeito suspensivo parcial, recurso para aumento da pena, recurso contra a decisão de auditor, só nest post pequeno há várias complicações.
Mas desde quando foi postado, sexta-feira, às 17h32, as informações sobre o parecer sempre foram precisas, incluindo o da liberação para a venda de ingressos do jogo diante do Sport no Morumbi.
E lhes digo uma coisa bem pessoal aqui. Bancar uma informação diferente de manchetes dos maiores veículos midiáticos dá uma baita adrenalina, é preciso coragem, ainda mais porque existia minúscula possibilidade de mudança. Mas existia.
Abraço!
De Vitor Birner
Bairristas de plantão, calma!
Seu Estado não está no título porque não caberia. E o pesssoal acima reclama bastante.
Paulistas falam de “cariocadas”. Cariocas reclamam da força da “imprensa paulista”. Mineiros se acham menosprezados, injustiçados pelo “eixo Rio-São Paulo” porque são tão competitivos quanto . E os gaúchos estão num “país castelhano, melhor que o Brasil”.
Ainda bem que a absoluta minoria pensa assim. O bairrismo destrutivo, cheio de ódio, que deseja ver o outro sofrer, não combina com nada bom. E o futebol é ótimo! Espetacular!
O maior combustível do futebol é a rivalidade. Você cogita a possibilidade de grande parte da nação corintiana torcer para o São Paulo ser hepta porque são equipes do mesmo Estado?
O Tricolor quer ver o Flamengo campeão porque ambos são do Rio de Janeiro?
O botafoguense prefere o São Paulo ou Flamengo com o título? E os palmeirenses?
Se o Galo não conseguir a vaga na Libertadores, qual das opções, caso o atleticano as tivesse, ele escolheria? Cruzeiro classificado para a competição continetal para o futebol mineiro ter seu representante ou a Raposa também fora?
Também queria conhecer a corrente gremista para o Internacional chegar na Libertadores. Me mandem o endereço do twitter, orkut, facebook, blog, site…
Vamos falar sério. Haja bobagens!
Bairrismo legal!
Ele existe e tem importância!!!
Preserva as identidades culturais de cada povo e local. É ótimo, por exemplo, quando o cidadão pernambucano, seja do Recife, sertão ou de uma pequena cidade litorânea, tem orgulho de sua música, forma de se vestir, falar e tudo mais.
O mesmo vale para os amazonenses, paraenses, cearenses, goianos, catarinenses….Enfim, todos!
Isso se reflete nas arquibancadas e ambiente dos jogos de futebol.
Detesto discurso clichê politicamente correto. O cidadão que defende sua casa como o melhor local, mesmo sem conhecer os outros, não está errado. Quando nos sentimos bem numa cidade, ficar ali é bom. Simples e humano assim.
Nossas diferenças, natureza e alegria são a riqueza do Brasil! E fortuna só joga fora quem tem problemas sérios com a vida e a própria existência.
O mundo não precisa ser londrino, novaiorquino, parisiense, barcelonista, milanês…
Para ser “o melhor para nós”.
De Vitor Birner
Ao contrário do que leio nos sites, os atletas do São Paulo, suspensos por 3 jogos, não poderão atuar contra o Botafogo, pois o clube não conseguiu o efeito suspensivo.
O STJD deu efeito suspensivo parcial* que reduziu a pena de Borges, Dagoberto e Jean para dois jogos.
Eles não enfrentarão o Botafogo e jogarão diante do Goiás.
O São Paulo conseguiu mandado de garantia que permite a venda de ingressos para a partida contra o Sport no Morumbi.
O parecer foi de auditor Francisco Müssnich.
O recurso do clube será julgado na próxima quinta-feira.
Complemento (20h55)
O julgamento do recurso para a redução de pena foi decidido por 3 votos a 2
Complemeto II (20/11/2009 – 17h37)
A procuradoria ainda pode recorrer e pedir o aumento de pena. Se o fizer, Borges, Dagoberto e Jean serão julgados na quinta-feira, junto com o recurso da invasão de campo.
Mas isso, aposto, não acontecerá com todos. Jean pegou pena máxima, e a procuradoria teria que entrar com recurso contra a decisão do auditor Francisco Müssnich, pois não há como ser maior.
Por isso, ele deverá enfrentar o Goiás.
A procuradoria tem até a segunda-feira para tomar as providências se acha que deve tomá-las.
* Este ignorante jurídico não usou o termo técnico jurídico.
de Vitor Birner
Neste periodo conturbado por arbitragens e tribunais, a data não poderia ser mais apropriada.
Não porque ela representa o “hoje”. Ela é a antítese dele. O milésimo gol de sua Majestade Pelé, o inigualável Rei do Futebol, que faz 40 anos.
Você já pensou como foi viver e sentir a emoção de balançar as redes mil vezes?
Eu, mediocre mortal, nem sei como é vibrar tantas vezes com gols de um só jogador.
Santos 2 x 1 Vasco
Data: 19 de novembro de 1969
Local: Estádio do Maracanã
Árbitro: Manoel Amaro de Lima
Gols: Santos – Pelé (pênalti) e Renê (contra); Vasco – Benetti
Santos: Aguinaldo; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Djalma Dias (Joel Camargo) e Rildo; Clodoaldo, Lima, Manoel Maria e Edu; Pelé (Jair Bala) e Abel.
Vasco: Andrada; Fidélis, Moacir, Fernando e Eberval; Bougleaux, Renê, Acelino (Raimundinho) e Adílson; Benetti e Danilo Menezes (Silvinho).
De Vitor Birner
Quem fatura com o futebol tem muita sorte porque somos apaixonados pelo esporte.
O tempo passa e…
Os jogadores ficam mais mimados, ricos e descompromissados com a camisa do time, razão do torcedor apoiá-los e de eles ganharem tão bem.
Os árbitros conseguem perder o resto da credibilidade, se é que tinham alguma.
Os cartolas são incapazes de administrarem seus times de maneira correta e, dependendo do caso, quando são oposicionistas, até adoram ver o que dizem amar perdendo as partidas.
Os Tribunais da retrógrada “justiça” desportiva brasileira são incoerentes e não inspiram confiança.
No meio dessa coisa toda, ainda bem, há exceções.
Se não fôssemos apaixonador por futebol, certamente a atividade teria perdido milhões de adeptos.
E para desespero dessa gente toda que citei acima, a quantidade de dinheiro diminuiria, assim como os salários, visibilidade, valores de transações, poder, influência e qualquer coisa que lhes interessa, pois paixão, como nós, eles não têm.
Talvez um dia os apaixonados de verdade se cansem de apanhar dos intere$$ados na atividade.
Quem sabe, uma hora, por mais que o coração diga sim, a razão dirá não.
De Vitor Birner
Grêmio 2×0 Palmeiras
“Não sou um cara de mentir para a torcida. O título pode esquecer. Depois de hoje acabou”.
A declaração de São Marcos, assim que terminou o jogo contra o Grêmio, sentenciou o fim do sonho palestrino.
Competição, de fato, só na etapa inicial.
O Grêmio não teve novidades na escalação. O Palmeiras, ao contrário, apresentou várias.
Muricy finalmente fez aquilo que muitos pediam. Colocou o time no 4-4-2, com Pierre, Sandro Silva, Saconny e Diego Souza no meio. Obina e Ortigoza formaram o ataque.
Deveria ter utilizado Vagner Love na vaga de Obina, assim com o correto seria ter tentado jogar com Saconny assim qu Cleiton Xavier se machucou, todavia o treinador não é o responsável pelo fracasso no Olímpico.
No primeiro tempo o Grêmio explorou bastante o vulnerável lado direito da defesa palestrina, Diego Souza apareceu de vez em quando na esquerda, tirou a sobra gremista e levou algum perigo.
Os anfitriões foram um pouco melhores, contudo nada demais. O gol de Maxi Lopes, segundos antes do apito do intervalo, desestabilizou muito além do normal a equipe Alviverde.
Quando seus jogadores caminhavam ao vestiário, Maurício e Obina discutiram por causa do lance do gol. O zagueiro tentou dar um tapa no centroavante que fechou a mão para dar um soco no “companheiro”.
Na entrada do vestiário, encobertos pelo túnel de proteção, brigaram.
Héber Roberto Lopes expulsou ambos na volta.
Dali em diante, com 9 contra 11, não houve mais competição.
Maxi Lopes fez outro no segundo tempo e confirmou os 3 pontos.
Constrangido
A lei do futebol, outra vez repito, só serve para tornar as condições de disputa iguais. Assim os bons e maus resultados, e principalmete as consequências deles (valorização, título, marcas históricas, ou o contrário) justos.
Por isso, apesar de ficar constrangido, me sentir mal por defender isso, eu não expulsaria os jogador.
Maurício, pelas imagens, só merecia amarelo (tinha um antes).
Obina foi muito agressivo e quando falo que me sinto mal, e muito, por defender tal ponto de vista, me refiro a atitude dele apenas.
Pela regra, sem dúvida, os citados mereceram os cartões vermelhos.
Mas eu não os expulsaria.
André Dias e Hugo protagonizaram cena similar, o entrevero foi mais leve, contudo a regra não especifica a intensidade da violência. E eles não foram expulsos.
Continuarei defendendo tal ponto de vista enquanto a maioria dos apitadores não cumprirem determinados pontos da regra.
Seja nos carrinhos, distribuição de cartões, defesas de goleiros que se adiantam em penalidades, demora dos goleiros na reposição de bola e outros detalhes esquecidos ou cheios de interpretações dúbias dos homens da lei nos 90 minutos.
A diretoria palmeirense, ao cabo da partida, comunicou que os demitiu.
Como precisava botar a casa em ordem para brigar pela Libertadores, eles são limitados na parte técnica, e só haveria, no máximo, um jogo a mais para eles disputarem, fizeram bem.
Crise
Ouça a declaração de Danilo sobre a falta de comprometimento de alguém no Palmeiras.
Impressionante.
Queria muito saber sobre quem Danilo se referiu.
Não deixe de escutar no player abaixo o que falou o zagueiro.
De Leandro Iamin
Fluminense 2×1 Cerro Porteño
O gol logo aos 6 minutos do jogo que caiu do céu para o Cerro foi também o causador de uma estratégia medrosa por 90 minutos.
O castigo aconteceu no final.
O volume de jogo do Fluminense foi gigantesco, assombroso. Aos poucos, o Tricolor viu que os espaços deixados por seus alas não seria explorada, nem o controle do meio-campo contestado.
As chances foram aparecendo, a trave salvou o time paraguaio, além do goleiro Barreto que fez duas ótimas defesas. O empate parecia inevitável. Maicon, machucado, deu lugar a Alan aos 30, que entrou muito bem.
A fluência do Flu no 1° tempo haveria de dar um gol ao time se fosse mantida na etapa final.
Não foi o que aconteceu.
O Cerro, sem velocidade de contra-golpe, portou-se melhor defensivamente. Não deixou tanto passe ser trocado.
Aos poucos, a paciência Tricolor foi acabando. Com 20 minutos, Cuca tirou um zagueiro e colocou Carlos Eduardo. Demorou demais para isso, e o time carioca jogou dividido entre coragem e pressa.
De novo sobrou posse de bola, mas, agora, rarearam os lances de gol. Para os minutos finais, na pressão, Marquinho abandonou a direita e Adeílson entrou como cartada ofensiva final. E a torcida, de novo em atuação louvável, empurrou.
O desgaste físico e o fracasso criativo dos 45 minutos finais foram esquecidos rapidinho, quando, aos 47 e aos 50, a virada aconteceu, e, em seguida, o jogo acabou e houve briga entre os atletas.
Gum, de cabeça enfaixada, foi o nome da classificação, na base da raça. Pelo pouco que jogou o Cerro desde os 15 minutos de partida, poderia ser mais fácil. mas não seria tão legal.
De Vitor Birner
Eu realmente queria muito elogiar o STJD. E acreditava, de verdade, que puniria Borges com rigor, Dagoberto com no máximo 2 jogos, e Jean que levou o segundo amarelo com nenhum.
Ontem, por exemplo, foi bem na absolvição de Marcos e de Danilo, pois o primeiro não fez nada além de um pênalti que acabou em justa expulsão, e o segundo não foi expulso pelo árbitro de Palmeiras 2×2 Corinthians, apesar de merecer tanto o vermelho quanto a punição maior. para mim, decisão de árbitro acaba no apito final.
Mas hoje nossos auditores deram seu show! O julgamento dos são-paulinos chega a ser engraçado.
Pegaram leve com o agressor Borges e o suspenderam por 3 jogos.
Ultrapassaram os limites quando puniram Dagoberto também com 3 jogos.
E quando definiram também 3 jogos de punição para Jean, pensei em nem vir aqui escrever, pois não sei o que dizer.
Não perderei tempo mostrando casos piores com punições menores, nem irei atrás de outros exemplos do padrão diferente deles mesmos no brasileirão, pois dá muito trabalho, não muda nada, e o CBN Esporte Clube começará em 14 minutos. Depois, sem descanso, comentarei Grêmio x Palmeiras.
Apenas quero parabenizar a justiça desportiva brasileira por fazer do nosso campeonato algo tão bom!
Detalhe: foi negado o efeito suspensivo por causa da invasão do torcedor na partida contra o Inter. Falta o julgamento do recurso na quinta-feira da próxima semana.
OBS: não serão aprovados com xingamentos. Os indignados podem fazer suas colocações doutra forma.
De Vitor Birner
A Argélia venceu o Egito por 1×0 e vai à sua terceira Copa do Mundo. Desde 1986 não conseguia a vaga.
O herói da classificação, autor do gol aos 40 minutos do primeiro tempo, foi o zagueiro franco-argelino Antar Yahia.
Ele defende o Bochum, penúltimo lugar da Bundesliga (campeonato alemão).
Espero que a partida não desperte a ira dos malucos de ambos os lados. Já houve confusão demais por nada.
O Egito, maior vencedor das Copas das Nações Africanas, também só chegou em 2 mundiais (34/ 90) .
No jogo de ida, os gregos não criaram nada diante da Ucrânia, nem se incomodaram com o placar oxo.
Souberam trabalhar com seus limites e garantiram vaga na Copa do Mundo pela segunda vez.
A Ucrânia pressionou no segundo tempo, mas bastou um pequeno erro para os helênicos balançarem as redes.
Três zagueiros em linha e passe para Salpingidis fazer o gol da classificação, ainda aos 31 da etapa inicial. Foi o segundo dele em 3 anos pela seleção.
Os ucrânianos não sabem jogar a repescagem. Disputaram a quarta eliminatória. Nas duas primeiras também perderam o mata mata. na última eliminatória acabaram na liderança e classificados.
Salpingidis é ala direito do Panatinaikos e habitualmente faz gols por seu time.
Outros jogos
O Uruguai empatou por 1×1 com a Costa Rica, em Montevidéu, passou um sufoco “típico” no final, mas assegurou a última das vagas para a África do Sul.
Atualização às 19h42
Comecei vendo Bósnia X Portugal. Quando Raul Meireles, aos 24, perdeu o gol na cara, troquei para França x Irlanda. No segundo tempo, ele mesmo fez 1×0 e classificou Portugal.
Em Maribor, aos 44, Dedic fez o gol esloveno que eliminou a Rússia.
Em Saint-Denis, Robbie Keane fez o justo 1xo para os visitantes que jogaram bem melhor e perderam gols! A partida estava na prorrogação quando Henry, de forma patética, ajeitou a bola com a mão e tocou para Gallas empatar e classificar os Bleus.
Uma vergonha!
Grêmio X Palmeiras na CBN
Convido os amantes do rádio para escutarem Grêmio X Palmeiras na CBN. A transmissão começará às 21h02, caso Juca Kfouri respeite o horário do CBN Esporte Clube, o que só acontece quando ele tem outros compromissos (jantares, cinema, palestras…)
De Vitor Birner
O palmeirense não está feliz com a terceira posição. Nenhum time teve mais o título ao seus pés. São Paulo e Flamengo, os outros candidatos, encararão a conquista do brasileirão como algo sensacional, fruto de reação inesperada e grande crescimento na reta final.
Já o palestrino está cabisbaixo. Sua equipe realmente tinha obrigação de título depois da manutenção de principais atletas e contratação do treinador tricampeão brasileiro que assumiu o time em primeiro lugar, após o sensacional 3×0 no Corinthians, com gols de Obina. Aquele era o Palmeiras que desejavam ver até o fim da competição. Era o mesmo Alviverde que se tivesse mantido o padrão, creio, seria líder com algum tranquilidade.
A rápida e vertiginosa queda de rendimento precisa ser parada hoje, no Olímpico, contra o Grêmio, único anfitrião invicto.
É tudo ou nada!
Ganhar do Grêmio, na casa dele, pode dar o moral e a confiança perdidos nas últimas rodas, nos fracassos contra Santo André, Náutico e Sport.
O Palmeiras, 3 pontos atrás de São Paulo e 1 do Flamengo, está, sim, na briga pelo título. Contudo os jogadores necessitam acreditar nisso de verdade, não de maneira matemática.
O Imortal Tricolor tem 4 desfalques, mas torcedores e atletas adoram o treinador interino Marcelo Rospide. Garra sobrou contra a Raposa e provavelmente não faltará na noite de hoje também.
“Maldade”
Não encontrei outra palavra para definir a antecipação da partida de hoje. Faltam TRÊS rodadas! Como alguém pode jogar antes?
Sei que o Palmeiras aceitou, está no contrato, mas ninguém deveria, pelo bem dos interesses esportivos, cogitar a realização de um jogo antes dos outros. Aliás, todas as partidas, inclusive as dividas em horários diferentes entre sábado e domingo, nesta hora, devem acontecer juntas.
Curiosidades do clássico no Olímpico
Pelo Brasileirão, se enfrentaram 38 vezes. O Grêmio ganhou 8 e o Palmeiras 16. Houve 14 empates. Os gaúchos marcaram 31 gols contra 49 palmeirenses.
O Tricolor Gaúcho, nas últimas 20 rodadas, ficou entre o 6° e o 9° lugar. Estabilidade inútil, pois joamais, em toda a competição, frequentou a zona se classificação para a Libertadorses.
O Palmeiras liderou 19 rodadas, mas perdeu duas posições nas duas últimas. Quando Palmeiras e Grêmio se enfrentaram no 1° turno (1×1), o Palestra era líder, e o Grêmio, o sexto.
Palmeiras e Grêmio é o confronto do melhor ataque (Grêmio 60) contra a segunda melhor defesa ( Palmeiras 40).
Invicto em casa há mais de um ano, o Grêmio faz seu 18° jogo no Olímpico neste torneio. Até aqui, ganhou 12 e empatou 5, marcou 47 e tomou 17. gols Tem o melhor aproveitamento em casa na campeonato ( 80%.).
O Palmeiras é o 5° melhor visitante do certame. Em 17 jogos, ganhou 6, perdeu 7 e empatou 4,(aproveitamento de 43%).
Embora a vantagem no confronto seja palmeirense, o Grêmio supera o rival em duelos no Rio Grande do Sul. Em 22 jogos, ganhou 6 e perdeu 5. Metade dos confrontos (11) terminaram empatados.
O único desses jogos que não aconteceu em Porto Alegre foi em 2004: Grêmio 2×3 Palmeiras, em Pelotas, uma virada no minuto final do Palmeiras no ano em que o rival foi rebaixado.
Palmeiras e Grêmio já se enfrentaram 72 vezes ao todo, com grande vantagem palmeirense: 30 vitórias contra apenas 15 do Grêmio e 27 empates. Em gols, 105 x 77.
De Vitor Birner
A Copa Sul-Americana, para nós brasileiros, não é dos torneios mais empolgantes. Eu acho que poderia dar a vaga na Libertadores, ao contrário da fraca Copa do Brasil. Mas esta discussão é para outra hora.
O Fluminense,ao contrário da competição, chama a atenção de quem gosta de futebol. Ele transformou a Copa Sul-Americana em notícia.
Para chegar na decisão, basta o empate contra o Cerro Porteño, no Maracanã.
Se passar pelos paraguaios, se fortalecerá. O tropeço pode atrapalhar até o desempenho no campeonato brasileiro, pois no futebol confiança é fundamental para os atletas. Hoje, os Tricolores têm de sobra.
Separei, abaixo, alguns números dos confrontos e da competição.
Curiosidades
Se enfrentaram 3 vezes. Aconteceram 2 vitórias do Flu (1×0/84 e 1×0/09) e um empate (2×2/64).
Será o primeiro jogo entre eles no Rio de Janeiro. Todos outros foram no Paraguai.
Em 64, Oldair e Mateus marcaram os gols tricolores do empate. Aquele time do Flu tinha o goleiro Castilho, o lateral Carlos Alberto Torres, os zagueiros Procópio e Altair, além dos atacantes Joaquinzinho e Evaldo. Tim era o treinador.
Em 1984, também em partida amistosa, o Flu ganhou por 1×0 na estreia do paraguaio Romerito pelo Tricolor! O gol foi do próprio Romerito. A escalação daquele forte time do Fluiminense tinha Paulo Víctor, Getúlio, Duílio, Ricardo Gomes e Branco; Leomir, Delei e Assis; Wilsinho, Romerito e Tato. Técnico: Carbone
O Fluminense disputou 13 jogos, ao longo da história, contra equipes paraguaias. Ganhou 8, perdeu duas e empatou 3.
O histórico apresenta: Contra o Libertad (3v/1e), diante do Guarany (1e/1d), frente o Nacional (1v/1d), além das vitórias nos únicos duelos contra o Deportivo Luqueño Presidente Hayes.
Desses jogos, só 3 foram no Rio de Janeiro: 1×0 Libertad/1967 (amistoso nas Laranjeiras); 2×2 Guarany/1996 (Copa Comnebol, Laranjeiras); Flu 2×0/2008 (Libertadores, Maracanã).
O Fluminense não perde uma partida internacional no Rio de Janeiro (incluindo jogos por competições sul-americanas e amistosos) há 24 anos (ou 28 jogos). Sua última derrota aconteceu no dia 05/08/85: 0×1 Argentinos Juniors pela Taça Libertadores.
Desde então, nos 28 jogos (12 pela Copa Sul-Americana, 9 pela Libertadores, 2 pela Copa Conmebol e 5 amistosos) conseguiu 18 vitórias e 10 empates.
De Vitor Birner
Europa
Deco e Bruno Alves, autor do gol na partida de ida, estavam ameaçados de ficarem fora do jogo decisivo contra a Bósnia mas devem atuar. Cristiano Ronaldo, machucado, não vai jogar. O empate ou a derrota por 1 gol de diferença, desde que balançe as redes do rival ao menos uma vez, garantem os portugueses no mundial. Mas a tendência é de partida duríssima. Já no primeiro jogo, sob mando português, a Bósnia, dominada na maior parte do tempo, colocou duas bolas colocadas nas traves do rival.
A Rússia, favorita diante da Eslovênia, dominou a partida em Moscou. Vencia por 2×0 até os 42 minutos quando os eslovenos marcaram o de honra. Agora vai ter que se virar em Maribor para se clasificar. O treinador Gus Hiddinck promete equipe ofensiva. A Eslôvenia tentará usar sua força de anfitrã. Em casa fez 12 gols e sofreu apenas 1. O primeir0 ministro esloveno prometeu “limpar as botas” dos jogadores se conseguirem a classificação.
Os 2 jogos acima começarão às 17h45. Pouco antes, às 16h, a Ucrânia, em casa, enfrentará a Grécia. Quem vencer vai ao mundial. O empate com gols classifica os gregos.
A França, com boa vantagem, encara a guerreira Irlanda, em Saint-Denis, às 18h. A vantagem dos comandados de Raymond Domenech é boa, pois ganharam por 1×0 na casa do rival. O treinador dos irlandeses, Giovanni Trapattoni, usou a seguinte frase sobre o duelo: “Nunca diga nunca”. Robbie Keane disse que idéia é abrir o placar e obrigar os franceses a mudarem o estilo de jogo.
África
No Sudão, egípcios e argelinos, em clima tenso, decidirão, às 15h30, o último representante do continente.
A vitória por 2×0, no Cairo, do Egito, com gol aos 50 minutos, provocou a partida extra. Depois do jogo realizado no sábado, houve brigas, torcedores da Argélia ficaram feridos e o ônibus da delegação foi apredejado.
A reação, olho por olho dente por dente, fez os argelinos quebrarem lojas e empresas egípcias na Argélia. Foram vendidos 8 mil ingressos para cada torcida e 15 mil para os sudaneses no jogo de hoje.
Américas
No Uruguai, Diego Lugano e turma necessitam do empate para irem ao mundial. Será um desastre se não conseguirem. No jogo de ida, o zagueiro fez o gol com muita raça no gramado sintético de San Jose e deu a vitória aos uruguaios. Este jogo começará às 21h.
De Vitor Birner
Há quem defenda que o torcedor do time mais bem posicionado do campeonato deve ser o também o líder em felicidade.
A teoria é furadíssima. Ela desumaniza as pessoas. As experiências vividas ao longo dos anos e as do próprio campeonato em disputa são determinantes para entedermos o comportamento das massas.
Este brasileirão tem ótimos exemplos. Veja a torcida do Fluminense. Cada jogo em casa é um espetáculo na arquibancada! Dentro de campo, a espetacular arrancada, o milagre da sobrevivência na primeira divisão, mais a chance de ganhar a Copa Sul-Americana, retribuem o carinho do torcedor Tricolor.
Será que o palmeirense, líder na maior parte do campeonato, está mais feliz que o Tricolor , na zona do rebaixamento, neste momento? Certamente não. Aliás, quem está realmente mais empolgado que o torcedor do Flu?
Talvez o flamenguista, pois também vê sua equipe se agigantar, jogar bem, e transformar a antes improvável chance de ser campeão em chance mais que real levantar a Taça. Mas vale lembrar que o vice-campeonato, para o Rubro-Negro, apesar de garantir a vaga na Libertadores, por causa das circunstãncias não dará o mesmo prazer do décimo sexto lugar para o Tricolor. Falamos de expectativa e frustração, não de matématica.
O Palmeiras também pode ser estimulado por seus erros. O título, depois da abrupta queda de rendimento, seria mais especial do que se o Alviverde tivesse mantido a liderança sem sofrer ameaças da concorrência.
E o Galo? O sonho de ver o Atlético no primeiro lugar cresceu ao longo do brasileirão. Em dado momento, nada diferente bastaria. Agora, acho, o raciocínio mudou. Em quinto lugar e com o Cruzeiro na cola, a vaga na Libertadores mais a perda da mesma pelo grande rival são suficientes para o atleticano passar o natal e o reveillon felizes com o futebol.
O seguidor do Internacional é outro que não ficaria satisfeito, no início do ano, com nada diferente do título. Hoje, garanto, a vaga na Libertadores deixará o último brasileiro campeão da Libertadores e do mundo contente, apesar de não ter, para ele, o mesmo valor emocional do primeiro lugar.
O são-paulino, mal acostumado nas últimas temporadas, também vê este campeonato de forma especial. A mudança no comando técnico deixou alguns torcedores da equipe inseguros. Durante o campeonato, vários rivais falaram que o São Paulo seria rebaixado. Depois, quando o time cresceu, disseram que não chegaria na Libertadores. A liderança do Palmeiras na maior parte da competição, mais a disputa contra adversários gigantes e de muita tradição como Flamengo, Internacional e Atlético temperaram, caso consiga, o título de 2009.
Por isso agora é o momento dos interessados viverem o brasileirão intensamente. Cada vitória deve ser festejada como se valesse o campeonato. Ainda é possível ser feliz sem o troféu de campeão. No primeiro domingo de dezembro, um comemorará a conquista, outro vibrará com a fuga do rebaixamento, alguém se alegrará pela vaga na Libertadores, e muita gente ficará frustrada.
As deliciosas emoções ao longo deste belo brasileirão serão “esquecidas”.
Mas, lembro, foram vividas.
E isso é o mais importante de tudo!