De Vitor Birner
São Paulo 2×0 Goiás
O jogo foi ruim.
A equipe esmeraldina, por causa do trabalho tático superior, mandou em grande parte do primeiro tempo.
Só que o time de Leão, favorito para a classificação à semifinal, possui jogadores muito melhores.
A qualidade individual deles fez a diferença.
Os vários erros de passes na defesa e as dificuldades para interceptarem os cruzamentos não terminaram com a dita cuja dentro do gol defendido por Denis.
Já o Goiás pagou cara pelas falhas. Ambos os gols são-paulinos aconteceram depois de equívocos na saída de bola.
Lucas foi o melhor em campo.
Já o badalado Rafael Tolói, comprometeu.
Escalações
São Paulo – Denis: Douglas, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Denilson, Casemiro, Cícero e Jadson (Maicon’) e Lucas (Rafinha); Luis Fabiano. Técnico: Emerson Leão.
Goiás – Harlei; Peter, Rafael Tolói, Valmir Lucas e Egídio (Marinho); Amaral (Ernando), Marcos Paulo, Ramon (David, Thiago Humerto e Ricardo Goulart; Júnior Viçosa. Técnico: Enderson Moreira.
Ameaçou comandar
O São Paulo precisou de alguns segundos para criar uma chance clara.
O árbitro soprou o começo do jogo, Lucas roubou a bola, driblou dois adversários e deixou Luís Fabiano de frente com o experiente goleiro Harley.
Taticamente superiores
Enderson Moreira não mandou seus comandados esperarem atrás.
Eles iniciaram a marcação quase na saída de jogo do anfitrião. Foram competentes.
Ganharam o meio-campo e passaram mais tempo com bola no ataque.
Junior Viçosa, o atacante, deu o primeiro combate.
O meia Ricardo Goulart se desdobrou entre a linha de 3, com Thiago Humberto e Everton, e o auxílio ao atacante na tentativa de desarmar.
Casemiro, Cícero e Denilson se perderam. Não encontararm espaços para receber ou rolar a redonda aos companheiros
Os volantes Amaral e Marcos Paulo marcaram Lucas e Jadson.
Os laterais Peter e Egídio também atuaram bem adiantados para evitar que Douglas e Cortez levassem a gorduchinha ao ataque.
Luís Fabiano ficou isolado entre Rafael Tolói e Valmir Lucas.
Os visitantes trocaram passes na frente, criaram algumas chances, mas foram muito mal nas finalizações.
Técnicamente muito superior
O Goiás não podia errar diante da equipe muuuuuuuito superior na parte técnica.
A diferença de qualidade técnica entre os elencos é gigante.
Isso ficou provado no primeiro tempo.
O São Paulo jogou mal e venceu mesmo assim.
Só voltou para o ataque aos 31 minutos.
Mérito de Lucas, que pressionou a saída de jogo de Tolói e Egídio, forçou a falha deles, tomou a bola e fez lançamento perfeito para Luís Fabiano.
O lance lembrou aquele do começo do confronto. Só que, dessa vez,o centroavante finalizou bem.
Mudou tudo
O Goiás caiu de rendimento e o São Paulo melhorou após ficar em vantagem.
Finalmente a equipe da casa conseguiu trabalhar a bola na frente, onde é mais forte.
Aos 34, Lucas ficou cara-a-cara com harley e perdeu a chance de ampliar.
Aos 39, Jadson tocou para Lucas, ele chutou de fora da área e orbigou Harley e realizar difícil defesa.
Trocou
Amaral não voltou para o segundo tempo. Ernando entrou no lugar dele.
O Goiás retomou a postura de antes de sofrer o gol.
Reorganizou o sistema defensivo, mas não conseguiu impedir a saída de bola do favorito à classificação.
A partida ficou concentrada no meio, sem oportunidades de gols.
Méritos de Douglas e Cícero
Aos 6, o São Paulo balançou outra vez.
De novo tirou proveito de um erro do Goiás.
Cícero roubou a bola na saída da defesa esmeraldina.
Ele tocou para Douglas e o lateral acertou um belo arremate.
São Paulo recua. Goiás perde chances
O Goiás foi em busca do gol que aumentaria bastante a chance de reverter no Serra Dourada a situação desfavorável
Só não obteve sucesso porque repetiu as falhas nas finalizações.
Aliás, por falar em erros, a marcação são-paulina na bola áerea manteve o rendimento sofrível.
Os esmeraldinos levaram bastante perigo em tais jogadas.
Denis, aos 9, fez a famosa defesa a “queima-roupa” depois do sistema defensivo deixar Ricardo Goulart cabecear livre.
Aos 15, outra vez o goleiro precisou trabalhar para evitar o gol do Goiás.
Apesar de ter espaço para contragolpear e jogadores competentes nesse tipo de lance, o São Paulo incomodou pouco o adversário.
Douglas, aos 17, novamente assutou Harley no chute de fora da área.
Aos 19, Thiago Humberto cobrou falta no travessão.
Posiconamento, não jogador
Aos 25, Leão trocou Jadson por Maicon.
A equipe realmente precisava de mais posse de bola para controlar as ações, mas não a tinha porque os atletas estavam distantes uns dos outros e a movimentação deles para fugir da marcação foi mal coordenada.
A troca teve um efeito positivo. Maicon desarmais que Jadson e a entrada dele fortaleceu o trabalho defensivo da equipe da casa.
Jogo ruim
Enderson Moreira tentou dar vida ao seu sistema ofensivo.
Substituiu Everton, aos 26, por Deivid. Aos 30, trocou Egídio por Marinho.
As mudanças não resolveram. A marcação são-paulina melhorou nos 20 últimos minutos.
Com a bola, o time de Leão continuou mal.
Aos 39, ele tirou Lucas e colocou Rafinha.
Outro erro
Aos 42, depois doutra falha de Rafael Tolói, o São Paulo quase ampliou.
Justiça
A arbitragem não interferiu no resultado.
Quem cometeu menos erros individuais na marcação e chutes em gol venceu.
Favoritismo maior
O resultado aumenta o favoritismo do São Paulo para chegar à semifinal.
O time não consegue atuar bem, rende muito menos do que pode, entretanto o nível das equipes da Copa do Brasil é baixo.
Nesse pacote sem nenhum time se destacando, a individualidade da equipe do Morumbi, dona do melhor e mais caro elenco da competição, pode determinar o campeão.



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