17 mai

São Paulo consegue boa vantagem contra o Goiás. Qualidade individual superior compensou a má atuação coletiva do favorito à vaga na semifinal

Análise de jogos, Copa do Brasil

De Vitor Birner

São Paulo 2×0 Goiás

O jogo foi ruim.

A equipe esmeraldina, por causa do trabalho tático superior, mandou em grande parte do primeiro tempo.

Só que o time de Leão, favorito para a classificação à semifinal, possui jogadores muito melhores.

A qualidade individual deles fez a diferença.

Os vários erros de passes na defesa e as dificuldades para interceptarem os cruzamentos não terminaram com a dita cuja dentro do gol defendido por Denis.

Já o Goiás pagou cara pelas falhas. Ambos os gols são-paulinos aconteceram depois de equívocos na saída de bola.

Lucas foi o melhor em campo.

Já o badalado Rafael Tolói, comprometeu.

Escalações

São Paulo – Denis: Douglas, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Denilson, Casemiro, Cícero e Jadson (Maicon’) e Lucas (Rafinha); Luis Fabiano. Técnico: Emerson Leão.

Goiás – Harlei; Peter, Rafael Tolói, Valmir Lucas e Egídio (Marinho); Amaral (Ernando), Marcos Paulo, Ramon (David, Thiago Humerto e Ricardo Goulart; Júnior Viçosa. Técnico: Enderson Moreira.

Ameaçou comandar

O São Paulo precisou de alguns segundos para criar uma chance clara.

O árbitro soprou o começo do jogo, Lucas roubou a bola, driblou dois adversários e deixou Luís Fabiano de frente com o experiente goleiro Harley.

Taticamente superiores

Enderson Moreira não mandou seus comandados esperarem atrás.

Eles iniciaram a marcação quase na saída de jogo do anfitrião. Foram competentes.

Ganharam o meio-campo e passaram mais tempo com bola no ataque.

Junior Viçosa, o atacante, deu o primeiro combate.

O meia Ricardo Goulart se desdobrou entre a linha de 3, com Thiago Humberto e Everton, e o auxílio ao atacante na tentativa de desarmar.

Casemiro, Cícero e Denilson se perderam. Não encontararm espaços para receber ou rolar a redonda aos companheiros

Os volantes Amaral e Marcos Paulo marcaram Lucas e Jadson.

Os laterais Peter e Egídio também atuaram bem adiantados para evitar que Douglas e Cortez levassem a gorduchinha ao ataque.

Luís Fabiano ficou isolado entre Rafael Tolói e Valmir Lucas.

Os visitantes trocaram passes na frente, criaram algumas chances, mas foram muito mal nas finalizações.

Técnicamente muito superior

O Goiás não podia errar diante da equipe muuuuuuuito superior na parte técnica.

A diferença de qualidade técnica entre os elencos é gigante.

Isso ficou provado no primeiro tempo.

O São Paulo jogou mal e venceu mesmo assim.

Só voltou para o ataque aos 31 minutos.

Mérito de Lucas, que pressionou a saída de jogo de Tolói e Egídio, forçou a falha deles,  tomou a bola e fez lançamento perfeito para Luís Fabiano.

O lance lembrou aquele do começo do confronto. Só que, dessa vez,o centroavante finalizou bem.

Mudou tudo

O Goiás caiu de rendimento e o São Paulo melhorou após ficar em vantagem.

Finalmente a equipe da casa conseguiu trabalhar a bola na frente, onde é mais forte.

Aos 34, Lucas ficou cara-a-cara com harley e perdeu a chance de ampliar.

Aos 39, Jadson tocou para Lucas, ele chutou de fora da área e orbigou Harley e realizar difícil defesa.

Trocou

Amaral não voltou para o segundo tempo. Ernando entrou no lugar dele.

O Goiás retomou a postura de antes de sofrer o gol.

Reorganizou o sistema defensivo, mas não conseguiu impedir a saída de bola do favorito à classificação.

A partida ficou concentrada no meio, sem oportunidades de gols.

Méritos de Douglas e Cícero

Aos 6, o São Paulo balançou outra vez.

De novo tirou proveito de um erro do Goiás.

Cícero roubou a bola na saída da defesa esmeraldina.

Ele tocou para Douglas e o lateral acertou um belo arremate.

São Paulo recua. Goiás perde chances

O Goiás foi em busca do gol que aumentaria bastante a chance de reverter no Serra Dourada a situação desfavorável

Só não obteve sucesso porque repetiu as falhas nas finalizações.

Aliás, por falar em erros, a marcação são-paulina na bola áerea manteve o rendimento sofrível.

Os esmeraldinos levaram bastante perigo em tais jogadas.

Denis, aos 9, fez a famosa defesa a “queima-roupa” depois do sistema defensivo deixar Ricardo Goulart cabecear livre.

Aos 15, outra vez o goleiro precisou trabalhar para evitar o gol do Goiás.

Apesar de ter espaço para contragolpear e jogadores competentes nesse tipo de lance, o São Paulo incomodou pouco o adversário.

Douglas, aos 17, novamente assutou Harley no chute de fora da área.

Aos 19, Thiago Humberto cobrou falta no travessão.

Posiconamento, não jogador

Aos 25, Leão trocou Jadson por Maicon.

A equipe realmente precisava de mais posse de bola para controlar as ações, mas não a tinha porque os atletas estavam distantes uns dos outros e a movimentação deles para fugir da marcação foi mal coordenada.

A troca teve um efeito positivo. Maicon desarmais que Jadson e a entrada dele fortaleceu o trabalho defensivo da equipe da casa.

Jogo ruim

Enderson Moreira tentou dar vida ao seu sistema ofensivo.

Substituiu Everton, aos 26, por Deivid. Aos 30, trocou Egídio por Marinho.

As mudanças não resolveram. A marcação são-paulina melhorou nos 20 últimos minutos.

Com a bola, o time de Leão continuou mal.

Aos 39, ele tirou Lucas e colocou Rafinha.

Outro erro

Aos 42, depois doutra falha de Rafael Tolói, o São Paulo quase ampliou.

Justiça

A arbitragem não interferiu no resultado.

Quem cometeu menos erros individuais na marcação e chutes em gol venceu.

Favoritismo maior

O resultado aumenta o favoritismo do São Paulo para chegar à semifinal.

O time não consegue atuar bem, rende muito menos do que pode, entretanto o nível das equipes da Copa do Brasil é baixo.

Nesse pacote sem nenhum time se destacando, a individualidade da equipe do Morumbi, dona do melhor e mais caro elenco da competição, pode determinar o campeão.

Escrito por Vitor Birner às 0:28 Vitor Birner Sem Comentário

16 mai

Sistemas defensivos mandam no empate de Vasco e Corinthians

Análise de jogos, Copa Libertadores

Agradeço ao Gabriel Brito pelo texto.  Só vou acompanhar o jogo nesta madrugada, pois trabalhei no confronto do São Paulo na Copa do Brasil.

Na próxima semana, comentarei o jogo de volta entre os campeões brasileiro e da Copa do Brasil, que valerá a vaga na semifinal da Libertadores.

Acabo de ver os melhores lances, apenas uma vez,  da partida em São Januário.

Achei que o gol do Vasco foi corretamente anulado.Se mudar de opinião oa rever, volto aqui e digo.

Veja o texto do Gabriel a respeito do 0×0.

De Gabriel Brito

Vasco oxo Corinthians

Cristóvão Borges e Tite seguiram seus tradicionais roteiros e não se arriscaram na primeira metade do confronto.

Inicialmente, os paulistas tentaram pressionar. Emerson chutou uma vez em gol e chamou faltas.

Fabio Santos pegou rebatida de Fernando Prass e chutou com perigo.

Os visitantes ameaçaram dominar a partida.

Equilíbrio

O Vasco nãoparou de buscar o ataque e de tentar se impor. Com o campo pesado, o jogo era mais lento do que se previa, obra da chuva torrencial, que não poupou o gramado.

As faltas e escanteios cobrados por Juninho ameaçaram os visitantes.

Cássio, seguro, interveio bem em quase todas, exceto numa em que a queda da bola o surpreendeu, Castan afastou mal e a zaga passou sufoco para aliviar.

Dupla de meias anulada

O Corinthians recuou e apostou nos contra-ataques.

Alex, centralizado, e Danilo, mais solto,  com  pretensão de chegar à área e receber lançamentos, inclusive aéreos, do ex-meia do Spartak, não criaram.

Timão apostou nos contra-ataques, que em tese seriam comandados por Emerson e Jorge Henrique.

Apesar de muito participativos, ambos não estiveram inspirados.

Não completaram o trabalho ofensivo dos  meias e dos laterais Alessandro e Fabio Santos.

Tanto é que eles subiram apenas uma vez cada, com perigo, na etapa inicial.

Vasco anula Paulinho

O Vasco manteve seus meio-campistas atentos aos avanços de Paulinho. Anulou o volante, que acabou atuando de maneira cautelosa.

Rômulo e Nilton, contando também com auxílio dos armadores, deram segurança à defesa Não permitiram que os meias corintianos criassem grande coisa. Alex errou muito.

Segundo tempo melhor

As equipes voltaram do intervalo mais ofensivas. Tentaram comandar as ações.

O Corinthians novamente iniciou com um pouco mais de volume, mas não ameaçou  seriamente a defesa do Vasco.

Nos cruzmaltinos, Eder Luis foi acionado diversas vezes após seu time roubar a bola e e apostar na jogada de velocidade.

Ele aproveitou as subidas de Fabio Santos e puxou alguns contra-ataques.

Porém, os alvinegros compensaram sua falta de constância ofensiva com a forte marcação.

O time dirigido por Tite é calculista.Não perde a calma quando seu futebol não flui.

Como nos tempos de Mano Menezes e William, a linha de impedimento exemplar  neutralizou vários ataques vascaínos.

Duvidoso

No cruzamento de Feltri, Diego desviou e Alecsandro testou para as redes, em lance milimétrico anulado pelo bandeira.

A jogada foi muito complicada para o auxiliar. Ele fica isento de qualquer execração.

Cristóvão mexe na hora certa

A melhor jogada trabalhada do Corinthians,  Jorge foi travado na área, a bola sobrou para Alex cruzar, e o próprio Jorge Henri dar um peixinho que Prass salvou com os pés; no rebote, Ralf bateu de primeira e Rodolfo tirou.

Bastou o Corinthians crescer um pouco para Cristovão Borges alterar a equipe.

O técnico do campeão da Copa do Brasil trocou Juninho e Diego Souza por Felipe (pedido pela torcida) e Carlos Alberto.

O Vasco tomou conta da partida. Os dois meias estavam descansados e partiram pra cima com a bola.

Obrigaram o meio campo corintiano a de dedicar apenas a marcação.

Eder Luis teve boas chances de criar algo decisivo.

A bola parada também atormentou o Corinthians.

Tite esperou demais

Tite demorou para mexer no time.

Quando o fez, lançou Douglas e logo depois William, nas vagas de Alex e Emerson, superior ao errático Jorge Henrique.

Na primeira participação de Douglas, ele achou Paulinho na área, mas Rodolfo travou; na segunda, limpou Rômulo e bateu fraco.

Foi pouco tempo para o meia reserva propiciar algo mais claro.

Cautela mútua no final

Na reta final, os times cansaram por causa do gramado pesado.  Também temeram sofrer o gol quase ao cabo do confronto.

Danilo ainda saiu para a entrada de Elton, que nada pôde fazer faltando poucos minutos.

O Vasco manteve pequeno domínio da partida, mas não se arriscou para evitar o contra-ataque do rival.

Sem favorito

O jogo terminou com as equipes conscientes de que o placar em branco mantém o confronto completamente aberto.

A partida de volta reserva novo duelo de xadrez, com dois times que contam com o bom funcionamento de seu conjunto, tal como se viu nos títulos conquistados por ambos recentemente.

Um clássico a ser decidido no detalhe e disputado em cada movimento, sem perspectivas reais de favoritismo e com diversos candidatos a heróis da classificação.

Escrito por Vitor Birner às 23:58 Vitor Birner Sem Comentário

16 mai

Furacão manda no primeiro tempo, Felipão mexe no segundo, Palmeiras cresce e consegue interessante empate

Análise de jogos, Copa do Brasil

De Vitor Birner

Atlético-PR 2×2 Palmeiras

Juan Ramon Carrasco armou o time com base nas virtudes e defeitos palmeirenses.

O Furacão foi superior até Felipão mudar o time e desmontar o planejamento do adversário.

A arbitragem foi ruim. Não seguiu o padrão sopra tudo dos apitadores brasileiro  ainda errou ao não dar impedimento de Guerron no lance do segundo gol do Furacão. .

Escalações

Rodolfo; Cleberson, Manoel, Renan Foguinho e Zezinho; Deivid e Alan Bahia; Guerron, Liguera e Edigar Junio; Bruno Mineiro

Bruno; Cicinho,  Maurício Ramos, Leandro Amaro e Juninho; Marcio Araujo, Marcos Assunção, João Vitor e Valdívia. Mazinho e Barcos

Duelo tático

Juan Carrasco,  treinador uruguaio, armou o Furacão de forma interessante e ousada para encarar o Palmeiras.

O meia Zezinho atuou improvisado na lateral-esquerda e teve liberdade para apoiar.

O comandante posicionou o time de acordo com as virtudes palmeirenses.

A linha de três do 4-2-3-1 palestrino tinha João Vitor na direita.  Ele teve que marcar Zezinho e não soube explorar os espaços deixados pelo improvisado.

Do outro lado, onde o ofensivo Mazinho jogou na linha de três, o lateral Cleberson desceu pouco.  Cuidou o rival e auxiliar os zagueiros Manoel e Renan Foguinho, responsáveis pela marcação de Barcos.

Valdívida, por causa disso,  ficou sozinho na criação. Alan Bahia o marcou. Como o chileno não ajuda nos desarmes, o volante Deivid pôde cooperar na criação.

Aproveitou o fato de Marcos Assunção não ter força para cumprir a contento o trabalho defensivo no meio.

Marcio Araújo, em tese, cuidaria do meia Liguera. Só que precisou ajudar os laterais Cicinho e Juninho, constantemente pressionados por Guerron e Edgar Junio.

O meia uruguaio, diferentemente de Valdívia, encontrou bastante liberdade para criar.

Os dois palestrinos, importantes opções de apoio no esquema tático de Felipão, por causa das circunstâncias da partida, só defenderam.

O centroavante Bruno Mineiro se movimentou bastante, inverteu de posição com o Guerron e confundiu o sistema defensivo alviverde.

Furacão melhor, mas…

O Atlético-PR foi superior na etapa inicial.

Criou mais chances de gols, porém pecou nas finalizações. Perdeu duas excelentes oportunidades e algumas outras boas.

O Palmeiras, ao contrário, chegou pouco ao ataque, só que mostrou mais qualidade nos arremates.

Também levou perigo.

Gols e arbitragem fraca

O Furacão saiu na frente graças a jogada aérea bem ensaiada.

Liguera cruzou na cobrança de falta, o zagueiro Renan Foguinho, na segunda trave, cabeceou para o meio e Bruno Mineiro, livre, de cabeça, balançou a rede.

O Furacão cresceu depois de fazer 1×0.

Quando estava bem, sofreu o empate.

Barcos, aos 21, ganhou a dividida de Renan Foguinho e finalizou bem.

No lance seguinte, o Furacão retomou a vantagem com um gol irregular.

Guerron, responsável pelo cruzamento para Edigar Junio, estava impedido.

Houve outros erros de arbitragem.

Maurício Ramos deu um carrinho na dentro da área e bola bateu no braço dele.

No futebol normal, não é pênalti. Todavia, aqui no Brasil, a maioria defende que o braço precisa estar colado ao corpo, apesar de isso ser complicado por causa do movimento do zagueiro.

Como os sopradores, em regra, dão a penalidade em lances assim, o senhor das regras deveria seguir o padrão.

Ele também destoou da média quando não soprou o pênalti após Marcos Assunção cobrar a falta e um atleta do Furacão tocar com a mão nela.

O veterano de novo foi bem nas bolas paradas.

Obrigou Rodolfo a realizar uma grande defesa numa e acertou o travessão noutra.

Felipão vira o duelo tático

Juan Ramon Carrasco tirou Cleberson no intervalo. Creio que decidiu assim porque o lateral recebera o cartão amarelo. Pablo entrou  no lugar dele.

Aos 5, Barcos tabelou com Mazinho, que voltou do lado direito, onde Zezinho deu espaço e não mostrou qualidade nos desarmes.

‘El Pirata’ acertou o travessão.

Aos 11, Felipão resolveu boa parte dos problemas do Palmeiras.

Tirou Mazinho e Cicinho para Maikon Leite e Luan entrarem.

Maikon Leite jogou em cima de Zezinho e Luan foi para a esquerda da linha de 3.

João Vitor marcou na posição de Cicinho.

A saída de bola atleticana piorou.

O Palmeiras cresceu, o Furacão parou de pressionar e suas chances de gols minguaram.

Aos 14, três minutos após as alterações, Maikon Leite, no contragolpe, driblou para dentro, Zezinho não conseguiu acompanhá-lo e o atacante, de fora da área, fez bonito gol.

Esfriou

O restante do confronto, quente até o empate, ficou frio.

Especialmente depois de Ricardinho, aos 21, substituir Guerron.

O Palmeiras marcou muito melhor  do que na etapa inicial. Não deu mais espaços no meio e nas laterais, impediu o Furacão de criar e apostou nos contragolpes.

Saiu de campo com um bom resultado.

Escrito por Vitor Birner às 21:44 Vitor Birner Sem Comentário

16 mai

TST deve julgar o Habeas Corpus de Oscar na próxima terça-feira

De primeira

De Vitor Birner e Navarro

Todos os trâmites burocráticos foram cumpridos para o TST julgar o Habeas Corpus de Oscar.

O Tribunal Superior do Trabalho havia pedido informações sobre o caso ao TRT-SP  e as recebeu na última segunda-feira.

A turma da Subseção 2 da Sessão de Dissídios Individuais do TST não teve tempo de colocar o assunto em pauta porque se reúne apenas às terças-feiras.

Por isso, se o procedimento normal, usual, tradicional, do TST for mantido, na próxima terça o Habeas Corpus será julgado.

Escrito por Vitor Birner às 16:25 Vitor Birner 60 Comentários

16 mai

Restaram oito equipes na Libertadores. Sete são candidatas ao título. Veja uma breve análise de Vasco x Corinthians

Análise de jogos, Copa Libertadores

De Vitor Birner

Esta é a Libertadores mais forte dos últimos anos.

Só Libertad destoa um pouco.

Os outros sete quadrifinalistas são, por diferentes razões, candidatos ao título.

Santos possui elenco superior ao do Vélez Sarfield, equipe de melhor qualidade técnica na Argentina.

O Tricolor também tem um grupo de atletas superior ao do Boca Juniors, contudo não contará com Fred na Bombonera. Deco é outra dúvida de Abelão.

Sem eles, a diferença diminui bastante.

Ambas equipes hermanas, assim como o Peixe e o Tricolor, estão entre as candidatas ao título.

O confronto sem brasileiros é o menos equilibrado.  O Universidad de Chile joga, sem dúvida, mais futebol que o Libertad.

No único duelo apenas com times brasileiros,  o Corinthians leva, em tese, ínfima vantagem.

A diferença entre eles é tão pequena, que não há favoritos no confronto.

No lugar de Cristovão Borges, começaria com Nilton ao lado de Rômulo.

O Corinthians atua com Jorge Henrique, Danilo e Alex na meia. Marcá-los com um volante e obrigar Juninho e Felipe a ajudar é um risco muito grande. Em casa, no mata-mata, não se pode tomar gol.

O treinador vascaíno, se quiser colocar os dois veteranos juntos, terá que mexer no ataque, coisa que dificilmente fará.

Valeria a pena.

Diego Souza poderia jogar um pouco mais adiantado, quase como atacante pelo lado do lateral Alessandro, que está sem ritmo de jogo ideal e não vinha bem antes de perder a posição para Edenilson.

Felipe e Juninho ajudariam a congestionar o meio e a aumentar o tempo de posse de bola.

As chances de os cruz-maltinos fazerem gols nas faltas cresceria.

O Corinthians é um time acertado, que habitualmente repete as mesmas coisas e consegue bons resultados.

Possui o melhor sistema defensivo (é diferente de ter os melhores jogadores de defesa) do país.

Estou curioso para saber se Tite pedirá, ao menos no início, marcação sob pressão na saída de bola vascaína.

O Alvinegro fez isso com sucesso, por exemplo, contra o Cruz Azul, no México.

Assim, evitou que o meio-campo do adversário ficasse com a gorduchinha e impediu a pressão usual de quem tenta se impor por jogar em casa.

Deve explorar a importante ausência do Dedé. Renato Silva não é exatamente um zagueiro confiável.

A movimentação de Emerson pode confundi-lo e Danilo, alto, decisivo e bom na bola aérea, pode aparecer na área.

Escrito por Vitor Birner às 13:35 Vitor Birner 81 Comentários

15 mai

Tabelinha com um dia de atraso!

Geral

Escrito por Vitor Birner às 23:47 Vitor Birner 9 Comentários

15 mai

Celso Roth, novo técnico do Cruzeiro, é melhor que Leão, Joel Santana, Oswaldo de Oliveira….

Birnadas

De Vitor Birner

Os melhores técnicos estão empregados e os salários pagos aos ‘professores’ do futebol super-valorizados.

Quem tenta tirar o comandante de outro clube é obrigado a investir demais.

Vai pagar salários acima do que o trabalho dele vale.

Dentro das possibilidades, ou melhor, da realidade de mercado, pobre de opções, a Raposa acertou na escolha.

Segundo informação do jornalista Paulo Vinícius Coelho, em seu blog, Roth não era a prioridade cruzeirense.

Adilson Batista, do Atlético-GO, recusou. Levir Culpi pediu demais e também não fechou. Jorge Sampaoli, que faz excelente trabalho na Universidad de Chile e seria interessante novidade, não topou largar a equipe chilena nas quartas-de-fical da Libertadores.

Roth fez, recentemente, bons trabalhos no Atlético MG e no Grêmio.

Não conseguiu títulos importantes, mas tirou dos elencos o máximo possível.

Parte do público do futebol só quer saber de resultados. Eu os considero importantíssimos, porém, na hora de avaliar as ações do treinador eu preciso levo em conta também a qualidade dos jogadores.

Não posso ser injusto com os profissionais. São seres humanos, não personagens de uma história em quadrinhos indispensável na minha vida.

No Internacional, por exemplo, foi campeão da Libertadores, assumiu o time na semifinal depois da demissão de Jorge Fossati, mas teve menos acertos que no Galo no Imortal Tricolor.

Roth é competente na armação de sistemas defensivos, fundamentais no futebol moderno.

Não estava empregado porque tem grande rejeição da opinião pública. Está naquela turma dos profissionais que sofrem muita pressão por qualquer coisa.

Os dirigentes, que na maioria das vezes não entendem as questões técnicas e táticas do futebol, morrem de medo das críticas da imprensa e dos torcedores. Por isso, evitam técnicos ‘marcados’.

Em suma, normalmente quem manda embora e contrata os treinadores não tem competência para fazê-lo.

Isso explica porque técnicos piores que Roth estão empregados em clubes grandes.

O novo do Cruzeiro é mais competetente que seu antecessor Vagner Mancini.

Leão, Osvaldo de Oliveira e Joel Santana também estão abaixo dele.

O caro Levir Culpi, idem.

Vanderlei Luxemburgo não tem conseguido fazer trabalhos melhores que os dele.

Dorival Junior é outro que oscila bastante e não merece ser colocado acima de Roth.

Resumindo, o novo treinador cruzeirense  está longe de ser o ideal, não faz parte da minha lista de preferidos, contudo merece seu lugar no mercado.

Complemento

O time do Cruzeiro precisa contratar para fazer um grande campeonato brasileiro. O elenco atual não tem qualidade para isso.

Treinador ajuda, mas não faz milagre.

Escrito por Vitor Birner às 14:26 Vitor Birner 203 Comentários

14 mai

Ministro são-paulino dá exemplo de ética no julgamento do Habeas Corpus do caso Oscar

De primeira

De Vitor Birner

No post  “A Sociedade, eu e o Ministro”, escrevi  que teria sido melhor se o Ministro Caputo Bastos  não tivesse participado das decisões do litígio entre Oscar e o São Paulo.

http://blogdobirner.virgula.uol.com.br/2012/05/03/a-sociedade-eu-e-o-ministro/

Casado com a filha de um conselheiro do Internacional, que também é consultor do escritório contratado para defender o atleta, teria sido melhor se ele tocasse a bola para outro Ministro apreciar o Habeas Corpus.

Evitaria qualquer tipo de comentário negativo sobre a isenção e a honestidade dele, caso decidisse em favor do atleta (do Colorado consequentemente), tal qual fez.

Agora, o Habeas Corpus, como de praxe, será julgado pela Subseção 2 da Seção Especializada em Dissídios Individuais, composta por 9 ministros.

Um deles é o próprio Caputo Bastos, Ministro Relator.

Entre os nove também está o Ministro Pedro Paulo Manus.

Ele é são-paulino e faz parte de um grupo de notáveis que participa das reuniões do conselho consultivo do clube.

O Ministro Pedro Paulo Manus não anunciou oficialmente, mas, por causa da ligação com o time do Morumbi, se dará por impedido e não participará do julgamento do Habeas Corpus.

Quero aplaudir a postura de Pedro Paulo Manus.

Vai deixar a paixão de lado para evitar especulações sobre seu trabalho no cargo tão alto e importante da justiça trabalhista brasileira.

Não permitirá questionamentos a respeito de sua postura como Ministro.

Espero que não mude de idéia, pois serve de exemplo.

Substituição e exemplo

Normalmente, outro Ministro substitui o colega que se dá por impedido.

Um dos exemplos é a Ministra Maria Cristina Peduzzi, que tem um filho advogado.

Ela não participa dos litígos nos quais o parente trabalha.

Não descobri ainda se outro Ministro ocupará o lugar de Pedro Paulo Manus no julgamento do Habeas Corpus de Oscar.

Escrito por Vitor Birner às 17:45 Vitor Birner 233 Comentários

14 mai

Santos venceria a seleção brasileira comandada por Mano Menezes

Coluna no Lance!

De Vitor Birner

O grupo de atletas convocados para encarar as seleções de Dinamarca, Estados Unidos, México e Argentina é superior ao do Santos.

Muricy adoraria ver Danilo de volta à lateral-direita e vibraria se contasse com Daniel Alves na mesma posição.

O treinador mais vencedor dos últimos tempos também preferia ter Marcelo na esquerda e Thiago Silva na zaga, ao invés de Juan e Durval.

Mesmo assim, aposto que o atual campeão da Libertadores derrotaria a seleção brasileira caso se enfrentassem.

Na Vila Belmiro, está o melhor time do país.

Corinthians e Fluminense disputam a condição de segunda força. Ficam apenas um pouco atrás dos santistas.

Os três são fortes na parte coletiva.

Realizam com bastante competência as principais obrigações da maioria das equipes que pretendem ser campeãs.

Sabem se defender, possuem contragolpe perigoso, jogada aérea eficaz e conseguem prender a bola no meio.

A diferença do Peixe para os dois concorrentes é o jovem craque Neymar. Ele não para de evoluir e desequilibrar as partidas.

Quais dessas virtudes a equipe dirigida por Mano Menezes tem?

A resposta está na boca do povo.

É “nenhuma”.

Em julho, o comandante vai completar dois anos no cargo, tempo suficiente para ao menos implementar um sistema defensivo seguro.

Dunga, no mesmo período, conseguiu isso, apanhou muito da opinião pública e não abandonou as convicções. .

O atual responsável pela renovação do selecionado nacional pecou porque mudou a filosofia de trabalho depois de sofrer a pressão normal, precipitada e exagerada por causa de alguns resultados ruins.

Dificultou a formação de um time de verdade.

Veja a lista dos escolhidos dele. Todos rendem mais em seus clubes do que na seleção.

A fragilidade coletiva interfere no desempenho individual de cada boleiro, inclusive no de Neymar.

Por esses motivos acredito que o Santos venceria a seleção.

Na Baixada, os jogadores sabem suas funções, se entendem, e o jovem craque, sem dúvida, faz a diferença.

* Este texto é a reprodução de minha coluna de sábado no Lance.

Escrito por Vitor Birner às 12:13 Vitor Birner 142 Comentários

13 mai

Parabéns aos campeões estaduais!

Birnadas

De Vitor Birner

Parabéns aos campeões estaduais!

Passei a tarde usando o controle remoto.

Sabia que em São Paulo e no Rio de Janeiro a taça de campeão já tinha destino certo e  aproveitei para ver um pouco de outras decisões.

Não faltaram emoções noutras finais.

Santos!!!!

Não me venha dizer que a conquista santista foi injusta porque o apitador errou ao dar pênalti do segundo gol do Peixe!

Esse tipo de falha do soprador não pode acontecer, mas certamente, sem ela, a conquista do Peixe seria tão tranquila quanto foi.

Parabéns ao Peixe pelo tri!

Tricolor!

O Fluminense, melhor equipe carioca e forte candidata ao título da Libertadores, também não levou sustos para confirmar o título contra o Glorioso! Conquista indiscutível do Tricolor!

Internacional!

Na decisão gaúcha, o Caxias atuou melhor no primeiro tempo. Dorival colocou D’Alessandro e Dagoberto na etapa complementar, o Colorado creesceu e confirmou o favoritismo.

Gaaaaaaalo!

O Atlético fez 3 no Coelho. Desde o início do torneio nas Minas Gerais o time de Cuca mostrou mais regularidade que os concorrentes. A vitória por 3×0 contra o América deixou clara quem merecia o troféu de campeão. Parabéns pela conquista!

Coritiba!

Decisão equilibrada, sem gols, resolvida nas cobranças de pênaltis. Só o equatoriano Guerron errou na série alternada! A torcida coxa-branca comemorou muito no Couto Pereira lotado. Conquista dramática é mais prazerosa.

Santa Cruz!!!

E por falar em drama e dificuldade, a nação Cobra Coral enlouqueceu por causa do bicampeonato pernambucano.

Jogo emocionante, que terminou com vitória do Santa Cruz por 3×2, na casa do Sport, com o grande rival precisando apenas do empate para ser campeão,

Baêa!

O 3×3 contra o Vitória bastou para o Bahia, após onze, anos, festejar a conquista do  estadual!

Jogo com 6 gols, duas viradas, 5 expulsões e 7 cartões amarelos. Será que foi emocionante (heheehe!)

Parabéns ao Bahia!

Goiás e Ceará!

Não vi os jogos, mas sei que foram sofridos.

O Dragão saiu na frente no primeiro tempo, os esmeraldinos empataram na etapa complementar e foram campeões. O Goiás vencera os dois confrontos entre eles na fase de classificação e empatou as duas finais. Título indiscutível.

O Fortaleza, mesmo com um jogador a menos, fez 1×0, mas não aguentou a pressão do Vovô, que empatou e garantiu a conquista!

Parabéns ao Ceará e ao Goiás!

Avaí!

O regulamento do campeonato de Santa Catarina é ridículo. Porém, como bem diz o ditado, o combinado não é caro.

Questiono o formato do torneio e não a conquista do o time do coração do mito Guga Kuerten porque foi superior  nos jogos decisivos.

Parabéns ao campeão Avaí!

Escrito por Vitor Birner às 18:43 Vitor Birner 47 Comentários