6 nov

Legal e imoral

De primeira

Por Paulinho 

Existem situações que são legais juridicamente, mas imorais e antiéticas para a sociedade.

Jornalista fazer “merchan” é uma delas.

Dirigente ser dono de vínculo de atleta de futebol é outro exemplo.

Durante muito tempo isso vem acontecendo no Corinthians.

Osmar Stabile, conselheiro do clube é dono do vínculo do jogador Wilson.

O próprio conselheiro já admitiu e ontem, no Programa Mesa Redonda, Andrés Sanches confirmou.

O próprio presidente do Corinthians é citado no clube como detentor dos direitos de Coelho e Dinelson.

Nunca foi provado nada, é obvio, e Andrés desmente sempre que perguntado.

A última imoralidade foi revelada hoje.

Segundo fontes do clube, o conselheiro “Papagaio” seria o dono do vínculo do jogador Finazzi.

Na Folha de São Paulo desta segunda-feira foi noticiado que ele e Paulinho do “Ouro” foram os responsáveis pela transação.

Se você fosse treinador de futebol se sentiria a vontade para treinar e escalar jogadores que tivessem vínculo com dirigentes de seu clube ?

Eis é a questão.

12 respostas a Legal e imoral

  1. Maurício disse:

    Desde quando a sociedade acha imoral e antiético um jornalista fazer merchan? Eles fazem isto desde que o mundo é mundo, ou vc já se esqueceu de quantos locutores nas transmissões de rádio citam os nomes das empresas patrocinadoras. Isto também é merchan. Não queira transferir para a sociedade uma birra, que seu mentor intelectual, o Juca Kfouri, tem. Pelos salários pagos aos jornalistas esportivos, a maioria, para viver com uma mínimo e descência, tem que se virar e o merchan é uma boa fonte de renda. Quanto ao resto, concordo e espero, que as novas regulamentações da FIFA, que vem por ai, possam acabar com esta farra.

  2. Sandro Lopes disse:

    Tudo bem fazer "merchan" pode até ser algo normal para quem ganha pouco ou algo parecido, mas se o apresentador já ganha rios de dinheiro e o programa que dura 45 min. tem 30 min. só de "merchan" ai é imoral mesmo, na verdade é mais fácil começar a fazer um programa ao estilo "shop alguma coisa" e no meio dos "merchans" passar os gols da rodada. Lamentável.
    E como disse o Dr Adams na reprise do excelente Roda Viva da TV cultura: "TV is GARBAGE".

    Abraços CORINTHIANOS

  3. Joao Paulo Benini disse:

    Faz tempo que isso ocorre no Timao. Ta passada da hora de dar um basta. O mais interessante eh o quilate dos atletas "presos" aos cartolas. Wilson, Coelho, Dinelson, Finazzi……. nem pra comprar vinculos com jogadores promissores esses caras servem.

  4. Pedro Moraes disse:

    O tal Mauricio ou nao sabe o que é jornalismo, ou nao sabe o que é etica. imagine-se boris casoy interrompendo reportagem de acidente aereo da tam para falar que com a gol voce voa mais barato. Imagine-se materia sobre alcoolismo interrompida por um 'skol desce mais redondo', pronunciada pela mesma voz. a condicao para a propaganda subsidiar o jornalismo é que nao haja interferencia na linha editorial, nem confusao entre informacao jornalistica e propaganda. com o jornalista vendedor, isso é impossivel.

  5. Ainda acho legítimo, porém anti-ético jornalista receber dinheiro do entrevistado e ainda documentar!!! Isso sim se configura como uma completa falta de ética e respeito pela profissão.

  6. Evandro disse:

    O que é fazer mercham? Pois aqui no seu blog tem um anúncio da Nike. Na ESPN Brasil existem comerciais que patrocinam o canal. Na Jovem Pan o carsughi empresta a sua voz à vários anúncios, assim como faz o Milton Neves.

    Tirando o discurso cheio de hipocrisia do kfouri, esse sim um ser nefasto, esse negócio de mercham é tudo a mesma coisa. Toda a imprensa depende de anunciantes, o leitor vem em segundo lugar.

  7. Paulinho disse:

    Você esta confundindo patrocinio com merchan

  8. Paulinho disse:

    De quem você fala ? Conheço um jornalista que cobra para falar de jogador de amigo empresário, mas só recebe quando a negociação é concretizada

  9. Paulinho disse:

    Patrocinio é diferente de merchan. Não ouça o que Mentirosos Natos costuma dizer, você vai aprender errado

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