De Vitor Birner
O Lyon anunciou em seu site oficial que o volante Fábio Santos jogará seis meses no São Paulo.
O negócio está acertado, mas o contrato ainda não foi assinado.
Por isso, no Morumbi, ninguém divulgou a transação.
O mercado do futebol exige tal cautela.
Muita gente esqueceu,mas o próprio clube, na época pessimamente administrado por Fernando Casal De Rey, chegou a contratar Renato Gaúcho quando era atleta.
Ele se apresentou, mostrou, mas não vestiu a camisa vermelha, preta e branca.
Depois do “show”, renato foi defender o tricolor carioca.
Conseguiu arrancar um troco a mais com a encenação.
E na época o atleta era escravo, não havia a Lei Pelé ( entrou em vigor em 2001).
Hoje há mais liberdade e dinheiro.
Mas como praticamente são os mesmos mandatários em Clubes, Federações e Confederações, o atleta continua desconfiando dos cartolas, enquanto esses passaram a ter relações frágeis com jogadores e seus empresários.
Assim é o mercado do futebol.
O profissional vai para onde interessa mais.
Falta pouquíssimo, “apenas” as formalidades legais, para Fábio Santos defender o tricampeão da América na busca pelo tetra.
Bom reforço.
Fábio Santos é volante nato, uma carência do elenco são-paulino.
Hernanes e Richarlyson fizeram um brasileirão muito bom, só que o sistema de marcação deu certo por conta da velocidade dos zagueiros.
Miranda foi volante no Coritiba. Breno e Alex Silva atuaram na meia noutros tempos. Juninho não é tão rápido quanto Breno e André Dias também é pesado.
Se estiver bem, Fábio Santos será útil.
Se trata de um profissional competente e não brilhante.



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Fraco, bate demais e é despirocado. Mas mesmo assim é endeusado pela mídia, afinal, foi para o famigerado São Paulo Fashion Week.
Birner, você "rifaria" o Hernanes do seu time da libertadores?? O meia poderia ser o D´Alessandro? Abraço
Claríssimo Birner!Eu penso futebol profissional,desde sempre,como um multifacetado universo!Tem os times,(o meu é,graças aDeus,o são PauloF.C) as torcidas,uniformizadas ou não,as diretorias,os colunistas,os jogos,um por um e o melhor:os jogadores.que são quem nos deixam pra sempre encantados com alguma jogada fantástica,um passe,postura(sendo um sessentão guardo comigo as gratificantes figuras de Zizinho e Canhoteiro,mas tambem guardo dino Sani e Amaury Marreco.Hoje em dia o lúdico do "esporte bretão" mudou.Hoje ,alem dos resultados favoráveis,interessa tambem ver"os lançamentos,os novos modelos…portanto,pra mim,a taça São Paulo é tão legal de assistir quanto o "profissa"…e mais…tem que emprestar o Sergio Mota pra "pegar jogo"..como fizeram com o Serginho há anos atrás,voltou um craque.Agora é a hora de apostar no Kazumba…lateral esquerdo,jogou muito o ano passado,depois não o vi mais,parece que jogou como titular do Juventude,mas nem sei se jogou bem ou mal,na verdade pouco importa,parecia o Cafu jogando,agora mais "canchado"…deve estar melhor…e creio que deveria ser dada uma nova oportunidade pro Jadilson,ninguem desaprende eo Dario Pereira demorou 1 ano pra começar a jogar bem,portanto….
Birner, segue abaixo um texto meu sobre futebol, para passar pelo crivo de vocês e, quem sabe, ser postado:
ABOBRINHA
Lourival Antonio Cristofoletti
Lourival.cristof@uol.com.br
Isso foi lá na década de 60 (O Morumbi nem tava pronto, ainda). Morando no interior de São Paulo, ele tinha duas coisas na vida: o sonho de ser ponta-esquerda (naquele tempo existia essa posição) e o apelido de Abobrinha (não sei se pelo formato da sua cabeça ou pela proeminência da sua barriga). A vida era meio ingrata com ele, mas não ligava: ganhava pouco, mas se divertia. Adorava jogar futebol, mas tinha pés desobedientes: eles nunca cumpriam o que o cérebro dele (não tão desenvolvido) mandava.
Era dedicado ao time: antes do início dos jogos (era sempre o primeiro a chegar) fazia as marcas de cal no campo e colocava as redes remendadas nas traves. Após a partida, levava os uniformes para serem lavados e passados por sua mulher (na segunda o varal do quintal da casa dele era uma festa).
Por tanta dedicação ao time o pessoal o deixava ser reserva (dos aspirantes, outra prática que caiu de moda). Depois da preparação do campo, Abobrinha colocava todos os paramentos: faixa nos pés (e se ele entrasse naquele jogo?), sunga preta (dobrada por cima do calção, como os jogadores dos grandes times faziam), calção, meião (com furo na ponta do dedão), chuteiras (novas). Só não vestia a camisa reserva (o time só tinha onze camisas).
Fazia um aquecimento prolongado: teria que estar pronto para jogar a qualquer momento (o triste da estória é que nunca ninguém se machucava). A bem da verdade, naquele ano (já era final de novembro), Abobrinha ainda estava invicto (não tinha entrado em campo nenhuma vez, nem por um minuto). A fé e a esperança não morrem nunca, pelo menos para o Abobrinha.
Naquele domingo era diferente: desde cedo pressentia que seria um grande dia, futebolisticamente falando. Chegou no início da tarde, fez tudo o que sempre fazia, mas um fato o deixou mais feliz: faltavam alguns minutos para começar a preliminar e, contando ele, só tinham onze jogadores. Rezou um pouco, para não se machucar e, também, para que não chegasse, pelo amor de Deus, mais nenhum jogador. E não é que Deus atendeu a segunda parte do seu pedido?
E esse tempo que não passava. O juiz, um andeirinha (só tinha um) e o outro time estavam prontos no campo: Abobrinha ficou preocupado porque o técnico distribuía as camisas (elas não tinham número) e já estava entregando a do volante. Aí ele, com alto espírito de equipe, pensou: “Vou para o sacrifício: terei que jogar em outra posição”.
Distribuída a penúltima camisa para o capitão do time, o técnico deu as últimas instruções e mandou o time a campo. Depois, passou a mão na cabeça, chamou Abobrinha em particular e o fulminou: “Não conheço o time deles, Bobra: por via das dúvidas, por segurança, vamos começar com dez. No final do jogo, se a gente abrir uma boa vantagem, você entra”.
Não chegou mais ninguém, mas não foi dessa vez que ele entrou: o time venceu só por 4 a 2. Afinal de contas, prudência e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém: não se podia correr o risco de comprometer um resultado por conta de um arroubo, uma ousadia.
E assim, Abobrinha continuou sendo muito importante para o time, na sua função tática especial extra-campo. E se consolava: “Vou continuar a manter a boa forma.”. E filosofava: “O amanhã a Deus pertence.” E continuava: “Ninguém nasce bom em tudo”. Pelo menos nas fotos do time, ele sempre saía (era o mais antigo do time). E convenhamos, fora de campo, Abobrinha continuava insuperável, insubstituível.
Eu ouvi o moço falando hj à noite (ou melhor, ontem à noite), no CBN Esporte Clube e só sei de uma coisa: se ele tiver com os pés a mesma performance que tem com a voz, bravo ao SPFC!
Que linda voz!
Tão linda que, por segundos, até me esqueci do irresistível sotaque do Éboli.
rs*
Parabéns ao SPFC pela 'aquisição'.