De Luiz Fernando Bindi
Fundado em 26 de abril de 1903, o time da capital espanhola surgiu por idéia de quatro estudantes bascos (Ramón de Arancibia y Lebarri, Ignacio Gortázar y Manso, Ricardo Gortázar y Manso e Manuel de Goyarrola y Alderna) que moravam em Madrid e que torciam para o Atlético de Bilbao: inclusive, os times não se enfrentaram até 1907, já que ambos eram considerados filiais.
Depois de algumas boas temporadas em La Liga (o campeonato nacional espanhol, criado em 1928), o time entrou em graver crise financeira, salvo apenas após uma fusão com o Aviación Nacional, dando origem ao Athletic Aviación de Madrid. Depois de uma interrupção de quatro anos devido à Guerra Civil Espanhola, o torneio volta ser disputado na temporada 1939-1940, quando o a Athletic Aviación sagra-se campeão, vitória repetida na temporada seguinte, quando o nome do time já era Atlético Aviacion, graças a decreto de nacionalização de nomes baixado pelo ditador Francisco Franco. Seis anos depois, o clube passou a se chamar oficialmente Club Atlético de Madrid, com o objetivo de se dissociar do militarismo.
Se na década de 1950 Los Colchoneros, apelido derivado da camisa do Atlético, que lembra a padronagem de um colchão, não ganharam muitos títulos (com exceção de 1950 e 1951, quando foram campeões sob a batuta do lendário técnico Helenio Herrera), na década de 1960 e 1970 eles tiveram seus tempos mais gloriosos, que reuniram quatro títulos espanhóis (1965–1966, 1969–1970, 1972–1973 e 1976–1977), quatro Copas do Rei (1960–1961, 1964–1965, 1971–1972 e 1975–1976) e um vice-campeonato da hoje Liga dos Campeões (1973–1974), quando foram derrotados pelo Bayern de Munique.
Como os alemães recusaram-se a jogar a Copa Intercontinental, o Atlético de Madrid o fez, contra os argentinos do Independiente. E venceu, com gols de Javier Irureta e Rubén Ayala e o comando do técnico Luís Aragonés, atual técnico da seleção espanhola.
Nas décadas seguintes, Los Rojiblancos ganharam alguns títulos esparsos, especialmente na gloriosa temporada 1995–1996, em que venceram o Campeonato Espanhol e a Copa do Rei. Com uma gerência algo catastrófica do controverso dirigente Jesús Gil y Gil, o time acabou rebaixado na temporada 1999-2000, voltando apenas dois anos depois.
Atualmente, depois de revelar Fernando Torres (hoje no Liverpool) as esperanças madrilenhas estão depositadas no argentino Sergio “Kún” Agüero, que já aparece como grande ídolo do futebol do Atlético nos últimos anos.
Uma ursa escalando uma árvore ilustra o escudo do Atlético de Madrid. O uso do animal no escudo é um empréstimo da representação do brasão de Madrid.
Havia enorme quantidade de ursos na região que hoje é a capital da Espanha, e a árvore representa uma decisão governamental ocorrida em 1222, quando se dividiu as terras da cidade pelo seguinte critério: a igreja tomaria posse da área onde havia pastagem e onde houvesse árvores seria propriedade popular. Escolheu-se um pé de medronheiros (árvore cujos frutos se assemelham a um morango) pela abundância desse tipo de vegetação em toda a cidade.



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Valeu Bindi!
Adoro essas histórias.
Sugestão: Conte algumas histórias de clubes húngaros, terra da minha família.
Abraço!
Duas dúvidas: O Real é o que é graças ao apoio vergonhoso da ditadura Franquista. O Atletico também tem uma algo de podre , ou é o "time do bem " de Madri?E, segundo, a maior rivalidade para os madridistas é com o distante barcelona ou com o vizinho Atlético?è só ver que o maior inimigo do Manchester Utd não é Liverpool ou Arsenal, mas o pequeno irmaõ Manchester City.Valeusk
Opa! Sugestão anotada.
Bindi, mais um post muito legal sobre os clubes estrangeiros. Bem que você poderia fazer um livro sobre clubes estrangeiros, hein? Não tem nada no mercado nacional, que eu saiba. Abraços!
Ótimo texto, Bindi. Parabéns! Gostaria que esse tipo de matéria tivesse publicação mais recente no blog. Aproveitando o rastro do Atlético de Madrid, gostaria de ler um sobre o Athletic Bilbao, citado neste post.
Abraço!
Depois do rebaixamento e da prisao do Gil y Gil, uma nova diretoria entrou no Atlético e fez um plano muito interessante para levar o time de volta à primeira divisao chamado "1 añito en el infierno" (que acabou virando 2 añitos en el infierno pois o time nao conseguiu subir na primeira tentativa). O ponto principal desse planejamento foi a tentativa da direçao de se aproximar dos torcedores, inclusive com anúncios na televisao como esse: http://br.youtube.com/watch?v=8CWQEcs5R7g&fea… que tenta mostrar que o sentimento pelo time é muito grande…!
Em tempo, no primeiro ano na segunda, o Atlético conseguiu aumentar o número de torcedores "abonados", aqueles que compram o carne para assistirem a todos os jogos da temporada…
Valeu, Rodrigo!
Falarei sobre o Bilbao, afinal, é meu time na Espanha!
Quem sabe, João. Quem sabe.
Questão de oportunidade.
A rivalidade dos torcedores do Real é muito forte com o Barça e dos torcedores do Atlético, com o Real.
Legal msmo!
Estou só esperando o POST sobre o Bilbao, o lado revolucionário do Bilbao.
Abraços!
Saudades Bindi.