A história da Eurocopa – Introdução
De Vitor Birner
No sábado, começará a Eurocopa.
Felipe dos Santos é o convidado do blog para acrescentar informações sobre o melhor campeonato continental de seleções.
Nem se a cartolagem das Américas, Ásia, Oceania e África decidisse organizar uma competição com os melhores, mas sem os europeus, conseguiria criar um torneio que comparável ao do Europeus.
Felipe contará a história do campeonato.
Hoje, ele começa com a introdução.
Vale conferir .
De Felipe dos Santos
“Uma Copa do Mundo, sem Brasil nem Argentina”. Assim a Eurocopa é descrita por vários meios de comunicação. Dentre vários clichês que o futebol tem, este é um dos mais repetidos. Mas não sem razão.
Verdade que outros torneios de seleções tenham, talvez, mais tradição. Por exemplo, a Copa América, iniciada em 1916, para não falar da própria Copa do Mundo.
Todavia, durante sua história de 48 anos – ou 50, se contarmos a duração de suas eliminatórias -, a Eurocopa construiu a merecida fama do maior torneio continental envolvendo seleções, após os Mundiais. Por fatores como as seleções que nela fizeram história (para ficar em apenas duas, a Holanda de 1988 e a França de 2000), o regulamento enxuto e compreensível (dezesseis times, formando quatro grupos, dois classificados de cada chave para as quartas-de-final, daí progredindo para semifinais e a final) e a periodicidade bem definida (início das eliminatórias logo após a Copas do Mundo, torneio final disputado em anos olímpicos, sempre assim, desde 1958).
A idéia de um campeonato europeu de seleções surgiu muito antes de ser concretizada: já em 1927, o francês Henri Delaunay, secretário-geral da federação de seu país, sugeriu à FIFA, em parceria com o técnico austríaco Hugo Meisl, a fundação de uma Taça da Europa, a ser disputada simultaneamente às Copas, com eliminatórias bienais.
Entretanto, a idéia caiu no ostracismo, tanto pela ausência de uma confederação européia de futebol, quanto pelo temor da FIFA de que a competição esvaziasse o interesse pelos Mundiais (alguém aí falou em torneio olímpico?).
Somente quando fundaram a UEFA , em 1954, a sugestão foi levada adiante. O próprio Henri Delaunay a encampou novamente, agora como secretário geral da recém-fundada entidade.
Com algumas alterações no projeto inicial – como desistir da disputa concomitante com as Copas e um formato menor – e incentivos como o do jornal francês L’Equipe (por sinal, o mesmo em que trabalhava Gabriel Hanot, idealizador da Liga dos Campeões), foi questão de tempo para o torneio ser oficializado. Nem mesmo a morte de Delaunay, em 1955, retardou o desenvolvimento da idéia: seu filho, Pierre, o substituiu na secretaria geral da UEFA, sendo nomeado chefe do comitê de organização da Taça das Nações Européias (primeiro nome da Euro).
E, em 1958, o torneio foi lançado, com as primeiras eliminatórias, para que a fase final ocorresse em 1960. Como homenagem ao pai da Euro, o troféu da compertição ganhou o nome de Henri Delaunay.
No princípio, o torneio final contava com apenas quatro equipes. Elas disputavam semifinais e final em jogos de ida e volta em cada país, O formato atual foi implantado em 1968. A quantidade de times aumentou para oito em 1980, e para dezesseis, em 1996, quando surgiram as quartas-de-final.
E daí progrediu a História da Eurocopa, que será contada a partir de hoje, em dez capítulos.



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Boa Felipe !!!
Comentário por Paulinho — 02/06/2008 @ 2:05
Curioso notar, Felipe, que as principais competições esportivas do planeta foram idealizadas por franceses. Além dos mencionados por ti no texto, os outros são Jules Rimet (Copa do Mundo) e Barão de Coubertin (Jogos Olímpicos).
Comentário por Conrado — 02/06/2008 @ 2:20
Muito legal a história da Euro; tradicional e muito melhor organizada que a nossa Copa América infelizmente…Vcs não acham que a CAmérica tb deveria ser realizada de 4 em 4 anos, se não junto À Euro, mas com essa periodicidade?
Comentário por Alexandre — 02/06/2008 @ 10:08
Aqui nos EUA os apaixonados por SOCCER – que nao sao poucos conforme diz a midia esportiva no Brasil – aguarda com ansiedade. No ultimo domingo foi reportagem de pagina inteira no Washington Post. Para os padroes americanos, e’ muita coisa.
Comentário por antonio sergio — 02/06/2008 @ 12:32
Que inveja! Positiva é claro! Enquanto nós sul-americanos vemos as pobres eliminatórias, os Europeus podem ver Copa do Mundo Européia.
Tomara que sejam jogaços!
Abraço.
Daniela
Comentário por Daniela — 02/06/2008 @ 14:54
Desculpe, não aguentei…ainda bem (pra eles) que não tem o Brasil e Argentina, porque senão….já viu né…o Brasil seria Penta e a Argentina Penta…
O nível de organização é extraordinário. Mas, se não fosse o fato que envolvessem os países que adoramos, Portugal, Itália, França, Inglaterra, a análise é de um campeonato com um nível técnico muito ruim. Peladas. não me lembro de um jogo em Eurocopa melhor que a final Corinthians X Santos de 2002 ou qq jogo do Mengo dos anos 80, o Tricolor de Raí, o Galo de Reinaldo, o Verdão da Parmalat, entre outros tantos. Sejam sinceros, do fundo do coração de vcs, é muito ruim, tecnicamente, a Eurocopa. Se pelo menos, eles pudessem emprestar os jogadores argentinos e brasileiros que jogam em seus países…
Comentário por Flavio Adjuto — 02/06/2008 @ 18:43
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