Consciência Negra
De Vitor Birner
Que o Dia da Consciência Negra, transformado em feriado, sirva para reflexão, além dos nobres descanso e diversão.
É bom observarmos nossos próprios pensamentos e ações.
O Brasil é preconceituoso.
Negros, aqui, ainda são vistos por muita gente de maneira preconceituosa.
Quantos garotos de classe alta ou média, de família européia, podem namorar, sem o olhar diferente dos pais, com uma garota negra?
Netos mulatos assustam?
Uma pena.
Isso é ridículo, desrespeitoso, cruel, injusto…
Ainda acho que o maior preconceito, aqui, é o social.
Pense na mesma situação acima, e os pais saindo do belo apartamento para o bairro pobre no jantar em que a as famílias se conhecem.
Tudo bem? Nenhum pensamento diferente, negativo?
Ricos e pobres são vistos e tratados de maneiras distintas.
Que a dura luta de quem, aos poucos, destrói a visão distorcida e injustificável contra negros , sirva de exemplo para o Brasil acabar com seus retrógrados, improdutivos , burros e maldosos preconceitos.



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è claro que existe em todas as profissões, mas na imprensa esportiva com o número de atletas negros de destaque aqui no Brasil, o número de profissionais é muito baixo.
birner, dentro de sua carreira como você avalia isso?
Sobre dirigentes e técnicos, creio já termos respostas…
Comentário por Edwin Perez — 20/11/2008 @ 14:27
Birner
Um comentário sobre seu próprio post: porque o menino branco é o rico e a menina negra é a pobre?
Ta aí uma coisa que permeia nosso preconceito. Nós mesmo nem percebemos esse preconceito intrinseco sob o qual nossa sociedade nos educou. Até mesmo quando fazemos comentários com um tom crítico, esbarramos no preconceito, sem ter intenção…
Um abraço
Comentário por Daniel Fonseca — 20/11/2008 @ 14:37
Infelizmente, os feriados nacionais não são celebrados, são apenas curtidos…
Comentário por Danilo Angeloni — 20/11/2008 @ 14:51
Eu… tô trabalhando…
Também acho que no Brasil o preconceito social é maior que o preconceito racial.
Beijos!
Comentário por Monica — 20/11/2008 @ 15:05
É isso aí Vitor, que caia por terra todo tipo de preconceito! Abraço!!!
Comentário por Ediney Aprigio — 20/11/2008 @ 16:45
É isso aí Vitor que caia por terra todo tipo de preconceito! Abraço!!!
Comentário por Ediney Aprigio — 20/11/2008 @ 17:01
Você já namorou uma garota negra?
Comentário por Tri-Mundial!!! — 20/11/2008 @ 17:20
Vitor,
O preconceito, antes de ser social, é de cor mesmo – tenha certeza disso. Um negro, mesmo tendo grana, mesmo pertencendo a uma classe mais abastada, nunca é de fato aceito, nunca de fato é inserido.
Vivi isso por alguns anos, com meu ex-parceiro, que é negro. Entrar em lojas relativamente “chiques” e ver os clientes segurarem, “instintiva” e firmemente suas bolsas, sob os olhos repentinamente atentos dos caixa e dos segurança, era rotina…
Certa vez, ele, que tinha moto, foi comprar cigarro numa banca de jornal e, tendo pedido Marlboro, recebeu da moça do caixa um Derby. Sorriu, gentil como sempre era, e explicou à moça que ele tinha pedido um Marlboro, não um Derby. Ela, olhando para o capacete dele, lançou, imediatamente: “Ah, então, você quer notinha, né?” …
Em restaurantes, então, era revoltante. Os garçons, normalmente, nunca se dirigiam a ele, mas a mim, e eu, que sou meio ‘esquentadinha’, tinha de lembrá-los, de maneira não tão gentil como meu ex, que havia um homem à mesa.
Imagina viver isso no dia a dia. E seria isso que eu teria de viver, caso não tivesse perdido meu bebê. Refleti muito sobre isso tudo, em como eu reagiria aos atos de racismo que teriam sido dirigidos ao meu filho. Não sei se teria a gentileza do meu ex, não.
Nosso país é muito hipócrita.
Todo mundo gosta de negros e negras sambando, jogando em roda de capoeira, em capa da G Magazine ou da Playboy, para transar escondido, tipo aventura proibida, como fetiche secreto (aliás, na minha opinião, fetiche sexual por negros/negras é algo tão racista quanto a aversão a eles), mas para namorar, imagina!!!!
Temos muito, muito mesmo a evoluir nisso.
Os espíritos ainda são muito, muito estreitos, sobretudo, ouso dizer, aqui em, São Paulo, onde o preconceito é escarrado, explicitado e declarado sem nenhum pudor – não só contra os negros, como também contra os nordestinos.
(A propósito, você já assitiu o filme “Quanto vale ou é por quilo?”. Vale a pena).
beijo,
d.
Comentário por DeboraH — 20/11/2008 @ 17:55
Birner, nosso país seguramente está entre os que mais tem feriados no mundo. Infelizmente eles acabam mais servindo para o descanso de muitos, enorme redução na capacidade de produção da nossa economia e pouquíssima reflexao em casos como o deste feriado.
O Brasil é um país muito preconceituoso, o pior é que é aquele preconceito camuflado, mais difícil de se combater.
Textos como este seu sempre serão uma ajuda para a reflexao e mudança de conciencia de nossa populaçao.
Um grande abraço.
Comentário por Rogério dos Santos - Manaus — 20/11/2008 @ 18:45
Perfeito,cara!
Comentário por AUGUSTO CESAR — 20/11/2008 @ 21:59
Muito melhor do que, por ogulho intelectual, rechaçar a a identificação com a praga imposta pelos séculos através de valores estúpidos e desprovidos de qualquer tipo de inteligência, é assumi-la e lutar contra ela. Da mesma forma que, para ser sábio é preciso ter consciência de que nada sabe, neste caso é preciso saber que é preconceituoso para então deixar de ser. E com coerência, isto serve para seres humanos de todas as raças e etnias.
Comentário por Leandro Gouveia — 21/11/2008 @ 8:01
Faço minhas as suas palavras!
Preconceito é o maior exemplo de BURRICE que pode existir.
Abraço,
Comentário por Erick Medeiros — 21/11/2008 @ 8:15
Como é bom ver alguem dizer claramente QUE O BRASIL É PRECONCEITUOSO SIM!!!
Os numeros do IBGE relatam isso.
Dizem que o maior preconceito é social, olha quem está na base da piramide.
E o pior, sem chance de subir.
É por conta disso, que por mais que eu deteste samba, funck e bregas, fico feliz quando um negrão faz sucesso e ascende socialmente.
E viva as COTAS!!!
Comentário por VILDER — 21/11/2008 @ 8:16
Big Birner,
Na minha modesta opinião. O preconceito social/financeiro é beeeeeeem maior que o racial no Brasil. Pior…não é combatido com proporcional intensidade e é até considerável aceitável por parte da população.
Abraços,
Comentário por José R. Albuquerque — 21/11/2008 @ 9:25
Concordo com quase tudo que todos disseram aqui, porém existem coisas que discordo.
Por exemplo a tal história das cotas. Pra mim, as cotas em faculdades, por exemplo, são uma forma de “propagar” o preconceito, de certa forma. Pois ocorre que aqueles que já são preconceituosos, vão olhar os negros dentro da faculdade e dizer “Ah, aquele ali
só entrou por causa da cota”. E, pq não, pode ocorrer o inverso também, pode ocorrer de o negro não se esforçar tanto quanto o branco para se especializar e entrar na faculdade, pois ele sabe que vai entrar pelo “sistema de cotas”. Seria algo semelhante ao que ocorre com aquela Bolsa Família do Governo, onde pessoas deixam de aceitar propostas de emprego para não perderem a bolsa oferecida pelo Governo.
Gente, por favor, não me entendam mal, mas essa coisa da “cota” PRA MIM não faz sentido, apesar de todo o preconceito que vivenciamos.
É a mesma coisa de a USP (por exemplo) ter uma “cota para nordestinos”, outra “cota para homossexuais”… gente, isso faz propagar E MUITO o preconceito ao meu ver.
Não sei quanto a opinião dos amigos do blog, mas é isso que penso sobre este tema das cotas.
Abraço,
Comentário por Erick Medeiros — 21/11/2008 @ 11:59
Para começo de conversa esse feriado é um preconceito…
As cotas como o mocinho de cima citou, também são…
o Brasil é preconceituoso até quando tenta o contrário.
Direitos iguais a brancos, pretos, amarelos e tudo mais.
Você não leu errado VB: Pretos sim! Qual o problema?! Eu teria muito orgulho de carregar um black power na cabeça, de bater no braço e falar “Eu sou a cara do Brasil, eu sou o Brasil”… (mas não sou… tenho mais é cara de Japão, ou de nada, sei lá… sou uma vira lata, isso sim, hehehe)
Minhas melhores amigas são pretas que passam chapinha no cabelo. Claro, sou totalmente a favor da diversidade… quer passar chapinha?! pô, passa… mas que é muito mais lindo um cacheado, um black, umas tranças… não tenha dúvidas! (minha opinião, evidente)
Só acho que nós estamos muuuuito longe do idealizado.
Mesmo assim, força brasil! Um dia a gente chega lá!
beijão
Comentário por Lilian Nomura — 21/11/2008 @ 16:19
Hipocrisia de quem teima em querer lidar com uma realidade cada vez mais viva. Preconceito existe e esta’ aqui para ficar. Nao importa que eu e voce achemos um absurdo se odiar por causa da cor, credo ou posicao social. Eu vivo nos Estados Unidos onde o racismo e’ discutido de maneira bem mais aberta. Aqui, os brancos me dizem nao gostarem dos negros e ponto final e os negros tambem dizem nao gostar dos brancos, ambos nao gostam dos latinos e todos tem uma duzia de razoes amparando seus pontos de vista. No Brasil, no entanto, se resolve tudo com uma lei, preconceito e’ crime. Claro, o que importa e’ processar e nao discutir as razoes que levam pessoas diferentes a se odiar, tipico do Brasil. Racismo ou qualquer preconceito e’ uma questao muito complexa pra ser criticada por qualquer um, eu, por exemplo, nao gosto de judeus em geral, acho que e’ um povo que educa suas criancas a pensarem que sao seres humanos superiores aos nao judeus e eu nao aceito que filho da mae nenhum me diga que e’ melhor do que eu porque eu nao me acho mais gente do que ninguem. Preconceito nao deve ser um caso encerrado, deve estar aberto a discussao, bem aberto.
Comentário por sergio lima — 22/11/2008 @ 23:22
Olá, Sérgio.
Concordo com você de que o tema preconceito deva ser aberto à discussão sem pudores e que comecemos a assumir os nossos próprios – todos os temos, em maior ou menor medida. E ter consciência deles nos ajuda a trabalhá-los. E se acho que devemos trabalhá-los, não é porque sou politicamente correta, nem porque sou do bem ou boazinha. É simplesmente porque ter proconceito reduz absurdamente nossa percepção do outro, do mundo, da vida. E isso eu não consigo aceitar, passar uma vida fechando um leque enorme de possibilidades porque nosso cérebro (tantas vezes burro e reducionista!) decidiu colocar milhões de pessoas diferentes sob um mesmo rótulo e ali as encerrou num conceito pré-definido (e, acredite, não falo disso teoricamente, já que tenho aberto muito, com muito trabalho!, minha percepção em relação a 50% dos meus gens, dos quais eu tinha certa “vergonha”).
Como posso reduzir a imensa riqueza que é um indivíduo a conceitos vagos construídos histórica e socialmente (ou seja, num jogo pleno de interesses de toda ordem) e formar, a partir deles, um “ELES” ilusório, um rótulo, uma etiqueta? Negro, nordestino, judeu, capitalista, sulista, mauricinho, intelectual, rico, pobre, de direita, de esquerda, latino-americano, roqueiro, sertanejo, bonito, feio, alemão, americano, europeu, brasileiro – e até mesmo homem ou mulher? O que estes rótulos dizem verdadeiramente sobre o indivíduo que, sem tê-lo desejado, é obrigado a carregá-los?
Homem não pode chorar? Mulher não pode escolher ser livre? Nordestino não pode ser inteligente? Negros não podem ser ricos? Judeus não podem ser solidários? Alemães não podem ser tolerantes? Ciganos não podem ser honestos? Gays não podem ser felizes e equilibrados? Feios não podem amar e ser amados?
Isso é assassinar a possibilidade do encontro verdadeiro com o outro. É reduzir todo um universo a uma etiqueta.
Não existe “ELES”,os judeus; “ELES”, os negros; “ELAS”, as mulheres, “ELES”, os homens…
Estamos sempre diante de um universo-indivíduo a ser conhecido, explorado. Estar diante do outro é uma aventura imperdível! Faz sentido recusar o bilhete de entrada, virar as costas, sem sequer olhar para isso tudo?
E, finalmente, a história esta aí para nos mostrar que ser mau-caráter, bandido, corrupto, megalômano ou intolerante nunca foi privilégio de nenhum grupo em especial.
Busque as pessoas nelas mesmas, Sérgio.
Esqueça os rótulos.
Eles só nos fazem escravos de coisas e interesses que não fomos nós que construímos.
Temos cérebro para ser usado de modo inteligente; não para reproduzir asneiras históricas.
Abraço.
d.
Comentário por DeboraH — 23/11/2008 @ 10:48
Concordo com tudo o que vc falou DeboraH, mas, na vida real, no dia a dia, INFELIZMENTE, a maioria dos seres humanos, estes mesmos que destroem o meio onde vivem, estes mesmos que matam outros seres humanos por nada, estes mesmos que SO’ tem problemas e que nao conseguem resolve-los, nao tem a menor ideia do que vc esta falando. O odio do diferente esta cada vez mais vivo e nao esta’ melhorando por que temos um feriado, ao contrario, esta’ cada vez pior. Podemos fazer o que nos quisermos, mas o odio esta aqui para ficar e nao pense que a eleicao de um negro aqui vai fazer alguma diferenca como querem os sonhadores, nao vai. Os ricos sao brancos e o presidente negro vai governar para os brancos ou entao lhe destroem, e’ a realidade do mundo, gostem os sonhadores ou nao. Os poderosos sao preconceituosos e passam a doenca aos de classe media alta e assim vai. Nao sonhe com um mundo igual porque nao vai acontecer e prepare suas criancas a lidar com pessoas que nao gostam de outras pessoas diferentes delas porque isso vai so crescer, na verdade vai explodir, esperes e veras, uma pena, mas a pura realidade, nos seres humanos nao conseguimos mais evoluir em coisa alguma que nao seja tecnica, estamos cada vez mais problematicos aqui dentro de nos e isso e’ um fato. Lamentavel, mas um fato. Pergunte ao Birner o quanto ele e’ odiado aqui so’ por ser Sao Paulino e por expor sua opiniao. Nao me surpreenderia se dia desses nao fosse cercado na rua por um bando de seres humanos considerados normais buscando por uma explicacao que nem de perto tem direito. Odio de seres humanos bonzinhos em seus dias em casa. Sabe DeboraH, nao e’ facil ler sua mensagem e nao ver o quao longe estamos de sermos normais de verdade, pense de verdade, quantos seres humanos vc conhece do jeito que vc descreveu? Isto e’ um problema serissimo, minha cara, um silencio guardado por sociedades hipocritas. Eu tambem tenho nos no estomago quando amigos me mandam e-mails falando de racismo abertamente, mas eu vou fazer o que? Sao pessoas maravilhosas, pais e maes de familia, pessoas que ajudam os menos favorecidos, mas que tem preconceitos, vai entender, eu nao consigo achar explicacoes, talvez vc consiga. Abraco.
Comentário por sergio lima — 24/11/2008 @ 20:00
Sérgio,
Legal vc concordar com minhas idéias. Isso me tranqüiliza.
Sabe, acho que o mundo real nós o criamos.
É como em Matrix.
Eu escolho o mundo onde quero viver.
Eu faço minha parte, eu o mudo.
Acho que a grande revuloção é individual.
É no dois a dois, que se expande.
No ‘eu’ e no ‘tu’.
Só existe, de fato, troca, nesta díade: eu-tu.
O resto é delírio, tenha certeza.
Então, se eu trato o outro como um universo em si mesmo, eu mudo o mundo, sim. ;o)
Agora, quando falei aquilo tudo não foi para mudar o mundo, mas para te convidar a refletir comigo.
E você o fez.
Então, te faço um último convite:
Como vc aqui está e como se preocupa com a possibilidade de nosso querido Vitor Birner (VB) pudesse, quem sabe, sofrer alguma agressão pelo simples fato de ’ser’ sãopaulino, vc. acha que seria justo ele ser agredido por ser judeu???
Este é o convite: repense teus conceitos (pré-conceitos) sobre os judeus, pois admiramos, eu e tu, uma mesma pessoa, que aqui nos acolhe gentilmente e que, por um acaso, é judeu.
Abraço.
DeboraH
Comentário por DeboraH — 25/11/2008 @ 9:50
Cara DeboraH, eu jamais disse que agrediria um Judeu. Eu sei que Vitor e’ Judeu. Minha questao esta’ no fato de eu ter sofrido discriminacao de Judeus quando cheguei aqui nos Estados Unidos. Fiz questao de ir a uma cinagoga e conversei com o rabino que ainda defendeu seu colega de cinagoga. Sou branco, loiro e de olhos azuis, fui criado numa familia de classe media paulista e jamais havia experimentado discriminacao. Embora em minha pesquisa ao termo “gentile” eu nao tenha encontrado nada que mostrasse discriminacao, o proprio rabino me disse que os Judeus tinham o direito de se acharem diferenciados dos “gentiles” e me disse que suas criancas era educadas desta maneira, para se acharem melhores do que os nao judeus, como o cara havia me dito quando me recusara um contrato por eu ser um “gentile”. Desculpe, eu nao sou santo e nao admito que ninguem se ache melhor do que eu, principalmente se baseando nesta idiotice que se chama religiao. Hoje, sete anos depois, eu sou muito bem sucedido em meus negocios e nenhuma de minhas empresas faz negocios com Judeus, cresci concorri e quebrei meu concorrente judeu que me negou o contrato. esta foi a minha escolha, eu sou livre para gostar de todos mas se alguem nao gosta de mim, pode estar certa que eu nao vou gostar de volta e com muita forca, ninguem vai me discriminar por eu ser gentile, latino ou o raio que o parta, NUNCA. Nao me inclua no grupo dos bonzinhos, eu nao sou e nao quero ser. Tambem quero deixar claro que nao acredito no seu ponto de vista de que vc tem que fazer a sua parte, acho isto comodismo e honestamente, fraqueza. Temos que lutar contra esta onda de odio que se espalha pelo mundo de maneira mais agressiva, nada de dar a outra face. Eu vivo num pais onde assisti o odio pelo cara so’ porque ele era negro e seu nome era Hussein. Vejo o que fazem na europa com os marroquinos e imigrantes de outros povos que tentam a vida em paises europeus. O mundo dos bonzinhos, como voce, nao tem chance contra o odio e pode estar certa de que a cor e a origem sao’ apenas desculpas. Logo os caras estarao te odiando porque vc e’ do grupo dos bonzinhos. O odio e’ uma doenca. Doenca que, diga-se, os Judeus adoram ter contra os miseraveis dos palestinos. E’ so’ voce conversar vinte minutos com alguns judeus sobre os palestinos e voce vai ouvir coisas de arrepiar os cabelos. Voces, que vivem no Brasil e acham que o racismo ai e’ bravo, nao tem ideia do que e’ o odio em outros lugares. Da pena, mas, da muuuuito medo do que este mundo ira se transformar. Quanto ao Birner, desculpe, eu acompanho o trabalho dele desde o inicio e sei que ele nao odeia, ao contrario, acho ele muito soft as vezes. Espero que voce tenha percebido as diferencas e entenda que as necessidades e as experiencias que vivemos na vida nos fazem ser o que somos. Talves lhe falte algumas destas porradas, e eu nao desejo isto a voce, para que voce endureca um pouco seu coracao. Eu nao odeio os Judeus, so’ tenho medo deles e nao tenho vergonha de dizer isto, tenho medo deles e de todos estes outros grupos que odeiam. Meu maior conflito interior e’ que amo algumas pessoas que percebi nestas ultimas eleicoes serem partidarias do odio pela cor e pela origem, o que me deixou de coracao partido. Mas o cominho e’ longo e precisamos de poetas como voce e como minha esposa para mostrar que o jardim ainda esta lindo, mas, tambem precisamos de artilharia pesada contra o odio. Abraco.
Comentário por sergio lima — 25/11/2008 @ 13:04
Oi, Sérgio.
Sabe, minha ‘poesia de vida’, que tenho como meu único tesouro, não é baseada em discursos vazios. É baseada no meu percurso de vida.
Lá pelos 5 anos de idade, muito pobre que era, na escola, fui acusada, pelas coleguinhas, de ter roubado um estojo de canetinhas silva-pen (não sei se é da tua época) sob a alegação de que, sendo pobre daquele jeito, elas não poderiam ser de fato minhas.
Vivi 3 anos e meio na França, numa região ‘medonha’, a Lorraine, numa cidade chamada Nancy, onde o Senhor Le Pen, ultra direita-fascista francesa, sempre teve recordes de votação. Lá, eu era diariamente seguida em supermercados, em shoppings e afins pelo simples fato de ter herdado traços mouros dos meus 40% de gens portugueses. Como eu mais parecia, para eles, uma argelina, marroquina ou tunisiana, era vista como ameaçadora. Quando, porém, entrava nestes mesmos lugares, com os mesmos seguranças, com meu então marido típico ‘ariano’ (loiro, alto, olhos verdes), não era sequer notada.
Certa vez, num vagão que ia para a Holanda, eu, a única ‘não ariana’, fui a única a ser acordada por 3 policiais e obrigada a mostrar meu passaporte. Nenhum dos demais foi importunado; inclusive, meu então marido ‘ariano’, brasileiro como eu.
Numa viagem para Rep. Tcheca, fiquei com meu passaporte retido por mais de meia-hora num posto policial, para averiguação. Estava num ônibus e só meu passaporte foi pedido.
Outra vez, num jantar do time de volley do meu então marido, ainda na França, numa mesa cheia de gente, ao saber que eu era brasileira, um francês simplesmente me olhou e, trocando imediatamente a forma de tratamento polida (’vous’) pela ‘íntima’ (’tu’), me perguntou, na lata, meio que salivando, se eu gostava de sexo anal…
Como mulher independente, dona do meu destino, divorciada duas vezes, vivo, nos meus afetos, uma série de pequenos dramas e dificuldades advindas da nossa cultura machista, incrustada nos gens da maioria dos homens daqui que, inseguros, meninos crescidos, temem uma mulher mais que a própria mãe…
Nem por isso, Sérgio, desisto de me relacionar com homens brasileiros. Não me revoltei e me ‘tornei’ lésbica. Não odeio os europeus, trabalho com franceses, dou aula a pessoas poderosíssimas, do ponto de vista econômico.
Seria um absurdo que eu, por algumas experiências pontuais vividas, excluísse todo um grupo de pessoas só porque elas estão sob a mesma ‘etiqueta’. E mesmo que, por exemplo, fosse comprovado que a maioria esmagadora dos homens é insegura e machista, esta maioria nunca representaria a totalidade.
É disso que falo.
Não é movida pela maioria que me incluo no mundo.
Esta é a lógica do ódio, esta é a lógica das guerras.
Combater a ignorância com ignorância é a coisa mais absurda que possa haver.
Temos lobo frontal, não só cerebelo.
Temos que usá-lo. Somos humanos, não animais reativos e instintivos.
Grupos são entidades virtuais, que não existem de fato.
São coisa relativa, não absoluta.
Acreditar nesta virtualidade é viver pequeno; é perder o melhor da vida.
Grande abraço,
DeboraH
Comentário por DeboraH — 27/11/2008 @ 8:16
ôps!
Acho que errei o nome da estrutura.
Não é cerebelo.
Deve ser o hipotálamo.
rs*
Comentário por DeboraH — 27/11/2008 @ 8:24
Que otimo , muito interessante, preconceito e um absurdo, a humanidade se diminui com este tipo de atitude, todos necessitam de oportunidades e principalmente respeito, assim o brasil nao evolui e tem muito a aprender.
Comentário por mari — 28/11/2008 @ 22:47
Parabens, DeboraH. Voce e’ mesmo boazinha. Parabens. Eu sou o capeta, ignorante e bla bla bla bla bla bla. Nao tenho mais tempo pra nosso debate. Voce venceu, vc e’ otima mesmo com palavras, parabens. Continue conversando, conversando, conversando….
Comentário por sergio lima — 29/11/2008 @ 0:15
rs…
seja feliz, Sérgio.
Abraço.
Comentário por DeboraH — 29/11/2008 @ 6:20
Já que o seu blog fala, comumente, de futebol, falemos também do preconceito racial (na minha opinião, inadmissível) no futebol. O PRIMEIRO CLUBE A ACEITAR NEGROS NO FUTEBOL FOI O VASCO. O CLUBE DA DEMOCRACIA, QUE DÁ CARTÃO VERMELHO PARA O PRECONCEITO, PARA A DISCRIMINAÇÃO. O BICAMPEÃO DA AMÉRICA E TETRABRASILEIRO ESTÁ NA 2ª DIVISÃO, MAS SUA GLORIOSA E HONROSA HISTÓRIA DE LUTAS E VITÓRIAS NÃO PODE SER ESQUECIDA. VASCO : O SENTIMENTO NÃO PODE PARAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Comentário por Vasco da Gama — 03/02/2009 @ 17:04
Sergio Lima, concordo, em parte, com o seu comentário, mas a parte sobre os judeus é muito esteriotipada. Claro que existem judeus que se acham melhores que os outros, assim como existem cristãos, evangélicos, muçulmanos que se acham melhores do que os outros. Conheço muitos judeus, e a grande maioria é muito gente boa. è errado dizer que os judeus educam seus filhos a se acharem melhores do queos outros.
Comentário por Liliana — 07/04/2009 @ 23:15
precisa ter mais informaçoes…..
ou seja nada bom……
Comentário por nicole — 08/04/2009 @ 10:06
REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA!
Viva! Chàvez! Viva Che!Viva! Simon Bolívar! Viva! Zumbi!
Movimento Chàvista Brasileiro- Ações Afirmativas Afro –Ameríndia *Quilombismo *
A comunidade negra afros-decendentes brasileira
é solidaria e apóia o povo palestino Viva a Palestina!
Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio 2008 dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo estes afro-ameríndios descendentes vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosa quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc. Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar a história dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Osvaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam. Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma,Rafael Correa, Fernando Lugo não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King, Viva Osvaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores e Trabalhadoras dos Brasil e de todos os povos irmanados.
O.N.N.QUILOMBO –FUNDAÇÃO 20/11/1970
Comentário por antonio jesus silva — 22/05/2009 @ 15:58
Só vejo como lamentável toda essa situação de racismo, ja nascemos convivendo com idéias camufladas e que muitas vezes nem conseguimos perceber que é racismo, e uma das maiores infelicidades é que os próprois negros muitas vezes são até mais racistas que os brancos, é lamentável.
Comentário por Pinheiro — 15/06/2009 @ 20:16