27 jan

A decadência do basquete nacional não tem fim.

Birnadas

De Vitor Birner

O email no final deste post é de Amaury Pasos para Juca Kfouri.

Está no blog do chefe. 

Amaury e Wlamir Marques, para muitos que viram, foram os maiores jogadores da história do basquete nacional. 

O bicampeão do mundo demonstra a insatisfação de seus companheiros de glórias ainda vivos, por causa do desrespeitoso desdém da Confederação Brasileira de Basquete, presidida pelo grego, com o cinquentenário do primeiro título mundial.

Me emocionei com o a curta mensagem de Amaury.

A situação é ridícula.

Os mitos que agigantaram o basquete do Brasil, vitarem na transformação da modalidade na segundo o país, pedem ao homem que administra a CBB, na decadência deste esporte, que lembre dos feitos deles!

Para tudo há limites.

Decidi que vou mandar email para a CBB pedindo que faça algo.

O endereço é cbb@cbb.com.br

Peguei na página da entidade, nem sei se alguém o abre.

De qualquer forma, reproduzirei como post os emails educados enviados por você à caixa de mensagens da CBB e blogados aqui nos comentários.

Só colarei os que tiverem assinatura do autor.

Abaixo, a mensagem de Amaury Passos.

Prezado Juca, para seu conhecimento transmito o sentimento dos campeãoes de 1959 ( os vivos….), de mensagem que enviei ao presidente da CBB, o Grego.

Grande abraço do

Amaury

Grego, tenho a absoluta certeza de estar interpretando o sentimento da maioria dos remanescentes da equipe que conquistou o campeonato mundial de 1959, ao enviar a você sentimentos de repúdio pela absoluta nenhuma manifestação, por parte da C.B.B., pela passagem do cinquentenário do evento, que se completa neste mês de janeiro.

Talvez você esteja esperando completarem-se 100 anos, por ser uma data mais significativa, mas observo que dificilmente você encontrará naquela ocasião alguém que possa ser homenageado, com sua exceção, de vez que os iguais a você se perpetuam.

Contudo, ressalto que promoverei uma homenagem aos outros cinco integrantes da equipe num jantar, ao qual convidarei tambem a imprensa e onde expressarei todo meu pesar e desagrado em relação à sua pessoa.

Atenciosamente

São Paulo, 26 de janeiro de 2009.

Amaury Pasos, signatário da presente.

Wlamir Marques

Jatyr E. Schall

Edson Bispo dos Santos

Pedro Vicente Fonseca

deixo de incluir o nome do Waldir Boccardo pois não conseguí contato.

A palavra da CBB

Rio de Janeiro – Em virtude das notícias veiculadas sobre as homenagens aos campeões mundiais de 1959, a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) gostaria de esclarecer que:

1. A CBB já havia decidido realizar um evento específico no mês de agosto para comemorar os 50 anos do Campeonato Mundial do Chile, conquistado em 1959, junto com a seleção brasileira adulta masculina que irá disputar a Copa América – Pré-Mundial do México. A competição é classificatória para o Mundial da Turquia, em 2010. Somente Brasil e Estados Unidos participaram das 15 edições do Campeonato Mundial.

2. Desde 1998, a CBB vem resgatando a memória do basquete brasileiro em publicações e no seu site e sempre lembrou e homenageou seus ídolos:

1998 – homenagem aos medalhistas olímpicos de Londres 1948, no Rio de Janeiro.

1999 – homenagem aos campeões mundiais de 1959 (foto), em Mogi das Cruzes (SP), e aos primeiros campeões sul-americanos de 1939, no Rio de Janeiro.

2000 – os medalhistas olímpicos de 1948 foram ao treino da seleção brasileira adulta feminina, que se preparava para disputar a Olimpíada de Sydney. Eles foram homenageados e deram uma força para as meninas, que logo depois conquistaram a medalha de bronze.

2003 – homenagem aos campeões mundiais de 1963, em São Paulo.

2004 – homenagem às campeãs mundiais de 1994, em São Paulo.

3. Além dessas homenagens, a CBB realizou uma grande festa no Rio de Janeiro, em 2003, para comemorar os 70 anos de fundação da entidade. Na ocasião, foram homenageados todos os medalhistas olímpicos, mundiais e pan-americanos.

Atenciosamente

Assessoria de Imprensa / CBB

14 respostas a A decadência do basquete nacional não tem fim.

  1. Alan (fluminense, et disse:

    Esse foi meu e-mail Birner. Abs

    Caro Sr presidente.

    Eu sou o que chamam de torcedor. Sim daqueles apaixonados, que vibram, que choram, que se emocionam, e como tal por várias vezes parei na frente da televisão para ver a seleção brasileira de basquete. É como um fã que eu me ponho a escrever agora, quando soube que a seleção campeã mundial até o momento não foi homenageada pela confederação que o senhor preside. Não é justo com quem esteve presente nesse momento lindo do nosso basquete. Não é justo com torcedores iguais a mim. Não é justo com o seu mandato tamanha mancha. Tenho certeza que pode-se reparar esse equívoco.
    Atenciosamente

    Alan Vieira

  2. Demétrio Vecc disse:

    Birner,

    Em outubro de 2007 eu entregava meu TCC na Cásper, uma "biografia" da geração liderada por Wlamir e Amaury. Mando só um pedacinho da introdução:

    Daqui a cerca de um ano e meio – a contar da data de entrega deste trabalho – o Brasil comemora os cinqüenta anos de seu primeiro título mundial. É provável que, na semana do cinqüentenário, alguém se recorde da conquista e faça uma pequena, mas justa homenagem aos homens que estiveram no Chile em 1959. Alguns deles serão convidados a participar de programas de rádio e/ou de reportagens de televisão, onde responderão se acham que a CBB deve ou não contratar um técnico estrangeiro. Um jornal ou outro dedicará meia página ao título. Os sites talvez dêem um enfoque maior à conquista, com reportagens especiais. As ausências dos já falecidos Algodão e Kanela serão sentidas, a de Waldemar, figura ímpar na conquista, passará em branco. Talvez ninguém discuta se o título foi ganho no que hoje se chamaria de tapetão ou não. Outras conquistas importantes, como as duas medalhas olímpicas e o tetracampeonato sul-americano, porém, continuarão esquecidas, como quase tudo que diz respeito ao esporte amador neste Brasil.

    Se a história do nosso futebol, inegável grande paixão nacional, é mal contada, o que dizer então da memória do nosso vitorioso basquete? Se ídolos inesquecíveis como Mané Garrincha morreram esquecidos na pobreza e sem o devido reconhecimento, o que imaginar do tratamento dispensado aos nossos antigos jogadores de bola ao cesto?

    E eu nem precisei de bola de cristal…

  3. Marcelo Branco, de H disse:

    Vizinho, será inacreditável se os canais de rádio e TV ignorarem esse carta. Não estou me referindo aos canais esportivos, mas sim a todos eles. Espero ver a repercussão no Jornal Nacional, Fantástico, CQC, etc.

    Aliás, não vou enviar e-mail para a CBB, duvido que alguém leia. Vou é enviar para a Globo, Record e Bandeirantes.

    E para terminar: Cadê o Oscar, Paula, Hortência, Marcel, etc, para fazer um movimento para a saída do Grego???

    Abs

  4. Erick Medeiros disse:

    Isso é quase inadmissivel né Birner? Ver que o esporte que tem potencial para ser o segundo em preferência no país,
    está nas mãos de pessoas como o Grego, que não valoriza sequer as poucas conquistas que os guerreiros como os jogadores
    mencionados suaram tanto para trazer para o nosso país…

    O descaso é terrível, e ver que os jogadores tem que se organizar entre eles para celebrarem uma conquista épica do
    esporte brasileiro, causa ainda mais "náuseas"… é terrível…

    Abraço,

  5. CAIO FC disse:

    QUEM É MAIS FACIL SE CLASSIFICAR BIRNER PARA UMA COMPETIÇAO O BRASIL PARA AS OLIMPIADAS OU O URUGUAI PARA A COPA DO MUNDO?

  6. Daniel Ribeiro disse:

    Fal,. Birner.
    É triste saber que, aparentemente, todos os esportes estão entregue a pessoas com o caráter eo trabalho no mínimo duvidoso.
    Principalmente futebol, tênis, natação e basquete.
    Sem esquecermos do Comitê Olímpico Brasileiro.
    Quero ver quantos chás e sucos o Juca vai tomar esperando a queda dessa galera.

  7. Vinicius disse:

    Ao Grego,

    Como amante e espectador do basquete, apesar de só ter 23 anos de idade e não ter visto esta geração gloriosa em atividade, tenho por dever cobrar que se preserve e valorize o patrimônio histórico e cultural do esporte brasileiro.

    Estes heróis não precisam de dinheiro, nem precisam aparecer na mídia, nem precisam de elogios demagógicos. O que eles precisam é de carinho da confederação. Precisam se sentir importantes pelo brio que tiveram. Um jantar, um encontro, uma reunião numa quadra qualquer, seja o que for… a CBB tem que demonstrar gratidão por eles, por terem sido os pioneiros do basquete no Brasil. Afinal, sem eles, talvez nem a CBB existisse. Talvez o Grego não fosse o Grego.

    Que se faça justiça.

    Vinicius Franco
    São Paulo/SP

  8. Grego, é uma bela chance de clarear um pouco a sua biografia. Demonstre grandeza de espírito, faça um “mea culpa” e, independente do jantar promovido pelos espetaculares bicampeões mundiais, faça o que estiver ao seu alcance para reparar esse silêncio e essa omissão da CBB. Sempre é hora de se penitenciar: talvez o grande propósito da vida (eu disse isso ontem a um dos meus quatro filhos) seja o de, a cada dia, nos tornarmos um pouco mais simples, mais humanos, mais solidários, mais humildes (para reconhecermos nossos vacilos, erros, omissões) e sermos um pouco melhores para nós mesmos e para os que nos rodeiam. Não vou julgá-lo: o que sei a seu respeito é o que é veiculado (é sempre importante ouvir as partes envolvidas, antes de se julgar ou de se emitir um conceito), mas o que falam não são coisas boas. Está em suas mãos desencadear algumas ações no sentido de reverter ou, pelo menos, amenizar essa imagem negativa a seu respeito. É sempre tempo de aprender. Boa reflexão e boas atitudes.

  9. CBB boa tarde,

    Não sou procurador, amigo, parente, advogado de nenhum heroi brasileiro campeões em 59 no Chile, em uma quadra improvisada, no lendário Estádio Nacional que 3 anos mais tarde serviu de palco para o bicampeonato da seleção de futebol.
    Fico triste em saber que a CBB não irá prestar sequer uma nota de rodapé sobre o grande feito.
    Felizmente, muitas pessoas burlam o velho ditado de que o brasileiro não tem memória e prestam valiosíssimas homenagens aos basqueteiros da época !

    Um protesto civilizado de alguem que além de amar o esporte, sabe respeitar o legado que foi deixado em épocas passadas.

    Sds,

    Thiago Marinho

  10. Acho lamentável que nós não celebremos nossos esportistas adequadamente. Em tantos outros países, essas pessoas seriam verdadeiros heróis, ainda que seus feitos datem 50 anos.
    Por outro lado, não precisamos buscar o passado para encontrar novas situações de descaso. Veja a situação da ginástica do Flamengo: atletas vencedores, em plenas condições de chegar a conquistas importantes tendo suas carreiras brutalmente interrompidas pela incompetência administrativa tupiniquim (por favor, não culpem a crise, isso é tapar o sol com peneira).
    Aqui no Canadá, um "olympian" é SEMPRE uma celebridade, não importa quão antigo sejam seus feitos. Veteranos de guerra recebem emplacamento diferenciado em seus automóveis pois eles podem, por exemplo, estacionar em locais privilegiados. Isso é o lado "prático" da celebração de seus heróis.
    E ainda assim, alguns brasileiros talentosos ainda conseguem sucesso mundo afora.

  11. Cris Sato disse:

    Vitor,

    nem me fale nessa confederação, urgh!! E a competência dela está demonstrada na quantidade de Jogos Olímpicos em que o Basquete Masculino ficou de fora.

    Poxa, uma data como essa tem que ser comemorada, ainda mais quando ainda temos o privilégio da presença de alguns atletas. Que desrespeito por parte da Confederação!!!!!

    Ouvi a entrevista que o Eboli fez com o Vlamir Marques e foi ótima. E deu para sentir na voz e na emoção do Vlamir o quanto ele ficou feliz com a lembrança da CBN. Parabéns ao Eboli !!!

    beijo!!!!

  12. AUGUSTO CESAR disse:

    Lamentável e revoltante.Isso reflete a posição da CBB em relação ao basquete nacional:descaso!

  13. Rio de Janeiro – Em virtude das notícias veiculadas sobre as homenagens aos campeões mundiais de 1959, a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) gostaria de esclarecer que:

    1. A CBB já havia decidido realizar um evento específico no mês de agosto para comemorar os 50 anos do Campeonato Mundial do Chile, conquistado em 1959, junto com a seleção brasileira adulta masculina que irá disputar a Copa América – Pré-Mundial do México. A competição é classificatória para o Mundial da Turquia, em 2010. Somente Brasil e Estados Unidos participaram das 15 edições do Campeonato Mundial.

    2. Desde 1998, a CBB vem resgatando a memória do basquete brasileiro em publicações e no seu site e sempre lembrou e homenageou seus ídolos:

    1998 – homenagem aos medalhistas olímpicos de Londres 1948, no Rio de Janeiro.

    1999 – homenagem aos campeões mundiais de 1959 (foto), em Mogi das Cruzes (SP), e aos primeiros campeões sul-americanos de 1939, no Rio de Janeiro.

    2000 – os medalhistas olímpicos de 1948 foram ao treino da seleção brasileira adulta feminina, que se preparava para disputar a Olimpíada de Sydney. Eles foram homenageados e deram uma força para as meninas, que logo depois conquistaram a medalha de bronze.

    2003 – homenagem aos campeões mundiais de 1963, em São Paulo.

    2004 – homenagem às campeãs mundiais de 1994, em São Paulo.

    3. Além dessas homenagens, a CBB realizou uma grande festa no Rio de Janeiro, em 2003, para comemorar os 70 anos de fundação da entidade. Na ocasião, foram homenageados todos os medalhistas olímpicos, mundiais e pan-americanos.

    Atenciosamente

    Assessoria de Imprensa / CBB

  14. Fred Salles disse:

    Amigo Jornalista

    O São Paulo deveria ter uma ação esportiva de marketing de maneira festiva com a realização de amistosos. O nome do Troféu poderia ser Campeonato Mundial do Morumbi. Ou na pré temporada ou carnaval ou final do ano, em apenas um jogo e poderá entrar com um time misto ou reservas ( Cotia) e fazer a disputa deste campeonato contra o Tolima , Mazembe , Asa de Arapiraca, e etc…
    Entrega a se a faixa ao adversário pelos serviços prestados ao futebol e depois do jogo todos dão a volta olimpica – creio que o Morumbi ou no interior de São Paulo ou no Brasil o estádio estará lotado.

    Está idéia é boa?

    Abraços

    Fsalles

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