De Vitor Birner
O Cruzeiro estava com dificuldades diante do Estudiantes.
Os Pinchas levavam perigo em alguns lances ofensivos e tiravam a tranquilidade dos anfitriões em perigosos ataques.
As dificuldades duraram até o décimo sétimo minuto da etapa complementar, quando Fernandinho converteu a penalidade (duvidosa) sofrida por Wellington Paulista.
convertida por Fernandinho.
Kléber que havia entrado 4 minutos antes do gol, aos 13, na vaga de Thiago Ribeiro, se transformaria no protagonista do duelo.
No pequeno período de permanência em campo, o atacante revelado pelo São Paulo, com passagens por Dínamo de Kiev e Palmeiras, mostrou sua capacidade e desequilíbrio.
Em bela finalização, chute cruzado, rasteiro, aos 23, marcou o segundo gol cruzeirense. Bastaram mais 4 minutos para Kléber balançar as redes outra vez. Na comemoração, levantou a camisa e tomou o cartão amarelo.
Ficou mais 3 minutos em campo, quando foi corretamente expulso, aos 30, por causa de uma falta tola que o árbitro paraguaio Carlos Amarilla puniu acertadamente com o segundo cartão amarelo.
Foram 16 puros minutos de Kléber, onde o torcedor cruzeirense teve ainda mais certeza do bom jogador contratado, muuuuuuito superior a qualquer atacante da equipe, e do destempero dele.
Se eu fosse zagueiro e tivesse que enfrentar o Kléber, ficaria deveras preocupado, pois não tira o pé de divididas, é forte na parte física, muito competente para achar o caminho do gol ou o companheiro em ótimas condições de fazer, e o provocaria o tempo todo, já que perde a cabeça com facilidade.
Kléber roubou a cena da boa estréia cruzeirense na Copa Libertadores.
O texto abaixo, com detalhes sobre as participações do Estudiantes na Libertadores, é de José Renato Sátiro Santiago Jr.
De José Renato Sátiro Santiago Junior
escudo por Luiz Fernando Bindi (www.distintivos.com.br)
O Estudiantes de La Plata iniciou sua história na Taça Libertadores de forma impressionante. Disputou 4 finais consecutivas. Em 1968, no primeiro título, após disputar 16 partidas ao longo de toda competição, as finais aconteceram frente ao Palmeiras que acabou derrotado na partida desempate por 2 a 0 em Montevídeo.
No ano seguinte foram apenas 4 jogos, com vitórias em todos eles. Decidiu contra o Nacional do Uruguai
O tricampeonato em 1970 também veio de forma invicta, após vencer as Finais disputadas contra o Peñarol.
Em 1971, na sua quarta Final, fracassou pela primeira vez. O Nacional uruguaio foi o algoz.
Nas 4 outras participações do Estudiantes, em duas delas 1976 e 1984, a equipe argentina sequer passou da Primeira Fase. Destacam-se apenas as Semifinais em 1983, quando foi eliminado pelo Grêmio, que seria o campeão daquela edição, e as Quartas Finais de 2006, quando foi derrotado na disputa por pênaltis frente ao São Paulo, que chegaria ao vice-campeonato daquele ano.
Na última participação, ano passado, após acabar na liderança de seu grupo na primeira fase, caiu nas Oitavas de Finais diante da equipe que conquistaria o título, a LDU.
9 edições disputadas
- 1968: campeão (21 equipes participantes)
- 1969: campeão (17 equipes participantes)
- 1970: campeão (19 equipes participantes)
- 1971: vice-campeão (21 equipes participantes)
- 1976: 7° colocado (21 equipes participantes)
- 1983: 5° colocado (21 equipes participantes)
- 1984: 17° colocado (21 equipes participantes)
- 2006: 8° colocado (38 equipes participantes)
- 2008: 9° colocado (38 equipes participantes)
100 pontos ganhos
71 jogos disputados
39 vitórias
13 empates
19 derrotas
98 gols pró
65 gols contra
62,50% aproveitamento de pontos



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Foi penalty claríssimo. O jogador argentino errou a bola e atropelou o W. P. E só rever o lance ( 1 milhão de vezes, se for o caso). Os mineiros NÃO têm culpa dos paulistas terem se saído muito mal nesta rodada. Analise o futebol fora do eixo com mais "boa vontade", se é que me entende…
Penalti duvidoso? Ah Birner,rasga esse diploma de uma vez,consulta um oftalmologista e vai pra arquibancada torcer pro "seu" São Paulo.
Birner, vc é um comentarista ponderado e correto. Mas reveja o lance do WP na câmera por trás do lance. O penalty foi clarríssimo. Pode ter sido sem intenção ou qualquer outra coisa, mas o zagueiro argentino nem se preocupa com a bola e se joga nas pernas do WP. O lance do segundo cartão amarelo do Kleber também discordo que foi pra cartão. Ficou nítida a implicancia daquele árbitro com o Kleber. Se você assistir ao VT do jogo perceberá que ele adoutou um critério com TODOS os outros jogadores, em jogadas muito mais ríspidas, e um critério específico com o Kleber. O Cruzeiro fez mesmo uma ótima estréia. Discordamos nesses dois pontos, de resto boa análise.
Abraço
Sou obrigado a concordar com Ninja. Foi realmente pênalti. Não há dúvidas. WP saltou depois de ser tocado, mas foi tocado e foi falta. Por sinal, o Kleber continua o mesmo hein…
Se o Souza entrasse, fizesse dois gols e depois fosse expulso, já estaria garantido o bicho dele. O Kleber é meio louco na marcação, é só pedir para ele não marca forte o adversário, é um grande jogador, Palmeiras e Corinthians perderam muito não contratando ele. O Cruzeiro o trouxe e colocou mais cinco milhões de Euros no bolso, pode?
Hoje eu ouvi na CBN, o Kléber, dizer que foi expulso injustamente, que dizer ele falou que tiveram faltas mais duras que a dele e que o primeiro cartão foi pela emoção de entrar, estrear e fazer dois gols, o Kléber tem que repensar sobre a sua postura em campo, como ele mesmo disse essa fama de explosivo só ele pode tirar! Abraços! Vitor!
QUASE PERFEITO O COMETÁRIO DO BIRNER, SÓ NÃO ENTENDI AONDE ELE VIU A DUVIDA NO PENALTI, O JOGADOR ARGENTINO TENTOU ATINGIR A BOLA MAIS NÃO CONSEGUIU E ATINGIU O ATACANTE DO CRUZEIRO…
COMENTÁRIO*
Renato, passei o olho acelerando com controle remoto, o que muito me desagrada, mais não outra forma, por causa do tempo. teria que ver o jogo de verdade para observar o critério dos cartões.
Forte abraço!
Ninja, essa coisa de paulistas, cariocas, mineiros… para mim é provincianismo, bairrismo barato.
Abraço!
Estas informações históricas sobre as equipes e seus títulos são importantes pois somente conhecendo a história dos adversários é que a vitória do meu time (o de cada um ) tem um sabor especial. Acredito que boa parte dos leitores aprecie esta leitura no blog. Agora quem teria a obrigação de ler isto são os jogadores brasileiros pois é cada asneira que falam, uma vez o Josué em 2006 quando o São Paulo jogou contra o estudiantes declarou que o jogo iria ser difícl pois mesmo o Estudiantes NÃO TENDO TRADIÇÃO é time argentino e costuma complicar. É mole a ignorância destes "profissionais", se bobear quando um time brasileiro pegar um Peñarol (URU), Olímpia (PAR) ou Independiente(ARG) vão falar que será difícil mesmo estes times não tendo tradição…..
Incrível o desconhecimento histórico e a ignorância.
Foi uma pena mesmo o Kléber não ter vindo pro Timão , era o jogador perfeito para a função que o Herrera fazia , e com mais qualidade.
Foi uma bela contratação do Cruzeiro , principalmente para disputar a Libertadores.Só precisa de um acompanhamento psicológico…rs
Quanto ao Estudiantes , que é meu time favorito na Argentina , ele está irreconhecível esse ano.
Tudo bem que não é um elenco dos sonhos ,mas perder de 5 pro Corinthians e tomar um sapeco desses do Cruzeiro , além da irregularidade no Argentino , tá na hora de avisar que ano já começou.
Sou fã do Verón mas ele tá jogando só com a fama , se arrastando em campo e reclamando de todo mundo.
Cadê aquele time que vendeu caro o título da Sul Americana no Beira Rio?????
A proposta de jogo do Estudiantes era de explorar as jogadas aéreas, contra-ataques e erros do Cruzeiro. Além de passes errados(acima do normal) e pouca rotatividade ofensiva, para piorar o time estrelado jogou o primeiro tempo de forma muito nervosa. No segundo tempo as coisas melhoraram principalmente depois da entrada de Kléber que decidiu o jogo e mostrou ótima técnica nos dois gols que fez. Penso que foi uma boa estréia, mais penso que o time pode render muito mais, pois afinal de contas foi o sexto jogo oficial da temporada.
A torcida foi exemplar e como deve ser, deu força ao time nos momentos mais dificeis. Espero que isso continue pois essa não é a caracteristica dos torcedores brasileiros! Hoje so retiro dessa lista a torcida gremista.
Agora o Kléber deixa de ser o "cotovelada" e vira o "gênio". Basta trocar de camisa.
Quanto ao Kléber acabei esquecendo de dizer que, foi justamente expulso na minha opinião. Não concordo com essa regra que diz, que o jogador não pode tirar a camisa nas comemoracões, mais como é regra deve ser cumprida.
Sei que é dificil mudar o comportamento de qualquer pessoa no mundo, mais o Kléber tem que rever algumas atitudes. Imagina se ele tivesse feito isso numa semi-final de libertadores. Por isso digo ao Kléber que independente de ele estar vestindo a camisa do clube do meu coração não aceitarei explicações como as que ele deu na coletiva pós jogo. Penso que devemos cobrar sempre o máximo de cada um, independente de quem seja.
Vitor, esse rapaz infelizmente é um Edmundo menos talentoso.
Uma pena, mas acho que a imprensa mais uma vez tem sua parcela de culpa pois é condescendente com ele, sempre passando a mão em sua cabeça.
Grande abraço!
Penalti duvidoso !!!!!???? Cadê a seriedade da imprensa esportiva deste país ?????
O Birner, queria saber sobre o Kleber, porque ele saiu tão logo, tão fácil, do SP. Eu lembro dele jogando nas categrias de acesso, de repente foi-se. Teria sido por ser encrenqueiro?
Acredito no Cruzeiro na primeira fase, mas no mata -mata naum deve ir longe