“Shalom – Salam” futebol clube
De Xico Malta

Em uma pequena cidade da Galiléia, o futebol desafia os preconceitos e tira a razão dos que acreditam ser impossível qualquer tipo de coexistência entre árabes e judeus.
Em maio de 2004, O Hapoël Bnei Saknin, ou simplesmente Bnei Saknin *, foi o primeiro clube proveniente de uma cidade de maioria árabe a conquistar a Copa de Israel. O triunfo do time da pequena Sakhnine de apenas 25.000 habitantes foi inaceitável para os hooligans extremistas do Beitar Jerusalém.
No dia seguinte, inconformados, os torcedores do time da cidade santa, que são em sua grande maioria simpatizantes da extrema direita sionista, decretaram a morte do futebol de Israel.

Recentemente, a direita ultranacionalista anti-árabe obteve considerável apoio na última eleição para o parlamento israelense, vislumbrando um cenário ainda mais complicado para o processo de paz no Oriente Médio. A figura que representa esta vertente é a do populista de origem moldava Avigdor Lieberman, líder do partido Israel Beitanu (“Israel nossa casa”). Lieberman é o maior incentivador da não integração entre árabes e judeus. Segundo ele, os árabes israelenses não são fiéis ao estado hebraico e representam uma enorme ameaça a segurança nacional.
Não muito longe de Sakhnine, em seu reduto eleitoral Nazarteh –Illit ou também conhecida por “Lieberman city”, o candidato do Israel Beitanu apoiado pelos judeus russófonos, teve como principal slogan em sua campanha a luta contra a “deslealdade árabe”: “Sem cidadania, se não há lealdade”. Segundo ele, não seria normal que árabes israelenses apoiassem os inimigos de Israel, como por exemplo, o Hamas, e continuassem a receber os benefícios do Estado.
Durante sua campanha, Lierberman prometeu fazer passar uma lei em que obrigaria os árabes israelenses a prestar juramento de lealdade ao Estado hebraico sob pena de ser tirada a nacionalidade israelense.
Indignado, na véspera das eleições, no dia 9 de fevereiro deste ano, o presidente Shimon Peres denunciou publicamente as hostilidades cometidas pelo candidato do partido ultranacionalista: “Como chefe de Estado, estou muito preocupado com as incitações a violência contra uma parte da opinião publica. Os Árabes israelenses, cidadãos de Israel, têm os mesmos direitos e deveres de que qualquer outro cidadão”.

Fonte: www.abna-sakhnin.com
O Exemplo
Pequeno oásis da tolerância, o Bnei Saknin tem em seu time titular quatro árabes, quatro judeus e três estrangeiros oriundos de África.
Em Israel, 20% da população é de origem árabe. Portanto, quem, entre esses cidadãos não judeus, apresenta concretamente uma oposição política e identitária irredutível ou até ameaçadora contra Israel, sendo ele um país do povo judeu em grande maioria dentro de seu Estado nação?
Vejamos quem são estes árabes:
Mais de 100 000 Drusos se distinguem por dois motivos: primeiro, por votarem a favor dos partidos sionistas, como por exemplo, o Likud, e segundo pelo ponto de vista militar, formando uma das melhores unidades de combate do exército de Israel (Tsahal) (enquanto que os Haredim (judeus ultra-ortodoxos) escapam do exército e grande parte se posiciona contra o estado de Israel).
Aproximadamente 130 000 árabes cristãos que se mobilizaram contra a construção de uma mesquita em frente à igreja da Anunciação em Nazareth (2000), temem a escalada do islamismo radical em relação às pressões suportadas por seus corregionarios na Cisjordânia, em Gaza, no Líbano ou ainda no Egito (os coptas).
Mais de 150 000 beduínos (todos muçulmanos) participam da vida militar e política israelense, mesmo se há graves problemas sociais que os opõe às vezes (com razão) às autoridades. Qual seria o interesse desta minoria em enfraquecer ou até mesmo destruir um Estado que lhes oferece condições necessárias para o desenvolvimento individual e comunitário, muito melhor do que aquelas dadas pelos os países vizinhos?
Quanto aos 900 000 árabes muçulmanos (não beduínos) que se auto-proclamam “Palestinos de Israel”, nunca constituíram uma “quinta coluna” durante as guerras árabes-israelenses. Apenas se manifestam, geralmente sem violência, contra algumas atitudes do governo israelense, como por exemplo, durante as “jornadas sem terra” e as fases agudas da Intifada. Não obstante, em 1995, um deles ajudou um terrorista palestino de Gaza a cometer um atentado em Israel, depois outros se transformaram, mais tarde, em Kamikazes. Todavia , estes indivíduos representam a minoria. Atualmente, a ameaça estratégica em que representa os “Árabes israelenses” continua somente na teoria.
Shalom significa paz em hebraico
Salam significa paz em árabe
*Bnei Saknin: filhos de Saknin
Links:
Site oficial do clube: www.abna-sakhnin.com/en/main.asp
Documentário – “We Too Have No Other Land” de Jerrold Kessel e Pierre Klochendler
Fontes: L’Express, Atlas géopolitique d’Israel, Frédéric Encel, edition Autrement e Hapoël Bnei Saknin oficial site



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execelente texto, como descendente de arabes e tb judeus agradeco o texto q proporciona um pouco de esperanca e alegria para todos q torcem por uma paz justa no oriente…
fredd 6 3 3
Comentário por Fredd — 03/04/2009 @ 10:25
Valeu Fred, esperemos a PAZ sempre!
Comentário por Xico Malta — 03/04/2009 @ 16:37
Nunca existira paz em Israel. Sei que voce e’ judeu e o dono do blog tambem, mas nao vai haver paz enquanto Israel e seu povo se acharem superiores a outros povos. Nao sou eu quem diz isso, eu ouvi aqui nos Estados Unidos, muitos judeus dizerem coisas que eu nunca imaginei iria ouvir de outro ser humano. E’ triste dizer isso, mas, para o bem do resto do mundo, seria otimo que algumas daquelas nacoes se destruissem atomicamente, so assim nos que nao temos nada a ver com isso teriamos paz. Triste, duro, mas e’ o meu e e’ tambem o sentimento de muuuito mais gente do que voces imaginam. Tem muita gente de saco cheio dos israelences, seus vizinhos e seus preconceitos imbencis. Que se danem todos e nos deixem em paz.
Comentário por sergio lima — 03/04/2009 @ 13:02
Peço licença ao Malta para fazer uma colocação.
Sergio, apenas os ortodoxos acreditam nessa bobagem. outra coisa: em Israel, a questão religiosa, para o povo em geral, é muuuuito menos importante que as do Estado.
Também acho que não haverá paz, pois a fórmula simples e óbvia, mas complicadíssima de virar fato, a de educar umas 5 gerações de crianças nas mesmas escolas, não será adotada. Criá-las juntas, lado a lado. Tenho certeza que depois disso não se matarão, e quem cometer assassinato terá a devida resistência do próprio povo e não do “primo de palestina”.
Sou judeu não religioso, como o Xico. Não estudamos em colégios hebraicos, nem frequentamos sinagogas. Estudei a maior parte da vida no mackenzie, um colégio presbiteriano. A mulher do Xico é católica e eu não me preocupo com a religião de minhas namoradas.
Obviamente, por questões culturais muito arraigadas na educação recebida por nossas famílias ( lembro que meus pais escolheram o colégio que me educaria), temos várias afinidades com vários conceitos típicos dos judeus, no nosso caso, nada ortodoxos.
Abraço!
Comentário por Vitor Birner — 03/04/2009 @ 14:41
Sergio,
Você deseja que as nações (imagino que seja Israel e Palestina) se destruam “atomicamente” por não conseguirem promover a paz entre si?
Você julga que todos os judeus se acham superiores só por causa da opinião de alguns?
Segundo a sua análise, para termos paz, devemos aniquilar os povos que encontram dificuldade em estabelecer a paz?
Reflita melhor….
Comentário por Xico Malta — 03/04/2009 @ 15:15
Xico qual foi a sua intenção neste artigo? Noticiar que um time misto foi campeão ou o racismo dentro do futebol de Israel?
Todo time misto já é um vencedor e todo racismo é perdedor.
Mas nessas paragens tudo, absolutamente tudo é complicado. A imprensa progressista noticiou com muita dor a vitória da extrema direita em Israel vislumbrando o atraso para a causa da paz e se esqueceu de tentar entender porque um povo escolheu esse caminho logo após uma guerra.
Não sou tão simplista que ache que sempre a paz é boa e toda guerra é essencialmente ruim.
Posso ser mais ousado e declarar que quando se convive diariamente com dilemas sobre sobrevivência algumas idéias e práticas tem que ser vislumbradas, todos os pontos observados e todos as táticas pensadas.
Nem sempre tolerância, convivência pacífica significam que o outro nos tratará do mesmo modo porque senão fica entendido que só existe guerra porque não tratamos bem o OUTRO. Isso é ingênuo.
Comentário por armando — 03/04/2009 @ 18:22
Caro Armando,
A minha intenção é mostrar que a coexistência é possível.
Abraço!
Comentário por Xico Malta — 03/04/2009 @ 18:53
Birner me desculpe, mas essa sua idéia de mesclar crianças para alcançar a paz é ingenua demais.
é quase como matar todos que atingissem a idade adulta para que não cometam maldades.
Impraticável.
Guerras são políticas de estado. é questão de sobrevivência de povos e nações. Se as questões de fundo não forem acordadas essas questões em qualquer momento submergirão e as novas gerações as incorporarão e o conflito reiniciará. Vide Balcãs.
Essa proposta é de porra louca Birner.
PS: Te respeito e admiro muito. Abraços.
Comentário por armando — 03/04/2009 @ 18:27
Armando, eu sei. Não é uma proposta. É uma utopia e a única solução verdadeira que imagino. Como conheço ambas as culturas e vejo o que os radicais religiosos seguidores delas estão dispostos a tudo, não haverá paz. Apenas momentos de tranquilidade. Temos, lá, uma guerra do mundo velho com vários ingredientes do mundo atual. É a situação mais complicada que existe. Interesses de todos os tipos, de econômicos até a luta pela cidade santa. Falamos de grana e fanatismo religioso juntos.´Não vai acontecer, mas só educando gerações de crianças juntas.
Abraço!
Comentário por Vitor Birner — 03/04/2009 @ 18:38
A coexistência é possível,mas como o Birner colocou,ela precisa ser ensinada,plantada nas futuras gerações.O que parece é que não há vontade de se fazer essa revolução inteligente.
Belo post! Abraço!
Comentário por AUGUSTO CESAR — 03/04/2009 @ 20:12
Caro Augusto,
Obrigado pelo elogio. De fato, não há a médio e longo prazo nenhuma vontade política de promover a paz. Importante salientar que esta falta de vontade vem de ambos os lados, israelenses e palestinos. O futuro ainda é bem obscuro na região, principalmente depois da última eleição do parlamento israelense e da dicotomia da liderança palestina. Deposito neste momento todas as minhas esperanças na política externa de Barak Obama.
Aguardemos e rezemos por dias melhores…
Grande abraço!
Comentário por Xico Malta — 05/04/2009 @ 9:53
Vitor, Paulinho.
Seria legal ajustar este post do Xico.
A continuação do texto (prometida na página inicial) só abre para quem clica na caixa de comentários.
Eu estava esperando a postagem da continuação para me manifestar. Iria esperar atééééé… rs*
Será que teria como arrumar isso?
beijos,
d.
Comentário por deborah — 04/04/2009 @ 14:52
Grande Xico Malta,
Mais um belíssimo texto, muito bem embasado. Muito obrigada.
Sim, a cohabitação pacífica entre os dois povos é possível mas, infelizmente, a gente só consegue ter notícias disso em pequena escala ou em contextos muito específicos, como o do esporte, neste belo exemplo aqui citado por vc; ou no das artes , como o da cantora Noa, por exemplo, que atua num grupo de músicos onde árabes e judeus trabalham juntos, numa mesma direção.
Mas ao que parece esta questão está longe de ser resolvida pois, na minha opinião, o que atravanca toda possibilidade de paz é o fato de as respectivas identidades (o ’ser judeu’ e o ’ser árabe’ ) serem tão exarcerbadamente marcadas.
Felizmente, entretanto, nem todos são tão radicalmente identitários e se permitem conviver num mundo com os demais não-judeus e não-árabes, em harmonia.
Mas o mais legal mesmo foi poder saber que uma torcida organizada pode ter um papel tão belo e tão importante. Quem sabe, um dia, as nossas organizadas daqui….
Abraço,
d.
Comentário por deborah — 04/04/2009 @ 15:07
Grande chérie Deborah,
Muito obrigado pelo elogio. Há de ambos os lados grupos e ONGS que almejam promover a integração entre árabes e judeus. No mês passado, assisti uma interessante reportagem na TV5 sobre um hospital de Tel Aviv onde médicos e pesquisadores judeus ensinavam novas técnicas de tratamentos cardíacos a médicos palestinos. Lá também eram atendidas gratuitamente crianças palestinas com problemas congênitos de coração. Acho que nem tudo está perdido naquela região.
Grande abraço!
Comentário por Xico Malta — 05/04/2009 @ 10:10
Sérgio, meu caro. Tudo bem aí?
Puxa, Sérgio.
Sei que discordamos redondamente naquela nossa longa discussão sobre este mesmo tema lá naquele post antigo, mas juro que eu acreditei que algum efeito no teu modo de pensar, mesmo que mínimo, ela havia produzido. Os teus argumentos me fizeram pensar mais profundamente na questão (passei a pensar mais nesta coisa da identidade muito rígida a um ou outro grupo, por exemplo).
Vejo, porém, infelizmente, que nada ocorreu aí no teu modo de pensar, pois vc volta no mesmo tema, com a mesma raiva de antes e com as mesmas generalizações.
É uma pena.
Continuo achando que vc deveria fazer um pouco de jardinagem , como eu e como tua esposa, para adoçar um pouco o coração. ;o)
Abraço,
d.
Comentário por deborah — 04/04/2009 @ 15:14
Puxa, a persistência da minha cega obediência infantil às regras me desarmou agora – e me deixou triste.
Vi escrito ‘continua’ e aguardei.
Só agora percebi que era preciso passar o mouse em cima e clicar, para abrir o resto do texto. Af!
Credo, a vida toda de terapia será pouco.
Quando acho que avancei, acontece este tipo de coisa…
Sorry!
Comentário por deborah — 04/04/2009 @ 15:34
Caro VB, Caro Xico.
Não sei como vcs lidam com isso tudo mas, na minha cabeça de não-judia, esta questão da identidade judáica é de dar nó!
Convivo profissionalmente com alguns judeus (a maioria não-ortodoxos e nem-religiosos) e quanto mais converso sobre o tema com eles e qto mais penso nisso, mais pirada fico. rs* Não sei bem o que caracteriza a identidade judáica, pois a não-religiosidade (como a da maioria deles e como a de vcs), aliada à identidade judáica (como a da maioria deles e como a de vcs) parece-me algo paradoxal.
Se ser judeu é a convergência natural dos dois elementos básicos: a origem genética de um mesmo povo que se perpetua, segundo as regras da religião que os une, que os caracteriza e que é restrita a eles (não sei se existe no mundo outra religião que não busque converter as pessoas); religião esta que prega que a perpetuidade deste grupo deve ser garantida pela união apenas entre os elementos do grupo (e caso haja a inclusão de elemento de outro grupo, que seja ele um homem; já que filhos de mães não-judias, mesmo tendo pai judeu, e mesmo sendo elas convertidas, não são considerados verdadeiramente judeus), qual ou quais os elementos outros que fazem com que um judeu não-religioso continue a se considerar judeu? Logicamente, se ser judeu significa ser originário de um grupo que se mantém pelas regras de uma religião, como um judeu-não-religioso que não siga estas regras, sobretudo a da perpetuidade do grupo, casando-se e tendo filhos com elementos não-judeus, pode continuar se afirmando judeu e se identicando tão fortemente com o ser-judeu?
Meu raciocínio contém falhas ou o tema é complexo mesmo?
Xico, existe bibliografia específica sobre isso?
Abraço amigo aos dois,
d.
Comentário por deborah — 04/04/2009 @ 16:06
Deborah,
Vou começar pela frase de Sartre: “Si le Juif n’existait pas, l’antisémite l’inventerait”.
De fato a questão da identidade judaica é bem complexa e polêmica. O judeu seria o praticante da religião judaica ou o membro do povo de Israel?
Segundo a lei religiosa tradicional, um judeu não deixa de ser judeu se abdica de praticar a religião judaica, ele sempre será o membro do povo de Israel. No entanto, esta idéia de povo judeu é bem controversa, há quem diga que a noção de povo judeu foi inventada para justificar a existência do Estado sionista, como por exemplo, Shlomo Sand em seu livro Comment le peuple juif fut inventé? Obviamente, este assunto é por demais complexo para ser tratado em poucas linhas. De minha parte, sou filho de mãe judia, não sou praticante, casei com uma católica, porém me considero judeu e seria considerado judeu pelos povos que nós perseguiram. No Egito seria escravo, estaria no exilo na Babilônia, seria perseguido pela inquisição, morto pelos progrons do Tsar e cremado nos fornos de Auchwitz. Voltemos a Sartre.
Comentário por Xico Malta — 05/04/2009 @ 16:14
Desculpe, eu, no fundo do meu coracao, nao desejo que nacoes se aniquilem, mas e’ que ja estou de saco cheio deste assunto. Voces, ai no Brasil, nao sentem tanto a influencia deste conflito como nos aqui nos Estados Unidos. Eu ate entendo o seu ponto, Birner, mas acho que nos devemos analisar as coisas baseados em nossa realidade e nao em teorias fantasiosas. O governo de Israel e’ constituido por gente muito perigosa e eles foram eleitos pelo povo israelense. Sabe, eu antes achava que o povo americano, por exemplo, nao tinha nenhuma culpa por George Bush e depois de mudar para o sul militar dos Estados Unidos, aprendi que existe um grande numero de americanos que pensa exatamente como ele e seu louco ex-vice presidente. Portanto, os governos espelham as vontades de seus povos. Israel nao aceita facilmente a criacao do estado Palestino, mas vive pedindo aos americanos suporte contra o Ira exatamente por expressarem a opiniao de grande parte dos paises da regiao, a de que a existencia de Israel e’ daninha a toda regiao. Ou seja, eles querem guerra para poder existir e matam criancas Palestinas sem parar por eles tambem quererem existir. Outra coisa, eu sei bem que voces nao sao dois idiotas como os que conheci aqui, senao, primeiro, nem sequer viria aqui, mas por uma questao de respeito me senti no dever de antes de criticar dizer que sabia de suas origens, ate’ porque ja me chamaram de um monte de coisas aqui quando critiquei os Judeus aqui anteriormente e nao disse saber que o dono do blog era judeu, como se estviesse agredindo voce. Eu so’ tenho duras opinioes contra os governos de Israel e sei que vou morrer criticando-os e essa barbarie nao vai acabar. E todo mundo acha que a conversa e’ o melhor resultado, so’ porque e’ politicamente incorreto falar-se que a gente ta cheio deles e de suas covardias, de todos naquela regiao. Mas na verdade, acho que somos um bando de hipocritas. O que estes caras fazem e’ matar na pratica e nao na teoria.
Comentário por sergio lima — 04/04/2009 @ 18:57
Sergio,
Do seu ponto de vista, os grandes responsáveis pela guerra são os judeus e seu governo. Desculpe mas você tem uma visão bem simplista e errada do conflito no Oriente Médio. Cada lado tem sua parcela de culpa. Não sejamos maniqueistas, por favor procure pesquisar mais sobre o assunto. Busque saber as origens do conflito, veja todas as suas vertentes, entenda melhor a história.
Abraço.
Comentário por Xico Malta — 05/04/2009 @ 18:15
Deborah, eu mudarei de opiniao quando os governos eleitos com plataformas do odio pararem de serem eleitos. Voce ficaria surpresa em assistir o que eu assisto aqui. Tem muito jornalista americano apanhando em regioes de Israel so’ por fazer perguntas que todos aqui querem ver respondidas. Essa historia de que Israel e’ um exemplo na regiao e’ uma grande falacia, em primeiro lugar, quem disse que a democracia e o capitalismo sao mesmo melhores para a grande maioria da populacao? Acho que o que esta acontecendo agora no mundo mostra o quanto nos estivemos errados e por quanto tempo. O capitalismo foi otimo mas quando quebrou, pediu ao mundo que se socializasse afim de salvarem suas peles. Mais uma vez os pobres do mundo estao sofrendo por erros de pseudo democratas e capitalistas. Temos que voltar a olhar para nos mesmos e para onde vivemos e quastionarmos tudo o que aprendemos. A historia de dar nomes a grupos e paises e governos deve ser re-analisada e entre estes, com certeza, estao os governos nefastos de Israel. A segunda guerra acabou faz muito tempo e nos nao podemos dar apoio a quem em nome do holocausto mata a quem achar que esta atrapalhando sua existencia. Israel deve ter todo direito de existir, desde que aceite que outros tb o facam. E se quer que o ira nao tenha armas atomicas, que tenha coragem de abdicar de suas primeiro, o que nem sequer tem peito de dizer que tem. Americanos e Judeus tem que parar de achar que podem fazer valer suas vontades no oriente medio. Existem muitos paises la e Israel nao tem o direito de se auto intitular nacao lider da regiao quando ninguem os suporta. Nos, brasileiros, nao podemos embarcar nessa nao. O povo israelense nao pode ser tratado por nos como melhores que outros, isso e’ preconceito. E eu nao entendo o que tem a ver a religiao com isso. Desculpe Deborah mas eu nao me importo com esse lance de religiao, apenas com situacoes politicas em geral. Em nenhum momento eu quis ser ou parecer anti a religiao judaica, ate porque eu nao entendo disso e acho que e’ direito de cada um ter a religiao que quiser. So sou radicalmente contra esses governos de criminosos que tocam paises no mundo. Beijo pra voce.
Comentário por sergio lima — 04/04/2009 @ 22:08
Saudações Xico Malta,
Ótimo texto, interessante como o esporte rompe barreiras politicas e religiosas!
Comentário por Diego P. — 05/04/2009 @ 9:16
Saudações Diego, obrigado!
Abraço!
Comentário por Xico Malta — 05/04/2009 @ 15:13
Xico Malta, nao me venha com essa conversinha furada de descaracterizar o que eu e milhoes acham. Sou contra Israel e seu uso covarde de forca desproporcional contra um povo miseravel como o palestino e a ameca de forca contra outros povos da regiao. Recentemente um israelense que sabia que eu era brasileiro veio me perguntar como podia terem matado um israelense numa praia do rio de janeiro, que o nosso governo deveria se envergonhar. Eu mandei ele para aquele bom lugar e disse a ele que morrem dezenas de brasileiros todos os dias no Brasil vitimas da mesma violencia e a resposta dele foi que isso era problema nosso, que para ele o que importava era o assassinato de um irmao de patria dele. Mais uma vez, nao foram poucas que um israelense demonstra que suas vidas valem mais que a dos outros. Sobre isso voce e os pseudo sabidoes nao querem comentar. Voce nao e’ israelense, so tem a mesma religiao que a deles, portanto, provavelmente nem convive com israelenses de verdade, mas acha que pode dar opiniao sobre os caras porque le muito a respeito. Va la visitar como jornalista e depois me diga o que e’ o povo israelense. Alias, eu venho cometendo o erro de chamar os israelenses de judeus e percebi que uma coisa e’ uma coisa e outra coisa e’ outra coisa, nao cometerei mais este erro. Israelenses sao os caras que eu quero criticar e sobre eles serem os culpados sobre tudo, eu jamais disse isso, ao contrario, disse que eles tem o mesmo direito de ter seu estado que os outros tem, mas tem que parar de se acharem superiores, e eles se acham mesmo superiores e nao sao poucos nao, sao a grande maioria. Eu convivo com indianos e nunca tive esta experiencia, com russos, irlandeses, ingleses, alemaes, italianos, chineses e com mexicanos e os unicos a terem problemas sao os caras de israel. E nao sou so eu quem mete o pau neles, algumas pessoas aqui odeia os caras. Vc deveria procurar entender mais sobre a realidade atual e nao me vir com essa conversa de historia. E’ por causa disso que eles nao param de brigar, por causa de um passado de uma terra que ninguem quer dividir e que na verdade so vive enterrando gente. Eu quero resolver o problema de maneira pratica, onde tanques israelenses sejam punidos pela ONU por atirarem em criancas armadas de pedras. Eu quero ver o mundo ter peito de sancionar o governo de Israel quando ele matar cento e oitenta criancas palestinas e sequer pedir desculpas por seu missel ter atingido o alvo errado. Imagine se fosse o inverso, se um missel matasse cento e oitenta criancas israelenses. A midia israelense que domina o mundo explodiria as manchetes e mostraria as criancas ensanguentadas. Pergunte se alguem aqui mostrou alguma imagem das criancas palestinas, quase nem se deu a noticia. Como se criancas tivessem nacionalidades, sexo ou cor. Crianca e’ crianca. Nao pense que eu nao fico ainda mais revoltado com o que acontece na africa, fico muuuuuuito mais, ou que nao compro briga com americanos sobre a quantidade de iraquianos mortos nesta guerra comercial mentirosa, grande parte mortos por homens com a bandeira americana nos ombros. Odeio guerras, meu filho, nao e’ porque e’ a sua guerra, essa que voce parece querer a todo custo justificar ou achar desculpas para, nao nao, guerras sao um grande esquema onde empresas faturam bilhoes as custas das vidas de miseraveis, sejam eles, israelenses, sejam palestinos, sejam iraquianos ou americanos, em guerras so vencem as grandes corporacoes grandes contribuintes eleitorais dos fazedores de guerra. Se vc morasse aonde eu moro e trabalhasse para quem eu presto servicos vc saberia do que eu falo. O estado israelense e seus parceiros lucram com o odio, meu amigo, como o estado americano e seus parceiros lucram com a guerra. Me admira ver caras como voce defendendo esse tipo de gente, e ainda pedindo que eu va pesquisar. O bom senso nao precisa de estudo, meu caro. Se vc nao consegue ver o que o governo israelense faz entao acho que estamos conversados. Continue acreditando em paz por tocidas em meio a guerras. Ou continue achando que tudo sempre tem a ver com religiao que ai logo logo vc vai ficar bem parecido com alguns malucos que conhecemos. Alias, obrigado por respeitar a minha opiniao e so pincar a parte que mais lhe interessa para discordar. Debate e’ debate, mas deve ser justo e mais complexo. A sua resposta e’ que foi simplista, diga-se. E por favor, pare com essa conversa de historia. Vamos resolver o problema de hoje. Ai e’ mais dificil, ne’? Entendo…Abraco.
Comentário por sergio lima — 05/04/2009 @ 19:36
Sergio,
Acho que você não entendeu o que eu quis dizer. É obvio que o governo israelense tem sua parcela de culpa mas e os palestinos? São apenas vítimas? Para resolver o problema de hoje é preciso entender a história, senão não se resolve nada. É lógico que eu vejo as mazelas do governo israelense, sou o primeiro a criticá-las. Por favor não bote palavras em minha boca. Queria apenas te mostrar que não existe um lado bom e outro ruim neste conflito. Releia o post, por favor, e veja que lá critico a postura da direita israelense e tento demonstrar que existe também pessoas que querem a harmonia, como os trocedores do Happoel Tel AViv e o time do Bnei Saknin. Por fim , gostaria que você não generalizasse o povo israelense, há muitos que lutam pela paz e que são a favor do estado palestino. Generalizando um povo você comete injustiça. QUERO deixar bem claro, sou contra a guerra e a postura do governo atual de Israel. Sou contra a matança de crianças e de outras vítimas inocentes, Que fique bem claro! Entendeu?
Abraço cordial e sem rancores.
Comentário por Xico Malta — 05/04/2009 @ 20:01
Sem rancores, Xico, mas o entendeu nao precisava. Acho que o respeito deve ser mutuo. Eu discordo de voce numa boa, mas nao precisa querer bancar o espertao. E no dia em que eu ouvir um israelense falando contra seu governo, pode ter certeza que vou mudar de ideia. Nunca ouvi ou li nada neste sentido. Na verdade, eu ate admiro a uniao dos caras, mas nao aceito suas ideias. Quanto aos palestinos, desculpe, o que sao eles como nacao? Eu assisti a um documentario que me deu pena daquela gente. Criancas sendo treinadas a odiar o proximo, assim como as criancas israelenses. O documentario mostrava os dois lados do conflito e acabou com a jornalista inglesa que fazia o filme morta por um sniper israelense, mesmo segurando a bandeira branca. Eu fico pensando se a ONU decidisse que o Japao devesse ceder metade de seu estado a um novo pais. Acho que ninguem aceitaria isto e nao sei porque os Palestinos tem que aceitar. Nao vamos nem falar das inumeras areas anexadas. Fico pensando como alguem la em Nova Iorque pode tomar a decisao de dividir um lugar onde provavelmente nunca esteve e achar que tudo vai acabar bem. Ainda mais com as diferencas religiosas e as diferencas que cada uma deles tratam cada cidade ou partes de cedades “sagradas”. Acho que se eu fosse palestino iria odiar os israelenses pra sempre, ou pior, iria odiar quem permitiu que eles tomassem nossa terra. Mas como eu disse antes, nao me importa o passado, quero o fim desta guerra. Acho que o mundo tem que dar um basta nisso e obrigar que ambos os estados se respeitem, deixando de suporta-los ou negociar com ambos. Nao e’ pra isso que serve a tal ONU? Mas contra israel ninguem se mexe, ja reparou? E eu, desculpe, tenho o direito de nao gostar de quem eu bem quiser. O povo israelense nao me deu motivo algum para que eu os admirasse, muito ao contrario. Posso estar cometendo um grave erro e nao seria o primeiro, mas nao erro por omissao, tomo partido baseado no que experimento e hoje eu nao gosto dessa gente, nada nada nada a ver com religiao, por favor. Mas nao gosto dos israelenses. Como eu disse antes, seu governo e’ o retrato de sua gente e o cara recem eleito e’ o segundo pior de todos eles, escolhido pelos israelenses. Sinto muito pelos israelenses que nao suportam este governo, mas, a vida e’ assim, os bons pagam pelos ruins, e eu te prometo, se um dia eu encontrar com algum israelense e este me disser coisas ruins a respeito do governo de extrema de Israel, pode estar certo, vou pedir autorizacao para beija-lo no rosto e lhe de um abaraco super apertado e vou ficar feliz, porque esse sentimento me incomoda e muito, mas eu nao consigo controlar meus sentimentos com relacao aos israelenses, nao saio gritando que odeio porque nao odeio, mas se eu puder evitar lidar com eles evito. Desculpe, quem se queimou tantas vezes como eu, so vai la de novo se for muuuuito burro e isso eu sei que nao sou. Grande abraco.
Comentário por sergio lima — 05/04/2009 @ 21:45
É inquestionável o direito à existência do Estado de Israel. Seu povo lutou muito por isto. Como penso também ser inquestionável o direito a um Estado Palestino, que por razões políticas e teimosia árabe não se concretizou. Os extremistas de ambos os lados não deixam o sonho de paz se concretizar. Penso que a comunidade judaica internacional deveria se mobilizar e extender de verdade as mãos ao povo palestino, ajudando-os a tirá-los da pobreza e da opressão e mostrando que a paz é possível. Na minha opinião falta este movimento de boa vontade.
Comentário por Paulo C. Patriota — 01/10/2009 @ 12:05