Do leitor

14 mai

Do leitor

Ontem, quando abri o email, estava o o texto abaixo deste post.

É de Leandro Iamin, amigo, palestrino e leitor do blog.

Ele fala de sentimentos, da vida, dor e alívio, amor por futebol, pela família, mulher…

Expressa uma das sei lá quantas interessantes facetas dos pensamentos de um torcedor que ama o time.

Da relação íntima entre futebol e vida.

Eu adorei e recomendo.

De pé, e de verde

De Leandro Iamin

1997. Minha avó morre. 1998. A família revoluciona-se.

Eu vou parar num apartamento afastado.

Lá, assisto, sem nenhum móvel, a Final da Copa do Brasil de 98.

Não me tira de uma depressão adolescente.

Só em maio de 1999 que sinto a redenção.

Marcos defendia pênaltis. “Será o nome de meu filho”.

Uma escolha de gratidão.

2008. Morre Bindi, amigo, palmeirense, dói ver o verde em campo.

E eu perco a noiva. Pouco depois, saio do trabalho.

Estou deprimido.

Marcos repete o lembrete de dez anos antes.

Me lembra que o Palmeiras é começo, meio, fim, metáfora, sobrenome, caricatura, tudo que eu sou.

Me lembra que já são tantos anos, e tantos sonhos.

O sonho de ser pai – que eu pensei que tinha deixado pra lá.

O Palmeiras me redime. Me absolve de meus maiores equívocos.

Reescreve minha história, me levanta.

O Palmeiras sabe quando é aquele jogo em que eu mais preciso ganhar.

Aqueles jogos que, de dez em dez anos, nossa vida precisa ganhar.

E que nosso time consegue dar o caminho.

Eu estou de pé, e de verde.

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15 Comentários »

Escrito 45 minutos após o jogo. Tem aí uma carga que, com calma, posso elaborar um texto muito mais detalhado, coeso. Mas não teria graça escrever sobre isso se não fosse 45 minutos após o jogo. Porque não é racional. É emocional. As coisas que passaram pela minha cabeça entre o fim do jogo e a disputa de penaltys, entre lágrimas, eram a minha vitória. Ratificada, ou repetida, minutos depois, com o triplo de lágrimas. Pela cabeça passa a vida, a mulher, a carreira, quem se foi, quem virá. E o futebol dá sentido a isso. Uma espécie de milagre. Obrigado, Vitor, por publicar esse desabafo.

Comentário por Leandro Iamin — 14/05/2009 @ 6:16

 

Fala Birner
quem gosta de futebol de verdade, que sofre na eliminacao no ultimo minuto, que vibra com a vitória no ultimo minuto, entende o brilhante texto do Leandro.!!
Feliz somos nós que gostamos de futebol sem esquecer as outras coisas……
Grande Abraço
Leonardo Palmeirense de Caieiras

Comentário por Leonardo Silva — 14/05/2009 @ 7:44

 

Caro Leandro,

Lindo texto.
Linda história de vida: real, humana, concreta, de fato vivida, com dores e amores.

Belíssima metáfora do futebol com a vida.

Lembre-se, mesmo os rebaixados um dia podem ser grandes campeões no dia seguinte!

Não desista.

Viva todo os momentos com esta mesma honestidade, os de tristeza também, faz parte, pois só se vive no momento presente. Todo o resto é ilusório.

A vida não fecha as portas para os que, como vc, a vivem com honestidade de alma. Tenha certeza disso.

Obrigada pelo texto.

Abraço carinhoso,
déh

Comentário por deborah — 14/05/2009 @ 8:29

 

Sensível, sincero… lindo.

Comentário por Kelli — 14/05/2009 @ 9:30

 

Baita post do parceiro palestrino Leandro Iamin.
Relacionando futebol, com sofrimento pessoal, família, esposa, sensacional.
Na Copa do Brasil tinha 8 para 9 anos, e na épica Libertadores, cujo grande herói São Marcos, tinha 9 para 10 anos, mas lembro bem, foram grandes emoções.
Dale Palestra.
Parabéns pelo texto!
Abraço.

Comentário por Rener — 14/05/2009 @ 9:32

 

Ao ler este texto fico arrepiado como qualquer bom amante de futebol.
Nesta quarta percebi que há coisas que só o futebol pode proporcionar.
Assisti ao primeiro tempo em um bar, matando aula, no segundo, estava sofrendo em uma aula de processo penal com o radinho no ouvido, nos pênaltis, estava no corredor, roendo as unhas com uma palmeirense que nunca havia visto mas que aproveitou meu segundo fone.
Definitivamente o futebol é mágico, e ser alveverde é uma honra, principalmente quando somos prestigiados com um sofrimento como o de ontem.

Comentário por Bruno Carrieri — 14/05/2009 @ 10:47

 

Bonito texto.
Contudo, sem querer ser pessimista.
Acho q o futebol, como qualquer diversao ou religiao, proporciona alivio e nao redencao.
Qdo a partida acaba, lá estao nossas dividas, as crises ecomomicas, as enfermidades e tal, para nos esmagar novamente.

Comentário por MIRANDA, "Tri-campeão da humanidade"!! — 14/05/2009 @ 10:52

 

Legal Pacas!!!!!!!!
Saudações ao xará!

Comentário por Leandro Gouveia — 14/05/2009 @ 11:38

 

De pé e de Verde! Minha só me deu o prazer da sua inefável companhia até 1996. Belos títulos ao lado dela…

Comentário por Rafa — 14/05/2009 @ 12:26

 

Sou torcedor do Sport. Minha cabeça tá doendo até hoje.

Belo texto, só não queria que sua reviravolta tivesse que ser em cima do meu time. Mas é isso, assim é o esporte que gostamos.
Mas teve uma coisa boa em terça-feira, ver Marcos em altíssimo nível novamente. Ele merece uma estátua. Parabéns aos Palmeirenses de verdade.

Mas ano que vem tem mais.

Comentário por João Pena — 14/05/2009 @ 15:00

 

nossa parece post de auto ajuda!
amigo te aconcelho torcer pra outro time pq esse sohte trsteza e como vc mesmo falo só dq 10 anos de novo pra ganha… e ainda tudo de ruim acontecer como aconteceu…
lamentavel o birner dar espaço pra essas coisas
PS: eterno bindi!

Comentário por felipe — 14/05/2009 @ 16:21

 

O texto é muito belo, e a historia muito bonita.
Mas pera ai, estamos falando de Oitavas de Libertadores, contra o Sport. Menos… parece que o Palmeiras ganhou o Mundial de Clubes contra o Barcelona.
Abs,

Comentário por Matheus — 14/05/2009 @ 17:03

 

No programa loucos por futebol da redio Bandeirantes, ouvi as últimas palavras de Bindi.
Era final do Campeonato Paulista e Marcos era substituído por Diego.
Bindi ressaltava a admiração por Marcos e a elgria de ver o Palmeiras cmapeão novamente.

Bindi sabia tudo de futebol e quem sabe tudo de futebol sente saudades dele e adora o goleiro Marcos.

Grande abraço

Comentário por Marcus — 14/05/2009 @ 17:32

 

A Corintiana aqui se arrepiou. Bela texto!

Comentário por Lilian Nomura — 14/05/2009 @ 17:35

 

Leandro, parabéns, você conseguiu resumir o verdadeiro palestrino. Lá da arquibancada da ilha do Retiro tive um sentimento parecido ao seu ao ver a bola subir no penalti do Dutra.
Outras dessas virão, e tenho certeza que em menos de dez anos.
Você emocionou de verdade, dando lição a torcedores da boca pra fora!
Abraço, Beto.

Comentário por roberto bovino — 15/05/2009 @ 13:13

 

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