Rebaixamento
Fazia tempo que o titular Rui Branquinho, amado pela torcida do Flamengo, não dava o ar da graça.
Voltou em alto nível, com um post muito interessante.
Recomendo.
De Rui Branquinho
O mercado do futebol já vem mudando há alguns anos: no Brasil e no mundo. A época das vacas gordas, dos times galácticos já estava distante quando a “atual crise” chegou.
Olhando a abertura das últimas janelas para contratações já percebíamos que não havia mais aquela enxurrada de dólares, euros, e sei lá qual o nome das moedas dos países árabes.
Procura modesta, valores bem mais razoáveis e pouca insistência. Esse era o cenário que nossos dirigentes encontraram nessas últimas janelas. Cenário dramático já que todos os clubes do país – sim, isso é uma afirmação – só conseguem terminar um ano no azul se venderem algum/alguns jogadores preferencialmente para o exterior. Isso obviamente se quiserem montar times competitivos o suficiente para a disputa de títulos e não dependerem de fontes ilícitas para obtenção de recursos.
E aí veio a crise. E junto com ela a fuga ou retração dos investimentos em futebol de muitos anunciantes e patrocinadores. Resumindo, o tamanho do negócio futebol encolheu no mundo todo.
Por aqui o sintoma mais imediato foi sentido na camisa dos times. É só reparar. Se no São Paulo nada mudou na camisa – a coreana LG continua por lá – não foi pelo valor desejado. No Palmeiras sai FIAT – um senhor anunciante do nosso mercado – para entrar a também coreana SAMSUNG.
O Corinthians – com Ronaldo e tudo – passou literalmente em branco no uniforme até fechar com a Batavo, depois com Bozzano na manga e Banco Panamericano no calção. E, diga-se de passagem, fechou mais pela presença e repercussão do astro que por outra coisa qualquer. Jogadaça de marketing. E não uso esse termo de maneira pejorativa não. Aliás não sei porque muita gente considera uma “jogada de marketing” uma coisa ruim.
O fato é que o negócio futebol parece ter ficado menos atraente. Ou pelo menos é considerado mais descartável pelas empresas. Acho que com a saída da FIAT do Palmeiras não temos nenhum dos 30 ou 40 maiores anunciantes do país patrocinando um grande time – sinceramente não chequei o ranking e posso estar cometendo algum engano mas sinceramente não me lembro.
O Flamengo, dono da maior torcida do país, anda entrando em campo com a camisa lisinha. Aliás, linda. Mas como beleza não se põe a mesa … Será possível, repito, que estar estampado na camisa do time de maior torcida do país não é bom negócio? Tá bom que nunca concordei com o patrocínio da Petrobras por se tratar de uma empresa estatal, mas o fato de não aparecer ninguém surpreendeu. Isso sem falar de outros tantos clubes que estão de camisas disponíveis por aí.
Mas enquanto tudo isso acontece nos clubes, basta olhar para o outro lado do negócio futebol para chegar a conclusão que talvez o negócio futebol continua atraente para muitas empresas, desde que seja tratado de forma adequada.
O patrocínio do pacote de futebol da Globo – pacote de mídia mais caro do país – é renovado por quase todas as empresas há anos. E, quando uma delas resolve não mais patrocinar os jogos transmitidos pela Globo outra empresa rapidamente toma seu lugar. A disputa é acirrada e muitas empresas ficam na torcida para quem algum dos atuais cotistas desista abrindo uma vaga.
A seleção brasileira também não sofre por falta de empresas interessadas. A Nike renovou contrato por mais não sei quanto tempo, Inbev não tira o Guaraná do peito da seleção por nada, o banco Itaú acabou de chegar … a operadora Vivo está a manga. A Copa de 2014 também já começou a atrair empresas daqui e de fora.
A única conclusão a que se chega é que CBF e Rede Globo fazem, cada uma a seu jeito, eficientes trabalhos na captação de recursos. Já os Clubes …
Será que o que interessa é o futebol brasileiro como um todo e não os clubes? Será que ainda reina o medo dos anunciantes em atrelar sua marca a esse ou aquele time e desagradar o restante de torcedores? Ou será que o retorno que os clubes entregam as empresas não é tão sedutor assim? De um jeito ou de outro basta um instante de reflexão para notar que o cenário mudou, os tempos são outros e quem ficar repetindo velhas fórmulas vai ficar para trás.
E no futebol quem fica muito para trás é rebaixado.



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O futebol é um produto interessantíssimo. Mas enquanto os clubes brasileiros continuarem a ser administrados de forma amadora manterá os anunciantes afastados.
Comentário por Lilian Regiane — 15/05/2009 @ 1:33
Não entendi. Agora o senhor acha que a torcida do mengão é a maior do Brasil.
Vá cuidar da sua agência. Isso para não te mandar pra um outro lugar.
Já que o Birner não aprovaria meu comentário.
Abs Birner
Comentário por Flavio Almeida — 15/05/2009 @ 3:28
Flavio,
não me mandando para a Gávea tá ótimo. Pelo jeito não seria bem recebido por lá.
Rui
Comentário por Rui Branquinho — 15/05/2009 @ 17:08
Rui, Rui, Rui.
Gostaria imensamente de ler mais post’s do Branquinho. Brinde-nos mais, Rui.
Como pouco há a acrescentar ao tema abordado com o natural brilhantismo do escriba, gostaria de dizer que vejo necessidade das adminstrações dos clubes serem adaptadas à nova realidade, equiparando os gastos às receitas (ou vice versa), nos seus diversos departamentos (social, esportes amadores, etc).
E, fazer valer sua autoridade sobre o comando técnico dos seus respectivos times de futebol, forçando (isto mesmo, forçando, interferindo diretamente, trocando por outro o profissional técnico se não for atendido), a escalação de valores revelados nas bases, na tentativa de pelo menos, pagar a conta da formação ao deixar de investir em contratações de jogadores muitas vezes, de menor nível do que já se possui. Quando se trabalha bem, não se deve desprezar milagres dos santos da própria casa em nome da vaidade estúpida de profissionais insensíveis às necessidades do seu empregador. Treinadores “narcisos” não se coadunam com a realidade trazida pela crise.
Comentário por Luiz Antonio — 15/05/2009 @ 4:35
camisa do flamengo linda?putz…essa eu nunca ouvi.
vai ter mau gosto assim lá na gávea.
Comentário por Wellington — 15/05/2009 @ 8:41
Peraí … Qual é bonita então? Palmeiras?
Rui
Comentário por Rui Branquinho — 15/05/2009 @ 17:09
Falta agora inventar o palito de fósforo.
Comentário por Visão Desconexa — 15/05/2009 @ 8:41
Isqueiro nem pensar?
Rui
Comentário por Rui Branquinho — 15/05/2009 @ 17:10
Acho que comparar a captação de patrocínio da CBF e Globo com os clubes não é muito justa.
A CBF se vale de grandes astros no elenco, podendo escolher quem quiser sem precisar pagar salário e cobrando fortunas por amistosos da seleção. Veja como o Corinthians precisou se submeter a partilhar o patrocínio para ter o Ronaldo e recuperá-lo, enquanto a CBF pode simplesmente aproveitá-lo como jogador e garoto propaganda de graça quando quiser, bastando uma convocação – e sem contribuir em nada em sua recuperação.
Mesma coisa a Rede Globo: não faz diferença se um ou outro clube está bem ou mal, ela vai acompanhar e transmitir os que estiverem na ponta dianteira da tabela. Logo, seus anunciantes estarão sempre juntos aos postulantes ao título. É diferente de um clube que pode não se sair bem no campeonato e a marca do patrocinador da camisa não ser exposta como previsto inicialmente. Anunciar no futebol da TV tem menos riscos que na camisa.
Comentário por Denis — 15/05/2009 @ 9:43
Rui,
Depois que o SPFC “engoliu” a renovação com a LG eu escrevi aqui que acredito que a diretoria do clube deveria contratar uma assessoria especializada em exploração de imagem.
Acho que os clubes precsiam buscar o apoio de especialistas na hora de negociar os patrocínios.
Abraço,
Beto
Comentário por Beto — 15/05/2009 @ 10:09
Caro Rui Branquinho
A Seleção Brasileira e o futebol brasileiro agregam todos os torcedores, portanto tudo o que se fizer, neste contexto geral, atrairá uma gama muito maior, sem despertar qualquer rivalidade ou revancismo.
No tocante aos clubes, especificamente, já ocorre o contrário, cada qual puxará a sardinha para sua brasa e o grande bolo, quando se trata da paixão do torcedor, se esvai em fatias, umas maiores outras menores, mas ocorre a divisão. Talvez este seja um dos fatores do não investimento nos clubes.
Outra questão que se deve levar em conta é a forma pela qual os clubes são administrados. Dirigentes amadores, sem profissionalismo, que colocam a paixão e a emoção acima de tudo, tem colaborado de forma negativa para este triste cenário, onde vemos clubes falidos, desestruturados, clubes centenários que sequer possuem centros de treinamentos decentes para os atletas desempenharem bem o seu trabalho e que pensam mais em si próprios e lesam o clube financeiramente, deixando os mesmos endividados e sem credibilidade junto aos patrocinadores.
Assim, quem vai querer investir nos clubes sabendo que certamente terá dor de cabeça mais tarde? Sabendo que não terá o retorno esperado, sem saber quel será o verdadeiro destino do dinheiro aplicado?
Clubes sérios, organizados, estruturados e planejados (no Brasil, podemos contar nos dedos de apenas uma das mãos quais são) sempre terão espaços e credibilidades junto aos investidores, enquanto outros, se imaginam que viverão apenas pela paixão de uma torcida, estarão fadados ao casuísmo e a correr sempre atrás dos melhores, se consolidando numa posição clara de coadjuvantes ao término das competições.
Abraço!
Comentário por Márcio Augusto — 15/05/2009 @ 10:24
Rui, pq não concordava com o patrocínio da Petrobras? Empresa “estatal” – na verdade, sociedade de economia mista, da qual o Estado é apenas acionista (o principal, mas um entre inúmeros) – também faz propaganda. Vc é contra a Petrobras fazer propaganda? Vc é contra a Petrobras patrocinar equipe de F1? Empresa “estatal” tem que viver de subvenção do governo, e não de produtividade? Ou era contra pq patrocinava o Fla?
Não custa lembrar que “propaganda é a alma do negócio” e que portanto, qualquer empresa precisa fazer a sua. Explica aí para eu entender, pq pra mim, não faz sentido.
Comentário por Ronaldo — 15/05/2009 @ 10:25
Ronaldo,
tecnicamente pode ser como vc está dizendo mas pq patrocinar apenas um clube brasileiro? Qto a ser estatal ou não pense o seguinte: como é escolhido o Presidente da Petrobrás? Ou melhor, quem indica? E as agências de propaganda que querem disputar a conta da Petrobrás participam de concorrências públicas com edital e tudo. Coisa que só acontece no caso de contas do governo.
Jamais seria contra propaganda mas patrocínio é outra coisa. O da F1 por exemplo faz todo o sentido.
Abs
Rui
Comentário por Rui Branquinho — 15/05/2009 @ 17:14
Desaparece Rui! Jornalismo tem que ser feito com imparcialidade. Todas as opiniões têm que ser respeitadas, desde que embasadas por fundamentos lógicos, por pressupostos fáticos notórios, objetivamente comprováveis. Você opina com a mesma dose de racionalidade que os ocupantes das arquibancadas. Volte para sua agência! E evite utilizar o nome do Mengão em vão.
Comentário por Cláudio Alcântara — 15/05/2009 @ 10:55
Pode deixar … Não sou jornalista, sou torcedor mesmo.
Abs
Rui
Comentário por Rui Branquinho — 15/05/2009 @ 17:15
Baita post!
É evidentemente uma constatação, com a crise os investimentos externos que já foram menores na última janela, podem ser ainda menores nesta que está por chegar, que os clubes brasileiros são mal administrados todos já estão carecas de saber, mas agora a tendência é que os clubes brasileiros vendam seus principais jogadores mesmo que por menor valor, pois necessitam de grana.
Impressionante como a CBF vende bem seu produto, já os clubes…
Infelizmente, como o Rui Branquiho bem disse:
- Quem ficar para trás, será fatalmente rebaixado.
Abraço.
Comentário por Rener — 15/05/2009 @ 11:15
Esse tal de Rui só pode estar de brincadeira. A Petrobrás é uma empresa de capital misto. É só procurar no google que ele vai saber o que significa. Ainda se mete a cronista, conta outra.
Comentário por Andre Luis — 15/05/2009 @ 11:20
Putz, assunto chato, coisa de publicitario mesmo
Sds
Comentário por Nathan Mailer — 15/05/2009 @ 12:50
Vítor Anthony Nelson, acho que a garrafa que você achou na praia era de pinga – “das braba”.
Comentário por Visão Desconexa — 15/05/2009 @ 13:27
Muito interessante a comparação entre Clubes e CBF / Seleção no Brasil. As empresas não rasgam dinheiro, o assunto patrocínio é tratado com base em dados reais, e não com a passionalidade que nós torcedores o tratamos.
Não adianta aqui um flamenguista apaixonado “achar” que sua marca vale 10, se o mercado paga 5, e o mesmo se aplica ao Corinthians, Palmeiras, SPFC, e outros grandes clubes.
Quem faz o preço são dois fatores: o mercado (óbvio) e o poder que o candidato ao patrocínio tem de agregar valor à sua camisa, de demonstrar isso de forma concreta e objetiva, com fatos e não apenas com a paixão.
Muito boa a matéria! Agora, tentar desqualificar o Rui como alguns fizeram é brincadeira… o cara é “apenas” o presidente da W/Brasil… só isso!
Comentário por Carlos — 15/05/2009 @ 14:20
“E no futebol quem fica muito para trás é rebaixado.”
Caro Rui,
Quanto a esta sua frase, ninguém discordará, principalmente, se ao final do campeonato estiver entre os quatro últimos na tábua de classificação.
Sobre isto assunto torcedores de Fluminense, Botafogo, Corinthians, Grêmio, Atlético-MG e Vasco, dentre outros, podem discutir com muita propriedade ihihihihihihih!!!!!
Saudações TRIcolores, o “irrebaixável”!
Comentário por Márcio Augusto — 15/05/2009 @ 15:35
Faltou dizer que o clube dele além de manter o mesmo valor ,teve que dar para a LG,a manga da camisa.Quando o assunto é futebol esse senhor,não consegue esconder a camisa tricolor.
Comentário por sergio murilo — 15/05/2009 @ 18:46
Sergio,
manga do SPFC já é utilizada pela FastShop através de um acordo com a LG desde que Habib’s saiu de lá. Salvo erro isso aconeceu em 2007. Qto a esconder a camisa tricolor …. Prá que esquecer se a camisa é linda?
Abs
Rui
Comentário por Rui Branquinho — 16/05/2009 @ 10:43
Rui, achei algumas medidas do Corinthians interessantes, entre elas: os patrocinios de camisas por jogo enquanto não tinha um patrocinador assinado, o logo da Panamericano numa área da camisa que a principio fica dentro do short, e a maior de todas as sacadas, como vc mesmo colocou, apostar no Ronaldo. Sacada de marketing sim, mas também do departamento de futebol.
Desculpe minha provocação, inclusive porque concordo com essa tendência que vc está observando na maioria dos clubes brasileiros, mas será que falta um pouco de inovação no marketing do SPFC?
Abraço.
Comentário por Coca — 16/05/2009 @ 15:28
Coca,
os tempos mudam e talvez as camisas lotadas de patrocinadores – esporádicos ou fixos – se transformem em uma realidade como os poluídos macacões da F1. Eu particularmente não gosto. Até hj – note o até hj – países com campeonatos bem estruturados não precisavam disso. Mas isso é até hoje … Tudo anda mudando. Sobre o marketing do São Paulo ou de qq outro clube ou empresa vale a mesma regra: inovar sempre.
Comentário por Rui Branquinho — 18/05/2009 @ 0:15
Caro Rui,
Há tempos atrás senti raiva de você pelo que escreveu sobre a torcida do Flamengo.
Mais recentemente, em uma mensagem ao Birner, escrevi que você, publicitário premiado, deveria se retratar para que seu prestígio e credibilidade não ficassem manchados por quaisquer sofismas que porventure terias dito naquele famigerado “post”.
Agora, como se atendesse meus apêlos, você publica êste artigo onde reconhece a grandeza da nação rubro-negra. Quero te parabenizar por isso, não estou sendo irônico, gostei da sua postura humilde.
Tenho 55 anos, aos 10, em 1964 vi meu primeiro jogo de futebol ao vivo, foi um Fla-Flu no Maracanã perante mais de 100.000 pessoas, uma beleza! Um jogão que terminou 3×3, mas o que mais me impressionou foi a torcida do Flamengo. Era um verdadeiro oceano de bandeiras vermelhas e prêtas que ocupavam seguramente 2/3 do estádio. Jamais esquecerei o momento, quando atravessei o tùnel escuro que dá acesso às arquibancadas e vi a cena que relatei.
Nós torcedores do Flamengo sentimos a nossa torcida como uma espécie de patrimônio especial intocável, quase uma divindade, e acredito que os corinthianos, pelo tipo de torcedores que são, apaixonados e entregues, devam sentir o mesmo.
Especialmente nesse momento de sua história, o Fla, enterrado em dívidas, sem ganhar títulos importantes há muito tempo, o culto à “entidade” Torcida do Flamengo se exacerba, pois ela se transformou na única e última reserva moral do time. Daí a enorme reação ao seu primeiro “post”
Deixo meu abraço e mais uma vez te felicito pela postura adotada.
Frederico
Comentário por Frederico de Carvalho — 16/05/2009 @ 16:26
Frederico,
o post sobre o tamanho da torcida do Flamengo – até hj o mais comentado do blog – continua valendo para mim. Sinceramente não sei se a maior torcida é a Flamengo mas como não há nenhuma maneira de comprovar isso preciso aceitar os dados disponíveis mesmo que incompletos. Além do mais , independente do tamanho da torcida, o Flamengo é o Flamengo e, juntamento com Santos, Botafogo, São Paulo e Corinthians merecem eterno respeito quando o assunto é futebol brasileiro.
Abs
Rui
Comentário por Rui Branquinho — 18/05/2009 @ 0:19
Olá, Rui.
Não entendo lhufas de marketing, mas fiquei aqui pensando algo.
Os próprios clubes (alguns deles) não seriam marcas interessantes por elas mesmas, a serem melhor trabalhadas? A marca Flamengo e marca Corinthians, por exemplo, têm lugar garantido em qualquer canto do país. Se a era é de Aquário e deve-se abandonar as velhas fórmulas e assumir as inovadoras, por que esta relação patrocinador clube não se inverte?
Hoje, o patrocinador coloca sua marca no produto futebol: por que o futebol não coloca, ele também, sua marca num ou outro produto, como o fazem Antonio Bandeiras, Xuxa e tantos outros? Não falo de lembrancinhas e badulaques a serem vendidos nas lojas esportivas, canecas, chaveiros. Não. Falo de produtos de “verdade”, do mercado geral.
Fico imaginando um perfume (boticário, natura, pouco importa) com o nome ’superação’, com a referência suave e leve, na embalagem, ao Timão, numa campanha publicitária, esta um pouco mais agressiva, ligada à história do time: mas nada muito explícito ou panfletário, visando não só os corinthianos, como os sem-times ou os não-fanáticos (e se houvesse uma versão feminina, emtão, o produto poderia vender muito bem).
Poderia haver, ainda, sandálias com tiras com a marca implícita Flamengo ou tacos de golfe com a marca (esta, explícita!) São Paulo FC (sorry, não resisto. hehehe!).
Não se trataria de usar jogadores como garotos-propaganda; mas, sim, de usar a marca dos clubes como motor de venda de um ou outro produto já presente no mercado, sob marcas já bem vendidas. As sandálias com tiras, por exemplo, não teriam o distintivo do Mengo, talvez só a referência às cores, o que poderia atingir um público maior.
Os clubes se colocam com o pires na mão quando, independentemente das letras que estampem suas camisas, seus milhões de torcedores permanecem fiéis a eles. Se nós, corinthianos, permanecemos fiéis ao time mesmo com aquela holandesa azul horrorosa no meio daquela linda camisa; se os palmeirenses continuam palmeirenses, apesar das cores escolhidas para o time, por que não usar a força destas marcas para ganhar grana de um modo ativo?
Não seria melhor que ficar correndo atrás dos caras, pedindo pelo amor de Deus?
Abraço.
d.
Comentário por DeboraH — 17/05/2009 @ 10:28
Debora,
sem dúvida seu raciocínio está correto. Acontece que um projeto assim exige muito trabalho, muito talento e um bom tempo. Os clubes hoje ainda não podem custear nada disso e por isso dependem das horas vagas de bons profissionais ou da falta de profissionalismo quando dão soluções caseiras aos seus Departamentos de Marketing.
Abs
Rui
Comentário por Rui Branquinho — 18/05/2009 @ 0:22
Rui, vamos por parte:”tecnicamente pode ser como vc está dizendo mas pq patrocinar apenas um clube brasileiro?”
- Uai, pode patrocinar quantos quiser. Se patrocina o Fla, não deve ser a toa, afinal de contas, não tem bobo neste mercado, certo? Devem ter sentado, pesquisado, e chegado a conclusão de que o investimento valia a pena. Ninguém bota R$14.000.000,00 no pano verde por paixão clubística…
“Qto a ser estatal ou não pense o seguinte: como é escolhido o Presidente da Petrobrás? Ou melhor, quem indica? E as agências de propaganda que querem disputar a conta da Petrobrás participam de concorrências públicas com edital e tudo. Coisa que só acontece no caso de contas do governo.”
- O presidente da Petro é escohlido pelas regras aplicáveis a qualquer empresa S.A., ou seja, aquelas que tem seu capital dividido em ações e negociadas no mercado. Ora, a União Federal tem a maioria das ações, logo, escollhe o presidente. Regra do jogo! E as contas são disputadas por concorrência, justamente, por ser o governo o maior acionista da Petro e as contas dela serem autitadas tendo em vista de que há interesse público. Interesse público não siginifica que toda a grana que está lá é pública, certo? Mas se alguém na iniciativa privada põem grana num negócio, vai fiscalizar, pq o governo, ao por dinheiro numa empresa não faria o mesmo. Isto, entretanto, não muda o fato de ser uma empresa regida pelas regras do setor privado, inclusive e principalmente, a busca do lucro.
“Jamais seria contra propaganda mas patrocínio é outra coisa. O da F1 por exemplo faz todo o sentido.”
- Gostaria que vc explicasse este último ponto. Pq a F1 faz sentido e time de futebol não? Se fosse o seu time, seria diferente?
Comentário por Ronaldo — 17/05/2009 @ 19:55
Ronaldo,
vamos ao terceiro ponto já que os outros dois sinceramente você mesmo já respondeu.
Pq faz sentido Fórmula 1? Ser a fornecedora de uma grande equipe como aconteceu com a Petrobrás e Willians é uma vitrine da marca e do expertise da Petrobrás para o mundo. Uma afirmação de competência quando o assunto é combustível. Todos sabemos que na F1 é exigida máxima performance de todos os fornecedores: motores, pneus, combustíveis …… Excelente lugar para demonstrar força e expertise … Bem diferente da camisa de um time …
Abs
Rui
Comentário por Rui Branquinho — 18/05/2009 @ 0:28
Rui – Quanto a resposta do último tópico, sou obrigado a concordar em parte com vc. De fato, vincular a imagem de quem produz combustível com uma equipe da categoria mais competitiva, famosa e charmosa, faz todo o sentido. Entretanto, insisto que propaganda é a alma do negócio, e gostando ou não – e numa resposta acima vc destaca a importância do Mengo (entre ouros clubes tradicionais) no cenário nacional – a camisa do Fla é um outdoor ambulante de grande destaque e usado por, no mínimo umas 20.000.000 de pessoas.
Não sei vc, mas eu ADORARIA estampar a minha marca em um veículo com tal visibilidade e popularidade.
Um abraço e valeu a atenção e disposição para responder os questionamentos. Até outro dia.
Comentário por Ronaldo — 18/05/2009 @ 9:55