De José Renato Sátiro Santiago Junior
escudo por Luiz Fernando Bindi
2003 foi um ano inesquecível para o Cruzeiro.
No mesmo ano que a equipe mineira conquistaria seu primeiro e único título brasileiro, o time venceu a Copa do Brasil…
Este foi o quarto título da Copa do Brasil do Cruzeiro, recordista juntamente com o Grêmio.
O Cruzeiro disputou 11 jogos. Venceu 8 e empatou 3.
Campeão invicto!
Marcou 29 gols e sofreu 12.
Eis a ficha técnica da partida final desta conquista…
Cruzeiro 3×1 Flamengo
Local: Mineirão (Belo Horizonte)
Público: 79.614
Árbitro: Paulo César de Oliveira
Gols: Deivid a 1′, Aristizábal aos 16′ e Luisão aos 28′do Primeiro Tempo. Fernando Baiano aos 18′do Segundo Tempo
Cruzeiro: Gomes, Maurinho, Gladstone, Luisão, Leandro, Jardel, Recife, Wendel, depois Márcio, Alex, depois Sandro, Deivid e Aristizábal, depois Mota. Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Flamengo: Júlio César, Luciano Baiano, Fernando, André Bahia, Athirson, Fabinho, André Gomes, depois Igor, Fábio Baiano, depois Jean, Felipe, Edílson e Fernando Baiano. Técnico: Nelsinho Batista



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Poxa…cadê os cruzeirenses desse blog? Fiquei ausente…e nenhum comentário nesse post!?
Em 2003, o Cruzeiro tinha um timaço, mas enfrentou algumas dificuldades durante a campanha da Copa do Brasil. Absolutamente nada que ofusque o brilhantismo da conquista.
Na 1° fase, eliminou o Rio Branco (ES) no 1° jogo: 4×2, gols de Alex, M.Batatais, Maurinho e Nem (contra).
Na 2° fase, não conseguiu eliminar o adversário no 1° jogo. Não passou de um empate com o Corínthians (RN).
2 x 2 gols de Irineu e Aristizábal.
No Mineirão, claro, impôs sua superioridade: 7 x 0 (3.Deivid, 2.Aléx, Edu Dracena, Thiago Goslin)
Na final, a vítima foi o Flamengo.
Pr'o jogo do Maracanã, havia a preocupação pela ausência do Maldonado e pelo risco da dupla de zaga (Edu Dracena e Thiago) receberem o 3° cartão amarelo.
Marcinho, o substituto de Maldonado, foi muito bem e Wendel cumpriu muito bem a função de 2° volante.
Num jogo mais "amarrado" que o esperado, Gomes salvou o Cruzeiro em pelo menos 2 ótimas defesas.
Apesar das poucas oportunidades para os atacantes, os gols merecem destaque além da importância do jogo.
Aos 30 do 2° tempo, Alex marcou um golaço de letra e quando a vitória cruzeirense já parecia sacramentada, Fernando Baiano manteve a respiração do urubu, empatando aos 48 minutos.
Nas oitavas-de-final, a vítima foi o Vila Nova (GO).
No Mineirão, vitória de 2 x 0 com gols de Deivid e Thiago Goslin.
No Serra Dourada, outra vitória: 2 x 1 com gosl de Deivid e Sandro.
Nas quartas-de-final, o Vasco foi a vítima (eliminado pelo Cruzeiro pela 4° na Copa do Brasil).
O placar no Mineirão foi mais apertado que o esperado. 2 x 1 com todos os gols no 1° tempo. Aristizábal e Alex marcaram para o Cruzeiro.
No São Januário, o Cruzeiro fez um 1° tempo primoroso, mas abusou de perder gols. Só Alex marcou, aos 15 minutos.
A expectativa era por uma goleada no 2° tempo já que o Vasco se abriria ainda mais. Mas o gol vascaíno saiu cedo (15 minutos, com Souza) e Héber Roberto Lopes expulsou o volante Augusto Recife, aumentando ainda mais a dramaticidade.
Edmundo cavou muito bem, pelo menos uns 2 pênaltis. Surpreendentemente, o soprador de latinhas não cedeu á pressão de São Januário.
Essa, com certeza, foi o duelo mais dramático daquela campanha.
Nas semi-finais a vítima foi o Goiás. O Cruzeiro jogou muito bem, no Serra Dourada e poderia ter saído de lá com a classificação garantida.
Saiu na frente, aos 16 minutos, com gol de Aristizábal e abusou de perder gols. Dimba empatou aos 25 e Deivid recolocou o Cruzeiro na frente aos 38.
Devid marcou o 3° aos 19 do 2° tempo. O jogo parecia controlado, quando aos 36 minutos, Araújo diminuiu para o Goiás que pressionou muito até o fim do jogo.
No Mineirão, a zebra quis dar o ar da graça, quando Alcione (não a marrom) abriu o placar para o Goiás, logo aos 2 minutos de jogo.
O Cruzeiro tinha dificuldades de encaixar seu jogo e o drama se estendeu até os 32 minutos do 2° tempo, quando Mota empatou o jogo. No finalzinho, Augusto Recife conseguiu a proeza de marcar um belo gol.
Ah…ainda sobre o jogo no Maracanã… Luxemburgo esbravejou contra o soprador de latinhas, Carlos Eugênio Simon…mas os cartões amarelos mostrados para a dupla de zaga (Edu Dracena e Thiago) foram corretamente aplicados.
79.614 pessoas pagaram ingressos para assistir ao show azul. Só não foram mais porque a cada ano, o Mineirão “encolhe” um tanto.
Os corações acelerados, frio na espinha, dor de barriga, unhas ruidas, taquicardia…a tensão de uma final, deixa qualquer um a beira de um enfarto.
Mas o calmante foi aplicado logo a 1 minuto. Alex cobrou falta daesquerda e encontrou Deivid libre para fuzilar o goleiro Júlio César. Eu temí pela queda das arquibancadas do Mineirão. Aquelas estruturas balançavam como uma cama elástica.
Aos 16, numa jogada parecida – vale lembrar que nas duas cobranças,o Cruzeiro mudou a jogada, em relação ao que vinha fazendo nos jogos anteriores o que deixou a defesa do Flamengo de calça na mão – Aléx não colocou na cabeça de Aristizábal.
Mas o colombiano num golpe circense, dobrou o pescoço e buscou a bola de um jeito nunca visto no futebol. Golaço. A certeza do título não seria mais abalada.
O gol de Luisão, também de cabeça, aos 28 minutos, deixou o jogo com pinta de goleada histórica e deixou o Edílson (que conversou borracha durante a semana toda) com vontade de enfiar a cara no primeiro buraco que ele visse.
No 2° tempo, o Cruzeiro pecou pelo excesso de preciosismo nas finalizações e deixou de marcar o 4°, o 5°…
O gol do Fernando Baiano aos 18 do 2° tempo só serviu prá galera lembrar que existia um adversário dentro de campo. Puro acaso!
Foi o Tetra! Só o Grêmio conseguiu a mesma quantidade de títulos.
Tenho saudades da Copa do Brasil. Mas espero que o Cruzeiro não a dispute tão cedo. Antes que conquiste o Penta da Libertadors.
Valeu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
No jogo da volta em São Januário , o Vasco dominou o Cruzeiro o tempo todo , o goleiro Gomes salvou a pátria , além da ajuda do arbrito , que não deu um penalti claro em Edmundo no segundo tempo.
O Vasco tinha como principais jogadores o goleiro Fábio , hoje no Cruzeiro , os volantes Rodrigo Souto , hoje no Santos , e Léo Lima , o meia Marcelinho Carioca e os atacantes Marques , Souza e Edmundo.
Belo trabalho do Luxa.Montou um grande time,sem ter jogadores tão técnicos assim.Grande ano do Alex também.
CRUZEIRO 2003 – O ANO DA TRÍPLICE COROA (Mineiro, Copa do Brasil e Brasileiro), UM FEITO INÉDITO NO BRASIL. EIS O PRIMEIRO CAMPEÃO DA ERA DOS PONTOS CORRIDOS.
Era, realmente, uma máquina aquele time, com jogadores do gabarito de Alex, Deivid, Aristizábal, Luisão, Cris, Edu Dracena, Maldonado, Maicon, Maurinho, Gomes, Luxemburgo etc… Esse time do Cruzeiro fez história.
CRUZEIRO 2009 – A RESCONQUISTA DA AMÉRICA (quem viver, verá!)
Eu estava lá!
Foi lindo! Oi!