“Apodos” – 1

30 jun

Birnadas

De Vitor Birner e Leandro Iamin.

Apodos em castelhano e apelidos em português.

Os hermanos são bem mais criativos e liberais com eles.

Noto que despertam grande curiosidade dos fãs brasileiros de futebol.

Por isso listamos vários.

Até agora temos 54 só de times. Há equipes que muita gente nunca ouviu falar, porem com histórias curiosas.

Não sabemos, é claro, a origem de todos apelidos, mas pesquisar é parte de nosso trabalho.

Quem tiver curiosidade sobre algum especificamente, por favor avise.

Este post é o primeiro de vários outros chamados “Apodos”.

Misturaremos quase sempre 3 times de tamanhos diferentes enquanto não se esgotarem as possibilidades de grandes, médios e pequenos.

Depois trataremos dos jogadores (a lista é muuuuuuito maior que a dos clubes)

Por ser o de estréia, a escolha das equipes foi especial.

Escolhemos, na verdade escolhi, o Leandro é “vítima”, 2 gigantes.

O primeiro e maior time argentino, como não poderia deixar de ser, é o Chacarita Jrs (he! he! he!) que foi vice-campeão na segundona e voltou à primeira divisão.

Na sequência está o Boca, maior campeão continental, que um dia fugiu do Chacarita Jrs.

O terceiro é o campeão da segundona, o Atlético Tucumán, que estreará na principal divisão. 

 Espero que goste.

Aviso: Há palavrões nos vídeos abaixo. Quando se fala de torcida no estádio, seja na América do Sul ou Europa, eles sempre aparecem.  

Chacarita Juniors – “Los Funebreros”

O “Chaca” foi fundado num dia 1º de maio, dentro de um comitê socialista, e a maioria dos empregados que participaram do comitê trabalhavam no cemitério local. Isso explica o apodo “Os fúnebres”. As cores do time fazem igual relação a esses funcionários.

Eles pintaram deliberadamente o cemitério de vermelho e preto, porém, como um padre da igreja local reclamou, resolveram colocar uma faixa branca nas pinturas, entre as faixas coloridas. Dessa forma, a pintura ficou semelhante ao uniforme reserva do São Paulo. E virou a roupa de Los Funebreros.

O Chacarita foi campeão argentino em 69. Terceiro lugar em 71. Seus maiores rivais são o Atlanta, e também o Boca Juniors. A rivalidade com o Boca é difícil de imaginar no Brasil, posto que são times de escalões distintos.

Um exemplo forte e agressivo dessa rivalidade ocorreu em 2004, num ato que ficou conhecido como “Dia del ausente”.

No ano anterior, as hinchadas de Chaca e Boca brigaram feio na Bombonera, um dos episódios mais violentos que se tem registro. No ano seguinte, outra briga entre as torcidas, em jogo em Mar Del Plata. Pouco depois, em jogo pelo Clausura, os dois times iam se ver no campo do Chaca.

A Polícia, ao concluir absoluta falta de segurança, comunicou a AFA que cancelou o jogo. Mas a barra funebrera foi ao estádio, num ato simbólico de afronta ao rival “ausente”.

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Boca Juniors – Los “Xeneizes” / Los “Bosteros”

A apelido Xeneize tem origem genovesa. No caso, Xeneize significa Genovês, ou navegante genovês.

No bairro de La Boca moravam muitos genoveses trabalhadores, daí o apelido. Esses genoveses tinham moradias humildes, o bairro do Boca é pobre, sempre foi, e, quando inundava após alguma forte chuva, subia o odor dos esgotos da região. Daí nasce o apelido Los Bosteros, feitos pelos rivais, que diziam que os “bosteros” da região jogavam seus lixos no esgoto, no rio, e tudo isso voltava para a casa deles.

O Boca é o mais vencedor time da Argentina, contando 3 Mundiais, seis Libertadores, duas Sulamericanas, mais Recopa, Supercopa e 29 campeonatos argentinos entre épocas amadora e profissional.

No vídeo, o visual de quem está dentro da Bombonera.

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Atlético Tucumán – “Los Decanos”

O Atlético Tucumán é conhecido como El Decano por uma razão simples, mas polêmica. Eles se consideram o time mais antigo do país, ignorando o fato do Quilmes ter nascido em 1887. o Tucumán nasceu em 1902, mas, ainda assim, consideram-se os decanos do futebol argentino, já que não consideram os primeiros anos do Quilmes como válidos.

Seu maior rival é o time da mesma província, o San Martín de Tucumán, que veste vermelho. A melhor posição de Los Decanos havia sido em 1990, quando perderam a decisão e o então inédito acesso. Mas, enfim, o Tucumán é, hoje, ao lado do Chacarita, integrante da elite. Conseguiram o acesso para a temporada 09/10.

No vídeo, a torcida do Atlético Tucumán recebe os jogadores de forma emocionante.

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38 Comentários »

Parabéns, parabéns e parabéns.

Como fã incondicional do “fútbol” argentino, adorei o post e a “série” que se anuncia…de fato os argentinos são muito criativos no que diz respeito ao futebol, tanto apelidando times como jogadores, é uma cultura maravilhosa.

Se precisar de alguma dica, posso ajudar…rsrsrs…acompanho o futebol dos hermanos desde 1995 quando um amigo namorava uma argentina e me trazia exemplares da revista El Gráfico quando ele estava por lá.

Torço pro River Plate, mas admiro o Huracán (desde quando ele jogava na “B”, na época do “Turco” como técnico), e também o Rosário Central.

Grande abraço e de novo : parabéns.

Comentário por Ricardo Inocencio — 30/06/2009 @ 7:18

Ricardo, também adoro, mas como nasci em 68 vi menos coisas que você. Os argentinos jogam muito, as torcidas cantam muito, o povo tem personalidade forte e tudo isso se reflete no estádio de futebol. Os times citados por você estão relacionados. Na Argentina, eu adoro o Chacarita Jrs e Rosário Central. Desde criança são meus prediletos.

Abraço!

Comentário por Vitor Birner — 30/06/2009 @ 11:32

 
 

Muito legal sua iniciativa Birner. Esses torcedores argentinos são bem incentivadores, diferente de muitas torcidas daqui que só apóiam nos momentos bons. Muito legal os vídeos e as histórias..

Comentário por Cariolano — 30/06/2009 @ 8:42

A idéia partiu das críticas de um leitor, pois chamo o centroavante gremista como os hermanos de Maxi “La Barbie” Lopez. O leitor disse que eu estava sendo preconceito, perguntou se não devria chamar o delegado… Expliquei que o apelido tinha a ver com a aparência e não com sexualidade. Como Ortega, o Burrito, que ganhou o “apodo” por causa da aparência, não por ser idiota. Fiz longa pesquisa para separar os apelidos dos atletas e no embalo separei de times. A idéia da série surgiu aí.

Abraço!

Comentário por Vitor Birner — 30/06/2009 @ 11:36

 
 

Belo post!
Não conhecia nada desses clubes, nem da origem do mais conhecido aqui para nós brasileiro, o Boca.
Impressionante a rivalidade por lá e essa briga, nossa!
Bela iniciativa.
Abraço.

Comentário por Rener — 30/06/2009 @ 9:26

Rener, a rivalidade lá é bem mais intensa que a daqui. Eu tive a idéia, selecionei times e apelidos, separei os vídeos e o Leandro pesquisa e explica os “apodos”. Trabalhamos em equipe, como gostam os hermanos!!!!

Abraço!

Comentário por Vitor Birner — 30/06/2009 @ 11:39

 
 

Ótima iniciativa, e ótima escolha de parceiro. O Iamin manda bem. A FAOT agradece!

Comentário por Guto Castilho — 30/06/2009 @ 9:52

Grande Guto. Valeu!

Comentário por Leandro — 30/06/2009 @ 10:16

 
 

O povo argentino sempre foi muito criativo e afeito a “apodos”. Todo cara importante tem um. O Nestor Kirchener é “El Pinguino”. É só olhar para ele e saber porque. Agora apareceu um novo político por lá, o que ganhou do Nestor domingo, que é ruivo. Seu apelido, El Colorado, e assim vai.

Comentário por Maurício — 30/06/2009 @ 10:16

Maurício, também será legal tratar dos apelidos porque alguns brasileiros não os compreendem.

Abraço!

Comentário por Vitor Birner — 30/06/2009 @ 12:17

 
 

Grande matéria Birner! Adoro posts desse tipo, ainda mais do futebol argentino!
Abraço!

Comentário por Guilherme Saluz — 30/06/2009 @ 11:55

 

Guilhereme, eu também!

Abraço!

Comentário por Vitor Birner — 30/06/2009 @ 12:20

 

Estou sentindo cheiro de um futuro livro? ;)

Comentário por Renato Viliegas — 30/06/2009 @ 12:24

O sr, do Metal, só se não me der trabalho. Já tive convites, inclusive bons, para escrever alguns e pulei fora. Rejetei o último faz 3 semanas. Vê se dá sinal de vida!

Abraço!

Comentário por Vitor Birner — 30/06/2009 @ 22:07

 
 

Para mim, o verdadeiro país do futebol. Não basta ter títulos, tem que se viver e se levar a sério o esporte. Temos muito que aprender com eles neste sentido.

Comentário por Leonardo — 30/06/2009 @ 13:38

Os argentinos jogam alma e não colocam o jogador acima do clube.

Abraço!

Comentário por Vitor Birner — 30/06/2009 @ 23:19

 
 

Tenho certeza de que nos próximos posts não faltarão o “soy hincha de In-de-pendiente…”, el ciclón (ou el cuervo ou los santos) San Lorenzo e los bodegueros do Godoy Cruz, das vinícolas de Mendoza.
Abraços

Comentário por Wellington — 30/06/2009 @ 14:35

Wellram United, do Independiente eu só ouço e sei as músicas. Poderia cantar Cha-ca-ri-ta! cha-ca-ri-ta!
Ou, em segundo lugar soooy canalla, soooooy canalla..!!! O próximo grandes virá do gallinero. O médio já ganhou Libertadores e o pequeno tem cor atípica de camisa! (he! he! he!)
Espero que esteja tudo bem. Quando puder, dê sinal de vida.

Forte abraço!

Comentário por Vitor Birner — 30/06/2009 @ 23:24

 
 

Genial este espaço que vc tem dado pra hinchas agertinas birner. Seria legal, expandir também para outras torcidas da américa do sul. Tenho dois amigos afccionados – um deles leitor do blog – pela “barras”. Estavam até palnejando fazer um documentário com essas torcidas, mas a gripe suína adiou. Neste jogo entre boca e chacarita em 2003, eu estava na la bonbonera. Mas graças a deus vi apenas um pequeno tumulto entre “Los Funebreros” e La policia.

Comentário por Sobrenatural de Almeida — 30/06/2009 @ 15:07

Estava lá??? A repercussão foi enorme, não? Você entende o “quão grande é o modesto Chacarita Jrs”!
O próximo post está pronto. Blogarei até a sexta-feira.
Mande um abraço para os Barras. se fizerem o documentário, me avisem antes.

Abraço!

Comentário por Vitor Birner — 30/06/2009 @ 23:27

 
 

Birner, não quero ser prepotente nem nada. Mas a idéia do post foi devido a e-mail que te mandei sobre as torcidas? Um abraço. Sou apaixonado pelo tema. Você se recorda?

Comentário por Igor de Oliveira — 30/06/2009 @ 17:18

Não é. Me lembro sim, da monografia. Tinha a idéia antes, seu email reforçou, e a má interpretação do apelido la barbie, mais a força que o Leandro dá, definiram.

Abraço!

Comentário por Vitor Birner — 30/06/2009 @ 22:05

 
 

Birner, a briga de Mar del Plata foi em 2002. E o maior rival do Chaca é o Chicago. Não é isso?

Comentário por Igor de Oliveira — 30/06/2009 @ 19:23

Na verdade, não, Igor. Quanto ao maior rival do Chaca, são tipos diferentes. A rivalidade com o Chicago e com o Boca possuem abordagens diferentes. Dizer que é um ou outro não passa de opinião. Abraço!

Comentário por Leandro — 30/06/2009 @ 22:09

 
 

Birner, post bem legal sobre o futebol argentino, parabéns, os teus leitores acabam aprendendo mais sobre o futebol hermano com quem entende. Outra coisa, você torce pelo Chacarita Jrs. por causa das cores ou tem algum motivo especial? Birner, acho que te vi passando hoje nos arredores da Bela Cintra com a camisa do Milan, era vc?

Comentário por Alexandre Pasotti — 30/06/2009 @ 19:26

Desde criança, por causa do São Paulo. Era eu.

Abraço!

Comentário por Vitor Birner — 30/06/2009 @ 22:03

 
 

Muito bom Birner. Animal o post. Manda a história do Platense, é animal tb!!!

Comentário por Ivan Azevedo — 30/06/2009 @ 21:59

Ivan, está pronto. E curiosamente, entre dezenas de times, na lista dos 3 próximos está o Platense!!!Andou lendo pensamentos?

Abraço!

Comentário por Vitor Birner — 30/06/2009 @ 22:02

 
 

Grande Texto! Bela ideia! Aguardo ansiosamente pelas próximas edições. A cultura do apelido na Argentina é forte mesmo, político que se preza tem apelidos também. Alguns engraçados: O ex-presidente DUhalde é El Cabezón. O ex-presidente Kirchner é o Pinguim e também já foi chamado de Lupin, el alusão a um personagem infantil que, assim como ele, era um pouco estrábico. O ex-presidente Menem era El Turco. Tem um texto do La Nación sobre o tema, mas pelo lado da política: http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1075883
Abraço!

Comentário por fernando pitacos — 30/06/2009 @ 22:48

Tem a lista dos jogadores também que será usda quando acabarem os times.

Abraço!

Comentário por Vitor Birner — 01/07/2009 @ 13:49

 
 

Parabéns pelo ótimo blog, pelos ótimos posts, admiro muito o trabalho de vcs e indico a qualquer brasileiro pelo menos uma passagem por estádios hermanos. Admiro muito o River (Los millonarios), Racing (La academia) e o Velez(El Fortin).
Abraço!

Comentário por Diego França — 01/07/2009 @ 1:55

Diego, obrigfado pelko elogio!

Abraço!

Comentário por Vitor Birner — 01/07/2009 @ 13:50

 
 

Ô Vitor…você nasceu em 68 e disse que viu MENOS coisas que eu ??? Cara, eu sou de 1977 !!! Hahaha….

Eu escrevi que sigo o campeonato argentino desde 1995…será que você leu 55 ou 65 ????

Grande abraço.

Comentário por Ricardo Inocencio — 01/07/2009 @ 12:00

He! He! He! Tô perdidinho!

Abraço!

Comentário por Vitor Birner — 01/07/2009 @ 13:51

 
 

hola me llamo damian y soy hincha de chacarita les paso una pagina para que visiten y se informen de chacarita abrazos http://aquichacarita.wordpress.com/

Comentário por DAMIANDECHACA — 01/07/2009 @ 12:53

 

Sim, o xacarita é muito grande. Lembro que na mesma semana, havia outro jogo do boca na la bonboneira, mas todos me diziam “vá contra o xaca”. E eu pensava mas que time é esse que nunca ouvi, será uma ponte preta da argentina? Não, é muito maior. Engraçado que eles tem uma enorme admiração pelo san pablo. Existe um outro time, de mar del plata, mas que não me lembro o nome, que tem uma torcida que chama Rogério ceni. Devido a sua atuação na eliminação do estudiantes na libertadores de 2006…

Comentário por Sobrenatural de Almeida — 01/07/2009 @ 14:27

 

A briga entre os torcedores do River e Boca foi em 2002 birner. Os borrachos sempre se vanglorizam da surra que deram na “12″. Abraço!

Comentário por iIgor de Oliveira — 02/07/2009 @ 20:09

River x Boca, talvez sim.

Comentário por Leandro — 02/07/2009 @ 20:19

 
 

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