20 fev

Clássico também dos técnicos nas Minas Gerais

Campeonatos Estaduais

De Vitor Birner

Mário Marra, parceiro cometarista da CBN em BH, escreveu o texto que reproduzo abaixo para a edição mineira Lance.

Eu concordo com ele. Apesar de Adilson Batista ganhar espaço ano após ano enquando Luxa perde, oc comandantes de Galo e Cruzeiro sabem muito e gostam de times que jogam futebol ousado, de qualidade.

Querem ver a bola correndo no chão.

Sou fã de Adilson. Ele e Mano são meus preferidos no país.

Mas vai saber se Luxemburgo não repete um de seus excelentes trabalhos.

O último realmente bom foi no comando do Cruzeiro.

Recomendo o texto do Mário Marra logo abaixo.

De Mário Marra

Quando Renato Cardoso Conceição erguer o braço e determinar o fim do jogo o meu olhar se voltará  para o banco de reservas.

Os dois treinadores serão o meu alvo. Quero ver a reação dos dois técnicos.

Sei que os clássicos normalmente são decididos pelos atacantes, pela criação do meio, pelos avanços dos laterais ou até pelos erros da arbitragem, entretanto, poucas vezes um clássico chamou tanto a atenção pelos treinadores envolvidos.

Adilson Batista segue o seu terceiro Campeonato Mineiro. Nos dois primeiros, além das goleadas, Adilson levantou a taça.

No entanto, mais que os títulos, o treinador cruzeirense conseguiu dar um padrão ao Cruzeiro.

O time se mexe, busca espaço, gira, marca e passa com a marca do treinador. O caminho percorrido pelo Cruzeiro nos últimos três anos poderia apontar o time como favorito para o encontro de logo mais.

Entretanto, no outro banco de reservas estará o maior vencedor de Brasileiros.
Vanderlei Luxemburgo, dentre todos técnicos do país, tem o melhor currículo.

Ele sabe quem é o Cruzeiro, conhece o trabalho do treinador adversário, entende o padrão do meio azul e não cruza os braços.

Luxemburgo, assim que acertou com o Atlético, deve ter procurado saber o dia do jogo contra o Cruzeiro. Não por vingança, não por mágoa, e sim por entender o que pode representar uma vitória no clássico.

O meio do Galo ainda não está tão bem desenhado, a defesa ainda carece de acertos e o ataque, ponto forte do time, vive a indefinição de jogar com dois ou três homens.

Contudo, se existe uma palavra repetida na Cidade do Galo, é superação.

Superar a falta de seqüência de jogos, a falta de entrosamento, as dúvidas que envolvem o início de trabalho e superar o adversário.

Como o clássico vale pela fase de classificação e os dois estarão em campo na próxima fase, o clássico vai servir para tirar lições para as outras competições.

O Cruzeiro tira lições para a Libertadores e o Atlético vai trabalhar na construção do modo de jogar e na assimilação da filosofia de trabalho da nova comissão técnica.

Mesmo assim, quando Renato Cardoso Conceição erguer o braço…primeiro, o que venceu menos.

7 respostas a Clássico também dos técnicos nas Minas Gerais

  1. David disse:

    Acho q vc esta muuuito equivocado em dizer que o trabalho do Luxa no santos nao foi "realmente bom"…

    Ele tocou bem o time de 2004 à conquista do brasileirao, independente de ter montado o time ou nao. E fez jogar muito bem o time de 2007 q foi campeao paulista, jogou o fino da bola na Libertadores com Ze Roberto sendo eliminado na semi por meros detalhes e foi vice-campeao nacional.

    Pode se dizer que eles fez varios trabalhos distintos no Santos, mas as temporadas 2004 e 2007 foram de excelente trabalho sim.

  2. wilson finamori de s disse:

    Em campo estará pelo lado do Cruzeiro um jogador muito injustiçado no futebol brasileiro – ROGER – jogador de rara técnica e habilidade, responsável pelo titulo brasileiro de 2005 do Corintians (quem levou os meritos foi o Tevez e Nilmar) e teve somente duas convocações pra Seleção Brasileira na Olimpiada e num amistoso no Haiti, fazendo gol inclusive, joga melhor que muitos convocados hoje pelo Dunga (Elano, Cleberson etc…) vamos ver o que ele fará no jogo.
    Abraço.

  3. Agostinho Jún disse:

    Foi um ótimo jogo, bom nível técnico, emoção e para ficar completo, com vitória do meu CRUZEIRO.

    O Mário Marra parece que estava adivinhando o que iria acontecer ao escrever esse belo texto, já que Vanderlei Luxemburgo preferiu começar a partida com Renan Oliveira ao invés de Obina, o que na minha visão, foi acertado já que o veloz Muriqui jogaria ao lado de Tardelli no ataque, tentando explorar a lentidão da zaga celeste, principalmente Leonardo Silva. Aí entrou em ação o melhor treinador do Brasil juntamente com Mano Menezes, chamado Adilson Batista! Esse conhece muuuuuito futebol! Ele colocou o Elicarlos como terceiro zagueiro pegando principalmente o Muriqui, com isso o Leonardo Silva sobrava enquanto Gil pegava o Tardelli. Depois dessa alteração o CRUZEIRO controlou melhor as ações ofensivas do caquético.

    Na segunda etapa o Vanderlei Luxemburgo cometeu um erro grave. Ele tirou o Renan Oliveira que por sinal não fazia uma grande partida e colocou o Obina. Na minha visão, Muriqui, apesar dos gols perdidos, continuava com ótima movimentação e incomodando a defesa celeste. Com a entrada do Obina, a defesa do CRUZEIRO que já havia melhorado com as modificações táticas, se tornou mais segura, já que Obina ficou entregue a marcação, principalmente do Zagueiro Gil. Luxemburgo deveria ter colocado um meia e mantido Muriqui ao Lado de Tardelli e, não recua-lo para fazer a Ligação, pelo menos naquele momento.

    Aí so restou ao Adilson dar o golpe fatal, colocando o Roger, que para felicidade da IMENSA CHINA AZUL, entrou muito bem e ainda fez um golaço.

    No duelo dos dois Técnicos, Adilson Batista foi o vencedor, pelo menos para mim, apesar do caquético ter feito também uma boa partida.

    Abraço!

  4. Denis (Bienal) disse:

    Oi Vitor. Vc falou que o último, bom, trabalho do Luxa foi no Cruzeiro em 2003. E o Santos de 2004? Quando o Santos e ele foram campeões vencendo 21 concorrentes, mais as arbitragens absurdas prejudicando claramente o peixe, foram 13 glos anulados, fora os penaltis não marcados. Abraço.

  5. Fabio Tricolor disse:

    Cruzeiro vem forte pra Libertadores novamente, Cruzeiro e Corithians os brasilieros mais cotados ao título na minha opiniao.

  6. João Marcelo disse:

    Birner,

    Vou fazer um comentário que nada tem a ver com o seu post acima. Apenas fazê-lo-ei aproveitando-me do fato que você é um dos únicos blogueiros que sempre procura responder os comentários dos visitantes (mesmo que não responda a todos), além, é claro, aproveitando-me da sua paixão clubística.

    Vamos a ele: você não acha que, apesar de ainda ser início de temporada, o São Paulo não apresenta QUALQUER padrão tático? E que isso é totalmente inaceitável considerando o elenco que o treinador tem à disposição? Não seria essa bagunça responsabilidade do pseudo-treinador que lá está?

    Caso este comentário faça algum sentido pra você, por favor, faça um post sobre ele!

    Abraço!

    João Marcelo

  7. Waltinho (Betim MG) disse:

    Bom dia Birner

    O Luxemburgo continua o mesmo chorão de sempre, mas só olha o lado dele, vamos aos fatos.

    - Gol do Tardelli legal, tudo bem, realmente estava legal, mas… no gol de empate dos emplumados, no cruzamento, o mesmo Tardelli, no centro da área, participa do lance (não toca na bola, mas participa da jogada) ESTAVA IMPEDIDO. Na comemoração do gol, o ótimo zagueiro, diga-se de passagem, Jairo Campos, levanta a camisa e não toma amarelo, o que tornaria um vermelho no segundo tempo, já que tomou um amarelo, dois lances equivocados no gol zebrado.
    - Penalti sobre o Kléber: O fraco zagueiro Werley pisa em Kléber no chão, deveria ser marcado o penalti e expulsão do rapaz já que a bola estava em jogo.
    Luxemburgo tem razão que a arbitragem é fraca, mas errou para os dois lados.

    É lamentável ver o desespero desse grande treinador ao dar uma 'banana' para a torcida do Cruzeiro e com os pulinhos frenéticos dele, coitado, e ainda veio falar abobrinha dizendo que o Cruzeiro não ganhou nada depois que ele saiu, foi desrespeitoso com a torcida do Cruzeiro e com o belo trabalho do Adilson Batista (yes 5×0²), ele tem que colocar as barbinhas de molho dele, já que ele estava esquecido no Paraná quando o Cruzeiro deu a oportunidade para ele, ele depois de 2003 também ganhou um paulista e um brasileiro pegando um time montado do Santos, lembrando de seus fracassos vide Europa.

    Culpar a arbitragem, somente, é desmerecer o adversário e tapar os olhos diante dos erros de sua equipe.

    Um forte abraço.

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