De Vitor Birner
Kaká foi convocado por Mano. A seleção brasileira precisa do madridista, se ele estiver bem.
O meia-atacante tem jogado bem.
Ainda falta para ele recuperar o melhor futebol, todavia o desempenho no clube merengue justifica a escolha do Mano.
O selecionado precisa de atletas de alto nível.
Mas não apenas deles.
Faz-se necessária alguma medida mais radical, um fato que mude a seleção por muitos anos, não apenas em momento x ou y.
E ela existe. Seu nome e endereço são conhecidos.
Basta tomar a atitude.
O texto deste post é a reprodução de minha coluna, sábado passado, no Lance
Johan Cruijff para o comando da seleção
O casamento do povo brasileiro com a seleção nacional está em crise faz mais de duas décadas. Não posso precisar exatamente quando tudo começou. Tenho impressão que foi na Copa do Mundo de 1990, coincidentemente um ano após Ricardo Teixeira assumir a presidência da CBF
Os conceitos de atuar impostos por Sebastião Lazaroni agrediram quem esperava ver futebol bonito, marca do Brasil nos títulos de 58, 62 e 70.
O relacionamento, desde então, vem piorando. As conquistas em 94 e 2002 geraram períodos de exceção.
Sabe quando o marido e a esposa não conseguem mais conviver bem e surge, de repente, aquele tesão, eles transam, o sexo é bom e ambos acreditam que os problemas do dia-a-dia acabaram?
O tetra e penta geraram efeito parecido na população futebolística. Depois, tal qual acontece na vida de quase todos casais, o tempo destruiu o impacto do momento especial e a relação continuou afundando.
As pessoas podem se separar e começar outros namoros. A camisa verde e amarela também possui ex-amantes. Eles torcem por outras nações no Mundial.
A maioria não encontra substitutos. Se revolta ou guarda distância, mas mantém o sonho de ver o selecionado em plena forma outra vez.
Devemos encarar a situação de frente e nos perguntar: quem realmente somos hoje no mundo da bola chutada e cabeceada?
Vivemos seríssima crise de identidade. As soluções dela vão além da formação de uma boa equipe para representar o país. A questão, como sempre diz o Doutor Sócrates, “é conceitual. Se não mudarmos a filosofia, não adianta”.
O exemplo está na Catalunha. Se chama Barcelona. Lá o futebol tem cara de Brasil. Não é bonito ou pragmático. Agrega as duas virtudes. Beleza e a objetividade que rendem títulos, admiração e respeito.
O mentor de tudo foi Johan Cruijff. Ele idealizou e implementou o barcelonismo. O gênio acredita na educação dos boleiros baseada em técnica do jogo, caráter e inteligência dos indivíduos.
Por que não contratá-lo para ser diretor-técnico das seleções brasileiras? Seria chefe de todas. Da sub-15 à principal.
Espero não ver nacionalistas baratos reclamarem por eu defender o trabalho de um estrangeiro na terra onde somente os índios estão faz mais de 511 anos.



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Perfeito. Demorou. Tem que ver se ele aceita.
Johan Cruiff fique longe da CBF. Até que Ricardo Teixeira caia. Aliás muita gente já imaginava a convocação do William depois da convocação do Fernandinho. Não é mesmo, Mano Menezes ?
Nem precisa chamar o Cruyff, é só escalar a seleção desse jeito para a Copa de 2014.
4-4-2 à brasileira, legítimo:
Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo; Lucas Leiva, Hernanes, Ganso, Kaká; Neymar, Leandro Damião
Explicações:
DEFESA: A linha de 4 defensores básica, não tem porque mudar muito. Maicon já estará com 32 anos na Copa, mas se estiver bem fisicamente, para mim ganharia a vaga do Dani Alves.
MEIO-CAMPO: Formação clássica com 2 volantes e 2 armadores. No entanto, neste caso, optaria por um losango (semelhante a seleção de 82). Mantendo o Lucas Leiva (tal qual o Cerezo) como o vértice inferior, formando uma segunda linha de armadores com Hernanes (apesar de destro, mais recuado, fazendo as vezes do Falcão – a epítome do volante que marca e sabe jogar) e Ganso (um pouco mais adiantado, apesar de ser canhoto, emulando a classe do Dr. Sócrates). Kaká como um ponta-de-lança legítimo, camisa 10, nos remetendo ao futebol genial de Zico.
ATAQUE: Considerado a parte “fraca” da equipe de 82. Éder era habilidoso, dono de um chute de pé esquerdo fenomenal, mas não era um craque consagrado como os jogadores do meio-campo e Serginho Chulapa, garoto problema, mas inegavelmente um dos últimos e raros centroavantes que aliavam faro de gol e habilidade. Nossos representantes para a Copa de 2014 neste caso seriam, em tese, as grandes estrelas: Neymar, o melhor jogador brasileiro da atualidade (que rende muito melhor como segundo atacante, com liberdade para cair por ambos os lados e buscar o jogo no meio devido a sua velocidade, do que fixo como ponta esquerda) e Leandro Damião, o último dos moicanos.
O que vc acha, Birner?
Boa! Time titular para jogar por música, basta colocá-lo em campo.
Sinceramente eu preferia o Jose Mourinho, alem de fala português para mim e muito mais técnico do que o Cruijff, alem disso iria acabar com essa desconfiança nas convocações desse cidadão que comanda a seleção brasileira, quanto jogadores “ DELE “ ele já convocou, alguns ele teve a cara de pau de convocar até o cara ser vendido e ele ganhar o dele e nunca mais chamou o jucilei. À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta.
o problema neste caso é que o próprio Cesar é ladrão!
Existem dois mitos que o futebol brasileiro precisa deixar de acreditar.
O primeiro é o do dom. É essa crença falsa de achar que do nada o sangue dos brasileiros irá fazer surgir novos craques. É falso isso, o Barcelona está provando o contrário, não existe dom, existe um treinamento de base que começa o mais cedo possível.
O segundo mito é de que um jogador de futebol só deve ser uma posição. Que um zagueiro e um volante não precisam ter tecnica, que laterais não precisam saber avançar e cruzar bem uma bola, que um atacante não deve saber voltar e trabalhar bem com as bolas no pé ao invés de apenas ser um finalizador, de que meias não precisam saber marcar….
Já que você Birner citou um holandês, cito outro, Edgar Davids, os brasileiros deveriam se inspirar nele, um dos jogadores mais completos que o futebol já viu.
Birner,
Sou torcedor do Botafogo. Meu time pode ganhar de qualquer forma, basta ganhar, mesmo que seja jogando mal (só não gosto de roubo).
Para a seleção, não é suficiente. Se são os melhores do país, tem que ter o melhor futebol! Não ligo se perder, mas quero que jogue bonito. Mil vezes ser o campeão moral porque era o melhor e foi eliminado do que ser campeão com futebol feio. Não vibrei em 2002 e nem ao menos torci em 2010. Na verdade, gostei da Holanda ter derrotado o Brasil, pois acho que merecem (pela história) seu primeiro título. E achei justo a Furia campeã.
Amor pela seleção, da minha parte, não existe há muitos anos. Só torço pelo goleiro Jefferson, por motivos óbvios…
Abs
O caminho é fazer como a seleção de basquete masculino! Ruben Magnano, ou melhor, Cruiff neles!
O caminho é fazer como a seleção de basquete masculino! Ruben Magnano, ou melhor, Cruyff neles!
Não adianta colocar o Cruijff, Zico, Tostão, Sócrates, ou quem quer que tenha sido craque dentro e fora de campo, se for mantida a corja que está lá na CBF.
Na verdade o povo se cansou é de torcer pela seleção da CBF. Não se sente mais representado por ela. É uma crise de identidade , antes de tudo.
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Após a Copa de 2006, a CBF achou, de forma errônea, que a falta de vontade e interesse dos jogadores com a sua seleção levou a apatia também dos torcedores. Daí o advento do Dunguismo. Errou feio.
Hoje em dia só os pachecos torcem pela seleção da CBF. A única solução da cúpula da entidade para atrair novamente a simpatia do povo é fazer com que a seleção jogue novamente um futebol-maravilha, coisa que não faz há 30 anos.
Pode ser que isso melhore a relação, mais acima de tudo, é a antipatia dos torcedores pela entidade CBF que deságua na seleção brasileira.
Birner, acho que preferia o Mourinho… Ou o Bielsa…