De Vitor Birner
Kaká foi convocado por Mano. A seleção brasileira precisa do madridista, se ele estiver bem.
O meia-atacante tem jogado bem.
Ainda falta para ele recuperar o melhor futebol, todavia o desempenho no clube merengue justifica a escolha do Mano.
O selecionado precisa de atletas de alto nível.
Mas não apenas deles.
Faz-se necessária alguma medida mais radical, um fato que mude a seleção por muitos anos, não apenas em momento x ou y.
E ela existe. Seu nome e endereço são conhecidos.
Basta tomar a atitude.
O texto deste post é a reprodução de minha coluna, sábado passado, no Lance
Johan Cruijff para o comando da seleção
O casamento do povo brasileiro com a seleção nacional está em crise faz mais de duas décadas. Não posso precisar exatamente quando tudo começou. Tenho impressão que foi na Copa do Mundo de 1990, coincidentemente um ano após Ricardo Teixeira assumir a presidência da CBF
Os conceitos de atuar impostos por Sebastião Lazaroni agrediram quem esperava ver futebol bonito, marca do Brasil nos títulos de 58, 62 e 70.
O relacionamento, desde então, vem piorando. As conquistas em 94 e 2002 geraram períodos de exceção.
Sabe quando o marido e a esposa não conseguem mais conviver bem e surge, de repente, aquele tesão, eles transam, o sexo é bom e ambos acreditam que os problemas do dia-a-dia acabaram?
O tetra e penta geraram efeito parecido na população futebolística. Depois, tal qual acontece na vida de quase todos casais, o tempo destruiu o impacto do momento especial e a relação continuou afundando.
As pessoas podem se separar e começar outros namoros. A camisa verde e amarela também possui ex-amantes. Eles torcem por outras nações no Mundial.
A maioria não encontra substitutos. Se revolta ou guarda distância, mas mantém o sonho de ver o selecionado em plena forma outra vez.
Devemos encarar a situação de frente e nos perguntar: quem realmente somos hoje no mundo da bola chutada e cabeceada?
Vivemos seríssima crise de identidade. As soluções dela vão além da formação de uma boa equipe para representar o país. A questão, como sempre diz o Doutor Sócrates, “é conceitual. Se não mudarmos a filosofia, não adianta”.
O exemplo está na Catalunha. Se chama Barcelona. Lá o futebol tem cara de Brasil. Não é bonito ou pragmático. Agrega as duas virtudes. Beleza e a objetividade que rendem títulos, admiração e respeito.
O mentor de tudo foi Johan Cruijff. Ele idealizou e implementou o barcelonismo. O gênio acredita na educação dos boleiros baseada em técnica do jogo, caráter e inteligência dos indivíduos.
Por que não contratá-lo para ser diretor-técnico das seleções brasileiras? Seria chefe de todas. Da sub-15 à principal.
Espero não ver nacionalistas baratos reclamarem por eu defender o trabalho de um estrangeiro na terra onde somente os índios estão faz mais de 511 anos.



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falta é paixão, vontade de jogar bola pra essa seleção!
Enquanto o jogador brasileiro for tratado como POPSTAR, a situação vai continuar do jeito que ESTAR, ou seja, os seus interesses particulares (mídia e dinheiro) estarão sempre acima do coletivo ou de qualquer patriotismo que ainda possa existir. Não há Cruijff, Capelo, Mourinho, Guardiola que dê jeito.
Birner,
O problema nao e so do tecnico, toda a estrutura do futebol brasileiro precisa ser mudada. Nao acho que Cruijff consiga fazer um trabalho melhor que o atual tecnico ou qualquer outro tecnico. Alem das dificuldades naturais de comunicacao e cultura, tecnico europeu nao da certo no Brasil, seja na Selecao ou em clubes, seria preciso primeiro mudar a nossa cultura futebolistica, e o Selecao nao pode esperar por isso. Nem o Mourinho daria certo.
Pois eu concordo com o Birner, Angelo, mesmo considerando válidos seus demais argumentos. Entendo que a mudança pode e deve começar pelo campo, pelo jogo. Cruijff, tendo um nome a zelar e um conceito que é respeitado em todo mundo, poderia fazer isso ; não tem amarras com ninguém. Ademais, se lembrarmos de 58, 62, 70 e 82, quando tivemos nossas melhores seleções, a cartolagem e a estrutura não eram melhores do que as de hoje. Grande abraço.
Aliás como saber se um técnico estrangeiro vai ou não dar certo, se nem tentamos. Outros esportes nos ensinaram que não é rebaixarmos ao contratar um técnico estrangeiro, e sim sermos humildes e ver que não somos mais os melhores disparados como fomos outrora, o basuqte e a ginástica nos mostraram isso, quem sabe o futebol também não precisaria disso também.
Boa idéia. Mas é melhor contratarmos primeiro a pessoa que poderia contrata o Cruiff. Com os que estão por ai hoje acho muito difícil.
Agora está completo , cara de bobo da corte e pensamentos insanos , pode ir direto pro circo…que tonteria sem tamanho , se ele fosse fora de serie , seria tecnico da Holanda….
Ele é que não quer treinar a seleção holandesa,amigo! Tem divergências sérias com os dirigentes holandeses.
Concordo PLENAMENTE! e tem mais; a maioria dos jogadores de hoje so demonstram gosto pela coisa ate assinar um bom contrato; depois se tornam medianos; os que vem da Europa se acham a ultima banana da penca e por isso nao usam chuteira mas salto alto; Europa eh o palco principal; se o salário tivesse atrelado ao bom desempenho e vitória do time; ai sim nos iríamos ver DEDICAÇÃO E BONS ESPETÁCULOS! nao ah seriedade desses jogadores de hoje; o salario ta garantido; isso me faz lembrar as palavras do grande FALCÃO que uma vez disse que gostaria de jogar so por algum tempo no período de hoje”"” ele se referia a alta grana eh claro; mas; com seu talento o Messi nao seria o centro das atencoes de hoje; disso eu tenho certeza! abrs.
Da perfumaria ao essencial: benvindo com essa idéia do Cruijff. O outro – e não vejo outro – é Bielsa.
A idéia é boa mas acho que é utópica. O problema do futebol no Brasil é estrutural. Mudar a estrutura de futebol de um clube como o Barcelona, é uma coisa. Mudar a estrutura do futebol de um país inteiro é outra completamente diferente. O Johan Cruijff talvez fosse muito útil em um grande clube brasileiro mas não na seleção porque muita coisa não ia depender dele.
Johan Cruijff foi o melhor jogador que já vi jogar.
Aliás, o “carrocel” da Holande de 1974 era espetacular e só não ganhou a COPA sabe-se lá pq … Não era o desejo divino.
Pelé e Maradona eram craques de bola, o brasileiro pela genialidade e vigor físico, o argentino pelo toque refinado e artístico, mas nenhum deles tinha o time sob comando como o holandes. Cruijff jogava e fazia os companheios jogarem como ninguém. Como técnico teve sucesso no Barcelona e certamente há muito do dedo dele no atual futebol do clube. Mesmo assim não sei se daria certo no Futebol do Brasil. Os jogadores brasileiros tem vícios adquiridos há anos e será difícil mudar isso. Talvez um processo de REENGENHARIA … em outras palavras, jogando tudo fora e começando outra vez.
Birner,
Meus parabéns.
Há muitos anos não leio nada sobre conceitos e filosofia na área do futebol de tamanha sobriedade. Compartilho plenamente da sua posição. Meu falecido avô já nos idos de 80 falava sobre a época do grande Ademir do palestra, de Jerson, Rivelino, Mário Sérgio, Zenon e reclamava dos Raís, Zinhos e Netos da vida. Pois é, hoje sentimos saudades da época que havia esses mesmos “craques”. Enfim, continue assim e não se deixe levar pela corrente atual de cronistas esportivos.
Abraços.
O problema, realmente, tem nome e endereço.
O nome eu sei. O endereço, graças a Deus não, pois só Ele sabe o tamanho da besteira que eu poderia fazer caso soubesse.
O problema é parecido com o do nosso Tricolor, Birner.
Gênio futebolístico nenhum vai resolver problema político, simples assim.
olá, meu caro o senhor está equivocado sobre os tecnicos estrangeiros.
Vou citar alguns nomes que deram certo nos clubes.
No palmeiras o argentino apelido (de homão) yulstrich se tiver errado o nome mim perdão.
no são paulo jose poy
acho que foi depois da copa de 98,lembro de 94 as ruas
pintadas,festas nas ruas quando o Brasil avançava na copa.
acho q falta um diretor de futebol,competente.
EU VOU MAIS LONGE AINDA: O TÉCNICO GUARDIOLA DO BARCELONA (ESP) PODERIA SER OUTRO NOME.
Cruijff!? Prefiro o Carpegiani nessa função.
Esse senhor tem toda razão. Qual é o percentual de aproveitamento do Cruijff no campeonato holandês, as duas últimas edições se possível? O Carpegiani, como os números demonstraram, é o melhor técnico em atividade no país, ele é o homem certo pra função.
Na verdade quem idealizou o Barcelona do jeito que está hoje foi Rinus Michels. Cruijff teve uma contribuição enorme com o projeto, mas seu verdadeiro mentor foi Michels. Mesmo assim, o futebol brasileiro de fato precisa de uma idealização semelhante, para que seja aplicada na seleção e também nos clubes.
Mas uma série de fatores atrapalham, o principal é a maneira como o futebol é vista no país. Entre outras coisas, se os resultados não são bons em um certo período de tempo, aqueles que têm o comando acabam perdendo o controle e fazendo muitas bobagens, que comprometem o desempenho e o desenvolvimento da equipe. Além, é óbvio, da corrupção que existe no meio e a maioria sabe.
Danilo, vc está certo, porém o Michels há algum tempo já foi se juntar ao “Mestre” Telê Santana, João “Sem-Medo” Saldanha, entre outros. Cruijff é talvez o melhor aluno (desde os tempos do Ajax e da Laranja Mecânica/1974) de Michels. Apoio a idéia do Birner.
Discordo veementemente!
Primeiro que o futebol holandês do Feyenoord, Michels e Cruijff é diferente do futebol do Barcelona do Guardiola! Veja os jogos do barcelona de 94 e compare com o atual! A diferença é que o Barça tem uma peça (na verdade 3, mas 1 em especial) que transforma a posse de bola em chances de gol de maneira mais eficiente que a da Holanda: Messi. Esta peça é única e a melhor da atualidade, e não conseguimos reproduzir isto em qualquer circunstância. Mas, mais importante, é que o futebol brasileiro é MUITO diferente do futebol do Barcelona e ou da Holanda!
O nosso futebol sempre foi baseado no talendo individual com times que possuem setores muito bem definidos e distintos: o ofensivo e o defensivo. O futebol do Barcelona e o da Holanda de 74 possuem em comum um futebol que aposta no coletivo com os 11 (ou 8, que sejam) atuando tanto na criação quanto na defesa. O drible, marca que mesmo com a globalização e com a internacionalização dos times europeus, ainda é muito nossa, é bem mais escasso nesse estilo de futebol.
Não acho que devamos nos espelhar neste estilo. Para o futebol “barcelonista” funcionar, é necessário uma escola muito específica e jogadores muito específicos em cada posição e, principalmente, muito treinamento e entrosamento, o que seleções não tem atualmente. Mas o principal motivo é que não acredito que este seja o caminho mais eficiente para a vitória. Na verdade, apesar do efeito estético (que no fundo está no olho de quem vê), acho este o caminho mais longo e difícil para as vitórias.
O futebol coletivo “barcelonista” não é o único futebol estético. O São Paulo de 92 jogava um futebol extremamente estético e ainda tinha um estilo brasileiro com um setor defensivo com 3 ou 4 jogadores que só defendiam, dependendo do jogo, e com a modificação de um setor ofensivo que contava com 4 ou 5 jogadores mas com meias que ajudavam na marcação, mais os laterais que apoiavam e defendiam. Esta não é a concepção de futebol coletivo do Michels, tem características brasileiras, e foi aclamado como futebol bonito.
Não adiantar vir Cruijff ou qualquer diretor de futebol que queira implantar o futebol coletivo no Brasil. Para tanto seria necessário haver jogadores criados para jogar tal futebol e apenas o Barcelona tem condições de fazer isto porque ele não depende da venda de jogadores, tem dinheiro para investir na base e uma marca que atrai interessados às suas categorias de base no mundo todo. Qual time no Brasil tem isto? Além disso, acho que não devemos abrir mão da característica do nosso futebol desta forma!
O problema de relação entre a seleção e a população tem mais a ver, creio, com a postura dos jogadores que encaram a seleção como uma oportunidade de fazer negócios ao invés de uma oportunidade de representar a sua família, os seus vizinhos, a sua patria! A seleção é um balcão de negócios que se importa pouco ou nada com o que acontece no Brasil e com os brasileiros.
E temos que parar de buscar o futebol bonito pela beleza. Quando Feyenoord apareceu com o seu estilo do jogo no Ajax em 70 que depois seria levado à seleção pelo Michels, ele não fez isto porque achava que futebol deveria ser bonito, mas sim porque ele considerava aquela maneira a maneira mais eficiente para chegar à vitória. Acho que devemos querer a vitória ao invés de um estilo. Mas se for para exigir o futebol bonito, que seja no estilo brasileiro ao invés de importar um estilo europeu que não tem a ver com a nossa história nem com a nossa realidade!
Birner vc é um gênio!!!
Isso resolveria todos os problemas do futebol brasileiro…
E é uma idéia bem acessível tbm né?
Olá Birner, a sugestão é boa, porém acho que o problema também ocorre nos clubes de formação, sou endocrinologista e recebo muitos garotos que treinam nestes clubes e que vêm em busca de ficarem mais altos e fortes, sempre pergunto se eles se consideram habilidosos e a resposta invariavelmente é que sim, porém o “técnico” quer jogadores fortes e não habilidosos, sempre lhes digo para mirarem em Messi, seleção espanhola, Romário, porém os seus técnicos não conseguem ver isso. O futebol brasileiro está sendo morto na raiz por causa desta visão que só visa a venda de jogadores fortes para o exterior.Um abraço.
Seu comentário sintético traduz o que realmente está acontecendo com o futebol brasileiro. É lamentável essa constatação! Não matem nossos futuros craques!
tem que ser alguém que não tenha vínculo algum com a CBF
O que vc acha de um nome como o Mourinnho?
Caramba, Birner… não simpatizo muito com suas ideias no geral, mas desta vez… PARABÉNS! FALOU TUDO! Vi reportagem no Sportv onde é abordado esse tema do Barcelonismo (forma de jogar do time, onde é colocada a filosofia de jogo) desde os meninos de 13 anos – inclusive na filia da Argentina, até o time principal! Sou corinthiano, mas admito que o Santos se caprichar um pouco mais, pode ir nesse mesmo caminho e o SPFC na década de 80 quaaase emplacou essa filosofia (menudos) com o Cilinho. Pq não com a seleção? PARABÉNS!
Birner
As vezes voce me surpreende com essas ideias um pouco desafiadoras,contratar este treinador holandes seria uma tragedia nacional,o futebol brasileiro já passou desta fase,não estamos mais na decada de 50 onde se via muitos treinadores estrangeiros aqui no Brasil.
Os treinadores brasileiros são bons e precisam de tempo pra se organizarem e fazerem um bom trabalho.Imagine este treinador não convocando determinado atleta de ponta,e depois em uma coletiva dando suas opiniões à respeito desse e outros aspectos tecnicos e taticos do nosso futebol.
O nosso Pelé já fala muita bobagem e isso nos basta!
O rock inglês também vive este mesmo tormento, não se acham mais tesão pela coisa, é somente dinheiro e favorecimento político que vale no jogo. Só uma observação, a seleção de 2002 foi tão fraca quanto a de 1990, só foi campeã devido a incompetência ou favorecimento dos adversários.
Concordo com vc e digo mais torci nas duas ultimas copas pelo sucesso da Espanha, pois não acredito mais na seleção brasileira. Aqui no Brasil em 2014 tem tudo para acontecer o que houve em 1950, do jeito que anda as coisas.
Enquanto os jogadores brasileiros nao baixarem a bola e se acharem que sao os melhores do mundo, nao conseguiremos nada, precisam de mais humildade e mais futebol.
Seria muito bom que o holendes fosse contratado, além do jogador maravilhoso que foi, tem cultura e isso está fazendo muita falta em nossa seleção.
Olá Birner.
O problema da seleção é a ausência de ídolos. Saiu Pelé e vieram outros.. Rivelino, Zico, Sócrates… depois o Romário e depois o Ronaldo. Este aposentou e deixou o cargo vago. Kaká é bom, mais não tem carisma, Ronaldinho Gaúcho é aposentado em atividade, Neymar ainda é promessa. Esta é uma seleção de jogadores comuns… Assim acredito que o brilho dos jogadores, apagava a má administração da CBF. Como não tem jogadores brilhando, o que se vê é a bagunça e exploração do futebol em benefício dos dirigentes.
Faz tempo que esse é o meu pensamento, inclusive comentei na coluna do Malia, da ESPN, sobre esse assunto.Por que não um técnico fora do Brasil? Dos que existem por aqui, apenas Muricy está preparado para tal façanha, e eu não sei se ele se sentaria à mesma mesa do bandido do Ricardo Teixeira, não. Aliás, esse cara não vai pra cadeia não, é?
Apoiado Birner. Chega desses retranqueiros que se acham gênios. Precisamos de
de um gênio de verdade como o Cruijff, o grande mentor do time do barça.
Se ele topasse eu gostaria de vê-lo como técnico da Seleção Brasileira principal.
O Futebol Brasileiro depois de 82 só regrediu, mesmo ganhando as copas de 94 e 2002, nada evoluiu, pelo contrário. Os gênios brasileiros adotaram o sistema 3-5-2 que já foi abolido a muito tempo na Europa, e se acham gênios por isso. Depois que ganharam a copa de 2002 como esse esquema retranca, todos os gênios querem jogar assim.
Não temos em minha opinião nenhum técnico no Brasil com capacidade para assumir a Seleção. Não digo só capacidade me refiro à revolução que Johan Cruijff ajudou a fazer com a Seleção Holandesa em 74.
O Johan Cruijff seria um excelente nome, mas cadê jogador brasileiro que poderia ser enquadrado no esquema dele?
Desde que descobriram a mina de ouro em que se tornou as transações com jogadores de futebol, apenas pangarezinhos apadrinhados possuem o direito de se tornarem jogadores profissionais.
Não adianta querer esconder isso. Há apenas um ou dois jogadores atualmente que poderiam jogar numa seleção brasileira com o mínimo de decência. E mesmo assim, jamais no mesmo nível de outrora.
Em 58, 62 e 70 como você citou, o fato de um filho comentar que queria ser jogador de futebol era motivo de luto na família. Os pais queriam seus filhos advogados, médicos, professores, etc. Pra jogar bola profissionalmente tinha que ser muito bom e gostar muito mesmo.
Concordo 200%!!! Sinceramente, não vejo nenhum técnico brasileiro capaz de promover essa REVOLUÇÃO que a nossa Seleção precisa, e o Cruijff é, sem dúvida, um grande nome. Porém, a mudança que se faz mais necessária, a que de fato transformaria o futebol brasileiro, seria a saída do Ricardo Teixeira. Com ele, nem o Rinus Mitchells conseguiria alguma coisa…
Concordo com você Vitor , enquanto o futebol brasileiro não voltar a suas origens mudando essa filosofia de jogar futebol no estilo europeu nosso país não ganhará mais nada e muito menos voltará a ser o melhor e mais admirado e espeitado do mundo. E isso só pode ocorre quando , pricincipalmente uma parte da mídia que ao invés de tentar ajudar o nosso futebol apontando os erros , fica escondendo a realidade enganado o torcedor que aindfa acredta que o nosso futebol é o melhor do mundo. Parabéns pela ideia do Cruijff , esse foi e contnua sendo gênio.
Birner,
Eu concordo com você, pode ser uma boa ideia.
Mas o que me chama atenção nesse seu post foi a resposta de alguns leitores. Chega a ser um pouco esquizofrênico ver pessoas criticando o Mano e em seguida fazem comentários do tipo “ele não fala português”, “nao tem identificação com o Brasil”, etc.
Estamos falando de profissionalismo. Se identificação ganhasse jogo, Felipão nunca poderia ter sido o técnico bem sucedido de Portugal. Ele é neto de Italianos e brasileiro de nascença.
Se queremos ter o melhor time do mundo, deveríamos começar por tendo os melhores profissionais do mundo, independente de onde ele nasceu. O profissionalismo é isso.
Um dia hei de ver o Brasil dirigido por gente como Cruiff, Capelo, Wenger e outros. E sem esse ufanismo idiota.
O Sócrates já disse: Zico para presidente da CBF e Guardiola para técnico da Seleção Brasileira!!!!! Temos que parar de achar que só nós brasileiros entendemos de futebol. Fazer amistoso contra GABÃO é brincadeira…
Pessoal, gostaria de aproveitar a grande audiência e competência de Birner para divulgar meu blog. http://debateepronto.wordpress.com/ …. Brasileiro, Sulamericana, Seleção, Jogos Pan Americanos, Formula 1 …. esporte em primeiro lugar.
.
Grato
Fala serio! Nem na Holanda querem esse cara.
Birner,
O que precisa mudar é muito mais que isso. A seleção vive uma fase vitrine na entressafra dos mundiais, sempre se classifica, pois há muito mais vagas para a América do Sul que deveria, embora ultimamente tenha passado algum sufoco na fase classificatória. Na véspera da Copa, sem ter formado nada que se pareça com um time, escolhe-se os “craques” do momento, distribui-se as camisas e seja o que Deus quiser. Sempre há o injustiçado, o peixinho do técnico (burro), etc., etc.
Podemos até vencer a Copa no Brasil, com um Cruiff de gerente e algum iluminado de técnico, o que não vai mudar nada esse estado de coisas.
O que me assusta na verdade, é ver os clubes se tornando espelho da seleção, tornando-se vitrine de “empresários” ou “grupo de investidores”…
Abraços,
Cláudio Prado
Birner, quanto à origem do problema e às soluções, concordo com você em muitas coisas e discordo em algumas. Mas quanto aos sintomas, eu sou mais um: não torço mais para o Brasil. Não dá tesão. Sou Uruguai desde “South Africa 2010″.
E complementando… também no íntimo tenho o sonho de ter motivos para voltar a torcer pela canarinho!!
O problema do Brasil não é treinador, é falta de organização. Uma solução simplista como essa não resolveria nosso problema. Qto ao estilo de jogo do Barcelona, ele não é o estilo brasileiro. É o estilo do Barcelona, mais especificamente deste barcelona e só é possível devido aos jogadores q o Barcelona possui hj.
Cara, como os comentaristas esportivos falam e escrevem bobagens. Os pagamentos que vocês recebem é de acordo com o tamanho do besteirol?
Vou ser comentarista também, falo um monte de besteiras como esse tal de Birner e ganho meu dimdim fácil fácil, hehehehe
E nesse mote tenho uma idéia : Lula para técnico da seleção.
Biner, de fato Cruijff seria o melhor nome para a seleção, no que se refere à direção de futebol. Para os que pensam o futebol como você, Dr. Sócrates, Tostão, entre outros, a escola formada por este gênio, e seguida com êxito por Guardiola, devolveria, à seleção brasileira, identidade que lhe falta. O resultado prático chegaria a médio prazo, porém, alegria voltaria ao futebal nacional, tal como o era tempos atrás.
A verdade é que nosso boleiros não são tão bons quanto imaginamos e queremos, ganham muito e produzem pouco.
Cruijff não é aquele senhor que levou um nó tático do Telê, no mundial interclubes?
Que legal o velho Birner voltou!
Comentário lúcido e ousado na medida.
Parabéns!
Pena que última frase trouxe de volta o Birner atual… que tem baixa tolerância à opiniões contrárias.
Abraço
Birner, creio que o maior problema do futebol brasileiro seja estrutural. A começar pelos homens que comandam a CBF, que na verdade parece que não estão nem um pouco preocupados se a seleção vai ganhar ou perder, passa pelo calendário que deveria ser adaptado ao da Europa e a falta de comprometimento de muitos jogadores com a camisa verde amarela. Esperar o que da CBF que manda um “catadão” para disputar o Pan (nem vestiram a camisa oficial da entidade)? Será que foi uma “retaliação” à Rede Record e ao Romário? Custo a acreditar que tenha sido isso, mas não encontro outra explicação para essa atitude amadorística da CBF. Não sou vascaino, mas gostaria de ver o Dinamite para presidente da CBF! Mas, sem poderes “ilimitados”. Muricy para técnico de futebol. E deixaria o holandês onde ele está.
“Johan Cruijff para o comando da seleção”…e Tiririca para presidente, no comando da nação!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
E o gênio do Birner para presidente da CBF, HEHEHEHEHE
Cruijff é um palhaço! grande jogador de merda que ele foi. Estrelinha com a “laranja mecânica”, na final de 74, reclamava mais do que jogava, ficava indignado com tudo, enquanto isso, Franz Beckenbauer do outro lado era o maestro que, sim, jogava muita bola e sabia conduzir o espírito da equipe alemã, seja nas 4 linhas ou fora dela. Moral da história: Cruijff 0 x 2 Beckenbauer.
De acordo, o que ese cara ganhou até hoje ??? Quantas copas do mundo ???
Eu acho que o governo deveria tirar a selecao da CBF. Assim acaba esta conversa de que a entidade e privada e portanto esta acima do bem e do mal. A selecao nao e privada. E um patrimonio e tem as cores do Brasil. Voces jornalistas ja levantaram esta bandeira?
Acho tambem que deveria ser investigado quem instigou a implosao do Clube dos 13 e assim dar mais poder para a CBF.
Birner,
Concordo com vc, seria interessante Johan Cruijff na seleção.
Vc não acredita que essa “evolução” ou troca de filosofia dára quando Ricardo Teixeira sair?
Meu Deus que post ruim. Brasil é Brasil com S. Não queira transformá- lo no Brasil com z. Tem q ser ideia de sao paulino mesmo.
Com o R. Teixeira no comando da CBF, é impossível fazer algo distinto do que é feito hoje pelo Mano. Falta transparência na administração da entidade e os jogos são, a meu ver, meros meios para promover atletas em troca de dinheiro de empresários.