1 fev

Léo Moura e Ronaldinho foram fundamentais para o Flamengo seguir na Libertadores. Time de Luxa jogou mal

Análise de jogos, Copa Libertadores

De Vitor Birner

Flamengo 2×0 Real Potosí

Léo Moura e Ronaldinho fizeram a diferença na classificação flamenguista.

O time de Luxa não atuou bem, contudo conseguiu se impor na etapa inicial.

O segundo tempo do Flamengo foi muito ruim.

Falta bastante para o Rubro-Negro mostrar futebol capaz de o levar ao bicampeonato da Libertadores

Escalações

Felipe; Léo Moura, Welinton, David Braz e Júnior César; Luiz Antônio, Willians, Renato  e Bottinell; Ronaldinho Gaúcho e Deivid. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Real Potosí: Lapczyk; Jiménez, Alarcón, Centurión e Rivero; Sejas, Michelena, Ovando, Yecerotte e Ortiz; Brittes. Técnico: Víctor Zwenger.

Cobrança, sim

Ainda é muito cedo para cobrarmos bom futebol dos times brasileiros.

A pré-temporada muito curta não permite aos atletas atuarem com o condicionamento físico ideal (não é apenas fôlego, mas também força, velocidade, resistência) e nem aos treinadores prepararem seus times bem na parte tática.

No importante jogo para saber quem iria à fase de grupos do torneio mais cobiçado do continente, não dava para o flamenguista ‘pés no chão’ esperar grande futebol da equipe de Luxa.

O Rubro-Negro podia, sem dúvida, exigir a classificação porque o adversário era muito fraco.

Obviedade

Sem os quase 4 mil metros de altitude, era óbvio que o time boliviano se posicionaria de forma bem diferente do jogo de ida.

A formação inicial mostrou isso.

O técnico Vistor Zwenger deixou no banco Pol e Torres, ambos atacantes, e colocou Ovando e Ortis para fortalecer a marcação no meio-campo.

Apenas o argentino Brittes jogou na frente.

Ataque x defesa

O Real Potosí permitiu ao Flamengo conduzir a bola até cerca de dez metros depois da linha que divide o gramado.

Aglomerou jogadores naquela região para eliminar espaços, abriu mão da posse da redonda e
apostou no contragolpe com seu único atacante.

O congestionamento impediu o Flamengo de encontrar espaços para tabelar e entrar na área em condição de fazer gols.

O talento de Ronaldinho, as jogadas pelos lado, em especial na direita com Leonardo Moura, onde Botinelli auxiliou o lateral na criação, além dos arremates de média e longa distâncias de Renato Abreu, foram as melhores opções do anfitrião.

Chances, polêmica e vantagem

Aos 8,  Ronaldinho acertou belo lançamento para Leó Moura, que cruzou para Deivid quase fazer 1×0.

No lance seguinte, de novo Léo Moura cruzou e Ronaldinho, de cabeça,assustou o goleiro Lapczk.

Aos 15, Renato obrigou o inseguro goleiro do visitante a evitar o gol.

Aos 20, no raríssimo contragolpe, a polêmica.

Léo Moura  reclamou que foi derrubado por Brittes. O árbitro não deu a falta para o Flamengo. Preferiu soprar a mão na bola do lateral, que pegou a dita cuja quando caiu.

O apitador assinalou a infração fora da área enquanto Brittes pedia a penalidade.

Lance duvidoso (preciso rever para opinar).

O Flamengo continuo tentando vencer a retranca do rival e obteve sucesso numa jogada aérea com a participações de seus dois principais boleiros na partida.

Cruzamento de Ronaldinho e cabeceio de Léo Moura, aos 39, que desviou no adversário e terminou em gol.

Missão simples

O 1×0 bastava para a equipe de Luxa seguir no torneio.

O Real Potosí precisava fazer 1 gol. O empate o classificaria e a derrota por 2×1 levaria a decisão para as penalidades, situaçãpo conveniente apenas para os bolivianos.

Cedo ou tarde, estava claro, a zebra correria riscos em busca da vaga.

E deixaria bastante espaço para os contragolpes do Flamengo.

A situação era muito boa para o Rubro-Negro ampliar a vantagem e não sofrer no Engenhão.

Flamengo, mal

Só que o Potosí cresceu no segundo tempo.

A entrada de Pol, aos 8, na vaga de Ovando, complicou o sistema defensivo do time de Luxa.

O fraco atacante argentino explorou a avenida no lado de Junior César.

A saída de Michelena e a entrada de Tudor melhoraram um pouco a qualidade do passe no meio-campo dos bolivianos.

A bola a chegou mais vezes no ataque do Potosí.

Havia espaço entre o meio-campo e a linha defensiva Rubro-Negra.

O mau posicionamento e a característica de Ronaldinho e Deivid, que pouco ajudam nos desarmes, fragilizaram o sistema defensivo preparado por Luxemburgo.

Medo e susto

Aos 29, Luxa trocou Botinelli e Renato por Muralha e Camacho.

O Potosí já havia melhorado e levado perigo. Depois das substituições, mandou no confronto.

Aos 32, Brittes cabeceou com bastante perigo. Felipe, sem chance de defesa, viu a gorduchinha passar muito perto da trave.

Expulsão facilita

Centurion, aos 34, levou cartão vermelho após jogada dura em Leo Moura.

Com um atleta a mais, o Fla retomou o controle das ações e ampliou, aos 47, com Ronaldinho.

Insatisfeitos?

Imagino que a nação rubro-negra ficou satisfeita por causa da classificação, mas muito desconfiada a respeito do futuro do Flamengo com crises de relacionamento entre Ronaldinho e Luxa, atrasos salarias, reclamações públicasdos jogadores e futebol pouco confiável.

53 respostas a Léo Moura e Ronaldinho foram fundamentais para o Flamengo seguir na Libertadores. Time de Luxa jogou mal

  1. Leonardo disse:

    Quanto comentário inútil, meu caro. Jogou ruim? Não assistimos o mesmo jogo. Vamos ser mais parcial!

  2. claudio disse:

    Com esse futebolzinho o Fla não passa da primeira fase. O Time não tem esquema tatico, vive de individualidades e a dupla de zaga é uma piada. Não se surprendam se o Flamengo for goleado pelo Olimpia e pelo Lanus, que apesar de ser um pequeno argentino tem um time certinho.

  3. Eduardo Bonilha disse:

    Birner, acomapanho e respeitos suas opiniões, mas não concordo que o Flamengo jogou mal, e acha que a torcida rubro-negra concorda. Pela sua crítica, parece que o Flamengo não jogou nada. De forma geral o Flamengo jogou muito bem, com muita raça e criando inúmeras tabelas e chances de gol, como muito tempo a torcida não via. No segundo tempo, caiu um pouco e correu riscos, mas não dá para dizer que jogou mal. Ronaldinho e Léo Moura, excelentes e os melhores em campo, mas destaque também para Luis Antonio, Botinelli (muito bom no primeiro tempo) e Renato Abreu (apesar de alguns erros de passe). Willians e a zaga batendo cabeça, mais uma vez. Apesar dos problemas e de algumas peças que precisam ser trocadas (principalmente na zaga), temos um bom elenco e a chegada do Vagner Love e de um novo técnico pode dar muito ânimo ao time. Não sei se chegaremos ao título, mas acredito em uma boa Libertadores.

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