De Vitor Birner
As fotos abaixo são do período da construção do Morumbi.
Não havia casas no bairro quando o São Paulo decidiu construir a dele.
Saber como era a região no entorno dos estádios da capital paulista (falo de todos, não apenas do Cícero Pompeu de Toledo) é importante para as pessoas formarem suas opiniões a respeito das polêmicas sociais que estão envolvidos.
Vou tratar de uma delas ao longo da semana, aqui no blog.
Veja as fotos





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Olha o futuro do Morumbi fantastico kkkkkkkkkkkkkk
Birner, o estádio não chegou antes do bairro, pelo simples motivo que ele foi resultado direto do processo de urbanização da área.
A empresa que loteou a gleba onde hoje temos o bairro do Morumbi doou a parcela que todo loteamento deve ter de área institucional ao São Paulo Futebol clube, para que este construísse seu estádio.
Toda e qualquer área a ser urbanizada, até os dias de hoje, é obrigada a destinar parte da área loteada para que o estado construa equipamento públicos tais como escola, parques e hospitais. Não é doação, é pagamento, é lei.
Tal fato, na minha opinião, define dois aspectos dessa discussão:
- o estádio não “chegou antes” das casas à sua volta pois, já existindo o loteamento, muita gente pode ter adquirido seu terreno ser saber da futura construção do estádio;
- o terreno do estádio é, sim, fruto de uma doação pública, já que se trata de um repasse direto de uma entidade privada a outra, de uma área que deveria por lei ser destinada ao Estado;
E o São Paulo levantou aquele pedaço todo do estádio antes do início da construção das casas?
Haja falta de vontade dos milionários que levantaram as mansões ao redor para iniciarem as obras das mesmas.
E, no fim das contas, a discussão do post que vou blogar nesta semana vai bel além de quem chegou antes.
Grande abraço!
Se entendi sua colocação, quer dizer que as obras do estadio tricolor iniciadas antes da ocupação residencial, significam que os cartolas dirigentes tem algum direito de se comportar inadequadamente por decadas contra seus vizinhos?
O pior jornalista é o mal informado, para ser brando, o duro é que vc não percebeu que o estadio se instalou no meio de lotes e praças, só posteriormente 60% do terreno foi incorporado e de forma mal explicada…se informe melhor sobre a formação da região antes de publicar essas coisas!
Acrescento algo que só agora notei: o argumento de que “alguém pode” ter comprado sua gleba antes da construção fica ainda mais fraco pelo mostrado na fotografia maior: METADE do Estádio já estava de pé – portanto a foto é de 1958 ou 59 – e não havia sequer uma quitanda, que dirá uma residência até onde a vista alcança. A foto é de pelo menos cinco ou seis anos depois da escritura do terreno.
blogueiro tricolor
parece que a seguencia de sua “reportagem” será relacionar o desenvolvimento do bairro com a chegada do estadio, como se sua construção garanta algum direito dos cartolas e frequentadores de serem imunes ao cumprimento das leis.
é desalentador gente supostamente bem informada, como é seu caso, tender para o lado de cartolas inconseguentes que insistem em ignorar questões ambientais mais a extrapolação se suas atividades sociais, sem qualquer respeito ao entorno, numa parceria com o poder publico que imperra as modificações urbanas que beneficiariam a população da região.
Melhor falar somente de futebol!
Em 1958 se falava em questão ambiental ?
Olha os anacronismos…..
Não podemos ver o passado com os óculos do presente. Não podemos colocar conceitos e preocupações de hoje no mundo passado.
Seu post é um argumento Pró-Incentivos a Itaquera. Hoje não tem quase nada lá, mas com o estádio, o bairro, que já se valorizou, se valorizará ainda mais, gerando emprego e renda à sofrida população local.
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Birner é incontestável que o Morumbi chegou primeiro que muitos dos seus vizinhos.
Isso, porém, não dá o menor direito do SPFC querer fazer o que quer.
É preciso saber viver em sociedade e respeitar os direitos dos vizinhos.
E principalmente leis governamentais.
Compraram baratinho e só construíram depois que a infra estrutura, propiciada pelo estádio, foi levantada, ruas, ônibus, etc. Agora querem ter o direito de determinar o caminho a ser seguido por quem lhes proporcionou tudo isso. Mesmo com a imagem mostrando o fato, os pobres diabos reclamam! Mudem-se novamente amigos, pra Jundiaí, tem terreno baratinho por lá, mas garantam que não HAJA nada no entorno que lhes incomode!! POR FAVOR!