De Vitor Birner
Flamengo 3×0 Lanús
Se tivesse se empenhado em toda fase de grupos tal qual hoje, o Flamengo estaria comemorando a classificação.
O Fla marcou forte, ganhou o meio-campo e mandou no confronto contra o melhor time que encarou nessa fase de grupos.
Até Ronaldinho participou dos desarmes. Ele se destacou também na criação.
Só que a continuação no torneio estava comprometida por causa do inadmissível empate contra o Olímpia no Engenhão e da derrota diante do Emelec.
O elenco rubro-negro, muito, muito, muito superior ao dos equatorianos, perdeu a vaga nas oitavas-de-final da Libertadores para a equipe mais humilde e guerreira.
Sobrou raça ao Emelec na dramática vitória contra o Olímpia.
Se alguém tem dúvidas a respeito da diferença comportamental, recomendo que veja a postura dos equatorianos e dos flamenguistas quando estiveram em Assunção.
Só me resta criticar o Flamengo por causa dos momentos de acomodação e aplaudir o Emelec pela superação.
A postura dos atletas equatorianos deveria servir de exemplo para o grupo de boleiros eliminados.
A zebra segue no torneio e o favorito à classificação vai juntar os cacos para o torneio estadual e o brasileirão.
A humildadeO Pressionado pelas merecidas críticas de torcida e imprensa, até Ronaldinho mostrou garra
Escalações e arbitragem
Flamengo: Felipe; Leonardo Moura, Marcos González, Welinton e Junior Cesar; Willians, Luiz Antonio, Darío Bottinelli e Ronaldinho Gaúcho; Vagner Love e Deivid
Técnico: Joel Santana
Lanús: Marchesin; Araujo, Goltz, Braghieri e Balbi; Fritzle, Pizarro, Gonzáles e Diego Valeri; Mariano Pavone e Mario Regueiro
Técnico: Gabriel Schurrer
Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia)
Assistentes: Abraham González (Colômbia) e Wilson Berrio (Colômbia)
Vitória no meio-campo
O Lanús possui elenco que lhe permite sonhar com o título da Libertadores.
Atuou com os 3 volantes Fritzle, Pizarro e Gonzáles (substituiu o experiente Camoranesi, machucado) para ao meia Valeri, o melhor tecnicamente da equipe, liberdade de criação.
O uruguaio Reguero, atacante na esquerda, e o centroavante Pavone são perigosos.
Ganhar o meio-campo era fundamental para o Flamengo conseguir mandar no confronto.
A disputa no setor foi intensa e vencida pelo Rubro-Negro
A superioridade no setor obrigou o Lanús a marcar mais atrás e praticamente isolou seus dois atacantes.
Regueiro, por exemplo, voltou para compor o meio-campo.
Botinelli, fundamental
O hermano do Flamengo se desdobrou. Encorporou o tal espírito de Libertadores.
Ajudou Willians e Luiz Antonio, os volantes na marcação, Ronaldinho na criação, correu bastante em busca de espaços e fez o cruzamento do primeiro gol, o mais importante da vitória Rubro-Negra.
Criticado brilha
Welinton, alvo de várias críticas dos torcedores, apareceu na segunda trave depois de Botinelli bater o escanteio, se antecipou ao atleta que o marcava e de cabeça fez 1×0.
Até aquele momento, o Fla não havia criado quase nada. Enfrentava dificuldades para entrar com a bola na área do ‘El Granate’. Love perdera a única boa chance.
O gol mudou o panorama da partida.
Lanús avança e Ronaldinho cresce
A equipe visitante entrou no gramado do Engenhão classificada e quase garantida na liderança do grupo 2.
Só o Olimpia podia empatar em pontos com o Lanús, se vencesse o Emelec. A diferença de saldo de gols entre eles era de treze.
A situação confortável permitiu ao tme argentino arriscar mais.Pizaro apareceu mais para ajudar Valeri.
O Lanús conseguiu assustar o goleiro Felipe, mas deixou espaços.
Ronaldinho soubre aproveitá-los.
Desequilibrou
Aos 41, ele driblou o marcador, levantou a cabeça, viu Deivid, tocou para ele e o atacante ampliou a vantagem.
Aos 5 minutos da etapa complementar, Ronaldinho fez bonita jogada de linha de fundo e cruzamento para a boa finalização de Luiz Antonio.
Troca e acomodação
O Flamengo perdeu pegada depois do 3×0.
Não dá para saber por qual motivo.
Pode ter sido a acomodação por causa do resultado, o cansaço ou a entrada de Muralha no lugar de Willians, que se machucou.
O titular, apesar de precisar melhorar a qualidade do passe, é importante na parte defensiva.
Acho que todos os aspectos citados contribuíram para a queda de rendimento flamenguista e melhora do Lanús.
Clima leve e dessa vez sem dramas
Os argentinos atacaram mais. Ficaram com a bola na meia, fato quase inédito até aquele momento, e desperdiçaram algumas poucas oportunidades.
O jogo ficou leve.
O Lanús não bateu, catimbou, nem lutou tanto.
O Flamengo, satisfeito, também não mostrou ambição de balançar a rede pela quarta vez.
Na verdade, os torcedores estavam preocupados com o resultado de Olimpia x Emelec.
Ficaram frustrados com a vitória equatoriana nos minutos finais.



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Sou corintiano e vascaíno e nem preciso dizer da minha felicidade esta semana. Não é que o urubu foi melhor que o Lanus? Porém ver aquela massa patética no Engenhão quebrando a cara ao fim do jogo em Assunção foi demais. O choro do Vagner Funk Love foi hilário. Foi dele aquele maldito gol que tirou o Timão da Libertadores. Comemora agora, Love!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkk