12 abr

Fla joga bem contra o Lanús, vence, mas vive a vergonha de cair na fase de grupos. Postura do Emelec serve de exemplo aos eliminados

Análise de jogos, Copa Libertadores

De Vitor Birner

Flamengo 3×0 Lanús

Se tivesse se empenhado em toda fase de grupos tal qual hoje, o Flamengo estaria comemorando a classificação.

O Fla marcou forte, ganhou o meio-campo e mandou no confronto contra o melhor time que encarou nessa fase de grupos.

Até Ronaldinho participou dos desarmes. Ele se destacou também na criação.

Só que a continuação no torneio estava comprometida por causa do inadmissível empate contra o Olímpia no Engenhão e da derrota diante do Emelec.

O elenco rubro-negro, muito, muito, muito superior ao dos equatorianos, perdeu a vaga nas oitavas-de-final da Libertadores para a equipe mais humilde e guerreira.

Sobrou raça ao Emelec na dramática vitória contra o Olímpia.

Se alguém tem dúvidas a respeito da diferença comportamental, recomendo que veja a postura dos equatorianos e dos flamenguistas quando estiveram em Assunção.

Só me resta criticar o Flamengo por causa dos momentos de acomodação e aplaudir o Emelec pela superação.

A postura dos atletas equatorianos deveria servir de exemplo para o grupo de boleiros eliminados.

A zebra segue no torneio e o favorito à classificação vai juntar os cacos para o torneio estadual e o brasileirão.

A humildadeO Pressionado pelas merecidas críticas de torcida e imprensa, até Ronaldinho mostrou garra

Escalações e arbitragem

Flamengo: Felipe; Leonardo Moura, Marcos González, Welinton e Junior Cesar; Willians, Luiz Antonio, Darío Bottinelli e Ronaldinho Gaúcho; Vagner Love e Deivid
Técnico: Joel Santana

Lanús: Marchesin;  Araujo, Goltz,  Braghieri e Balbi; Fritzle, Pizarro, Gonzáles  e Diego Valeri; Mariano Pavone e Mario Regueiro
Técnico: Gabriel Schurrer

Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia)
Assistentes: Abraham González (Colômbia) e Wilson Berrio (Colômbia)

Vitória no meio-campo

O Lanús possui elenco que lhe permite sonhar com o título da Libertadores.

Atuou com os 3 volantes  Fritzle, Pizarro e Gonzáles (substituiu o experiente Camoranesi, machucado) para ao meia Valeri, o melhor tecnicamente da equipe, liberdade de criação.

O uruguaio Reguero, atacante na esquerda, e o centroavante Pavone são perigosos.

Ganhar o meio-campo era fundamental para o Flamengo conseguir mandar no confronto.

A disputa no setor foi intensa e vencida pelo Rubro-Negro

A superioridade no setor obrigou o Lanús a marcar mais atrás e praticamente isolou seus dois atacantes.

Regueiro, por exemplo, voltou para compor o meio-campo.

Botinelli, fundamental

O hermano do Flamengo se desdobrou. Encorporou o tal espírito de Libertadores.

Ajudou Willians e Luiz Antonio, os volantes na marcação, Ronaldinho na criação, correu bastante em busca de espaços e fez o cruzamento do primeiro gol, o mais importante da vitória Rubro-Negra.

Criticado brilha

Welinton, alvo de várias críticas dos torcedores, apareceu na segunda trave depois de Botinelli bater o escanteio, se antecipou ao atleta que o marcava e de cabeça fez 1×0.

Até aquele momento, o Fla não havia criado quase nada. Enfrentava dificuldades para entrar com a bola na área do ‘El Granate’. Love perdera a única boa chance.

O gol mudou o panorama da partida.

Lanús avança e Ronaldinho cresce

A equipe visitante entrou no gramado do Engenhão classificada e quase garantida na liderança do grupo 2.

Só o Olimpia podia empatar em pontos com o Lanús, se vencesse o Emelec. A diferença de saldo de gols entre eles era de treze.

A situação confortável permitiu ao tme argentino arriscar mais.Pizaro apareceu mais para ajudar Valeri.

O Lanús conseguiu assustar o goleiro Felipe, mas deixou espaços.

Ronaldinho soubre aproveitá-los.

Desequilibrou

Aos 41, ele driblou o marcador, levantou a cabeça, viu Deivid, tocou para ele e o atacante ampliou a vantagem.

Aos 5 minutos da etapa complementar, Ronaldinho fez bonita jogada de linha de fundo e cruzamento para a boa finalização de Luiz Antonio.

Troca e acomodação

O Flamengo perdeu pegada depois do 3×0.

Não dá para saber por qual motivo.

Pode ter sido a acomodação por causa do resultado, o cansaço ou a entrada de Muralha no lugar de Willians, que se machucou.

O titular, apesar de precisar melhorar a qualidade do passe, é importante na parte defensiva.

Acho que todos os aspectos citados contribuíram para a queda de rendimento flamenguista e melhora do Lanús.

Clima leve e dessa vez sem dramas

Os argentinos atacaram mais. Ficaram com  a bola na meia, fato quase inédito até aquele momento, e desperdiçaram algumas poucas oportunidades.

O jogo ficou leve.

O Lanús não bateu, catimbou, nem lutou tanto.

O Flamengo, satisfeito,  também não mostrou ambição de balançar a rede pela quarta vez.

Na verdade, os torcedores estavam preocupados com o resultado de Olimpia x Emelec.

Ficaram frustrados com a vitória equatoriana nos minutos finais.

59 respostas a Fla joga bem contra o Lanús, vence, mas vive a vergonha de cair na fase de grupos. Postura do Emelec serve de exemplo aos eliminados

  1. Daniel disse:

    Sou corintiano e vascaíno e nem preciso dizer da minha felicidade esta semana. Não é que o urubu foi melhor que o Lanus? Porém ver aquela massa patética no Engenhão quebrando a cara ao fim do jogo em Assunção foi demais. O choro do Vagner Funk Love foi hilário. Foi dele aquele maldito gol que tirou o Timão da Libertadores. Comemora agora, Love!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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