Foi um jogo diferente da maioria desse Corinthians comandado por Tite.
O Alvinegro não costuma fazer 3 gols nem proporcionar aos adversários de nível técnico ruim, como o dessa quarta, o número de oportunidades que o Nacional teve.
As explicações sobre o confronto e a merecida vitória do líder do grupo seis você lê no texto de Gabriel Brito.
Agradeço ao amigo pelo post
Passeio fora da realidade copeira
Nacional-PAR 1×3 Corinthians
Por Gabriel Brito
Escalações
Nacional (PAR): Ignacio Don; Ricardo Mazacotte, Herminio Miranda, Denis Caniza, Marcos Miers; Ángel Orué, Marcos Riveros, Javier Villarreal, Silvio Torales; Rodrigo Teixeira e Germán Cano. Técnico: Javier Torrente.
Corinthians: Julio Cesar; Edenílson, Chicao, Leandro Castán, Fabio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo; Jorge Henrique, Emerson e Liedson . Técnico: Tite.
Sem pressão
O Corinthians fez uma visita que certamente não mais se repetirá em sua saga copeira.
Contra o modestíssimo Nacional Querido, sediado na capital Assunção, teve a vida facilitada desde o início com a inversão do mando de campo e realização da partida no Estádio 3 de Febrero, em Ciudad del Este, lendário eixo do comércio binacional.
Explica-se.
O Nacional é um clube de proporções muito, muito, pequenas em termos de popularidade, e mesmo se jogasse em sua cidade correria sério risco de ter menos torcida, porém, com uma renda bastante inferior.
Dessa forma, o “visitante” em momento algum se viu sob séria tensão.
Fez uma partida bastante solta em comparação com suas apresentações rotineiras.
Ilusão
Danilo jogou na armação bem ao centro do campo, de onde distribuiu bons passes para Emerson e Jorge Henrique, pelos lados, além de contar com as constantes subidas de Paulinho.
O Corinthians, excessivamente controlador, permitiu 15 minutos de ilusão ao “mandante”. Sempre explorando Mazzacotte pela direita de sua linha de meio, os locais assustaram em dois momentos.
Melhor formação?
Participativos, os ponteiros alvinegros se movimentaram e participaram de diversas jogadas, o que faz Danilo se sacrificar menos taticamente e participar de mais jogadas ofensivas.
Foi basicamente essa formação, com William no lugar do Sheik, que o Timão usou quando emplacou a sequência de 9 vitórias nas 10 rodadas iniciais do Brasileirão.
E foi de maneira coletiva que o Corinthians abriu o placar, com Jorge Henrique recebendo de Danilo e colocando no contrapé de Don, um tanto atrasado.
Após o tento, o time conseguiu trocar passes com tranqüilidade.
Tomou conta do jogo, a despeito da enorme dedicação de um organizado Nacional, algumas vezes campeão paraguaio nos últimos anos, mas na prática sem muitos recursos técnicos.
Mais festa
No segundo tempo, a história não foi diferente.
O campeão brasileiro voltou a funcionar na parte coletiva e após infiltração de Edenílson a bola sobrou fácil, aos 6 minutos, para o Sheik ampliar.
Depois, vieram outras chances e raros momentos de extrema acomodação, com espaços para os avanços paraguaios, situação atípica contra a equipe de Tite.
Tocando a bola e chegando próximo do terceiro tento naturalmente, o jogo transcorria sem mais sustos; a preocupação maior pareciam as botinadas que os paraguaios não se furtavam de distribuir, sem, porém, romper os limites da lealdade.
Relaxo inédito
E no momento mais fácil possível, o alvinegro permitiu uma chama de esperança à equipe tricolor.
Depois do choque entre dois de seus atletas, que saíram de campo, o Corinthians passou cerca de três minutos comodamente com dois a mais.
Quando os dois machucados voltaram, bastou uma jogada para pegar a defesa desguarnecida como nunca.
Nem parecia o time de Tite ao tomar um gol (Ruiz) de contra-ataque ganhando por 2-0 fora de casa, em plena Libertadores.
Mas não é essa a realidade do torneio.
Na jogada seguinte, nova troca de passes que passou por Paulinho e Sheik terminou com Elton, havia substituído Liédson, fazendo o terceiro sem a mínima dificuldade.
O vencedor do jogo foi definido, de vez, ali.
Tite aproveitou para prestigiar seus suplentes.
As entradas de Willian e Welder nos lugares de Emerson e Edenilson não alteraram os rumos da partida.
‘Em casa’
Primeira vitória fora de casa, classificação garantida, mas em circunstâncias que não valem de parâmetro, pois se tratava de um adversário pra lá de rústico, e numa versão guarani do Pacaembu, tomado por alvinegros que de cortesia reforçaram os cofres do folclórico Nacional Querido.
Balanço
O que cabe analisar com carinho após o retorno a São Paulo é até onde se poderá contar com Liédson, sem a agilidade e mobilidade de outrora, e se valeria a pena investir no esquema com Danilo centralizado na armação, com três à sua frente, como no melhor momento do time em 2011.



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Birner,
Rs
Não leve mau a brincadeira, mas porque o comentário do jogo do corinthians vem antes do jogo do SP? rs
Tenho certeza que tem um monte de são paulino esperando sua análise para ir dormir…rs…
Abraços….
Perai, sempre pensei que esse blog fosse de um jornalista imparcial e até o momento vejo que é mesmo, logo o jogo do Corinthians é INFINITAMENTE mais importante que um jogo de Copa do Brasil, é bem óbvio.
Primeiro o torneio de grandes equipes…senta lá e espera o texto sobre a copinha do brasil….kkkkkkkk
Liedson preocupa… Se aproxima a hora que o luxo de ter um jogador café com leite vai custar caro.
Essa formação é boa, mas Alex é titular. Sheik tambem deve ser no lugar de Liedson.
Alex é muito improdutivo, mais atrapalha que ajuda. Rende melhor quando entra no segundo tempo. Fora que não dá para estabelecer um padrão tático contando com um jogador que joga quinzena sim, quinzena não…
Por mim deixaria esse 4-2-3-1 e trocer para o Douglas recuperar a forma física e ter uma sequência de jogos, pois, esse sim, tem bola para jogar na meia cancha do timão.
OP Corinthians domina os adversários,
e Liedsos…bom…
tá na hora de Willian e Sheik.
Edenílson joga muito !
O Corinthians vive um momento virtuoso, dentro e fora de campo.
Quase irrepreensível.
Ao agregar competência administrativa à centenário e incomparável mística, o Corinthians vai colecionando vitórias e títulos, e, fora dos gramados, vai se descolando do patamar dos demais grandes clubes brasileiros, em vias de se tornar a única superpotência econômica do nosso futebol.
Os anticorinthianos, sempre buscando pinçar e exacerbar possíveis imperfeições corinthianas, vivem tempos de desalento.
Do Corinthians fora dos campos – marca mais valiosa do futebol brasileiro, maior patrocínio de camisa e remuneração televisiva do país, construindo um novo estádio que será palco da abertura da Copa de 2014 -, pouco resta a dizer, só espernear para desabafar a inveja.
Dentro dos campos, à parte o habitual recorrer ao desgastado e historicamente insustentável “apito amigo corinthiano” (de triste lavra), vão enfileirando uma sucessão de “senões”, serenamente derrubados pelos comandados de Tite.
Depois de mais uma vitória na Libertadores, dessa vez fora de casa e fazendo três gols – consolidando-se na liderança do grupo e garantindo classificação antecipada para a próxima fase -, derrubou-se, de uma vez, o “só ganha de 1 x 0″ e o “não ganha fora do país”.
Abalados, os anticorinthianos proferem, exasperadamente: “não fez mais que a obrigação, esse Nacional seria rebaixado no ‘paulistinha’ “; “jogou praticamente ‘em casa’,houve inversão de mando, uma vergonha”; “quero ver na hora do mata-mata”…
O anticorinthiano é, cada vez mais, um mitômano, inventando desculpas e enganando, quando muito, a si mesmo quanto a depreciar os feitos corinthianos.
O anticorinthiano, hoje, é que é o grande sofredor – com a diferença de que, à Fiel, sempre restou a virtude da paixão intensa e incondicional ao Corinthians; enquanto que ao anticorinthiano cabe a vergonha e a amargura por sua desprezível inveja.
Nossa…lindo texto Danilo, a unica coisa que posso dizer é: CONCORDO PLENAMENTE!!!
Cara ,mandou bem !!
Apenas uma correção. No esquema usado por tite durante as primeiras 10 rodadas do brasleiro de 2011 e ontem, não ficam 3 homens à frente do danilo. Por essa análise fica implícito que o corinthians joga no 4-3-3. Mas isto não é correto. O corinthians armado pelo tite joga no 4-2-3-1, com um único atacante (Liedson) e 3 meias, sendo (no jogo de ontem) Danilo centralizado e alinhado com os meia-ponteiros jorge henrrique (esquerda) e Emerson (direita).
abs,
V
A S O
I N S
C A A A
O I N R
R H T I
I T I P
N S