De Vitor Birner
O texto do post é a reprodução de minha coluna, hoje, no lance!
Um século de beleza e glórias!
Até hoje não esqueci a frase repetida por meu pai diversas vezes quando eu era criança: “O Santos joga bonito”.
Nasci quase no final de 1968. Sou filho, sobrinho e neto de santistas, todos imigrantes europeus pobres, fugidos da segunda guerra.
Cresci escutando sobre os feitos de Pelé e as idas de meus parentes aos estádios para venerar o time mais forte da história do futebol.
Não vi Pepe, o canhão da Vila, nem Coutinho, parceiro do atleta do século.
Deus me colocou no mundo pouco depois do centroavante se transferir para o Vitória e o ponta-esquerda dos 450 gols em 15 anos com a camisa do Peixe pendurar as chuteiras.
Sei que perdi a melhor entre as melhores equipes. Mesmo assim, o alvinegro da Baixada não cometeu o pecado de fazer o filho duvidar de quem precisa acreditar sem pensar duas vezes. O ‘velho’ começou a me provar a tese em 78.
Fomos em diversas partidas, incluindo todas as semifinais e decisões na conquista do Campeonato Paulista.
Aquele foi o Santos que me despertou maior admiração.
O meio-campo com o experiente Clodoaldo, o jovem Pita e o maestro Aílton Lira era de altíssimo nível técnico.
O ataque formado por Nilton Batata, Juary e João Paulo, muito veloz e perigoso. Eles conseguiram o primeiro título após a saída de Pelé.
Imagine o peso sobre os ombros e pés daqueles jogadores.
Necessitavam lidar com torcedores acostumados ao que dificilmente alguém igualará.
Também fui à final em 84, quando Serginho Chulapa fez o gol do título Estadual contra o Corinthians.
Depois, nos tempos de vacas magras, peguei bastante no pé do seu Michael. Ele, apesar dos esforços, falhou na missão da hereditariedade futebolística.
Deixou esse coração acrescentar o vermelho às cores preta e branca.
Um tal Giovanni, em 95, resgatou o estilo santista. Meu pai aproveitou e repetiu o mesmo de duas décadas antes; “O Santos joga bonito”.
Robinho, Diego e Elano, em 2002, deram sequência ao legado de glórias e encanto.
Neymar é o representante da vez.
Trata-se do boleiro mais habilidoso no clube depois da geração do ‘Rei”. Está a altura da centenária escola de futebol do Peixe.
Parabéns aos atletas e torcedores pelo século de vida e sucesso!
A contribuição do Santos ao esporte não se explica com palavras.
Nem a história da seleção brasileira seria tão rica sem vocês!
Refinado
Considero as pedaladas de Robinho contra Rogério, na decisão do Campeonato Brasileiro de 2002, quando o Santos derrotou o Corinthians, o lance mais bonito, que terminou em gol, de todas as finais de Brasileirão.
O volante-lateral ficou perdido e cometeu o pênalti.
O gol de Neymar diante do Flamengo, ano passado, na Vila Belmiro, talvez seja o mais belo da história do torneio. O futebol de refinada estética, sem dúvida, está no DNA do gigante e centenário Santos Futebol Clube.



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Sensacional, belo post Birner. Parabéns pro Santos!
ainda dizem que o santos é o segundo time de todo brasileiro, aff
68 gatos pingados deram atenção ao seu centenário .
Vitor Birner, seu filho ingrato!!!