10 mai

O bagunçado São Paulo e a loteria do ataque preparada por Leão

Birnadas, Coluna no Lance!

De Vitor Birner

O São Paulo tem obrigação, por causa do investimento e qualidade dos jogadores, de vencer o mata-mata contra a Ponte Preta.

Entre o dever e a realização do mesmo há os 90 minutos de bola rolando.

Se levar gol, tal qual aconteceu em 8 das 11 partidas que disputou no Morumbi, precisará balançar a rede ao menos três vezes,.

Dependerá novamente da loteria do ataque, montada por seu treinador, para ser campeão da Copa do Brasil.

Terá de superar a própria incompetência tática na competição em que ninguém mostra bom futebol.

Depende totalmente do sistema ofensivo para conseguir o título.

Os textos deste post foram publicados na minha coluna, sábado, no Lance!

Leão e a loteria do ataque

Leão foi contratado, em outubro do ano passado, para mudar a cara do São Paulo. Restavam sete jogos até o encerramento do Brasileirão e a partida decisiva contra o Libertad pela Copa Sul-Americana.

O time não mostrava garra e o presidente Juvenal Juvêncio queria a vaga na Libertadores.

O disciplinador estreou contra os paraguaios cometendo erros absurdos. Armou o time ofensivo, apesar da vantagem de 1 a 0 conquistada no Murumbi, e escalou os descompromissados Marlos e Dagoberto entre os titulares.

Deixou Assunção eliminado.

No Campeonato Brasileiro, somou apenas dez pontos (47,6% de aproveitamento), a equipe continuou apática e terminou a temporada em crise. Parte do fracasso fica na conta do técnico.

Não me esqueço da absurda utilização de Cícero na lateral-esquerda diante do Furacão, que seria rebaixado.

O Atlético-PR venceu graças ao gol de Guerron na falha do improvisado.

A direção, mesmo depois de o treinador não cumprir nenhuma das metas, decidiu renovar o seu contrato. Disse que o fez por falta de opções no mercado.

A cartolagem buscou vários reforços em 2012 e se livrou dos boleiros acomodados.

Mudou o perfil do grupo de jogadores.

Leão não soube montar o time.

Preparou a loteria do ataque.

O São Paulo é incapaz de se fechar atrás e apostar nos contragolpes, ou de manter a bola no meio e esfriar o jogo.

O Santos venceu a Libertadores porque tem Neymar e consegue se posicionar assim. O Corinthians ganhou o Brasileirão de maneira parecida.

Foram preparados para as diferentes circunstâncias nas partidas.

Os números comprovam a estagnação são-paulina.

No paulistinha anterior, sem o investimento de cerca de 20 milhões de euros (Luís Fabiano, Jadson, Cortez…), com Lucas e outras revelações ainda muito inexperientes, acabou em primeiro lugar na fase de classificação.

Em 2012, ficou na segunda colocação.

Ambas venceram apenas um clássico no Estadual.

A mais barata quebrou o tabu contra o Corinthians e a atual derrotou o Peixe.

As duas caíram na semifinal, porém a do ano passado dificultou a vida da equipe de Vila Belmiro.

Leão trabalha com o melhor e mais caro elenco da Copa do Brasil.

Superior, por exemplo, ao da Ponte Preta. Vamos ver se a loteria do ataque, ou melhor, da incompetência tática, vai funcionar.

Sem volta

Da mesma forma como mereceu diversos elogios quando montou times campeões brasileiros e da Libertadores, a direção do São Paulo faz jus às críticas que vem recebendo.

Ela decide quais jogadores contrata, averigua a condição física deles, e escolhe o responsável por comandá-los.

Paulo Miranda, titular absoluto de Leão, nunca mostrou futebol a altura de equipes fortes. Isso não justifica a maneira como foi retirado do elenco.

Agora, a cartolagem tem que negociá-lo.

Só falta ser reintegrado.

72 respostas a O bagunçado São Paulo e a loteria do ataque preparada por Leão

  1. Felipe Kalckmann disse:

    O pior de tudo é que o Paulo Miranda foi reintegrado ao grupo

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