De Vitor Birner
Palmeiras 1×1 Grêmio
O Palmeiras igualou a raça do Grêmio e venceu o adversário tanto na bola quanto na malandragem.
No jogo pegado, catimbado, onde todos os atletas foram muito guerreiros, os gremistas perderam a cabeça.
Valdívia entrou no segundo tempo e desequilibrou.
Foi fundamental tanto com a bola rolando quanto na missão de irritar os adversários.
Nunca vi o chileno vibrar e sorrir tanto depois de um gol.
Deixou o campo emocionado e como personagem do disputado confronto.
Escalações
Palmeiras: Bruno; Artur, Maurício Ramos, Thiago Heleno (Leandro Amaro) e Juninho; Henrique, Márcio Araújo, João Vitor (Patrik), Daniel Carvalho (Valdivia) e Mazinho; Barcos. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Grêmio: Victor, Edilson, Werley, Gilberto Silva e Pará; Fernando, Souza (Rondinelly), Léo Gago e Marco Antônio (André Lima); Kleber e Marcelo Moreno (Miralles). Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Batalha futebolística
A noite fria, de chuva, o campo pesado, as torcidas participativas e os times muito guerreiros tornaram o jogo muito intenso.
Os times lutaram bastante em cada dividida.
Felipão repetiu a escalação de Henrique como volante. João Vitor e Marcio Araujo completaram o trio de marcadores no meio-campo.
Eles foram encarregados de proteger a defesa formada por Artur, Thiago Heleno, Maurício Ramos e Juninho.
Daniel Carvalho, o meia, Mazinho, atacante pelos lados, e Barcos ajudaram nos desarmes.
O Palmeiras tinha conquistado grande vantagem no Olímpico e decidiu marcar o Grêmio no meio-campo.
O Imortal Tricolor precisava fazer ao menos dois gols, se não sofresse nenhum, para levar a decisão para os pênaltis. .
Luxa decidiu não correr riscos no início.
Também escalou três volantes, Fernando, Souza e Léo Gago, e Marco Antonio na meia.
Kléber atuou pelos lados do ataque e Marcelo Moreno foi a referência na área.
Movimentações
O Grêmio tomou iniciativa de atacar e sofreu demais para encontrar espaços.
Kléber teve que recuar para tentar buscar o jogo. Marcelo Moreno ficou isolado.
Marco Antonio foi obrigado a abusar dos passes longos. Léo Gago tentou chutes de média distância. Souza apareceu de vez em quando na meia.
Apesar de mais precavido, o Palestra ficou mais perto do gol na etapa inicial.
Os volantes apoiaram de forma moderada. As bolas passaram todas pelo participativo Daniel Carvalho.
Dos laterais, só Juninho apoiou. Artur ficou atrás.
Chances
Logo no começo, Mazinho, que inverteu constantemente de lado, cruzou e Daniel Carvalho, de carrinho, quase balançou a rede.
Aos 17, Maurício Ramos, de cabeça, obrigou Vitor a fazer uma grande defesa.
O Grêmio teve uma boa oportunidade.
Kléber, dentro da área,demorou um pouco para finalizar e Artur, preciso, interceptou o arremate.
Luxa muda
O Grêmio voltou para o segundo tempo com Rondinelli na vaga de Souza. Luxa queria aumentar a criatividade do meio-campo. Precisava furar o bloqueio palestrino com a gorduchinha no chão.
A equipe visitante cresceu. Continuou com dificuldade para criar, mas tornou a situação incômoda para o anfitrião.
Noite de Valdívia
Aos 14, Felipão substituiu o cansado Daniel Carvalho por Valdívia.
Aos 15, Luxa abriu mão do meia Marco Antonio para escalar o centroavante André Lima e ganhar força na bola aérea ofensiva.
Ambas as alterações surtiram efeito, contudo a do Palmeiras mais.
Gols e brigas
O chileno irritou o zagueiro Werley e tomou uma joelhada dele longe da disputa de bola. . O gremista merecia a expulsão,
Aos 21, o Grêmio saiu na frente. O sistema defensivo palmeirense não cortou a cobrança de falta na área, a bola ficou difícil para Bruno, ele rebateu, e Fernando, no rebote, fez 1×0.
Aos 23, Miralles ocupou o lugar do sumido Marcelo Moreno.
O Palmeiras, diferentemente do que muitos imaginavam, não ficou inseguro.
Precisou de poucos minutos para empatar.
Juninho, aos 27, rolou para Valdívia e o chileno tocou com categoria no canto direito.
O meia abriu um sorriso de orelha a orelha e foi comemorar o gol com Felipão. Os jogadores se abraçaram junto ao banco de reservas.
Ficou claro que o treinador está sabendo usar o triste episódio do sequestro para ganhar o carinho de Valdívia, boleiro capaz na parte técnica, mas pouco competitivo.
O meia palmeirense se destacou.
Fez embaixadinhas, deu bons passes, provocou os gremistas tal qual a regra do futebol permite e desestabilizou o time comandado por Luxa, que começou a fazer faltas fortes.
Aos 34, Rondinelly derrubou barcos por trás e levou cartão vermelho.
Começou um bate-boca, o lateral Edilson perdeu a cabeça e agrediu Henrique. Ambos foram expulsos. Não entendi por qual motivo Ricardo Marques Ribeiro excluiu o atleta do Alviverde.
Felipão colocou Leandro Amaro na vaga de Thiago Heleno.
O Grêmio não ameaçou mais. Ao contrário. Valdvcia cobrou uma falta na trave.
Patrik entrou no lugar de João Vitor antes do apito final.
O Palmeiras mereceu a classificação.



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graaaande Birner…
mandei um recado para o graaaaaaaaaaande Juca Kfouri
peço sua permissão para publicá-lo aqui nos comentários
http://corintianissimo.blogspot.com.br/2012/06/cala-boca-juca-que-furo.html
no blog dele, ele, conservador que é, não permite contestar Sua Santidade
fique a vontade para ler tbm
sou palmeirense e vi esse post do juca, acho que ele foi irônico na boa…
acho que vcs são favoritos pra final…
Revi os lances do jogo entre Palmeiras e o Gremio, e agora tenho certeza da deslealdade e covardia dos jogadores do Gremio. Não estou vendo nehum comentario contundente da imprensa sobre este fato. Será que voces compactuam com isso?
Gostaria de saber e também vou cobrar á todos, porque ninguém falou daquele impedimento que o Bandeira marcou contra o Palmeiras(BARCOS estava pelo menos 2 metros atrás dos zagueiros) e mesmo assim o Bandeirinha(o mesmo que mandou expulsar o Henrique)marcou o impedimento, fora o penalty claro que a Sportv mostrou na integra no Barcos…..será que aquele bandeirinha apenas errou ou estava“comprado“, pois 3 erros assim não é normal em um jogo de semifinal de Copa do Brasil,
Birner.
Foi até engraçado. Com o gol do Grêmio, era natural que Luxemburgo colocasse mais atacantes e avançasse o time para tentar o empate. Ainda mais porque ele imaginava que o Pameiras fosse se fechar, talvez com a entrada de mais um zagueiro ou volante. Felipão fez o contrário. Colocou Valdivia, descansado, para aproveitar os espaços que o Grêmio certamente iria deixar. Com isso, matou a iniciativa de Luxemburgo. Valdivia não só fez um belo gol, como o Palmeiras ficou bem mais próximo do segundo. Nessa o “Profexô” dançou legal. Não gosto do Felipão, mas reconheço quando ele acerta.
Até você usa a expressão “nó tático” Birner ?
Esse ferrolho que ele armou lá em Porto Alegre ele já fez umas 500 vezes.
Defendo o felipão desde o título da Copa do Brasil pelo Criciúma, em 1991, quando jogou assim tb. Conheço bem o estilo dele.
Abraço!