19 jul

Vasco precisou apenas de uma atuação mediana para ser superior e vencer o confronto diante do São Paulo. Time de Ney Franco jogou mal outra vez

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

São Paulo 0×1 Vasco

O jogo do Morumbi foi ruim. O Vasco, superior durante quase toda a partida, teria feito mais gols caso conseguisse atuar realmente bem

A mediana apresentação cruz-maltina bastou para o time vencer.

O São Paulo repetiu seus tradicionais problemas de marcação e criação no meio, perdeu o duelo no setor e ainda sofreu com vários erros coletivos e individuais, como o de Cícero no gol de Fagner, o de Denis no mesmo lance e a tola expulsão de Rodrigo Caio.

Juninho se destacou na partida. Apesar de veterano, mostrou nível técnico acima de todos outros boleiros.

Executou diversas funções e liderou os vascaínos na merecida vitória do time no Morumbi.

Escalações

São Paulo – Denis; Douglas, Rafael Tolói, Rhodolfo e Cortez; Rodrigo Caio, João Felipe Schmidt, Cícero e Jadson; Osvaldo e Luís Fabiano

Vasco – Fernando Prass; Fagner, Dedé, Douglas e William Matheus: Nilton Wendel, Juninho Pernambucano, Diego Souza e Willian Barbio

Posicionamentos

Sem Fabrício e Wellington, machucados, e Denilson, suspenso, Ney Franco preferiu começar com Rodrigo Caio e João Felipe Schmidt,  ao invés de Casemiro,  para formar o trio de volantes do meio-campo são-paulino junto com Cícero.

A dupla formada em Cotia se preocupou em proteger os laterais e zagueiros. Cícero teve liberdade para ajudar Jadson na articulação dos lances de gols, além de cooperar nos desarmes.

Cortez apoiou bastante. Douglas, não. Osvaldo, pelos lados do ataque, e Luís Fabiano, o centroavante, completaram o 4-4-2 do anfitrião.

Cristovão Borges escalou o 4-2-3-1. Diego Souza, na esquerda, e William Barbio, na direita, jogaram na linha de 3.  Eles tentaram criar os lances de gol para o centroavante Alecsandro e se transformaram, de vez em quando,  em atacantes.

Juninho Pernambucano atuou centralizado na meia, ajudou os volantes Nilton e Wendel, além de recuar para ajudar na saída de bola.

São Paulo começa melhor

O São Paulo iniciou melhor. Jadson, Osvaldo e Luís Fabiano, em linha, deram o primeiro combate

Os cruz-maltinos não conseguiram ultrapassar o bloqueio com redonda no chão, apelaram para os lançamentos e simplificaram a missão do sistema defensivo do anfitrião.

Cícero acertou a trave  no lance mais perigoso.

A diferença

A superioridade durou cerca de 15 minutos. Bastou Juninho P. recuar e cuidar da saída da defesa para o Vasco mudar a cara da partida.

Inteligente, técnico e experiente, conseguiu fazer a gorduchinha chegar em boas condições aos meias e volantes

Vasco, superior

O São Paulo de novo marcou mal no meio.

O Vasco encontrou espaço na entrada da área, levou bastante perigo e só não terminou a etapa inicial em vantagem porque William Barbio perdeu  excelente chance depois de Denis se posicionar mal e Juninho acertar a trave.

Mudanças

Ney Franco tinha sido obrigado a substituir Osvaldo, que se machucou aos 28.  Rafinha entrou no lugar dele.

Na volta do período de descanso, o treinador mudou o esquema tático.  Botou o zagueiro João Felipe no lugar do volante de mesmo nome.

O meio-campo do São Paulo havia perdido feio a batalha no setor.

A entrada do terceiro zagueiro podia ajudaria a dar liberdade de avanço aos laterais e tornar o time perigoso.

Vasco aproveita erros e sai na frente

A mudança de posicionamento do São Paulo exigia que Cícero voltasse mais. Ele precisava ajudar Rodrigo Caio.

Aos 4 minutos, Cícero não fez isso. Ficou olhando Fagner avançar livre, entrar na área e balançar a rede.

O chute do vascaíno não foi dos melhores, mas Denis não evitou gol. Era possível fazer a defesa.

Sem volantes

Aos 12, Ney Franco decidiu trocar Cícero por Ademilson. Pretendia formar um 3-4-3.

Aos 13, Rodrigo Caio colocou a mão na de bola de propósito e sem necessidade. Ele já estava amarelado e foi corretamente expulso por Leandro Vuaden.

O erro do novato destruiu as pretensões táticas de Ney Franco.

O treinador já havia feito as três alterações permitidas e ficou sem volantes em campo.

Faltou competência ao Vasco para ampliar a vantagem.

Cristovão Borges, aos 22, viu que o adversário, sem especialistas na marcação no meio , se lançava ao ataque.

No intuito de garantir a vitória com outro gol, trocou Wendel por Carlos Alberto.

O substituto jogou na meia, onde o São Paulo deixava bastante espaço.

Não funcionou.

O sistema ofensivo manteve o desempenho ruim pós período de descanso.

Criou algumas chances, mas poucas diante das circunstâncias. Na etapa inicial, quando o anfitrião estava com onze, o Vasco funcionou melhor na frente.

O São Paulo, desorganizado e tenso, quase igualou aos 28 no toque de Luís Fabiano por cima de Fernando Prass.

Aos 35, Juninho, livre, chutou de fora da área e Denis espalmou.

Aos 37, Diego Rosa ocupou a vaga de Diego Souza.

O Fabuloso, aos 42, de falta, obrigou Prass a fazer boa defesa.

Denis, logo depois, impediu o segundo gol dos visitantes.

Justo

Leandro Vuaden não interferiu no placar.

O Vasco mereceu ganhar o jogo de baixo nível técnico do Morumbi

 

468 respostas a Vasco precisou apenas de uma atuação mediana para ser superior e vencer o confronto diante do São Paulo. Time de Ney Franco jogou mal outra vez

  1. Marcelo Squinca da Silva disse:

    Caro Birner, só queria lembrá-lo que o treinador desse “bando” de trabalhões que jogou ontem não era Emerson Leão, era Ney Fraco (sem revisão, fraco mesmo)!
    O problema era o Leão,caro periodista? Realmente quem diz isso é um jenio (sem revisão)!
    O problema é o bando de trapalhões desqualificados e preguiçosos que temos hoje em nosso elenco, escolhidos a dedo pelo embriagado Juvenal.
    Esteja onde estiver, Antonio Nunes Lemes Galvão deve estão muito triste. O seu lugar hoje é ocupado por uma caricatura de tirano chamado Juvenal Juvêncio!
    O que os gloriosos Porfírio da Paz e Roberto Gomes Pedrosa diriam desses preguiçosos, caro periodista? O que diriam os gloriosos Roberto dias e Chicão (o verdadeiro, herói da batalha de rosário e do Mineirão)?
    Não, mais é mais fácil perseguir o treinador que não diz o que os periodistas querem ouvir e ficar bem com os preguiçosos.

    Pêsames Tricolores!

    • EM disse:

      DISSE TUDO É ISSO MESMO SR. Marcelo Squinca da Silva

    • Fábio Marques disse:

      Leão, realmente, não era o problema, mas está longe de ser a solução para qualquer time. Nem deveria ter vindo. Foi tarde.
      Quanto aos jogadores do São Paulo, não são ruins isoladamente, mas são covardes. São jogadores bons para times acertados, mas em um time problemático e sem comando, como o São Paulo atual, escondem-se da bola.

      • mv disse:

        Concordo, tem pipoqueiros no elenco. Pô, jogador profissional que veste uma camisa dessas e fica se escodendo, com medo, sem se dedicar em campo, eu não entendo. Casemiro e Cícero são os símbolos da inoperância e preguiça deste time. Só teremos alguma chance de melhorar no momento que este técnico sacá-los do time. Acho que Maicon e Rodrigo Caio, embora não sejam brilhantes, merecem uma chance no time.

      • Marcelo Squinca da Silva disse:

        Caro Fabio, aos fatos: é conhecido até pelo mundo mineral que o atual elenco é mediano e cheio de preguiçosos covardes. Quanto a Emerson Leão, concordo mesmo que não deveria ter vindo, pois trabalhar com esse elenco de preguiçosos covardes e mimados da panela de Ceni e cia, não é para ele. Ele não deveria ter aceitado!

        P.S. Só uma lembrança…..quem acertou o time derrotado na libertadores de 2004 e deixou certinho pra ser campeão em 2005, bem como do Mundial…quem quem quem??? Raimundo Nonato? Não …foi Emerson Leão!!! Pena que tem jenio que só diz o que a midia diz!

        • Fábio Marques disse:

          Caro Marcelo,
          Não sou “jenio” e entendo que não existam cinco comentaristas que entendem realmente de futebol no Brasil, portanto, não sou papagaio de nenhum deles.
          Na minha opinião quem montou aquele timaço já no final de 2004 e deixou o time acertado, foi o Cuca. Foi ele quem trouxe a base do Goiás. O Leão, repito, a meu ver, pegou um bom time, não atrapalhou e foi campeão paulista.
          Uma coisa que concordo com você: essa história do Ceni mandar no São Paulo, já está dando no saco. Sds.

    • Joaquim Paulino disse:

      o Ney Franco chegou agora e alguns torcedores como voce já vem com críticas absurdas. O Ney Franco pegou um time desestruturado, em frangalhos, psicologicamente abatido pela derrota na copa do Brasil. O leão , como bem diz o Birner, em nenhum momento conseguiu dar um padrão de jogo ao time. Os jogadores, claro, são limitadíssimos, mas é possível extrair bem mais do que estão produzindo. Basta uma comparação com o time do palmeiras, muito inferior tecnicamente ao nosso, mas que tem uma postura tática adequada. Muita gente está confundindo falta de garra com mal posicionamento em campo. O Ney Franco já deu declarações de que vai começar a fazer os jogadores pensarem na marcação em todos os setores do campo. Acho que vai demorar um pouco para que os jogadores, que não sabem ou não gostam de marcar , serem induzidos a fazê-lo. Vejamos o caso do casemiro. Ele já demonstrou, no sub-20, que é um jogador de boa capacidade técnica. Então, o que acontece no time profissional? Talvez esteja mal posicionado,mas não acredito que esteja desmotivado e não tenha garra. Vamos ver como Ney Franco vai tratar este jogador. O caso do Cicero me parece mais um problema particular que o jogador vivencia ou vivenciou. Neste caso deveria ser afastado do elenco.Os nossos laterais apoiam bem e não sabem marcar? Não é verdade, já vi Cortez roubando bolas na defesa e na intermediária. Algo de errado está ocorrendo, ele é um bom jogador e tenho certeza absoluta que Ney Franco vai recuperar este jogador. Ma s, m esmo que Ney Franco consiga dar um padrão tático a este time, ele não é milagroso. Para disputar títulos com o Fluminense, o Inter, o Santos, o Vasco, o São Paulo precisa pontualmente de dois ou 3 jogadores de maior nível técnico: Luisão ( Zageiro), Felipe Melo ( Volante), Ricardo Oliveira (atacante) que somados ao Mito ceni, Luis Fabiano e Lucas dariam uma base forte e consistente ao time. Neste caso com a palavra o sr. Juvenal,o responsável por desmantelar o vitorioso elenco d atemporada 2005-2008.

  2. Maycon disse:

    Para sempre vascaíno

  3. marcoss disse:

    vamos resumir…. o time ta jogando menos que um combinado de varzea, que troca uma vitoria por um churrasquinho de gato.

  4. Airton disse:

    Quem acompanhou o Fagner foi o Rafinha e não o Cícero . Mas quem é o lateral esquerdo ? Se vc coloca um volante para fazer a função do lateral , este lateral tem que jogar muito , apoiar , ir a linha de fundo ,cruzar . O Cortez alguma vez nos 30 e poucos jogos que fez , fez isso ?
    Enquanto se achar o Cortez é um extraordinário ala , o time vai sempre jogar com um jogador a menos e com um grande buraco do seu lado esquerdo do time , lugar por onde todos os times jogam contra o SPFC.

  5. Daniel disse:

    Sou corintiano e vascaíno e a noite de quarta-feira foi perfeita. Vencer o “Esperneando” no Morumbi foi fácil, era pra ter goleado. Trucidar o urubu no Engenhão foi lindo. A vida corintiana e vascaína é doce como chocolate quente em noite fria.

  6. ceska disse:

    Caro Birner,
    Os números não mentem jamais, dizia Malba Tahan. O Ney Franco vai dar jeito? Nem chegou direito e já está em proceso de fritura.
    Quem foi o melhor técnico do São Paulo nos ultimos dois anos no Brasileirão
    2011 e 2012?
    Carpegiani – 8 jogos (5 vitórias / 3 derrotas) – 62,5%
    Adilson Batista – 20 jogos (6v / 9e / 5d) – 45%
    Leão em 2011 – 7 jogos (2v / 1e / 3d) – 38,8%
    Leao em 2012 – 20 jogos (9v / 2e/ 9d) – 48,33%

    E quem teve o melhor elenco no perído?
    E quem sofreu o maior boicote (RIVALDO e cia) (lembram?)

    Ajuda a pensar?

    • Fábio Marques disse:

      Comentariozinho para agradar o blogueiro.
      Então aqui vai o meu:
      “Estatística é a arte de torturar os números até que eles confessem o que queremos ler.”

      • ceska disse:

        Caro Marques,
        O “comentariozinho” é para agradar à verdade. O dileto esquece que o campeonato por pontos corridos é baseado em “estatística”: quem tem mais pontos ganha. Já a tortura, meu preclaro, é o sofrimento cruel e sádico a que a torcida vem sendo submetida pela mais pura imperícia do mais pesado dos dinossauros do Parque Jurássico do Morumbi, o “Argentinosaurus” (pesavam mais de 100 T mas tinham cérebro de galinha) que é conhecido como J.J.

        • Fábio Marques disse:

          Caro Ceska,
          Agradeço a educação da sua resposta ao meu comentário nem tão educado. Se notar abaixo, compartilho da sua opinião. A péssima fase do São Paulo é culpa exclusiva de sua diretoria.
          Mas toda ela, não só o presidente.
          É que quando vejo alguém defendendo o Carpegiani, perco a compostura. O próprio dono deste blog me bloqueou no twitter por minhas críticas a ele à época.
          Não sou da opinião que ganhou é bom, perdeu é ruim. O futebol é mais complexo que isso.
          Mas a carreira de Carpegiani pós Famengo-81 prova que aquelas conquistas se deviam aquele time e não a ele.
          No mais, é torcer para que os covardes jogadores do nosso time tenham um pouco mais de ombridade e mudem essa fase. Sds.

    • Adriano Silva disse:

      O treinador ideal para o tricolor nesse momento é o Dorival Junior demitido esta semana injustamente no Inter.

      Infelizmente esse cara só foi liberado após o tricolor já ter contratado o Ney Franco.

      Contudo, a única certeza que existe é de que este elenco e esta diretoria medíocre vão levar o Soberano Tricolor a segundona.

  7. Fábio Marques disse:

    É quase unânime que o maior culpado pela fase do São Paulo é seu presidente. Concordo com essa opinião. No entanto, existem outros membros na diretoria do clube tão culpados quanto ele. Usam do clube tanto quanto ele.
    Essas contratações esquisitas, para falar o mínimo, não são definidas (e divididas, se é que me entendem) apenas pelo Juvenal. Com certeza toda estrutura de comando no clube deve estar deteriorada. Esse é o resultado do apego a um cargo. Juvenal, com toda certeza, deve ter se comprometido até a alma (vendido, quem sabe?) para permanecer no poder. E, com isso, deve ter distribuído cargos a quem não tem a menor competência.
    Um capítulo a parte, também, é a nossa torcida. Eita torcida esquisita.
    Uma parte se acha “soberana”, “diferenciada”. Provavelmente é aquela parcela que nunca foi a um jogo, acha que estádio é coisa de pobre e sabe do resultado no dia seguinte pelo Globo Esport, só para encher o saco do colega no trabalho.
    A outra, é aquela maioria que vai ao estádio para gritar Telê e Rogério Ceni “mito” e se contenta do time querer disputar apenas libertadores, como se o campenato brasileiro não tivesse valor.
    E a terceira parte, é aquela que se diz organizada, que torce para si mesma e festeja o jogador que lhe paga um churrasco.
    E mudando um pouco de assunto, é lendo alguns comentários (a maioria, infelizmente) que descobrimos que aqueles emails de absurdos nos exames do ENEM são verdadeiros. Meu Deus! Nosso povo é semi-alfabetizado.

  8. Adriano Silva disse:

    Se eu fosse o Juvenal contrataria o Dorival Junior para ser técnico das categorias de base do tricolor. Quando o técnico do time principal caísse ele assumiria o seu lugar pois trata-se de um treinador espetacular e trabalhando em conjunto nas categorias de base tenho certeza que formaria e revelaria grandes jogadores.

    Ou colocaria o Dorival no time principal e o Ney Franco na base também funcionaria mas alguma deve ser feita nesse time senão esse ano é segunda divisão.

    Vejam o exemplo do Santos de 2010 quantos jogadores ele deu oportunidade e estão hoje jogando muito.

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