29 jul

Basquete masculino brasileiro começa luta por medalha com vitória contra a Austrália. Tensão da estréia atrapalhou o Brasil

Jogos Olímpicos

De Vitor Birner

A estréia do basquete masculino do Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres teve várias situações previsíveis.

Os atletas estavam tensos e cometeram mais erros que o normal.

Marcelinho Huertas, como de costume, se destacou de maneira positiva na vitória brasileira.

Leandrinho, tal qual normalmente acontece nos momentos difíceis da seleção, tomou decisões pouco inteligentes, arriscou arremessos fora de hora, desnecessários e errados.

Se o Brasil não vencesse, ele seria o principal responsável por desetabilizar o time e atrapalhá-lo.

Luis Felipe Passos,  que comentou as partidas do pré-olímpico aqui no blog e deu sorte, explica as situações da vitória contra a Austrália.

De Luis Felipe Passos

Brasil 75×71 Austrália

Na estréia a vitória é o que importa. O resto se compreende

A seleção brasileira de basquete masculino derrotou a Austrália no seu primeiro jogo..

Não disputava uma partida no torneio desde  Atlanta, em 96.

Os jogadores desse selecionado do  Brasil  jamais haviam disputado uma partida olímpica.

O nervosismo e a ansiedade eram previsíveis. São absolutamente naturais.

Por isso o aproveitamento de arremessos de quadra foi baixíssimo e a equipe, que foi melhorando ofensivamente no decorrer da partida, teve um apagão no final e deixou a Austrália encostar.

O confronto foi emocionante nos últimos minutos.

Tudo absolutamente compreensível.

O mérito da seleção brasileira foi levar isso em conta e acreditar que para vencer o confronto nessas circunstâncias o trabalho defensivo era fundamental.

O Brasil ganhou porque marcou muito forte durante todo o jogo, só deixando de fazê-lo no apagão do final do último quarto.

E também porque foi muito eficiente nos rebotes. Os jogadores brasileiros erraram muito mais arremessos do que normalmente acontece.

Leandrinho foi o maior pontuador, com 16. Mas, também foi quem mais precipitou as bolas no ataque, tentando buscar o protagonismo individual em uma equipe que só vai vencer se priorizar o trabalho coletivo.

Do lado australiano, o armador Mills foi obrigado a chamar o jogo para si. Precisava fazê-lo, já que não têm companheiros capazes de dividir essa função.

Nenê e Marcelinho Huertas foram os destaques brasileiros.

Mostraram bastante força defensiva, pensaram o jogo e trabalharam coletivamente no ataque.

Os lances decisivos da estréia brasileira foram resolvidos por eles, muitas vezes jogando realmente como uma dupla, com Huertas fazendo assistências para conclusões precisas de Nenê.

Foram unânimes nas transmissões da TV pelos três canais (Sportv, ESPN Brasil e Record), as críticas ao excesso de substituições do Magnano.

E realmente o técnico mexia constantemente na equipe, utilizando 11 dos 12 jogadores do elenco. Na rotação, chamou a atenção o fato de Nenê ter ficado no banco no momento decisivo da partida, no seu final.

Porém, para marcar com intensidade é preciso jogadores descansados. Por isso, talvez, Magnano troque muito. Deseja que cada jogador dê o máximo fisicamente na defesa pelo período curto em que ficar na quadra.

O argentino merece crédito.

Após 16 anos de espera, na estréia o importante era ganhar.

O restante se compreende.

Podemos esperar o Brasil com a mesma atitude defensiva, porém muito mais solto no ataque,  terça-feira, às 10:45 horário de Brasília, contra a Grã-Bretanha, que volta a disputar os jogos olímpicos depois de décadas de espera.

6 respostas a Basquete masculino brasileiro começa luta por medalha com vitória contra a Austrália. Tensão da estréia atrapalhou o Brasil

  1. CAIO FC disse:

    Birner sera que da pra conquistar um milagroso bronze..

  2. CAIO FC disse:

    birner se tem duvidas de quem ficara com o ouro. KKKKKKKKKKK

  3. CAIO FC disse:

    quais sao os seus candidatos a prata e ao bronze birner..

  4. CAIO FC disse:

    Birner eu acho que os EUA no basquete feminimo o favoritismo e ate maior que no masculino..mais bem maior mesmo..CONCORDA COMIGO.

  5. Dennys Oliveira disse:

    O negócio é não pegar os EUA nas quartas-de-final. Se isso acontecer a medalha fica bem possível, desde que o time jogue o seu melhor. O ápice seria fazer uma final com os EUA, mas pra isso precisamos de um 1º lugar no grupo pra pegar eles só na final e antes disso teríamos que ganhar de pelo menos um gigante como Espanha ou Argentina. Não é brincadeira, o basquete masculino tem sempre 8 candidatos a medalha.

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