De Vitor Birner
Choque cultural
Os ingleses chamaram de Neymar de malabarista.
Tiraram sarro dele porque tentou cavar muitas faltas no amistoso diante da seleção olímpica britânica.
O santista é tão culpado quanto vítima. A educação futebolística dele é brasileira.
Aqui, os sopradores costumam apitar faltas por qualquer motivo, tenham ou não razão para isso.
E ai daqueles que fugirem desse estilo de arbitragem adotado por crianças e adolescentes nos confrontos dos condomínios de classe média alta.
Certamente serão criticados por grande parte da torcida e da imprensa.
Carrinhos, por exemplo, são sempre classificados de “entradas com força exagerada”.
Segundo muitos, eu discordo deles, o árbitro “tem que proteger o craque”.
Na terra da rainha, o padrão dos árbitros é o do futebol de verdade.
Pode dar carrinho na bola e é proibido mergulhar na grama.
O soprador deve cumprir a regra e nada mais.
Neymar só viveu situações parecidas na Libertadores e na Copa América ( os apitadores argentinos, uruguaios, chilenos… não são rigorosos com encenações, mas deixam o jogo correr)
De qualquer forma, hoje em dia ele simula menos infrações do que no início da carreira.
Não é tão diferente da média dos dribladores dentro do Brasil.
O atleta do Peixe deve ter se espantado com a reação dos ingleses.
Desconfio que ficou confuso.
Talvez não tenha compreendido as razões de ser críicado por fazer aquilo que lhe rende elogios no país onde nasceu.



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Existe regra para o futebol. Mas duante os noventas minutos o que prevalece é a imterpretação do árbitro.