De Vitor Birner
Udinese e Braga definiram nessa terça-feira quem disputará a fase de grupos da UEFA Champions League.
O jogo de hoje, em Udine, terminou 1×1, mesmo placar do confronto de ida, em Portugal.
Na prorrogação, ninguém balançou a rede e a vaga foi decidida na série alternada de pênaltis.
O Braga se classificou. Venceu por 5×4.
Maicosuel, o mesmo que defendeu o Botafogo e jogou com Loko Abreu, errou a cobrança.
Isso acontece com muitos boleiros, faz parte da vida, mas não dessa forma.
O meia-atacante tentou dar uma cavadinha, o goleiro Beto esperou para ver em qual canto o adversário pretendia chutar, ficou parado e defendeu sem a menor dificuldade.
Assim que o goleiro pegou a bola, Maicosuel se deu conta do tamanho da besteira que fez.
Ficou envergonhado e muito abatido, apesar daquela ser ainda a terceira cobrança.
A reação dele e do elenco após a definição do classificado, explica como deve ser a vida dele de agora em diante lá.
Desolado, com cara de choro e realmente abatido, ficou sozinho, sem receber nenhuma espécie de consolo ou apoio dos companheiros.
Devem ter achado que o chute foi uma espécie de brincadeira inaceitável, fora de hora.
Se Maicosuel tivesse batido forte na bola, mesmo que fosse no meio do gol, a reação dos outros jogadores da Udinese provavelmente seria diferente.
Ele chegou ao clube no meio do ano e custou R$13 milhões.
Além do prejuízo esportivo, há o econômico, pois a UEFA paga boas montas aos que estão na fase de grupos de sua principal competição.
A péssima escolha de Maicosuel custará caro ao time e talvez para ele mesmo.
Opinião
A cavadinha dá bem mais facilidades do que dificuldades aos goleiros.
A física explica.
A cobrança ideal é a forte, alta, no ângulo. Essa é indefensável, porém difícil de ser repetida com precisão.
Nos cantos, o goleiro é obrigado a pular. Se for um chute forte, rasteiro, eles têm menos tempo.
No meio, o goleiro nem precisa se mexer. O arremate fraquinho a meia altura, o da cavadinha, é um convite ao desastre.
Funciona de vez em quando, só que é desnecessária.
Entendo a indignação do pessoal em Udine.
Era o momento de simplificar ao invés de fazer graça.



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Assisti uma entrevista da Marília Gabriela com o Djalminha,em uma pergunta ela indaga se ele deu sorte do goleiro se jogar antes da batida do pênalti com cavadinha,e ele respondeu que não,pois ele estava olhando pro goleiro e se ele não se jogasse,ele bateria no canto,não é o caso do Maicosuel
A navalha de Occam, meu caro: faça sempre o mais simples para resolver o problema!