28 ago

Maicosuel paga o preço por tentar a desnecessária e inoportuna cavadinha. E não apenas ele

Birnadas, Champions League

De Vitor Birner

Udinese e Braga definiram nessa terça-feira quem disputará a fase de grupos da UEFA Champions League.

O jogo de hoje, em Udine, terminou 1×1, mesmo placar do confronto de ida, em Portugal.

Na prorrogação, ninguém balançou a rede e a vaga foi decidida na série alternada de pênaltis.

O Braga se classificou. Venceu por 5×4.

Maicosuel, o mesmo que defendeu o Botafogo e jogou com Loko Abreu, errou a cobrança.

Isso acontece com muitos boleiros, faz parte da vida, mas não dessa forma.

O meia-atacante tentou dar uma cavadinha, o goleiro Beto esperou para ver em qual canto o adversário pretendia chutar, ficou parado e defendeu sem a menor dificuldade.

Assim que o goleiro pegou a bola, Maicosuel se deu conta do tamanho da besteira que fez.

Ficou envergonhado e muito abatido, apesar daquela ser ainda a terceira cobrança.

A reação dele e do elenco após a definição do classificado,  explica como deve ser a vida dele de agora em diante lá.

Desolado, com cara de choro e realmente abatido, ficou sozinho, sem receber nenhuma espécie de consolo ou apoio dos companheiros.

Devem ter achado que o chute foi uma espécie de brincadeira inaceitável, fora de hora.

Se Maicosuel tivesse batido forte na bola, mesmo que fosse no meio do gol, a reação dos outros jogadores da Udinese provavelmente seria diferente.

Ele chegou ao clube no meio do ano e custou R$13 milhões.

Além do prejuízo esportivo, há o econômico, pois a UEFA paga boas montas aos que estão na fase de grupos de sua principal competição.

A péssima escolha de Maicosuel custará caro ao time e talvez para ele mesmo.

Opinião

A cavadinha dá bem mais facilidades do que dificuldades aos goleiros.

A física explica.

A cobrança ideal é a forte, alta, no ângulo. Essa é indefensável, porém difícil de ser repetida com precisão.

Nos cantos, o goleiro é obrigado a pular. Se for um chute forte, rasteiro, eles têm menos tempo.

No meio, o goleiro nem precisa se mexer. O arremate fraquinho a meia altura, o da cavadinha, é um convite ao desastre.

Funciona de vez em quando, só que é desnecessária.

Entendo a indignação do pessoal em Udine.

Era o momento de simplificar ao invés de fazer graça.

 

102 respostas a Maicosuel paga o preço por tentar a desnecessária e inoportuna cavadinha. E não apenas ele

  1. Jean Cobra disse:

    Assisti uma entrevista da Marília Gabriela com o Djalminha,em uma pergunta ela indaga se ele deu sorte do goleiro se jogar antes da batida do pênalti com cavadinha,e ele respondeu que não,pois ele estava olhando pro goleiro e se ele não se jogasse,ele bateria no canto,não é o caso do Maicosuel

  2. Igor Muniz disse:

    A navalha de Occam, meu caro: faça sempre o mais simples para resolver o problema!

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