19 nov

São Paulo podia ter perdido por mais de 1×0 contra o Atlético Nacional; classificação para a final continua aberta

Análise de jogos

De Vitor Birner

Atlético Nacional 1×0 São Paulo

Alan Kardec se machucou por causa da entrada violenta do goleiro do Atlético Nacional e Edson Silva e Rogério Ceni bobearem no lance do gol de Ruiz.

Antes disso,  o confronto teve momentos de equilíbrio e de pequena superioridade do São Paulo quando acertou a marcação na saída de jogo.

Depois, o time de Muricy despencou. Não perdeu por mais de 1×0 porque teve sorte em alguns lances, e Ceni, noutros, fez difíceis intervenções.

A má pontaria dos comandados do J, Osorio, que taticamente os preparou de forma interessante e elogiável, foi mais um aspecto para o placar mínimo acontecer.

O treinador do São Paulo, apenas aos 23 minutos do 2° tempo, depois de trocar o 4-4-2 pelo 4-2-3-1, viu seu time melhorar na marcação e tornar o jogo menos confortável para os Verdolagas.

A classificação para a final continua aberta.

A única convicção realista neste momento é que os colombianos são nas partes tática e técnica os adversários mais fortes que o mandante do próximo confronto enfrentou nesta Copa Sul-Americana.

Tática

O São Paulo entrou em campo com a mesma escalação e o 4-4-2 da vitória contra o Palmeiras.

O meio de campo com os volantes Denilson, o mais defensivo, e Souza, com mais liberdade de participar do sistema ofensivo,  entre Kaká e Ganso, que foram meias na criação e ficaram em frente aos laterais na marcação.

O ataque formado por Kardec e Luis Fabiano, sempre com um deles, na maioria das vezes o primeiro, recuando para fazer o quinto jogador com o quarteto que mencionei.

Os laterais Hudson e Michel Bastos puderam apoiar.

Prefiro o da esquerda jogando mais avançado, pois aumenta a velocidade do time no ataque e é o melhor nos importantes chutes de fora da área.

O Atlético Nacional taticamente é um time muito interessante.

Começou o confronto no 3-4-3, com Berrío, na direita, e Copete, na esquerda do ataque e o centroavante Ruiz centralizado.

O meio de campo formado pelos volante Arias, com pouca liberdade de avançar e jogando perto dos zagueiros, Pérez e Díaz, que puderam ajudar, e o meia Cardona.

O trio de zaga contou com Nájera, Henríquez e Murillo.

Como os jogadores ficam perto uns dos outros e o trabalho de J. Osorio é elogiável, o esquema pode mudar de acordo com determinações do técnico, que até manda bilhetes aos seus comandados durante os 90 minutos para explicá-las.

Por exemplo: variou para o 4-2-3-1 com a volta de um dos volantes para a lateral e os atacantes dando alguns passos atrás para a mesma linha de Cardona.

O árbitro e o próprio time   

O time de Muricy equilibrou o jogo no 1° tempo e foi superior em alguns momentos até sofrer o gol de Ruiz, aos 35 minutos, após o deixa que eu deixo de Rogério Ceni e Edson, Silva, no qual a bola era mais do goleiro que do zagueiro.

O lance começou em uma lateral invertida pelo árbitro que favoreceu o Atlético Nacional.

Mas a reclamação, apesar de embasada, perde força quando a gente assiste o lance apelidado de ‘morto’ no futebolês e que terminou com a bola na rede por causa da falha de ambos os são-paulinos.

A arbitragem prejudicou de maneira agressiva no erro grotesco aos 10 minutos antes.

Alan Kardec, depois de receber o passe de Ganso, driblou o goleiro argentino Armani e foi chutado de propósito, para machucar, por ele.

O uruguaio Daniel Ferdozuk tinha que expulsar o autor da falta por causa da violência da jogada, não por se tratar de uma ótima chance de gol, pois o atacante driblou para o lado em vez de fazê-lo na direção da meta.

São Paulo despenca depois do gol

Armani teve sucesso na entrada em Kardec.

Parou o lance perigoso contra o Atlético Nacional e tirou o jogador de campo antes do intervalo.

A saída de Kardec, substituído por Álvaro Pereira que entrou na lateral e permitiu a Michel Bastos ir para o meio de campo,  e o gol de Ruiz fizeram o São Paulo desmoronar.

O uruguaio, que atuou no dia anterior pela Celeste Olímpica, sofreu para marcar o Berrío,

Bastos, na esquerda, ficou distante dele. Luis Fabiano, adiantado, não se mexeu da maneira correta para dar opção para os meias.

Ganso, em noite de pouca inspiração, sentiu a falta de Kardec para tabelar e começou a perder bolas. Kaká, tecnicamente pior que o meia, fez isso ainda mais.

O Atlético Nacional, time que não torna o jogo rápido, começou a criar chances de ampliar.

Se não fosse Rogério Ceni, que fez difíceis intervenções, a trave e as falhas na finalizações, teria vencido por diferença maior de gols.

O São Paulo solucionou seus dilemas defensivos depois da entrada de Osvaldo no lugar de Kaká o que fez o São Paulo jogar no 4-2-3-1, com ele e Michel Bastos pelos lados da linha de três e Ganso no centro do trio de criação.

O titular não conseguia ajudar Alvaro Pereira nos momentos em que o jogo exigiu, e tampouco foi eficaz na criação ou finalizações.

O reserva lodo após entrar fez duas jogadas de velocidade, uma delas quase terminou com Michel Bastos chutando de frente para o goleiro, na outra tomou a falta e o adversário levou o cartão amarelo, e por isso o técnico dos ‘Verdolagas’ segurou um jogador atrás além de ver Osvaldo voltando para auxiliar o lateral.

O confronto voltou a ficar equilibrado e os goleiros pouco foram exigidos.

Muricy tentou melhorar isso com Pato no lugar de Luis Fabiano.

A troca não melhorou o sistema ofensivo.

Ficha do jogo

Atlético Nacional – Franco Armani; Francisco Nájera, Alexis Henríquez e Murillo; Arias, Farid Díaz Sebastián Pérez e Edwin Cardona; Berrío (Cárdenas), Copete (Juan Valencia) e Ruiz (Guisao)
Técnico: Juan Carlos Osorio

São Paulo – Rogério Ceni; Hudson, Rafael Toloi, Edson Silva e Michel Bastos; Denilson, Souza, Ganso e Kaká (Osvaldo); Alan Kardec (Alvaro Pereira) e Luis Fabiano (Pato)
Técnico: Muricy Ramalho.

Árbitro: Daniel Fedorczuk (URU)
Auxiliares: Carlos Pastorino e Gabriel Popovits

86 respostas a São Paulo podia ter perdido por mais de 1×0 contra o Atlético Nacional; classificação para a final continua aberta

  1. ANTONIO FARIA GUERRA disse:

    BIRNER , O GANSO E KAKÁ, NÃO JOGARAM NADA., O GANSO AINDA DEU UM PASSE PARA KARDEC ., O KAKÁ PERDEU UM GOL NO COMEÇO ., O MURICI DEMORA DEMAIS PARA MEXER , EU TERIA COLOCADO O PATO OU OSVALDO NO INTERVALO ., NO LUGAR DE KAKÁ , QUE REALMENTE JOGOU APENAS OS 4 PRIMEIROS JOGOS , DEPOIS SÓ COM O NOME , O GANSO AINDA FAZ UMA PARTIDA RUIM E 2 BOAS., MAIS O MURICI DEMORA DEMAIS PARA MEXER NO TIME , COMO PODE ISSO , ESTA FICANDO VELHO SERA? . ABRAÇO ANTONIO GUERRA.

  2. Birner o São Paulo não jogou bem, mesmo assim não merecia perder, fomos roubados no lance do Kardec e depois no escanteio que saiu o gol, não sei que jogo você viu, no próximo jogo basta jogar um pouco mais, para atropelar este timinho, depois pelo que vi, vamos pegar o River, pois o time do Boca é muito fraco.

  3. Quarta é 4×0 no Morumbi !

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