26 mar

Palmeiras poderia ter feito mais gols no dérbi cheio de erros do São Paulo e acertos do Alviverde

Birnadas

De Vitor Birner

Palmeiras 3×0 São Paulo

Foi uma bela atuação, a melhor da temporada, do time de Oswaldo de Oliveira.

Superior em tudo, poderia ter feito 2 ou 3 gols a mais.

Aproveitou o erro de Ceni para fazer o gol no início e ganhar moral.

E o de Rafael Tolói, pouco depois, para controlar o jogo e dar um vareio.

Marcou melhor, ganhou o meio de campo, atacou mais, teve maior posse de bola e repertório ofensivo.

Criou oportunidades de ambos os lados, no centro, e em cruzamentos e contra-ataques.

As expulsões de Tolói e Michel Bastos foram merecidas.

Dudu deveria ter acompanhado o zagueiro.

A vitória em clássico aumenta a confiança da torcida e elenco do Alviverde.

E pode implementar uma crise no CT da Barra Funda.

Ceni entrega, Tolói piora e Robinho acerta

O Palmeiras, com dificuldades de criação nos últimos jogos, contou com a dupla-falha Rogério Ceni para fazer 1×0.

Robinho, aos 2 minutos, encobriu o veterano após receber dele a bola e vê-lo retornar, com rapidez insuficiente, perdido, para tentar a viável intervenção.

Cinco minutos após o recomeço, Tolói tomou a cotovelada de Dudu, correu atrás do palmeirense, passou o pé nele e foi corretamente expulso.

Os erros do goleiro, zagueiro, que deveria ter pensado no time em vez de reagir, e do árbitro, que de fato não viu a outra pancada na jogada digna de exclusão, e o êxito do meia-volante, tornaram o dérbi muito interessante para o Alviverde.

No 4-2-3-1, com Rafael Marques e Dudu pelos lados do trio de criação, o autor do gol entre eles, Cristaldo à frente, e Gabriel e Arouca atrás, tomou conta do meio de campo e perdeu oportunidades, a melhor com Tobio, de mexer no placar.

As tentativas de Muricy 

Muricy, que havia recuado Hudson para perto do zagueiro Lucão a zaga e Paulo Henrique do volante Denílson, ao notar o vareio na região central, tirou Pato e pôs Edson Silva para o substituto de Souza e o meia voltarem a fazer as funções que preferem.

O 4-4-2 passou a ser o 4-4-1. O técnico, temeroso pela irregularidade de Pato e Ganso na marcação, preferiu manter o participativo pivô em vez do inconstantes e mais veloz na frente.

Sabia que precisaria de lançamentos longos, pois Oswaldo de Oliveira não costuma pedir para seus times recuarem, e o São Paulo, com um jogador a menos (4×5 no meio de campo), tendia a perder a disputa naquela região do campo.

Os lançamentos longos para o atacante com Tobio e Vitor Hugo forçando o choque exigia alguém mais forte na parte física na frente.

Palmeiras foi muito superior

Em seguida, Dudu puxou o contra-ataque, tocou para Robinho, o passe impreciso passou pelo companheiro e por Edson Silva, e Rafael Marques, livre, fez a torcida explodir de alegria na arena palestrina.

O Alviverde manteve a superioridade até o intervalo, tal qual a lógica sugeria, porque foi superior no meio de campo.

Caiu um pouco de rendimento e ainda assim criou mais.

O São Paulo, irritado consigo e com o árbitro, passou a provocar, creio, para tentar cavar o cartão vermelho para algum adversário.

Troca correta e ineficaz

Centurión entrou no lugar de Ganso.

O treinador trocou a cadência inexistente que o meia em tese poderia ditar para aumentar a velocidade e a força de marcação.

O argentino ficou jogou entre o ataque e o meio-campo, do lado oposto ao Michel Bastos, com Denílson e Hudson centralizados.

Passeio no Allianz Parque mantido

Não foi o suficiente para impedir o Palmeiras continuar aproveitando o jogador a mais no campo.

Zé Roberto, na lateral, apoiou mais e fez o cruzamento para Rafael Marques, aos 7,  de primeira, finalizar com perfeição e comemorar de novo.

Carlinhos deveria marcá-lo, mas ‘fechou para perto dos zagueiros e permitiu ao adversário chutar com liberdade.

Oswaldo de Oliveira tentou otimizar ainda mais o sistema ofensivo ao optar por Gabriel Jesus no lugar do Cristaldo.

O jovem parece melhor que o hermano tecnicamente. Não tem a malandragem e a força física dele, e ao menos a primeira adquirirá jogando.

Ganhou o direito de participar de meia hora de um clássico resolvido, mas não brilhou.

Poderia ter forçado mais

O time preferiu trocar passes, inverter o jogo e esperar aparecer a brecha no sistema de marcação do São Paulo para fazer outros gols ao invés de forçar os ataques.

Manteve a enorme superioridade, mas poderia ousar mais arriscando lances pelos lados e dribles e tabelas contra os laterais adversários.

A irritação de Michel Bastos

Além de tudo que citei no post, o meia deve ter ficado irritado com o toque de bola palmeirense.

Seu time não conseguia retomá-la, ele deu o carrinho com a perna levantada e travas da chuteira à mostra na direção dela e de Arouca.

Exagerou na forma, apesar de não querer acertar o adversário.

Nos critérios do paulistinha é lance para cartão vermelho.

Boschilia foi para o campo e Kardec, cercado pelos zagueiros e Gabriel levou a pior na maioria dos lançamentos,  para recompor o meio de campo após o São Paulo ficar com 9 em campo.

Seria o gol mais bonito

Oswaldo aproveitou para Alan Patrick, que precisa readquirir ritmo de jogo, ocupar o lugar de Robinho.

Depois Rafael Marques tabelou com Gabriel Jesus e a promessa colocou um dos homens de confiança do técnico em frente ao Rogério Ceni.

Ele chutou rasteiro, enquanto o goleiro, inerte pela velocidade do lance e impossibilidade de intervir, torceu para o atacante não acertar.

Teria sido o gol do jogo caso o palmeirense não se equivocasse na parte mais fácil da jogada.

Leandro Pereira, restando 5 minutos, foi para o jogo e Dudu deixou o gramado.

Ficha do jogo

Palmeiras no 4-2-3-1 Fernando Prass; Lucas, Tobio, Vitor Hugo e Zé Roberto; Arouca e Gabriel; Rafael Marques, Robinho (Alan Patrick) e Dudu (Leandro Pereira) ; Cristaldo (Gabriel Jesus)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

São Paulo no 4-4-2 – São Paulo – Rogério Ceni; Bruno, Lucão, Tolói e Carlinhos; Denilson, Hudson, Ganso (Centurión) e Michel Bastos; Pato (Edson Silva) e Alan Kardec (Boschilia)
Técnico: Muricy Ramalho

Árbitro: Vinicius Furlan – Assistentes: Alex Ang Ribeiro e João Edilson de Andrade

 

301 respostas a Palmeiras poderia ter feito mais gols no dérbi cheio de erros do São Paulo e acertos do Alviverde

  1. guilherme disse:

    Torcer para um time que ganha é facil, queria ver se continuariam são paulino, se fosse no tempo do Suli, Gildézio, Dobreu, Pescuma, Baracurau etc. (RESSALVO QUE NESSA EPOCA TIVEMOS O MAIOR ZAGUEIRO DO MUNDO = ROBERTO DIAS BRANCO, BENE E JURANDIR) COMO EXCESSÃO.
    Criticar o Rogério é fácil, mas a culpa são dos tres tecnicos (Milton Cruz puxa-saco de muitas direrotias, Tata e Murici). Veja o time estava acertado em 2014, o Hudson na Direita Alvaro na Esquerda. O urugaio desceu do avião numa sexta e domingo jogou. Machucou a cabeça, horando a camisa são paulina e ficou em campo. Contudo desanimou, vez que Ganso, Maicon, Denilson, são jogadores de Solteiro e casados. Exaltam o Luis Fabiano, que ser fosse realmente bom, iria do Sevilha para o Barça, Real, Unite, Milan, PSG, etc. Um jogador que nunca ganhou um titulo, nunca marcou numa descisão, no entanto, cantado em verso e prosa por esse torcedores que nunca viram time ruim (até construir o Morumbi).
    A soluçao é Hudson na Direita, Breno e Lucão, Rodrigo Caio no meio com Carlinhos, Boschila, e Bastos, tragan Jonhan Shimtt que está no Vitoria de Setubal, no ataque, coloca o ponta esqueda e o centro avante da taça São Paulo e Centurion e, por obvio devem escolher 11. se nessa lista tiver mais, e verão que o Rogério não precisará ser defesa. A defesa vai melhorar,pois nenhuma defesa consegue marcar se o volante não marca (Denilson é piada) Relembrem do Dinho, Pintado, Chicao etc….

  2. Marcio BI mundial FIFA disse:

    Só resta uma saída aos três coadjuvantes!!!!
    Um triangular entre Santos, Palmeiras e São Paulo pra definir quem é e, almeja ser o maior rival de “FATO” do TODO PODEROSO TIMÃO.
    Atualmente os bugrinos da Turiassu ainda mantém o cargo…mas o pimpolhos da V. Sonia querem este posto, querem ter mídia… até cotas da TV iguais!!!My God.
    PS.Cuidado verdinhos, os oligarcas já quiseram surrupiar o palestra Itália.

  3. Luiz disse:

    Espero que que continue assim, esse clube chamado SPFC merece “apanhar” e ser humilhado como foi contra o Parmeirinha, pois sempre se acharam acima de tudo e todos com aquela arrogância de dar nojo! agora espero que aprendam que não são e nunca foram soberanos.

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