14 mai

Cruzeiro com raça e futebol melhor elimina o São Paulo que ‘simplificou’ a missão

Análise de jogos, Copa Libertadores

De Vitor Birner

Cruzeiro 1×0 São Paulo

O jogo foi daqueles não recomendados aos torcedores apaixonados e com problemas cardíacos.

O time de Marcelo Oliveira foi muito superior.

Todos seus jogadores se dedicaram no limite.

Com mais qualidade nos chutes, o Cruzeiro teria se classificado durante os 90 minutos.

A pontaria foi a maior dificuldade.

O São Paulo cometeu uma série de erros e ‘facilitou’ a missão.

Ao invés de marcar na frente, como diante de Corinthians e dos cruzeirenses nas últimas partidas da Libertadores, quando venceu e se impôs com amplo controle, ficou atrás.

Teve, em tese, dois jogadores a menos. Pato, o centroavante, foi prejudicado porque seus companheiros não criaram e nem se aproximaram para as tabelas,  e ele não fez muita força, acertou dribles, passes ou recuou para ajudar nos desarmes durante os vários momentos de enorme superioridade cruzeirense.

Ganso, o menos esforçado, errou passes verticais no ataque e ficou parado em vez de recuar para recuperar a bola, inclusive quando os laterais tinham apoiado e era importante a cooperação dele.

De quebra, Wesley não acompanhou Mayke no lance do gol.

No jogo tão disputado, esses detalhes foram importantes para os Celestes serem muito mais intensos e consequentemente melhores.

E obviamente para vencerem.

Mesmo assim, a vaga foi definida nas cobranças de pênaltis.

Souza e Manoel chutaram muito mal e falharam;  o cruzeirense, inclusive, teve a oportunidade de fechar a série.

O competente Fabio brilhou.

Aproveitou as escolhas de Luís Fabiano, que nas horas mais difíceis e decisivas desde o retorno ao clube deixa o time na mão, e o peso em Lucão, atleta menos experiente dos titulares e encarregado de chutar o primeiro após a série de cinco, para fazer intervenções tranquilas e importantes.

Foi o herói da classificação conquistada por causa da dedicação coletiva de todos que entraram em campo e honraram o manto sagrado azul.

Cruzeiro com muita intensidade

Marquinhos e Willian, pelos lados do trio de criação do 4-2-3-1 impediram Reinaldo e Bruno de fazerem a transição de bola. De Arrascaeta, entre eles, e Leandro Damião. na frente, fizeram igual com os zagueiros do adversário ou Denilson, de acordo com o que o jogo pediu.

A ideia de Marcelo Oliveira era impedir o rival de fazer a transição ao ataque e tentar retomar a bola na frente para encarar a defesa aberta.

Ciente que o meio de campo após as saídas de importantes atletas ainda não se entrosou e que isso dificulta o toque de bola e o jogo mais cerebral, priorizou as virtudes individuais de Marquinhos, Willian e De Arrascaeta e as colocou prol das necessidades coletivas.

Sabia que o São Paulo tem dificuldade para marcar pelos lados.

O time correspondeu plenamente.

Conseguiu ter a intensidade que o treinador queria e marcou no ataque.

Tomou conta do clássico, arriscou chutes de tudo quanto é lugar e nunca jogou de lado porque sempre investiu na velocidade em direção ao gol.

A pontaria foi o problema.

São Paulo preferiu tocar em vez de tentar o gol  

Após cerca de 10 minutos, talvez um pouco mais, conseguiu sair de trás.

O jogo veloz não interessava ao time do Morumbi.

Preferiu trocar passes no meio para diminuí-la e irritar os torcedores e atletas rivais.

Poderia repetir a marcação na frente dos jogos diante do próprio Cruzeiro, Corinthians e Flamengo, mas o treinador, não sei por qual motivo,  pediu os desarmes mais atrás e que o meio de campo ficasse com a bola a espera do apoio dos laterais.

Apenas Pato, o centroavante, tinha as características para os contra-ataques.

Com Michel Bastos, na direita, Wesley, do outro lado, Ganso na meia, e Souza, parceiro de Denilson na dupla de volantes, todos no meio de campo, tentou manter a bola longe do gol de Rogério Ceni.

Conseguiu em alguns momentos.

Noutros, sofreu contra-ataques.

Reinaldo, sobrecarregado desde o início com a obrigação de apoiar e recuar, abriu algumas lacunas porque Denilson tem dificuldade de fazer cobertura pelos lados. .

O treinador deveria pedir para o lateral ficar atrás, em especial após tomar o amarelo.

Fez a falta em Leandro Damião, que um árbitro brasileiro avaliaria como digna de punição com cartão da mesma cor e a consequente exclusão do lateral.

Reinaldo e Bruno precisaram marcar os rápidos Marquinhos e Willian.

O Cruzeiro, pelo meio, tinha poucas opções para criar, pois seus volantes não possuem tanta qualidade no passe.

O certo seria pedir para que os laterais fossem mais defensivos e a marcação iniciasse na saída de jogo do Cruzeiro.

Tais falhas táticas e o empenho de Ganso e Pato, menor que o de todos os jogadores dos rivais, redundaram na enorme superioridade da agremiação que pareceu querer mais a classificação.

Tudo igual, mas com gol

Após o intervalo, o time de Marcelo Oliveira tentou retomar a marcação no ataque.

Marquinhos e William se deslocaram mais pelo gramado no revezamento entre as funções de dividirem a criação, alternadamente, com De Arrascaeta, e de segundo atacante.

Quando um foi para o centro, o outro continuou aberto como opção.

Marquinhos ficou mais vezes centralizado porque Mayke gosta de ir à frente.

O gol do Cruzeiro nasceu assim.

Mérito do lateral que apoiou e deu a assistência para Leandro Damião.

E erro de Wesley, que tinha de marcá-lo e demorou.

Antes e depois do 1×0 o Cruzeiro chutou e exigiu participações, algumas difíceis, de Rogério Ceni.

Mexidas

Cerca de 10 minutos depois, Luis Fabiano ocupou o lugar de Pato.

Passados mais alguns, Centurión, que é catimbeiro, fez o gol no Morumbi e gosta dos dribles importantes se a proposta do time era jogar recuado, entrou e Wesley saiu,

Gabriel Xavier ocupou a vaga de Willian, que merece elogios pela atuação e se cansou, e Hudson a de Michel Bastos, com câimbras porque foi ao limite da própria condição atlética após ter dengue.

Marcelo Oliveira, atento ao estilo do argentino e cansaço de Mayke,  colocou Willian Farias no lugar do titular.

O andamento do jogo continuou parecido.

O Cruzeiro diminuiu a intensidade apenas porque não ‘tinha pernas’ como no início.

Mas nunca foi inferior nos 90 minutos.

Nos pênaltis

Rogério Ceni fez o gol na primeira cobrança e acertou o canto na de Leandro Damião, desviou a bola que, para sorte dele e azar do centroavante, tocou na trave.

Ganso e Marquinhos fizeram a obrigação nas seguintes.

Souza, inseguro e tenso, chutou por cima.

O goleiro veterano quase pegou a do De Arrascaeta.

Fabio fez isso com a de Luis Fabiano, que como de costume nessa terceira passagem pelo clube amarelou na hora mais decisiva e que exigiu equilíbrio do experiente artilheiro.

Henrique virou o resultado da série e Centurión igualou.

Manoel tinha que fazer a dele para garantir a classificação. Cobrou muito mal para Rogério Ceni pegar seu último pênalti da carreira em Copas Libertadores.

Lembrou Luis Fabiano por causa da falta de confiança e jeito que chutou.

Na última Libertadores como jogadores, teve a oportunidade de viver mais um capítulo de glória no qual seria protagonista do sucesso do time.

Eis que Milton Cruz optou por Lucão, um jovem, para chutar o próximo.

Tinha Denílson e Rafael Tolói, ambos com passagens pela Europa e que de vez em quando chutam faltas, e preferiu o mais inexperiente entre todos os disponíveis.

O gol, naquele instante, faria a bola ficar pesada para o próximo jogador do Cruzeiro.

O zagueiro chutou como alguém que pretendia se livrar rapidamente da obrigação de ter que decidir.

Fábio observou que o rival mostrou em qual lado cobraria e chegou com tranquilidade para rebater o chute fraco entre o meio e o canto

Gabriel Xavier chutou o último para fazer a nação cruzeirense explodir de alegria e colocar a equipe nas quartas-de-final diante de River Plate ou Boca Juniors.

Ficha do jogo  

Cruzeiro – Fábio; Mayke (Willian Farias), Bruno Rodrigo, Manoel e Eugenio Mena; Willians e Henrique; Marquinhos, De Arrascaeta e Willian (Gabriel Xavier); Leandro Damião
Técnico: Marcelo Oliveira

São Paulo – Rogerio Ceni; Bruno, Rafael Toloi, Lucão e Reinaldo; Denilson, Souza, Michel Bastos (Hudson) e Wesley (Centurión); Ganso; Alexandre Pato (Luis Fabiano)
Técnico: Milton Cruz

Árbitro: Andrés Cunha (URU) – Assistentes: Miguel Nievas e Gabriel Popovirs

 

242 respostas a Cruzeiro com raça e futebol melhor elimina o São Paulo que ‘simplificou’ a missão

  1. Mister IM disse:

    Rocco-SP está de opiniões diferentes a cada dia aqui no blog.Segue agora os passos do mineiro criticador de argelinos,o Velosão ! Tudo que Velosão diz,o papagaio Rocco-SP repete ! Tem que aguentar,né !

    • ROCCO-SP disse:

      Torce
      retorce
      Que baita
      confusão
      Não sei
      quem é
      que
      fala
      é o
      CYRUS
      ou TATUZÃO

    • Velosão disse:

      Caro tricolor(será o camaleão Ivan Moisés?) o Palmeirense sr. Rocco-SP possui um estilo bem pessoal nos seus posts e é um tremendo gozador, o que eu acho bem legal.Ele diz o que melhor lhe convém, só isto. Também adoro tirar um sarro, transito mais através das ironia e do sarcasmo, sem nunca resvalar para as ofensas pessoais e o baixo nível como alguns por aqui. Também aprecio o seu estilo meio sem pé nem cabeça, meio alucinado, não é nada mal. Já o seu parceiro Joaquim”préterito”Paulino, malgrado a sua suposta boa escolaridade, é de um fanatismo cego e atroz e de uma soberba nauseabunda, além de ser muito rancoroso nas derrotas. Por outro lado é o tipo mais adequado e moldado para chacotas, já que o seu humor não anda dos melhores nos últimos tempos(rs). Também pudera, com um SPFC como este como é possível a um torcedor tricolor estampar um sorriso? IMPOSSÍVEL!Rssssssssss. Saudações Celestes!

  2. carlos viviani disse:

    time fogo de palha .e hora da limpeza sera que terão coragem de mandar embora o morto do ganso ,luiz Fabiano.reinaldo, toloi, denilson, sera que o lucão tem futuro,paulo Miranda, não aguentamos mais estes caras.

  3. Sidnei disse:

    Na minha opinião São Paulo e Cruzeiro tiveram um confronto equilibrado. Se um foi superior no Mineirão, o outro o foi no Morumbi. Se o Rogério Ceni fez defesas importantes jogando em BH, o mesmo aconteceu com o goleiro Fábio quando o jogo foi em São Paulo. A diferença foi nos pênaltis mal batidos. Aí o Cruzeiro levou vantagem. Acho que o SPFC perdeu o espírito de Libertadores que demonstrou nas três vezes em que foi campeão. É uma pena!

  4. CARLINHOS disse:

    A MALDIÇÃO DO BEZERRÃO CONTINUA….
    A MALDIÇÃO DO BEZERRÃO CONTINUA…..
    A MALDIÇÃO DO BEZERRÃO CONTINUA….

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