13 mai

Nota do aluno Juvenal Juvêncio é insuficiente

Birnadas, Coluna no Lance!

De Vitor Birner

Várias pessoas me cobraram o cometário sobre o afastamento de jogadores do São Paulo.

Não postei antes a opinião porque escrevi sobre o assunto para o Lance de sábado, dia em que assino uma coluna no jornal.

Reproduzo o texto aqui.

Ele trata do presidente Juvenal Juvêncio, que, como todos nós, é mais um aluno da vida. O presidente são-paulino falou em erro durante a entrevista da sexta-feira e esse foi o gancho para meu texto.

Dos afastados, o que merece mais atenção é o Cañete, pois é muito técnico, jovem, teve uma lesão extremamente grave e pode evoluir bastante. Inteiro, em forma e interessado, eis a principal questão, brigaria pela titularidade em quase todos os times do continente.

Mas o assunto é o presidente.

Nota do aluno Juvenal é insuficiente

Juvenal deu entrevista ontem, anunciou o afastamento de sete jogadores e prometeu contratar. O presidente são-paulino admitiu que houve falhas e falou em aprendizado.

Noutros tempos, segundo ele, Ney Franco seria demitido depois da eliminação da Libertadores, mas o cartola reconheceu o bom trabalho do técnico e decidiu, com razão, mantê-lo.

A desclassificação contra o Atlético deveria ensinar mais lições além da manutenção do treinador competente e da punição pública aos funcionários pouco esforçados ou com rendimento aquém de suas possibilidades.

Por que o São Paulo reformulou tantas vezes o elenco nos últimos anos? Quem indicou os reforços? Como foi feita a escolha?

Os responsáveis viram quantos jogos dos eleitos? Eles descobriram informações a respeito do comportamento dos boleiros dentro e fora de campo? Checaram se eram profissionais dedicados ou indolentes?

Tenho impressão que o processo de contratações é preguiçoso, quase amador.

Cortez, no Botafogo, criava bastante, porém falhava na parte defensiva e nunca mostrou boa leitura de jogo. Wallyson sempre teve altos e baixos.

Fabrício sofre com lesões e oscilações de rendimento há anos, tal qual o jovem e muito habilidoso Cañete. João Filipe jamais se firmou em times fortes.

O ala, o meia e o atacante, por exemplo, têm bom potencial, podem evoluir, contudo foram, pelos motivos citados, investimentos de considerável risco.

Houve outros negócios perigosos como os de Ganso, que melhorou bastante no último mês, e o de Luís Fabiano, por enquanto, fracassado.

Juvenal precisa identificar o nascedouro dos erros e tomar providências. Se não for ao âmago do problema, a chance de acertar será sempre inferior à possível e necessária.

Eis a lição mais importante de todas. Sem aprendê-la, o presidente que já foi nota dez, não merece mais que ‘seis’ hoje em dia.

E para manter o São Paulo na condição de time mais vencedor do país é necessário estar bem acima da média.

Escrito por Vitor Birner às 14:28 Vitor Birner 244 Comentários

12 mai

Corinthians joga muito bem no primeiro tempo, quando o Santos foi medroso, e sai em vantagem na decisão do paulistinha

Análise de jogos, Paulistinha

De Vitor Birner

Corinthians 2×1 Santos

O Corinthians foi muito superior no primeiro tempo.

Conseguiu comandar o jogo porque os atletas tiveram força física para a marcar a saída de bola e o Santos entrou em campo com uma postura medrosa.

Depois do intervalo, quando Muricy mudou a forma do time atuar e os corintianos não conseguiram repetir o posicionamento defensivo adiantado, o confronto ficou equilibrado.

O resultado dá a vantagem na decisão ao Corinthians, mas não define nada.

O Peixe terá que ousar mais na Vila Belmiro.

O campeão da Libertadores poderá sentir o desgaste físico, pois enfrenta o Boca Juniors, quarta-feira, no Pacaembu.

Era óbvio

Era tão, tão, tão óbvio, que apesar de o assunto ter passado ao largo das discussões sobre o futebol corintiano, fiz questão de ressaltar tanto aqui no blog quanto na minha coluna do Lance, que só os limites físicos do elenco explicavam o fato de o Corinthians ter marcado muito atrás nos confrontos contra a Ponte Preta, o Boca Juniors e o São Paulo.

O time não jogou nessa semana.

A comissão técnica pôde trabalhar e melhorar, não recuperar completamente, a condição física dos principais boleiros.

Isso permitiu ao campeão da Libertadores começar o clássico com o sistema defensivo adiantado.

Enquanto aguentou fazê-lo, foi muito superior.

Coletivamente, Santos está devendo

O Peixe ainda mostra futebol aquém das possibilidades do elenco.

Tem sido sido assim desde o começo do ano.

Na parte defensiva o time de Muricy se aproximou do que pode render, mas ofensivamente está longe do possível.

Os jogadores, de posse da bola, se movimentam pouco e não dão as opções necessárias para as tabelas acontecerem,  pois não querem abrir espaços para os rivais fazerem o gol.

Tudo é muito previsível. A cautela extrema com cara de medo pauta o esquema tático.

Corinthians, muito superior 

Guerrero, Danilo, Romarinho e Emerson pressionaram a saída de bola com intensidade durante cerca de 30 minutos.

O ótimo trabalho defensivo iniciado por eles impediu meio de campo do adversário de jogar e consequentemente anulou o sistema ofensivo do Santos.

O Alvinegro foi superior em todo o primeiro tempo. Ficou bastante tempo no campo de ataque.

Teve dificuldade de entrar trocando passes pelo meio da defesa santista.

Danilo e Emerson Sheik se revezaram no centro e lado esquerdo da linha de três do 4-2-3-1. Romarinho atuou na direita e Guerrero foi o centroavante.

Paulinho apareceu diversas vezes na meia e no ataque.

Os cinco ficaram rodeando a área, arriscaram chutes de fora dela e bombardearam o Peixe com cruzamentos.

Deixaram a situação do rival extremamente desconfortável e complicada

Trabalho ofensivo sofrível e Neymar sacrificado

O baile tático do Corinthians impediu o Santos de atacar. Cássio não trabalhou antes do intervalo.

O Peixe ficou encurralado e muito atrás.

Não conseguiu sequer aproveitar suas duas previsíveis opções de buscar o gol.

As cobranças de faltas e cruzamentos executados por Marcos Assunção foram inúteis, sem passar do meio de campo, é impossível executá-las.

E Neymar nem por milagre tinha como tirar coelhos da cartola.

O jovem craque pagou caro pela maneira como o time se posicionou.

No primeiro tempo, precisou executar mais funções do que qualquer jogador, repito, qualquer jogador, seria capaz de realizar.

Ajudou na marcação, voltou para cooperar na saída de bola, apareceu na meia e tenta criar os lances de gol…

O Santos tinha outros bons jogadores, como Arouca e Cícero, que podiam dividir as tarefas.

Também precisava explorar a bola longa de Marcos Assunção, apesar de não contar com o centroavante de área que faz o pivô e dá trabalho nas disputas por cima.

O ideal seria ver Neymar receber a bola mais à frente, no local aonde ele, com apenas um drible, entra na área e não pode ser derrubado.

Importante aproveitar

O gol corintiano aconteceu aos 41 minutos, depois de um dos vários cruzamentos originados em cobranças de faltas e escanteios.

A zaga santista deixou a bola chegar até Danilo, ele não a dominou e a dita cuja sobrou para Paulinho balançar a rede.

Era muito importante o Corinthians transformar a superioridade em vantagem no placar, pois seria difícil manter a intensidade na marcação durante a etapa complementar.

O primeiro tempo teve mais cara de 2×0 para o anfitrião do que de empate.

O mesmo Paulinho, aos 43, acertou o travessão.

Trocas necessárias

O Santos voltou com André e Felipe Anderson nos lugares de Miralles e Marcos Assunção.

A troca de atacante serviu para aumentar presença de área no ataque. André, que tem mostrado pouca garra, não é especialista na jogada aérea, porém sabe se posicionar como pivô tal qual a equipe necessitava.

Felipe Anderson, além de ajudar nos desarmes tanto quanto o veterano titular, podia ajudar na criação e manutenção de bola no meio.

Mais aberto e equilibrado

O Corinthians sequer tentou repetir o posicionamento defensivo bem adiantado. Deixou o Santos tocar a bola  e começou a marcar cerca de um ou dois metros na frente da linha que divide o gramado.

As alterações no Peixe surtiram efeito.

Felipe Anderson na meia-direita facilitou o apoio do lateral Bruno Peres. Cícero, também na meia, avançou mais e usou a região central e o lado esquerdo para ajudar na criação.

Neymar, então, pôde ficar mais perto da área. Quando recuou para formar o trio na meia, o Peixe se posicionou no 4-2-3-1. Nos momentos em que jogou pelos lados do ataque, o esquema tático passou a ser o 4-4-2.

A postura diferente do Santos equilibrou o confronto.

O Corinthians ganhou a possibilidade de contragolpear, ate então inviável, e o Santos a de balançar a rede.

Ambos criaram chances interessantes.

O Peixe acertou a trave uma vez.

Tudo por cima

Aos 29, o Corinthians, após cobrança de escanteio, ampliou a vantagem.

O gol lembrou um pouco o anterior. O cruzamento foi para Danilo, que não dominou. Ela sobrou para Paulinho ganhar a dividida e tocar para Paulo André marcar 2×0.

Um minuto antes Pato e Edenilson haviam entrado nos lugares de Guerrero e Romarinho, o que, em tese, aumentaria a capacidade de o time se defender e a velocidade do contragolpe.

Na prática, isso não aconteceu.

O Santos fez o gol também após o cruzamento. Felipe Anderson bateu a falta e Durval, livre, cabeceou. Fiquei com a impressão que Gil é quem deveria marcar o zagueiro do Peixe.

Depois, o Peixe recuou, o Corinthians não ousou, e o resultado continuou inalterado.

Arbitragem

Os corintianos pediram pênalti de Edu Dracena em Romarinho.

Concordo com o árbitro que não soprou.

Romarinho se joga quando houve o contato. Merecia o cartão amarelo.

Na fase de classificação do paulistinha qualquer contato na área terminava em pênalti.

Mas como o critério mudou na fase decisiva e eu não tenho mais a referência das interpretações da regra no campeonato, me apego à realidade do futebol para concordar com Wilson Luis Seneme.

Escrito por Vitor Birner às 19:39 Vitor Birner 126 Comentários

10 mai

Ministério do Esporte vai acabar com a proibição federal do consumo de cerveja nos estádios. Clubes paulistas irão pressionar os deputados

De primeira

De Vitor Birner

Aldo Rebelo, Ministro dos Esporte, disse para diversos cartolas que vai editar o decreto regulamentador que acaba com a proibição federal da venda e consumo de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol.

O estatuto do torcedor impede as bebidas etílicas nos jogos.

O ato de ministério do esporte vai acabar com o veto apenas em âmbito nacional.

Cada Estado do Brasil terá o direito de tomar posição e legislar sobre o assunto.

Em São Paulo, por exemplo, há uma lei estadual que impede a venda e o consumo de bebidas nos locais dos jogos.

Após a edição do decreto regulamentador, ou quem sabe antes disso, os grandes clubes paulistas vão começar o trabalho de convencimento dos deputados na Assembléia Legislativa para conseguirem a mudança da lei.

A liberação das cervejas aumentará o faturamento dos interessados, pois São Paulo e Santos possuem estádio, o Corinthians terá o Itaquerão, e o Palmeiras logo mais voltará a atuar em sua casa.

Escrito por Vitor Birner às 0:01 Vitor Birner 278 Comentários

9 mai

Atlético deu um vareio no São Paulo. Bola aérea do Galo fez enorme diferença. Jô foi o destaque da classificação. Vários são-paulinos atuaram mal

Análise de jogos, Copa Libertadores

De Vitor Birner

Atlético 4×1 São Paulo

Houve momentos em que o Galo deu o vareio, noutros massacrou e durante alguns poucos minutos o São Paulo conseguiu equilibrar.

O Atlético poderia ter vencido por vantagem superior.

A bola aérea defensiva e ofensiva fez enorme diferença. Não falo apenas dos cruzamentos na área.

O Atlético usou esse expediente para fazer a transição da defesa ao ataque.

Jô, Ronaldinho e Tardelli foram os destaque do Atlético.

No São Paulo, a lista de quem jogou mal foi grande. Tolói, Edson Silva e Ceni certamente estão nela.

Escalações

Atlético – Victor; Marcos Rocha, Gilberto Silva, Réver e Richarlyson; Leandro Donizeti e Pierre; Diego Tardelli, Ronaldinho Gaúcho e Bernard; Jô

São Paulo – Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Tolói, Édson Silva e Carleto; Denilson e Wellington; Douglas, Ganso e Jadson; Luís Fabiano

Sem segredos

Cuca e Ney Franco repetiram o 4-2-3-1. A única novidade do Galo foi a presença de Gilberto Silva, que atuou também no confronto do Morumbi, no lugar de Leonardo Silva, machucado.

Tardelili, Ronaldinho e Bernard, da direita para a esquerda, formaram a linha de três. Jô ficou na frente deles, e a dupla de volantes Leandro Donizetti e Pierre logo atrás.

No São Paulo, Osvaldo foi o desfalque. Douglas ocupou o lugar dele e começou na esquerda do trio criativo. No decorrer do primeiro tempo, ele a Jadson, que estava na direita, inverteram de lado.

Muito superior

O Atlético pareceu o time que precisava vencer por dois gols de vantagem.

Começou massacrando o rival.

Ronaldinho acertou o travessão na cobrança de falta logo aos 2 minutos.

Foi o começo de uma sucessão de jogadas perigosas favoráveis aos atleticanos.

O gol de Jô aconteceu aos 17 minutos.

Houve chances antes de o Galo balançar a rede.

Só a equipe mineira jogou.

Três enormes diferenças

Dois fatores deram ao Galo gigantesca superioridade.

O São Paulo tentou sair de trás tocando a bola e a marcação do Galo na saída de jogo foi excelente.

Jô, Tardelli, Ronaldinho e Bernard não permitiram que a redonda chegasse ao meio-campo são-paulino, onde Ganso e Jadson poderiam fazer a diferença.

Sem Osvaldo, único capaz de abrir espaço com dribles e de carregar a bola velozmente com qualidade, os visitantes dependiam do talento dos meias e dos avanços dos laterais para tentarem fazer gols.

Sem conseguir fazer a transição com a bola, o São Paulo passou a apelar para os lançamentos longos, por cima.

Os atleticanos sobraram nas jogadas aéreas, sejam quais forem e em qualquer lugar do campo.

Os mineiros não tentaram sair de trás tocando a gorduchinha.

Fizeram lançamentos longos e como venceram as disputas por cima, sempre acabaram com a esférica.

A vantagem do Galo nesse tipo de lance impediu o sistema ofensivo são-paulino de jogar e foi fundamental para a bola ficar nos pés de Ronaldinho, Tardelli e Bernard.

Eis o terceiro fator de desequilíbrio.

O maior tempo de posse da dita cuja no campo de ataque permitiu que os atletas mais técnicos desequilibram.

Só os do Galo encontraram espaço.

O primeiro tempo terminou 1×0, mas teve cara de 3×0.

Estreia de Silvinho

Ney Franco recuou Douglas para a lateral-direita, tirou Paulo Miranda e promoveu a estreia de Silvinho.

O atacante ocupou o lado esquerdo do trio criativo.

No começo, o São Paulo ameaçou ‘entrar’ no jogo. Trabalhou um pouco com a bola na meia e   tentou tomar o controle do jogo.

Isso durou pouco.

Massacre

Aos 17 minutos, Bernard, de cabeça, lançou para Jô. Edson Silva falhou ao acompanhá-lo e o centroavante, na área, chutou rasteiro e forte.

A gorduchinha passou entre as pernas de Rogério Ceni. O chute foi defensável.

O 2×0 aumentou ainda mais a festa no Independência, a confiança do Atlético, e desnorteou o desesperado rival.

A quantidade de erros individuais dos jogadores do São Paulo aumentou.

Aos 19, após o chutão de Victor para o ataque, Rafael Tolói errou o recuo de cabeça para Rogério Ceni e Tardelli ampliou.

Aos 23, noutro contragolpe, Ronaldinho ganhou de Wellington no jogo de corpo e tocou para Jô fazer 4×0.

O arremate também era defensável.

O gol são-paulino aconteceu na única falha do Galo na partida.

Victor rebateu mal a bola o chute de Carleto e Luis Fabiano balançou a rede.

Depois, o Galo, no contragolpe, continuou ameaçador, o São Paulo pouco fez e Ronaldinho, que atuava muito bem, mostrou futebol parecido com os dos tempos de Barcelona.

O futebol de craque.

O Atlético segue na Libertadores em busca do título inédito.

O São Paulo terá tempo de juntar os cacos até o dia 25, quando estreia no brasileirão.

Arbitragem não interferiu

A arbitragem não interferiu. Todos os gols foram legais e Luís Fabiano pediu um pênalti que não aconteceu.

Roberto Silvera errou no critério disciplinar.

Poderia expulsar ainda na etapa inicial o guerreiro Wellington e o craque Ronaldinho. Eles continuarem a troca de entradas no segundo tempo.*

Mesmo assim, não interferiu no resultado.

Correção 0h59

Cobrei da arbitragem a expulsão de Carleto na jogada em que Rosinei. Como o responsável pelo cumprimento das regras deu o cartão vermelho para o lateral são-paulino, fiz a correção.

Escrito por Vitor Birner às 0:29 Vitor Birner 580 Comentários

8 mai

Jogo contra o Atlético será o começo da redenção ou mais um passo para a ruína de Luis Fabiano no São Paulo

Birnadas

De Vitor Birner

A direção do clube se empenhou bastante para contratá-lo e hoje vários de seus componentes não confiam mais nele.

Milhões de são-paulinos festejaram e aprovaram a contratação do artilheiro, cinquenta mil foram recebê-lo no Morumbi, e hoje o que não falta são torcedores do time insatisfeitos com o ídolo.

O próprio atleta se colocou nessa situação.

Ficou devendo futebol na conquista da Copa Sul-Americana, prejudicou o time na decisão, e mesmo sendo experiente parece que não aprendeu nada com a grande pisada na bola.

Repetiu o erro no momento importante da primeira fase da Libertadores.

Depois de tudo isso, ainda foi reclamar na imprensa porque estava sendo questionado dentro do clube, se colocou na condição de vítima, de coitadinho,  lembrando que recebeu outras propostas e preferiu a do São Paulo.

Talvez não tenha compreendido que a nação são-paulina ficou feliz ao vê-lo novamente com a camisa tricolor,  por acreditar que fortaleceria o time e seria fundamental nas conquistas dos títulos.

Não percebeu que recebe tratamento especial pelo futebol e garra demonstrados nas passagens anteriores, não simplesmente por existir e ser o Fabuloso.

Que precisa de várias apresentações como aquela do Pacaembu, ano passado, pelo Brasileirão, diante do Corinthians, para justificar o investimento do clube e o carinho dos torcedores.

Se o São Paulo for eliminado contra o favorito Atlético, Luis Fabiano só terminará a temporada no Morumbi caso não apareça nenhuma proposta razoável doutras agremiações.

Ano passado teve uma boa oferta do Catar, disse em público que não sairia, mas cogitou a possibilidade na hora de tratar do assunto com a diretoria do tricampeão da Libertadores e ela conseguiu segurá-lo.

Hoje, os cartolas não fariam o mesmo esforço.

Por isso negociam a contratação doutro centroavante para a próxima janela de transferências.

A mudança de cenário depende do próprio Luis Fabiano.

A única ótima chance que terá antes da abertura da janela será no jogo desta quarta-feira.

Se o time conseguir a difícil missão de seguir na competição, o artilheiro for bem e engrenar uma série de  boas apresentações, a situação pode ser outra, apesar de não ter como acabar com a desconfiança em seu comportamento dentro de campo.

Ele necessita jogar em alto nível por um motivo ainda mais importante.

Ganhou a fama de perdedor. Do autor de gols de pouca importância.

Conquistou pelo time apenas o Torneio Rio-São Paulo desde 2001.  Tem também o da Copa Sul-Americana no currículo, mas deveria agradecer os companheiros, entre eles Willian José, que, diferentemente dele,  foi importante, por ter participado do elenco vencedor.

Luis Fabiano em suas outras passagens pelo Morumbi não foi culpado pelos fracassos.

Nesta, por enquanto, é.

E muito.

Aos 32 anos, se o São Paulo for eliminado no Independência, Luis Fabiano acabará deixando o Morumbi com fama de perdedor.

Será considerado uma espécie de Dodô, o apático artilheiro dos belos gols sem importância,  travestido de Serginho Chulapa, que também brigava, era passional, levava cartões vermelhos, mas fazia muitos gols, resolvia clássicos e já foi fundamental na conquista de título.

Escrito por Vitor Birner às 13:16 Vitor Birner 223 Comentários

7 mai

Futebol do Corinthians está abaixo das possibilidades do time. Alvinegro paga o preço de ser campeão do mundo

Birnadas

De Vitor Birner

Creio que o Corinthians não tem jogado seu melhor futebol regularmente por causa da condição física dos principais atletas.

Uma das grandes virtudes do Alvinegro era a capacidade de alternar a marcação a saída de bola, pressionar na frente e recuperá-la, com o trabalho defensivo que começa no meio de campo, fecha espaços e aposta no contragolpe.

Diante da Ponte Preta, Boca Juniors e São Paulo, o Alvinegro adotou apenas o segundo posicionamento.

No Majestoso, em alguns momentos da etapa complementar, tentou, em vão, desarmar o adversário próximo à área do gol de Rogério Ceni.

Diante da Macaca sempre esperou atrás. Contra os Xeneizes só mudou isso depois de sofrer o gol.

Tenho absoluta certeza, mesmo sem nenhuma informação, que a postura não é uma opção tática do Tite.

Ele é um treinador moderno, que escuta os responsáveis pela preparação física dos boleiros e leva em conta as informações dos mesmos na hora de instruir seus comandados.

Não tem a menor lógica o Tite abrir mão de posse de bola e de roubá-la na frente para pegar o sistema defensivo do rival mais aberto que o de costume.

Acho bem mais lógico avaliar que o Corinthians, como todos outros brasileiros campeões do Mundo, paga o preço do êxito.

Está sendo punido pelo sucesso, como aconteceu no Brasileirão após a conquista da Libertadores.

Por conta das férias dos jogadores, que são legalmente obrigatórias e extremamente justas para qualquer trabalhador, os jogadores campeões do mundo só se reapresentaram em 14 de janeiro.

Tanto é que eles só começaram a participação no paulistinha na quarta rodada.

Derrotaram o Mogi Mirim por 2×1 e estavam completamente sem ritmo de jogo.

É o fim do mundo qualquer equipe entrar em campo 16 dias depois de voltar ao trabalho.

Os preparadores físicos e fisiologistas dizem que são necessário no mínimo 40, 45 dias. O ideal seriam dois meses, de acordo com esses especialistas.

Obviamente, apesar de todos os mecanismos de controle dos cientistas do esporte, não ha milagres.

O treinador é obrigado a administrar a situação e mesmo assim não evita prejuízos no rendimento dos atletas.

Isto explica também os motivos de o futebol de alguns estar abaixo do padrão deles.

Provavelmente, os responsáveis pela preparação física devem estar vibrando com a pausa de seis dias sem confrontos.

Vão trabalhar bastante no intuito de aprimorar a condição atlética dos titulares.

E certamente estão pensando na Libertadores mais que na decisão do paulistinha.

Se o Alvinegro eliminar o Boca, enfrentará Vélez Sarsfield ou Newell´s Old Boys, ambos inferiores ao time de Parque São Jorge, antes de ganharem 15 dias durante a Copa das Confederações  para melhorarem bastante o condicionamento físico dos jogadores.

E o futebol da equipe vai ser melhor.

A recuperação de Renato Augusto também ajudará.

Detalhe

Os times que encerraram a temporada anterior no fim do brasileirão se reapresentaram nos dias 2 ou 3 de janeiro.

E quem não participou do principal torneio do país, tal qual o Mogi Mirim, começou os trabalhos para o paulistinha em outubro ou novembro.

 

Escrito por Vitor Birner às 0:33 Vitor Birner 230 Comentários

5 mai

Corinthians vence o São Paulo nas cobranças de pênaltis e está na final. Majestoso teve muita tensão, pouco futebol e arbitragem fraca

Análise de jogos, Paulistinha

De Vitor Birner

São Paulo 0×0 Corinthians

Houve pouco futebol e muita tensão no Majestoso que garantiu ao Corinthians a vaga na decisão do paulistinha.

Os sistemas defensivos deram um baile nos ofensivos e os goleiros trabalharam pouco ao longo dos 90 minutos.

Pior que o confronto foi a arbitragem de Antônio Rogério Batista do Prado.

Desprezou os critérios adotados no paulistinha, permitiu algumas entradas violentas, não expulsou Romarinho que pisou de propósito em Wellington e, por estar perdido e louco para ver o Majestoso acabar, não acrescentou nenhum minuto na etapa complementar.

Ele acertou ao mandar voltar o pênalti cobrado por Pato e defendido pelo Rogério Ceni.

Sou bem permissivo com os avanços dos goleiros, pois na quase absoluta maioria das vezes os apitadores os desprezam, contudo o mito  abusou.

Voto em Cássio como o melhor em campo. Na verdade, alguns atletas forma bem, outros nem tanto, e ninguém se destacou com a bola rolando.

Escolho o corintiano simplesmente porque pegou a cobrança de pênalti de Luis Fabiano, a última da série de cinco e que se fosse convertida transferiria toda a pressão para Alexandre Pato.

Escalações

São Paulo – Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Tolói, Edson Silva e Carleto; Denilson e Wellington; Jadson, Ganso e Osvaldo; Luis Fabiano

Corinthians – Cássio; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf e Paulinho; Romarinho, Danilo e Émerson Sheik; Guerrero

Concordo e discordo

A única surpresa nas escalações foi Edson Silva.

Ney Franco não terá tempo de treinar o time que vai enfrentar o Galo na quarta-feira e decidiu escalar o zagueiro que substituirá o titular.

No lugar do treinador, eu colocaria em campo apenas os reservas. Evitaria o risco de perder atletas na partida da Libertadores, a terceira do time em seis dias.

Mas se optou pelos titulares, precisava usar os atletas que irão jogar no Independência.

Tite não tinha as mesmas necessidades do técnico adversário.

O Corinthians só vai encarar o Boca Juniors em 10 dias.

Sem novidades

Taticamente, os times se posicionaram no 4-2-3-1 como acontece na maioria das vezes.

As movimentações também foram as mesmas.

Carleto apoiou bastante, Denilson e Wellington se revezaram nos avanços, Jadson, na direita, ganso, centralizado e Osvaldo, na esquerda formaram o trio responsável pela criação e Luís Fabiano, o centroavante, realizou o trabalho de pivô.

Os laterais do Corinthians apoiaram de forma mais tímida, Paulinho apareceu diversas vezes na meia, Sheik e Danilo se revezaram no centro e na direita esquerda da linha de três, Romarinho ficou quase todo o tempo na direita e Guerrero foi o centroavante na área.

‘Pegada de Libertadores’

O primeiro tempo foi tenso. Os jogadores de ambos os times entraram duro.

E não só isso.

Catimbaram bastante e houve um lance desleal.

Não parecia um confronto do paulistinha.

Teve andamento de jogo de Copa Libertadores da América.

Árbitro despreza os critérios do paulistinha

O soprador tinha obrigação de respeitar os critérios adotados por ele e todos os árbitros ao longo do torneio.

Não fez isso, aos 8 minutos, no lance envolvendo Wellington e Romarinho.

O são-paulino, pela forma como disputou a jogada, mereceria o cartão amarelo.

E o corintiano, porque perdeu a cabeça e pisou no volante adversário, deveria ser expulso logo no começo do confronto e levou apenas o amarelo.

Se o apitador não tivesse visto a falta, mereceria a crítica por isso. Mas como enxergou, ‘amarelou’ na hora de cumprir a regra de acordo com a interpretação dos árbitros do torneio.

Vale lembrar que pisão proposital é agressão e costuma termina em cartão vermelho em todos os campeonatos do mundo.

Houve carrinho por trás, de Emerson, que não pegou nem a bola e nem o Ganso, que também terminou sem punição alguma.

Os jogadores perceberam a fragilidade do árbitro e  travaram brigas particulares em campo.

São Paulo um pouco melhor

O Majestoso foi muito mais emocionante pelas dividas e briga pela bola do que pelo bom trato dela.

O Corinthians esperou atrás. A opção foi inteligente. Ao invés de adiantar o sistema defensivo e ir para a briga de igual para igual com o habilidoso meio de campo do rival, apostou no bom desempenho defensivo e nos contragolpes.

Emerson Sheik podia aproveitar o espaço que Paulo Miranda deixa quando apoia e  Romarinho fazer o mesmo nas lacunas geradas pelas constantes descidas de Carleto.

Mas os velozes atletas corintianos não cumpriram bem seus deveres ofensivos. Foram úteis apenas na marcação.

O São Paulo, que tomou a iniciativa de atacar, teve uma importante baixa logo aos 10 minutos, Osvaldo se machucou na disputa de bola com Gil. Não houve maldade ou qualquer irregularidade na jogada. O atacante levou azar.

Douglas entrou, ocupou o lado direito, Jadson foi para a esquerda, e o ataque perdeu bastante sem o jogador mais veloz e competente nos dribles.

Mesmo assim, Ganso e Jadson trabalharem bem com a bola e Luis Fabiano, pressionado pelas críticas graças ao erros comportamentais dentro de campo e ausência em momentos importantes, lutou bastante.

Houve poucos lances de gol antes do intervalo. Eles não foram muito perigosos e favoreceram o São Paulo.

Erros do auxiliar

O auxiliar no ataque são-paulino trabalhou bastante e cometeu um erro perdoável em jogada capital.

Deu impedimento de Luís Fabiano quado ele dominou a bola na área, livre, e ficaria cara a cara com o goleiro. A jogada foi bem difícil.

Precisei ver a repetição em câmera lenta para saber que a posição do centroavante era legal.  Até então, concordava com o bandeirinha.

O auxiliar também falhou ao não ver o impedimento de Paulo Miranda uma vez e acertou quando invalidou o gol do centroavante.

Mais adiantado

O Corinthians adiantou o sistema defensivo, equilibrou a disputa na região central do campo e o segundo tempo foi ainda mais pobre ofensivamente.

O único momento de perigo foi o chute de Emerson, dentro da área, aos 12 minutos, após receber o passe de Guerrero.

O São Paulo sentiu mais ainda a ausência de Osvaldo. Ninguém tentou o drible para abrir espaço no forte sistema defensivo do campeão da Libertadores. A única opção para Ney Franco resolver isso era Walysson, porém o treinador, aparentemente sem confiança no  comandado, não o utilizou.

Tite foi quem mexeu mais em busca da vitória.

Aos 18, trocou Guerrero por Pato.

Aos 36, Douglas entrou e Emerson Sheik saiu.

As mudanças não surtiram resultado algum.

O sistema defensivo do São Paulo foi bem e impediu o Alvinegro de assustar Rogério Ceni.

Perdido

Que o árbitro estava perdido, eu não tenho dúvidas.

Edson Silva merecia ser punido com o cartão amarelo quando deu o carrinho em Romarinho,  na etapa complementar, e o não recebeu.

Chamou a atenção o fato de encerrar o jogo aos 45.

Houve discussões, duas substituições e ele não acrescentou sequer um minuto.

Queria que o clássico terminasse o quanto antes.

Acertou

Sou contra os árbitros mandarem voltar penalidades porque os goleiros se adiantam.

Raramente os sopradores fazem isso e, tal qual escrevi sei lá quantas vezes,  mais importante do que a regra no papel é a realidade do futebol.

Mas há um limite subjetivo para os goleiros. Rafael ficou dentro dele contra o Mogi Mirim. Rogério Ceni também na cobrança de Alessandro. Cássio idem ao defender o arremate de Luís Fabiano.

O mito são-paulino ultrapassou o limite no pênalti de Pato e o árbitro acertou ao determinar a repetição do chute que definiu a classificação corintiana à decisão do paulistinha.

Escrito por Vitor Birner às 18:56 Vitor Birner 896 Comentários

5 mai

Botafoguenses e colorados, parabéns!

Campeonatos Estaduais

De Vitor Birner

Não fiz a cobertura dos campeonatos carioca e gaúcho.

Vi o Botafogo algumas vezes e o Internacional poucas.

O Glorioso tem seu melhor time dos últimos anos e ganhou os dois turnos, o segundo com 100% de aproveitamento de pontos.

O Colorado é guerreiro como gosta seu treinador e também venceu ambos os turnos.

Não há como questionar os méritos deles ou se os títulos ficaram em boas mãos.

Parabéns aos botafoguenses e colorados pelas conquistas dos respectivos estaduais.

Escrito por Vitor Birner às 18:49 Vitor Birner 4 Comentários

4 mai

Peixe jogou mal, mas sobreviveu à outra disputa por pênaltis e manteve o sonho do tetra. Mogi Mirim foi superior

Análise de jogos, Birnadas, Paulistinha

De Vitor Birner

Mogi Mirim e Santos disputaram um jogo de mediano para bom na  semifinal do paulistinha.

O Peixe novamente ficou devendo.

Apesar de contar com atletas bem mais talentosos que os do Mogi Mirim, não conseguiu transformar a diferença técnica individual em superioridade com bola rolando.

O sistema ofensivo não funcionou.

Os atletas trocaram pouco de posição, não se aproximaram uns dos outros e o Neymar apareceu em todos os espaços do campo para tentar, no lance individual, solucionar os problemas de criação.

O Mogi Mirim mostrou todas as virtudes coletivas, mas pecou nas finalizações e assistências.

O Sapão criou mais oportunidades e só fez o gol porque Felipe Anderson, improvisado por Muricy na lateral-direita, deixou Roni, livre, cabecear.

Apesar da desvantagem, o time grande não foi capaz de pressionar.

Trocou muitos passes de lado, sem pressa e objetividade, perto da linha do meio-campo, depois que o Mogi Mirim recuou para segurar a vitória.

Conseguiu empatar no lance que Muricy trabalha com maestria.

Cobrança de falta, cruzamento na área, rebote e cabeceio de Edu Dracena.

O Mogi Mirim, aos 40 do segundo tempo, pediu uma penalidade do autor do gol santista em Wagninho. Vi uma vez, achei que o zagueiro derrubou o adversário, porém não sei se o fez dentro ou fora da área.

Na decisão por pênaltis, Rafael novamente garantiu a classificação para a final e a manutenção da possibilidade de conquista do quarto título seguido no paulistinha.

O santista pode e deve comemorar a presença em mais uma final do torneio, mas tem o direito e a razão de estar insatisfeito com o futebol do time.

Escrito por Vitor Birner às 21:05 Vitor Birner 144 Comentários

3 mai

Leitores que não sabem ler, humanos que se acham Deus, confusão entre jornalismo e terapia, e a minha mediocridade

Birnadas

De Vitor Birner

Há leitores do blog que não sabem a diferença entre notícia e opinião.

Leem o post, entendem as palavras, mas não conseguem decodificar a informação.

De vez em quando acho que nem todos os casos são gerados pela falta de cultura.

Vários deles entendem quando escrevo que dirigentes de um clube pensam em contratar João ou José para o time.

Compreendem que se trata do pensamento dos cartolas, mas não entendem quando informo que dirigentes de um clube pensam algo sobre política, arbitragem ou qualquer coisa imaterial, e passam a me agredir.

Gostaria de resolver tal problema, pois seria muito bom para todos, mas sou um medíocre mortal, com limites e defeitos, e não tenho formas de ajudar.

A sociedade está cheia de arrogantes donos da verdade, que agem como se fossem o próprio Deus, pois julgam, condenam, opinam sobre situações que não conhecem e dão vaticínios a respeito de como são indivíduos de quem pouco ou nada sabem.

Isto explica a rápida criação de heróis, a destruição deles, e a necessidade de sempre buscar vilões nas situações que não envolvem quem tem convívio direto e pessoal com estes pretensos ‘deuses mortais’.

Talvez por se achar tão importante apenas por existir, há quem dê a si mesmos o direito de vir aqui para me ofender e dizer que sabe melhor que eu o que penso, descarregar bairrismo barato, idealismos sem ideias e propósitos, rancores sem causa e todo excremento existencial.

Infelizmente, como sou mortal e estou no mesmo barco da vida, repito, não posso cooperar com a mudança disto.

Já é bastante desafiador para mim trabalhar meus próprios defeitos.

Como sou libertário por convicção e realista na hora de tomar decisões que considero importantes para a sociedade, a hora do voto é uma delas, acho que apenas a multiplicação das ações individuais construtivas é que vai tornar o mundo melhor para todos.

Questões envolvendo o sistema político e a economia diminuem as injustiças geradas pelas diferenças de classes e fazem a sociedade ser mais justa, mas estão muuuuuuuuuuuuuito longe de bastarem para fazer um mundo melhor.

Eu não posso realizar a parte dos outros. Nem cumprir a minha da maneira ideal eu consigo. Não chego nem perto disso.

Então, vida que segue

Aos que precisam de ajuda e percebem isso, recomendo terapia.

Aqui não irão resolver nada, pois sou jornalista, não psicólogo.

 

Escrito por Vitor Birner às 16:36 Vitor Birner 368 Comentários