Cruzeiro volta da Venezuela só com um empate
de Vitor Birner
Agradeço ao amigo Mário Marra que comentou o empate entre Deportivo Itália e Cruzeiro na CBN BH pelo texto abaixo.
De Mário Marra
Deportivo Itália 2×2 Cruzeiro
Dois pontos que não voltam mais
Apenas um pontinho! O Cruzeiro volta da Venezuela com o bolso vazio. Se for para procurar culpados o gramado poderia até ser o grande vilão. Entretanto, o goleiro Fábio preferiu destacar os erros de posicionamento da defesa. E foram vários erros.
O estilo de jogo dos venezuelanos não conta com a bola no chão, a bola do Deportivo Itália passa pelo alto e a defesa sentiu.
No primeiro tempo o Cruzeiro, mesmo tendo sofrido um gol aos 11 minutos, o Cruzeiro ainda fez a bola rolar e girou o meio, no entanto, foi um Cruzeiro bem distante do habitual. Jonathan tinha mais liberdade que Diego Renan. Pela esquerda estava o grande perigo com as jogadas de Blanco, nas costas de Diego.
O empate saiu com Kleber aproveitando cobrança de escanteio. O momento era bom, entretanto, o futebol do Cruzeiro ficou escondido. Era a hora de impor limites e mostrar quem é melhor, mas a oportunidade passou e o primeiro tempo ficou no empate.
Aos 5 do segundo tempo, o futebol apareceu. Jonathan achou Diego Renan na cara do gol, ele perdeu, mas na sobra Kleber fez o segundo.
A sorte sorriu para o Cruzeiro, que novamente não aproveitou. Preocupado com as costas de Diego Renan, Adilson investiu em Gil como terceiro zagueiro e abriu Paraná pela esquerda. Foi só Gil pisar em campo para o Deportivo empatar. A jogada até parecia brasileira. De pé em pé, aproveitando espaços, Girolette para Blanco e dele para Mcintosh – Gol.
O jogo seguiu fraco tecnicamente e, para colocar um pouco mais de emoção na partida Kleber e Rafael Lobo foram expulsos.
O grande problema do resultado é que o Deportivo Itália é, de longe, o time mais fraco do grupo e a chance de o Colo Colo conquistar os três pontos é boa. Em um grupo equilibrado, qualquer tropeço pode custar caro.
Complemento ás 11h21
Leandro Iamin viu o empate do Internacional em Quito e conta como foi.
De Leandro Iamin
Deportivo Quito 1×1 Internacional
O time da casa foi melhor na capital equatoriana e pode lamentar o resultado final.
Deportivo Quito e Internacional jogaram de maneira semelhante, no 3-5-2. O meio-campo equatoriano tem Arroyo como destaque, pela esquerda, e usa bastante seus dois alas.
Já o time de Fossati atuou com Guiñazu e Sandro como volantes. Na frente deles, Bruno, Giuliano, Kléber e Edu. Mais avançado ainda, no ataque, o isolado Alecsandro, sempre à espera da bola que não chegou.
Castro, 1° volante do Quito, ganhou o duelo com Giuliano. Isso levou o time gaúcho a perder a posse de bola e abusar do chutão.
Poucas chances e zaga lenta
Mesmo melhor, o Quito teve só uma grande chance até os 30 minutos. E ainda assim porque a zaga do Inter falhou na linha de impedimento.
Mas, aos 33, a zaga dos visitants falhou e o ala Minda abriu o marcador.
Antes do gol, a parte criativa do Colorado não funcionava. Na jogada do 1×0, o sistema defensivo, lento, também falhou.
Aos 40, numa das raras vezes que Giuliano entrou na área do Quito e empatou depois do rebote do chute de Alecsandro que bateu na trave.
Ficou a sensação de que dava para ter sido mais agressivo quando estava 0×0.
O Quito, de tanto chutar de longe, acusava a própria crença na altitude, e a descrença na técnica.
Polêmica rara e pressão do Quito
Abbondanzieri, que pouco antes sentira o tornozelo, saiu bem do gol aos 7 da etapa final, e tomou um encontrão de Pirchio. O árbitro José Buirtrago deu pênalti. Errou feio. O time brasileiro reclamou muito, e Pato preferiu cobrar o assistente.
Deu certo. O bandeirinha chamou o homem do apito e após rápida conversa convenceu que estava errado.
O Inter melhrou um pouco, mas os problemas de aproximação do meio com o ataque continuaram.
Os 30 minutos finais do jogo foram inteiramente controlados pelo Quito. O Inter não chutou nenhuma vez ao gol.
E Abbondanzieri, mesmo manco, fez ao menos três ótimas defesas, além de catimbar. A entrada de D´Alessandro no lugar de Edu reforçou, em vão, o esquema 3-2-4-1 de Fossati. O meia argentino, ao contrário de seu compatriota goleiro, nada fez.
Fechadinho e exaurido por conta da altitude, o empate acabou ficando razoável, sobretudo diante da grandiosa defesa de Pato aos 47, no auge da pressão do Deportivo.
Pela atuação sem brilho, 1 ponto foi mais do que bom para voltar ao Rio Grande do Sul.





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