Crime e castigo no Parque dos Príncipes

5 mar

Na França, Reportagens

Ele reapareceu! Não escrevia um post desde 12 de agosto do ano passado!

Para ser justo, Xico Malta me mandou o texto abaixo na quarta-feira.

Entenda a violência entre torcedores do PSG, na prática uma briga entre nacionalistas franceses e de filhos de imigrantes.

De Xico Malta

Paris Saint Germain x Olimpiques de Marseilles, o clássico de maior rivalidade na França, foi o palco de uma terrível cena de violência. Os dois times se enfrentaram domingo, 28 de fevereiro, no Parcs des Princes pela 29ª rodada do campeonato francês.

Se não bastasse o temor do possível confronto entres as torcidas adversárias para preocupar, torcedores do PSG resolveram brigar entre si. Não é de hoje a guerra fratricida do time da cidade luz.

Membros da torcida organizada da curva chamada Boulogne, com forte tendência nacionalista fascista, atacaram os da curva Auteuil, composta por filhos de imigrantes magrebinos e africanos, moradores da periferia parisiense.

O confronto ocorreu uma hora antes do inicio do jogo (sugiro a leitura do post que trata do tema da cisão da torcida do PSG: Uma torcida e dois mundos).

« Os caras do Boulogne foram até a entrada da curva Auteuil cantando: “Azul, Branco e Vermelho, a frança para os franceses”, narrou um torcedor surpreso ao rever o ressurgimento do conflito “Paris contra a periferia”, ocorrido em 2005.

Durante uma hora, vários projeteis foram lançados por ambos os lados, e uma verdadeira batalha campal ocorreu nos arredores do Parcs.

Pessoas foram espancadas e vários torcedores estavam com os seus rostos ensangüentados. Um torcedor do lado Boulogne foi levado ao hospital gravemente ferido.

“Ainda bem que os torcedores do Olimpiques de Marselilles não vieram, comentou aliviado um espectador”.

Na véspera do clássico, 1500 torcedores do OM desistiram de subir até Paris.

A violência deixou em coma um homem de 38 anos, espancado antes da chegada da força policial.

Fonte: AFP/LOIC VENANCE

Fonte: AFP/LOIC VENANCE

Diante da tal selvageria, o presidente do Paris Saint Germain, Robin Leproux, anunciou na terça-feira, 02 de março, várias medidas para tentar combater e punir a violência praticada pelos torcedores do clube que administra.

“Até segunda ordem, não venderemos mais ingressos aos nossos torcedores nos jogos fora de casa. Não iremos mais apelar na hipótese de sermos condenados a jogar a portas fechadas e enfim, os locais postos a disposição das torcidas organizadas no Parque dos Príncipes serão fechados, declarou veementemente o presidente do PSG.

Além dessas medidas, Robin Leproux pediu também o apoio do poder publico e do mundo do futebol em geral.

“A imagem de um homem escorregando no seu próprio sangue ao lado do estádio ficou na minha cabeça nestas duas últimas noites. Estamos chegando ao paroxismo da violência, um novo nível de guerrilha urbana”. Indivíduos, liderados pelas torcidas organizadas, entram numa batalha campal com uma violência sem precedentes. Eu me pergunto o que estamos esperando para acabar com esta barbárie? Hoje um homem esta entre a vida e a morte. O PSG tem responsabilidade dentro do estádio, temos o maior orçamento de segurança da primeira divisão, porém fora do estádio o PSG não pode fazer nada sozinho, não podemos nos transformar em policia. Todos que trabalham ao lado do PSG,ou seja,  a mídia, os políticos e a policia, todos devem contribuir para acabar de vez com essa barbárie”, desabafou o cartola do PSG.

leproux_ff

Presidente do PSG Robin Leproux. Fonte: PSG

Leproux teve muita coragem!

“Leproux teve muita coragem e punho para anunciar tais medidas, todavia suas ações devem ser seguidas pelo Estado. As pessoas têm cada vez menos medo da policia e não hesitam em passar dos limites. Na saída do estádio eu vi a policia e o comportamento dos torcedores e posso garantir que fiquei chocado. Hoje em dia não gostaria que meus filhos freqüentassem o Parc des Princes”, lamentou o goleiro Coupet.

O apoio da liga

O presidente da Liga Francesa de Futebol declarou no site da LFP total apoio as medidas anunciadas pelo presidente do clube parisiense:

“Aprovo integralmente a posição tomada por Robin Leproux. A situação criada por esses grupos irresponsáveis de torcedores tornou-se muito grave. O próprio clube, a Liga e o poder publico devem tomar todas as providencias necessárias para acabar definitivamente com a violência no futebol, isso seria importante para o clube parisiense e também para a imagem do futebol francês”.

Escrito por Xico Malta às 11:16 Xico Malta 21 Comentários

O Brasil nas Copas – “O Complexo De Vira Lata (1950/1954)”

5 mar

Geral

De José Renato Sátiro Santiago Junior

O Grupo Literatura e Memória do Futebol – MEMOFUT, em parceria com o Museu do Futebol, promove uma série de reuniões, aos sábados pela manhã, para falar a sobre a participação do Brasil em Copas do Mundo de Futebol

Neste próximo, dia 6, estão programadas palestras dos jornalistas Roberto Muylaert e Geneton Moraes Neto. Eles falarão a respeito do Brasil nos mundiais de 50 e 54.

Muylaert é Jornalista, editor e escritor, autor dos livros “A Copa que ninguém viu e a que não queremos lembrar” (1994) e “Barbosa – Um gol faz cinqüenta anos” (2000).

Já Geneton, também jornalista, escreveu o livro “Dossiê 50 – Os onze jogadores revelam os segredos” (2000).

Programação:

06 de março – sábado
Palestra: “O COMPLEXO DE VIRA LATA (1950/1954)”
Horário: 10h às 12h
Local: Auditório Armando Nogueira – Museu do Futebol – Praça Charles Miller – Estádio do Pacaembu

Entrada gratuita

Para mais informações sobre eventos do Museu do Futebol, acesse:
Museu do Futebol – www.museudofutebol.org.br Telefone: (11) 3663-3848

Escrito por José Renato às 10:35 José Renato Sem Comentário

Coloque-se no lugar de Marcos

4 mar

Birnadas

De Vitor Birner

Além de jogar no Palmeiras, ele torce pelo clube.

Vale relembrar que recusou, alguns anos atrás, proposta do exterior para continuar no clube.

Ele, por questões profissionais e emocionais, quer ganhar competições importantes.

A última conquista relevante pelo Alviverde foi em 1999. Eu conto também a defesa do pênalti do Marcelinho Carioca como título, contudo não valeu taça de campeão.

As sensações e reações de quem viveu aquele dia e o capítulo especial escrito por aquele lance que entrou para a história, têm valor de título.

Desde então, no Alviverde, a carreira de Marcos é marcada por crises de diretoria, de elenco, e campanhas frustrantes.

Nos últimos 11 anos, as grandes fases dele não deram ao torcedor Marcos o prazer de comemorar o primeiro lugar do Palmeiras em Copas do Brasil, Brasileirão e Libertadores.

Após mais de uma década, as crises internas continuam. E a perspectiva de mudança não deixa Marcos animado.

Além disso, nos últimos tempos, tomou um cala boca, e os desabafos públicos também findaram.

Em suma, Marcos, ciente que não tem muitos anos para jogar bola,  pessimista por causa doutra crise de diretoria e time, obrigado a fazer política (não estou defendo nem criticando protestos públicos, apenas falo do jeito dele) e sem cogitar a possibilidade de vestir a camisa doutro clube, a “solução” é terminar a carreira mesmo.

Todavia, se as perspectivas dentro do Palmeiras mudarem, aposto que a decisão dele será adiada.

É o momento dos cartolas, torcedores e companheiros de Marcos pensarem nisso.

Não falamos de qualquer jogador. Marcos é mito.

Quando parar, só me restará dizer:

Quem viu, viu. Quem não viu, tenta imaginar como era.

Escrito por Vitor Birner às 13:43 Vitor Birner 69 Comentários

O que acontece no Palestra Itália?

4 mar

Birnadas

De Vitor Birner

O elenco palmeirense, calado, dá sinais de que as coisas não vão nada bem.

Derrotas como a de ontem acontecem. Já apresentações tão ruins, não.

Fica dificil buscar apenas nas questões táticas e técnicas as razões para atuar tão mal.

As reações e atuações dos pilares palestrinos durante os jogos, acho, apenas refletem algo que não vai bem fora do gramado.

O guerreiro Pierre, por exemplo, errou passes tolos na saída da defesa, e o posicionamento da cobertura algumas vezes. Se, como sempre, não faltou garra, a segurança e a confiança que são marcas de Pierre não apareceram.

Marcos também serve de exemplo. Calado e pouco sorridente nos últimos tempos, o mito palestrino errou no segundo gol andreense.

Diante da apatia de seus companheiros, ao descer para o vestiário, no intervalo, quando o Santo André ganhava por 2×1, Jesse Nascimento perguntou se faltava comprometimento ao time.

São Marcos ameaçou desabafar (está na cara que concorda), gaguejou, e terminou falando que “a torcida do Palmeiras só precisará aguentá-lo até o fim do ano”. (ouça o áudio no fim do post).

Isso mesmo. Irritado, anunciou o fim da carreira (não deve defender outro time), e saiu sem reclamar.

Após o jogo foi orientado, talvez proibido, a não dar entrevista. Ao contrário de 99,9999999999% dos boleiros, fora do ar, chamou o Jesse Nascimento e pediu desculpas por não ter parado para responder quando o repórter questionou as coisas do jogo.

Diego Souza é meu último exemplo. Marcos e Pierre são referências de comportamento, além de muito bons em suas funções.

Diego Souza é a principal referência técnica. Ano passado, quando ele atuava mal, o time o acompanhava. Não gostei nem um pouco da postura dele ontem. Parecia um garoto mimado, do tipo que só vai se esforçar para fazer algo útil se lhe derem a bola. E quando a recebia, tentava resolver com lances individuais. Foi vaiado pelos quase 4 mil que foram ao jogo, após tola expulsão.

Não sei o que se passa, todavia há algo estranho e ruim pelos lados do Palestra.

Resolver isso é fundamental para o sucesso da equipe em 2010.

Escrito por Vitor Birner às 12:22 Vitor Birner 36 Comentários

Argentina grande em Munique

3 mar

Análise de jogos, Copa do Mundo

De Vitor Birner

Alemanha 0×1 Argentina

Pesou a tradição.

A crise da seleção argentina não esteve em Munique, onde os comandados de Maradona encararam a Alemanha.

Não  por causa da vitória por 1×0, gol de Higuain no fim do primeiro tempo.

A vantagem “apenas” explicava o que acontecera até então.  Os Hermanos tomaram conta do meio.

A marcação liderada pelo guerreiro Jonas Gutiérrez, sem exagero, um gigante no clássico de seleções, deu a posse de bola aos argentinos. Dali para frente, Di Maria, Messi, Higuaín e Verón trabalharam bem com a gorduchinha.

Schweinsteiger e Ballack, os que tinham capacidade de criação no meio, foram anulados. Balllack, inclusive, perdeu a cabeça e merecia a expulsão por entradas violentas.

Messi também fez jus ao cartão vermelho na etapa complementar, mas não recebeu.

Em vantagem no placar, nos 45 minutos finais os argentinos recuaram. Ineficazes pelo meio, os anfitriões tentaram, em vão, atacar pelos lados.

E a limitada defesa hermana, com 4 zagueiros (Otamendi deslocado para a lateral-direita, Samuel, Demichelis e Heinze na lateral-esquerda), bem protegida, foi precisa.

O goleiro Sergio Romero, do AZ Alkmaar, também acertou todas interceptações de cruzamentos, única opção alemã para tentar o empate.

No fim do amistoso com cara de jogo que vale troféu importante, os argentinos, com Tevez em campo, trocaram passes e colocaram os rivais na roda, enquanto sua pequena “hinchada” gritava oooooolé na arquibancada da Alianz Arena.

Ao menos hoje, quarta-feira, a Argentina reeencontrou seu futebol.

Mais 6 atuações assim, duas na fase de grupos da Copa do Mundo e 4 na de confrontos diretos (oitavas e quartas de final, semifinal e final) colocam nossos vizinhos entre os favoritos ao título.

Escrito por Vitor Birner às 19:30 Vitor Birner 30 Comentários

Espanha bem, França mal

3 mar

Análise de jogos, Copa do Mundo

Enquanto eu via a Alemanha 0×1 Argentina, Leandro Iamin acompanhava França x Espanha.

O texto abaixo é dele.

De Leandro Iamin

França 0×2 Espanha

O cenário pré-jogo era claro:

A França perdida, classificada ao mundial graças ao passe com a mão de Henry, contra  a Espanha poderosa, forte e favorita.

O desenrolar da partida em St. Dennis confirmou o prognóstico.

O time francês é engessado, sem movimentação. Ribery e Henry, ambos em má fase, não fazem suas jogadas características. Anelka até se esforça, mas já é individualista por natureza, e joga isolado demais.

O meio campo francês, com Toulalan e Diarrá na contenção, e Gourcuff bastante tímido para trabalhar a bola, assistiu o adversário fazer o que mais gosta, que é tocar bem a gorduchinha.

Xabi Alonso, um monstro em campo, Silva, Fábregas e Iniesta rodaram a bola com categoria. Busquets, mais recuado, protegeu a zaga de Puyol e Piqué. A consistência tática espanhola é nítida.

O talentoso Silva, aberto pela direita, faz tudo que Ribery deveria fazer no lado francês: corre com a bola, ajuda o ataque e recompõe prontamente. No comando de ataque espanhol, Villa e seu faro de gol.

Aos 21, Iniesta deu o passe, Silva participou sem tocar na bola, e “El Guaje” Villa marcou. Após o 1×0, a Fúria Espanhola abusou da qualidade de dominar a posse de bola.

O 1° tempo, que na verdade foi fraco em chances de gol, terminou com Sergio Ramos ampliando o placar, após bola perdida do frágil Gourcuff. O lateral espanhol chegou à frente e ampliou com a ponta do pé.

Mesmo com jogo pouco dinâmico, o placar se mostrou justo pela inoperância francesa. Sem forçar, sem jogar em alto nível, a Espanha fez o placar.

Para a etapa final, o time de Del Bosque mostrou ainda mais a força de seu elenco. Torres e Xavi entraram e mantiveram o esquema tático da equipe.

A França voltou ligada e pressionou. Passou os minutos iniciais do 2° tempo em cima. Henry, pouco antes de ser substituído por Govou, desperdiçou a melhor chance. Casillas defendeu.

Após os 15 minutos, já com Marcos Senna em campo, o jogo voltou para o controle espanhou, que freou o ritmo do encontro. E com autoridade. Com direito a olé. Fácil.

Malouda, que acertou uma bola na trave, e Cissé também etraram pela França. A torcida apupou seus atletas. O time de Domenéch é apático, aparenta tristeza, pouquíssima inspiração. Lembra o time de 2002.

Quanto ao selecionado espanhol, Vicente Del Bosque acertou a mão de um elenco especial. O time joga de forma parecida com a Fúria que venceu a Eurocopa, é moderno e inteligente. Não forçou um terceiro gol, porque controlou o duelo.

Não à toa, quem jogou de azul no campo dos Bléus foi a Espanha.

Escrito por Leandro Iamin às 19:10 Leandro Iamin 6 Comentários

Ronaldinho perde muito fora da Copa do Mundo

3 mar

Geral

Reproduzo a interessante matéria de Paulo Passos para no ig.

Se não for ao mundial, além de perder a oportunidade de disputar e, quem sabe, ganhar a competição, Ronaldinho também deixará de faturar ba$tante

Sem Copa, Ronaldinho diminui propagandas

Total de campanhas publicitárias caiu para menos de um terço do número de 2006. Mas especialistas afirmam que “marca” segue forte

De Paulo Passos, iG São Paulo

Refrigerante, sabão em pó, iogurte, chuteira, telefone celular, posto de gasolina, picolé, desodorante, chiclete e banco. Produtos tão diferentes tiveram algo em comum em 2006: um contrato com Ronaldinho Gaúcho, que arrebentava no Barcelona e despontava como a principal aposta brasileira para vencer a Copa do Mundo.

Hoje a história é diferente. Após anos em baixa, Ronaldinho corre para brilhar no Milan e convencer Dunga a levá-lo ao Mundial da África do Sul. Como garoto-propaganda, outro baque. Das 10 marcas que usavam sua imagem em 2006, apenas uma, a Nike, ainda o mantém sob contrato.

Se ficar fora de uma Copa é uma frustração para qualquer jogador, não estar sob os principais holofotes do esporte não deve, no caso de Ronaldinho, arranhar sua imagem de “vendedor de produtos”. É o que dizem publicitários e especialistas em marketing consultados pelo iG. Não ter seu nome vinculado ao Mundial, no entanto, privará Ronaldinho de ganhar mais alguns milhões de euros. “É claro que ele acaba perdendo oportunidades. As empresas querem quem está em evidência”, afirmou o publicitário Luiz Sanchez.

O contrato com a empresa de refrigerante Pepsi, por exemplo, encerrou no último ano e não foi renovado. A gigante norte-americana, que tem sua maior rival, a Coca-Cola, como patrocinadora oficial da Copa do Mundo, contará em seus comercias com Kaká, Messi, Fernando Torres, Henry e Drogba. Todos garantidos no Mundial da África do Sul, o que não ocorre com Ronaldinho.

Situações como essa ainda estão longe de abalar os vencimentos do brasileiro. Segundo a revista “France Football”, que realiza anualmente um respeitado levantamento sobre os ganhos de jogadores de futebol, Ronaldinho foi o terceiro mais bem pago do mundo em 2009.

Entre salários e publicidade, faturou 19 milhões de euros, atrás apenas do argentino Lionel Messi e do inglês David Beckham. A maior parte desse valor veio justamente do uso de sua imagem para a venda de produtos. De cada três euros que entram na conta do meia-atacante, dois vêm de contratos publicitários.

Nike segue “fiel”

O trabalho no Milan para recuperar o espaço perdido na seleção ainda está longe de refletir fora de campo. Em 2006, a agência de pesquisa em marketing BBDO apontou que a imagem do craque valia 47 milhões de euros, o que fazia de Ronaldinho o jogador mais valioso do mundo. Com os altos e baixos do craque, apenas a Nike, que patrocina o brasileiro há mais de 10 anos, seguiu “fiel”.

“Hoje, ele não é só um atleta que usa os nossos produtos”, explicou Tiago Pinto, diretor de marketing da Nike no Brasil. “Temos uma marca própria do Ronaldinho. Claro que a Copa do Mundo é muito importante e estamos vendo com bons olhos a recuperação dele no Milan. Mas temos uma série de trabalhos juntos que são realizados independentemente dele estar ou não na seleção brasileira”, completou.

É bem verdade, também, que outras empresas passaram a usar a imagem do Gaúcho após a Mundial da Alemanha. É o caso da indústria japonesa de tecnologia Konika Minolta e da norte-americana Nutrilate. Desde 2008, Ronaldinho faz comerciais para a maior fabricante mundial de suplementos nutricionais. A propaganda do jogador fazendo malabarismos com a bola, vestido com uma camisa verde, foi a única veiculada na televisão nos últimos meses.

Negócios de família

Empresário e irmão do meia-atacante, Roberto de Assis Moreira nega que a diminuição no número de aparições em comerciais tenha a ver com a ausência nas convocações da seleção brasileira. Desde abril de 2009, na vitória sobre o Peru pelas eliminatórias, Dunga não o chama.

“O Mundial sempre motiva as empresas a se associarem ao futebol, mas o Ronaldo já tem uma marca consolidada. Se ele ficar fora, isso não vai ter efeito prático para as nossas empresas”, afirmou Assis.

No início da carreira do irmão, Assis era “apenas” o agente de Ronaldinho e cuidava dos contratos. Hoje é o presidente do Assis Moreira Group, uma holding que, além da gestão da carreira e do uso da imagem do meia-atacante, administra outras quatro empresas. Negócios que vão desde um clube da primeira divisão do Campeonato Gaúcho a uma produtora musical. Nos próximos meses, o grupo pretende lançar uma agência de turismo e uma casa de espetáculos. Desde 2006, a família investe também em ações sociais, no Instituto Ronaldinho Gaúcho, que atende 600 crianças em Porto Alegre. Os números da empresa não são divulgados.

O link da matéria, clicando aqui.

Escrito por Vitor Birner às 16:18 Vitor Birner 16 Comentários

Dá para encarar?????

3 mar

Birnadas, Seleção Brasileira

De Vitor Birner

Durante a transmissão do jogo do Brasil, ontem, na CBN, o pessoal que acessa o chat pediu nossa (Evaldo José, Carlos Eduardo Éboli, Jorge Eduardo e este blogueiro)  seleção com os jogadores que atuam aqui no país.

Podia usar reservas de Dunga também.

Desprezei um pouco o momento de alguns atletas e fiz a minha com duas opções.

No 4-4-2; Marcos, Cicinho, Chicão, Miranda, Gilberto;Sandro, Elias, Diego Souza, Ganso, Neymar ou Kléber e Adriano.

No 4-3-3; Marcos, Cicinho, Chicão, Miranda, Gilberto; Sandro, Elias, Ganso, Kléber, Adriano e Neymar.

Dá para encarar a do nosso comadante?

Sem Novidades

2 mar

Birnadas, Seleção Brasileira

De Vitor Birner

Não há muito para ressaltar na vitória brasileira diante da Irlanda.

Se algo diferente acontecer na seleção por iniciativa de Dunga, será nos cerca de 30 dias de preparação para o mundial.

Apenas com o grupo reunido, no dia a dia antes da Copa, ele testará modificações táticas que podem acarretar também em mudanças na escalação.

Esquerda continua mais ou menos

Contra os irlandeses, o lado esquerdo do sistema defensivo falhou na etapa inicial.

Felipe Melo marcando no meio, Michel Bastos na lateral e Juan na zaga sofreram com Robbie Keane.

A Irlanda tentou os desarmes na saída de bola da defesa brasileira.

Apesar de perder a etapa inicial por 1×0, a tática funcionou.

Kaká-dependência

Ela apareceu outra vez. O madridista fica muito sobrecarregado, pois os rivais sabem que o jogo criativo do meio-campo brasileiro depende dele.

Por isso, apenas quando Kaká consegue a jogada individual, ou na hora dos avanços dos laterais, especialmente o da direita, o Brasil chega na área do rival.

Como no primeiro tempo apenas Maicon desceu, e de forma tímida, Adriano foi obrigado a sair da área para buscar o jogo.

Previsível

O gol brasileiro que mudou a cara do amistoso começou com Kaká puxando o contragolpe. Ele rolou a bola na direita para Maicon. O lateral lançou Robinho que, impedido, fez o cruzamento. A bola bateu no adversário e atrapalhou o goleiro Shay Given.

Estava aberto o caminho para a vitória.

Daniel Alves só no contragolpe?

O barcelonista entrou no segunda etapa. Como de costume, bem.

Substituiu Ramires que brigava muito e criava pouco. Como o Brasil não pode depender de Gilberto Silva e Felipe Mello para levar a gorduchinha aos atacantes, sobra quase tudo para Kaká.

Daniel Alves muda o panorama. Se movimenta bastante, divide a atenção dos marcadores, pode, se ficar no meio, cair por ambos os lados como também tem condições de fazer o terceiro atacante e proteger Maicon.

Versátil, deveria, neste grupo de Dunga, ser titular.

Mas, pelo jeito, o comandante só o coloca quando o Brasil está em vantagem e pode atuar no contragolpe.

Sem dúvida ele é a opção perfeita para tal situação.

Contudo, acho, não só para ela.

E Grafite?

Entrou para jogar na área, de costas para o gol, como autêntico pivô. Não é a dele.

Grafite é atacante de velocidade que atua aberto e entra com a bola na diagonal.

Mesmo fora de posição, atuou bem. Mas só conquistará a vaga no elenco do mundial caso alguém se machuque.

Escrito por Vitor Birner às 21:01 Vitor Birner 24 Comentários

Meu filho, não pode.

2 mar

Geral

De Vitor Birner


(foto retirada de orkut)

O que é isto???????????

Haja ingenuidade.

Wellington Silva, revelação do Fluminense, com a camisa do Flamengo (modelo 2008, quase atual).

Ademir, o pai, disse que torcia pelo Rubro-Negro até o filho virar atleta Tricolor. Leia nesse link.

Ele já foi negociado com o Arsenal. Tem 17 anos. Em janeiro do ano que vem completará 18 e irá aos Gunners.

Mas não deveria ter dado o mole.

Agora  vai precisar jogar bem sempre. A pressão aumentará bastante até viajar para a Inglaterra.

Dificultou a própria vida.

Balotelli

O bom atacante da Inter é torcedor do Milan. Já foi visto entrando numa loja oficial do clube em Milão.

Por conta disso, mesmo atuando bem, grande parte dos interistas não gosta dele.

Não se brinca com paixões intensas.

Escrito por Vitor Birner às 12:47 Vitor Birner 77 Comentários

Ganso deveria apenas ter feito, não dito

2 mar

Birnadas

De Vitor Birner

Após a vitória de domingo diante do Corinthians, Paulo Ganso declarou à rádio Espn Brasil que chegou junto em Ronaldo no primeiro lance do clássico.

“O Ronaldo saiu um pouco lento. Cheguei meio que empurrando para ele dar uma acordada, para ele ver que ele está na Vila Belmiro, e não no Pacaembu” disse o meia.

Ontem, segunda-feira, ele desmentiu o que realmente fez.

Ouça o áudio e leia a matéria da Espn Brasil clicando aqui.

Muita gente já olhava torto para a revelação santista por causa do ato comum.

Acontece o tempo todo em campo. Aposto que ocorreu com todos os times grandes que jogaram no fim de semana.

As entradas para “marcar território” e a intimidação psicólogica (ameaças e provocações entre atletas) estão para o jogo de futebol tal qual os atletas.

Quando os homens iniciam a disputa das partidas, também começam uma divertida, para muitos de nós, guerra lúdica.

O apito final termina a bricadeira.

Ganso não pretendia matar ou machucar Ronaldo. Nem odeia ou deseja o mal do atacante corintiano.

Ele simplesmente jogou futebol, gostem ou não os fãs.

Maturidade

Ganso tem visão de jogo rara nos tempos de hoje. Cada vez menos aparecem os meias criativos, habilidosos, capazes de assumirem a coordenação do jogo ofensivo.

Quando vou aos jogos do Peixe, como todos, espero pelos dribles de Neymar.

Todavia, quando a bola está com Ganso, minha expectativa aumenta.

Adoro vê-lo jogar.

A jogada com Ronaldo mostra que, aos poucos, está amadurecendo.

Se aprender a se defender e impor no campo, dará enorme passo para se transformar em jogador decisivo e campeão.

A pancadinha, por isso, foi bom sinal. Aprendeu uma lição.

Aliás, duas. Na próxima vez,  garanto, só baterá.

Não vai falar.

Escrito por Vitor Birner às 11:26 Vitor Birner 90 Comentários

Espero um bom jogo. Nada mais.

2 mar

Seleção Brasileira

De Vitor Birner

Acho que teremos um bom jogo, hoje, no Emirates Stadium.

Não acredito em marasmo por causa do adversário.

A Irlanda tem boa qualidade, atua de maneira intensa, e é bem treinada por Giovanni Trapatonni.

Torci bastante pela classificação irlandesa já na fase de grupos da eliminatória da Europa.  Fiquei muito indignado quando foi eliminada pela arbitragem.

Ou, se preferir, pelo estranho conservadorismo da FIFA, contrária ao uso da eletrônica no futebol.

Do Brasil, não aguardo novidades táticas.

Elas só poderão acontecer quando o grupo estiver definitivamente reunido para a disputa do mundial sulafricano.

De qualquer forma, logo mais, em Londres, vale a diversão.

Escrito por Vitor Birner às 11:13 Vitor Birner 8 Comentários

E não era assim com Ronaldo em 2009?

1 mar

Birnadas

De Vitor Birner

Como você sabe, sou admirador do trabalho de Mano Menezes. Em regra, aqui no blog, ele é muito elogiado.

E faz tempo! Antes de assumir o comando do Corinthians já gostava bastante da forma como montava seus times.

Desta vez, não concordo com Mano.

Ele disse o seguinte depois do jogo de ontem ao Lance!.

– Nos últimos dias, só se fala em “meninos da Vila”, “garotos disso e daquilo”. Você não pode marcar e tocar neles que é falta ou cartão amarelo, totalmente na contramão do que foi pregado de filosofia de arbitragem no início do ano, de que não seria marcado qualquer faltinha, e não é isso que acontece.

http://www.lancenet.com.br/corinthians/noticias/10-02-28/709384.stm?para-mano-menezes-falatorio-de-show-da-regalias-ao-rival

Dois detalhes.

Isso aconteceu, de fato, ano passado com Ronaldo. Por várias razões, entre elas o histórico de lesões dele e a loucura popular para vê-lo em campo.

E não foram apenas os árbitros que trabalharam com receio. Os zagueiros rivais também pegaram leve muitas vezes (não sempre, claro) com o centroavante.

Não cobro de Mano coerência. Eu faria o mesmo no lugar dele. O silêncio lhe era conveniente. A reclamação cabia aos adversários que, também intimidados pelas circunstãncias, ficaram quietos. O treinador não tinha que dizer nada mesmo.

O segundo detalhe é técnico. Não vejo tal proteção. Os apitadores rigorosos e exagerados, que marcam qualquer coisinha, trabalham assim mesmo na chata primeira fase do paulistinha.

Acho que a habilidade dos santistas complica ainda mais a vida de quem os enfrenta por causa do estilo de arbitragem na competição.

O tratamento dispensado aos comandados de Dorival Jr está dentro do padrão do torneio.

Escrito por Vitor Birner às 14:41 Vitor Birner 85 Comentários

Sem aperto de mão

1 mar

Birnadas, Vídeos

De Vitor Birner

Wayne Bridge deu olé em Terry na hora da protocolar série de cumprimentos antes dos jogos de futebol na Inglaterra.

Nem poderia ser diferente.

Fácil de explicar.

O problema não é de quase ninguém.

É deles.

O jogo foi 4×2 para o time de Bridge, o Manchester City, contra o Chelsea, na capital inglesa.

You need to a flashplayer enabled browser to view this YouTube video

Escrito por Vitor Birner às 12:07 Vitor Birner 13 Comentários

Quem sai para Fernandinho entrar?

28 fev

Birnadas

De Vitor Birner

Estreou no segundo tempo e marcou 4 gols. Guilherme, quando fora contratado do Marília, ainda da categoria de juniores, fez o mesmo. Eliel balançou 3 vezes as redes na primeira aparição no time.

Guilherme e Eliel não foram grandes jogadores

Isso mostra que nem sempre o artilheiro da estreia se transforma em atleta importante.

Mas, no caso, há uma diferença. Fernandinho é bom de bola. Se a camisa não pesar, vai crescer no São Paulo.

Ganhou a posição

Os 4 gols devem ter garantido um lugar entre os 11 titulares na próxima partida.

O futebol á assim. Ainda mais quando o time vinha mal.

Resta saber quem sai

Se não houver improvisos ou mudanças táticas, Dagoberto sai para Fernandinho entrar.

Eles formaram o ataque contra o Monte Azul.

Todavia, o ex-barueriense é segundo atacante, não homem de área. Utilizá-lo na de Washington, como alguns pedem, vai atrapalhá-lo.

Muitas vezes ficará de costas, tomando pancadas do zagueiro, ao invés de ir para cima e driblar em velocidade, sua grande virtude.

Para usar Dagoberto e Fernandinho no ataque do 4-4-2 , os jogadores do meio precisam chegar na área bem mais. Dorival Jr tentou o mesmo com Neymar e Robinho diante do Rio Claro e não deu certo.

É muito complicado atuar sem ninguém prendendo os zagueiros adversários na área.

Se Ricardo Gomes trabalhar no 4-3-3, eles, e o centroavante, podem funcionar juntos.

Pode usar Dagoberto na meia, abrindo de vez em quando para fazer o terceiro homem de frente.

Como o treinador ainda não arredondou nenhuma formatação de 4-4-2, talvez não tente outras modificações agora.

Resta saber se sai Marcelinho, ou se o Paraíba será recuado para o meio, o que obrigaria Ricardo Gomes a colocar no banco ou Richarlyson, ou Hernanes, ou Cleber Santana.

Outra opção de Ricardo Gomes é sacar Jorge Vagner, recuar Richarlyson para a lateral e usar Marcelinho no meio.

Souto deve ficar com a zaga de Jean.

De todas as possibilidades, as saídas de Richarlyson ou de Hernanes seriam minhas primeiras tentativas.

Dagoberto fica no banco disputando humildemente e em silêncio, assim tem que ser, a posição com Fernandinho, ou com algum atleta do meio.

É ótima opção para etapa complementar.

Se começar a gastar a bola, trataremos do assunto depois.

Escrito por Vitor Birner às 19:55 Vitor Birner 149 Comentários